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US Open: o mais eletrizante dos torneios
Por Chiquinho Leite Moreira
agosto 29, 2016 às 7:02 pm

Pode parecer coisa de gente insistente. Mas gosto muito de definir o US Open como eletrizante. Basta sentir o clima de uma sessão noturna na Arthur Ashe para entender, ou aceitar, o meu conceito. Em Nova York, quando a noite chega, o público também é outro. Ver um tenista americano em ação no palco principal é realmente contagiante. Espetáculos como a despedida de Andre Agassi, as imitações de Novak Djokovic ficam guardadas em lugar especial da memória.

A turma que vai de dia, e muitos ficam até à noite, são torcedores fervorosos e sentem também um brilho diferente ao cair da tarde. O calor escaldante dá lugar a uma temperatura amena e o show de luzes das quadras deixa tudo muito claro e festivo. Por uma época definia o US Open como a Disney World dos amantes do tênis.

O US Open tem também uma vocação popular. Quem compra ingressos para as quadras secundárias pode passar o dia inteiro em Flushing Meadows. Os que têm entradas para a sessão diurna da Arthur Ashe precisam dar lugar aos que chegam à noite. Mas não precisam ir embora. Podem caminhar pelas alamedas e, quem sabe, debruçar-se em uma das quadras para ver os melhores tenistas do mundo em ação. Tudo de pertinho, no calor da emoção.

A popularidade do US Open ganhou força quando mudou-se de Forest Hills para Corona Park. É uma região simples do subúrbio de Queens. E os americanos instalaram então o National Tennis Center. A primeira grande quadra não recebeu o nome de um tenista. Mas sim de um artista local, Louis Amstrong.

Aliás, a Amstrong também chegou a ter capacidade para mais de 20 mil pessoas. Mas com a construção na Arthur Ashe, o então palco principal foi remodelado. Lembro bem que a gente da imprensa via os jogos lá de cima, sentando em banquinhos de bar. Hoje as instalações são amplas e sem nenhuma improvisação.

Para completar, o que parecia impossível chegou a Flushing Meadows. Há alguns anos, quando um furacão, chuvas intermitentes comprometeram a realização dos jogos iniciou-se as conversas para a cobertura da central. Técnicos advertiam que seria bastante complicado. Mas não foi bem assim. E hoje o National Tennis Center está novamente remodelado para mais edição do Grand Slam americano.

 


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