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Será que a emoção dos jogos pode acalmar os ânimos no US Open?
Por Chiquinho Leite Moreira
setembro 1, 2020 às 1:34 am

O mais festivo e eletrizante dos Grand Slams, o US Open começou envolvido em polêmicas e cuidados especiais. Há ainda muita polarização, um detalhe cruel que não se fixa apenas no esporte, mas viraliza em todos os setores deste mundo atual. A esperança é que a de as emoções dos jogos, já em andamento desde esta segunda feira, possam acalmar um pouco os ânimos em Nova York. Claro, que a vida não tá fácil pra ninguém. E para muitos tenistas um dilema: jogar ou não jogar? Entrar numa bolha, que não se mostra infalível, passar por exames frequentes – sempre uma tensão pelo resultado – decidir por uma nova associação de jogadores ou não, apoiar protestos anti racistas, enfim, tudo deixa os nervos a flor da pele.

Entre as maiores polêmicas que marcam estes primeiros dias da volta do tênis estão duas intimamente ligadas. A criação de mais uma associação de tenistas e os casos de testes positivos para Covid-19. A relação fica clara quando a grande maioria dos jogadores foi contra a decisão de Cincinnati em afastar Guido Pella e Hugo Delien. Novak Djokovic liderou os protestos e também a criação de uma nova representação da classe. Ora, há muitos e muitos anos existe um descontentamento no tênis masculino, e o sérvio tomou a decisão. Sem polarizar, quem quiser entra, que não quiser não entra.

Agora uma associação de classe precisa estar pronta para defender os interesses de seus integrantes e não estar com “rabo preso” com dirigentes, outras associações e federações. A falta de uma voz forte persiste no caso de Benoit Paire e os 11 jogadores monitorados. Não entendi o motivo pelo qual não houve a mesma complacência com os sul americanos no Cincinnati e agora tratamento diferente para com os franceses. O l’Equipe, jornal esportivo francês, até nominou os jogadores do pais, mas há outros de diversas nacionalidades e supostamente de bom ranking.

Não ao preconceito. E o tema se estende a decisão de Naomi Osaka. Ora, este mundo tão polarizado a deixou entre heroína e vilã. Ela não pediu o fim da competição, nem paralisação. Apenas seguiu seu coração e, sempre aparentemente tão tímida, revelou atitude. É o mesmo caso da nova associação de tênis: quem quiser participa e ou faz protesto, que não quiser não faz.

Em quadra o tênis cumpriu seu papel já nesta rodada de abertura. Alexander Zverev superou seus fantasmas e venceu Kevin Anderson em quatro sets. Era nítida a expressão de contentamento do alemão pelo resultado nessa volta a um Grand Slam. Mas nos bastidores já envolveu-se em intrigas, o que pode tirar o importante foco para uma grande competição, num tenista que precisa recuperar a confiança.

Centro das atenções e dos mais diversos comentários, Novak Djokovic começou bem seu jogo de estreia diante de Damir Dzumhur. Deu emoção no segundo set, mas voltou a dominar para vencer até com relativa tranquilidade. E assim chegou a sua vitória de número 24 no ano, contra nenhuma derrota.

Enfim, o tênis está de volta num de seus melhores eventos. Muito diferente sem a torcida e o clima eletrizante da Arthur Ashe, em especial, nas sessões noturnas. E a expectativa é a de que as diferenças sejam superadas e que todos terminem a competição com saúde.


Comentários
  1. Gustavo

    Caso um dos tenistas teste “positivo” para o Coronavírus em uma semifinal ou, até mesmo, na final, qual será a atitude da direção do torneio? Vai simplesmente retirar o tenista da competição e declarar o outro como campeão?? Não imagino um Djokovic (ou alguém “de peso”no ranking) sendo impedido de competir, principalmente, nas rodadas finais do torneio…

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      A adversária do Mladenovic – que segundo o L’Equipe estevecom Benoit – reclama e pergunta de quem será a responsabilidade se tiver sido contaminada. Afinal, antes do jogo o resultado dela deu negativo… poxa vamos torcer para que todos terminem o torneio com saúde

      Responder
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