TenisBrasil - Tenis.Com Chiquinho
US Open supera desafios, mas deixa marcas
Por Chiquinho Leite Moreira
setembro 14, 2020 às 2:29 pm

A decisão de realizar um torneio do tamanho do US Open em plena pandemia foi ousada. Mas ao final de duas semanas de jogos, emoções e polêmicas, os dirigentes da USTA desfilaram de peito estufado pela Arthur Ashe. A forte emoção  no discurso do atual presidente da Associação Norte-Americana de Tênis, Patrick Galbraith, deixou claro que assumiu riscos enormes e estava aliviado ao chegar ao fim com relativo sucesso.

É claro que não dá para obter um sucesso total, num torneio realizado sem público. Aliás, a torcida no US Open proporciona uma atmosfera eletrizante e faz parte do show. É preciso também considerar que a ausência do “Big 3″ deixa aquele gosto amargo e certa frustração.

O saldo, porém, pode-se dizer que foi positivo. As marcas ficaram por diversas polêmicas, como o caso do francês Benoit Paire e a desclassificação de Novak Djokovic, além de outros problemas que envolveram a bolha do US Open.

Para muitos também o sucesso não foi total, pois a final masculina teria deixado a desejar. Respeito a opinião de todos, mas sinceramente vi um jogo cheio de alternativas, com desafios na parte técnica, física e, especialmente, mental. Vejo o tênis muito além de boas raquetadas. E os ingredientes dessa decisão estiveram também variados.

No lado feminino, o título ficou em boas mãos com Naomi Osaka. Ele celebra duas semanas de bons jogos e a demonstração de uma forte personalidade. Para alguém tão tímida como ela aparenta ser, sua luta pelo fim do racismo exerceu um grande papel na sua já gloriosa carreira. E também como não celebrar a volta de Victoria Azarenka aos grandes momentos. Depois de passar por tantos momentos difíceis, sem dúvida, ela deu a volta por cima.

Para o Brasil mais um torneio marcante com a merecida conquista de Bruno Soares. Um Grand Slam é sempre muito especial. Mesmo que tenha sido realizado em tão diferentes condições.


Comentários
  1. Reinaldo

    Chiquinho, eu tenho uma visão parecida com a sua sobre o sucesso do torneio e fiquei muito feliz que não tivemos problemas maiores de saúde pois isso poderia representar um retrocesso na volta gradual do esporte. Acho que dentre tantos riscos, fizeram um grande torneio.
    Uma pergunta: Quem mais te decepcionou e quem mais mostrou progressos nesse torneio na sua opinião? Para mim, Shapovalov foi uma boa surpresa e Tsitsipas uma decepção. No feminino eu fiquei feliz pela Azarenka e acho que a Serena dificilmente ganhará um outro slam. Grande abraço, Reinaldo.

    Responder
    1. Chiquinho Leite Moreira

      Difícil sua pergunta em razão do momento em que o US Open foi realizado. Se me permite prefiro ficar com o discurso do atual presidente da USTA que destacou a coragem de todos em participar da competição. Essa parte técnica e se performance a que se refere, sem ficar em cima do muro hehehe, prefiro deixar para um torneio em todos pudessem estar ficados nos jogos, sem as preocupações com a bolha. Todos que jogaram foram heróis. E respeito àqueles que não preferiram não jogar

      Responder
  2. Periferia

    Olá

    Também gostei muito do jogo.
    O tênis acaba ficando refém do Big 3.
    O que vc mais lê sobre a final de ontem:
    “Se o Federer estivesse lá ganhava facil”
    “Se o Nadal estivesse lá ganhava facil”
    “Se o Djokovic estivesse lá ganhava fácil ”
    O detalhe é……eles não estavam….quem estava era o Thiem e o Zverev….eles que chegaram .
    Lembro de quando o Pelé parou de jogar…e o papo era o mesmo:
    ” Se Pelé estivesse jogando seria 10×0″

    Seria nada.

    Responder
    1. Michel Zonenschein Lafer

      Boa, Periferia.
      Vamos focar no que está acontecendo,.

      Concordo com o Chiquinho e gostei muito da final. Várias amareladas e tal, mas bom jogo, muita emoção, alguns grandes lances dos dois jogadores, e no fim venceu o Thiem merecidamente, mas confesso que torci pelo Zverev!

      Mas como bem colocou o Dalcim no seu blog, a vitória do Thiem, neste momento, será mais benéfica para a competitividade do tênis.

      Abraços.

      Responder
      1. Chiquinho Leite Moreira

        Michel não sei se vc concorda comigo. Gostaria de ver sua opinião. No geral, o Zverev tem mais repertório de golpes que o Thiem, mas o austríaco sabe jogar o ponto. Potencialmente acho o Zverev um jogar e tanto

        Responder
Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Comentário

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>