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Duas questões para o AO
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 13, 2016 às 8:49 pm

A história conta que o Aberto da Austrália era (era) o menos interessante dos Grand Slams. Mas tudo mudou. No tênis de hoje, de tamanha competitividade e valores financeiros, ninguém pode dar-se o luxo de desprezar um torneio dessa categoria. Este ano, a ensolarada Melbourne recebe novamente os maiores estros da modalidade, mas com duas questões básicas. No lado masculino é quem pode bater Novak Djokovic? No feminino, o que esperar de Serena Williams. A americana não joga uma partida inteira desde a dolorida eliminação nas semifinais do US Open. Isso foi em setembro do ano passado. Portanto, há mais de quatro meses.

O Slam australiano passou realmente por um longo período de desinteresse. Primeiro a distância. Poucos jogadores queriam ir ao outro lado do mundo. Depois veio a questão da data. A competição até 1985 era jogada no mês de dezembro. Os principais tenistas já estavam em busca de descanso, férias e desprezavam sim um torneio da categoria de um Slam.

Hoje disputado na segunda quinzena de janeiro, o torneio ainda ganha críticas. Roger Federer e Rafael Nadal já declararam que gostariam de ver a competição em fevereiro, um pouco mais distante dos feriados de Natal e Ano Novo. Mas como reclamar de calendário, se estes mesmos jogadores jogam exibições na virada do ano. etc e tal. Os organizadores dizem que mudar de data, colocaria a disputa fora do período de férias escolares australianas. E o público em Melbourne é o segundo maior dos Slams, atrás apenas do US Open.

Além  do sol forte e calor – para quem já foi ao torneio sabe – as moscas incomodam muito. É isso mesmo… não dá p’ra acreditar. Ainda bem que lá não tem dengue, zika….

Para resolver um dos problemas, o Aberto da Austrália foi pioneiro ao colocar tetro retrátil na principal arena, a Rod Laver (hoje mais duas). Uma curiosidade – que pode ser observada nas transmissões pela tevê – é que nos dias de sol as sombras são controladas pelo movimento do teto, na quadra central.. Reparem como ela está sempre a alguns metros da linha de base. Só percebi isso certa vez sentado na arquibancada. Estava no sol e sobrou um lugar algumas cadeiras ao lado, na sombra. Calculei… daqui a pouco também vou ficar em local mais agradável. Mas que nada. Olhei para cima e reparei que enquanto do outro lado da quadra o teto retrátil estava se abrindo, do meu lado estava fechando. Tudo para proporcionar sol na área de jogo e sombra na tela do fundo.

Todos estes detalhes fazem a diferença do Aberto da Austrália. Até mesmo para os jogadores. Afinal, as condições mudam em caso de chuva, com teto fechado, ou mesmo nos jogos da sessão noturna.

Diante deste cenário vejo que Novak Djokovic está preparado para enfrentar qualquer grau de dificuldade. Se vale a pena arriscar um palpite, já tão cedo, acredito que Andy Murray poderá ser sim o maior obstáculo para o sérvio.

No feminino, melhor aguardar por Serena. Ela sobra em quadra e mesmo fora de suas melhores condições técnicas ou físicas pode vencer qualquer adversária. Um detalhe mostrado pelo site do torneio revela a americana treinando fortemente os saques e voleios. Será que a americana irá arriscar-se junto à rede? Acho que seria legal. Mas não se deve esquecer das novas caras do tênis feminino. São muitas, todas de grande talento.

Agora é esperar que o sol ilumine as quadras e jogadores para um torneio que promete ser dos mais interessantes e ter as respostas para as duas questões básicas deste ano.


Comentários
  1. Márcio

    Chiquinho…o que esperar de Nadal e Federer nesse AO?
    Vimos um Nadal numa crescente muito grande nesse final de ano retomando um pouco aquele espírito de luta que ele sempre demonstrou com muita garra e chegando em todas as bolas, ate encarar o Djokovic e…todos vimos a surra que ele tomou na semana passada…fica a pergunta…qual Nadal veremos nesse AO…um Nadal ainda oscilante como durante o começo do ano passado ou um Nadal ja em condições de brigar por uma vaga na final contra possivelmente Djokovic (se nao enfrenta lo antes numa quartas ou semi) considerando que ele esta em plena ascenção e uma derrota como ele teve pro Djokovic deve ser considerado um ponto fora da curva e nao levado em consideração?

    E sobre Federer…essa final perdida pro Raonic pode ter abalado a confiança dele pro AO?…lembrando que no ano passado ele venceu na final o mesmo Raonic e nao passou da terceira rodada diante do Seppi…a pergunta e como chega o Federer pra esse AO…voce acha que ele tem chances de chegar na final ounde levantar o titulo?…e.em caso de titulo voce acha que ele pode mudar o calendário dele e jogar algum outro torneio no saibro…eu li essa semana aue ele mesmo ja falou que depois de Indian Wells ele decide se joga ou nao no saibro…vai depender dos resultados…na minha opinião se ele ganhar o AO e o Djokovic nao chegar na final…a diferença entre os dois ira cair mais de 3 mil pontos certo?…ele muda esse calendario na hora e ja pensa na possibilidade de brigar de novo pelo numero 1…o que acha Chiquinho?
    Um abraço.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Marcio… vou resumir de uma forma simples e que vale reflexao para todas as suas duvidas: uma
      derrota em um torneio ATP eh muito diferente de uma nim Grand Slam. Pense… a “surra” pode transformar-se em aprendizado. Federer disse q vacilou… num Slam isso nao aconteceria.
      Abs e feliz 2016

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  2. Leila Ferreira

    Esse AO promete! Serena Williams pode definitivamente, aos 34 anos, se igualar a Steff Graff com 22 Slans e ficar a três da glória total… espero que ela esteja recuperada e consiga mais um grande campeonato!

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  3. Altaisio Paim

    Bom dia!
    Chiquinho, apesar da grande fase do sérvio, do favoristismo, eu acrdeito em Federer numa final. Federer é imprevisível. Espero tudo do suíço. Federer é o meu favorito. Sempre!

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  4. henderson

    Serena não jogou nenhum torneio desde US Open e nenhum torneio em 2016 como preparação para AO. Será que a Rainha Serena vai aguentar o ritmo?

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  5. ricardo

    Oi Chiquinho, só aproveito a oportunidade para lembrar que o nome do Nick kyrgios se pronuncia com sem o G, ficando “Kyrios”. Chega irritar você, a Soporito, Elias Jr (eca) e outros falando errado o tempo todo. Na dúvida ouça os juizes de cadeira pronunciar o nome dele……

    abraços,

    Ricardo

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Ricardo agradeco seu interesse. Mas como poucos sabem disso, como vc, convencionamos deixar alguns nomes mais proximos aa fonetica do portugues. Nao falamos, por exempo, Sirina Williams. Djokovic tb nao colocamos a especie de trema que existe nos idiomas dos Balcans. Olha jah conversei com uma assinante e ela exclamava que apesar de eu falar frances pronunciava Mauresmo sem o stress no final. Trocamos uma ideia e ela concordou que se desse a pronuncia correta, inclusive aspirando o R ficaria mesmo um pouco chato.
      Mas, enfim, vou aproveitar sua reclamacao para recolocar a pronuncia do Kyrgios em discussao, novamente. Mas vc hah de concordar comigo. se no Ace a gente falar de uma forma e os outros jornais de outra fica uma estranha falta de padrao.

      Responder
      1. ricardo

        Obrigado pela resposta Chiquinho….bom você notou que vejo você no ace….rsrsrs….Mais acho mais legal pronunciar o mais correto possível. Toda a galera do clube que gosta e assiste tenis sabe! Fica estranho falar diferente.

        abraços,

        Ricardo

        Responder
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