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Djoko conformado: será o fim do reinado?
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 19, 2017 às 1:03 pm

Novak Djokovic chegou com o discurso pronto à sala de entrevistas, depois de sua derrota para Denis Istomin, na segunda rodada do AO. Abriu a conversa dizendo que deveria dar todos os créditos ao adversário, merecedor da vitória. Mas será que um tenista como ele estaria mesmo conformado com a eliminação no torneio? Difícil. Há um fato inegável: desde que conquistou os quatro Grand Slams, o sérvio caiu na terceira rodada de Wimbledon, foi a final do US Open e agora segunda em Melbourne.

Do meio para o fim da entrevista a questão que queria ouvir. Afinal no post anterior havia alertado para o estado físico do sérvio, pois no segundo set contra Verdasco já tinha dado sinais ao usar a raquete como bengala. Então  o jornalista italiano Ubaldo Scanagatta perguntou se a derrota veio por problemas físicos ou mentais, ou os dois. Djoko negou prontamente dizendo que chegou bem preparado para o Slam australiano. Saiu-se com essa: “É claro que após mais de quatro horas de jogo estava cansado, mas no tênis é assim, um ganha e o outro perde.”

Para Novak Djokovic não é bem assim: ele ganha e o outro perde. Pelo menos foi o que aconteceu por muitos anos. Só que nos últimos tempos sua história está sendo contada de maneira diferente. Recentemente demitiu Boris Becker, numa contratação que já vinha de forma estranha, pois jamais descartou Marian Vajda. E ninguém me tira da cabeça que a ida do campeão alemão à sua equipe foi para atender a um pedido de Nick Pilic. O sérvio também surpreendeu quando buscou auxílio de uma espécie de “meditation guru”, Pepe Imaz, numa indicação de seu irmão Marko. Teria então o ex-numero um do mundo mudado seu jeito de pensar?

Dá até para entender todo tipo de ajuda a uma profissão tão dura como a de tenista profissional. Suportar pressões como as que envolvem um jogador como Novak Djokovic exige muita força mental. Só que o tênis é um esporte de ‘matador’. Pergunte a qualquer jogador top se ele se sente mal em aplicar um 6 a 0. E pergunte a um campeão como Novak Djokovic se pode estar conformado com derrota para o 117 do mundo? Tenho dúvidas hoje sobre sua resposta… se aceitar o resultado como normal, certamente, o seu reinado está chegando ao fim.

 


Comentários
  1. Sonia Carvalho

    Chiquinho, gostei dos seus questionamentos. O Tênis é um esporte que a derrota significa eliminação. Não tem segunda chance dentro de cada torneio. E mais, NENHUM, MAS NENHUM jogador gosta de perder.
    Não escondo que sou e sempre serei NADAL. Acompanho o tênis dia-a-dia e realmente o DJoko despontou e mereceu tudo que ganhou. A única ressalva que tenho com ele é a falta de humildade.
    Então permanece minha fidelidade a Rafael Nadal e minha eterna admiração àquele que é completo em tudo, Roger Federer! No tênis espetacular. Na vida pessoal, um gentleman.
    Abraços.

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  2. Tarcisio Colares

    Chiquinho, como Djokovic havia vencido a Murray em Doha, então não fiquei achando nada de mais desta derrota.
    Só estranhei, que, num jogo tão tenso como este, não o vi quebrando nenhuma raquete desta vez (se houve, não vi pq dei uns cochilos durante o jogo).
    Desde que ele perdeu o número 1 para Murray e pelo número de pontos que tem de defender no primeiro semestre, achava que ele entraria preocupado em ganhar Slams apenas este ano.
    Se for possível, gostaria de conhecer essa história da contratação do Becker.
    Abraços.

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  3. João ando

    Paty Scheneider tb se deu mal qdo cpntrat0u um guru que so queria dr aproveitar dela…agora eo novak se não voltar a realidade de ter um técnico de qualidade vai despencar no ranking. A Suíça está tentando voltar com 35/37 anos

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  4. Alexandre Maciel

    Olá, Chiquinho… nunca havia comentado aqui antes, mas sempre leio seu blog. Aliás, parabéns pelos posts.

    Acho perfeitamente natural essa queda de rendimento do Djoko. Aconteceu com Federer, Nadal, e agora é a vez do sérvio. Não adianta, o tempo é implacável e não perdoa nada nem ninguém. Entretanto, acredito que Djoko tenha ainda muito gás e vai conseguir grandes conquistas durante os próximos dois ou 3 anos.

    Confesso que gostei dessa eliminação precoce, não teremos mais do mesmo (leia-se sérvio campeão e Murray, vice) e incendiou completamente o Grand Slam australiano.

    Abraço…

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Nicola Piloc foi tenista do Leste. radicou-se na Alamanha, treinou Becker e Djokovic qdo garoto foi treinar com Pilik na Alemanha e transformou seu tênis para mais competitivo.

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  5. Sidney

    Gostei qdo se refere ao termo “matador”. Aplicar 6 x 0 é gostoso para o matador. Esta é a dúvida então. Djoko perdeu uns % de ser matador? Só os próximos torneios podem confirmar isto.

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