Roland Garros nas medias sociais
Por Chiquinho Leite Moreira
maio 22, 2013 às 8:56 pm

Vou direto ao assunto para poupar aqueles que não têm paciência de ler até o final: estou embarcando para o meu 27o. Roland Garros pelo Bandsports. Desde o primeiro em 1985 até hoje muita coisa mudou e os novos tempos mostram que as medias sociais fazem parte deste atual cenário. Então a ideia é dividir os tons da cobertura com todos os amantes do tênis. Assim, bastidores, notícias on line, as curiosidades da quadra 14, 18, podem fazer parte das imagens da central. A alternativa está no FB, Instagran ou Twitter. Para encontrar-me no Facebook o meu nome é Francisco Leite Moreira, no Instragran é Chiquinholmoreira ( não deixe de reparar o l entre o Chiquinho e o Moreira) e no twitter é Chiquinholm, claro com o tal do @ antes.

Para os quem tem paciência e gostam de história, lembro que em 1985 as transmissões de reportagem pareciam ‘sinais de fumaça’. O torneio de Roland Garros contava com poucos jornalistas, cerca de 120 a 150, perto dos dois mil de hoje. Ainda usava-se máquina de escrever. Para quem não sabe o é que isso, tratava-se do precursor do lap top. Em 85 não levei a Remigton 22. Acreditei que teria ‘várias’ por ali. Mas… nada. O teclado da máquina francesa troca o ‘a’ pelo ‘q’, portanto, um martírio para se escrever. Não sei por que cargas d’águas sentei-me perto de um jornalista sueco. Não sei por cargas d’águas, ele escrevia numa máquina com teclado muito parecido com o nosso. Emprestava-me ao final de seu trabalho. Por conta da diferença de fuso horário, não havia qualquer problema com o deadline.

Não havia mesas indivduais, ou os chamados work stations. Sim um tablado que  colocava lado a lado jornalista de todo o mundo. Sentava-me ao lado de um inglês. Ele era um ícone dos britânicos. Escrevia para The Times. Tinha o irritante hábito de fumar cachimbo. Bem… outros tempos. Em certo momento da relação, perguntou de onde era. Respondi do Brasil. Ele comentou: estive uma vez lá… em Buenos Aires… e vocês têm um bom bife.

Bem gente até Roland Garros…

 

 


Comentários
  1. Julia

    Boa história Chiquinho! Fez-me rir, num dia ruim para mim, mas essa de estive em Buenos Aires – Brasil, foi ótima.

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  2. Marcelo

    Boa noite!
    Já que falou de história, acho que foi ontem que passou uma parte do jogo do Borg contra o Lendl em RG não vi de que ano foi.
    Fiquei impressionado com a “lentidão” do jogo. Será que a bola e talvez, principalmente, a raquete fizeram tanta diferença?
    Engraçado que me lembro de alguns jogos do Borg e de vários do Lendl e no meu imaginário a coisa não era nesta velocidade digamos lenta em comparação ao que vemos hoje.
    O que pode dizer da mudança nos itens preparo físico, bola e raquete?
    Grande abraço!

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Marcelo… uma série de coisas. Mas começo contando outra história. No primeriro ano que vim a RG, a final foi entre Lendl e Wilander. A tribuna de imprensa ficava atras da quadra. Tive a impressão de que a bola do Lendl era curta. Como choveu muito com várias paralisações consegui achar um lugar para ver o jogo de outro ângulo, na lateral da quadra. O que me parecia bola curta revelava-se num quique com uma tremenda aceleração, por causa do efeito top spin. Mas, sem dúvida, o equipamento mudou a velocidade. Acho até bacana pegar uma raquete de madeira e tentar jogar com ela. A aferição do sweet point irá aumentar em muito.
      abs
      Chiquinho

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      1. Marcelo

        Valeu Chiquinho!
        De madeira nunca joguei, mas tenho um Prince Graphite MID Plus de 1987!!!
        Já dá pra imaginar a diferença.
        Também vou contar uma historinha, se me permite.
        Neste ano, eu e mais 3 amigos e começamos a “jogar” sem nunca ter tido nem uma aula!
        Imagina só 4 moleques de 15 anos dando na bola para onde o nariz apontava.
        Era muito legal!
        Hoje com 41, após alguns períodos de aulas estou tentando voltar a jogar, mas agora com qualidade e não só em quantidade.
        PS. Hoje já tenho uma raquete melhor (aliás bem melhor que o dono!).

        Grande abraço!

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        1. Chiquinho Leite Moreira

          Legal … o importante é estar jogando, em atividade. Vc pode ter certeza: eu faço parte do grupo dos pangarés em quadra. Minha saúde não reclama… mas os críticos invejosos não perdoam… rs rs rs
          abs
          Chiquinho

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Milton se vc vier traga raquete, pois teremos um torneio aqui para amigos.
      abs
      Chiquinho

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  3. Leonardo

    Só tenho a lamentar que os direitos de transmissão sejam da Band!

    Seria infinitamente melhor se fosse da Sportv ou da ESPN.

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    1. Eduardo

      E ainda teríamos HD na TV a cabo normal, pois a BandSports somente terá sinal HD na SKY !!!!! Ainda bem que o torneio está decadente e já sabemos quem será o campeão, então o prejuízo é menor……

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  4. Paulo

    Ué Chiquinho, cadê o seu comentário da final de Roma deste ano? Sem comentários???? Pois quando o Federer ganha qualquer joguinho vcs o colocam como um Deus, mas quando perde e principalmente é massacrado, vcs nem citam o fato???!!!!!!!

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Estou guardando o melhor para Nadal em RG. Sinceramente, Paulo, faltou me tempo para o blog. Tinha já a ideia em mente, mas não deu mesmo. Vc sabe que qdo escrevo sobre o Nadal muita gente me chama de nadalista.
      abs
      Chiquinho

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  5. nelson favaro

    “Sinais de fumaça” é uma boa definição também para o que teremos esse ano com a transmissão Bandsports se compararmos com as transmissões da ESPN em HD no passado. A recepção é simplesmente horrorosa pela SKY. Retrocesso puro!!!!

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  6. Andre Munhoz

    Chiquinho, sou de uma geração um pouco mais nova, mas lembro que em 2000 quando trabalhava em uma agência de notícias especializada em jornalismo eletrônico – incluíndo desenvolvimento de conteúdo para “bips” (lembra deles?), telefone celular e internet, não recebemos credenciais para cobrir as Olimpíadas de Sydney. A justificativa que recebemos foi que o tipo de mídia que atuávamos não era considerado irrelevante…

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Andre os tempos mudaram. Hj os principais torneios aceitam credenciamento de sites. Mas houve sempre muita resistência. No começo ‘todos’ criavam site, sem história, estrutura, organização. Hj sites de grandes portais fazem parte dos eventos internacionai, como media de respeito. Assim, creio que se dirigirá as redes como FB, Twitter. Aos poucos vamos filtrando o que é realmente importante.
      abs
      Chiquinho

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