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Troca da guarda e Federer é vítima da next gen
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 20, 2019 às 1:10 pm

É curioso e até irônico que Roger Federer tenha se transformando na primeira vítima, em Grand Slam, de um digno integrante da nova geração como o grego Stefanos Tsitsipas. Justamente o maior colecionar de troféus desse peso viu o que John McEnroe definiu como “changing of the guard”, ou seja a troca da guarda.

Os avisos já haviam surgido para Roger Federer. Campeão do Aberto da Austrália ano passado, o suíço caiu nas quartas de final de Wimbledon, nas oitavas de final do US Open e volta a ficar nesta mesma fase agora no primeiro Slam da temporada.

Nada disso, porém, deve significar em aposentadoria. Afinal, já vi alguns ‘posts’ em que esta poderia ter sido a última aparição de Federer na Austrália. O fato é que apenas o “goat” – o maior de todos os tempos – sucumbiu diante de um jovem talento. Vejo o suíço ainda em plenas condições de uma bela temporada. E não há melhor combustível para um tenista do que vitórias. E elas devem acontecer com boa frequência ainda para o suíço.

Essa possível troca de guarda vem de encontro às recentes declarações do ex-número um do mundo Marat Safin. O russo disse não acreditar nesta nova geração, pois nenhum deles ainda tinha conseguido vitória significativa sobre um dos grandes. Mas parece que o mundo está mudando.

O interessante nesta opinião de Safin é que muitos do mais expressivos integrantes da chamada next gen são de origem russa. Além de Tsitsipas, estão neste grupo Denis Shapovalov, Andrey Rublev e Karen Khachanov. Este fenômeno é visto também no feminino. Algumas das mais fortes representantes da nova geração como Amanda Anisimova ou Sofia Kenin, que embora representem os Estados Unidos tem suas origens na Rússia.

Esta nova geração já teve, porém, outros resultados significativos fora dos eventos do Grand Slam. em 2018, Tsitsipas venceu Novak Djokovic na terceira rodada de Toronto; Borna Coric bateu Federer nas semis de Xangai e final de Halle; Khachanov ganhou de Nole na final do 1000 de Paris; e Alexander Zverev venceu Federer e Djokovic no Finals.

COMO FÊNIX -De acordo com a mitologia grega, Fênix ressurgia das próprias cinzas. E Rafael Nadal, apesar de todos os problemas físicos, segue firme e forte neste Aberto da Austrália. É que após alguns resultados ruins no início da temporada, o espanhol foi para Melbourne envolvido em dúvidas. Mas uma coisa e certa, quando ele entre num torneio é para ganhar, não apenas participar. Esta longe de ser um barão de Coubertin, que tinha como lema “o importante é competir”.

 


Comentários
  1. Fernando Godinho

    Tem que ir com calma ainda, quando o Nadal perdeu pro Kyrgios em WB 2014 era a mesma conversa de primeira grande vitória de um next gen sobre um big4 e até hoje o australiano não vingou enquanto Nadal segue voando.

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  2. WALDIR DOS SANTOS

    tinha que fala no nadal…..veja quem nadal pegou nas tres primeiras rodadas, ninguem, enquanto nole pegou uma baba, tsonga, shapovalov e vem medvedev e agora se passar carrero ou nishikori e se passar zverev ou raonic. o federer a mesma coisa um pouco menos….e nadal agora berdyck, pepois tiafoe……5 eu disse 5 moleza….na verdade o gs do nasal tem 2 jogos….é brincadeira

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      1. Paulo F.

        Chiquinho é outro jogador de confetes pro Nadal, Waldir.
        No último Ace Bandsports já falou que Nadal vai engolir o Djokovic num possível encontro!

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  3. Marcos Vinícius

    Federer GOAT como se é inferior tanto a Nadal quanto Djokovic??

    Seu fanatismo pelo suíço te deixa cego e te torna um comentarista parcial. Imagino o seu sofrimento quando o espanhol superar o cara que aproveitou uma era fraquíssima do tênis para ganhar a maior parte dos seus Slams.

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  4. JOAO GUILHERME SARAIVA PINTO

    Troca de guarda , rsrsrsrs só quando os três se aposentarem ,final ,Nadal x Djokovic, o tênis masculino parece que não se renova nunca

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  5. Bruno

    Curioso que depois desse texto de qualidade discutível de mudança da guarda, não se comentou nada acerca dos dois sabugos que os #nextgen tomaram dos “velhos”. Essa próxima geração só vai assumir pra valer quando Nadal e Djokovic pararem. Até lá, teremos muitos #nextgen ganhando um ou outro torneio mas os de grande peso já tem dono. Parem de querer tirar os grandes nomes do tênis moderno da sua posição. Temos que agradecer poder ter visto Federer, Nadal, Djokovic, Murray entre outros jogando até o seu limite e dominando o circuito até agora. O Federer está com 37. O corpo começou a cobrar o preço. E ainda assim ele é top 3…

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