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“Brasil Top Sem”
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 24, 2013 às 8:20 pm

O tênis brasileiro esta semana é ‘top sem’. Não estranhe a grafia. Não faz parte da reforma ortográfica, mas faz parte de uma triste realidade. Não temos mais jogadores entre os cem (agora sim com ‘c’, sem ironias) primeiros do ranking da ATP. Thomaz Bellucci, ainda o nosso número um, está em 113. O segundo melhor é Rogério Dutra Silva, 119, e o terceiro, João “Feijão” Souza, em 122. Entre as novas esperanças Guilherme Clezar está entre os 300 e Tiago Monteiro aproxima-se deste grupo.

Desde 2009, o Brasil não ficava fora do top 100 da ATP. E é importante que este fato sirva como um sinal de alerta. Difícil definir exatamente o que acontece, assim como parece impossível prever um novo cenário a curto prazo. A CBT, pelo que sei, não faltou com apoio aos tenistas profissionais. Conseguiu patrocínios, passagens e nos confrontos da Copa Davis tivemos uma estrutura de primeiro mundo, com técnicos, preparadores, médicos etc e tal.

Acredito que a melhor definição veio nas entrelinhas de uma entrevista de Bruno Soares, da modalidade de duplas que vive outra realidade. Ele deixou transparecer que vivemos uma entressafra. Seu sucesso, certamente, serve como incentivo, mas precisamos também de bons representantes no ranking de simples.

Não canso em dizer que Thomaz Bellucci tem grande potencial. Mas voltar a figurar próximo dos 20 primeiros será uma batalha pr’a lá de dura para o temperamento do nosso número um. Quase um recomeço. com diferentes condições e disposição. Subir novamente degrau por degrau é para poucos. Afinal, uma história parecida (é claro guardando as devidas proporções) ficou famosa na trajetória de Andre Agassi. O fato de Bellucci ter perdido dois Slams, Roland Garros e Wimbledon, deixando de faturar, pelo menos, 40 mil euros, não deixa dúvidas de que sua lesão foi série. Agora precisa de paciência para recuperar o ritmo, mas tem a pressão de precisar também de resultados.

Longe do grupo dos cem primeiros, o Brasil fica fora dos Grand Slams. Bellucci está dentro, pois o brasileiro tinha ranking para entrar no US Open. No feminino temos ainda uma esperança com Teliana Pereira. Mas, sei lá, será que isso é suficiente para o potencial brasileiro?


Comentários
  1. Rafael Kafka

    Isso que dá nossa riquíssima confederação só fazer o primeiro future do ano em Julho, praticamente não realizar challengers, ter menos torneios pós-juvenis que Turquia e Egito! Enquanto a CBT não for duramente cla comunidade tenística isso não mudará!

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  2. Patrick Simão

    Agora em Setembro, onde ele não conseguirá jogar os ATP’s de primeira linha e estará ocorrendo a turnê asiática no piso duro, ocorrerão também 4 challengers de saibro no Brasil, onde se o Bellucci jogasse recuperaria sua confiança, pois seria o favorito e a atração principal, além de poder somar bons pontos. O que acha?

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    1. joao ando

      Patrick-vc sinceramemte acha que o bellucci e favorito com jogadores com ranking pior que o dele? vai ser difícil ele ficar entre os 40/50 que e onde ele deveria estar ,real/ o tênis do brasil esta de chorar

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  3. Dumont

    Realmente nao e legal, mas senao fosse pela contusao do Bellucci que estava na semi de Barcelona , ele nao teria esse ranking.

    Acho que as boas noticias vem do CEARA, Tiago Monteiro esta cada dia melhor e jaja acho e TOP 100. Nao esquecendo que temos ainda Clezar , De Paula e outros , que apesar de ainda nao estourar totalmente ainda estao em maturacao .Henrique Cunha , que resolveu pelo tenis universitario ja esta mostrando bons resultados. Acho que tem varios outros que vem por ai!

    No feminino, em 10 anos nunca tivemos tao bem! Mas ainda podemos apoiar outras atletas que se destacam, mas nao estao em grandes centros, e alem disso nao tem condicao financeira para se aventurar.
    Fazem muitos projetos sociais, que e muito bacana, mas nao fazem projeto social para ATLETAS DE ALTO REDIMENTO para que possam mostrar seu talento.

    Essa e minha opniao!

    Vamoooooo Brasilllll.

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  4. Vinicius Lemos

    Eu acho que o Bellucci fora do top 100 é algo sazonal. Não se pode fazer toda uma análise como se fosse o fim do mundo. Estranho foi ele continuar no top 100 com 2 meses e pouco parado, isso num deixa de ser mérito.

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  5. augusto fiães

    Chiquinho, na boa: já era!!! E esse negócio de entressafra, não faz sentido pq não tivemos safra!!! Um tenista como o Belucci, não é safra!!! Ele é bom, sem dúvidas, mas para termos safra, teríamos que ter 3 ou 4 como ele…aí sim…enquanto um caísse por lesão para 113, outro estaria bombando no top 30 ou 20…coitado do Belucci!!! Acho que ele vai recuperar naturalmente seu ligar…tipo 60, vai, 50…mas não temos safra vindo. Clezar, Santanna…e? Ninguém mais!!! Se um destes dois se perder no caminho por algum motivo, serão mais 10 anos para chegar outro…é pouco sim para o potencial brazuca…e na minha modestíssima opinião, não adianta patrocínios e pagar passagens, médicos e tal…se temos dinheiro, e temos sim, deveríamos gastar mandando os meninos para as grandes academias, Bollettieri como exemplo, de onde saem os grandes campeões…tem na Espanha, na Itália…não acredito nos nossos treinadores…nas nossas técnicas que encaminham nossos tenistas para serem ratos de saibro, enquanto a maior parte do ano se passa em quadras rápidas. Veremos…e oremos!!!

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  6. Mário Sérgio

    Chiquinho. Gosto muito dos seus comentários. Mas acho que você deu a resposta para nosso problema, sem perceber, quando disse: “A CBT, pelo que sei, não faltou com apoio aos tenistas profissionais. Conseguiu patrocínios, passagens e nos confrontos da Copa Davis tivemos uma estrutura de primeiro mundo, com técnicos, preparadores, médicos etc e tal”.
    Não dá para começarmos uma casa pelo teto. Tem que começar da base. Senão, somente teremos algum tenista de respeito quando algum grande talento natural aparecer. tipo Maria Ester Bueno, Guga. Coisa que é muito eventual.

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  7. Luiz Fernando

    Agora está de fato tudo claro: a organização do torneio de Gstaad tinha… o dom da premonição kkkkkkkkkkk!!!!!!!!!!! Como já sabiam q o aposentado iria p o brejo, deram a ele uma vaca kkkkkkkkkkkk. COMO OS CARAS TAO SOFRENDO KKKKKKKKK!!!!!!! E ele mesmo dizia q disputaria esses challengers pra ganhar mais confiança kkkkkkkkkkkk!!!!!!!!!!! Pelo visto não ganhou KKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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    1. Marquinhos

      Isso é falta de mulher. O adolescente vive o doa inteiro na internet. Saia um pouco do pc, se não o seu mundinho será sempre um blog.

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  8. Ana

    Acho q no feminino a Teliana é questão de tempo pra entrar no Top 100, tem mais a Paula e a Bia que tem vem começando bem a trajetória dela no Profissional (infelizmente no momento interrompida pela lesão). No masculino, minha esperança é o Clezar , o Monteiro e o Fernandes. Apesar de todo o talento do Bellucci a instabilidade dele é FORA DE SÉRIE! Invejo o tênis masculino argentino, ai sim uma safra: Del Potro, Monaco, Berlocq, Zeballos, Delbonis, Mayer, Pella no top 100.

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  9. wellington cézar

    Chiquinho, sou de Goiás e jogo tênis.
    O Bellucci joga uma boa técnica, o prepara é razoável, mas sua cabeça é muito fraca.
    Agora o recado é para a CBT:
    – No Brasil o tênis só acontece em clubes, é muito elitizado, quem tem grana compra uma ação e joga, faz algumas aulas, pois são muito caras.
    – Aonde estão as quadras públicas com professores especializados principalmente da área de Ed. Física(que tiver na grade curricular da faculdade) , que entende realmente como planejar uma aulas, pois a maioria dos professores são ex-boleiros que só rebatem e rebatem, pouco se entende de biomecânica do movimento.
    – Precisa-se massificar mais o tênis, pois tem tantos garotos pobres que tem muita garra, técnica, mas não tem o paitrocínio.
    Não Acredito que tenhamos outra pessoa como o Guga se continuar assim.
    Abraço.

    Responder
  10. wellington cézar

    Chiquinho, sou de Goiás e jogo tênis.
    O Bellucci tem uma boa técnica, o prepara é razoável, mas sua cabeça é muito fraca.
    Agora o recado é para a CBT:
    – No Brasil o tênis só acontece em clubes, é muito elitizado, quem tem grana compra uma ação e joga, faz algumas aulas, pois são muito caras.
    – Aonde estão as quadras públicas com professores especializados principalmente da área de Ed. Física(que tiver na grade curricular da faculdade) , que entende realmente como planejar uma aulas, pois a maioria dos professores são ex-boleiros que só rebatem e rebatem, pouco se entende de biomecânica do movimento.
    – Precisa-se massificar mais o tênis, pois tem tantos garotos pobres que tem muita garra, técnica, mas não tem o paitrocínio.
    Não Acredito que tenhamos outra pessoa como o Guga se continuar assim.
    Abraço.

    Responder
  11. marco

    HOJE TIVEMOS UMA TRISTE CONSTATAÇÃO: FEDERER ACABOU!
    NÃO SÃO APENAS DERROTAS EVENTUAIS, AS PERDAS PARA JOGADORES BEM PIORES RANQUEADOS VIRARAM FREQUENTES. HOJE FOI O BRANDS, DAQUI A POUCO ELE VAI ESTAR PERDENDO ATÉ EM 1ª RODADA DE TORNEIOS. ACHO QUE O TIRO SAIU PELA CULATRA, AO INVÉS DE RECUPERAR A CONFIANÇA, PERDEU O POUCO QUE TINHA. QUE PENA, É TRISTE VER UMA LENDA ASSIM.

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  12. Sergio Rossetto

    Bia, Fernandes e Clezar são bons nomes do tênis nacional para representar o país, porem, o tempo esta passando e pouca evolução vimos no jogo destes jovens nos últimos 2 anos. Thiago caiu no esquecimento depois de ter começado a parceria fracassada com Larri Passos, que quis treina-lo junto de Bellucci e montou seu calendário com base no do segundo. Larri esta sendo um câncer para o tênis brasileiro, suas tentativas frustradas de moldar o “novo Guga” estão constantemente atrasando a evolução dos nossos novos talentos. Bia esta em péssima mãos infelizmente e seu desenvolvimento esta mais lento que o previsto, sua campanha nos GS’s juvenis seguem sendo medíocres, o foco que esta sendo dado aos pequenos torneios e este não da a ela experiência suficiente para enfrentar as tops do juvenil. Nossos jovens precisam buscar apoio/staff mais especializado fora, aqui ao lado na escola Argentina já pode ser o bastante, não adianta insistir nos treinadores brasileiros, que são de nível baixíssimo e em pouco contribuem para a formação dos atletas. O maior problema no tênis nacional esta na falta de profissionais especializados para formar atletas, não na falta de jogadores ou de investimento. Ano passado foram trazidos grandes jogadores internacionais para exibições no Brasil e isso mostra que existe gente disposta a contribuir para nosso tênis, falta estimulo a elas para tal, faltam jogadores e projetos sérios de desenvolvimento. Isso resume nossas chances de ter um novo jogador top ao mero acaso, a sorte de surgir um jogador “especial” como foram Guga e Maria Ester. Quanto ao Bellucci é carta fora do baralho, perdeu o resto da pouca confiança que tinha, seu ranking hoje esta compatível com o tênis que vinha apresentando já a algum tempo..

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    1. Henrique Farinha

      Sérgio, discordo. Bia tem somente 17 anos, já é #265 do mundo e tem dois vices de duplas em Grand Slams juvenis, além de quartas em simples. Clezar é Top 300, nada mau para alguém da idade dele. Costuma figurar no grupo dos 10 melhores tenistas até 21 anos. Fernandes, sim, está oscilando demais, mas Monteiro está indo muito bem. Larri não é um câncer, de forma nenhuma! Tem o estilo dele e se pode gostar ou não, essa é outra questão. Há muita gente capacitada na formação, mas a quantidade de jogadores ainda é pequena. O problema é mais de massificação e de investimento na transição do juvenil para o profissional. O foco do investimento está ainda em quem já tem resultado, e não em aumentar o número de atletas para que daí se tire a qualidade. Com isso, ficamos dependentes sempre de poucas promessas, o que faz a margem de erro ser proporcionalmente maior. Abs!

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      1. Sergio Rossetto

        Um de meus medos é justamente a Bia virar mais uma mera duplista, a especialidade do país, mas que em nada contribui para a visibilidade do esporte e para ela são de graus abaixo do nível que poderia chegar. 21 anos e top 300 não é um ranking respeitável para quem aspira chegar a um top 20, é um desempenho pior que o do Bellucci com esta idade. E não, não temos NENHUM profissional capacitado, temos pouquíssimos tenistas, os citados aqui, e eles são todos muito mal instruídos, se tivéssemos pelo menos 1 bom treinador algum destes jogadores já teria “vingado”. Ja o investimento se da onde existe estimativa de retorno, vivemos em um mundo capitalista, ninguém vai investir em elefantes brancos, isso já temos de sobra no Brasil. Quem deveria fazer este papel é o Governo, mas por favor né, se agente for esperar investimento publico o tênis vai morrer de fome no país. Bellucci teve apoio quando beirou o top 30, fechou contrato com a Adidas, ganhou espaço (pequeno claro) na mídia, mas não evoluiu, ele se colocou em uma posição excelente para que investissem nele e não aproveitou. Esta é a posição que os jovens precisam mirar, eles tem que conseguir destaque para que consigam receber apoio financeiro, caso contrario nunca vão chegar a lugar nenhum. Claro que esta não é a maneira como as coisas deveriam funcionar, mas é como funcionam infelizmente para nossos tenistas, eles precisam cair na real e se adaptar com urgência, não adianta choramingar.

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        1. Henrique Farinha

          Sérgio, desculpe-me, mas vc está muito enganado. A Bia tem 17 anos. E entrar pelas duplas é um ótimo expediente para ganhar experiência e aperfeiçoar o jogo, especialmente no feminino, em que a oscilação emocional das meninas é uma barreira a ser transposta. Veja o que aconteceu com Samantha Stosur, Sara Errani, Roberta Vinci e Ekaterina Makarova, que se destacaram primeiro nas duplas para só depois se darem realmente bem na simples. Laura Pigossi, que com o vice em São José dos Campos entrará no Top 400, tem 18 anos, Paula Gonçalves vai subir mais, teve problemas físicos, e já ganhou muitas posições recentemente, é uma jogadora de excelente técnica. Sem contar que a carreira dos tenistas está ficando mais longa e os jovens têm mais dificuldade em subir no mundo inteiro, além das restrições impostas por ITF, ATP e WTA para a entrada de jovens nos circuitos profissionais. Está havendo mais investimento, mas ainda em quem já tem resultados. É preciso investir pesado na base, aumentar o número de praticantes. É isso que vai ajudar a mudar o nosso estágio.

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          1. João H.

            Meu chara infelizmente vive em um mundo de sonhos. Se somarmos o numero de praticantes de tênis no Brasil temos um número maior do que em 90 % dos países da Europa. A Suíça tem um numero total pequeno em relação a nós e eles tem Federer. Proporcionalmente (população vs praticantes) nosso numero é menor, mas o total é bastante considerável. E nos EUA, onde o número é maior de tenistas e o investimento na base também, eles estão sofrendo o mesmo, a mais de uma década não surge um novo grande nome no tênis americano, assim que Serena e os Bryan pararem entrarão em estado de crise neste esporte, talvez a pior de todos os tempos. Muito bonito falar que precisa investir na base, mas esse é o discurso furado de qualquer um se tratando de qualquer esporte, ai se as coisas fossem tão simples de serem resolvidas. Em relação a Bia também acredito que ela deveria focar nos jogos de simples e procurar um treinador mais experiente, as duplas deveriam ser utilizadas para ela aprimorar alguns fundamentos, porém, o que aparenta pelos resultados é que esta ocorrendo o inverso, uma pena. Das jogadoras citadas pelo meu amigo Henrique todas tem mais títulos de duplas do que simples, e tirando o USOpen da Stosur nenhuma delas conseguiu nenhum titulo expressivo em simples em toda carreira e pouco figuraram no top 10. Com esta mentalidade de querer que a Bia seja uma mera coadjuvante no circuito, ou que ela consiga na “sorte” (Stosur campeã do USOpen batendo Serena é sim a combinação de muitos fatores sortidos, até porque ela não tem nem 5 títulos na carreira) faturar alguma coisa, por sorte, refiro-me a aquela semana inspirada que até o Bellucci chegou a ter em 4 ou 5 oportunidades na carreira, ela não vai longe. Eu admiro que meu chára se contente em falar em top 300, 400, em ter jogadoras medianas, mas a mentalidade de torcedor brasileiro atualmente não é a de se satisfazer com pouco, precisamos de tenistas competitivos a nível internacional para trazer este querido “investimento na base” ao nosso esporte e para fazer a população novamente pedir por jogos de tênis na tv aberta. O torcedor é exigente e os atletas já deveriam ter se acostumado com esta cobrança, porem, este fator tem sido utilizado ao inverso, como desculpa dos atletas pela derrota, “é muita pressão” dizem eles..a cabeça mal preparada também é fruto de um mal desenvolvimento e então caímos de novo na situação da má formação e falta de treinadores decentes..um triste ciclo e realidade do tênis nacional.

          2. Sergio Rossetto

            Destas 4 tenistas citadas só podemos tirar 1 titulo de simples relevante, que foi uma bela zebra por sinal, todas são duplistas e obtiveram seu melhor ranking nas duplas. Laura = duplista. Se fosse fácil assim Bruno Soares e Marcelo Melo teriam maior reconhecimento, mas tirando os verdadeiros amantes do esporte ninguém sabe quem são. Da mesma forma que brasileiro não se contenta com Bellucci jamais vai se contentar com uma Makarova da vida. Se Bia quiser ter o apoio e respeito do exigente torcedor brasileiro precisara de muito mais. Agora se ela ficar satisfeita em figurar no top 100 e fazendo 2ou 3 campanhas decentes em toda uma temporada pelo menos você ela aparentemente vai agradar. “Investir na base”..isso agente escuta a respeito de qualquer esporte existente no mundo e é um discussão paralela. Bia e outros citados já estão ai e mostraram que tem talento, o necessário agora é contratar profissionais para molda-los. Emocional? Lendl curou o do Murray, figura do TREINADOR. Conforme já foi citado por varias pessoas como exemplo, os EUA tem um numero gigantesco de praticantes e investem muito na base, porem, desde Serena não apareceu mais ninguém e olha que ela já passou dos 30. Inglaterra, Japão, China, todos tem bom número de praticantes e dinheiro investido na base, onde esta o retorno? Os asiáticos não tem especialistas para formar atletas e ING/EUA estão cheios de Larri’s da vida, muito ego, pouco profissionalismo e foco atualmente no $$$ rápido.

          3. Henrique Farinha

            João, quer dizer que ser #265 do mundo investir na base não é discurso. Em outros tempos, não havia recursos, no entanto hoje há. A questão é saber como aplicá-los e ter vontade política de usar equipamentos públicos ociosos (praças, escolas e clubes), capacitar professores de educação física e criar atividades adequadas às diferentes faixas etárias. Isso vem bem antes de falar em centros de excelência. Na Suíça, que por acaso eu conheço bem, começa-se jogando tênis em clubes, escolas e praças públicas. Há política esportiva. Não há aquela quantidade absurda de quadras públicas que vemos nos EUA, mas há. No Brasil, o caminho que está sobrando é o das academias, onde só vai quem tem dinheiro para isso. Não há praças públicas com quadras em uma quantidade decente, muito menos se pratica nas escolas. Nos clubes, não são muitos que dão atenção ao tênis fora dos grandes centros e, se vc quiser jogar, tem de fazer parte da “patota”, senão não joga. Isso é pouco. Em todos os países em que há um grupo considerável de jogadores bem ranqueados, há investimento público na base, cooperação com os clubes e escolas e investimento privado no alto rendimento. Nem precisa ir à Europa ou aos EUA, basta ir à Argentina, aqui ao lado, para ver a diferença. Quem tem de investir na base é o Ministério do Esporte, em cooperação com a CBT. Hoje, o investimento público é feito em poucos jogadore(a)s, que já têm resultados. Não dá. E eu não me contento em ter Top 300 ou 400. É preciso avaliar o ranking e a idade. Atualmente, temos uma Top 100 com 25 anos, uma Top 300 com 22, outra Top 300 com 17 e uma Top 400 com 18, prestes a fazer 19. É muito mais do que há anos, quando não tínhamos ninguém ou, então, só jogadoras mais experientes, beirando os 30 e que estavam, quando muito, no Top 300. Estamos evoluindo, o que não quer dizer que seja tudo uma maravilha. Quanto a vc, Sergio, só faço um comentário: a Laura foi vice em simples em Campos do Jordão E vice também em duplas, jogando com a Zeballos. A Laura é muito boa em em simples e em duplas. E aparecem boas jogadoras nos EUA, sim. Vc está muito enganado. Sloane Stephens tem apenas 20 anos e é #15. Jamie Hampton tem 23 anos e é #24. Ah, mas não são do nível da Serena ou da Vênus… Hampton, definitivamente, não é, todavia Stephens promete ser top 10 ou 5 em breve. Agora, não é todo dia que surgirão fenômenos. O importante é ter constância e um grupo de atletas de alto nível. Essa mentalidade de o que importa é só ter top 5 ou 10 não se sustenta. O que realmente importa é fazer o trabalho de base, de onde sairá a quantidade para, depois da etapa de formação, extrair-se a qualidade para a transição. Se ficar nessa de esperar que surjam Serenas e Sharapovas todo dia, não vai sair nada. Tênis é um esporte individual em que ser #5 ou #30 ou #90, às vezes, é fruto de uma tênue diferença. A disputa é intensa. E não me consta que qualquer um de vcs seja ao menos #1000 no ranking mundial das respectivas profissões. Isso não os desmerece. O fato de alguém não ser #1 no tênis também não. Até porque só um(a) pode ser… Precisamos desenvolver uma mentalidade de investimento na base e de planejamento a longo prazo. Enquanto não tivermos isso, a discussão não sairá disso e virão pessoas como vcs para criticarem e quererem reinventar a roda, quando o caminho já está mais do que demonstrado em vários países. É só nos dispormos a aprender e fazer, arregaçar as mangas.

          4. Henrique Farinha

            * quer dizer que ser #265 do mundo aos 17 anos é ruim? Quantas são? E investir na base não é discurso… Era assim que o texto deveria começar…

  13. Henrique Farinha

    Olá Chiquinho, tudo bem? Eu vejo com moderado otimismo o futuro do tênis brasileiro. Penso que a nova geração do feminino é muito superior à anterior, seja técnica, física ou mentalmente. Penso que teremos não apenas uma, mas algumas jogadoras no Top 100 e no Top 200. Bia Maia, Carol Meligeni, Laura Pigossi, Suellen Abel, Isabela Camargo, Carla Forte, Letícia Vidal, Júila Gomide, todas ótimas promessas e com bons resultados. Paula Gonçalves está crescendo e Teliana, uma lutadora admirável, beliscando o Top 100. No masculino, por incrível que pareça, sou mais reticente. Penso haver bons jogadores, mas os que estão efetivamente se destacando entre os jovens são, a meu ver, Tiago Monteiro e Guilherme Clezar. Os demais, com Thiago Fernandes incluso, oscilam mais do que o esperado. E a postura de boa parte deles não me agrada. Sinceramente, tenho acompanhado o circuito relativamente de perto é muitos dos meninos usam a famosa “máscara”, como se um cara que é #600 ou 700 do mundo fosse algo demais, um novo Federer vindo. Paralelamente, há uma brecha muito grande a ocupar no feminino, a concorrência é menor e creio que boa parte das meninas entendeu isso. Vejo-as mais comprometidas do que as gerações anteriores. Mas teremos de aguardar mais. Abs!

    Responder
    1. REnato

      Não chego a dizer que o Larri é um câncer. No capitalismo selvagem podemos dizer que está aproveitando o capital conquistado – Guga. Todavia nosso eterno no. 1 nasceu feito e é insano afirmar que é cria do treinador. Então digo que é oportunista, pois além do Guga não formou mais ninguém. Formou sim uma grande academia de onde cobra altíssimas mensalidades do desavisados que lá vão na esperança de jogarem. E voltam prá casa desiludidos. Falta-nos sim técnicos competentes e gabaritados. Políticas públicas para massificar o esporte, pois vcs acham que um professor da rede público pode custear seus filhos nas academias doa Larris da vida? E mais falta gestão na CBT. Visão de descobrir a pedra bruta a ser lapidada. Reparem que são sempre os mesmos patrocinados pela CBT e seus parceiros. Só porque ganharam um ou outro torneio ou são simpáticos ou apadrinhados. Aliás temos muitos. Cá entre nós de todos esses nomes comentados cravo que nenhum vira nada. Das meninas a Bia e só! Alguém tem coragem de dizer a Teliana tem gabarito prá ser mais do que 100? Pois então que se começe o trabalho agora mudando toda CBT e sua amadora direção! ABcs

      Responder
      1. Henrique Farinha

        Renato, para “cravar” com tanta certeza, tem de acompanhar o circuito juvenil e, mesmo assim, é muito difícil. Eu acompanho de perto desde 2007, o que me dá certa base. Vc acompanha, vai aos torneios?… Há 11 anos, Bellucci disputava a categoria 14MB (Masculino B) paulista… Era um jogador de 3a linha no estado. Dava para imaginar que ele chegaria a #21 do mundo?… Então, não crave nada com tanta certeza. Larri não é o responsável pela formação da Bia, mas está com ela há 2 anos e, como ela tem 17, é o responsável pela transição dela, até agora bem-sucedida. Ele treinou Dadá Vieira, nossa última Top 100 e também última a participar de Grand Slams. Treinou Tamira Pazcek, Daniela Hantuchova etc.. Quando Thiago Fernandes foi campeão juvenil do Australian Open e obteve seu melhor ranking na ATP, estava na academia de Larri. Dizer, portanto, que ele é oportunista é ter uma visão bem enviesada da realidade. Gostar ou não dos métodos dele já é outra questão, cada um tem o direito de aprovar ou não. Além das meninas que citei, esqueci da Luisa Stefani, que ganhou este ano Banana e Gerdau de 16 anos, além de alguns ITFs juvenis, além de chegar às quartas do ITF profissional do Paineiras. É claro que não dá para estabelecer que todas se firmarão, porém há muito não havia motivos para estar tão animado com o nosso tênis feminino.

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        1. REnato

          Bom dia Henrique. Só agora li seu cometário. Respeito! O Larri é polêmico não por sua falta de gabarito mas por seu ego enorme e mídia repercutindo e por consequência pegando alunos prá sua academia, e sempre vai render comentários, inclusive os meus, que o acho medíocre e incompetente, como a maioria acha. Acompanho sim o tênis juvenil até por necessidade e aprendi, como todos do meio, a ter sensibilidade e ver quem pode virar bom profissional. No futebol é assim também. Por isso os olheiros que reviram o Brasil atrás de talentos e a CBT não faz isso. Identifica quem ganha torneio. Mantenho a posição anterior. No masculino não vira ninguém dessa turma e no feminino só a Bia. Gostaria de ser otimista igual a vc! A coisa está tão ruim que se comemora a entrada da Teliana nos 100, que com todo o respeito não tem qualidade para ir mais longe. Ás bases portanto!

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  14. Tania Mara

    Muito interessante a discussão deste tópico. Concordo como Sergio quanto a necessidade do Brasil trazer profissionais mais gabaritados para formar nossos atletas, excelente a ideia de importar treinadores argentinos, abre o olho Dilma! Também acredito que é necessário se contentar e trabalhar com as opções que temos, ou seja, procurar dar mais valor aos poucos bons atletas invés de sonhar com altos investimentos no tênis brasileiro como pedem alguns, isso NUNCA vai acontecer. Brasil é país do futebol e do vôlei, os investimentos (patrocinadores) voltam seus olhos a eles. No final do ano passado uma revista, não me recordo qual foi, Veja, Isto é, não lembro, fez um ranking dos esportes mais praticados no país, o tenis ocupando a singela 16° posição, atrás inclusive de tenis de mesa, surf, skate, judo, capoeira e atletismo. O estrago já foi feito, o tenis é taxado por muitos com esporte para “burguês”, Governo algum vai montar quadras publicas e injetar dinheiro em um esporte culturalmente pouco praticado. Se não investem nem em educação e saúde vão investir no tênis? Podemos sonhar com isto apenas quando o Brasil novamente tiver representantes que estimulem o público, e para tal realmente não adianta termos jogadoras de nível médio. O crescimento para todos os fins do esporte no Brasil depende sim do surgimento de um grande nome. A CBT tem que se espertar e trabalhar melhor com o a verba disponível, trazer profissionais de alto nível para ajudar nossos garotos e se eles despontarem então teremos argumento para solicitar que sejam construidas quadras publicas para mais deles surgirem.

    Responder
    1. Henrique Farinha

      Tania, é claro que não adianta ter somente jogadoras de nível médio. Só que antes, nem isso tínhamos. Agora, temos várias entre 100 e 400 do mundo, a maioria entre 17 e 22 anos, o que indica um futuro melhor. Quanto a investimentos, não é preciso pôr mais nenhum tostão. Dinheiro já há. A questão é somente de vontade política e foco. Se não fizermos um bm trabalho de base, continuaremos dependendo de aberrações como Guga, Maria Esther, Koch… Quem já é bom deve receber investimento privado. A base deve ficar com o investimento público. Hoje, praticamente tudo depende do investimento público (Correios e Ministério do Esporte). E não é pouco dinheiro! Esse não é mais o problema faz tempo. A mentalidade é que tem de mudar.

      Responder
  15. MARIO CESAR RODRIGUES

    Chiquinho quem é o dono do Blog vc ou este tal de Farinha só da ele..e só fala em tênis do passado não sabe o que é o tênis atual!veja isto ai!

    Responder
    1. Henrique Farinha

      Oi Mário, tudo bem? Vc já viu quantos comentários vc tem postado no Dalcim, por exemplo? Vc é o que mais posta, disparado. Em todos os seus posts, porém, há sempre dois pontos em comum: falta noção e educação. E o que vc pensa simplesmente não me interessa, como já lhe disse antes. Aliás, nem a mim, nem a ninguém mais, já que muitos outros lhe disseram o mesmo…

      Responder
      1. MARIO CESAR RODRIGUES

        Mas Farinha,eu gosto de ver seus comentários..vc entende muito..mas é subjetivo demais..eu não sou sem educação…vc não me conhece,,,abraços..continue postando.gosto muito..e os outros são os outros!

        Responder
      2. Marquinhos

        E o rapaz é bipolar. Primeiro diz que você não entende de tênis, depois diz que gosta de ler seus comentários. Se ele gosta de ler os comentários de quem não entende de tênis é porque ele entende menos ainda.

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        1. Henrique Farinha

          Marquinhos, bingo! E, cá entre nós, Nadal é suficientemente esperto para não tentar brigar pelo #1 agora, pois, se fizer isso, corre o risco de ficar novamente fora do Australian Open, onde pode acumular pontos, e da gira do saibro, onde tem muito a defender. Ele vai ter de dosar o ritmo, é a única opção que lhe resta. Se for bem em uns dois torneios, ótimo, mas não creio que ele pisará no acelerador na temporada de quadras duras, que, após o tour do US Open Series, ainda terá o circuito asiático, com fecho em Xangai, depois alguns torneios europeus e, por fim, o ATP Finals. Seria loucura para as condições físicas atuais dele e ele sabe disso. Abs!

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  16. jr

    vamos ser sincero,esse ano o belluci passou 2 vezes da primeira rodada de um torneio.isso é a coisa mais ridicula que eu vi em toda minha vida.tomara que caia para 200. que o lugar dele.até que ele amadureça.porque jogo o dele é de top ten.mas a cabeça de passarinho, por quê o staf dele não contrata os 318 pastores,perdão 318 psicólogos hahahahahahahahahahahhaah.

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  17. Jacqueline Petit

    Mario, vc não aprende. Toma cascudo de tudo o que é jeito e continua escrevendo besteiras. Vc gosta de levar pancada. Parece mulher de malandro. Vc é um tremendo sem-noção!

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  18. Ricardo B. de Carvalho

    Tania Mara escreveu bem . Lula e Dilma Roussef não tem o menor conhecimento do que seja tenis. Eu acresceria a insistente e mediocre promoção em cima do Guga. O Diario Catarinense desta semana estampou em pagina dupla a celebraçáo de um evento de nome “HERITAGE”, com a foto conjunta de Meligeni, Kirmayr, Guga no meio com taça na mão e Koch. Abaixo foram estampadas as fotos dos grandes campeoes que chegaram ao topo do ranking, enfatizando o valor absurdo que se dá ao tal numero de semanas que se mantiveram a frente. Guga falou da familia que constituiu, do IGK, concordou com as manifestações. Ou seja, continuam querer fazer o rapaz ser mais real do que o rei. Ainda que os nomes citados continuem colaborando de alguma forma para o tenis brasileiro , o pobre evento configura a auto promoçao em demasia , sem resultado positivo que sensibilize os atores sociais, quer sejam patrocinadores, pais de crianças esperançosos em ver seus filhos jogando, e por ai vai.

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  19. MARIO CESAR RODRIGUES

    È cada uma você fala a o outro fala b..e agora arrumou um aliado…Rafa vai bem neste final de ano..depois do AO descansa para o Saibro…vai por mim..e Federer não joga mais este ano!

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  20. Henrique Farinha

    Mario, vc já foi posto pra fora de fóruns, leva pancada aqui, leva também no Dalcim… Vou na da Jacqueline, vc não aprende!

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  21. Luiz Fernando

    Mais uma vez Rafa Nadal calou a boca da manezada, daquela turminha mediocre e invejosa q se especializou em torcer contra, já q não da mais pra torcer a favor kkkk, que pra ganhar algo tem q ir pro youtube, pq na quadra só em challenger, como o de Halle. É por isso q eu faço questão de sempre lembrar: COMO OS CARAS TAO SOFRENDO KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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