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Dez jovens que podem surpreender em 2018
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 20, 2017 às 7:10 pm

A temporada 2018 do tênis começa em menos de duas semanas e muitos expoentes da nova geração estão dispostos a dar um salto de qualidade e se firmar na elite do circuito. Hoje apresento no blog dez nomes com menos de 20 anos e fora do top 100 da ATP ou da WTA. São tenistas que já vem de bons resultados em seu primeiro ou segundo ano como profissionais e começam a aparecer nas chaves de grandes torneios e que terão presença cada vez mais constante nas principais competições do circuito.

Amanda Anisimova: A americana de apenas 16 anos subiu do 761º para o 192º lugar do ranking em 2017, chegando a ocupar a 183ª posição em 28 de agosto. Ela encerrou a carreira juvenil com 15 vitórias e apenas uma derrota durante a temporada, com destaque para o título do US Open da categoria.

Anisimova foi campeã juvenil do Australian Open e saltou mais de 500 posições na WTA

Anisimova foi campeã juvenil do Australian Open e saltou mais de 500 posições na WTA

Já como profissional, foram 22 vitórias e três finais de ITF, com um título em Sacramento. Além disso, Anisimova acabou recebendo convite para jogar Roland Garros por meio do acordo entre as federações nacionais de França e Estados Unidos. Anisimova esteve no Brasil e jogou um ITF profissional em Curitiba, além de ter vencido o Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre, antiga Copa Gerdau.

Bianca Andreescu: A canadense de 17 anos e 189ª do ranking iniciou a temporada apenas no 306º lugar e teve como melhor ranking a 143ª posição, alcançada em agosto. Andreescu se tornou a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a derrotar uma top 20 do mundo ao superar a então 13ª colocada Kristina Mladenovic em Washington.

Depois de saltar no ranking, furar o quali de Wimbledon e derrotar uma top 20 em Washington, Andreescu foi eleita a melhor jogadora do Canadá

Depois de saltar no ranking, furar o quali de Wimbledon e derrotar uma top 20 em Washington, Andreescu foi eleita a melhor jogadora do Canadá

Além de ter chegado às quartas de final do WTA disputado na capital norte-americana, a canadense treinada pela ex-número 3 do mundo Nathalie Tauziat também furou o quali de Wimbledon e venceu dois ITFs. O salto no ranking e bons resultados fizeram com que ela fosse eleita pela federação de seu país como a melhor tenista canadense de 2017, desbancando a ex-top 5 e atual 83ª do ranking Eugenie Bouchard.

Dayana Yastremska: A ucraniana de 17 anos também já esteve diante do público brasileiro, quando conquistou seu primeiro título profissional no ano passado em Campinas. Em 2017, Yastremska saltou do 342º para o 188º lugar do ranking mundial e venceu um ITF. Ela chegou às quartas em dois torneios da WTA, a primeira no saibro de Istambul e depois nas quadras duras e cobertas de Moscou, que é um evento de nível Premier.

Destanee Aiava: Primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA, este ano em Brisbane, Aiava tem apenas 17 anos e já irá disputar seu segundo Australian Open em janeiro de 2018. Ela subiu do 384º para o 154º lugar no ranking mundial durante a última temporada e chegou a conqusitar dois títulos de ITF.

Destanee Aiava, de 17 anos foi a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA

Destanee Aiava, de 17 anos foi a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA

Kayla Day: Depois de saltar do 988º para o 195º lugar em 2016, a jovem norte-americana teve uma nova ascensão no ranking e aparece atualmente na 152ª posição. Day completou 18 anos em setembro, três meses depois de ter alcançado a 122ª colocação no ranking. Convidada para jogar em Indian Wells, Day avançou duas rodadas e só parou na então sétima colocada Garbiñe Muguruza em duelo de três sets. Já no mês de agosto, ela entrou diretamente na chave do Premier de Stanford e avançou uma rodada antes de novamente só cair diante de Muguruza.

Xinyu Wang: Com apenas 16 anos e número 5 do ranking mundial juvenil, Xinyu Wang disputou apenas oito partidas válidas pelo circuito profissional em 2017 e conseguiu cinco vitórias. Até por isso, ela aparece apenas no modesto 767º lugar do ranking mundial. Entretanto, a jovem chinesa terminou o ano conquistando uma vaga na chave principal do Australian Open ao vencer a seletiva entre jogadores profissionais da Ásia e do Pacífico, chegando a vencer a ex-top 30 japonesa Misaki Doi na semifinal.

Chinesa de 16 anos e top 5 no ranking mundial juvenil irá disputar o Australian Open

Chinesa de 16 anos e top 5 no ranking mundial juvenil irá disputar o Australian Open

Felix Auger-Aliassime: O canadense de 17 anos já chama atenção desde 2015, quando se tornou o jogador mais jovem a vencer um jogo de challenger com apenas 14 anos, além de ser o primeiro nascido nos anos 2000 a conseguir tal feito.

O canadense é o mais jovem a vencer um jogo de challenger e o primeiro nascido em 2000 a ter um título deste porte

O canadense é o mais jovem a vencer um jogo de challenger e o primeiro nascido em 2000 a ter um título deste porte

Em 2017, Auger-Aliassime deu um salto no ranking, saindo do 601º para o 162º lugar, impulsionado por seus dois primeiros títulos de challenger, em Lyon e Sevilha. Ele poderia ter feito sua estreia em nível ATP no mês de agosto, durante o Masters 1000 de Montréal, mas teve que abrir mão do convite por conta de uma lesão no punho esquerdo.

Miomir Kecmanovic: Há um ano, Kecmanovic era o número 1 do ranking mundial juvenil e apenas o 806º colocado no ranking da ATP. Depois de conseguir 43 vitórias no circuito profissional em 2017, com três títulos de future e um challenger, o sérvio de 18 anos bate na porta do top 200 e aparece na 208ª posição.

Corentin Moutet: O canhoto francês de 18 anos venceu 44 jogos como profissional em 2017, acumulando três títulos de future e um challenger nas quadras duras e cobertas de Brest no fim do ano. Com a boa campanha, ele subiu do 519º para o 156º lugar. Além disso, como a França recebe muitos torneios ATP 250 durante a temporada, é bem provável que ele apareça em algum quali ou receba alguns convites no próximo ano. O primeiro deles será já para o Australian Open, pelo acordo de reciprocidade com as federações nacionais.

Moutet tem 18 anos e ganhou mais de 300 posições no ranking. Ele deverá receber convites no próximo ano

Moutet tem 18 anos e ganhou mais de 300 posições no ranking. Ele deverá receber convites no próximo ano

Nicola Kuhn: Nascido na cidade austríaca de Innsbruck, Khun é filho de pai alemão e mãe russa e optou por defender a Espanha aos 15 anos, já que treina na Equelite Sport Academy de Juan Carlos Ferrero. Em julho foi conquistou seu primeiro título de challenger no saibro alemão de Braunschweig, sendo que aquele era apenas o segundo torneio deste porte que ele disputou. Na temporada, ele subiu do 789º para o 241º lugar do ranking.

JÁ ESTÃO NO TOP 100

A tcheca Marketa Vondrousova já 67ª no ranking mundial aos 18 anos e tem um título de WTA

A tcheca Marketa Vondrousova já 67ª no ranking mundial aos 18 anos e tem um título de WTA

Como foi dito no início do post, preferi não destacar jogadores que já estão no top 100 do ranking mundial. Entretanto, três nomes que podem também dar um salto de qualidade. No circuito feminino, a canhota tcheca Marketa Vondrousova é 67ª do mundo com 18 anos e já tem até título de WTA, enquanto a bielorrusa de 19 anos Aryna Sabalenka aparece na 73ª posição e foi importante na campanha de seu país até a final da Fed Cup. Já no masculino, destaque para o grego Stefanos Tsitsipas, 91º do ranking mundial e dono de um título de challenger e quatro vitórias em nível ATP, uma delas sobre o top 10 David Goffin.

Cinco jovens que podem surpreender em Roland Garros
Por Mario Sérgio Cruz
maio 27, 2017 às 9:11 pm

Roland Garros começa amanhã com várias jovens promessas na chave principal. Apresentarei no blog alguns nomes que podem surpreender e fazer boas campanhas. Não falarei aqui de realidades como Dominic Thiem, Alexander Zverev ou Madison Keys, mas sim de convidados, nomes vindos do quali ou mesmo escondidos na chave principal, dispostos a tirar uma casquinha dos favoritos.

Beatriz Haddad Maia (20 anos, 101ª do ranking, Brasil)f_AG_2305_HADDAD_01O primeiro nome da lista não poderia ser outro que não o de Beatriz Haddad Maia, que disputará uma chave principal de Grand Slam pela primeira vez na carreira depois de ter passado por três rodadas do qualificatório em Paris.

Bia vem de uma série de bons resultados nas últimas três semanas. Ela já acumula oito vitórias seguidas e venceu treze dos últimos 14 jogos que fez pelo circuito. Sua estreia será contra a russa Elena Vesnina, número 15 do mundo e que foi campeã de Indian Wells em março, mas depois venceu apenas dois jogos no saibro.

Se vencer, pode encarar a americana Varvara Lepchenko ou a ex-top 10 alemã Andrea Petkovic. Para eventual terceira rodada, pode pintar uma especialista no piso, a espanhola Carla Suárez Navarro, que já esteve entre as dez melhores e é cabeça 21 em Paris.

Marketa Vondrousova (17 anos, 94ª do ranking, República Tcheca)

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Tal como Bia Haddad Maia, Vondrousova vem de oito vitórias consecutivas. Ela debutou no top 100 na última segunda-feira após conquistar o ITF de US$ 100 mil no saibro eslovaco de Trnava, antes de furar o quali de Roland Garros para disputar seu primeiro Grand Slam. Em abril, a canhota tcheca conquistou seu primeiro WTA na carreira, nas quadras duras e cobertas de Bienne, na Suíça.

A estreia de Vondrousova será contra a convidada francesa Amandine Hesse, apenas 215ª do ranking. Caso vença seu primeiro jogo, há chance de um duelo de jovens contra a russa de 20 anos e 28ª do ranking Daria Kasatkina, que tem uma estreia dura diante da ex-top 15 belga Yanina Wickmayer.

Amanda Anisimova (15 anos, 267ª do ranking, Estados Unidos)

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Jogadora mais jovem da chave principal em Paris, a americana Amanda Anisimova tem apenas 15 anos e recebeu convite por meio do acordo entre as federações francesa e americana. Entretanto, o critério para a indicação da USTA é a melhor pontuação em uma série torneios realizados nos Estados Unidos em quadras de saibro no mês de abril. Anisimova fez duas finais, nos ITFs de Dothan e Indian Harbour Beach.

Sua estreia será contra a japonesa Kurumi Nara e ela pode cruzar o caminho de Venus Williams na rodada seguinte. Vice-campeã juvenil de Roland Garros no ano passado, ela também está inscrita na chave para meninas com menos de 18 anos.

Stefanos Tsitsipas (18 anos, 202º do ranking, Grécia)

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Ex-líder do ranking mundial juvenil, o grego Stefanos Tsitsipas é mais um para a lista de atletas que vão disputar um Grand Slam pela primeira vez. Ele passou pelo quali em Paris e atingiu o melhor ranking da carreira no último dia 15 de maio. Apesar da pouca idade, o grego já acumula cinco títulos de future e dois vice-campeonatos em challengers.

Tsitsipas que ainda busca sua primeira vitória em nível ATP terá um duelo de gerações contra o gigante croata de 2,11m Ivo Karlovic, veterano de 38 anos e um dos melhores sacadores do circuito, mas que não é nenhum bicho-papão no saibro. Se vencer, o grego enfrentará o vencedor do duelo de canhotos entre o francês Adrian Mannarino e o argentino Horacio Zebllaos.

Karen Khachanov (21 anos, 54º do ranking, Rússia)

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Dos jogadores apresentados, Khachanov é o único que entrou na chave diretamente pelo ranking. O jovem russo já tem até título de ATP, conquistado no ano passado em Chengdu, na China. Formado como tenista em Barcelona, Khachanov anotou sua primeira vitória contra top 10 exatamente no saibro catalão, ao derrotar o belga David Goffin em abril.

A estreia de Khachanov será em um duelo de jovens contra o chileno de 21 anos Nicolas Jarry, 204º do ranking e vindo do qualificatório. Confirmando seu favoritistmo, o russo pode desafiar o cabeça 13 tcheco Tomas Berdych, que estreia contra o alemão Jan-Lennard Struff.

Aos 18 anos, Tiafoe entra no top 100
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 10, 2016 às 11:40 pm

A nova geração americana tem mais um representante no top 100. Depois de Taylor Fritz romper a barreira no início da temporada, Frances Tiafoe atingiu a façanha ao conquistar o challenger de Stockton no último domingo. O jovem de 18 anos vive uma temporada com dois títulos, cinco finais e 39 vitórias em torneios de nível challenger, além de uma vitória em ATP no Masters 1000 de Indian Wells.

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“Isso significa o mundo para mim”, disse Tiafoe ao site da ATP sobre sua chegada ao top 100. Tiafoe é o primeiro jogador nascido em 1998 a atingir essa marca. “Ver seu ranking na primeira página é aquilo que você sonha quando é criança”, acrescenta o jovem que em agosto havia vencido challenger de Granby, no Canadá.

“Mas não é aqui onde eu quero terminar. Venho de boas semanas e quero continuar enfileirando vitórias”, completou após vencer Noah Rubin na final de Stockton por 6/4 e 6/2. As rodadas finais do challenger tinham quatro jovens americanos, com Michael Mmoh e Mackenzie McDonald chegando à penúltima fase, além do vice-campeão Rubin.

Em março, durante o Banana Bowl, conversei com o técnico brasileiro Léo Azevedo que está desde 2009 na USTA e acompanhou o início da trajetória deste jovem americano. “Nunca trabalhei com o Tiafoe diariamente, mas fui o primeiro que o convidou para vir a um centro da USTA em um fim de semana que tinha clínica”.

“A gente fez um monte de ‘camps’ e começamos a acompanhar muitos desses jovens americanos desde que tinham 12 anos”, contou Azevedo, que ainda destacou a excelente condição física do jogador. “Tiafoe é um atleta formidável, mas o melhor dele ainda está por chegar. Ele vai ser um dos melhores atletas do circuito”. (A íntegra da entrevista está neste link)

Tiafoe & Fritz quebram marcas – Ao lado do atual 71º colocado Taylor Fritz, Tiafoe quebra marcas. A última vez que dois americanos de 18 anos apareceram simultaneamente no top 100 aconteceu em 6 agosto de 1990 com os então adolescentes Pete Sampras e Michael Chang. Já o último país com dois jogadores nessa idade entre os cem melhores foi a França, com Gael Monfils e Richard Gasquet em 6 junho de 2005.

Kyrgios campeão – Outro destaque da semana foi o terceiro título da carreira de Nick Kyrgios. O australiano de 21 anos foi campeão do ATP 500 de Tóquio com vitória por 4/6, 6/3 e 7/5 sobre David Goffin. Na semifinal, ele ainda conseguiu a sexta vitória contra top 10 no ano e décima na carreira ao marcar duplo 6/4 diante de Gael Monfils.

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Kyrgios conquistou seu terceiro título na temporada, bateu o melhor ranking e é o mais jovem a ganhar um ATP 500 desde 2009

Aos 21 anos, Kyrgios é o mais jovem a vencer um ATP 500 desde 2009, quando Juan Martin del Potro foi campeão em Washington. Ele também alcançou o ranking mais alto da carreira, subindo ao 14º lugar. O tênis masculino australiano não comemorava um título tão importante desde 2004, em Washington, com o ex-número 1 do mundo Lleyton Hewitt. No feminino, Samantha Jane Stosur ganhou o US Open há cinco anos.

Career High – O alemão Alexander Zverev segue cada vez mais próximo do top 20. A campanha até as quartas de final do ATP 500 de Pequim o colocou no 21º lugar. Caso derrotasse David Ferrer na última sexta-feira, ele já garantiria um lugar entre os 20 melhores.

Como não tem mais pontos a defender em 2016, além de já avançar uma rodada no Masters 1000 de Xangai é provável que Zverev seja o primeiro jogador com menos de 20 anos a terminar a temporada no top 20 desde que Novak Djokovic e Andy Murray o fizeram em 2006.

Outro jogador que atingiu sua melhor marca pessoal é o britânico Kyle Edmund, que também foi às quartas de final em Pequim e perdeu um jogo de parciais muito distintas para Murray. O jovem de 21 anos entrou no top 50 e aparece no 48º lugar do ranking.

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Votação na WTA – A duas semanas para o fim do calendário regular, a WTA abriu votação para escolher a revelação da temporada. As opções são a americana Louisa Chirico (60ª do ranking aos 20 anos), a suíça Viktorija Golubic (62ª colocada aos 23), a japonesa Naomi Osaka (42ª do mundo aos 18) e a letã Jelena Ostapenko (43ª colocada aos 19).

Entre as quatro indicações, Golubic foi a única a conquistar um título, no saibro de Gstaad. Chirico também teve como ponto alto uma campanha no saibro, chegando à semifinal de Madri. Ostapenko foi finalista em Doha lá em fevereiro, derrotou a então top 10 Petra Kvitova antes de cair para Carla Suárez Navarro, mas não vem de bons resultados. Já Osaka é a mais jovem do top 50, chegou à terceira fase no Australian Open e US Open e foi vice-campeã em Tóquio.

Grego bate na trave – Líder do ranking mundial juvenil, o grego Stefanos Tsitsipas esteve próximo de conquistar seu primeiro challenger aos 18 anos. O jogador de 1,93m foi finalista no saibro marroquino de Mohammedia, mas perdeu a decisão para o canhoto austríaco Gerald Melzer por 3/6, 6/3 e 6/2. Mesmo com o vice-campeonato, ele subiu 72 posições e aparece com seu melhor ranking profissional no 241º lugar.

Jovem australiano vence challenger e salta 376 posições
Por Mario Sérgio Cruz
julho 25, 2016 às 9:47 pm

O australiano Max Purcell deu um grande salto no ranking da ATP nesta segunda-feira após conquistar seu primeiro título de nível challenger. Campeão no piso duro de Gimcheon, na Coreia do Sul, o jogador de apenas 18 anos saiu do 762º lugar para o 386º. Foram 376 posições desde a última atualização do ranking.

Jovem de 18 anos Max Purcell venceu o primeiro challenger da carreira na Coreia do Sul

Jovem de 18 anos Max Purcell venceu o primeiro challenger da carreira na Coreia do Sul

Purcell é o sexto jogador com menos de 20 anos a vencer um torneio de nível challenger no ano. Ele se junta ao americano Taylor Fritz, aos russos Andrey Rublev e Karen Khachanov, ao francês Quentin Halys e ao também australiano Blake Mott.

O torneio coreano era apenas o 11º que Purcell disputava profissionalmente, sendo somente o terceiro challenger. Antes da última semana, ele tinha apenas duas vitórias em torneios deste porte.

Levantamento da ATP desde a temporada de 2000 mostra que o australiano tem o segundo ranking mais baixo entre os vencedores de challenger. Apenas o tcheco Petr Luxa conseguiu maior façanha, ao ser campeão em Istambul em 2002 quando ocupava o 848º lugar.

Juvenis brasileiros em Uberlândia – O Praia Clube de Uberlândia recebe nesta semana dois importantes eventos no calendário nacional do circuito juvenil. Entre segunda e quarta-feira acontece a Copa das Federações 2016, enquanto o Campeonato Brasileiro Infanto-juvenil de Tênis será entre quinta e domingo.

Copa das Federações e Brasileiro Infantojuvenil acontecem nesta semana (Foto: Marcello Zambrana/CBT)

Copa das Federações e Brasileiro Infanto-juvenil acontecem nesta semana (Foto: Marcello Zambrana/CBT)

Haverá disputas nas categorias 12, 14, 16 e sub-23 anos masculino e feminino. A competição por equipes reúne este ano times de 17 federações estaduais de tênis. Já o torneio individual realizou o qualificatório durante o fim de semana e retoma a disputa na quinta-feira.

Número 1 é campeão europeu – Líder do ranking mundial juvenil, o grego Stefanos Tsitsipas foi campeão o European Junior Championships no saibro suíço de Klosters. Ele venceu a final contra o francês Corentin Moutet por 7/6 (9-7) e 5/3 e desistência. É a primeira vez que um jogador grego conquista a competição.

No feminino, a canhota de 16 anos Amina Anshba venceu a final russa contra Olesya Pervushina por 6/4, 2/6 e 6/2. Apesar de ser nona no ranking juvenil, chegando a ocupar o sétimo lugar no início do mês, Anshba sequer disputou Roland Garros e Wimbledon. Ela é a segunda russa a vencer o torneio, sendo que a única campeã anterior foi Anna Kournikova em 1995.

O que esperar do juvenil em Roland Garros?
Por Mario Sérgio Cruz
maio 29, 2016 às 1:48 pm

A chave juvenil de Roland Garros começa neste domingo e é sempre difícil apontar favoritos em um Grand Slam na categoria. Pouco se consegue ver esses garotos jogarem durante o ano e a análise se pauta muito mais em resultados. Também é importante lembrar que uma boa posição no ranking pode ser construída por diferentes caminhos, inclusive por torneios mais fracos. E por último, porque há jogadores não tão bem colocados por já priorizarem o circuito profissional.

Entretanto, o nome do grego Stefanos Tsitsipas é destaque para além da liderança do ranking mundial da categoria e a condição de cabeça 1 do torneio. Ele vem de dezesseis vitórias seguidas, sendo campeão do Trofeo Bonfiglio em Milão há uma semana, intercalado por dois títulos de future no saibro italiano. São três semanas seguidas só de vitórias.

Blanch (esq) tem bom histórico no saibro, Tsitsipas vem de 16 vitórias

Blanch (esq) tem bom histórico no saibro, Tsitsipas vem de 16 vitórias

Há outros bons nomes na chave como o canhoto canadense Denis Shapovalov, que já venceu dois futures em 2016 e fez uma semi de challenger aos 17 anos, mas teve melhores resultados na quadra dura. O agora espanhol Nicola Kuhn (nasceu na Áustria e jogava pela Alemanha), treina na academia de Juan Carlos Ferrero há bastante tempo. Já o cabeça 3 americano Ulyses Blanch, que treina na Argentina, tem bom saque, jogo agressivo e bom histórico no saibro.

O (agora) espanhol Nicola Kuhn treinou com o staff de Raonic durante a semana.

O (agora) espanhol Nicola Kuhn treinou com o staff de Raonic durante a semana.

Chama atenção o caso de Orlando Luz, que decidiu jogar em Roland Garros pela terceira vez seguida. Não, o gaúcho não está “baixando de categoria” ou “voltando ao juvenil”. Ele apenas entrou em uma chave de Grand Slam no ano em que completou 18. A prioridade de seu calendário já são os torneios de nível future, tanto que jogou um na semana passada e jogará outro logo depois de Paris.

As oportunidades que você tem em termos de treinamento e intercâmbio num Grand Slam juvenil, ainda mais para alguém de fora do eixo Europa-Estados Unidos, são muito valiosas. É fato que ele precisa evoluir, ganhar ritmo de jogo e subir no ranking profissional. Mas future de US$ 10 mil tem o ano inteiro, inclusive na semana do Natal se ele quiser jogar, é perfeitamente compreensível encaixar um Grand Slam juvenil no calendário. Eu no lugar dele faria o mesmo.

Orlandinho optou por disputar Masters Juvenil pela segunda vez. (Foto: Susan Mullane/ITF)

Orlando Luz não está “voltando ao juvenil”, apenas entrou na chave de um Grand Slam, o que é normal.

Não é o primeiro, nem será o último jovem a fazer essa escolha. Nos últimos anos, tem sido mais comum no feminino, já que Elina Svitolina, Eugenie Bouchard e Annika Beck entraram em chaves juvenis de Slam, num momento que já eram profissionais. Thiago Monteiro fez o mesmo em 2012, quando jogou só Roland Garros e US Open. Na própria chave de Roland Garros, há exemplo do cabeça 2 húngaro Mate Valkusz que liderou o ranking juvenil por algumas semanas este ano, mas só jogou juvenil no Australian Open.

Orlando fez a lição de casa na estreia contra o francês Louis Tessa e agora irá enfrentar o canadense Felix Auger Aliassime, jogador que é dois anos mais novo, mas já tem vitórias em challenger e no ano passado liderou seu país para o título da Copa Davis Juvenil (campeonato para atletas de até 16 anos).

Entre os quatro brasileiros, Gabriel Décamps é quem tem a chave mais interessante, com possibilidade de encontrar o bom sacador americano Ulyses Blanch nas oitavas de final. Os dois chegaram a se enfrentar no Banana Bowl em março, com vitória Blanch que seria campeão do torneio. Felipe Meligeni Alves estreia já contra um cabeça de chave, o sétimo favorito Yunseong Chung, enquanto Rafael Wagner pode cruzar o caminho do cabeça 1 logo na segunda rodada.

Ranking mundial juvenil tem novo líder
Por Mario Sérgio Cruz
maio 23, 2016 às 11:04 pm

O ranking mundial juvenil tem novo líder a partir desta segunda-feira. O grego Stefanos Tsitsipas deu salto de oito posições, do nono ao primeiro lugar, ao conquistar o título do Trofeo Bonfiglio, O tradicional evento dá 250 pontos ao campeão, por ser um torneio GA do circuito de 18 anos da ITF, além de um bônus de 62,5 pontos por conta dos nomes de peso da chave.

No saibro italiano de Milão, Tsitsipas venceu a final contra o norte-americano que treina na Argentina Ulises Blanch por 6/4 e 6/3. Blanch, que em março venceu o Banana Bowl, é o novo terceiro colocado.

O grego Stefanos Tsitsipas, que tem 1,93m aos 17 anos, chegou à liderança após título em Milão. (Foto: Corinne Dubreuil)

O grego Stefanos Tsitsipas, que tem 1,93m aos 17 anos, chegou à liderança após título em Milão. (Foto: Corinne Dubreuil)

“Este é o troféu mais importante da minha carreira”, disse Tsitsipas em entrevista ao site da ITF. “Acho que melhorei minhas habilidades e meu jogo. Acredito que a parte física é o que eu tenho mais a melhorar, porque isso é muito importante hoje em dia. Posso dizer que eu também preciso melhorar meu saque, embora ele tenha funcionado muito bem na final, e ainda posso melhorar meu backhand de uma mão”.

Com apenas 17 anos, Tsitsipas já em 1,93m. O grego teve uma parte considerável de sua formação na França, na academia de Patrick Mouratoglu, técnico de Serena Williams, e hoje treina em seu país de origem. Além do potente saque beneficiado pela altura, o grego também se destaca pelo cada vez mais raro backhand de uma mão. O estilo de jogo chama atenção tanto pela pouca idade, quando por sua estrutura física, mas faz sentido com relação ao seu jogador favorito, Stan Wawrinka.

A posição no ranking vem do bom final do ano passado, na Flórida, em que ele foi semifinalista do Eddie Herr (perdeu para o canadense de 15 anos e que já tem até vitória em challenger Felix Auger-Aliassime) e vice-campeão do Orange Bowl (caiu no tiebreak do terceiro para o sérvio Miomir Kecmanovic). Foi, aliás, a segunda vez seguida que ele decidiu o Orange. Já em 2016, ele começou o ano disputando só dois eventos juvenis, com destaque para as quartas no Australian Open.

O título também coroou a boa série do jovem tenista grego saibro italiano já como profissional. Ele venceu dois futures num intervalo de quatro semanas com ainda uma campanha até as quartas e outra até a semi. Na carreira já são três conquistas em simples e outras cinco em duplas.

Feminino – A liderança do ranking juvenil feminino continua com a bielorrussa Vera Lapko, campeã do Australian Open. No entanto, a russa Olesya Pervushina deu salto de doze posições e agora está no segundo lugar com título em Milão. Pervushina venceu a final em Milão por 6/4 e 6/0 contra a eslovena vinda do quali Kaja Juvan.