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Nadal brilha no RioOpen 40 graus
Por Chiquinho Leite Moreira
fevereiro 19, 2016 às 3:37 am

Cheguei e não choveu… brincadeira gente. Mas tive a sorte de ter sido recebido no Rio Open com toda a pompa a circunstância. O sol brilhou forte, romanticamente bateu os 40 graus, e já no entardecer, com gostosa brisa marinha, Rafael Nadal venceu Nicolas Almagro. Confesso, o jogo não empolgou. Mas o nove vezes campeão de Roland Garros fez o público aplaudir de pé um de seus pontos. Relembrou os seus bons tempos. Interessante seu carisma… é um gênio e dever ser reverenciado mesmo nesta difícil fase.

Muito legal ver como o público torce por Nadal. Aplaude suas melhores jogadas e mantém fortes esperanças de ver o espanhol novamente brilhando com todas as cores, como já fez em outras épocas. Em entrevista, após o jogo, ele revelou que o melhor rendimento de seu jogo esta semana vem junto com a sua condição física. Em Buenos Aires sofreu com problemas estomacais. Agora, no Rio, sente aquele cheiro de vitória. Mas não se pode esquecer ou desprezar seu adversário desta sexta-feira: Alexander Dolgopolov… um perigo.

Não se trata de torcer por Nadal. Mas um evento como o Rio Open merece ter grandes astros nas finais. O Jockey Club do Rio de Janeiro revela-se cada vez mais numa sede aconchegante, charmosa e atraente. Acho difícil ver este evento indo para a Complexo Olímpico da Barra. A não ser que se transforme num 1000.

Andando pelas alamedas e quadras, o entusiasmo pelo tênis estava visível em todos os rostos. Deu até p’ra esquecer um pouco o atual momento. O brasileiro merece estes bons momentos.

Para celebrar, o sol brilhou. E muito forte nesta quinta feira. O calor e a umidade pegaram para quem jogou no meio da tarde. Foi o caso de David Ferrer. Tanto é que saiu perdendo para Albert Ramos Vinoles e suou literalmente a camisa para virar o jogo.

Não sei se estava com a cabeça quente, mas chutou o balde no mau humor. Reclamou… disse que com este calor e alto índice de umidade tudo pode acontecer… até Tiago Monteiro ganhar de Jo-Wilfried Tsonga. Ora, não sei se na Austrália as condições são melhores. Ora, a umidade e o calor no US Open, em pleno verão nova-iorquino, são arrasadores. Enfim, Ferrer veio ao Brasil por algum motivo forte… não fosse isso estaria jogando em outro lugar. Cuspiu no prato que comeu.

Melhor olhar p’ra frente. E se a chuva deixar nesta sexta feira, a rodada promete novas emoções neste Rio Open.


Comentários
  1. Lígia Leal

    Nadal brilha jogando no Rio OPEN, com Almagro? Pelo amor de Deus, ele poderá sim voltar a brilhar, mas se ganhar dos TOP 10. Lamentável essa forçação de barra do jornalista, em querer repassar para os leitores uma falsa verdade. Primeiro que os tenistas que estão se apresentando na ATP 500 do Rio, são tenistas com pouca expressão, a não ser três ou quatro que estão entre os TOP 50 e em segundo lugar acredito que Nadal não demorará para aposentar sua raq

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  2. Lígia Leal

    Nadal brilha jogando no Rio OPEN, vencendo Almagro? Pelo amor de Deus, ele poderá sim voltar a brilhar, mas se ganhar dos TOP 10 em um GRAND SLAM. Lamentável essa forçação de barra do jornalista, em querer repassar para os leitores uma falsa verdade.

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  3. Maurício

    Olá, Chiquinho. Bom saber que o Rio terá 2 lugares bons para torneios de tênis de alto nível, não imaginava que o Jockey empolgava tanto. Você traça um futuro glorioso para o tênis na cidade (sediar um Masters 1000), mas lembrando da nossa crise cada vez maior, já está garantido o torneio para o ano que vem? Imagino que tudo depende do principal patrocinador, ele já garantiu o apoio após o ciclo olímpico?

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Acredito que onevento continue aqui no Jockey por mais alguns anos. Se passar a 1000 penso que seria saudavel a mudanca para o complexo da barra

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  4. Lázaro Zardini

    Bom, a reportagem parece admirar o eneacampeão de RG, merecidamente, afinal o cara é a lenda do saibro na história do tênis. A questão é que, mesmo sabendo que grandes astros aumentam o porte de um torneio, a famosa frase “que vença o melhor” sempre andará mais perto da justiça.

    Então, se for pro Nadal ganhar, que ganhe jogando um tênis digno, o que está longe de suas apresentações ultimamente. Fazer um ou dois pontos espetaculares e depois se arrastar e penar pra ganhar tenistas abaixo do TOP 50, isso o Dustin Brow faz e mesmo assim é nível challenger. Na real, o Nadal (desse início de 2016) está longe de apresentações de um TOP 10 ou campeão de ATP 500.

    Se o espanhol continuar assim, devemos nos agradar com sua derrota e aplaudir de pé o tenista que o vencer. Afinal de contas, não foi assim que fizemos com o Monteiro, após, de maneira heroica, vencer um Tsonga que parecia ter a seriedade de quem bate bola com o sobrinho de 8 anos.

    Não quero secar o Nadal, torço pra ele voltar ao nível mágico de sua carreira, e assim dificultar a vida do Djoko. Afinal, quem não quer voltar a assistir jogos como a final do Australian Open 2012 ou a semi de Roland Garros 2013?

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  5. lEvI sIlvA

    Interessante e curiosa a atitude de David Ferrer, Chiquinho. Creio que, dada a “pouca experiência” dele no circuito ainda não tenha absorvido bem como é a vida de um tenista top. Sofrida, exigente e extremamente competitiva. Não foi muito ético falar nestes termos de Thiago Monteiro, penso eu. Mas ele é ainda “novo” e deve aprender, não acha? No mais, quem o obrigou a vir pro Rio Open, mesmo? Quantas vezes ele já jogou lá no RJ? Abraço!

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  6. Maria José nun-es

    Bom ver alguns astros Top 10,20,50 porque não ?Um Open no Brasil pelas circunstâncias sempre será bem vindo.Quanto a Nadal,está lutando e querendo melhorar,não é fácil estar no circuito desde os 16 anos e tem-se respeitar esse tenista ganhar Roland Garros por 9 vezes em cima de Federer e outros grandes uma façanha para poucos.O Federer só conseguiu esse Slam uma única vez e não faz tanto tempo assim.Alta performance por muito tempo é difícil em todos os esportes.Incentivar é melhor que ficar malhando.Gosto de tênis e achei bacana o Monteiro,Bellucci e o Bruno a torcida jogou com eles assim como joga com Nadal pelo que representa isso e carisma.Torco para ver Nadal como antes faz falta vê -lo em grandes duelos.Vamos Rafa!!

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  7. Orivaldo Briza

    Concordo com você. viajei 800kms para ver o Nadal e gostei do jogo. Não é o Nadal de antes e acho que não vai voltar mais a ser. Mas, é o Nadal. Não podemos esquecer isso.

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  8. Ernani Chaves

    Legal seu comentário sobre a entrevista do Ferrer! O cara foi super deselegante e visivelmente irritado! Cá prá nós que às vezes as perguntas dos repórteres não é lá essas coisas, mas no caso, Ferrer foi quase estúpido! Aliás, vai ter uma hora em que será preciso comentar as transmissões de tênis, os comentaristas, etc, a “Síndrome Galvão Bueno”, as brincadeirinhas bobas (Melingeni e Saretta são os reis da piada sem graça…), etc…

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  9. Ligia

    o título da matéria é enganador: Nadal está jogando ridiculamente mal, mesmo num torneio com tão poucos jogadores bons. a que brilho se refere o articulista?
    o único prazer do torcedor de tênis, no torneio do Rio, é ver o Thiem jogar.
    Menos articulista! menos torcida e mais análise, please!

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  10. Marilia

    Os intervalos musicais desse torneio me fazem pensar: não há música brasileira digna de ser mostrada/ouvida ? Por que a preferência pelas americanas, inglesas etc ? É o patrocínio ? É o gosto musical do DJ ?

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  11. Pedro

    Bom dia Chiquinho,

    Acredito que o Rio Open como evento tem se estruturado mais a cada ano. A presença de grandes nomes e de lendas como Nadal realmente engrandecem o espetáculo. Lembro-me de ter visto o Nadal jogar quando ainda era um garoto, lá na Costa do Sauípe, no Brasil Open e ele já jogava muito, com um estilo diferente e as famosas estilingadas de top spin. Não sou fã de seu jogo, mas temos que reconhecer que foi muito eficiente em sua carreira. Infelizmente, para todos os apreciadores do esporte, Nadal não é de longe o mesmo. Acredito eu, em minha humilde opinião, que as inúmeras lesões o abalaram física e principalmente psicologicamente, fazendo com que tivesse que fazer alguns acertos em seu jogo que contrariam o seu verdadeiro estilo, ao mesmo tempo que outros jogadores evoluíram bastante. Tudo é possível e Nadal já ressurgiu das cinzas outra vez, mas, depende do quanto ele está disposto a por sua saúde em jogo para voltar ao topo. É muito provável também que em pouco tempo ele acabe desistindo e se aposentando, mas, sem baixar a cabeça, pois foi uma grande carreira e jogos excelentes contra o Federer e o Djoko.

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  12. WALDIR DOS SANTOS

    ME CHAME PARA IR NO ACE QUARTA FEIRA QUE VOU DAR UMA AULA PARA OS TRES, PAGO TUDO….FEDERER GANHOU 5 SLAM DO AMERICANO RODRIC QUE NÃO JOGAVA NADA , PERDIA PARA O CUEVAS, E MAIS 2 SLANS PARA JOÃO NINGUEM, FALAM QUE ELE ESTA VELHO, O DJOKO ERA UM MENINO ELAS POR ELAS …. TENHA PEITO E ME RESPONDA….MEU EMAIL ESTA AI CEGO

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  13. Milton

    Chiquinho, menos…..o Nadal brilhou (no passado), e hoje??????toma pau de qualquer top 50. Deveria parar, porque se continuar vai ficar tomando 6 x 1 , 6 x 1 do Djoko e perdendo pelos Cuevas da vida.

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