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US Open deve ser fator determinante para a temporada de tênis
Por Chiquinho Leite Moreira
maio 14, 2020 às 6:48 pm

Nesse clima de incertezas, muito leva a crer que a realização do US Open deverá ser um fator determinante para temporada de tênis nos tempos da pandemia. Por ora, a USTA mantém-se otimista, apesar de o Centro Nacional de Tênis, em Flushing Meadows, ter se transformado em hospital de campanha. Recentemente, a organização do Grand Slam norte-americano mandou até o formulário e link para o credenciamento, embora muitos ao redor do mundo não saibam ainda se será possível, e ou seguro, voar para Nova York em agosto.

Há alguns dias aventou-se até mesmo a possibilidade de o US Open ser realizado nas instalações de Indian Wells, na Califórnia. Neste aspecto vale um parêntese, que costumo fazer. Os Estados Unidos talvez sejam o único pais do mundo que pode ser sede de uma Olimpíada, sem necessitar de anos de preparação, bastariam apenas alguns meses, pelas excelentes instalações esportivas em todo seu território. Mas, ora tirar o torneio de Nova York não significa que todas as portas estejam abertas. E entraríamos então na discussão de que o tênis é um esporte de característica mundial e que deve manter o princípio de igualdade para todos os participantes. Isso quer dizer se tenistas da Europa já possam estar bem preparados para os torneios, outros das Américas poderiam estar em desvantagem. O tempo, porém, pode dar resposta a situação, mas aliado ao bom senso.

De comportamento semelhante a USTA vem se mostrando a Federação Francesa de Tênis. O adiamento para setembro revela todo o otimismo e esperança na realização do Grand Slam francês. Mas preocupa o desespero demonstrado pelo presidente da entidade, Bernard Giudicelli. Ele afirmou ao semanário francês Journal du Dimanche que estaria disposto até mesmo a organizar a competição sem a presença de público. Ora, isso poderia tirar todo o charme de Roland Garros.

Essas atitudes e comportamentos deixam claro que o tênis está preparando sua volta. Mas o esporte não é feito apenas pela opinião e conceitos de seus dirigentes. Mais do que interesses de Federações e Associações é necessário olhar para atletas, torcedores e todos os envolvidos nessa fascinante modalidade.