Tag Archives: Whitney Osuigwe

O que esperar da nova geração no US Open?
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 24, 2019 às 12:07 am

Em meio a diferentes expectativas, tenistas da nova geração do circuito iniciam a disputa do US Open na próxima segunda-feira. Primeiras colocadas no ranking, Naomi Osaka e Ashleigh Barty chegam como fortes candidatas ao título da chave feminina, enquanto Sofia Kenin e Bianca Andreescu ganharam moral após os resultados das últimas semanas. Entre os homens, evidente destaque para a grande fase de Daniil Medvedev, enquanto Karen Khachanov, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas seus buscam melhores resultados em Grand Slam. Nomes como Andrey Rublev e Felix Auger-Aliassime também estão dispostos a surpreender.

As jovens líderes do ranking feminino

Como tem sido frequente no circuito, a nova geração feminina mostra força no US Open e terá as duas principais cabeças de chave. Líder do ranking mundial e atual campeã em Nova York, Naomi Osaka é a principal cabeça de chave da competição. A japonesa de 21 anos tem a missão de defender 2 mil pontos no ranking. Já a australiana Ashleigh Barty, vice-líder do ranking e campeã de Roland Garros, é grande candidata a terminar o torneio na primeira posição. Ela defende apenas 240 pontos das oitavas de final de 2018.


Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por US Open (@usopen) em

Osaka estreia contra a russa Anna Blinkova. Depois pode enfrentar a polonesa Magda Linette ou a australiana Astra Sharma. Quem pode cruzar o caminho da japonesa na terceira rodada é a ex-top 10 espanhola Carla Suárez Navarro, enquanto a suíça Belinda Bencic pode pintar nas oitavas. O quadrante ainda tem o duelo entre as bielorrussas Victoria Azarenka e Aryna Sabalenka, além da sétima favorita Kiki Bertens.

Já Barty, que está com 23 anos, estreia contra a cazaque Zarina Diyas. Na rodada seguinte, pode pintar a norte-americana Lauren Davis ou uma rival vinda do quali. A australiana pode encarar a grega Maria Sakkari na terceira rodada, antes de um eventual duelo contra a ex-líder do ranking Angelique Kerber nas oitavas. Caso chegue às quartas, ela pode cruzar o caminho da hexacampeã Serena Williams.

Andreescu e Kenin chegam voando, Gauff retorna

Outros três bons nomes para prestar atenção na chave feminina em Nova York são a canadense Bianca Andreescu e as norte-americanas Sofia Kenin e Cori Gauff. Andreescu, de 19 anos, já é número 15 do mundo e foi campeã do Premier de Toronto em uma campanha espetacular, eliminando jogadoras do top 10 como Karolina Pliskova e Kiki Bertens. A final contra Serena Williams foi breve, já que a rival abandonou por lesão nas costas. Kenin, de 20 anos, aparece no top 20 do ranking após semifinais no Canadá e em Cincinnati, com quatro vitórias sobre top 10 no período. Já Gauff, de apenas 15 anos e 141ª do ranking, recebeu convite após a campanha até as oitavas em Wimbledon.

A estreia de Andreescu é contra a convidada local Katie Volynets. Depois, ela pode enfrentar Mona Barthel ou Lesia Tsurenko, enquanto a ex-número 1 do mundo Caroline Wozniacki pode pintar na terceira rodada. A canadense pode enfrentar Petra Kvitova ou Sloane Stephens nas oitavas e Simona Halep nas quartas. Kenin terá um duelo norte-americano contra a ex-top 10 CoCo Vandeweghe e pode reeditar a semi de Cincinnati contra Madison Keys já na terceira rodada. Já Gauff estreia contra a russa Anastasia Potapova e pode cruzar o caminho de Osaka na terceira rodada.

https://twitter.com/WTA/status/1162172668365307904

A nova geração norte-americana ainda apresenta duas jovens de 17 anos, Whitney Osuigwe e Catherine McNally. A estreia de Osuigwe será contra a número 5 do mundo Elina Svitolina, enquanto McNally desafia a ex-top 10 Timea Bacsinszky. McNally foi semifinalista no WTA de Washington e aparece no 111º lugar do ranking. Já Osuigwe optou por torneios menores, mas já está muito perto de entrar no top 100. Ela ocupa atualmente a 107ª colocação.

Medvedev em grande fase, Tsitsipas tem estreia dura

O principal nome da nova geração masculina no US Open é Daniil Medvedev. O russo de 23 anos venceu 14 dos 16 jogos que fez em torneios preparatórios, chegando às finais de Washington e Montréal antes de conquistar o maior título da carreira no Masters 1000 de Cincinnati. A grande fase faz com que o russo alcance o inédito lugar no ranking mundial.

Para melhorar a situação, Medvedev tem uma chave favorável. Ele estreia contra o indiano Prajnesh Gunneswaran. Depois, pode enfrentar o boliviano Hugo Dellien ou um jogador vindo do quali. O cabeça de chave mais próximo do russo é o norte-americano Taylor Fritz, enquanto Nikoloz Basilashvili ou Fabio Fognini podem pintar nas oitavas. O primeiro encontro com um rival melhor colocado seria nas quartas, diante do número 1 do mundo Novak Djokovic, a quem já venceu duas vezes este ano.

Outros três jovens jogadores do top 10 estão do outro lado da chave. O grego de 20 anos Stefanos Tsitsipas, número 8 do mundo, terá um duelo da nova geração contra o russo de 21 anos Andrey Rublev, 47º colocado, logo na rodada de estreia. Tsitsipas está no mesmo setor da chave de Nick Kyrgios, seu possível adversário na terceira rodada. Caso chegue até as quartas, pode cruzar o caminho de Dominic Thiem.

Já Alexander Zverev, número 6 do mundo aos 22 anos, e Karen Khachanov, nono colocado aos 23 anos, estão no quadrante do número 2 do mundo e tricampeão Rafael Nadal. Zverev estreia contra o moldavo Radu Albot e pode enfrentar o francês Benoit Paire na terceira rodada. Já Khachanov inicia sua campanha diante do canadense Vasek Pospisil e tem Diego Schwartzman como cabeça de chave mais próximo.

O duelo canadense e os jovens estreantes

Um jogo que merece a atenção do público envolve os canadenses Felix Auger-Aliassime, de 19 anos e 19º do ranking, e Denis Shapovalov, 38º colocado aos 20 anos. Eles já se enfrentaram no US Open do ano passado, quando Aliassime precisou abandonar durante o terceiro set. Este ano, o mais jovem canadense levou a melhor no Masters 1000 de Madri. Já Shapovalov venceu pelo challenger de Drummondville em 2017.

Entre os estreantes nesta edição do US Open, destaque para o italiano de 18 anos Jannik Sinner, que disputará seu primeiro Grand Slam. Ele passou por três rodadas do quali e confirmou sua boa fase. Só neste ano, saltou do 551º lugar do ranking que ocupava em janeiro para a atual 131ª posição. Também furaram o quali o sul-coreano de 23 anos Hyeon Chung, ex-top 20 e atual 151º colocado após ficar cinco meses sem jogar por lesão nas costas, e o norte-americano de 18 anos Jenson Brooksby.

jovem norte-americano de 16 anos Zachary Svajda, jogador que ocupa o modesto 1.410º lugar no ranking da ATP e tem apenas três vitórias em nível future em sua carreira profissional e conseguiu convite para a chave principal do Grand Slam norte-americano depois de ser campeão do USTA Boys’ 18s National Championship, o torneio nacional infanto-juvenil. Seu adversário será o sul-africano Kevin Anderson, ex-top 5 e atual 17º do ranking.

O que esperar da nova geração no Australian Open?
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 11, 2019 às 9:31 pm

Primeiro Grand Slam de 2019, o Australian Open começa na próxima segunda-feira (ou noite de domingo, pelo horário brasileiro). Os vários nomes da nova geração do circuito que estão nas chaves principais masculina ou feminina em Melbourne chegam com diferentes ambições. Há os que chegam com expectativa de título ou de uma campanha expressiva, mas há também aqueles que estão na rota dos favoritos e os que terão suas primeiras experiências em torneios deste tamanho.

A consolidação de Osaka

Depois de conquistar seu primeiro título de Grand Slam no US Open, Naomi Osaka mudou de patamar. Passou a ser mais conhecida do grande público, concedeu um número maior de entrevistas e foi alçada à condição de próxima estrela do esporte. Ela inclusive está na capa da edição de 21 de janeiro da revista TIME.

Em trechos já divulgados da entrevista, Osaka falou de sua idolatria por Serena Williams, a quem superou na final em Nova York, e das comparações que são feitas. Mas a jovem japonesa de 21 anos espera trilhar seu próprio caminho. “Não acho que um dia haverá outra Serena Williams. Acho que serei apenas eu mesma”.

Apesar das várias mudanças em sua vida, a jovem japonesa tem conseguido bons resultados depois do título mais importante da carreira. Foi finalista em Tóquio e semifinalista em Pequim ainda no fim de 2018, além de começar a temporada de 2019 com uma semifinal em Brisbane.

Quarta colocada no ranking, Osaka é uma das onze jogadoras que podem terminar o Grand Slam australiano como número 1 do mundo. Mesmo que a liderança ainda não venha, ela já está muito próxima de ter a melhor marca já alcançada pelo tênis japonês, considerando homens e mulheres. Basta a Osaka ganhar mais uma posição para alcançar um inédito top 3 na história de seu país.

Osaka estreia em Melbourne contra a polonesa Magda Linette, 86ª do ranking, para quem perdeu no único duelo anterior, realizado em Washington no ano passado. A cabeça de chave mais próxima é a experiente taiwanesa Su-Wei Hsieh, 28ª favorita. Qiang Wang e Anastasija Sevastova são possíveis cruzamentos nas oitavas, enquanto Madison Keys ou Elina Svitolina podem pintar nas quartas.

Os próximos passos de Zverev

Alexander Zverev terminou a temporada passada conquistando o título mais importante de sua carreira no ATP Finals, em Londres, onde derrotou Roger Federer e Novak Djokovic nas fases decisivas da competição. Número 4 do mundo e vencedor de dez títulos de ATP, incluindo três Masters 1000, o alemão de 21 anos ainda é cobrado pela falta de bons resultados em Grand Slam.

Em 14 disputas de Grand Slam na chave principal, Zverev tem como melhor resultado a chegada às quartas de final de Roland Garros no ano passado. Antes disso, a campanha de maior destaque havia sido uma até as oitavas na grama de Wimbledon em 2017. Apesar de ainda jovem, ele já fará sua quarta participação no Australian Open e parou na terceira rodada nos dois últimos anos.

20190110-alexander-zvererv-practice-008_g

No início de 2019, Zverev disputou quatro partidas de simples e mais quatro nas duplas mistas durante a semana passada pela Copa Hopman. Vice-campeão ao lado de Angelique Kerber na competição entre países, o alemão preferiu se poupar na segunda semana do ano. Uma lesão na coxa o impediu de fazer uma exibição contra Borna Coric em Adelaide na última segunda-feira, e uma leve torção no tornozelo durante os treinos em Melbourne também preocupou durante a semana.

A estreia de Zverev no primeiro Grand Slam do ano será contra o esloveno Aljaz Bedene, 67º colocado, a quem derrotou em dois embates anteriores. Caso confirme o favoritismo, o alemão enfrentará o vencedor do duelo francês entre o veterano de 31 anos Jeremy Chardy e o novato de 20 anos Ugo Humbert. O também francês Gilles Simon pode pintar na terceira rodada, enquanto o canadense Milos Raonic é um possível adversário nas oitavas. Borna Coric e Dominic Thiem são as maiores ameaças em possíveis quartas.

Um duelo de jovens promessas

A primeira rodada em Melbourne reserva um duelo entre duas jovens promessas do circuito, a canadense de 18 anos Bianca Andreescu e a norte-americana de 16 anos Whitney Osuigwe. E quem vencer, já pode cruzar o caminho da cabeça 13 Anastasija Sevastova logo na fase seguinte.

Andreescu é uma das jogadoras em melhor fase neste início de temporada. A canadense venceu sete jogos seguidos em Auckland, incluindo duelos contra as ex-líderes do ranking Caroline Wozniacki (atual campeã do Australian Open) e Venus Williams, que a fizeram sair do 178º lugar para a melhor marca da carreira na 107ª posição. Já em Melbourne, passou por um qualificatório de três rodadas para alcançar o segundo Grand Slam de sua carreira e deverá debutar no top 100 após o Australian Open.

Osuigwe vem de um excelente ano em que saltou do 1.120º lugar para a atual 202ª posição no ranking da WTA, com direito a um título no ITF de US$ 80 mil em Tyler, no Texas, vencendo Beatriz Haddad Maia na final. Mesmo sem ter disputado nenhuma competição oficial nas duas primeiras semanas da temporada e participando apenas de exibições, a jovem norte-americana já conseguiu o melhor ranking da carreira ao ocupar o 199º lugar. Convidada para atuar na Austrália, ela também disputará seu segundo Grand Slam.

Quem chega com moral

Alguns nomes da nova geração do circuito chegam com moral para o Australian Open após bons resultados no começo do ano. São os casos de Aryna Sabalenka, Ashleigh Barty e Alex de Minaur. Também vale o destaques para quem se destacou no fim do ano passado, como Borna Coric e Karen Khachanov.

DwJDeQRXgAMVfq_

Depois de saltar do 78º para o 11º lugar do ranking em 2018, a bielorrussa Aryna Sabalenka iniciou a temporada conquistando seu terceiro título de WTA em Shenzhen. Com estilo de jogo agressivo, a jovem de 20 anos tenta chegar às quartas de final de um Grand Slam pela primeira vez, depois de ter parado nas oitavas no US Open, e tem chances matemáticas até mesmo de encerrar o Australian Open como número 1 do mundo. Sabalenka estreia contra a russa Anna Kalinskaya e pode encarar Petra Kvitova nas oitavas.

Ashleigh Barty é uma tenista com golpes mais clássicos e que sabe variar alturas e velocidades, sabendo usar drop-shots e slices a seu favor. A australiana de 22 anos e número 15 do mundo foi bem na Copa Hopman e também é finalista do WTA de Sydney, onde já derrotou a número 1 do mundo Simona Halep e a top 10 Kiki Bertens. Barty inicia a campanha contra a tailandesa Luksika Kumkhum e está na rota de Jelena Ostapenko para a terceira rodada, e de Caroline Wozniacki ou Maria Sharapova nas oitavas.

Alex de Minaur saltou do 208º para o 31º lugar do ranking em 2018 e começou a nova temporada com quartas em Brisbane e conquistando seu primeiro título de ATP em Sydney, com vitórias na semi e na final neste sábado. Cada vez mais consolidado, o jovem australiano pode ser uma ameaça ao número 2 do mundo Rafael Nadal logo na terceira rodada em Melbourne.

https://twitter.com/TennisTV/status/1083277652121796608

Números 11 e 12 do mundo aos 22 anos, Khachanov e Coric chegam amparados pelos feitos na reta final de 2018. O russo venceu seu primeiro Masters 1000 em Paris, enquanto o croata foi vice-campeão em Xangai. Khachanov estreia contra o alemão Peter Gojowczyk e pode encarar o atual vice-campeão Marin Cilic nas oitavas, enquanto Coric está no caminho de Dominic Thiem.

Na rota de favoritos 

Jovens tenistas aparecem também como possíveis adversários de alguns dos principais cabeças de chave. Logo na primeira rodada, o chileno de 22 anos e 86º do mundo Christian Garin desafia o belga David Goffin, ex-top 10 e atual 22º do ranking. Na fase seguinte, o francês de 19 anos e 98º colocado Ugo Humbert é um possível rival de Alexander Zverev, enquanto o convidado australiano de 19 anos e 149º colocado Alexei Popyrin é um possível adversário de Dominic Thiem.

Entre as mulheres, destaque para Sofia Kenin. Jogadora de apenas 20 anos, Kenin já começou a temporada com um título de duplas em Auckland e conquistando o WTA de Hobart. Atual 56ª do ranking, a norte-americana já chegará a Melbourne com o melhor ranking da carreira, já entre as 40 melhores do mundo.

A estreia de Kenin será contra a russa de 21 anos, vinda do qualificatório e estreante em Grand Slam Veronika Kudermetova. Em caso de vitória, a norte-americana pode cruzar o caminho da número 1 do mundo Simona Halep já na segunda rodada. Lembrando que Halep está sem vencer desde agosto, encerrou a última temporada mais cedo por conta de lesão nas costas e já tem uma estreia difícil contra a experiente estoniana de 33 anos Kaia Kanepi, sua algoz no último US Open.

Estreantes

A polonesa de 17 anos Iga Swiatek disputará o primeiro Grand Slam da carreira. Campeã juvenil de Wimbledon no ano passado, Swiatek também venceu quatro torneios profissionais da ITF e saltou da 690ª para a 175ª posição do ranking. Ela começou a temporada de 2019 parando na última rodada do quali em Auckland e furando o quali do Australian Open. Sua primeira rival será a romena Ana Bogdan.

Iga Swiatek só está disputando os Grand Slam como juvenil este ano. Ela já venceu cinco torneios profissionais

Iga Swiatek é atual campeã juvenil de Wimbledon

Já o alemão de 18 anos Rudolf Molleker saltou do 597º para o atual 198º lugar do ranking mundial ao longo do ano passado e aparece atualmente na 207ª posição. Vindo do quali em Melbourne, o jovem germâncio inicia a caminhada contra o cabeça 18 Diego Schwartzman e pode cruzar o caminho de Kyle Edmund ou Tomas Berdych na terceira rodada.

Dez jovens que podem surpreender em 2019
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 21, 2018 às 7:39 pm

Pelo segundo ano seguido, o blog apresenta dez jovens tenistas vindos de bons resultados em 2018 e que tentam dar um salto de qualidade para se firmar na elite do circuito durante a próxima temporada, que começa em pouco mais de uma semana. O critério adotado é o mesmo do ano passado, com seis nomes do feminino e quatro do masculino com menos de 20 anos e que estejam fora do top 100 dos rankings da ATP ou da WTA.

Cori Gauff (14 anos, 875ª no ranking, Estados Unidos)

Apontada como uma das principais apostas para o futuro do tênis feminino norte-americano Cori Gauff é a jogadora mais jovem do ranking da WTA, com apenas 14 anos. Vice-líder do ranking mundial juvenil e campeã de Roland Garros na categoria, Gauff já declarou que 2018 foi seu último ano nas competições de base e quer estar entre as cem melhores jogadoras profissionais do mundo já no ano que vem. Admiradora de Serena Williams, ela treina na França, na academia de Patrick Mouratoglou, mesmo técnico da vencedora de 23 títulos de Grand Slam, e sonha poder igualar ou até superar os feitos de Serena no tênis.

Jogadora mais jovem do ranking, Cori Gauff tem 14 anos e quer ser top 100 já em 2019

Jogadora mais jovem do ranking, Cori Gauff tem 14 anos e quer ser top 100 já em 2019

Nascida em março de 2004, Gauff só pôde disputar competições profissionais a partir do momento em que completou 14 anos. Por isso, tem só duas vitórias no circuito aparece no 869º lugar do ranking. O regulamento da WTA impõe um limite de no máximo oito torneios profissionais até que ela complete 15 anos. Entretanto, como terminou a temporada entre as cinco melhores juvenis do mundo, poderá disputar mais quatro torneios contra mulheres adultas.

Whitney Osuigwe (16 anos, 202ª no ranking, Estados Unidos)

Outra jovem promessa norte-americana é Whitney Osuigwe, que tem apenas 16 anos. Ela tem uma trajetória parecida com a de Gauff no circuito, já que foi número 1 do ranking mundial juvenil no ano passado e campeã de Roland Garros. Já dedicada ao circuito profissional em 2018, ela saltou do 1.120º lugar para a atual 202ª posição no ranking da WTA, com direito a um título no ITF de US$ 80 mil em Tyler, no Texas, vencendo Beatriz Haddad Maia na final. Após uma temporada profissional de 23 vitórias e 12 derrotas e do salto no ranking, ela também recebeu um convite para a disputa da chave principal do Australian Open, o primeiro Grand Slam de sua carreira.

Osuigwe tem apenas 16 anos e já aparece no 202º lugar do ranking

Osuigwe tem apenas 16 anos e já aparece no 202º lugar do ranking

Marta Kostyuk (16 anos, 119ª do ranking, Ucrânia)

Kostyuk saltou 400 posições no ranking em 2018, do 518º para o 118º lugar. Ela já começou o ano já surpreendendo ao furar o qualificatório do Australian Open e chegar à terceira rodada da chave principal, caindo diante da compatriota Elina Svitolina. A campanha em Melbourne com apenas 15 anos fez dela a jogadora mais jovem a chegar à terceira rodada de um Grand Slam desde Mirjana Lucic no US Open de 1997 e a mais nova nesta fase do torneio australiano desde Martina Hingis em 1996. Mesmo disputando poucos torneios profissionais por conta das limitações de calendário impostas pela WTA, ela está muito perto de entrar no top 100 do ranking mundial.

Kostyuk mudou a mentalidade como tenista depois de se tornar profissional (Foto: Elizabeth Bai/Tennis Australia)

Marta Kostyuk chegou à terceira rodada do Australian Open e está perto do top 100 (Foto: Elizabeth Bai/Tennis Australia)

Xiyu Wang (17 anos, 211ª do ranking, China) 

A canhota Xiyu Wang foi campeã juvenil do US Open, semifinalista em Wimbledon e chegou a liderar o ranking mundial da categoria. Entre as profissionais, a chinesa de 17 anos chegou ao 180º lugar na WTA e venceu dois títulos profissionais de nível de ITF de US$ 25 mil, mas acabou sofrendo uma lesão em uma das costelas, que encerrou sua temporada ainda em outubro. Wang  também chegou a vencer um jogo no Premier de Wuhan, onde levou a favorita russa Daria Kasatkina ao tiebreak do terceiro set na rodada seguinte. Como o calendário da elite do circuito feminino conta com muitos torneios na China, é possível que a promissora atleta local seja beneficiada por convites, a começar pelo torneio de Shenzhen na primeira semana da temporada.

Canhota chinesa de 17 anos chegou ao top 200 da WTA, mas sofreu lesão no fim do ano

Canhota chinesa de 17 anos chegou ao top 200 da WTA, mas sofreu lesão no fim do ano

Kaja Juvan (18 anos, 175ª do ranking, Eslovênia)

Na única competição em que disputou como juvenil em 2018, Kaja Juvan conquistou as medalhas de ouro em simples e duplas nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires. A eslovena de 18 anos fez uma temporada inteiramente dedicada ao circuito profissional e conseguiu quatro títulos e dois vice-campeonatos em torneios ITF de US$ 25 mil, que a fizeram saltar do 555º para o atual 175º lugar no ranking da WTA, a uma posição da melhor marca de sua carreira, obtida no início de novembro.

Juvan foi campeã de simples e duplas nos Jogos da Juventude e saltou quase 400 posições entre as profissionais

Juvan foi campeã de simples e duplas nos Jogos da Juventude e saltou quase 400 posições entre as profissionais

Olga Danilovic (17 anos, 108ª do ranking, Sérvia)

Jogadora de melhor ranking na lista de possíveis surpresas para a próxima temporada, Olga Danilovic já fez história em 2018 ao ser tornar a primeira jogadora nascida em 2001, e portanto no século XXI e no terceiro milênio, a conquistar um título na elite do circuito. A sérvia de 17 anos conquistou em julho o WTA International de Moscou em uma final da nova geração contra a russa de mesma idade Anastasia Potapova. Danilovic era lucky-loser no torneio e precisou disputar sete jogos em uma semana para ser campeã. A jovem sérvia começou a temporada no 465º lugar do ranking e até entrou no top 100, chegando a ocupar o 96º posto, mas aparece atualmente na 108ª colocação. Antes treinada pelo espanhol Alex Corretja, ela trabalhará na próxima temporada com seu compatriota Petar Popovic.

A sérvia de 17 anos Olga Dalilovic é a primeira jogadora nascida em 2001 a conquistar um WTA

A sérvia de 17 anos Olga Dalilovic é a primeira jogadora nascida em 2001 a conquistar um WTA

Felix Auger-Aliassime  (18 anos, 109ª do ranking, Canadá) 

Considerado uma das grandes promessas do tênis mundial, o canadense Felix Auger-Aliassime já chama atenção desde 2015, quando se tornou o jogador mais jovem a vencer um jogo de challenger com apenas 14 anos, além de ser o primeiro nascido nos anos 2000 a conseguir tal feito. Ele já estava na lista do blog no ano passado, depois de saltar do 601º para o 162º lugar do ranking e conquistar dois challengers em 2017.

Felix Auger Aliassime, de 18 anos, está bem perto de entrar no top 100 

Felix Auger Aliassime, de 18 anos, está bem perto de entrar no top 100

Na última temporada, Auger-Aliassime deu continuidade à sua franca evolução no circuito. O promissor atleta canadense venceu mais dois títulos de challenger e seus seis primeiros jogos em chaves principais de ATP, uma delas sobre o top 20 francês Lucas Pouille no Masters 1000 de Toronto. Ele também disputou o primeiro Grand Slam da carreira no US Open, onde passou por um qualificatório de três rodadas, mas precisou abandonar o duelo contra Denis Shapovalov por arritmia cardíaca. Cada vez mais perto de entrar no top 100, o canadense estabelece como meta estar entre os 50 melhores e fazer uma temporada majoritariamente voltada para os torneios de nível ATP.

Miomir Kecmanovic (19 anos, 132º do ranking, Sérvia)

Ex-líder do ranking mundial juvenil, Miomir Kecmanovic é outro que também estava na lista do ano passado. Depois de saltar do 806º para o 208º lugar na ATP em 2017, ele continuou subindo e aparece atualmente com o melhor ranking da carreira na 132ª posição. Em 2018, o sérvio venceu 38 partidas em torneios de nível challenger e terminou o ano jogando duas finais seguidas na China, com um título em Shenzhen e um vice-campeonato em Liuzhou.

Rudolf Molleker (18 anos, 198º do ranking, Alemanha)

Molleker já chama atenção do circuito desde julho do ano passado, quando furou o quali para o ATP 500 de Hamburgo com apenas 16 anos. Em 2018, o jovem alemão conquistou suas primeiras vitórias em chaves principais de ATP, diante de Jan-Lennard Struff na grama de Stuttgart e contra David Ferrer no saibro de Hamburgo. Ele também conquistou seu primeiro challenger no saibro de Heilbronn e saltou do 597º para o atual 198º lugar do ranking mundial ao longo do ano.

Rudolf Molleker venceu seus dois primeiros jogos de ATP em 2018

Rudolf Molleker venceu seus dois primeiros jogos de ATP em 2018

Alexei Popyrin (19 anos, 152º do ranking, Austrália) 

Promessa do tênis australiano, Alexei Popyrin chegou a ser número 2 do ranking mundial juvenil e campeão de Roland Garros na categoria em 2017. O jogador de 1,96m subiu do 719º para o 148º do ranking da ATP em 2018, com direito a um título de challenger na cidade chinesa de Jinan. Já na reta final de 2018, o jovem australiano furou o quali do ATP 500 da Basileia e chegou a vencer um jogo na chave principal, marcando sua primeira vitória na elite do circuito, antes de cair diante de Alexander Zverev nas oitavas de final.

JÁ ESTÃO NO TOP 100

Como foi dito no início do post, preferi não destacar jogadores que já estão no top 100 do ranking mundial. Entretanto, alguns nomes já mais consolidados têm boas chances de dar um novo salto. Um dos destaques é o francês Ugo Humbert, que conquistou três títulos de challenger em 2018 e saltou do 374º para o 84º lugar do ranking mundial, obtendo a segunda maior ascensão entre os atletas do atual top 100 no ranking da ATP em 2018.

Francês Ugo Humbert venceu três challengers em 2018 e já está no top 100

Francês Ugo Humbert venceu três challengers em 2018 e já está no top 100

A ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska já tem título de WTA no currículo. Com 17 anos, a russa Anastasia Potapova (93ª) e a norte-americana Amanda Anisimova (97ª) disputaram finais de primeira linha no circuito em 2018. Já a também americana Sofia Kenin (20 anos, 52ª) se destacou durante a final da Fed Cup contra a República Tcheca.

PRESTANDO CONTAS: Como o blog fez um post parecido no ano passado, é mais do que justo prestar contas das apostas feitas em dezembro de 2017 a respeito da temporada.

Amanda Anisimova, de 17 anos, saltou do 192º para o 96º lugar, venceu um jogo contra a top 10 Petra Kvitova em Indian Wells e disputou a final do WTA de Hiroshima. Dayana Yastremska também se destacou. A ucraniana de 18 anos conquistou seu primeiro WTA em Hong Kong, foi semifinalista em Luxemburgo, onde chegou a derrotar Garbiñe Muguruza. Sua evolução no ranking foi do 189º para o 58º lugar. Já a chinesa de 17 anos Xinyu Wang subiu da 767ª para a 305ª colocação entre as profissionais, além de ter ocupado a vice-liderança no ranking mundial juvenil da ITF.

Dayana Yastremska termina o ano com título de WTA e perto do top 50

Dayana Yastremska termina o ano com título de WTA e perto do top 50

A canadense de 18 anos Bianca Andreescu subiu do 189º para o 152º lugar do ranking, mas não chegou a superar a 143ª posição, alcançada em agosto de 2017. A australiana de 18 anos Destanee Aiava caiu bastante no ranking, e foi do 150º para o atual 251º lugar. A norte-americana de 19 anos Kayla Day foi outra que perdeu espaço. Depois de ocupar o 122º lugar do ranking em junho do ano passado, ela aparece atualmente na 318ª posição.

No masculino, o francês de 19 anos Corentin Moutet venceu seus três primeiros jogos de ATP e alcançou o 105º lugar do ranking, mas terminou o ano na 149ª posição, apenas sete postos acima do que ocupava em 2017. Já o espanhol Nicola Kuhn, que ocupava a 241ª posição no fim do ano passado, chegou a ser 196º do mundo em abril, mas aparece atualmente apenas no 269º lugar do ranking mundial.

O que esperar da nova geração no US Open
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 26, 2018 às 8:46 pm

Último Grand Slam do ano, o US Open dá a largada nesta segunda-feira. Entre os 256 nomes presentes nas chaves de simples, com 128 homens e 128 mulheres, vários nomes da nova geração do circuito estarão presentes em Nova York. Entretanto, os jovens jogadores têm diferentes ambições no Slam americano, entre os que buscam o título ou uma boa campanha, os que estão na rota dos favoritos e os que terão suas primeiras experiências em torneios deste tamanho.

A aposta de Zverev

Principal nome da nova geração do circuito masculino, Alexander Zverev disputará o 14º Grand Slam de sua carreira profissional e tenta se livrar de um histórico negativo. Número 4 do mundo e vencedor de nove torneios da ATP, incluindo três Masters 1000, o alemão de 21 anos tem como melhor resultado em um Major as quartas de final de Roland Garros este ano. Antes disso, só chegou às oitavas uma vez, na grama de Wimbledon no ano passado. Em Nova York, são três participações e apenas duas vitórias.

Disposto a mudar esse quadro, Zverev faz uma aposta que já deu deu certo com Andy Murray. Ele será treinado pelo ex-número 1 do mundo Ivan Lendl, que esteve presente nos três Grand Slam da carreira do britânico -sendo mais atuante nos dois primeiros, US Open de 2012 e Wimbledon em 2013. Outro que fez parte do time de Murray e agora trabalha com Zverev é o preparador físico Jez Green.

Zverev terá a parceria de Ivan Lendl no US Open (Foto: Andrew Eichenholz/ATP)

Zverev terá a parceria de Ivan Lendl no US Open (Foto: Andrew Eichenholz/ATP)

Em entrevista coletiva na última sexta-feira, Zverev foi bem claro sobre seus objetivos com Lendl. “A razão pela qual estou com ele é competir e vencer os maiores torneios do mundo. Essa é a única razão pela qual ele se juntaria também”, disse o alemão. “Ele foi vencedor como jogador e como técnico, então ele sabe o que é preciso. Ele sabe como tornar os melhores jogadores ainda melhores. É por isso que eu o trouxe”.

A estreia de Zverev no US Open será contra o canadense de 30 anos e 120° do ranking Peter Polansky, jogador que conseguiu a rara façanha de entrar como lucky loser na chave de todos os Grand Slam de 2018. Se vencer, o alemão pode enfrentar o tcheco Jiri Vesely ou o convidado francês Corentin Moutet. O cabeça de chave mais próximo é o sérvio Filip Krajinovic, 32º favorito.

Kei Nishikori e Diego Schwartzman podem pintar nas oitavas, enquanto Marin Cilic e David Goffin são possíveis adversários nas quartas. O alemão está no mesmo lado da chave de Roger Federer e Novak Djokovic, e pode enfrentá-los na semi, enquanto Rafael Nadal, Juan Martin del Potro, Andy Murray e Stan Wawrinka estão do outro lado da chave.

O duelo canadense

As duas principais promessas do tênis masculino canadense irão se enfrentar logo na primeira rodada do US Open. Depois que Felix Auger Aliassime, de 18 anos, passou pelo qualificatório e garantiu vaga em sua primeira chave principal de Grand Slam, o sorteio o colocou para enfrentar o compatriota de 19 anos Denis Shapovalov. Eles se enfrentam já nesta segunda-feira, não antes das 18h (de Brasília) na quadra Grandstand.

Felix Auger Aliassime, de 18 anos, disputará seu primeiro Grand Slam e enfrentará Denis Shapovalov (Foto: Andrew Eichenholz/ATP)

Felix Auger Aliassime, de 18 anos, disputará seu primeiro Grand Slam e enfrentará Denis Shapovalov (Foto: Andrew Eichenholz/ATP)

Será a segunda vez que os dois jovens canadenses se enfrentam no circuito profissional, sendo que Shapovalov levou a melhor no challenger de Drummondville no ano passado. Enquanto Auger-Aliassime é um estreante em Grand Slam e ocupa o 116º lugar do ranking, Shapovalov é o atual número 26 do mundo e já acumula seis vitórias e cinco derrotas nos principais torneios do calendário, com direito a uma campanha até as oitavas no ano passado.

Quem chega com moral

Com títulos, boas campanhas ou vitórias expressivas nos torneios preparatórios para o US Open, a bielorrussa Aryna Sabalenka, o grego Stefanos Tsitsipas e o russo Daniil Medvedev chegam embalados ao Grand Slam nova-iorquino e com chances de surpreender. Entretanto, Tsitsipas e Medvedev podem se enfrentar já na segunda rodada.

https://twitter.com/StefTsitsipas/status/1028873210652229633

Tsitsipas, de 20 anos, foi semifinalista em Washington e vice-campeão do Masters 1000 de Toronto. No caminho, conquistou vitórias contra David Goffin, Alexander Zverev, Dominic Thiem, Novak Djokovic e Kevin Anderson. Com isso, subiu do 32º para o 15º lugar do ranking mundial. Um ano atrás, ele aparecia apenas na 161ª posição. Já Medvedev, 22, conquistou no último sábado o segundo título de ATP na carreira em Winston Salem e debutará no top 40.

A estreia de Tsitsipas será contra o veterano espanhol de 36 anos Tommy Robredo, enquanto Medvedev terá um duelo russo contra Evgeny Donskoy. O cabeça de chave mais próximo desses dois jovens embalados é o também promissor croata de 21 anos e número 20 do mundo Borna Coric, que estreia contra o experiente alemão Florian Mayer. Quem passar por esse setor pode enfrentar Andy Murray ou Juan Martin del Potro nas oitavas.

Quem chega embalada na chave feminina é Aryna Sabalenka, bielorrussa de 20 anos, que debutará no top 20 do ranking mundial depois de ter vencido o WTA Premeir de New Haven no último sábado. Há um ano, Sabalenka não estava nem no top 100, já que ela só entraria nesse grupo no dia 16 de outubro de 2017.

Aryna Sabalenka venceu quatro jogos contra top 10 nas últimas semanas e conquistou seu primeiro WTA em New Haven (Foto: WickPhoto)

Aryna Sabalenka venceu quatro jogos contra top 10 nas últimas semanas e conquistou seu primeiro WTA em New Haven (Foto: WickPhoto)

Nas últimas três semanas, a jovem bielorrussa anotou quatro de suas cinco vitórias contra top 10 na carreira. Ela iniciou essa série vencendo Caroline Wozniacki em Montréal. Depois, no caminho para a semifinal em Cincinnati, derrotou Karolina Pliskova e Caroline Garcia. Já em New Haven, derrubou a número 9 do mundo Julia Goerges na semifinal.

Na rota dos favoritos

Entre os nomes que estão muito próximos de favoritos e podem protagonizar bons jogos na primeira semana em Nova York, destaque para o russo Karen Khachanov, o chileno Nicolas Jarry, a ucraniana Dayana Yastremska e a norte-americana Amanda Anisimova.

Jarry está com o melhor ranking da carreira, no 42º lugar, e estreia contra o alemão Peter Gojowczyk. Se vencer, pode cruzar o caminho do anfitrião e 11º favorito John Isner já na segunda rodada. Já Khachanov fez uma ótima campanha no Masters 1000 de Toronto, onde foi semifinalista e alcançou o top 30. Atual 26º do ranking, o russo de 22 anos é o cabeça de chave mais próximo de Rafael Nadal e pode enfrentar o número 1 do mundo na terceira rodada em Nova York. A estreia de Khachanov será contra o espanhol Albert Ramos e depois podem vir o italiano Lorenzo Sonego ou o luxemburguês Gilles Muller.

A ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska será treinada por Justine Henin em NY

A ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska será treinada por Justine Henin em NY

Primeira jogadora nascida a partir de 2000 a figurar no top 100 da WTA, a ucraniana de 18 anos e 98ª colocada Dayana Yastremska disputará seu primeiro Grand Slam em Nova York. Ela será treinada pela ex-número 1 do mundo Justine Henin, bicampeã do torneio nos anos de 2003 e 2007. A belga ainda cedeu o preparador físico Eric Houben, com quem trabalhou durante boa parte da carreira. A estreia de Yastremska será contra a tcheca de 22 anos e vinda do quali Karolina Muchova, 202ª do ranking. Caso a ucraniana consiga passar por sua primeira adversária, há chance de um duelo contra a ex-número 1 do mudo e atual 12ª colocada Garbiñe Muguruza.

Já a convidada Amanda Anisimova é uma das duas jogadoras de 16 anos na chave feminina. Atual 135ª do ranking mundial, ela disputará seu segundo Grand Slam, já que ela também esteve em Roland Garros. Ela já tem até vitória contra top 10, conquistada sobre Petra Kvitova em Indian Wells. A estreia de Anisimova será contra a norte-americana Taylor Townsend e depois pode cruzar o caminho da cabeça 10 letã Jelena Ostapenko, que tem uma estreia difícil contra a experiente alemã Andrea Petkovic.

Os mais jovens

Ao todo, trinta jogadores disputarão um Grand Slam pela primeira vez em Nova York, sendo vinte no masculino e dez no feminino. Como era esperado, os atletas mais jovens de cada chave são convidados vindos do torneio nacional juvenil da USTA, disputado no início do mês. Os convites ficaram para Whitney Osuigwe, de 16 anos, e para Jenson Brooksby, 17.

Ex-líder do ranking juvenil, Whitney Osuigwe é a mais jovem da chave feminina, com 16 anos.

Ex-líder do ranking juvenil, Whitney Osuigwe é a mais jovem da chave feminina, com 16 anos.

Nascida no dia 17 de abril de 2002, Osuigwe já liderou o ranking mundial juvenil e foi campeã de Roland Garros na categoria em 2017. Ela ocupa o 391º lugar na WTA e estreia contra a italiana Camila Giorgi, 45ª do ranking. Se vencer, certamente enfrentará uma campeã de Grand Slam na segunda rodada, vinda do duelo entre Svetlana Kuznetsova e Venus Williams.

Brooksby é bem menos conhecido. Seu melhor ranking como juvenil foi o 152º lugar em maio. Já como profissional, ocupa apenas 1.229ª posição e venceu somente cinco jogos de nível future na carreira. Seu adversário de estreia em Nova York será o australiano John Millman, 55º do mundo.

Juniors Masters dá a largada. Veja quem joga!
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 24, 2017 às 11:10 pm

A terceira edição do ITF Junior Masters dá a largada na madrugada desta quarta-feira. Serão cinco dias de disputa com os dezesseis melhores juvenis da temporada nas quadras duras do Sichuan International Tennis Center, na cidade chinesa de Chengdu. Os grupos da chave masculina levam os nomes de SHUAI e YONG. Já as chaves femininas se chamam LI e LIANG.

GRUPO LI

  • Whitney Osuigwe: Líder do ranking mundial juvenil, a norte-americana de apenas 15 anos foi campeã de Roland Garros e um dos destaques de seu país na Fed Cup Júnior. Ela vem de um vice-campeonato em Osaka e também venceu o Banana Bowl em março.
  • Elena Rybakina: Quinta no ranking juvenil, a russa de 18 anos já é 420ª na WTA e tem dois títulos profissionais. Como juvenil, seus principais feitos foram o título do Trofeo Bonfiglio e as semifinais na Austrália e em Roland Garros.
  • Maria Lourdes Carle: A argentina de 17 anos foi semifinalista do US Open e venceu no fim do ano passado o prestigiado torneio americano Eddie Herr, além de ter chegado às quartas no Orange Bowl. Ela tembém foi semifinalista do Sul-Americano Individual.
  • Sofia Sewing: Atual 15ª do ranking juvenil aos 18 anos, Sewing foi finalista do Campeonato Internacional de Porto Alegre e chegou às quartas em Wimbledon.

GRUPO LIANG

  • Marta Kostyuk: Terceira do ranking, a ucraniana de 15 anos foi campeã do Australian Open em janeiro. Ela também se destacou no European Junior Championships, onde foi finalista de simples e campeã de duplas, além de ter vencido um torneio ITF G1 no Canadá na semana anterior à do US Open.
  • Maria Camila Osorio Serrano: A colombiana de 15 anos já jogou até Fed Cup por seu país e é 15ª no ranking juvenil. Ela foi vice no Sul-Americano Individual e semifinalista em Porto Alegre.
  • Kaja Juvan: Campeã do European Junior Championships e atual detentora do título do Orange Bowl, a eslovena de 16 anos foi top 5 em janeiro. Ela também foi campeã de duplas em Wimbledon e já se dedica ao circuito profissional, conquistando dois títulos na carreira.
  • Xin Yu Wang:Sexta do ranking, a chinesa de 16 anos vem embalada pelo título de Osaka na última semana. A maior parte de seus resultados foi conquistada na Ásia.

GRUPO SHUAI

  • Yibing Wu: O chinês de 18 anos é o líder do ranking mundial juvenil e disputará sua última competição na categoria, em que foi campeão de simples e duplas no US Open e semifinalista na Austrália. Como profissional, ele já tem um título de challenger em Xangai e um future.
  • Marko Miladinovic: Sérvio de 16 anos e décimo do ranking da ITF. Ele chegou a ser o sétimo colocado em junho. Venceu o Banana Bowl em março e se destacou no saibro italiano com semifinal no torneio Santa Croce e vice no Trofeo Bonfiglio de Milão, mas não foi bem nos Grand Slam.
  • Jurij Rodionov: O canhoto austríaco de 18 anos e nono do ranking venceu três títulos de simples na temporada, dois deles em seu próprio país. Seu melhor resultado em Grand Slam foi em Wimbledon, onde chegou às quartas de final.
  • Emil Ruusuvuori: Finlandês de 18 anos e 15º do ranking mundial juvenil. Ele foi semifinalista do US Open e também fez a mesma campanha na grama de Roehampton.

GRUPO YONG

  • Axel Geller: Argentino de 18 anos e que treina na IMG Academy. Vice-líder do ranking mundial juvenil, ele foi finalista de Wimbledon e do US Open, mas ainda não tem pontos no ranking profissional.
  • Sebastian Baez: Também argentino e 11º do ranking aos 16 anos, ele chegou às quartas de final no US Open e foi semifinalista da categoria principal do último Orange Bowl. Ele é treinado pela lenda do tênis argentino Jose Luis Clerc.
  • Trent Bryde: O norte-americano de 18 anos venceu o Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre em março. O resultado na capital gaúcha é responsável por 250 de seus 751,25 pontos no ranking.
  • Yu-Hsiou Hsu: O taiwanês de 18 anos já foi top 5 em junho e atualmente é o 14º do ranking e foi campeão de duplas em Wimbledon e no US Open.

PROGRAMAÇÃO – Os jogos serão disputados a partir de meia-noite (de Brasília). A programação do estádio principal começa com a partida masculina entre Wu e Miladinovic, seguida pelo encontro entre Kostyuk e Wang. Não antes das 3h, Osuigwe e Carle se enfrentam. Já o duelo argentino entre Geller e Baez fecha a rodada.

Já na quadra 1, Rybakina e Sewing fazem o primeiro jogo do dia. Depois, acontece o duelo entre Ruusuvuori e Rodionov. A partir das 3h, Osorio Serrano enfrenta Osorio Serrano. O último jogo dia nesta quadra envolve Trent Bryde e Hsu.

TRANSMISSÃO – Nos outros dois anos, a ITF disponibilizava transmissão ao vivo pelo YouTube. Já em 2017, os links estão disponíveis a partir da fase final do torneio, em parceria com o Olympic Channel. Já o placar ao vivo está disponível neste link.

Definidos os jogadores no ITF Junior Masters
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 13, 2017 às 9:56 pm

A terceira edição do ITF Junior Masters já tem suas listas de participantes definidos. Assim como nas duas últimas temporadas, o evento acontece no Sichuan International Tennis Center, na cidade chinesa de Chengdu, entre os dias 25 e 29 de outubro.

O torneio terá oito jogadores na chave masculina e mais oito na feminina. Os tenistas serão divididos em dois grupos com quatro, tal como acontece no ATP Finals e no WTA Finals. Diferente do que aconteceu nas edições anteriores, o torneio passa a valer pontos para o ranking mundial juvenil e ajuda a determinar quem será o número 1 ao final da temporada.

Líder do ranking e campeão do US Open, o chinês Yibing Wu será a principal atração (Foto: Arata Yamaoka)

Líder do ranking e campeão do US Open, o chinês Yibing Wu será a principal atração (Foto: Arata Yamaoka)

A chave masculina é encabeçada pelo chinês Yibing Wu, líder do ranking e campeão do US Open, e pelo argentino Axel Geller, que vice de Wimbledon e também em Nova York. Outro argentino na disputa é Sebastian Baez, 11º colocado. O taiwanês Yu-Hsiou Hsu, que venceu três Grand Slam nas duplas, o austríaco Jurij Rodionov e o finlandês Emil Ruusuvuori também estão no páreo. Campeões do Banana Bowl e do Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre, o sérvio Marko Miladinovic e o norte-americano Trent Bryde completam a disputa.

O torneio feminino é liderado pela norte-americana campeã de Roland Garros Whitney Osuigwe e pela ucraniana vencedora do Australian Open Marta Kostyuk. Os Estados Unidos ainda contam com Sofia Sewing. Duas sul-americanas estarão presentes no torneio, a argentina semifinalista do US Open Maria Lourdes Carle e a colombiana Maria Camila Osorio Serrano. A eslovena atual campeã do Orange Bowl Kaja Juvan, a chinesa semifinalista do US Open Xin Yu Wang, a russa campeã do Trofeo Bonfiglio Elena Rybakina fecham o grupo de participantes.

Saiba Mais – Desde a semana passada, a ITF tem disponibilizado os perfis de cada um dos participantes. Diariamente, eles apresentam um menino e uma menina que estarão presentes no torneio.

Americanas ratificam domínio na Fed Cup Júnior
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 25, 2017 às 8:12 pm

O amplo domínio do tênis feminino norte-americano na temporada juvenil dos Grand Slam e, consequentemente, no ranking mundial da categoria foi ratificado no último domingo com o título da Fed Cup Júnior. As jogadoras Amanda Anisimova, Whitney Osuigwe e Caty McNally venceram o Mundial disputado no saibro de Budapeste.

Estados Unidos contaram com as campeãs de Slam Amanda Anisimova e Whitney Osuigwe, além de Caty McNally (Foto: Srdjan Stevanovic)

Estados Unidos contaram com as campeãs de Slam Amanda Anisimova e Whitney Osuigwe, além de Caty McNally (Foto: Srdjan Stevanovic)

Ainda que Davis e Fed Cup Júnior recebam atletas de até dezesseis anos, o time dos Estados Unidos teve o privilégio de contar com duas jogadoras campeãs juvenis de Grand Slam e colocadas entre as quatro melhores do juvenis do mundo (em ranking com atletas de até 18 anos). Osuigwe venceu Roland Garros, enquanto Anisimova vem de título no US Open. Na final disputada contra o Japão, McNally marcou o primeiro ponto americano ao vencer Naho Sato por 6/3 e 6/2. Na sequência, Osuigwe decretou o título ao derrotar Yuki Naito por 7/5 e 6/3.

Durante a semana, os Estados Unidos passaram por Belarus, Uruguai, Itália, Canadá e Japão. Das 14 partidas disputadas pelas americanas, foram doze vitórias e apenas duas derrotas. Em simples, elas venceram dez jogos e perderam apenas dois, com dezesseis sets vencidos e apenas quatro cedidos às adversárias. Já nas duplas, foram quatro vitórias e apenas um set perdido.

Vice-líder do ranking mundial juvenil com apenas 15 anos, Osuigwe venceu todas as oito partidas que disputou entre simples e duplas, com apenas um set perdido em dezessete realizados. McNally, 27ª colocada, venceu seis jogos de sete possíveis. Já Anisimova, número 4 como juvenil e já 194ª na WTA com apenas 16 anos, só atuou durante a fase de grupos, com uma vitória e uma derrota em simples e uma vitória na dupla.

EUA

História: Dos quatro títulos conquistados pelos Estados Unidos na Fed Cup Júnior, que é realizada desde 1985, três foram conquistados nesta década. O primeiro troféu veio em 2008 com a agora campeã do US Open Sloane Stephens tendo a companhia de Christina McHale, Kristie Ahn. O segundo título veio em 2012 com Louisa Chirico, Taylor Townsend e Gabrielle Andrews. Já a terceira conquista aconteceu há três anos, com Catherine Bellis, Sofia Kenin e Tornado Black.

Davis Júnior  

Equipe da República Tcheca venceu todas as partidas que disputou durante a semana (Foto: Srdjan Stevanovic)

Equipe da República Tcheca venceu todas as partidas que disputou durante a semana (Foto: Srdjan Stevanovic)

O título da Copa Davis Júnior ficou com a República Tcheca, que voltou a conquistar a competição depois de vinte anos. Os tchecos ainda têm um título de 1988, ainda da antiga Tchecoslováquia. O time campeão é formado por Dalibor Svrcina, 53º do ranking mundial juvenil, Jonas Forejtek, 61º, e Andrew Paulson, 93º.

O título veio após a vitória contra os Estados Unidos na final. Forejtek marcou 6/4 e 7/5 contra William Grant em 1h26 de jogo. Na sequência, Svrcina que tem apenas 15 anos, marcou duplo 6/2 em 1h12 de disputa contra Govind Nanda para consolidar uma conquista que não vinha desde 1997 com Jaroslav Levinsky e Ladislav Chramosta.

Os tchecos tiveram uma semana impecável. Terminaram em primeiro em um grupo com Japão, Peru e Canadá vencendo todas as oito partidas disputadas, com apenas dois sets perdidos. Na semifinal e final também, os confrontos contra Croácia e Estados Unidos foram vencidos também por 2 a 0. Outro destaque na competição, fica para a Argentina, terceira colocada.

TCH

Brasil termina em 11º lugar

Time brasileiro foi formado por Mateus Alves, Natan Rodrigues e João Ferreira (Foto: Srdjan Stevanovic)

Time brasileiro foi formado por Mateus Alves, Natan Rodrigues e João Ferreira (Foto: Srdjan Stevanovic)

Depois de ter começado bem na Davis Cup Júnior, o Brasil terminou a competição entre dezesseis países apenas na 11ª posição. O time brasileiro contou com o baiano Natan Rodrigues, o paulista Matheus Alves e o mineiro João Ferreira, comandados pelo capitão Roland Santos. Entretanto, apenas Alves e Ferreira entraram em quadra. Natan Rodrigues não jogou durante a semana, enquanto o paulista Matheus Pucinelli, 65º do ranking mundial da ITF, não fez parte do time.

Nas duas primeiras rodadas da fase de grupos, o Brasil havia superado Taiwan por 2 a 1 e a Bélgica por 3 a 0. Isso fez com que a equipe entrasse na última rodada na primeira posição de seu grupo e com chances de ficar entre os semifinalistas. Porém, a derrota para a Croácia por 3 a 0 derrubou o time brasileiro para o terceiro lugar no grupo e colocou o time nacional na disputa entre o 9º e o 12º lugar. Por conta da chuva no início da semana, os duelos contra Bélgica e Croácia aconteceram no mesmo dia.

davis junior

No sábado, o Brasil perdeu um duelo sul-americano para o Peru. Ferreira perdeu por 6/3 e 6/2 para Sebastian Rodriguez, enquanto Alves venceu Mateo Verau por 6/3 e 6/1. Nas duplas, os peruanos venceram por 0/6, 7/6 (10-8) e 10-6. Já no domingo, a disputa foi contra a China. Ferreira perdeu por 6/3 e 7/5 para Xiaofei Wang, ao passo que Mateus Alves derrotou Xinmu Zhou por 6/1 e 6/2. Nas duplas os chineses desistiram, dando vitória do confronto para o Brasil.

Durante a semana, o Brasil disputou dez partidas de simples, com cinco vitórias e cinco derrotas. E mais quatro partidas de duplas, também com 50% de aproveitamento. Alves venceu três jogos de simples, enquanto Ferreira venceu outros dois.

Brasil

“Encerramos nossa participação aqui na Hungria com a sensação de ter chegado tão perto de estar pelo menos entre os 4 finalistas, mas isto Infelizmente não foi possível. O que me conforta é saber que nossos garotos estão em iguais condições de seguir em uma carreira de sucesso. Esta competição reúne os melhores juvenis do mundo até 16 anos e enfrentamos nossos adversários em condições de igualdade”, afirmou o técnico Roland Santos.

Grande semana para Bia e Stefani – A semana passada foi promissora para dois nomes do tênis feminino brasileiro. Beatriz Haddad Maia teve seu melhor resultado na elite do circuito e disputou sua primeira final de WTA em Seul. Foram quatro vitórias na capital sul-corena, sobre Katarina Zavatska, Irina-Camelia Begu, Sara Sorribes Tormo e Richel Hogenkamp. A derrota só viria diante da top 10 e campeã de Roland Garros Jelena Ostapenko.

Bia venceu quatro jogos ao longo da semana em Seul

Bia venceu quatro jogos ao longo da semana em Seul (Foto: Korea Open)

Bia teve suas chances na final. Venceu o primeiro set ao contar 33 erros da letã e aprovetiou a oportunidade depois de a rival cometer uma dupla-falta quando o tiebreak estava empatado por 5-5. Mas um dos maiores problemas de enfrentar Ostapenko é que uma hora ela encontra o ritmo e para de errar. Foram só nove pontos dados de graça no segundo set e seis quebras nos últimos oito games de saque da brasileira. Ostapenko soube fazer sua condição de favorita e colocou pressão sempre que a paulista conseguia voltar para o jogo.

A grande campanha em Seul coloca Bia no inédito 58º lugar do ranking mundial. Melhor marca da carreira da jovem paulista de 21 anos. Bia é a quinta melhor brasileira na história do ranking, ficando atrás apenas de Maria Esther Bueno, Niege Dias, Teliana Pereira e Patrícia Medrado e pode se tornar a quinta top 50 na história do país. Ela agora segue para o quali de Pequim antes dos WTA de Tianjin e Luxemburgo.

Outro bom resultado para o Brasil veio com a paulista Luisa Stefani, que furou o quali e ainda avançou uma rodada no ITF de US$ 100 mil de Tampico, no México. Stefani só parou na favorita americana Louisa Chirico, então 163ª colocada e que foi top 60 no ano passado. Com vinte pontos somados, Stefani saltou mais de duzentas posições no ranking, saindo do 809º para o 605º lugar, melhor marca de sua carreira.