Tóquio revela desfalques, mas vale ouro
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 19, 2021 às 3:30 pm

Não é segredo para ninguém que os Jogos Olímpicos de Tóquio seriam diferentes, por conta dessa pandemia. O torneio de tênis não escapou de um número enorme de desfalques. Mas não tenho dúvidas de que para a grande maioria dos jogadores, um título de Grand Slam, ou até mesmo de um 1000 (ATP ou WTA) vale mais do que uma medalha. Nem todos pensam assim, mas é um sentimento comum entre muitos.

Esta falta de interesse para Tóquio – é claro que agravada fortemente pela Covid-19 e as inúmeras restrições impostas aos participantes – já foi sentida, de certa forma, pelo Australian Open. A competição era jogada no final da temporada, na distante Melbourne. Tenistas estavam exaustos e não queriam atravessar o mundo, mesmo para um Grand Slam.

A diferença é que a Austrália melhorou e muito. Mudou de data, passou para o início da temporada, realizou reformas, construiu novas quadras cobertas e transformou-se num dos eventos mais atraentes para os tenistas de todo o mundo.

Enquanto isso, o torneio olímpico piorou em função de uma infeliz rivalidade entre a ITF (organizadora do evento) e as associações de classe, a ATP e a WTA. Em Londres, o campeão de simples recebia 700 pontos para o ranking, algo compensador, em se tratando de um torneio a mais. Só que para o Rio de Janeiro e agora também Tóquio, a competição segue sem pontuação.

É claro que participar de uma Olimpíada é uma experiência que qualquer atleta gostaria de viver. Mas, justamente, para o tênis o interesse sempre foi relativo. A modalidade fez parte desde os primeiros Jogos em 1896 e depois saiu em 1924. Por que cargas d’agua aconteceu isto? Só voltou em 1988 (quatro anos antes foi disputado como exibição) e com nova cara e relativo interesse. Mas, desde o Rio, deu um passo atrás.

A competição é grande. São 188 jogadores em cinco eventos. As chaves de simples e duplas, masculina e feminina começam dia 24. A final entre as mulheres está marcada para o dia 31 e entre os homens no dia primeiro de agosto. As mistas iniciam-se dia 28 e serão disputadas em quatro rodadas. Em todas as chaves os semifinalistas disputam bronze.

Os jogos serão em quadra dura no Ariake Coliseum, o mesmo estádio que recebe o Japan Open e o Pan Pacific Open. É um dos poucos lugares em que se orgulha de ter um teto retrátil, mas não poderá receber as dez mil pessoas de sua capacidade.

Dos últimos campeões, Andy Murray, Rafael Nadal,
Serena Williams e Monica Puig, apenas o britânico estará na chave a ser sorteada no dia 24.


Comentários
  1. Sérgio Ribeiro

    Me desculpe , caro Chiquinho. Com a possibilidade dos Profissionais jogarem , até a NBA colocou o Dream Team . Em 88 já começamos com Steffi Graf levando o Ouro . As Irmãs WILLIANS são as maiores medalhistas Olímpicas . Federer de 2000 a 2021 somente pulou a Rio 2016 por Cirurgia. E levou Ouro ao lado de WAWRINKA em 2012 em duplas . O feito de Agassi, Rafa Nadal e o Bi-Olimpico Andy Murray, independe de pontuação ou prêmios. Os Tenistas mercenarios que fiquem de fora e joguem ATP 250 . O “esvaziado “ Torneio atrapalhado pelos Japoneses, terá 6 TOP 10 no Masculino e 7 TOP 10 no Feminino. E com a presença de BARTY e NOVAK . Pode ter certeza que a briga da ITF e da ATP , assim como da FIFA com o COI , em nada diminui o desejo pelo GOLDEN SLAM . Ao menos , a meu ver . Abs!

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Confesso não entendi… os jogos irão ser cancelados? Há sim um possibilidade, mas sei lá… vamos todos aguardar e torcer para que tudo caminhe bem

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