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O exemplo de Nadal deixa uma lição do tênis
Por Chiquinho Leite Moreira
agosto 15, 2016 às 7:27 pm

Vou trocar de esportes para falar de tênis. Recebi cópia de um e mail endereçado aos quatro líderes do ranking de golfe: o australiano Jason Day, os americanos Jordan Spieth e Dustin Johnson e o norte irlandês Rory McIlroy, também chamados de “big four”. Eles se recusaram a jogar no Rio 2016, na volta ao golfe olímpico após 112 anos, com uma série de alegações, zica etc e tal. O evento disputado de quinta-feira a domingo no belo campo construído na Barra reservou o ouro ao inglês Justin Rose, que chegou ao Brasil criticando seus colegas e fez um hole-in-one na primeira rodada. A prata foi para o sueco Henrik Stenson, que era o favorito. E o bronze para o americano Matt Kuchar, que era reserva na equipe norte-americana.

O sucesso do golfe, com recorde de público de 12 mil pessoas (sell out), e uma disputa emocionante, só definida no último buraco de um total de 72 disputados (18 por dia) motivou a mensagem aos golfistas. O tom perguntava ao grupo do big four se eles viram as atuações de Rafael Nadal no Rio. O texto enfatizava a luta e determinação do espanhol, tanto no jogo contra Juan Martin Del Potro, como na luta pela medalha de bronze, contra Kei Nishikori. E concluía com a lembrança de que participar de uma Olimpíada é muito mais do que conquistas,troféus, prêmios, e sim um sonho de criança. É verdade que estes golfistas que se recusaram a vir ao Brasil não tiveram esta oportunidade na infância, pois o golfe ficou por muito tempo fora dos Jogos.

Nadal teve este privilégio quando criança. E defendeu as cores da Espanha com muita honra. Deixa o Rio com mais uma medalha de ouro, nas duplas com Marc Lopez, e o exemplo do mais intenso espírito olímpico. Afinal, sua participação estava ameaçada por causa de uma lesão no pulso. Ainda assim inscreveu-se para três disputas: simples, duplas e mistas. É o tênis dando lição ao mundo. Ao fim de nove dias de jogos no lindo complexo da Barra ficam imagens inesquecíveis, como o choro de Novak Djokovic, o abraço de Andy Murray em Del Potro, o empenho de todos os brasileiros entre tantas outras cenas marcantes. É claro que o ouro é o objetivo, mas como diria o barão de Coubertin, criador dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, o importante é competir.


Comentários
  1. Luiz Fabriciano

    O problema que sempre vi em Nadal e seu time, foram as declarações e atitudes desencontradas. Essa última, para mim, superou todas. Nadal estava parado desde Roland Garros e disse que só viria ao Rio por puro patriotismo. Seu punho não era garantia nem para carregar a bandeira na abertura dos jogos. David Ferrer em um dia declarou que Nadal não tinha condições de disputar medalhas e logo em seguida, disse que o mesmo estava ótimo e que era a única esperança do time. Pois bem, depois de tudo isso, Nadal se inscreveu em três categorias (com punho baleado), ganhou ouro em uma, perdeu para um adversário melhor em outra e abandonou, a menos importante. Moral da história: ou o cara é o maior fenômeno que a história já presenciou ou o objetivo é exatamente o que observamos – ser considerado exemplo de superação, merecendo até medalha de ouro em uma categoria inexistente nos jogos, como disse ontem o nosso manezinho.

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  2. Mario cesar Rodrigues

    O problema é que Rafa incomoda muita gente.desmerecer um jogador como Rafa é o mesmo que atestar as pessoas de insanidade..oras gostar do estilo de jogo do Rafa é uma coisa agora desmerecer um cara que já ganhou 14GS beira a insanidade!

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  3. waldir santos

    CHIQUINHO VOCE VIU E ESCUTOU A MUSICA FEITA PELA UOL PARA O NADAL NA OLIMPIADAS DO RIO…..COMO VOCE É CHATO…. ESCUTA E PARA DE SÓ FALAR EM NADAL E FEDERER, E SIM NOS MELHORES MURRAY E DJOKO….OTR

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  4. Rio Nilo

    Quando penso que já cheguei ao meu limite, descubro que tenho forças para ir além.

    Dizem que a vida é para quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto. A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender.

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