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Davis: sonho adiado… dupla confirma
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 16, 2016 às 3:57 pm

Por pouco o sonho de o Brasil abrir três jogos a zero e celebrar uma tranquila vitória sobre o Equador não se transforma em pesadelo. Rogerinho Dutra Silva perdeu para Emílio Gomez e Thomaz Bellucci sofreu para conseguir o empate na primeira rodada, em Belo Horizonte. Por sorte, e não sem emoção, a dupla confirmou e deixou a equipe brasileira a uma vitória da classificação para o playoff. Mas, ainda assim, Marcelo Melo e Bruno Soares saíram perdendo o primeiro set e só venceram de virada por 3 a 1.

A quadra dura  no lugar do saibro e certa altitude de Belo Horizonte por pouco não pegaram os próprios brasileiros, especialmente nas partidas de simples. A escolha do piso foi para servir como preparação para os Jogos Olímpicos do Rio, que terão uma superfície semelhante. Além disso, nossos principais jogadores estariam vindo da rápida grama de Wimbledon.

Pelo menos para Rogerinho, esta decisão custou caro. Ele até que teve um bom início de jogo, mas depois viu o adversário ganhar terreno. É isso mesmo. Enquanto o brasileiro ficava metros de distância da linha de base, o equatoriano batia praticamente dentro de quadra. Gomez é filho do grande campeão de Roland Garros (Andrés) e fez o College, nos Estados Unidos.  Sabe muito bem como jogar num piso sintético.

O adversário de Bellucci  (Roberto Quiroz) vem da mesma escola. E, por isso, deu trabalho ao brasileiro. Mas, por incrível que pareça, ele não ‘viajou’. Soube como segurar a onda e marcar três sets a um, garantindo o empate para o Brasil no primeiro dia de jogos.

Aliás, Bellucci também está atento ao seu controle emocional. Não só a torcida brasileira preocupa-se com isso. Tanto é que ele contratou um especialista, Douglas Maluf, para trabalhar o seu foco. O que achei legal é que não fez isso ‘as escondidas’, guardou segredo. Pelo contrário, anunciou a presença do seu conselheiro em plena entrevista coletiva.

A participação de psicólogos, orientadores, em modalidades esportivas já é comum, nos dias de hoje. Mas, no caso do tenista, existe uma certa diferença. Normalmente estes profissionais são contratados pelos clubes de futebol, equipes de vôlei ou basquete. Mas no caso de Bellucci sai de seu próprio bolso. Por isso, vejo que não investe apenas na preparação técnica, física, mas também mental.

O aspecto mental também foi muito importante para a vitória, de virada, de Marcelo Melo e Bruno Soares. A obrigação de vencer pressionou os mineiros jogando em casa. Viram também adversários sem responsabilidade pela frente, com Emílio Gomez e Roberto Quiroz jogando como franco atiradores.

Para Bruno Soares este já foi um belo testa para a Olimpíada. Afinal no Rio 2016, a dupla brasileira jogará diante da torcida e com grandes esperanças de medalha.


Comentários
  1. André Tartaglia

    Achei legal essa informação sobre o Belucci estar cuidando do mental, no final do segundo set, quando ele sentou e começou a reclamar com o treinador que a bola do 6-7 tinha saído, eu pensei e torci, não perca a cabeça por isso não, já passou e ele entrou bem e venceu tranquilamente o terceiro set, parece que já está funcionando, e isso é bom pois ele tem tênis para ser top 20.

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