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Aos 12 anos, Victoria Barros busca inspiração em Serena, Bia e Stefani para evoluir
Por Mario Sérgio Cruz
junho 15, 2022 às 2:44 am

Victoria Barros se destacou no Sul-Americano de 14 anos. Equipe também teve Letícia Marangoni, Pietra Rivoli e o capitão Carlos Chabalgoity

Na mesma semana em que o Brasil comemorou as históricas conquistas de Beatriz Haddad Maia nas chaves de simples e duplas do WTA 250 de Nottingham, em quadras de grama, três jovens jogadoras conseguiram uma sequência de bons resultados no Sul-Americano de 14 anos, disputado na Colômbia. A equipe feminina do país ficou em segundo lugar na seletiva continental e conseguiu uma das vagas no Mundial da categoria, que acontece em agosto na República Tcheca. Um dos destaques da participação brasileira foi Victoria Barros, de 12 anos, que venceu sete dos oito jogos que fez na competição. A tenista nascida em Natal, no Rio Grande do Norte, começou jogando Beach Tennis e tem Serena Williams como principal fonte de inspiração.

“Meu primeiro esporte de raquete foi o Beach Tennis, iniciei aos seis anos de idade. Eu acompanhava a minha mãe em torneios nacionais e foi assim que o tênis chegou em minha vida”, disse Victoria a TenisBrasil após a classificação para o Mundial. Admiradora de Serena desde a infância, ela sonha um dia dividir a quadra com a vencedora de 23 títulos de Grand Slam. “A minha inspiração sempre foi e sempre será Serena Willians, meu maior sonho é poder bater bola com ela”.

Treinos com Mouratoglou
Se o encontro com Serena ainda não aconteceu, Victoria já pode dizer que bateu bola com Patrick Mouratoglou, renomado técnico francês que esteve ao lado da multicampeã de Grand Slam por praticamente uma década, desde 2012 até o início deste ano. “Foi uma experiência incrível estar ao lado de uma pessoa que só fala de tênis e que vive o tênis dentro e fora de quadra. Aproveitei ao máximo e escutei o que precisava melhorar. Foi um momento sonhador estar ao lado dele”.

Experiência com as melhores do Brasil
Atualmente treinado em São Paulo, junto com o time RTB, Victoria também tem a oportunidade de conviver de perto com algumas das principais jogadoras do país, inclusive Bia, nas poucas semanas do ano em que passa no Brasil. A medalhista olímpica Luísa Stefani e algumas das principais juvenis nacionais, como Olívia Carneiro e Ana Candiotto, também têm essa base de treinamento em São Paulo. Dessa forma, a experiência de intercâmbio é bastante enriquecedora.

“As meninas são ótimas. E além de tudo, companheiras dentro e fora de quadra. Eu consigo vivenciar vários momentos e fases com elas e procuro evoluir com situações novas dentro e fora de quadra”, afirmou a jovem jogadora. “Gosto muito de observar e trazer sempre as experiências dos outros pra meu crescimento. Levo tudo isso pra minha caminhada”.  

Um dos primeiros resultados de destaque para a tenista potiguar foi o vice-campeonato da categoria 14 anos do Brasil Juniors Cup do ano passado, em Porto Alegre. Na ocasião, ela tinha apenas 11 anos. “Nunca vou esquecer. Foi um momento mágico. Saí do quali e cheguei à final de um dos maiores torneios juvenis da América do Sul”, afirmou Victoria, que na atual temporada conquistou títulos de simples e duplas no Paraguai e foi vice-campeã do Banana Bowl de 14 anos pelo circuito da Confederação Sul-Americana (Cosat).

Ela também fez uma gira de torneios na Europa, chegando a uma final em Pescara na Itália. “Na Europa, eles vivem o tênis de maneira diferente. Todos são iguais, são organizados taticamente, fisicamente e mentalmente, uns tem mais bola que outros, mas todos treinam muito”, afirmou. “Gosto muito de me desafiar. Trabalho duro todos os dias pra desafios maiores”.

Na temporada, Victoria ganhou títulos de simples e duplas no Paraguai. Também foi vice no Banana Bowl de 14 anos e de um torneio na Itália. (Foto: Reprodução/Instagram)

A tenista de apenas 12 anos também falou sobre sua experiência no Sul-Americano e as perspectivas para o Mundial de agosto, na República Tcheca, e para a sequência na temporada. “Trabalhamos duro, dia a dia, sempre em equipe, com pensamento positivo e fomos superando cada desafio. Chego a me emocionar só de pensar no Mundial, mas penso que será um grande desafio. Só preciso continuar firme, forte, treinando, me dedicando todos os dias, superando dificuldades para chegar bem preparada lá na República Tcheca”.

“Sei que a caminhada é longa, mas continuo sonhando com olhos abertos, lutando ponto a ponto todos os dias e não desistindo, sempre buscando renovar as energias olhando sempre para frente”.

Brasileiras se classificam para o Mundial de 14 anos
Por Mario Sérgio Cruz
junho 10, 2022 às 7:05 pm

A equipe brasileira teve Victoria Barros, Letícia Marangoni, Pietra Rivoli e o capitão Carlos Chabalgoity (Foto: Divulgação)

Com uma campanha invicta na fase de grupos, o Brasil garantiu vaga na final feminina do Sul-Americano de 14 anos, que está sendo disputado nas quadras de saibro da cidade de Armênia, na Colômbia. Além disso, as brasileiras também se classificaram para o Mundial da categoria, que será realizado no mês de agosto, em Prostejov, na República Tcheca.

Depois das vitórias sobre Uruguai, Chile e Equador ao longo da semana, as brasileiras venceram a equipe peruana nesta sexta-feira, novamente por 3 a 0. Victoria Barros abriu o confronto superando Yleymi Muelle por 5/7, 7/5 e 6/2. Na sequência, Letícia Marangoni venceu Micaela Moro por 6/4 e 6/0. A partida de duplas contou com Victoria Barros e Pietra Rivoli que marcaram 6/3 e 6/0 contra Yleymi Muelle e Mariana Philipps.

O confronto diante das peruanas valia a liderança do Grupo B e também a vaga no Mundial, já que apenas duas equipes da chave feminina se classificam para Prostejov. A equipe brasileira, que tem como capitão Carlos Chabalgoity, ficou na primeira posição de seu grupo no Sul-Americano. Elas enfrentam neste sábado a Argentina valendo o título continental. Líderes do Grupo A, as argentinas contam com Candela Vázquez, Sol Larraya Guidi, Luna Cinalli e o capitão Ignacio Asenzo.

Masculino fora do Mundial
A equipe masculina do Brasil perdeu para o Equador por 2 a 1 nesta sexta-feira e não tem mais chances de classificação para o Mundial. Pedro Burin abriu o confronto vencendo Tito Chavez por 7/5, 1/6 e 6/4, mas Lucas Yunes empatou a série ao derrotar Pedro Dietrich por 6/1 e 6/4. E na dupla, Emilio Camacho e Tito Chavez venceram Pedro Burin e Pedro Dietrich por 2/6, 6/3 e 10-6.

O Brasil ficou em terceiro lugar do Grupo B, com duas vitórias (sobre Uruguai e Chile) e duas derrotas (contra Paraguai e Equador) ao longo da semana. O Sul-Americano masculino dá três vagas no Mundial. Equador e Colômbia já estão classificados e decidem o título. A outra vaga será decidida entre Argentina e Paraguai. A equipe brasileira do capitão Santos Dumont encerra a participação neste sábado enfrentando o Peru, em busca do quinto lugar geral.

Fonseca salta 40 posições e chega ao 55º lugar do ranking juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
junho 8, 2022 às 12:13 am

João Fonseca é o segundo melhor do ranking entre os nascidos em 2006 (Foto: Cedric Lecocq/FFT)

Destaque na participação brasileira no torneio juvenil de Roland Garros, o carioca de 15 anos João Fonseca ultrapassou 40 concorrentes e assumiu o 55º lugar do ranking mundial da categoria. E entre os jogadores nascidos em 2006, ele é o segundo, ficando atrás apenas do espanhol Martin Landaluce, 18º do ranking.Convidado para a disputa de Roland Garros depois de ter vencido uma seletiva nacional em abril, Fonseca venceu dois jogos em Paris, sobre o macedônio Kalin Ivanovski e contra o paraguaio Daniel Vallejo, número 2 do mundo na categoria. O brasileiro foi eliminado apenas nas oitavas pelo francês Gabriel Debru, que terminou a semana como campeão do torneio e agora é o terceiro melhor do ranking.

Durante a campanha em Paris, Fonseca chamou atenção por ter um jogo de muita potência no saque e nos golpes de fundo. Apesar da pouca idade, ele já tem uma bola que anda bastante e capaz de assumir o controle dos pontos. Assim, venceu dois jogadores já em fase final de desenvolvimento como juvenis e cada vez mais próximos de integrarem o circuito profissional do que ele. Sua derrota acabou sendo para um jogador de mais experiência, Debru já tem vitória em challenger e venceu um jogo no quali profissional de Roland Garros.

Outro brasileiro que subiu bastante foi o paranaense Gustavo de Almeida, que conquistou na Bolívia seu primeiro ITF na última semana. Com isso, ele ganhou 108 posições e assumiu o 338º lugar. Vice-camepão, o também paranaense Matheus de Lima ultrapassou 33 concorrentes e agora é o 287º colocado. Os semifinalistas Kauã Cressoni (498º, saltando 79 posições) e Rafael Sbeghen Sabio (557º, com ganho de 89 posições) também aproveitaram bem a oportunidade na Bolívia.

No feminino, a melhor brasileira segue sendo a paulista de 18 anos Ana Candiotto, 108ª do ranking, que perdeu duas posições. Ela disputou o quali em Roland Garros. Também no top 200 está Maria Turchetto, 169ª colocada. Olivia Carneiro, de 15 anos, disputou Roland Garros como convidada e caiu na estreia. Ela se mantém no 418º lugar. Já Gabriela Felix da Silva, também de 15 anos, foi finalista na Bolívia e saltou 167 posições. Ela agora é 637ª colocada.

Campeões sobem, mas líderes permanecem no topo
O norte-americano Bruno Kuzuhara, que é nascido no Brasil e fala português, permanece na liderança do ranking mundial juvenil masculino. O campeão do Australian Open é seguido por Daniel Vallejo. Mas Gabriel Debru, vencedor do Slam parisiense, ultrapassou 12 jogadores e agora é o terceiro do ranking. Completam o top 5 o tcheco Jakub Mensik e o croata Mili Poljicak.

Situação parecida no ranking juvenil feminino. A croata Petra Marcinko, campeã do Australian Open, permanece no topo. Mas a tcheca Lucie Havlickova, que ganhou Roland Garros, saltou sete posições e agora é a vice-líder. A belga Sofia Costoulas é a terceira, enquanto as irmãs tchecas Linda e Brenda Fruhvirtova fecham o top 5. A argentina Solana Sierra, finalista em Paris, ultrapassou 29 jogadoras e agora é a 9ª do ranking. Atrás dela, outra tcheca Nikola Bartunkova.

Semana de Sul-Americano de 14 anos
O Brasil disputa nesta semana o Sul-Americano de 14 anos, que acontece nas quadras de saibro da cidade de Armênia, na Colômbia. As equipes nacionais lutam pelas vagas no Mundial da categoria, que será realizado em Prostejov, na República Tcheca, em agosto.

A equipe masculina é composta por Pedro Dietrich, Francisco D’Amorim e Pedro Burin, com Santos Dumont como capitão. No feminino, o time é formado por Letícia Marangoni, Victoria Barros e Pietra Rivoli, com o capitão Carlos Chabalgoity. Classificam-se para o Mundial três equipes masculinas da América do Sul e mais duas femininas.