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Djokovic: o comedor de grama
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 15, 2019 às 6:44 pm
A saborosa grama de Wimbledon

A saborosa grama de Wimbledon

Nada na vida de Novak Djokovic foi fácil. Desde os bombardeios da OTAN ainda quando era criança, a severidade de seu pai, que não admitia uma derrota sem um castigo, ao difícil período de formação na Alemanha, na academia de Niki Pilic, até a antipatia que carrega por uma boa parte do mundo do tênis. Enfim, desde cedo comeu grama, mas nenhuma com o sabor tão agradável como a da quadra central do All England Club.

Até mesmo na heroica vitória em Wimbledon seu sucesso é combatido. Mais especificamente agora pelos números. Há quem conteste a legitimidade da vitória do sérvio. Afinal, Roger Federer aplicou 25 aces contra 10; cometeu seis duplas faltas x nove; conseguiu 94 winners contra 54; e o suíço ainda venceu 218 pontos, 14 a mais que seu rival. Para contemplar esse cenário, Djokovic jogou por quase cinco horas, com torcida contra.

Ora, mas o que é o barulho de uma torcida contra para quem aos nove anos de idade refugiou-se na casa de uma tia durante os bombardeios da OTAN, numa das mais violentas guerras da história da humanidade.

A adversidade faz parte da formação da personalidade de Novak Djokovic. Alguém com esta história, certamente, pode ser interpretado com antipatia em suas decisões. É duro em suas opiniões e arregimentou um exército de inimigos. Basta lembrar o irônico twitter de Nick Kyrgios, pedindo o favor para Federer vencer a final de domingo. Mas, aparentemente, sem traumas ele vai levando a vida. Uma prova recente foi a convocação do croata Goran Ivanisevic para fazer parte de seu staff. Sofreu críticas, especialmente da mídia sérvia.

Poucas vezes, Novak Djokovic refere-se a sua infância, aos anos dos conflitos da antiga Yugoslávia, mas certa vez revelou seu mais forte sentimento ao declarar: “a guerra é a pior coisa que um ser humano pode viver”.

Com uma experiência dessas, Novak Djokovic caminha diante de tudo e de todos para uma história de sucesso. Ao salvar dois match points e vencer o jogo no tie break do quinto set, ele colocou novos números no tênis masculino: 20 Slams para Federer; 18, para Rafael Nadal; e 16 dele. Algo inimaginável lá pelos anos de 2002, quando Pete Sampras chegou a 14 troféus de Grand Slam, o que pareceria ser um recorde inigualável.

Hoje, Novak Djokovic coloca novos desafios e mostra força e determinação para passar de terceiro maior vencedor de Slams para primeiro. Afinal, quem pode duvidar da capacidade deste tenista sérvio?

 

 

 


Comentários
  1. RODRIGO

    Grande Chiquinho! Seu texto, como de costume, foi excelente. Concordo 100% com suas afirmações.
    Novack Djokovic é um exemplo de jogador e ser humano. Sabe de suas limitações (não tem a técnica do Federer por ex), mas lida bem demais com isso.
    Não sabemos se irá superar os 20 slams, mas eu n tenho dúvida alguma que o fator motivador para que ele continue no circuito lutando por cada vitória, é a real possibilidade de ser o maior de todos. A vida só tem sentido quando temos objetivos alcançáveis e concretos. Djoko é o senhor do tênis nesta década e eu sou um fã incondicional do sérvio. Abraços de um bauruense frequentador do BTC.

    Rodrigo Ferraz da Costa.

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    1. Willian Rodrigues

      “não tem a técnica do Federer por ex”. Amigo, esse é um dos comentários mais recorrentes nos blogs, e um dos mais insensatos! Perdoe-me por ser tão incisivo, mas tenho meus argumentos. Não é necessária nenhuma técnica para se obter as melhor devolução do circuito, e talvez, da história do tênis??! Já analisou o drive do Djokovic? O cara consegue mudar a direção das bolas com maior facilidade que qualquer outro! Para sustentar rallys de 45 trocas como ocorreu em WB contra Bautista, condicionamento físico é mesmo o único requisito??! Não se pode imaginar “técnica” apenas como aquilo que seu tenista favorito executa melhor!!! A maioria dos esportes individuais requer concentração, resiliência, boa leitura do jogo adversário e raciocínio rápido para encontrar soluções durante a partida! Por favor…

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  2. Fábio

    Belo texto, Chiquinho! Eloquente e preso aos fatos, sem parcialidade.
    Aliás, importantes veículos de comunicação ao longo do dia de ontem nos EUA e no Reino Unido estenderam o tapete vermelho ao sérvio, reconhecendo seu enorme talento e qualidade.
    A história do Novak é repleta de superação… Alguns torcedores fanáticos talvez não reconheçam e preferem falar que ele não é perfeito (alguém é neste mundo?) para desmerecê-lo.
    Detalhe da épica vitória: nos tiebreaks, Novak ficou com incríveis 21 pontos contra somente 12 do Federer. Isso mostra a capacidade de enfrentar momentos tensos, aliando a qualidade com a raquete nas mãos com sua força mental.
    Final mais longa da história de Wimbledon;
    Único na história do Tênis a vencer 3 tiebreaks numa final de Slam;
    3a final e 3o título contra Roger Federer em Wimbledon…

    Novak Djokovic segue escrevendo bonita página na história do esporte!
    Abs e parabéns pelo texto.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Show cara… legal que vc entendeu o que tentei transmitir. Fui o primeiro brasileiro a correr o circuito mundial do tênis e não foi fácil ter os acessos de
      Europeus e norte-americanos. Mas graças a ajuda do jornalista português João Moura Diniz tive a honra de uma cadeira em Wimbledon- a H-22, ao lado da amiga Neus Yerro de Barcelona- como o assento f 555 de Roland Garros que na concepção atual já não existe mais. Mas vejo que o importante é ter a mídia brasileira presente

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      1. Fábio

        Claro!
        Vcs, jornalistas brasileiros especializados no tênis, tiram leite de pedra, mas contribuem para o crescimento do esporte aqui.
        Legal saber esse detalhe da sua história… Parabéns pelo pioneirismo e pela garra, sempre com o objetivo de nos brindar com informação isenta, de qualidade, além de mostrar o desenvolvimento do tênis!
        Quem sabe um dia nosso país não seja um dos protagonistas nesse esporte com um projeto sólido… Um dia!
        Viva o esporte e o tênis!
        Abs

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  3. stephania raposo de melo

    Belo texto Chiquinho, e olha que você prefere o Federer…rss, ele é o filho da guerra por isso esse mental de monstro, oro para que ele ultrapasse todos recordes, um ser humano incrível, para mim ele se resume em três palavras: superação , determinação e fé. Ontem sofri com ele cada momento daquela partida, não acreditava mais em sua vitória, Roger jogou muito, mas Djoko foi eficaz nos momentos chaves, isso foi muito importante. Amei esse titulo, ele foi merecedor.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Claro que gostaria de ver o Federer campeão… mas vejo o tênis com outros olhos. E que vença o melhor… e juro… o Djokovic, apesar dos números, foi o melhor. Admiro muito está luta e determinação do sérvio. Sou fã tb do Nole. Sei bem o que é ser descriminado no mi do do tênis… qualquer hora explico isso melhor

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  4. WANDERSON LIMA

    NAO HA COMO NAO SER FA DE UM CARA COMO DJOKOVIC,QUE SABE DE SUAS LIMITAÇOES,MAS NAO SE DA POR VENCIDO.
    PRINCIPALMENTE QUANDO O ASSUNTO E O CONFRONTO COM NADAL E FEDERER.
    ELE SE DEDICA E TEM UMA PARTE MENTAL QUE E UM ABSURDO.
    NAS ENTREVISTAS PROCURA SEMPRE DIZER QUE TANTO O SUIÇO QUANTO O ESPANHOL SAO SEUS RIVAIS.
    POR ISSO ACHO QUE AINDA TEREMOS BATALHAS EPICAS COMO A DE ONTEM,PARA O BEM DOS AMANTES DO TENIS
    OBRIGADO/PELA OPORTUNIDADE
    WANDERSON

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    1. Paulo Cesar

      O jogo de Djokovic não tem ponto fraco, não é limitado. Todos os comentarista são unânimes em afirmar que ele é um tenista completo fisicamente, mentalmente e tecnicamente. Não há brecha a ser explorada pelos adversários e por isso leva vantagem sobre Federer e Nadal nos confrontos diretos. Venceu Federer não apenas uma vez, mas TRÊS VEZES na quadra central de Wimbledon, feito inigualável, pois Federer é o maior vencedor da história na grama. Apesar de jogadas magistrais, seu tênis não é tão bonito quando o de Federer, mas é mais eficiente. A prova é o domínio do circuito apresentado nos últimos dez anos. Na final, as estatísticas não mostraram a quantidade de erros FORÇADOS que Federer cometeu nas trocas com Djokovic. E este foi um fator decisivo para a vitória. Ademais, embora as estatísticas sejam favoráveis a Federer, com exceção dos erros não forçados, e provavelmente nos erros forçados, o que conta muito no tênis são os momentos em que erros e acertos são cometidos, e nos momentos decisivos Djokovic foi melhor, acertou mais e errou menos e por isso saiu vencedor. Não foi sorte, não foi acaso, foi competência. Ninguém vence Federer, jogando seu melhor tênis como fez no domingo, sem mérito e competência.

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      1. Hendrix Leal Pontes

        “Vantagem sobre Nadal”. Qual, 28×26? Se você conversar com qualquer estatístico verá que isso chama-se empate técnico, não vantagem.

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  5. Murer

    Djokovic é um monstro de jogador !

    Acho que o sonho de todos os outros tenistas é ser como ele. Incrível ele se tornar o maior de todos enfrentando Federer, Nadal e Murray

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    1. Sérgio Ribeiro

      Já é o melhor de todos , caro Murer ? Pelo fato de seu jogo não ter buracos como dizem os fanáticos? Tomou 94 Winners de um senhor de 38 anos. Mentalmente muitas vezes sai de jogo. Tomou um pneu de Nadal em Roma . E caiu pra Thiem em RG por puro descontrole. Ontem ambos mereciam não perder. E os recordes ainda pertencem ao Craque Suíço. Pode vir a ser ? Claro que pode. Mas ainda não o é. ABS !

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      1. Murer

        Olá! Sérgio Ribeiro!

        Sim! Entendo que ele possui falhas, e o fato de ganhar jogando pior faz parte do currículo dos MAIORES em qualquer esporte.

        Entendo que ele ESTÁ SE TORNANDO o Maior pelos feitos que tem conseguido. Ao meu ver acho que ele vai superar os números de Federer, tanto em GS como em semanas no número 1.

        Acho impressionante a carreira do Djokovic por conseguir sobressair sobre 2 rivais mais difíceis que um tenista poderia ter.

        Respeitosamente!

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  6. Simone Prado

    Excelente texto! Até que enfim leio comentários sem excessos, sem fanatismo, sem leviandade sobre uma pessoa que luta, batalha, que é humano como todos nós e por isso erra como qualquer um. Não entendo esses ditos “torcedores” do Federer e do Nadal terem tanta raiva, menozpreso, leviandade pelo Djokovic. Por que simplesmente não torcem pelos seus atletas e pronto? Não gosto do Nadal, mas não o desmereço, reconheço o grande jogador que é. Adoro o Federer, quando não está jogando contra o Djoko. Cada um tem suas qualidades e serão para sempre grandes campeões e ponto.

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  7. Ricardo Pacheco

    Chiquinho, parabéns pelo seu texto!
    Sou fã do Djokovic por vários motivos: é perseverante, pois reconhece que Federer e Nadal são grandes jogadores e teve que superar-se para enfrenta-los em condições de igualdade; ê talentoso! Não aguento mais comentários que ele tem limitações. Ora todos têm, mas o cara ganhou 16 grand slams, bate Federer e Nadal no tete a tete em numero de vitorias, de finais e de finais de grand slams (com Nadal empata). Impôs ontem uma dura derrota ao melhor jogador de tênis de todos os tempos: o rei da grama sofreu sua terceira derrota em finais de Wimbledon (seu reino) para Djokovic. Além do adversario em quadra, Djoko quase sempre tem a torcida contra ele. E com todas essas adversidades ainda consegue ser carismático. Minha torcida pelo sérvio não impede de enxergar a grandiosidade de Federer que demonstrou ontem que ainda tem muita lenha pra queimar. Que o Big three continue firme, pois fazem muito bem ao tênis e aos amantes desse esporte.

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  8. Rafael

    Belo texto Chiquinho! O Djoko é isso é mais um pouco. Uma pena que a mídia ainda relute em reconhecer a grandiosidade de seus feitos. Ontem, o Federer fez uma de suas melhores partidas nos últimos anos, mas o sérvio, mesmo jogando um pouco abaixo do seu normal, foi perseverante e preciso nas horas mais importantes! Ele é um verdadeiro gladiador!! E que venha O USopen!

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  9. Reinaldo

    Chiquinho. Obrigado por cobrir o tênis e por se dedicar tanto trazendo muita claridade e qualidade nos comentários. Se me permite um comentário, o mais legal do seu texto fica nas entrelinhas. Você admira o Federer mas gosta do Nole e muito provavelmente gosta do Nadal e de todos que fazem desse esporte algo muito bacana. Tento passar isso para os meus filhos. Podemos gostar de um jogador sem torcer contra o outro. Respeito acima de tudo. Parabéns.

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  10. Paulo Gusmão

    Não consigo enxergar estas limitações que todos apontam no Djokovic. Como pode um cara “limitado” como ele fazer o que faz dentro das quadras? Ter mais vitórias sobre os monstros sagrados, Nadal e Federer, como ele tem? Seriam todos os seus feitos obra do acaso, pura sorte? Se for é uma sorte interminável, pois vem se prolongando ao longo dos tempos. Enfim, de qualquer forma foi duído ver dois tenistas que tanto admiro a enfrentarem. Fiquei feliz pelo Djoko e ao mesmo tempo triste pelo Federer.

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  11. Marlon

    Eu, particularmente, achei que o Chiquinho devia ser mais tecnico. Falar da vida dificil do Servio ele ja havia elencado em outra ocasiao. O que mais me impressina nos torcedores do Federer e focar que jogou mais, fez mais pontos, errou menos e “QUASE GANHOU”! Gente, ta na hr de pararmos com a demagogia e começar a ser mais realistas. O Federer ganharia aquele jogo no 40/15 de Nadal e outros jogadores; nao ganhou do Djoko porque o cara jogou muito aqueles pontos e pronto! Ai ficam os torcedores dizendo: ” SE o Federer não tivesse se afobado, ele nao teria subido pra rede e nao tomaria a passada”. “Se o Federer nao tivesse sido tão conservador e tivesse colocado força no primeiro serviço ele nao teria perdido”! Gente, nao foi a primeira vez que isso aconteceu com os dois! Sera que djoko e um cara tao sortudo assim ou o Federer que e azarado? Eu prefiro dizer que foi pura competencia de djoko e covardia de Federer.
    Chiquinho e o mundo podem torcer todos pro Federer; agora colocar um texto enaltecendo a vida do cara e nao se ater aquilo que aconteceu em quadra e desmerecer a vitoria do cara! Sobre a vida a superacao de Djoko estamos cansados de saber! O que queremos ouvir e um comentario mais contundente.

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    1. HILARIO MUYLAERT DA SILVA LIMA

      Em resumo, no ponto ponte de vista: Roger é europeu ocidental, e Nole é europeu oriental…
      Lendl era “discriminado” por ser theco…
      Murray quando perdia era escocês, e quando começou a ganhar títulos passou a ser britânico….

      Responder
    2. Maurício Luís *

      Marlon, eu não estou “cansado de saber” da vida do sérvio, não. Pra mim, o texto foi mais que perfeito. O José Nilton Dalcim já fez uma análise detalhada de como foi o jogo em si. O Chiquinho procurou focar em outros aspectos, pra não ficar repetitivo.

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    3. Maurício

      Perfeito,as pessoas se atentam a essas bobagens e esquecem dos detalhes mais importantes.Essa história de quem foi, será e é melhor é balela,deveríamos aproveitar esse tempo e curtir esses três quase perfeitos jogadores em vez de discussão sem nexo.

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  12. WALDIR DOS SANTOS

    chiquinho achei linda sua materia….linda mesmo, a melhor de todos este ano…..tenho uma duvida, não neste jogo………em todos, com qualquer jogador….num jogo de 5 sets que um jogador ganhou por 7-6, 7-6.0-6,0-6 e 7-6 ele fez 21 sets contra 30 sets, não há descrepancia , pois set é set, já vi muitos , mais muitos mesmo e voce tambem, jogadores perderem fazendo mais sets…..não é verdade, se não, não seria por sets , seria quem chegasse aos 30 sets primeiro e seguidos..responda por favor….um abraço ….materia linda.

    Responder
    1. Ricardo

      Acho q você quis dizer 30 GAMES X 21 GAMES
      Impossível alguém perder fazendo mais sets, o Federer venceu no domingo venceu mais GAMES, porém a regra diz q vence aquele q ter mais SETS e isso foi 3 sets para o DJoko x 2 sets para Federer.
      Pela regra fazer 7×6 ou 6×0 é a MESMA COISA, um set é um set e n importa o número de games q perdeu no meio dele, isso só conta fisicamente q venceu sem ter se esforçado tanto, apenas isso.
      Game é game e set é set.

      Responder
      1. Luiz Fabriciano

        Ricardo, só um adendo: a única exceção onde um set de 7×6 faz diferença de um set de 6×0 é no Finals, como critério de desempate entre dois tenistas que venceram a mesma quantidade de jogos na fase de grupos, nos demais torneios, realmente, valem a mesma coisa.

        Responder
  13. wilson

    Deve ter sido muito difícil para você escrever este texto . Torcedor fanático do Federer . Os números acima citados não desmerecem a vitória do Djoko . A diferença de pontos nos sets não interfere . Ganha quem vencer mais sets , no caso de Slam exatamente 3 . Ouço este tipo de comentário desde o final da partida ,uma maneira de desmerecer Djoko .
    Dois 5 títulos na grama sagrada de Wimbledon , 3 foram em cima do Federer ( Teu piso preferido ).
    OBS : Não estou criticando o Federer , ele , Nadal e Djoko são os melhores da história do tênis , critico sim os comentários maldosos diminuindo ou tentando diminuir a vitória de Djoko.

    Responder
  14. HILARIO MUYLAERT DA SILVA LIMA

    Considero, na média, Nole o tenista mais técnico do circuito.
    Tem todos os golpes muito bons, e uma devolução de saque quase que inigualável ( talvez o Agassi…).
    Roger tem uma limitação evidente em seu revés chapado e com top-spin, embora utilize muito bem o slice —- o que o torna,muitas vezes, vulnerável em jogos
    muito disputados, como o de ontem.
    Caso não ocorram imprevistos ( tipo contusões severas…), Nole deverá ultrapassar Roger no número de semanas com número 1 do ranking da ATP.
    Terá que buscar 50 semanas ( 1 ano ) —- o que é bem razoável que consiga.
    Nole já tem 6 master 1000 à frente de federer, e deve manter a diferença, ou até, aumentá-la.
    O grande desafio será vencer mais 4 Islams, e Federer estacionar em 20.
    E, ainda tem o grande Rafael Nadal —- outro super campeão, que já tem 18 Slams..
    Briga de “cachorro grande”…..

    Ainda a propósito: a OTAN é financiada e segue “ordens” da Casa Branca. Então, na realidade, a guerra do desmonte da antiga Yugoslávia foi feita pelos US.

    Responder
  15. Renan Vinicius

    Só lembrando que no final de 2016, Federer tinha 16 Slams, Nadal 14 e Djoko 12. A diferença entre os 3 era a mesma.
    Que o sérvio tem condições de ultrapassar esses números, disso não podemos duvidar, mas tbm é impossível duvidar dos 2 maiores jogadores da história: Nadal e Federer! Impossível prever.

    Responder
    1. Ricardo

      No final de 2016
      Estava 17 GS para o Federer, a diferença eram de 5 GS
      Aí o Federer ganhou 3 e aumentou para 8, agora Djoko venceu 4 dos últimos 5 disputados e a diferença no momento é a menor entre eles na história.

      Responder
  16. Paulo F.

    Outra coisa, Chiquinho:
    Falando um pouco de Federer, a despeito da duríssima derrota com o fatal desperdício no 8-7, eu particularmente fiquei feliz ao vê-lo bem fisicamente nesta final.
    Tomara que vá até aos 40 anos!
    O tênis agradece!

    Responder
  17. alexandre picelli

    Sofrimento não condiz em ser antipático. Assim como, pobreza não cria ladrões. É antipático por ser invejoso, simples assim. Quem diga o Batista Augut qd venceu o segundo set.
    Tem a torcida contra, porque jamais será amado como Federer, pode somar 30 slam, e todos sabemos por que. Pela antipatia. Repito ter sofrido, que aliás, tantas outras pessoas sofreram, vide reportagem do Rodrigo Faro, um tal de Seu José, nordestino que fugiu de casa aos 4 anos, foi preso por acharem que tinha roubado lençóis, privou inocência e se tornou homem de sucesso, e detalhe, não é antipático.
    Novak o é, mas por inveja.
    Fez um grandioso jogo, mas jamais será amado como Roger Federer.

    Responder
  18. ANTONIO GABRIEL

    Parabens pelo texto Chiquinho, demonstrou muito o que foi o jogo, superação. Um detalhe que poucos chamaram atenção, ao longo do jogo RF conseguiu os melhores números, mas nos momentos decisivos estes números são todos de Djokovic, então não o que se dizer que Federer foi o “melhor” no jogo, não há dúvida do tamanho do Suíço para o tenis mas cada vez mais Djoko vai mostrando que sua grandeza pode ser tão maior que a de Federer, em relação a Nadal eu até já acho que ele já ultrapassou, mesmo estando atrás 2 GS do espanhol, mas acredito que esse número ele irá conseguir ultrapassar, sem dúvida.

    Responder
  19. sandraarbex@globo.com

    É a primeira vez, que comento aqui, até porque sempre o vi como um fanático pelo Federer, mas seu texto hoje falou tudo que sempre quis ler, um dos poucos jornalistas que não desmerecem Djokovic

    Responder
  20. Nilson Reis

    Parabéns Chiquinho, que belíssimo texto. Sou seu fã. Sou Federer até debaixo da água mas o que esse sérvio faz é fora do comum, uma força mental fora da realidade, nesse quesito ele e o Nadal são os melhores. Chiquinho vc acha que o Nole é um jogador sem buraco nenhum no seu jogo? O Rei Roger sabemos dos furos no seu backhand, o Nadal melhorou muito seu backhand mas ainda erra por lá.

    Responder
    1. Chiquinho Leite Moreira

      Todos têm pontos vulneráveis, mas Djokovic, assim como não tem nada que apareça muito, tb não tem nada que seja muito deficiente…

      Responder
      1. Paulo Cesar Lage de Oliveira

        Há sim coisas que aparecem muito: Djokovic tem talvez a melhor devolução da história; ademais, um adversário recente já disse que ele tem o melhor backhand do circuito e um dos melhores da história. Os outros golpes são apenas excelentes: o saque, a direita e o slice. Agora de fato não há deficiência que possa ser sistematicamente explorada pelos adversários.

        Responder
  21. David Torres

    Chiquinho, boa tarde!

    Parabéns pelo texto. Boa parte das pessoas gostam mais do Federer e ficam atacando o Djokovic ou o Nadal após alguma derrota. Temos que olhar para o tennis que jogam e não se são simpáticos ou não aos olhos do público. Para chegarem ao nível que estão foi necessário muito treino, dedicação, trabalho psicológico, enfim, uma vida dedicada ao esporte. As vitórias deles são pelos próprios méritos e não porque o adversário facilitou. Esses três são espetaculares e elevaram o nível deste esporte a outro patamar jamais visto!

    Responder
  22. Mágno Lucas Sampaio

    Olá Chiquinho!
    Parabéns pelo texto, quanto ao jogo você acredita que Nole jogou um pouco abaixo do seu normal por causa do Federer, ou você aponta outras razões. Como por exemplo toda a torcida contra?

    Responder
  23. Maria izabel

    Parabéns, belíssimo texto!Sempre assisto o Ace Band.
    Você dissecou exatamente o que foi essa decisão de Wimbledon,deu um show!
    Desde antes de começar eu disse que Djockovic era o favorito.Tem algo a mais nesse jogador que se chama:sofrimento,rejeição, e com isso um mental fortíssimo. Além de tudo na minha opinião é o mais completo do Big Three.
    Assisti a partida vi que caiu no segundo set,penso que a totalidade de torcedores contra pesou para isso.Mas conseguiu se recuperar,e no quinto set,ao mostrar seu box,vibrando e o aplaudindo foi emocionante,pois foi isso que o levou a vitória. É nítida a rejeição que Djockovic tem nas torcidas.Mas,ele confessou que ouvindo o Federer,Federer…ele dizia para si:Novak, Novak!!Está aí o que faz a diferença nesse rapaz.Penso que ele baterá sim todos os recordes, está no foco dele isso.Federer não tem o mental dele,é mais habilidoso,tem técnica apurada mas fraco mentalmente,mesmo com o público a seu favor.Acredito que Federer custará se reabilitar de uma terceira derrota seguida.
    Ao ver a Mirka chorando(não gosto de seu comportamento desde o “Cry baby”para o Wawrinka,uma barraqueira da elite dos boxes.Eu até imaginei que Djockovic pode ter visto na TV de Wimbledon.Já não bastasse o público,ainda essa.
    Fiquei com raiva na hora do 40/15 que Federer não concluiu.Mas agora de cabeça fria e descansada(foi tenso),vi que foi merecido o Djockovic vencer.Quem defende os pontos no champions chips,é merecedor.
    Era tudo a favor de Federer,mas foi tudo contra ao mesmo tempo,pois Federer sentiu a atmosfera a favor e se achou.
    Enfim,dois monstros e venceu quem tem mais o mental.
    Que foi duro para o Federer foi.
    E a classe do Djockovic ao comemorar,foi lindo!Seco,absoluto sem fazer um rito que fosse deselegante com o público, foi altivo simples assim.
    Que venha US OPEN!!

    Responder
  24. Nattan Lobatto

    Belo texto, Chiquinho!

    Ñ poderia me furtar de elogiar os torcedores do Federer pela excelente campanha em Wimbledon/19, jogou muiiiito!!!.. A esquerda (que era escalafobética) melhorou de forma descomunal, desconcertou o Nole diversas vezes domingo. Ficou perto da vitória e vendeu caro o 16º Slam…

    Um forte abraço e congratulações a torcida do Novak (faço parte dela). Começamos em 2010 e cabíamos em uma combi e quem diria, hj dominamos o mundo. Aqui no Norte do Brasil ele têm uma grande legião de fãs, apesar da falta de quadras e o esporte (tênis) ser pouco conhecido ainda, a torcida aqui é 90% do Djoko. Ah, quem estiver em visita pelo Pará (de preferência os federistas e nadalistas, ganhar de vcs tem um gosto especial rsrs), é só avisar, pois tem uma quadra indor aqui no meu condomínio.

    Enfim, Nolistas, conquistamos o mundo e caminhamos a passos largos (4/5 nos últimos 5 Slam) para sentar no topo do Olimpo! O regicída tá com sangue nos olhos, faminto por novos títulos, novas façanhas e quer aumentar mais ainda a freguesia encima do Touro e do Leão da Montanha.

    Para finalizar meu post, deixo-vos com a célebre frase de uma grande e contemporânea filósofa brasileira que fala sobre quem será o GOAT do tênis depois de 2022: Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder. (Dilma Rousseff).

    Responder
  25. Maurício Luís *

    Chiquinho, esse seu texto foi um PRIMOR, uma pintura. Estilo diferente do Dalcim, que adora uma estatística. Então não adianta ir pelo mesmo caminho dele, que ficaria repetitivo. Jornalismo esportivo é isso, cada um foca um aspecto diferente.
    Gostei demais. Teve um internauta aí que escreveu “tô cansado de saber”. Pois eu não. Fiquei sabendo de coisas super interessantes. Pra mim foi ótimo você ter nos brindado com este texto. Nota 10 com louvor, e muito obrigado!

    Responder
  26. Franco

    Sim, a história dele é incrível e com certeza uma força extra para sua motivação. Possui uma força mental enorme, um físico de poucos e uma técnica diferenciada. E deverá sim quebrar todos os recordes atuais. Mas Federer tem o algo a mais de um grande campeão. O carisma, a plasticidade do movimento, a capacidade de atrair o interesse pela pessoa que é. Não sei qual dos Big 3 é o melhor. Cada um na sua característica é único. O conjunto dos três é em muito superior aos outros. Pena que Andy tenha tantos problemas de saúde hoje. Espero que volte, para voltarmos a falar do Big 4.

    Mas ainda sou Federer, rsrsr

    PS. Escreva mais.

    Responder
  27. Oswaldo E. Aranha

    Nunca tinha entrado em teu blog por achar que eras fanático torcedor do Federer, mas gostei demais de teu artigo sobre o Djokovic e quis te dar os parabéns.

    Responder
    1. Chiquinho Leite Moreira

      A situação da Bia está caminhando… houve quebra de protocolo no recolhimento do exame e, pelo pouco que sei, isso já seria um bom argumento, e possivelmente suficiente, para anular a punição, ainda mais pq não houve comprovação em Wimbledon. Não acredito que ela conscientemente tenha usado qualquer droga… vamos aguardar.

      Responder
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