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Aos 18 anos, Tiafoe entra no top 100
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 10, 2016 às 11:40 pm

A nova geração americana tem mais um representante no top 100. Depois de Taylor Fritz romper a barreira no início da temporada, Frances Tiafoe atingiu a façanha ao conquistar o challenger de Stockton no último domingo. O jovem de 18 anos vive uma temporada com dois títulos, cinco finais e 39 vitórias em torneios de nível challenger, além de uma vitória em ATP no Masters 1000 de Indian Wells.

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“Isso significa o mundo para mim”, disse Tiafoe ao site da ATP sobre sua chegada ao top 100. Tiafoe é o primeiro jogador nascido em 1998 a atingir essa marca. “Ver seu ranking na primeira página é aquilo que você sonha quando é criança”, acrescenta o jovem que em agosto havia vencido challenger de Granby, no Canadá.

“Mas não é aqui onde eu quero terminar. Venho de boas semanas e quero continuar enfileirando vitórias”, completou após vencer Noah Rubin na final de Stockton por 6/4 e 6/2. As rodadas finais do challenger tinham quatro jovens americanos, com Michael Mmoh e Mackenzie McDonald chegando à penúltima fase, além do vice-campeão Rubin.

Em março, durante o Banana Bowl, conversei com o técnico brasileiro Léo Azevedo que está desde 2009 na USTA e acompanhou o início da trajetória deste jovem americano. “Nunca trabalhei com o Tiafoe diariamente, mas fui o primeiro que o convidou para vir a um centro da USTA em um fim de semana que tinha clínica”.

“A gente fez um monte de ‘camps’ e começamos a acompanhar muitos desses jovens americanos desde que tinham 12 anos”, contou Azevedo, que ainda destacou a excelente condição física do jogador. “Tiafoe é um atleta formidável, mas o melhor dele ainda está por chegar. Ele vai ser um dos melhores atletas do circuito”. (A íntegra da entrevista está neste link)

Tiafoe & Fritz quebram marcas – Ao lado do atual 71º colocado Taylor Fritz, Tiafoe quebra marcas. A última vez que dois americanos de 18 anos apareceram simultaneamente no top 100 aconteceu em 6 agosto de 1990 com os então adolescentes Pete Sampras e Michael Chang. Já o último país com dois jogadores nessa idade entre os cem melhores foi a França, com Gael Monfils e Richard Gasquet em 6 junho de 2005.

Kyrgios campeão – Outro destaque da semana foi o terceiro título da carreira de Nick Kyrgios. O australiano de 21 anos foi campeão do ATP 500 de Tóquio com vitória por 4/6, 6/3 e 7/5 sobre David Goffin. Na semifinal, ele ainda conseguiu a sexta vitória contra top 10 no ano e décima na carreira ao marcar duplo 6/4 diante de Gael Monfils.

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Kyrgios conquistou seu terceiro título na temporada, bateu o melhor ranking e é o mais jovem a ganhar um ATP 500 desde 2009

Aos 21 anos, Kyrgios é o mais jovem a vencer um ATP 500 desde 2009, quando Juan Martin del Potro foi campeão em Washington. Ele também alcançou o ranking mais alto da carreira, subindo ao 14º lugar. O tênis masculino australiano não comemorava um título tão importante desde 2004, em Washington, com o ex-número 1 do mundo Lleyton Hewitt. No feminino, Samantha Jane Stosur ganhou o US Open há cinco anos.

Career High – O alemão Alexander Zverev segue cada vez mais próximo do top 20. A campanha até as quartas de final do ATP 500 de Pequim o colocou no 21º lugar. Caso derrotasse David Ferrer na última sexta-feira, ele já garantiria um lugar entre os 20 melhores.

Como não tem mais pontos a defender em 2016, além de já avançar uma rodada no Masters 1000 de Xangai é provável que Zverev seja o primeiro jogador com menos de 20 anos a terminar a temporada no top 20 desde que Novak Djokovic e Andy Murray o fizeram em 2006.

Outro jogador que atingiu sua melhor marca pessoal é o britânico Kyle Edmund, que também foi às quartas de final em Pequim e perdeu um jogo de parciais muito distintas para Murray. O jovem de 21 anos entrou no top 50 e aparece no 48º lugar do ranking.

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Votação na WTA – A duas semanas para o fim do calendário regular, a WTA abriu votação para escolher a revelação da temporada. As opções são a americana Louisa Chirico (60ª do ranking aos 20 anos), a suíça Viktorija Golubic (62ª colocada aos 23), a japonesa Naomi Osaka (42ª do mundo aos 18) e a letã Jelena Ostapenko (43ª colocada aos 19).

Entre as quatro indicações, Golubic foi a única a conquistar um título, no saibro de Gstaad. Chirico também teve como ponto alto uma campanha no saibro, chegando à semifinal de Madri. Ostapenko foi finalista em Doha lá em fevereiro, derrotou a então top 10 Petra Kvitova antes de cair para Carla Suárez Navarro, mas não vem de bons resultados. Já Osaka é a mais jovem do top 50, chegou à terceira fase no Australian Open e US Open e foi vice-campeã em Tóquio.

Grego bate na trave – Líder do ranking mundial juvenil, o grego Stefanos Tsitsipas esteve próximo de conquistar seu primeiro challenger aos 18 anos. O jogador de 1,93m foi finalista no saibro marroquino de Mohammedia, mas perdeu a decisão para o canhoto austríaco Gerald Melzer por 3/6, 6/3 e 6/2. Mesmo com o vice-campeonato, ele subiu 72 posições e aparece com seu melhor ranking profissional no 241º lugar.

Jovem australiano vence challenger e salta 376 posições
Por Mario Sérgio Cruz
julho 25, 2016 às 9:47 pm

O australiano Max Purcell deu um grande salto no ranking da ATP nesta segunda-feira após conquistar seu primeiro título de nível challenger. Campeão no piso duro de Gimcheon, na Coreia do Sul, o jogador de apenas 18 anos saiu do 762º lugar para o 386º. Foram 376 posições desde a última atualização do ranking.

Jovem de 18 anos Max Purcell venceu o primeiro challenger da carreira na Coreia do Sul

Jovem de 18 anos Max Purcell venceu o primeiro challenger da carreira na Coreia do Sul

Purcell é o sexto jogador com menos de 20 anos a vencer um torneio de nível challenger no ano. Ele se junta ao americano Taylor Fritz, aos russos Andrey Rublev e Karen Khachanov, ao francês Quentin Halys e ao também australiano Blake Mott.

O torneio coreano era apenas o 11º que Purcell disputava profissionalmente, sendo somente o terceiro challenger. Antes da última semana, ele tinha apenas duas vitórias em torneios deste porte.

Levantamento da ATP desde a temporada de 2000 mostra que o australiano tem o segundo ranking mais baixo entre os vencedores de challenger. Apenas o tcheco Petr Luxa conseguiu maior façanha, ao ser campeão em Istambul em 2002 quando ocupava o 848º lugar.

Juvenis brasileiros em Uberlândia – O Praia Clube de Uberlândia recebe nesta semana dois importantes eventos no calendário nacional do circuito juvenil. Entre segunda e quarta-feira acontece a Copa das Federações 2016, enquanto o Campeonato Brasileiro Infanto-juvenil de Tênis será entre quinta e domingo.

Copa das Federações e Brasileiro Infantojuvenil acontecem nesta semana (Foto: Marcello Zambrana/CBT)

Copa das Federações e Brasileiro Infanto-juvenil acontecem nesta semana (Foto: Marcello Zambrana/CBT)

Haverá disputas nas categorias 12, 14, 16 e sub-23 anos masculino e feminino. A competição por equipes reúne este ano times de 17 federações estaduais de tênis. Já o torneio individual realizou o qualificatório durante o fim de semana e retoma a disputa na quinta-feira.

Número 1 é campeão europeu – Líder do ranking mundial juvenil, o grego Stefanos Tsitsipas foi campeão o European Junior Championships no saibro suíço de Klosters. Ele venceu a final contra o francês Corentin Moutet por 7/6 (9-7) e 5/3 e desistência. É a primeira vez que um jogador grego conquista a competição.

No feminino, a canhota de 16 anos Amina Anshba venceu a final russa contra Olesya Pervushina por 6/4, 2/6 e 6/2. Apesar de ser nona no ranking juvenil, chegando a ocupar o sétimo lugar no início do mês, Anshba sequer disputou Roland Garros e Wimbledon. Ela é a segunda russa a vencer o torneio, sendo que a única campeã anterior foi Anna Kournikova em 1995.

O que esperar do juvenil em Roland Garros?
Por Mario Sérgio Cruz
maio 29, 2016 às 1:48 pm

A chave juvenil de Roland Garros começa neste domingo e é sempre difícil apontar favoritos em um Grand Slam na categoria. Pouco se consegue ver esses garotos jogarem durante o ano e a análise se pauta muito mais em resultados. Também é importante lembrar que uma boa posição no ranking pode ser construída por diferentes caminhos, inclusive por torneios mais fracos. E por último, porque há jogadores não tão bem colocados por já priorizarem o circuito profissional.

Entretanto, o nome do grego Stefanos Tsitsipas é destaque para além da liderança do ranking mundial da categoria e a condição de cabeça 1 do torneio. Ele vem de dezesseis vitórias seguidas, sendo campeão do Trofeo Bonfiglio em Milão há uma semana, intercalado por dois títulos de future no saibro italiano. São três semanas seguidas só de vitórias.

Blanch (esq) tem bom histórico no saibro, Tsitsipas vem de 16 vitórias

Blanch (esq) tem bom histórico no saibro, Tsitsipas vem de 16 vitórias

Há outros bons nomes na chave como o canhoto canadense Denis Shapovalov, que já venceu dois futures em 2016 e fez uma semi de challenger aos 17 anos, mas teve melhores resultados na quadra dura. O agora espanhol Nicola Kuhn (nasceu na Áustria e jogava pela Alemanha), treina na academia de Juan Carlos Ferrero há bastante tempo. Já o cabeça 3 americano Ulyses Blanch, que treina na Argentina, tem bom saque, jogo agressivo e bom histórico no saibro.

O (agora) espanhol Nicola Kuhn treinou com o staff de Raonic durante a semana.

O (agora) espanhol Nicola Kuhn treinou com o staff de Raonic durante a semana.

Chama atenção o caso de Orlando Luz, que decidiu jogar em Roland Garros pela terceira vez seguida. Não, o gaúcho não está “baixando de categoria” ou “voltando ao juvenil”. Ele apenas entrou em uma chave de Grand Slam no ano em que completou 18. A prioridade de seu calendário já são os torneios de nível future, tanto que jogou um na semana passada e jogará outro logo depois de Paris.

As oportunidades que você tem em termos de treinamento e intercâmbio num Grand Slam juvenil, ainda mais para alguém de fora do eixo Europa-Estados Unidos, são muito valiosas. É fato que ele precisa evoluir, ganhar ritmo de jogo e subir no ranking profissional. Mas future de US$ 10 mil tem o ano inteiro, inclusive na semana do Natal se ele quiser jogar, é perfeitamente compreensível encaixar um Grand Slam juvenil no calendário. Eu no lugar dele faria o mesmo.

Orlandinho optou por disputar Masters Juvenil pela segunda vez. (Foto: Susan Mullane/ITF)

Orlando Luz não está “voltando ao juvenil”, apenas entrou na chave de um Grand Slam, o que é normal.

Não é o primeiro, nem será o último jovem a fazer essa escolha. Nos últimos anos, tem sido mais comum no feminino, já que Elina Svitolina, Eugenie Bouchard e Annika Beck entraram em chaves juvenis de Slam, num momento que já eram profissionais. Thiago Monteiro fez o mesmo em 2012, quando jogou só Roland Garros e US Open. Na própria chave de Roland Garros, há exemplo do cabeça 2 húngaro Mate Valkusz que liderou o ranking juvenil por algumas semanas este ano, mas só jogou juvenil no Australian Open.

Orlando fez a lição de casa na estreia contra o francês Louis Tessa e agora irá enfrentar o canadense Felix Auger Aliassime, jogador que é dois anos mais novo, mas já tem vitórias em challenger e no ano passado liderou seu país para o título da Copa Davis Juvenil (campeonato para atletas de até 16 anos).

Entre os quatro brasileiros, Gabriel Décamps é quem tem a chave mais interessante, com possibilidade de encontrar o bom sacador americano Ulyses Blanch nas oitavas de final. Os dois chegaram a se enfrentar no Banana Bowl em março, com vitória Blanch que seria campeão do torneio. Felipe Meligeni Alves estreia já contra um cabeça de chave, o sétimo favorito Yunseong Chung, enquanto Rafael Wagner pode cruzar o caminho do cabeça 1 logo na segunda rodada.

Ranking mundial juvenil tem novo líder
Por Mario Sérgio Cruz
maio 23, 2016 às 11:04 pm

O ranking mundial juvenil tem novo líder a partir desta segunda-feira. O grego Stefanos Tsitsipas deu salto de oito posições, do nono ao primeiro lugar, ao conquistar o título do Trofeo Bonfiglio, O tradicional evento dá 250 pontos ao campeão, por ser um torneio GA do circuito de 18 anos da ITF, além de um bônus de 62,5 pontos por conta dos nomes de peso da chave.

No saibro italiano de Milão, Tsitsipas venceu a final contra o norte-americano que treina na Argentina Ulises Blanch por 6/4 e 6/3. Blanch, que em março venceu o Banana Bowl, é o novo terceiro colocado.

O grego Stefanos Tsitsipas, que tem 1,93m aos 17 anos, chegou à liderança após título em Milão. (Foto: Corinne Dubreuil)

O grego Stefanos Tsitsipas, que tem 1,93m aos 17 anos, chegou à liderança após título em Milão. (Foto: Corinne Dubreuil)

“Este é o troféu mais importante da minha carreira”, disse Tsitsipas em entrevista ao site da ITF. “Acho que melhorei minhas habilidades e meu jogo. Acredito que a parte física é o que eu tenho mais a melhorar, porque isso é muito importante hoje em dia. Posso dizer que eu também preciso melhorar meu saque, embora ele tenha funcionado muito bem na final, e ainda posso melhorar meu backhand de uma mão”.

Com apenas 17 anos, Tsitsipas já em 1,93m. O grego teve uma parte considerável de sua formação na França, na academia de Patrick Mouratoglu, técnico de Serena Williams, e hoje treina em seu país de origem. Além do potente saque beneficiado pela altura, o grego também se destaca pelo cada vez mais raro backhand de uma mão. O estilo de jogo chama atenção tanto pela pouca idade, quando por sua estrutura física, mas faz sentido com relação ao seu jogador favorito, Stan Wawrinka.

A posição no ranking vem do bom final do ano passado, na Flórida, em que ele foi semifinalista do Eddie Herr (perdeu para o canadense de 15 anos e que já tem até vitória em challenger Felix Auger-Aliassime) e vice-campeão do Orange Bowl (caiu no tiebreak do terceiro para o sérvio Miomir Kecmanovic). Foi, aliás, a segunda vez seguida que ele decidiu o Orange. Já em 2016, ele começou o ano disputando só dois eventos juvenis, com destaque para as quartas no Australian Open.

O título também coroou a boa série do jovem tenista grego saibro italiano já como profissional. Ele venceu dois futures num intervalo de quatro semanas com ainda uma campanha até as quartas e outra até a semi. Na carreira já são três conquistas em simples e outras cinco em duplas.

Feminino – A liderança do ranking juvenil feminino continua com a bielorrussa Vera Lapko, campeã do Australian Open. No entanto, a russa Olesya Pervushina deu salto de doze posições e agora está no segundo lugar com título em Milão. Pervushina venceu a final em Milão por 6/4 e 6/0 contra a eslovena vinda do quali Kaja Juvan.