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Arthur Ashe: onde as coisas acontecem
Por Chiquinho Leite Moreira
setembro 4, 2019 às 5:35 am

Se Nova York é conhecida como a  cidade que nunca dorme, o Arthur ashe é onde as coisas acontecem no tênis. A sessão noturna é sempre eletrizante, com uma atmosfera impressionante e festiva participação da torcida. Nesse cenário, a derrota de Roger Federer para Grigor Dimotrov foi um verdadeiro anti clima. Tudo estava preparado para mais uma festa ao suíço que deixou a quadra ainda ovacionado, apesar do resultado.

Em menos de dez minutos, Federer apresentou-se para a entrevista coletiva. Foi uma correria e tanto. Afinal, normalmente os tenistas demoram muito, entre banho e massagens. Mas desta vez, esteve em ação o velho apelido de Fedex. Logo tratou de explicar que sentiu as costas e as coisas pareciam cada vez piores para ele. Mesmo assim garantiu ter dado tudo o que tinha e que teve suas chances no quarto set.

Federer esteve calmo e elegante, como de costume. Só não gostou quando o assunto foi ter deixado escapar mais uma chace de ganhar um Grand Slam e se ainda tinha esperanças de aumentar o seu número  de troféus dessa categoria. O suíço respondeu apenas que, se a lesão não for grave, vai manter o seu calendário, com torneios na Ásia, Basileia, Paris e Londres.

Só que há um detalhe nessa história toda. Pelo fato de ter acontecido na Arthur Ashe não se trata apenas de uma derrota. A repercussão promete ser grande. E um mundo de especulações deve tomar conta do atual cenário.

Para ser mais claro no que representa um fato acontecido na Arthur Ashe, pode-se tomar como exemplo as famosas imitações de Novak Djokovic. O sérvio já havia feito os trejeitos de Rafael Nada, de Roger Federer ou de Maria Sharapova em outras ocasiões. Mas o munto do tênis  só tomou conhecimento, depois dele ter se apresentado numa sessão noturna do US Open.

Os exemplos da tremenda repercussão do US Open pode ser lembrado com um fato bem recente. O surpreendente russo Daniil Medvedev está enrolado com suas dúbias declarações. Ele não sabe pedir desculpas de uma forma clara e contundente e também não se sabe qual será a reação do público em seu próximo jogo.

Mas como o US Open conhece muito mais heróis do que viloes, não restam dúvidas de que a cena mais marcante, repleta e emoção, amizade e espírito esportivo veio de Naomi Osaka. Afinal, como não lembrar se sua atitude com Coco Gauf, numa lição de humanidade? É isso mesmo, as coisas acontecem no Arthur Ashe, na cidade que nunca dorme.


Comentários
  1. Gilberto Cardozo

    Lesões são relativamente comuns em atletas desse nível.
    Lamento ter acontecido com o Roger que é o melhor de todos os tempos. Dos Big Three só resta agora o Rafa.
    Grande abraco, Chiquinho!

    Responder
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