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O maior desafio de Djokovic
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 1, 2016 às 9:01 pm

Entre o tom descontraído e nervoso, Novak Djokovic vive talvez o maior desafio de sua vida nas quadras. A pressão de ganhar a primeira Taça dos Mosqueteiros, em Paris, acentuada pela ausência de Roger Federer e a desistência de Rafael Nadal parece ser o menor dos problemas. O dia a dia do número um do mundo em Roland Garros não está nada fácil. Afinal, a variação das condições de jogo mudam repentinamente e é preciso um enorme poder de adaptação e especial concentração para superar os obstáculos.

Ainda em jogo pelas oitavas de final, Djokovic viu seus sonhos quase se diluírem nas fortes chuvas de terça feira. Entrou em quadra tenso, em terreno escorregadio e perdeu o primeiro set para Roberto Bautista Agut. Sua recuperação começou no segundo set, mas só se consolidou nesta quarta feira, quando, enfim, encontrou o seu melhor jogo.

Djokovic parte agora para um duelo repleto de armadilhas… muito perigoso. Tomas Berdych não é o tipo de jogador que dá ritmo aos adversários. Vem de uma importante vitória sobre o especialista no saibro, David Ferrer, em sets seguidos. O sérvio vai precisar de muita concentração para impor o seu ritmo e confirmar o favoritismo.

Não só a vitória de Djokovic chamou a atenção. Andy Murray esteve firme e forte, como se diz, diante de Richard Gasquet. O jogo apresentou-se tenso e equilibrado, enquanto o francês aguentou. Depois de perder o segundo set no tie break, caiu de produção e o britânico encontrou o espaço que precisava para garantir um lugar nas semifinais.

Na próxima rodada Murray tem encontro marcado com o campeão do ano passado Stan Wawrinka. O suíço, ao meu ver, vem jogando para o gasto. Quando precisa imprime seu ritmo e alcança a vitória. Para mim isso é como caminhar na corda bamba. Se estiver diante de um jogador da categoria de Murray a atitude pode custar caro no seu anseio de defesa de título.


Comentários
  1. Lázaro Zardini

    Vai secar o sérvio assim lá na Band. A propósito Djokovic confirma seu óbvio favoritismo e bate Berdych em 6/3, 7/5 e 6/3. Estranho prever tanta dificuldade diante do Tomas, que dificilmente incomoda Novak.

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