Djokovic deixa tudo igual, mas diferente
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 11, 2021 às 6:13 pm

20/20/20 São os números de troféus de Grand Slam dos três maiores tenistas da história. Pela ordem de idade são Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic. Está tudo igual, mas diferente pelas perspectivas. O Sérvio de 34 anos está com fome e forma para alcançar outras conquistas. O espanhol, com 35, tem também boas chances. E o suíço, com 39 quase 40, vai precisar de muita sorte ou até mesmo um milagre, mas segue tendo a torcida de muitos para concretizar esta façanha.

Alguns analistas já foram mais duros ao revelar suas perspectivas. Um deles é o ex-campeão e hoje comentarista da tevê americana John McEnroe. Ele foi taxativo em dizer que Federer não ganha mais Slams, acrescentou que Nadal pode levar mais um, e Djokovic deve ganhar muitos outros.

A realidade está escrita com letras fortes. Dos 20 troféus de Grand Slam, Djokovic conquistou os últimos oito após completar 30 anos. O sérvio está em forma invejável e numa jornada que está longe de se encerrar.

Antes que comecem os gritos das rivalidades, gostei demasiadamente do discurso de Novak Djokovic a respeito do big 3. Disse com sinceridade que deve pagar um tributo ao que fizeram Federer e Nadal. A importância dessas lendas o motivaram e o fizeram um melhor jogador, em diversos aspectos. Reconhece ainda que ao chegar ao top 10 colecionava mais derrotas contra ambos do que vitórias. Aprendeu perdendo.

Aliás essa é uma característica louvável no comportamento de Novak Djokovic. Enfrentou dificuldades desde criança e, assim como aprendeu com Federer e Nadal, jamais desperdiçou oportunidades de se tornar o número 1 do mundo.

E o clima amistoso no big 3 levou até mesmo Roger Federer a declarar que se sente orgulhoso com a oportunidade de ter vivido com Djokovic uma era especial do tênis. E, sem dúvida, respeitando as preferências individuais uma verdade é que somos privilegiados por sermos contemporâneos de uma geração  de gênios da raquete como esta.

A decisão de Wimbledon também trouxe um novo finalista. Matteo Berretini deixou claro que esta derrota não é o fim, mas sim apenas o começo de uma carreira já brilhante.

BARTY: O título de Wimbledon ficou em boas mãos. É isso mesmo, acho que o tênis feminino cresceu com a conquista da tenista australiana. Ela acrescentou estilo à modalidade. Revela uma variação de golpes pouco comum entre as mulheres. E talvez isso sirva de inspiração para novas jogadoras, pois as atuais revelam um jogo muito parecido.

Também foi muito bonito e apropriado Asheigh Barty usar um uniforme em homenagem a última campeã australiana em Wimbledon, Evonne Goolagon, campeã em 1971 e em 1980.

 


Comentários
  1. Samuel Bueno da Silva

    Muito bom, Chiquinho!
    Sorte a nossa ver esses gênios em quadra!! Vida longa a todos eles.
    E a nova geração vem forte!! Novamente, sorte a nossa!

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  2. Herbert

    Grande analise Chiquinho!!!! Realmente todos somos privilegiados de viver e testemunhar as realizações destas 3 grandes lendas… O tênis ganhou grande destaque após o surgimento do big3!!!

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  3. Thierry

    Boa Chiquinho, é isso aí mesmo, vida longa ao versátil estilo da Barty e ao completo Djokovic. Somos privilegiados! Pós Guga e no início da era Federer eu assistia jogos sofríveis no masculino enquanto no feminino tinha ótimas jogadoras de diferentes estilos. Hoje é o contrário e com o plus do Big 3 ainda por cima. Vamos apreciar mais o que os grandes jogadores fazem pelo esporte

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  4. Marcelo-Jacacity

    Grande Chiquinho! Preciso.
    Parabéns pelo seu excelente trabalho no BandSports e estendo os parabéns a toda a equipe da Band e do Ace.

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  5. Marco Antônio Varella

    Concordo com a análise do McEnroe, apenas fazendo a ressalva que Nadal ainda pode conquistar UNS Slams, mas realmente Djokovic, se não tiver nenhum problema físico inesperado, vai ganhar ainda vários deles.

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  6. SANDRO

    Boa Tarde Chiquinho!
    Foi um belo torneio, com certeza, a confirmação de um legado com Djokovic e a revelação de um novo grande talento na grama que pouco antes havia ganhado o Queen’s!
    E a LACOSTE caprichou no bom gosto e na tradição do uniforme branco.
    O uniforme branco LACOSTE do Djokovic foi o mais bonito do torneio.

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  7. Orlando

    Olá Chiquinho, poucas vezes faço algum comentário nesse site, porém o acompanho diariamente. Leio tudo que é postado por vc e pelo Dalcim. Dessa vez me curvo diante de seu comentário, pois dessa vez eu o achei de uma imparcialidade indiscutível. Parabéns!

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  8. ANDRE

    tem tudo pra trucidar os recordes de Slam……está em plena forma, muito perto do nivel que jogava em seu auge. Enqto Federer e Nadal está em franco declinio. Seu corpo nao dá qlqer sinal de desgaste, nao está com lesões e seu físico aguenta jogos longos igual de um jovem. ALém disso ele tem grnades chances em todos os Slam, diferente dos Fed e Nadal que claramente só tem grandes chances em seu piso favorito nessa altura.

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  9. Valmir

    Concordo parcialmente, a questão física pesa para todos. Djoko sabe que precisa ganhar algo mais logo, não só pelas próprias limitações que estão vindo, mas pelos jovens, cada vez mais capazes.
    Um abraço

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  10. Fernando

    Agora os três têm 20 conquistas. Mas ninguém tem um domínio tão grande num só slam como R. Nadal tem em Roland Garros. Fato.

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  11. Marcelo Moraes

    Chiquinho, você leu o que Ivanisevic disse sobre Djoko após essa conquista de Wimbledon? Claro que pode soar parcial por ele ser um dos técnicos do “monstro”, mas, “by the other hand”, Ivanisevic foi ótimo tenista e, a meu ver, foi perfeito na análise: se Nole ganhar o US Open, acaba-se de vez, pelos números, fatos e variação de pisos, a discussão sobre quem é o melhor de todos os tempos.
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    Curiosidade geolinguística boba: em que língua Djoko, sérvio, e “Iva” , croata, se comunicam?…
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    Berrettini seria um Del Potro melhorado?…
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    E a Barty, hein? Que estilo lindo e variado! Quando ela surgiu, sem eu ter referências, achava uma filha australiana perdida da Fafy Siqueira, atriz e humorista que imita o Golias à perfeição… 10 minutos depois eu já notava algo diferente das outras e virei fã dela imediatamente. Etnicamente torço muito pela “japonegra” Naomi Osaka ( (Ôssaka, como ensinou Carlos Gil) , Stephens e Gauff, mas os estilos de Barty e Swiatek me agradam muito mais. Fora essas, só admiro a raça da Halep. Já Serena ficou para lenda, para o Eterno, e, assim como com Federer, só nos resta o respeito e a admiração por vê-los jogar por amor ao esporte, porque já estão ricos e consagrados. É como ver Rolling Stones e Paul McCartney, bilionários, ainda em atividade. Mesmo longe do brilho e vigor de antes, ainda estão ativos por amor ao seu ofício. Lindo.
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    Só uma correção: chamei Guga de “manequinho”, quando o certo obviamente é manezinho da Ilha… Foi mal.

    Um abraço e obrigado pela paciência.

    Marcelo Moraes
    Padre Miguel, Rio de Janeiro – RJ.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Valeu Marcelo… não sei se o GOAT pode ser definido pelo número de Slams. Muitos defendem essa tese. O Goran está puxando a sardinha, mas tudo bem. E um croata no time do sérvio. Convivi com o pai do Goran em outros tempos em que jamais aceitaria uma união entre
      Sérvios e croatas. Que bom que o mundo mudou.
      Agora a Barty deixa o título de Wimbledon em boas mãos

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  12. Santos

    Djokovic no Topo do Mundo. Impressionante o sérvio. Depois de RG e WB ficou incontestável a supremacia do Nole. O maior de todos é ele até que se prove o contrário. O tempo está exaurindo para a dupla Fedal o superarem. Mas ainda há um chance. Como dizia o cartaz de um torcedor em WB : Djokovic não é apenas um lobo jogando , é uma Wolf Pack ( uma alcatéia ) .

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  13. RODRIGO FERRAZ DA COSTA

    Bom dia Chiquinho.
    O que o Djoko esta fazendo desde 2011 eh surreal!
    Vc acha que ele pode superar a graff em semanas como número 1 e também alcançar a incrivel façanha de 25 spams?

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Pode sim… mas acho que vai selecionar bastante os torneios. Tem ainda bons concorrentes no Tour. Acho que o US Open vai dizer muita coisa

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  14. Fábio Fernandes

    Antes a grande dúvida era quem iria desbancar o big 3 em Slams e agora acho que a dúvida é quem vai conseguir vencer Djoko em Majors, não acha Chiquinho?

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      1. Marcelo Moraes

        “Ói eu aqui travez” abusando da sua paciência e atenção…

        Nas CNTP, o US OPEN está 70% nas mãos do Djocko. Mas, mesmo o achando o maioral agora, não seria bom para o esporte que ele se tornasse hegemônico. Então, como tenho amor igual pelos outros Big 2, vou torcer por eles, assim como sempre torci contra o Nadal no saibro, pelo bem do esporte. E que a molecada chegue de vez. Está mais do que na hora!
        E o Djoko perdeu 0,1 por cento de meu apreço ao se declarar melhor do que os outros. Por mais autoconfiante que alguém seja, é de bom tom e até ético não fazer tais declarações publicamente. O Messi, por exemplo, nunca diria isso – pelo menos não publicamente. Se já existe um pé atrás winner contra Djokovic, isso aumentou significativamente após essa declaração, e as “viúvas de Federer e Nadal” certamente não o perdoarão no US Open. Madeirada feia…
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        Repetindo: o Berrettini seria um Del Potro melhorado? Comente, por favor, quando quiser e puder.

        Valeu!

        Marcelo Moraes
        Padre Miguel, Rio de Janeiro- RJ.

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        1. Chiquinho Leite Moreira

          Bem primeiro acho que o US Open vai dizer muita coisa. Acredito que o Nadal deva chegar forte e a nova geração pode sim dar muito trabalho. Não vejo muita relação entre Berettini e Delpo. Os dois têm uma patada
          – ou martelada- de direita. Mas o argentino só começou a dar slice de esquerda quando sentiu os problemas no punho. Delpo é mais completo e o italiano ainda vai melhorar, pois quando foge da esquerda e não define fica vulnerável e tem de correr muito… enfim minha opinião, muitos talvez não concordem

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  15. Majô

    Vejo você no Ace Band ,e já sentia falta do seu blog.Ainda bem que voltou!
    Realmente esse ano Djocko está arrasando!!
    Um privilégio ver Nadal,Federer e Djocko,três lendas que dá gosto desfrutar.
    Acabo de ler no Blog do Dalcin que Federer desistiu das Olímpiadas por problema no joelho.Ah!Chiquinho, adoro o Federer mas vê-lo em quadra não me dá alegria.Gostaria que tivesse vencido Wimbledon,e aposentar as raquetes.Vamos sorver até o último minuto.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      É isso mesmo. Mas se o Federer sentiu o joelho numa quadra macia como a grama, como será na temporada de quadras duras norte-americana. Uma pena… mas jamais duvidem do RF

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  16. Oswaldo E. Aranha

    Gostei de ver tua imparcialidade ao fazer o comentário, fato não frequente de alguns comentaristas.

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