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Serena e Murray reais e dignos vencedores
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 11, 2016 às 6:41 pm

A conquista do título de Wimbledon devolveu a Serena Williams a sua real condição de rainha do tênis. A americana andou ameaçada com derrotas em partidas importantes, como nas finais do Aberto da Austrália e de Roland Garros. Agora não: impôs o seu verdadeiro jogo e quando ela consegue estar no seu melhor é praticamente imbatível. E como bem  disse Angelique Kerber, não foi ela quem perdeu, mas sim Serena que venceu.

O clima real do All England Club serviu também para coroar a excelente fase de Andy Murray. Está próximo de ser o número um da temporada, com o bicampeonato em Wimbledon. E, apesar da pouca simpatia com a torcida, não se pode negar que o escocês vem apresentando um jogo brilhante. Com ele não tem bola perdida e seus contra ataques estão impecáveis.

Murray foi premiado pelo seu esforço e dedicação. Soube muito bem como planejar sua carreira e investir no futuro. Jogou por muito tempo na Espanha para ganhar base. Mais recentemente revelau ousadia em contratar treinadores. Ora, depois desfazer amigavelmente uma parceria com Amelie Mauresmo não se conformou com a saída de Ivan Lendl. Buscou, novamente, o americano de origem tcheca para ajudá-lo neste campanha em Wimbledon.

Aliás, a sempre fuçadora imprensa britânica revelou detalhes dos mais curiosos. Lendl é chamado de cara de pedra, por razões óbvias. Só que nesta conquista de Murray ele, enfim, se emocionou, com os olhos cheios de lágrimas. Por algum momento tentou justificar, por se tratar de uma alergia. Mas o Daily Mail garante que o próprio Lendl admitiu toda a emoção.

Este investimento em treinadores comprovou sua eficiência em Wimbledon. Afinal, Milos Raonic chegou a sua primeira final de Slam com um staff p’ra lá de de numeroso. Além do habitual time com Carlos Moya, ele contou também com o genial John McEnroe.

A boa notícia para os brasileiros é que Serena Williams e Andy Murray são os atuais campeões olímpicos. A americana já confirmou que vem ao Rio para defender o ouro e buscar novos. Murray deve seguir no mesmo caminho defendendo as cores da equipe GB.

 


Comentários
  1. Pedro

    Realmente os dois merecem. Aliás, a Serena é realmente número 1. E é impressionante a longevidade dela em termos de circuito. O que achei melhor, foi que a Kerber é uma adversária à altura e até que enfim estamos vendo partidas disputadas em feminino, assim como Muguruza. No masculino, Murray evoluiu bastante, e não apenas corre e defende, mas está com uma habilidade cada vez maior. O segundo saque ainda continua, junto com seu mental, sendo seu ponto fraco. É difícil colocá-lo como legítimo número 1, pois ainda não vejo qualidades nele para destronar Djoko. Pode eventualmente ser número 1 por algum tempo, mas logo será superado novamente pelo sérvio. É uma conta simples: Djoko tem mais quase tudo, passando pelo mental e pelo saque, além de uma atitude sempre vencedora. O que pode destroná-lo é apenas a vontade de sempre querer melhorar e permanecer no topo. Se ele continuar com esta vontade, vai ser difícil pro Murray superá-lo. Com o nível que chegou o tênis, temos que nos preparar para uma despedida de Federer, no máximo no próximo ano. Não vejo como o suiço terá vontade de ser top 5, o que é a realidade dele neste e talvez no próximo ano. A única surpresa entre os novatos, e real pretendente a número 1 em poucos anos é Thiem, que vem mostrando um tènis de alto nível, com bons golpes, e potencial para chegar lá. Aposto mais nele do que em outros como Raonic, Nishikori, Berdych ou Tsonga.

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  2. Djair Brito Jr.

    Grande Chiquinho!!! Será que agora é a hora do Murray ganhar o US Open, o Finals e conseguir ser o nº 1. Seria justo, não seria?
    Parabéns pelo Ace bandsports. Vejo toda semana. E o melhor programa da temporada teve Você, a Renata e o Dalcim. Agora que o Saretta volta, vocês poderiam incluir o Dalcim… Ficaria show de bola… Dois dos melhores comentaristas do país no mesmo programa… Imbatível.

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  3. Jeosan

    Sem tirar os méritos de Murray pela vitória na Final, mas que ele deu muita sorte de não ter que enfrentar o grande Novak Djokovic, pois, sem sombras de dúvidas, a história poderia ter sido diferente.

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