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Tênis masculino também revela tendência a novos campeões
Por Chiquinho Leite Moreira
outubro 18, 2021 às 5:07 pm

Assim como já aconteceu com o tênis feminino, que passou a ficar muito aberto ao término no período de domínio de Serena Williams, também o masculino revela essa tendência com o big 3 fora de combate. Afinal Indian Wells, considerado o quinto maior torneio do planeta, atrás apenas dos Grand Slams, teve uma final bem aquém das expectativas. Cameron Norie venceu Nikoloz Basilashivi num jogo de pouca emoção, muitos erros e compreensível nervosismo de ambas as partes. Até mesmo o público não foi condizente para um Master 1000.

Já nas semifinais não havia mais nenhum top 20 nas quadras de Palm Desert e o que salvou a competição foi a bela decisão do feminino, com Paula Badosa superando Victoria Azarenka em três lindos sets. O inédito título da espanhola em uma competição desse nível confirma o que já se vê há um bom tempo. Na WTA quase não se repetem as campeãs. Será que o mesmo irá acontecer com o masculino?

Paris Bercy está chegando para mostrar se o masculino seguirá o caminho de Indian Wells, com muitas surpresas, ou se as novas estrelas irão assumir o domínio. A chamada nova geração tem realmente muitos talentos e jogadores carismáticos. Mas resta saber como fica o interesse do público. Lembro de quando cheguei para o US Open de 2019: Roger Federer perdeu para Grigor Dimitrov e no dia seguinte a procura de ingressos para a final caiu em cerca de 40%.

Pelo menos para Paris haverá a anunciada volta de Novak Djokovic, que também jogará a Davis e o Finals. O torneio costuma ter desfalqueis de tenistas que já estão se poupando, mas tem tremenda importância para aqueles jogadores que ainda buscam uma vaga para o Finals. Enfim esse final de temporada tem muito a revelar sobre o futuro do tênis.

Inscrição de Nole em Paris gera suspense
Por Chiquinho Leite Moreira
outubro 11, 2021 às 7:02 pm

Se Novak Djokovic realmente confirmar sua participação no Paris Bercy, como recentemente mostrou o entry list divulgado pela ATP, o sérvio confirma que realmente pretende aproveitar o momento, com Roger Federer e Rafael Nadal fora do tour, para melhorar ainda mais os seus números. Ele já conquistou por cinco vezes o título do indoor da capital francesa e é o único a vencer por três anos consecutivos o Masters 1000, nos anos de 2013, 14 e 15. Sua única derrota na final aconteceu em 2018, para Karen Khachanov, mas ainda detém os troféus de 2009 e 2019.

Além de aumentar seu domínio no Paris Bercy, Djokovic irá manter a liderança do ranking pelo sétimo ano. A diferença para Danill Medvedev está em torno de 2 mil pontos, mas, sinceramente, não seria mesmo justo um tenista que conquistou três Slams na temporada e fazer final em outro, não permanecer no topo da lista… não é mesmo?

Em confirmando sua participação, Djokovic terá uma chave dura no caminho para um novo troféu. Estão entre os quatro cabeças de chave Medvedev, Stefano Tsitsipas e Alexander Zverev. Sem contar com outros jogadores que estão cheios de ritmo como Andrey Rublev.

E, a meu ver, justamente o ritmo de jogo é que pode ser um dos maiores atrativos para Nole jogar Paris. Seria uma espécie de aquecimento para o Finals, que este ano será jogado de 14 a 21 de novembro, na cidade italiana de Turim.

E sempre gosto de lembrar que quando a ATP criou a antiga corrida dos campeões, a associação rasgou o livro de regras. Afinal, os oito participantes do Finals somam 19 resultados, contra 18 dos pobres mortais. Portanto os 1,5 mil pontos do campeão em Turin, podem representar algo muito valioso, talvez mais até que os 2 mil de um Slams. Mas encerro com uma pergunta. O que é mais importante para um tenista: vencer o Finals ou levantar um troféu de Grand Slam?