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Next Gen dá as caras, mas falta um Grand Slam
Por Chiquinho Leite Moreira
novembro 19, 2019 às 1:31 pm

É claro que esta nova geração é bem vinda. Ainda mais com tenistas de grande talento e de um tênis bonito, como apresentaram Stefano Tsitsipas e Dominic Thiem, nesta decisão do ATP Finals de Londres. Mas em uma recente análise às repercussões da mídia internacional, ainda é forte a cobrança por um título de Grand Slam da chamada Next Gen.

Roger Federer, o recordista de títulos de Grand Slam, confessou em recente entrevista, em Buenos Aires, que prevê uma próxima temporada bastante exigente. É claro que confia em mais um troféu. Esteve muito perto disso, em Wimbledon. Mas vê o amadurecimento da nova geração, como ficou evidente no Finals de Londres. Aos 38 anos e três meses, o suíço foi o representante do “Big 3″ nas semifinais.

Campeão do Finals, Tsitsipas tem opinião diferente dá de Federer. O jovem tenista grego diz que que o formato dos Slams, com jogos em melhor de cinco sets, favorece aos jogadores do Big 3. E neste aspecto ele tem razão. Afinal, são poucas as oportunidades atualmente de se disputar partidas nesta condição. Até mesmo a Copa Davis agora está em melhor de três.

Ainda assim, sou de opinião que um título de Slam para o Next Gen está muito próximo e pode acontecer em 2020. Recentemente, no US Open vi de perto Daniil Medvedev reagir a dois sets abaixo para sonhar com a vitória em Nova York. Rafael Nadal, como sempre, renasceu das cinzas e levantou mais um troféu, em emocionante decisão.

Não se pode esquecer também que Thiem esteve por duas vezes na decisão de Roland Garros. E jogadores da nova geração conseguiram em Londres resultados brilhantes, como, por exemplo, Alexander Zverev que marcou sua primeira vitória sobre Nadal. Tudo isso prova que este grupo de tenistas realiza uma transição de sucesso para o mais alto patamar do circuito profissional.

O ranking ainda reflete o domínio dos trintões. A lista dos top ten tem Nadal, Djokovic e Federer. A seguir aparecem Thiem, Medevev, Tsitsipas, Zverev, Matteo Berretini e o sempre bem vindo intruso Gael Monfils.

Não há dúvidas de 2020 promete ser um ano repleto de emoções. E talvez com boas novidades também nos torneios do Grand Slam. Por sorte temos o privilégio de sermos contemporâneo de Nadal, Djokovic e Federer e ainda ter a oportunidade de ver o aparecimento de uma nova geração de talento e carisma.

 

 


Comentários
  1. Valdemir Colleone

    O argumento do Tsitsipas de que os Slams, por ser melhor de 5 sets favorece os big 3 é cascata, vamos lembrar que eles já foram next gen e todos (Nadal, Federer e Djoko) ganharam seus 1º slam com menos idade. A verdade é uma só, a geração que esta chegando não tem o mesmo talento dos que estão chegando ao fim, infelizmente.

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