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No Canadá diversidade e mudanças
Por Chiquinho Leite Moreira
agosto 5, 2013 às 12:42 am

O Canadá marca o início dos grandes torneios de quadras duras no verão na América do Norte. São competições em complexos de fazer inveja ao país da próxima olimpíada. Todas com estádios gigantescos, conforto e diversão. É a temporada da Disney dos amantes do tênis, que culmina com o US Open, em Flushing Meadows.

Para a chave masculina, Montreal é a sede do Masters 1000 deste ano. A cidade tem um gostoso acento francês. A população fala com fluência dois idiomas. Ao mesmo tempo em que se pode observar um comportamento bem europeu, com o gostoso hábito de um demorado café em mesinhas na calçada, embalado pela leitura de um livro, também está nítido os costumes americanos. Um passeio pela Crescent Street revelará estes dois cenários.

Na quadra, a diversidade também promete imperar entre os homens. Roger Federer, infelizmente, está fora. Talvez a lesão nas costas seja bem mais grave do que as informações dizem. Ou será que o suíço está pensando em outros planos? Não sei, mas há algo de estranho no ar. O melhor é aguardar sem especulações.

O período é favorável a Rafael Nadal. Não há dúvidas que os nadalistas estarão atentos e, como sempre, fervorosos na torcida pelo espanhol. Como de hábito ele chega tirando responsabilidade de suas costas. Diz que não está muito preparado, de que as quadras duras são exigentes e justifica que em Indian Wells, as condições são diferentes e bem mais favoráveis ao seu estilo. Favorável também é sua perspectiva de ranking. Sem pontos para defender até o final da temporada caminha comodamente para cima.

A liderança de Novak Djokovic está sim ameaçada, especialmente por Andy Murray, apesar da enorme diferença de pontos que ostenta diante dos outros. O tenista sérvio passa por uma fase curiosa. Segue jogando bem, mas parece faltar algo que ele tinha de sobra no ano passado: a forte perseverança e a recusa pela derrota. Sem contar ainda o seu tom de constrangimento, depois das tolas declarações de seu pai. Poxa que situação difícil ele colocou o seu filho hein?

Esbanjando confiança, Andy Murray já ganhou algumas vezes no Canadá. O argentino Juan Martin Del Potro, sempre perigoso, vem de título de Washington e a lista da ATP desta segunda feira dever confirmar que ele rouba a posição de Federer no ranking.

É um momento interessante. Até mesmo os ‘saibreiros’ de carteirinha despediram-se da Europa na exuberante Kitzbuehel. O sonho americano está mais reluzente do que nunca. Afinal, o US Open irá distribuir a premiação recorde de US$ 34,5 milhões. Nada mal para quem diz estar em crise.

 


Comentários
  1. fabio de moura teixeira

    O q há de melhor p/ quem vai assistir pela TV é q são jogos de melhor de 3 sets e não de 5. Gostar de tenis não quer dizer ficar 4 horas assistindo e torcendo ou não é cansativo. Torço muito pelo Del Potro e sua ação além de um grande tenista é ética e bacana. Boa sorte p/ e ele p/ nossas duplas q são os tenistas q podemos realmente torcer como brasileiros q somos.
    Fabio

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  2. MARILIENSE

    Rafael Nadal 21 x 15 Novak Djokovic // Rafael Nadal 20 x 10 Roger Federer// Rafael Nadal 12 x 4 Andy Murray. Portanto o placar total está assim: Rafael Nadal 53 x 29(Djokovic,Federer,Murray). Quatro dos maiores tenistas da história mas Rafa é o maior de sua geração, os numeros não mentem… Todos viram panga nas mãos de Rafael Nadal. É a lei do mais forte….

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  3. MARILIENSE

    Rafael Nadal cada vez mais à beira da perfeição. E diziam os “entendidos” que a sua vida no tenis seria curta devido ao seu estilo de jogo rsrsrs…… Dá impressão que Nadal está apenas começando em sua carreira…..pro desespero dos “entendidos”

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  4. REnato

    O mariliense tenho que admitir que começo a acreditar nisso. É uma pena, pois todos esportes estão ficando feitos. O futebol ficou. O basquete é só defesa, o voley pura força e por aí vai. Quando a gente vê um Federer parando desencanta o tênis e sua beleza. O tênis é bonito! E ver o maior baloeiro de todos os tempos imperando com seu jogo horroroso mas eficiente confesso, desanima. Como desanima ver nossos tenista medíocres que sequer chegaram às semis no Rio, como medíocres também são nossos juvenis que não vão virar nada com exceção da Bia. Boa semana a todos!

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