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Favoritas caem e juvenil terá surpresas na final
Por Mario Sérgio Cruz
julho 10, 2021 às 11:58 pm

Nastasja Schunk, de 17 anos, pode se tornar a segunda alemã a vencer o juvenil de Wimbledon (Foto: Jimmie48/WTA)

A rodada deste sábado pelo torneio juvenil de Wimbledon foi marcada pela eliminação de duas favoritas nas semifinais femininas. A líder do ranking Victoria Jimenez Kasintseva, de Andorra, e a jovem esperança tcheca de 16 anos Linda Fruhvirtova se despediram do Grand Slam londrino. Com isso, o título será decidido pela alemã Nastasja Schunk e a espanhola Ane Mintegi del Olmo, ambas de 17 anos. O confronto entre elas é inédito no circuito.

Schunk precisou de 2h13 para superar Kasintseva por 6/4, 4/6 e 6/4. Logo em sua primeira participação em um Grand Slam juvenil, a alemã já pode se tornar a segunda jogadora de seu país a vencer Wimbledon, repetindo o feito de Barbara Rittner em 1991. Ela é a atual 55ª colocada no ranking da categoria e já tem experiência no tênis profissional de alto nível, tendo furado o quali do WTA 500 de Stuttgart e feito um bom jogo contra Belinda Bencic em abril.

Mintegi del Olmo foi a algoz de Fruhvirtova com parciais de 6/3 e 7/5 em apenas 1h36. A espanhola, 27ª do ranking, faz uma campanha bastante expressiva, já que também derrotou a cabeça 2 e promessa filipina Alexandra Eala em Wimbledon. Se vencer mais uma, será a primeira juvenil do país a vencer no All England Club e seria a terceira espanhola a vencer um Grand Slam juvenil.

Final norte-americana no masculino
A final masculina no torneio juvenil de Wimbledon será entre dois norte-americanos, Victor Lilov e c, ambos de 17 anos. Banerjee, 19º do ranking, venceu o francês Sascha Gueymard Wayenburg por 7/6 (7-3), 4/6 e 6/2. Já Lilov, 31º colocado, eliminou o chinês Juncheng Shang, cabeça 1 do torneio e número 2 do ranking, por 6/3 e 6/1.

Esta será a primeira final de Grand Slam juvenil entre dois norte-americanos desde que Tommy Paul derrotou Taylor Fritz no saibro de Roland Garros há seis anos. Em Wimbledon, isso já havia acontecido nos anos de 1977 e 2012. O campeão será o 12º tenista dos Estados Unidos a vencer a competição, sendo que o último havia sido Reilly Opelka em 2015.

Esperança tcheca é destaque na semi do juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
julho 10, 2021 às 1:04 am

Linda Fruhvirtova, de 16 anos, já tem vitórias na WTA e é considerada uma grande esperança tcheca

Em uma temporada já com vitórias na elite do circuito profissional, a jovem esperança tcheca Linda Fruhvirtova vai fazendo uma campanha impecável na grama e está na semifinal do torneio juvenil de Wimbledon. Depois de ter vencido o ITF preparatório em Roehampton na última semana, Fruhvirtova marcou sua décima vitória seguida na grama ao superar nesta sexta-feira a alemã Mara Guth por 6/3 e 6/2.

Fruhvirtova é a atual número 13 do ranking mundial juvenil e, apesar de ter completado 16 anos em maio, já iniciou a transição de sua carreira. Em abril, aproveitou o convite para o WTA 250 de Charleston, venceu dois jogos e chegou às quartas. Além disso tem dois títulos profissionais na ITF.

“Se você vence em Roehampton, você ganha confiança jogando na grama, além de uma boa sensação de que tem uma boa chance de sucesso aqui”, disse Fruhvirtova, em entrevista ao site da Federação Internacional. “Com certeza, Wimbledon é um torneio especial e único. Disse o mesmo há dois anos, quando joguei aqui pela primeira vez. Gosto muito da grama. Vou apenas dar o meu melhor para obter o melhor resultado, e me concentrar em cada jogo para fazer o melhor que puder”.

A adversária de Fruhvirtova na semifinal de Wimbledon será a espanhola de 17 anos Ane Mintegi del Olmo, 27ª do ranking, que derrotou nas quartas a bielorrussa Kristina Dmitruk por 7/6 (7-3) e 6/3. Del Olmo também foi a algoz da promessa filipina de 16 anos Alexandra Eala ainda na segunda rodada do torneio.

Líder do ranking quer o segundo Grand Slam
Do outro lado da chave, a andorrana Victoria Jimenez Kasintseva vai confirmando a condição de cabeça 1 do torneio e líder do ranking mundial da categoria. A canhota de 15 anos e vencedora do Australian Open de 2020 na categoria derrotou a britânica Alicia Dudeney por 3/6, 6/2 e 6/1. Kasintseva enfrenta a alemã de 17 anos Nastasja Schunk, outra que já tem experiência no circuito da WTA, ao ter furado o quali e jogado o WTA 500 de Stuttgart. Schunk superou nas quartas a italiana Matilde Paoletti por 6/3, 4/6 e 6/2.

Favorito britânico não resiste a rodada dupla e cai nas quartas
Apesar de ser o cabeça 7 do torneio juvenil de Wimbledon, o britânico Jack Pinnington Jones chegava com status de favorito à reta final do evento, depois de ter sido campeão em Roehampton e disputado o quali profissional em Londres, onde venceu o brasileiro João Menezes. No juvenil, também eliminou João Loureiro. Mas Pinnington não resistiu a uma rodada dupla nesta sexta-feira. O britânico até venceu o macedônio Kalin Ivanovski por 7/5 e 6/0, mas perdeu para o norte-americano Victor Lilov por 4/6, 6/4 e 6/3.

Lilov é o próximo adversário do chinês Juncheng Shang, cabeça 1 do evento e número 2 do ranking, que venceu nas quartas o suíço Jerome Kym por 3/6, 7/6 (7-2) e 6/4. Mais cedo, o chinês havia vencido o tcheco Matthew William Donald por 7/6 (7-5) e 6/3.

Do outro lado da chave, o norte-americano Samir Banerjee manteve o embalo pela vitória sobre o brasileiro Pedro Boscardin por 6/2 e 6/1 nas oitavas. Ele seguiu a rodada vencendo o croata Mili Poljicak por duplo 6/1. Seu adversário na semi será o francês Sascha Gueymard Wayenburg, que venceu nas quartas o norte-americano Bruno Kuzuhara por 6/7 (5-7), 6/4 e 6/2.

Ranking juvenil tem novidades depois de Roland Garros
Por Mario Sérgio Cruz
junho 15, 2021 às 11:00 pm

Campeão juvenil em Paris, o francês Luca Van Assche saltou 14 posições no ranking da modalidade

A atualização mais recente dos rankings juvenis da ITF teve muitas novidades. A lista divulgada na última segunda-feira, logo após a disputa de Roland Garros, premiou os títulos do francês Luca Van Assche e da tcheca Linda Noskova, que aproveitaram os mil pontos de suas conquistas para escalar os rankings. No entanto, com todos os ajustes promovidos pela Federação Internacional durante a pandemia, muitos tenistas ainda permanecem com pontos conquistados em 2020 e até mesmo de 2019.

Campeão juvenil em Paris, Luca Van Assche saltou 14 posições no ranking e assumiu o quarto lugar. O vice Arthur Fils, também francês e de apenas 16 anos, ganhou 12 posições e agora é o sétimo do ranking. Quem também subiu no ranking foi Giovanni Mpetshi Perricard, semifinalista de simples e campeão de duplas ao lado de Fils. Ele ultrapassou dois concorrentes e assumiu o sexto lugar.

Nas duas primeiras posições, estão dois jogadores nascidos em 2003, mas que já fizeram transição para o circuito profissional, o dinamarquês Holger Rune e o japonês Shintaro Mochizuki, que não jogam mais os torneios juvenis, mas ainda teriam idade para atuar na atual temporada e também possuem pontos conquistados há dois anos. O terceiro colocado é o chinês Juncheng Shang.

Melhor brasileiro na lista, o catarinense de 18 anos Pedro Boscardin perdeu três posições, mas segue no top 10, ocupando o nono lugar. O número 2 do país é o mineiro João Victor Loureiro, 53º do ranking, mantendo a posição da lista anterior. Ainda no top 200 estão João Eduardo Schiessl (140º) e Lorenzo Esquici (159º).

Rune pode ter portas fechadas nos próximos meses

Declaração homofóbica pode fechar as portas para Rune, antes bastante beneficiado por convites

Rune, aliás, acabou se destacando negativamente nas últimas semanas. Apesar de ter vencido seu primeiro challenger, no saibro italiano de Biella, o dinamarquês de 18 anos foi flagrado pelas câmeras de transmissão proferindo comentários homofóbicos durante a semifinal contra o argentino Tomás Etcheverry. A ATP investigou o caso e multou o tenista, 231º do ranking profissional, em 1.500 euros.

Mas muito mais caro para o dinamarquês podem ser as portas fechadas nas próximas semanas. Rune foi um tenista bastante beneficiado por convites este ano, como nos ATPs de Santiago, Buenos Aires, Marbella, Barcelona e até no Masters 1000 de Monte Carlo.

É possível que muitos torneios não queiram associar suas marcas e patrocinadores um tenista recentemente multado por homofobia. Seria uma punição muito mais educativa e custosa do que apenas uma multa. E nesse cenário, muito provavelmente veríamos o dinamarquês tendo que disputar torneios menores e com menos oportunidades em eventos mais fortes. Por outro lado, esse caminho mais longo talvez que desperte no tenista a consciência de que não há mais espaço para esse tipo de declaração. Todo mundo sai ganhando.

Mudança de número 1 no ranking feminino
A liderança no ranking feminino mudou de mãos, a juvenil de Andorra de apenas 15 anos Victoria Jimenez Kasintseva Juniors retomou o primeiro lugar depois de ter chegado às quartas em Paris. Ela ultrapassou a francesa Elsa Jacquemot, campeã em Paris no ano passado e já focada no circuito profissional. Em terceiro lugar está a filipina de 16 anos Alexandra Eala, campeã de duplas em Paris e que recentemente venceu seu primeiro título profissional na Rafa Nadal Academy em Manacor.

Campeã juvenil de Roland Garros, a tcheca Linda Noskova ganhou 15 posições e assumiu o quinto lugar. Ela ainda fica atrás da russa Diana Shnaider, semifinalista em Paris e atual quarta colocada. Já a também russa Erika Andreeva, vice em Paris, ultrapassou 33 jogadoras e aparece na 11ª posição.

Mesmo fora do top 200, brasileiras vêm de boas semanas

Juliana Munhoz ganhou dois títulos na Bolívia e jogou uma final no Equador nas últimas semanas (Foto: Susan Mullane/ITF)

A melhor brasileira é a catarinense Priscila Janikian, número 213 do ranking. Uma posição abaixo está Ana Candiotto, que ultrapassou 40 jogadoras depois de vencer um ITF J4 na Guatemala na última semana. Candiotto tem um título em El Salvador, no final de maio, e está com o melhor ranking da carreira no 214º lugar. Já a paulista Juliana Munhoz, que conquistou dois torneios no ano, aparece na 227ª colocação.

Na última semana, Candiotto venceu o ITF J4 da Cidade da Guatemala, superando na final a canadense Naomi Xu por 4/6, 6/4 e 6/2. Ela também superou a chinesa Yichen Zhao e as norte-americanas Anya Murthy, Lizanne Boyer e Avery Jennings. Já Juliana Munhoz chegou a vencer 15 jogos seguidos, com os títulos dos ITFs J5 de Cochabamba e Tarija, na Bolívia, além de ser finalista em Quito, no Equador.

Quatro franceses jogam semis do juvenil em Paris
Por Mario Sérgio Cruz
junho 10, 2021 às 6:15 pm

Arthur Fils, de 16 anos, é o mais jovem entre os quatro semifinalistas do torneio (Foto: Andre Ferreira/FFT)

Quatro jogadores estão nas semifinais da chave masculina no torneio juvenil de Roland Garros. Essa é a primeira vez que isso acontece, segundo os registros feitos pela Federação Francesa de Tênis a partir de 1951. Os responsáveis pela façanha são Arthur Fils, Giovanni Mpetshi Perricard, Luca Van Assche e Sean Cuenin, que venceram seus jogos nesta quinta-feira em sets diretos.

Com os resultados, está garantido que um francês será campeão juvenil em Paris pela primeira vez desde a conquista de Geoffrey Blancaneaux em 2016. Antes dele, o último vencedor da casa havia sido Gael Monfils ainda na temporada de 2004. Já a última final francesa foi em 2002, quando Richard Gasquet venceu Laurent Recouderc.

https://twitter.com/CCSMOOTH13/status/1402999209956020229

Mais jovem entre os quatro semifinalistas, Arthur Fils está com apenas 16 anos e foi campeão do tradicional Orange Bowl no ano passado. O atual 19º do ranking venceu nesta quinta-feira o espanhol Daniel Rincon por 6/2 e 6/3. Seu adversário será Perricard, de 17 anos e oitavo colocado, que venceu o ucraniano Viacheslav Bielinskyi por 6/2 e 6/1.

Do outro lado da chave, Sean Cuenin surpeendeu o cabeça 1 chinês Juncheng Shang por 6/4 e 7/5. O francês de 17 anos e 12º do ranking encara Luca Van Assche, também de 17 anos e 15º colocado, algoz do espanhol Daniel Merida Aguilar.

“Uma grande geração está chegando”, disse Fils, em entrevista ao site da ITF. Jogadores nascidos em 2002, 2003, 2004… estamos todos muito bem na França. Podemos estar todos entre os 100 melhores em dois, três anos. É muito difícil colocar um nome em um favorito porque todos nós estamos jogando muito bem”.

Três russas nas semifinais femininas
Enquanto a França domina o torneio masculino no juvenil em Paris, as russas se destacam na chave feminina com três semifinalistas. Um dos confrontos será 100% com Oksana Selekhmeteva e Erika Andreeva. Nesta quinta-feira, Andreeva venceu a compatriota Polina Kudermetova por 6/4, 1/6 e 6/1, enquanto Selekhmeteva fez 6/3 e 6/1 contra a alemã Mara Guth.

Do outro lado da chave, a também russa Diana Shnaider fez 6/3 e 6/1 contra a norte-americana Robin Montgomery. Ela enfrenta a tcheca Linda Noskova, que venceu a cabeça 1 de Andorra Victoria Jimenez Kasintseva (campeã do Australian Open em 2020) por 7/5, 2/6 e 6/3.

Filha de nigerianos, promessa alemã tem Osaka como inspiração
Por Mario Sérgio Cruz
abril 27, 2021 às 11:07 pm

A canhota Noma Noha Akugue teve bons resultados como juvenil e recentemente derrotou uma top 100 (Foto: Porsche Tennis Grand Prix)

Uma jovem promessa do tênis feminino alemão aproveitou a oportunidade que teve na última semana durante o qualificatório para o WTA 500 de Stuttgart e conseguiu uma vitória bastante expressiva. A canhota de 17 anos Noma Noha Akugue conseguiu vencer a russa Margarita Gasparyan, número 89 do mundo, na primeira rodada do quali por 6/3 e 6/4 e chamou atenção, não só pelo resultado como também pela potência de seus golpes, especialmente com o forehand.

Filha de imigrantes nigerianos, Akugue nasceu na cidade alemã de Reinbek, em dezembro de 2003. Ela tem dois irmãos mais novos, Gideon and Joseph. A tenista é tratada como uma grande promessa em seu país. Segundo o levantamento da emissora de TV italiana SuperTennis, ela já se destaca desde os 11 anos, quando foi a mais jovem campeã em competições de nível regional. Pouco depois, aos 13, foi campeã nacional da categoria 16 anos. Já na temporada passada, com 17 anos, venceu o Campeonato Nacional da Alemanha e se tornou a mais jovem a vencer o torneio desde Steffi Graf em 1984.

Com resultados importantes como juvenil, Akgue logo ganhou espaço no Porsche Junior Team, programa de formação e desenvolvimento de atletas da Feração Alemã de Tênis, sob o comando da ex-capitã da Fed Cup Barbara Rittner. Apesar da importante vitória na estreia, Akgue acabou caindo na rodada seguinte, superada por outra alemã de 17 anos, Nastasja Schunk. Sua campanha rendeu 13 pontos no ranking da WTA e um salto do 788º para o 690º lugar do ranking. Um pequeno passo para a jovem jogadora que tem como principal ídolo no esporte a japonesa Naomi Osaka, número 2 do mundo e campeã de quatro Grand Slam.

Relembre a origem da família de Osaka
A história de vida de Osaka e sua família são uma fonte de inspiração. Seu pai, Leonard François, é natural do Haiti e a mãe, Tamaki Osaka, do Japão. Os dois se conheceram quando estudavam juntos em Sapporo e se mudaram para Osaka, no sul do país, porque os pais de Tamaki não aceitavam o relacionamento da filha com um homem estrangeiro. A família migrou do Japão para os Estados Unidos quando Naomi tinha apenas três anos e se estabeleceu na Flórida a partir de 2006, para que as duas filhas tivessem mais oportunidades no tênis.

Outras jovens jovens alemãs também aproveitam a chance

https://twitter.com/WTA/status/1384186041465147393

Durante o WTA 500 de Stuttgart, duas tenistas da nova geração alemã conseguiram furar o qualificatório e garantir vaga na chave principal. Uma delas foi Nastasja Schunk, que venceu dois jogos no quali, antes de cair diante da número 12 do mundo Belinda Bencic. A campanha rendeu 25 pontos no ranking da WTA e um salto do 928º para o 676º lugar. A outra jovem alemã a furar o quali foi Julia Middendorf, de 18 anos, que venceu dois jogos antes de ser superada pela estoniana Anett Kontaveit. Ela ainda não tinha ranking profissional e foi para o 830º lugar.

“Jogar em uma quadra tão grande foi uma situação completamente nova para mim. Claro que este ano estava sem público, mas ainda tem toda a estrutura de um torneio importante, então eu estava muito nervosa no início”, disse Schunk, na entrevista coletiva em alemão após a partida. “Então, tudo isso era novo para mim. E é claro, ela está muito à frente e era a favorita. Fiquei feliz em ouvir elogios dela depois do jogo, mas é claro que também tenho que trabalhar duro, porque senão nada vai adiantar. Mas estou feliz com a campanha”.

Número 2 juvenil desafia Bertens

Victoria Jimenez Kasintseva, de 15 anos, ganhou convite em Madri e vai enfrentar Kiki Bertens, número 10 do mundo.

Nas últimas semanas, são várias as jovens promessas do circuito feminino que estão ganhado oportunidade de mostrar seu valor em torneios da elite do circuito. Os organizadores do WTA 1000 de Madri darão uma chance de ouro para a atual número 2 do ranking mundial juvenil Victoria Jimenez Kasintseva, tenista de apenas 15 anos e natural de Andorra. Ela recebeu convite para jogar a chave principal na capital espanhola e, logo de cara, terá a oportunidade de desafiar a experiente holandesa de 29 anos Kiki Bertens, número 10 do mundo e campeã do torneio em 2019.

Kasintseva foi campeã juvenil do Australian Open de 2020, quando tinha apenas 14 anos e enfrentava jogadoras até quatro anos mais velhas e chegou a liderar o ranking de sua categoria. “Eu sei que tenho apenas 15 anos e não tenho pressão, porque se eu perder não é realmente um problema. Estou aqui para aprender porque estou jogando com meninas e mulheres que são mais velhas do que eu e têm muito mais experiência”, disse a jovem jogadora em recente entrevista ao site da ITF, durante o quali do Australian Open em janeiro.

“Este ano estou entrando em um novo nível de tênis. Vou jogar mais torneios profissionais, mas ainda vou disputar alguns torneios juvenis para tentar terminar em primeiro lugar no ranking. Também adoraria ganhar outro Grand Slam juvenil e alguns torneios profissionais”, explica a tenista de Andorra, que ainda aparece no 901º lugar entre as profissionais.

Kvitova e Pliskova apostam em futuro promissor para jovem compatriota

Linda Fruhvirtova, de 15 anos, chegou às quartas no WTA 250 de Charleston (Foto: Volvo Car Open)

Depois da boa campanha da tcheca de 15 anos Linda Fruhvirtova até as quartas no WTA 250 de Charleston, as duas principais jogadoras do país na atualidade comentaram sobre o grande momento da compatriota. Pude participar de entrevistas coletivas com Petra Kvitova no WTA 500 de Stuttgart e perguntei sobre o que esperar da jovem tenista. Karolina Pliskova também comentou sobre Fruhvirtova, indagada pelo site da entidade.

Kvitova diz que já teve a oportunidade de disputar exibições com ela durante a paralisação do circuito no ano passado e falou sobre as orientações que deu a ela e também à irmã mais nova, Brenda Fruhvirtova, que ainda disputa os torneios juvenis. “Ano passado, quando não tínhamos torneios, fizemos algumas exibições por equipes na República Tcheca e ela estava no meu time. E ela era muito legal e sempre conseguia jogar. Como capitã da equipe, sempre tinha a chance de vê-la jogar e treinei com ela um pouco. Vi agora que ela ganhou duas partidas em Charleston e sei que é uma jogadora muito talentosa”.

“Na República Tcheca, todo mundo a conhece há bastante tempo, assim como a irmã. As duas são talentosas e podem jogar muito bem”, acrescentou a canhota de 31 anos. “Espero que ela ainda esteja bem de saúde, possa jogar e se concentrar totalmente nisso. Até agora, acho que ela realmente não tem nenhum problema e desejo-lhe boa sorte na carreira. Com certeza será difícil, porque ela ainda é muito jovem e tudo é novo para ela nessa fase, mas espero que ela permaneça no circuito por bastante tempo”.

Já Pliskova teve menos contato com a jovem tenista, mas também destaca seu potencial. “Eu não a conheço muito. Mas como ela é do meu país, eu a vi jogar um pouco no ano passado. Acho que ela até enfrentou a minha irmã [Kristyna Pliskova] quando fizemos algumas exibições na República Tcheca. Eu sei que ela chegou às quartas agora em Charleston e sei que ela tem uma irmã mais nova. Eles são super talentosas e promissoras, como agora porque são super jovens. Então, isso é tudo o que eu sei.

Juvenil de Andorra faz história com título na Austrália
Por Mario Sérgio Cruz
fevereiro 1, 2020 às 9:10 am

Victoria Jimenez Kasintseva é a primeira tenista de Andorra a conquistar um título de Grand Slam

Natural de um dos menores países do mundo, Victoria Jimenez Kasintseva marcou seu nome da história do tênis. A jogadora de apenas 14 anos é a primeira tenista de Andorra a conquistar um título de Grand Slam. Ela venceu o torneio juvenil do Australian Open ao derrotar na final a polonesa Weronika Baszak por 5/7, 6/2 e 6/2 em 2h04 de partida.

“Tenho muito orgulho de representar Andorra. É como uma vila, onde todo mundo se conhece”, disse a Jimenez a respeito de sua terra natal. Andorra tem pouco mais de 75 mil habitantes numa área de 468 km². A jovem tenista é treinada pelo pai e já fala cinco línguas, inglês, espanhol, catalão, russo e francês.

Este foi apenas o primeiro Grand Slam juvenil que Jimenez disputou. Ela era a jogadora mais jovem da chave e chegou a salvar três match points em seu duelo das oitavas de final contra a italiana Melania Delai. A atual 19ª colocada no ranking mundial juvenil da ITF deverá dar um salto na classificação e se estabelecer entre as cinco melhores. A conquista na Austrália vale mil pontos e ela tinha apenas 60 a descartar.

No início da final deste sábado, disputada com o teto fechado na Rod Laver Arena, Baszak abriu vantagem. A polonesa, que tem um raro backhand de uma mão para o circuito feminino, mostrava mais potência nos golpes e conseguiu uma quebra logo de cara. Jimenez até buscaria o empate, mas voltaria a perder o saque pouco depois.

Mas a canhota de 14 anos foi aos poucos estabelecendo seu melhor tênis e mostrou um jogo bem estruturado para sua idade. Jimenez usava bem o saque aberto e também construía bem os pontos, sustentando as trocas de bola e sabendo o que fazer nos momentos em que precisava ser mais agressiva junto à rede. Assim, dominou as duas últimas parciais do jogo.

Francês conquista título masculino

O título masculino ficou com o francês Harold Mayot, que derrotou o compatriota Arthur Cazaux por 6/4 e 6/1. Ele é o quinto jogador francês a conquistar o título em Melbourne, sendo o primeiro desde Alexandre Sidorenko. O destaque fica para Gael Monfils, vencedor em 2004.

Terceiro colocado no ranking mundial juvenil, Mayot irá assumir a liderança na próxima segunda-feira. Ele já está em processo de transição para o tênis profissional e ocupa o 527º lugar no ranking da ATP. O jovem francês iniciou a temporada disputando os challengers de Noumea e Bendigo e teve bons resultados, chegando às oitavas e quartas de final. O atleta de 17 anos também já tem um título profissional de nível future.