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Wimbledon: onde todos se encontram
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 22, 2016 às 8:51 pm

É claro que por se tratar de um Grand Slam, Wimbledon é ponto de encontro de todos os bons jogadores. Mas o título acima refere-se a outra característica só vista no Grand Slam inglês. Por ser disputado no subúrbio SW-19, longe do centro de Londres, um batalhão de pessoas, incluindo jogadores, costumam hospedar-se na região.

São dois pontos mais buscados. Southfields, uma vila tradicional de casas simples e boas. Era um lugar sossegado, mas nos últimos anos cresceu bastante, adquirindo vida própria. Tradicionais moradores do bairro colocam suas casas à disposição de agências para locação específica para Wimbledon. Com o dinheiro arrecadado aproveitam para viajar de férias.

Southfields é também a estação de metro, underground ou tube, mais próxima de Wimbledon. São cerca de 15 a 20 minutos de rápida caminhada até a Church Road. Quem se hospeda nas casas na vila pode cortar caminho pelo parque. Mas se voltar depois das 23 horas, terá mesmo de dar a volta, pois as portas são fechadas, uma vez que não existem mais os overnights.

O outro ponto de interesse é o Wimbledon Village. Nele, as casas são mais caras e sofisticadas. Endereço de grandes estrelas do tênis. Pete Sampras ficava numa mansão. Mas, é claro, há opções mais simples. São espécies de B&B bed & breakfast. Alguns verdadeiras casas de família. Admiro o desprendimento dos ingleses em dividir seus espaços com quase desconhecidos.

No fim do dia, o Village oferece a oportunidade de todos se conhecerem bem. O ponto de encontro passa a ser o Dog & Fox, simpático e típico pub, onde pode se ver e ser visto. De torcedores, jornalistas a jogadores a vida passa pela região. Alguns poucos e agradáveis restaurantes também proporcionam encontros imprevisíveis. Não dá para esquecer o esbarrão com Maria Sharapova na estreita entrada de um Indiano, de preços módicos e comida boa.

Enfim, detalhes simples e cotidianos, em ambiente tão milionário como Wimbledon, que pagará total de US$ 40 milhões, revelam que mesmo as maiores estrelas do tênis precisam, em algum momento, da simplicidade da vida humana.

E como escreveu um leitor em meus dias de férias… viva o tênis. E nada melhor para curtir o esporte do que um Grand Slam, seja ele qual for. O importante é termos a oportunidade de acompanharmos os jogos com generosa exposição.


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