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Nova façanha de Federer, outra virada de Nadal e Zverev joga de vilão
Por Chiquinho Leite Moreira
novembro 15, 2019 às 10:17 pm

Aos 38 anos, Roger Federer coloca-se como único representante do ‘Big 3′ nas semifinais do ATP Finals de Londres. Resultado de mais uma façanha do incrível tenista suíço. Derrotou o favorito Novak Djokovic colocando fim a uma duradoura série de insucessos diante do sérvio. E agora, o que para muitos é o GOAT, ou seja, o melhor de todos os tempos, irá desafiar um dos mais jovens promissores do tênis mundial, o grego Stefano Tsitsipas.

A classificação de Federer no Finals, depois de estrear com derrota diante de Dominic Thiem, responde a uma frequente questão dos atuais tempos: a aposentadoria. Tenho em mente que o pendurar das raquetes irá caminhar de acordo com os resultados. Enquanto ele conseguir vitórias brilhantes como esta sobre Djokovic, indo as semifinais de uma competição acirrada como esta de Londres, não faltará motivação, nem mesmo razões para deixar as quadras. Acredito sim, se, por acaso, Federer começar a parar em primeiras rodadas, não conseguir viver os grandes momentos, seria então a hora de pensar em deixar o tour profissional. Embora, o também genial Pete Sampras tenha mostrado o contrário. O norte americano passou praticamente dois anos sem resultados expressivos e então ao conquistar mais um título do US Open viu que era o momento de se despedir no auge.

Por isso, não sei se Federer vai dizer adeus na Olimpíada, se irá despedir-se com mais um título de Slam. Acho, sinceramente, que também ele pensa em deixar o tempo correr e os resultados irão determinar seu destino.

Café da manhã – Em um passeio pelo rio Tâmisa, a BBC de Londres reuniu o “Big 3″ para um breakfast. Um dos assuntos foi aposentadoria, com a reporter inglesa diante de três jogadores com mais de 30 anos. E a pergunta de quanto pendurar a raquete surgiu de primeira, com a apresentadora olhando direto para Novak Djokovic, o que surpreendeu. O sérvio saiu-se pela ala diplomática, correspondendo a uma hipótese que invadiu os corredores do tênis, em que ele teria ironizado ao falar que só deixaria as quadras depois de Federer e Nadal. Elegante, como sempre, o tenista suíço assumiu a postura de principal alvo da pergunta e tomou conta do assunto. Legal a forma como argumentou. Disse estar em novo momento. Viajar em família, viver grandes emoções no tênis são ingredientes que alimentam sua alma e o fazem estar motivado para seguir em frente.

De repente, já que Federer falou em família, a reporter virou o assunto para Nadal, recém casado, e sobre a possibilidade de ser pai. Meio surpreso, o espanhol concordou que talvez agora seja um bom momento. Quem sabe um novo Nadalzinho ou Nadalzinha deva chegar em breve.

Em quadra “Daddy Rafa” certamente deixaria seus pimpolhos orgulhosos. Em mais uma virada sensacional no Finals de Londres, derrotou o grego Stefano Tsitsipas. Em clima de glória recebeu o troféu comemorativo por terminar o ano na liderança do ranking. Sentiu o peso desta façanha, ao recolocar o troféu no pedestal – é um pouco pesado demais, disse – e revelou o segredo de seu sucesso: muito trabalho.

Apesar dessa vitória, Nadal não ganhou vaga nas semifinais. E como deve ter sido duro para Alexander Zverev jogar de vilão. Seu adversário Daniil Medvedev até tentou tirar proveito desta situação, ao chamar a torcida para seu lado, em momentos vibrantes do jogo. Mas, ao final, prevaleceu o bom momento do alemão. E vamos combinar, Zverev mereceu este status. Em confronto direto com Nadal, ele venceu com categoria.

 

 


Comentários
  1. Julio César

    Melhor de todos os tempos: Federer, Nadal ou Djoko? Vamos lá: Tirando o retrospecto no saibro contra o Nadal (maior especialista nesse piso), o retrospecto do Federer contra os 2 é equilibrado nos demais pisos. E isso com SEIS anos a mais e com um biotipo muscular inferior (claramente a genética do corpo dele possui menos músculos e físico que os outros 2 mas compensa na técnica – já pensou o que seria do Federer por exemplo com a genética e o físico do Nadal?). Por essas e outras que o Federer é o mais talentoso e diferenciado jogador que já pisou numa quadra de tênis em todos os tempos. E são os 3 maiores de todos os tempos na mesma geração! Sorte de quem está vivo vendo isso.

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  2. Julio César

    Melhor de todos os tempos: Federer, Nadal ou Djoko? Vamos lá: Tirando o retrospecto no saibro contra o Nadal (maior especialista nesse piso), o retrospecto do Federer contra os 2 é equilibrado nos demais pisos. E isso com SEIS anos a mais e com um biotipo muscular inferior (claramente a genética do corpo dele possui menos músculos e físico que os outros 2 mas compensa na técnica – já pensou o que seria do Federer por exemplo com a genética e o físico do Nadal?). Por essas e outras que o Federer é o mais talentoso e diferenciado jogador que já pisou numa quadra de tênis em todos os tempos. E são os 3 maiores de todos os tempos na mesma geração! Sorte de quem está vivo vendo isso!!

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    1. Roberto Rocha

      Os maiores de todos os tempos são Laver e Borg. O primeiro por conquistar por 2 vezes o Slam…mesmo ficando anos impedido de competir. E o segundo porque fazia a incrível transição saibro / grama nks tempos em que a grama era realmente rápida.

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  3. Guina

    Tsitsipas falou os pedetistas de plantão. Sem desmerecer o que muitos jogadores jogaram e fizeram pelo tênis, mas ficar idolatrado com eles a ponto de nao conseguirem esconder suas preferências pessoais durante seus comentários o tornam tão chatos e acaba estimulando a gente a torcer contra os tais idolos deles e ate contra eles. Exaltaram o tal Federer e kkk ele + uma vez perdeu kkk. Aliás, ele é os federistas de plantão.

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