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Vekic: centro do triângulo amoroso
Por Chiquinho Leite Moreira
agosto 14, 2015 às 1:36 pm

Donna-Vekic

O mundo do tênis discute indignado o cruel episódio de Nick Kyrgios com Stan Wawrinka. O conhecido bad boy australiano já provocou outras polêmicas, como em seu jogo de Wimbledon diante de Richard Gasquet. Mas desta vez foi demais. No link da 7 News, uma das maiores redes de TV da Austrália, a história está bem contada.

https://www.facebook.com/7NewsMelbourne/videos/10153573259369301/?fref=nf

O próprio autor já pediu desculpas. Foi multado pela ATP, mas nada apaga o que fez. Em termos literais, segundo twittou um colega australiano, Nick Kyrgios foi até cordial. Difícil de acreditar… Mas, enfim, a explicação é que ele teria usado um termo amistoso ao final da frase… ‘mate’, assim como ‘pra salvar o amigo’. Mas tem coisas que não se faz nem para o pior inimigo, não é verdade?.

Ele disse o seguinte: “Kokinakis (Thanasi) banged your girlfriend. Sorry to tell you that mate”. E quem é então esta namorada, centro deste intrigante triângulo amoroso. Trata-se da bela tenista croata Donna Vekic, hoje com 19 anos.

A história começou há muito tempo. Stan Wawrinka, em abril deste ano, anunciou o rompimento de 11 anos de relacionamento com sua ex-mulher Ilham Vuilloud. Uma apresentadora de TV e modelo suíça, com quem tem uma filha Alexia. O casamento vivia seus altos e baixos. E em julho de 2014, quando Vekic tinha apenas 17 anos conheceu Stan. Passou a acompanhar o suíço e era vista com frequência no players box.

Bonita e jovem, ao aparecer na torcida de Wawrinka em Wimbledon, várias manchetes dos tabloides ingleses advertiram que uma ‘nova Sharapova’ estava nascendo. Donna Vekic já tinha sido vista ao lado de Fernando Verdasco e no Aberto da Austrália de 2014 formou dupla mista com Kokkinakis. Dizem que são amigos até hoje. Segundo Kyrgios… muito mais do que isso.

O talentoso Nick Kyrgios já garantiu sua fama de mal. Na recente derrota para John Isner foi vaiado pelo público canadense. Poderá sofrer novas punições da ATP, mas pergunta que fica até onde pode-se ir para ganhar um jogo?

 

 

 

 

 

Teliana e o poder do esporte
Por Chiquinho Leite Moreira
agosto 3, 2015 às 9:39 pm

O sucesso de Teliana Pereira é mais uma linda história do poder do esporte. Sua vida de superação é bastante conhecida. Mas esta semana ganhou o mundo, quando ela revelou com tons de orgulho que a história de sua família é muito bonita: “very beautiful history”, afirmou ao WTA.com. Estava referindo-se a toda a trajetória que a levou a erguer o troféu de campeã em Florianópolis.

Tenistas estão acostumados a superar desafios. Mas Teliana Pereira transformou-se numa campeã neste quesito. Rapidamente para os que ainda não sabem seu pai deixou a vida de boia fria em Águas Belas no sertão de Pernambuco e foi em busca do ‘sul maravilha’ em Curitiba. Começou a trabalhar numa academia de tênis e depois trouxe a família. O dono do local, o francês Didier Rayon teve bondade e bons olhos para transformar as crianças em jogadores de tênis. Teliana é irmã de Zé Pereira, tenista profissional, e o outro irmão, Renato, é seu treinador. Para seguir em busca de sucesso ainda encontrou o namorado, Alexandre, importante nos momentos mais difíceis da jogadora brasileira.

Com Didier, Teliana deu os primeiros passos. E, é claro, que por ele ser francês a levou para jogar no seu país. A menina aprendeu o idioma e foi personagem de uma bela reportagem do principal jornal esportivo francês L’Equipe. Dizem que deu a entrevista inteirinha no idioma local.

Nesta semana, ela acordou de mais um sonho. Abriu os olhos e viu seu nome na 48a. colocação no ranking da WTA. É atualmente a única top 50 da América do Sul. Trata-se de mais um feito desta surpreendente personalidade. Afinal, acumula grandes conquistas, como a primeira brasileira em mais de 20 anos a colocar-se entre as cem primeiras, a disputar os quatro Grand Slams e, recentemente, foi a tenista com mais baixo ranking, na época 130, a ganhar um WTA na temporada, o que aconteceu em abril, em Bogotá. Enfim, Teliana provou no esporte ser uma vencedora. Mais um feito de quem só precisou de uma oportunidade…

 

Brasil pega a Croácia: será que é uma boa?
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 21, 2015 às 3:28 pm

O sorteio determinou que o Brasil vai encarar no playoff do Grupo Mundial da Copa Davis a Croácia, um adversário, antes de tudo, bastante perigoso. Se a repentina queda no ranking da ITF deixou o País fora dos cabeças de chave, pelo menos, haverá a vantagem de se jogar em casa. A CBT ainda tem alguns dias para definir o local do confronto, que será disputados de 18 a 20 de setembro. Mas tudo indica que o confronto será no saibro e ao nível do mar. São condições que ajudam os tenistas brasileiros e incomodam os adversários. Faz parte do regulamento, característica que transforma a Davis numa das mais emocionantes competições da modalidade.

A princípio o fato de se jogar em casa sugere uma euforia. Mas não é bem assim. Muito vai depender do time que a Croácia mandar ao Brasil. O principal jogador, Marin Cilic, número 9 do ranking da ATP e atual campeão do US Open, não participou da competição este ano. Mas agora a situação é outra. Se o seu país vier a perder o confronto será rebaixado e Cilic deve sofrer pressões.

Uma fato semelhante acontece com Ivo Karlovic, o gigante sacador. Só que a situação é outra. Ele não disputa a Davis desde 2012, portanto, acredito que não se sentiria pressionado a viajar ao Brasil para jogar, muito provavelmente, em condições que deteste: um saibro lento, ao nível do mar, além de uma bolinha que possa fazer com que seu poderoso serviço não funcione bem.

Há ainda uma outra dúvida no time croata. O duplista Ivan Dodig, bastante conhecido dos brasileiros por formar parceria com Marcelo Melo. No último confronto a dupla foi formada Marin Dragonja e Franco Skugar. Neste caso, as coisas teoricamente ficariam mais tranquilas para Melo e Bruno Soares.

O time adversário ainda tem uma das maiores revelações do tênis nos últimos tempos. É Borna Coric, de apenas 18 anos. Ele já  tem em seu currículo vitórias sobre Rafael Nadal e Andy Murray, além de ter sido campeão juvenil do US Open em 2013.

O cenário não deixa dúvidas de que a Croácia será um adversário difícil. Mas olhando pelo outro lado poderá trazer ao Brasil uma estrela do tênis, Marin Cilic. Afinal, o sorteio ainda poderia determinar a vinda da Suíça de Stan Wawrinka e Roger Federer. Ou mesmo a República Tcheca, de Tomas Berdych. As outras opções em se jogando em casa seriam Itália, Estados Unidos e Alemanha. Contra a Eslováquia seria fora e Japão outro sorteio. Enfim, será que a Croácia é uma boa?

Djokovic: o reconhecimento
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 13, 2015 às 2:54 pm

Por mais que ‘Federistas’ de todo mundo tenham lamentado a derrota de Roger Federer no que poderia ser o mais provável 18. troféu de Slam, senti um reconhecimento geral ao valor e merecimento no título de Novak Djokovic. O sérvio tem o seu carisma, faz bem ao tênis e jogou como digno número um.

O mais curioso nesta história toda é que ao mesmo tempo em que se comentou a derrota de Federer surgiu uma outra forma de lamentação e reconhecimento: tipo “uma pena que Djokovic tenha perdido a final de Roland Garros, pois mereceria completar o Grand Slam este ano.”

As esperanças para Roger Federer também não se encerram com Wimbledon. É claro que depois de exuberantes atuações no All England Club tinha na grama sua maior chance de conquistar mais um Slam. Só que o suíço pode ir bem também no US Open, torneio que tem fortes peculiaridades, como, por exemplo, jogar na sessão diurna ou na noturna. Muita coisa muda… para pior ou melhor, dependendo da característica de cada jogador.

Djokovic, além de comprovar seu espírito competitivo, jogou com inteligência. Não sei se deu para notar, mas a final de domingo foi o jogo em que Roger Federer menos alcançou a rede. Trocou bolas de fundo de quadra como em nenhuma outra partida do campeonato. A tática estabelecida pelo sérvio foi colocada em prática, com eficiência.

Outro detalhe também chamou atenção. Não há dúvidas de que o backhand de Djokovic é espetacular – dizem que ele tem ‘duas direitas’ – . Mas o seu forehand funcionou também de forma exemplar. Com este golpe aplicou 17 winners e cometeu apenas sete erros não forçados. Mais uma tática que deu certo.

Enfim, Novak Djokovic coroou o campeonato com uma atuação soberba. Um título merecido e não sem grandes esforços. Não se pode esquecer seu desafio diante de Kevin Anderson. Mas, como disse o próprio campeão, nada como um troféu de Grand Slam, para esquecer outro… Roland Garros está superado. E que venha o US Open.

O melhor vs o melhor competidor
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 11, 2015 às 2:38 pm

A final masculina de Wimbledon deste domingo é um destes jogos para entrar na história. De um lado, o que para muitos é o melhor tenista de todos os tempos, Roger Federer. De outro, o que pode ser definido como o melhor competidor da atualidade.

Não sei como andam as famosas casas de apostas londrinas, mas não acredito que exista um grande favorito. E, sinceramente, difícil mesmo apontar um. O que há é uma forte torcida de um lado ou de outro. Pelas mensagens que recebo os com mais de 30 (anos de idade) torcem e se encantam por Roger Federer. É quase uma súplica para que o suíço conquiste mais um Slam para coroar o seu momento e uma carreira que, na realidade, não precisa de mais nada para ser brilhante.

RF vem de uma semifinal sublime. Em outros tempos não teria dúvidas de que a mídia internacional teria lembrado seu antigo apelido de Fed Ex. A expectativa é a de que possa repetir neste domingo tudo o que apresentou durante estas duas semanas na chamada grama sagrada do All England Club.

Novak Djokovic também não tem nada mais a provar a ninguém. Mas a busca pelo tricampeonato soa como algo dos mais importantes para o tenista sérvio. Ainda mais depois da enorme decepção sofrida na recente final de Roland Garros, quando perdeu para outro suíço Stan Wawrinka.

O tenista sérvio se não é o mais talentoso dos jogadores da história do tênis é, sem dúvida, o que mais buscou aperfeiçoamento e melhoras. Acho difícil apontar um ponto fraco em Djokovic, assim como também é difícil definir qual é o seu melhor golpe. É o conjunto da obra. E uma formação construída através de seu espírito e força de vontade. Nestas horas costumo sempre lembrar um capítulo de sua história em seu livro. Ele, ainda menino, teve a oportunidade de ir para a Alemanha treinar com Niki Pilic, um famoso e competente treinador, que inclusive trabalhou com Boris Becker. E para não perder um segundo sequer da oportunidade de estar com um verdadeiro mestre, ele já entrava aquecido para o treino e corria como um louco para recolher as bolinhas. Tudo para não desperdiçar momentos de aprendizado.

Sem dúvida as expectativas para esta final são enormes. E numa informação de último minutos, um colega avisa que Djokovic treinou muito seu backhand, deixando claro que os problemas no ombro esquerdo não devem prejudicar seu rendimento diante de Federer.

Não deu Muguruza – Bem legal ver a jovem espanhola Garbine Muguruza mostrando um tênis de alta qualidade. Mas diante de Serena Williams não deu para ela. O jogo foi emocionante, digno de uma final de Wimbledon. E a americana segue soberana na WTA caminhando para um merecido ‘calendar Slam’.

Federer esbanja confiança para Wimbledon
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 23, 2015 às 6:52 pm

Na febre das medias sociais Roger Federer já atualizou sua foto no perfil.  A 3×4 tem agora como pano de fundo um lindo movimento de voleio do suíço na central de Wimbledon. A mensagem: ele está mais do que pronto para conquistar o 8. título no Grand Slam inglês, depois de ter vencido o 8. troféu na grama de Halle, na Alemanha.

Para o mundo afora, Roger Federer declara o favoritismo para Novak Djokovic, o número um do mundo que não joga desde a frustração em Roland Garros. Mas em uma entrevista para seus compatriotas deixou evidente toda sua confiança para realizar o sonho de mais um Slam, agora já com 33 anos de idade.

No ATP de Halle, Federer cumpriu o papel. Defendeu o título com todas as emoções. Salvou match point na estreia diante de Philipp Kolschreiber e disputou um total de seis tie breaks. Passou pelos aces de Ivo Karlovic e na final, embora não tenha tido um especialista na grama pela frente, jogou de forma convincente.

É claro que o ATP alemão não se compara aos desafios de um Grand Slam. Mas Roger Federer viu tudo com bons olhos. Afirmou que não se poderia ter melhor preparação para Wimbledon do que vencer em Halle. Lembrou até mesmo que, assim como em Londres, a quadra possui teto retrátil e foi usado na final. Um belo simulado, sem dúvida.

Um Grand Slam é sempre um momento especial, onde praticamente todos se superam. Mas acredito que chegou, novamente, a hora para os ‘federistas’. Afinal, se existe um momento para Roger Federer reencontrar-se com um troféu desta categoria é agora no SW-19.

O incrível Stan vence Roland Garros
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 7, 2015 às 6:20 pm

Que triste sina. Mas Novak Djokovic ainda não venceu em Roland Garros. E talvez jamais na centenária história do torneio tenha testemunhado uma homenagem tão grande e emocionante para o vice campeão, com um duradouro aplauso na cerimônia de premiação. Só que o dia pertencia mesmo a Stan Wawrinka. O suíço que jogou de forma incrível neste campeonato e repetiu o alto nível na final deste domingo.

Outra cena de rara emoção e coleguismo aconteceu ainda quando os dois jogadores esperavam ser chamados para a premiação. Wawrinka levantou-se de sua cadeira e foi dar um abraço ao desconsolado Djokovic.

Mesmo com a derrota, Novak Djokovic irá manter com tranquilidade a liderança do ranking, enquanto Wawrinka ocupa um lugar entre os quatro primeiros. O tenista sérvio fez o melhor possível. Superou Rafael Nadal, venceu outro grande desafio diante de Andy Murray, mas na final teve um adversário num momento sublime. O suíço acertou jogadas e jogadas das mais preciosas. Uma delas, colocou sua esquerda para andar com a bolinha passando entre o pau da rede e um palanque num espaço não superior a uns vinte centímetros. Estava mesmo o seu dia.

Para coroar a intensa e merecida vitória, Stan Wawrinka revelou todo o seu estado de espírito ao colocar sua bermuda de cores e gosto duvidosos exposta à frente do balcão… riso geral, numa outra jogada de campeão.

 

Djokovic mantém o sonho em Paris
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 6, 2015 às 1:45 pm

Não sem sustos e muita luta, Novak Djokovic manteve o sonho de, enfim, conquistar Roland Garros e completar sua coleção de troféus do Grand Slam. Tem ainda um desafio e tanto pela frente, um Stan Wawrinka cheio de confiança e que vem ‘limpando as linhas’ em seus últimos jogos.

O tenista sérvio vem fazendo por merecer mais este troféu. Só que justamente agora na reta final o seu favoritismo não parece estar tão forte como nas vésperas da competição. É claro que passou fácil por Rafael Nadal, mas diante de Andy Murray contou com uma vitória em dois tempos. Tive a impressão de que se o jogo não fosse interrompido, talvez o número um do mundo tivesse sucumbido. Por incrível que possa parecer, mas o dono da ‘Djokolife’, linha de produtos para a saúde, sentiu a correria diante do escocês. Em certo momento até apoiou-se na raquete.

Difícil prever o que vai acontecer com Wawrinka. Ele mesmo admitiu estar surpreso com suas atuações em Paris. Mas do jeito que vem jogando, indo para as linhas, pode ganhar de qualquer um, se suas bolas estiverem entrando. Se não for o seu dia pode perder feio. A expectativa, porém, é de um jogo equilibrado.

A torcida por Djokovic tem lá seus motivos. Nos tempos em que andava mais pelo circuito ouvia muitas reclamações ao comportamento do sérvio. Sempre no mesmo tom. De que em público é uma pessoa, mas na intimidade muito exigente, aborrecido etc e tal. Bem como o que interessa é sua vida pública, então prefiro curtir suas simpáticas entrevistas, suas brincadeiras e ações. Como a de correr com todos os pegadores de bola pelas alamedas de Roland Garros numa manhã de exercício de aquecimento.

Serena dá entrevista fantasma
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 5, 2015 às 4:47 pm

É conhecida a figura do ‘ghost writer’, quando um especialista escreve em nome de outro. Mas ‘ghost interviewer’ confesso que é um fato raro. Mas foi isso o que aconteceu com Serena Williams, em Paris. Depois de seu jogo das semifinais diante de Timea Bacsinsky e do polêmico comportamento da americana, ela decidiu não conceder a tradicional entrevista coletiva. Só que agora na véspera da final inovou. Distribuiu uma comunicado com perguntas e respostas que ninguém sabe que as fez. Um papel sem identificação, sem autoria, sem o selo de Roland Garros ou mesmo da ITF.

Aliás pelo nível das perguntas e esperadas respostas nem seria necessário realizar-se esta entrevista fantasma. Mas a informação dada é que Serena começou a sentir-se mal ‘por volta da terceira ou quarta rodada’. Ora, se nem ela sabe quando o problema começou, não seria mesmo nesta entrevista que isto ficaria claro. Não é mesmo?

O comunicado, vamos dizer assim, informa que ela sentiu uma ‘forma de gripe’ e precisa descansar e manter-se hidratada. Disse que no jogo contra Baczinsky, a situação estava a beira de um colapso. Nesta sexta-feira conta que nem treinou.

A vida contou-me histórias parecidas. Uma delas é realmente das antigas. Na Copa do Mundo da Argentina estava estreando nas coberturas internacionais. E num certo momento conturbado da Seleção Brasileira, de repente, o técnico Cláudio Coutinho sumiu. Teve de se ausentar, mas deixou num gravador uma ‘entrevista’. A cena era hilária. Uma multidão de repórteres ouvindo um reprodutor da fita cassete nas mãos do assessor de comunicação da CBF. Todo mundo fazendo anotações para depois escrever a reportagem.

Quando cheguei ao centro de imprensa senti-me inseguro. Ora, como escrever uma entrevista sem que realmente tenha participado? Não poderia retrucar, observar a reação do entrevistado, enfim, ‘matéria fria’. Só que precisava mandar as informações para o jornal. A salvação veio do genial Nelson Motta, que no mundial de 98 escrevia para O Globo. Ele gritou para todo mundo ouvir…. esta é uma reportagem cibernética. Para mim soou como uma Eureka.

 

RG na semana dos grandes desafios
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 1, 2015 às 5:56 pm

A eletrizante atmosfera dos primeiros dias, com alamedas lotadas e bons jogos espalhados por todos os cantos, dá lugar agora aos grandes duelos, nas chamadas ‘show courts’. Particularmente gosto muito da primeira semana. Mas não dá para reclamar das emoções reservadas para os dias mais decisivos.

O mais esperado encontro da competição, desde o sorteio da chave, vai mesmo acontecer. Novak Djokovic e Rafael Nadal jogam nas quartas de final. Se até agora, o sérvio caminhou tranquilo, sem sequer ceder sets, o espanhol melhora a cada jogo. Só isso já é o suficiente. Ir além seria antecipar-se aos fatos.

No mesmo lado da chave Andy Murray vai para ‘o teste’ no saibro. Ganhou na temporada dois títulos na terra batida, mas só agora verá o que é enfrentar um espanhol chamado David Ferrer.

A esperança de surpresas ronda cada vez mais a cabeça dos japoneses. O ‘catimbeiro’  Key Nishikori enfrentará um clima festivo com a torcida francesa incentivando Jo-Wilfried Tsonga. Enquanto a Suzanne Lenglen terá os suíços Roger Federer e Stan Wawrinka em busca de uma vaga nas semifinais.

No lado feminino, Serena Williams deixa a impressão de que é vulnerável. Parece que vai perder, mas na hora em que precisa vence. Terá pela frente Sara Errani… nada a declarar.

Maria Sharapova perdeu. Mas quando ela entra em quadra tudo pode acontecer. Faz jogos difíceis parecerem fáceis. E jogos fáceis transformarem-se num pesadelo. Diante de Lucie Safarova não foi além. Esforçou-se ao máximo, mas não foi o suficiente.

A boa notícia é a volta de Ana Ivanovic nas quartas de final de Roland Garros. Torneio que ela ganhou em 2008 e depois disso nunca mais esteve na segunda semana de Paris. Terá pela frente uma das novas estrelas: a perigosa, mas ainda inexperiente, Elina Svitolina. Outra da nova geração que pode brilhar é Garbine Muguruza.