Tag Archives: Sofia Kenin

Kenin foi moldada desde a infância para ser campeã
Por Mario Sérgio Cruz
fevereiro 1, 2020 às 6:24 pm

Campeã do Australian Open neste sábado, Sofia Kenin foi moldada desde a infância para se tornar uma estrela do tênis. A norte-americana de 21 anos foi introduzida muito cedo ao esporte e ao ambiente das competições de alto nível. Com longa vivência do tênis, apesar da pouca idade, viveu uma temporada de franca evolução no ano passado e lidou mentalmente muito bem com desafio de disputar sua primeira final de Grand Slam. Depois de começar atrás no placar, buscou a virada contra a ex-número 1 do mundo Garbiñe Muguruza.

“Meu sonho se tornou oficialmente realidade”, disse Kenin depois de derrotar Muguruza por 4/6, 6/2 e 6/2 em 2h02 de partida neste sábado. “Estou muito orgulhosa de mim mesma, do meu pai, minha equipe, todos que estiveram ao meu redor. Todos nós trabalhamos duro. Passamos por tempos difíceis, lutamos e conseguimos”.

Mesmo sem conseguir esconder as emoções durante a partida contra a espanhola, especialmente no terceiro set, Kenin jogou seu melhor tênis nos momentos de maior pressão. Ela se recorda do quinto game da parcial decisiva, quando o placar estava empatado por 2/2. A norte-americana reverteu um 0-40 e salvou quatro break points no total. Agressiva nesses momentos, disparou cinco winners.

“Lembro-me muito bem daquele game. Foi quando eu senti que o jogo estava mudando. Eu precisava jogar o melhor tênis e foi isso o que eu fiz. Depois disso, eu estava pegando fogo e pronta para receber o troféu”, acrescentou. “Eu sabia que tinha que arriscar. Precisava ser corajosa para enfrentar uma campeã de dois Grand Slam. Todo o respeito a ela. Ela fez uma grande partida. Cada ponto foi uma batalha e tanto”.

Vinda da Rússia, Kenin foi rapidamente introduzida ao tênis
Os pais de Kenin, Alexander e Lena, se mudaram com a filha da Rússia para os Estados Unidos quando ela tinha poucos meses de vida. Nascida em Moscou em 1998, a jovem jogadora começou no tênis aos três anos, batendo bola com o pai em quadras públicas de um parque em Pembroke Pines, na Flórida. Ao ver que a menina tinha potencial para seguir no esporte, Alex a levou para treinar na academia de Rick Macci, em Boca Raton, local que já recebeu as irmãs Venus e Serena Williams.

Com apenas cinco anos de idade, Kenin já dava entrevistas para a TV e dizia que sonhava ser a número 1 do mundo. Ela era levada para uma série de exibições com grandes nomes do tênis nos Estados Unidos e participou de eventos ao lado de nomes como Venus Williams, Jim Courier, Andy Roddick, seu grande ídolo no esporte.

A criança que rapidamente ficou famosa apareceu em 2005 em vídeo produzido pela WTA acompanhando a estrela belga Kim Clijsters e conhecendo os bastidores do Premier de Miami. As imagens viralizaram na última semana, desde a classificação da norte-americana para a final do Grand Slam australiano. Kenin tem chance até de enfrentar Clijsters num futuro próximo, já que a ex-número 1 do mundo voltará ao circuito nesta temporada, aos 36 anos.

https://twitter.com/WTA/status/1222924548074590213

Pai e treinador da tenista, Alex também viveu um período nos Estados Unidos entre o fim da década de 80 e o início dos anos 90, onde estudava ciência da computação durante o dia e trabalhava como motorista à noite. “Não acho que ela tenha passado por tantos sacrifícios, mas ela sabe que quando chegamos ao país tudo foi muito difícil”, disse Alexander Kenin ao site do Australian Open.

“É incrível o que você faz quando precisa sobreviver. Ela sabe sobre dessa história, mas graças a Deus não precisou passar por isso”, comenta o russo. “Ela é muito dedicada ao que está fazendo e trabalha duro. Não importa se chove ou se está nevando, não perderemos um dia a menos que seja necessário. Nós dois decidimos que é isso que queremos fazer e estou muito honrado e satisfeito por ela se ater a isso”.

Destaque desde o circuito juvenil
Kenin chegou a ser a número 2 do ranking mundial juvenil da Federação Internacional. Ela não chegou a ganhar um Grand Slam da categoria, mas conquistou o tradicional e prestigiado torneio Orange Bowl em 2014 e foi finalista do US Open no ano seguinte. Em seu último ano como juvenil, em 2016, voltou a fazer uma boa campanha em Nova York e chegou à semifinal.

Um ano depois, novamente no US Open, conseguiu seu primeiro grande resultado como profissional e alcançou a terceira rodada do Grand Slam nova-iorquino, superada apenas por Maria Sharapova. Ela terminaria aquela temporada no 108º lugar do ranking mundial. A chegada ao top 100 aconteceria em março de 2018, após bons resultados em Indian Wells e Miami, vinda do quali nos dois torneios. Em uma temporada de adaptação à elite do circuito, venceu dois jogos contra top 10, chegou ao 48º lugar do ranking e defendeu os Estados Unidos nas finais da Fed Cup contra a sempre forte equipe da República Tcheca.

A atleta que mais evoluiu no circuito
Kenin deu um salto no ranking durante o ano de 2019. Ela conquistou seus três primeiros títulos de WTA, em Hobart, Mallorca e Guangzhou. Também foi semifinalista em eventos de altíssimo nível, em Toronto e Cincinnati. Nesses dois eventos, venceu duas as líderes do ranking Naomi Osaka e Ashleigh Barty. Ainda mais expressiva foi a vitória contra Serena Williams na terceira rodada de Roland Garros. Com todos esses predicados, aliados à chegada ao 12º lugar do ranking, foi eleita a jogadora que mais evoluiu no circuito.

Além da clara evolução no ranking e nos resultados, era visível que a norte-americana agregava cada vez mais recursos ao seu jogo, em comparação com o que vinha sendo mostrado nos anos anteiores. Num curto espaço de tempo, aquela jogadora que já se defendia muito bem começava a construir melhor os pontos, errar menos, usar mais alguns slices, além de variar o saque e ter um pouco mais de peso na bola.

Em Melbourne, Kenin foi a 14ª cabeça de chave. Ela era uma das jovens em rota de colisão com campeãs de Grand Slam como Sloane Stephens e Naomi Osaka, que acabaram caindo precocemente. Nas duas primeiras rodadas, enfrentou duas atletas vindas do qualificatório, a italiana Martina Trevisan e a norte-americana Ann Li. Na terceira fase, venceu um jogo duro contra a chinesa Shuai Zhang.

Kenin venceu um duelo de jovens promessas do tênis norte-americano contra a atleta de 15 anos Coco Gauff nas oitavas de final. Com parciais de 6/7 (5-7), 6/3 e 6/0, o jogo de 2h09 foi o primeiro em que ela cedeu um set na competição. Nas quartas, bateu a surpreendente tunsiana Ons Jabeur por duplo 6/4. Já na semifinal, derrubou a número 1 do mundo e estrela australiana Ashleigh Barty por 7/6 (8-6) e 7/5 para alcançar uma inédita final de Grand Slam.

No duelo com Barty, salvou set points nas duas parciais. “Sempre acreditei que poderia ganhar, apesar de ter enfrentado dois pontos no primeiro set e mais no segundo”, afirmou. “Eu podia literalmente sentir isso e dizia a mim mesma que precisava acreditar. Se eu perdesse o set, ainda continuaria acreditando. Acho que lidei muito bem com isso. Eu não desisti. Eu sabia que seria uma partida difícil. Claro, algumas coisas não aconteceram do jeito que eu queria, mas eu não deixei isso me parar. Continuei lutando e deixei tudo em quadra. Então valeu a pena”.

O que esperar da nova geração na Austrália?
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 17, 2020 às 8:23 pm

Depois de apenas duas semanas de torneios preparatórios, a temporada de 2020 já tem seu primeiro Grand Slam. O Australian Open começa na próxima segunda-feira e terá muitos nomes da nova geração do circuito dispostos a surpreender na competição e já conseguir um grande resultado logo no primeiro mês do ano.

Alguns desses jovens já se consolidaram nas primeiras posições do ranking e chegam cheios de expectativas a Melbourne. São os casos da número 1 do mundo Ashleigh Barty, da atual campeã Naomi Osaka ou de nomes como Alexander Zverev, Daniil Medvedev e Stefanos Tsitsipas. Mas a disputa também apresenta nomes fora da lista dos mais cotados, mas que começaram bem o ano estão e podem cruzar o caminho e dar trabalho aos principais favoritos.

PRESSÃO PARA BARTY E OSAKA

Barty tenta encerrar longo jejum do tênis australiano

Líder do ranking mundial e atual campeã de Roland Garros, Barty tenta encerrar longo jejum do tênis australiano (Foto: SMP Images)

Líder do ranking mundial e atual campeã de Roland Garros, Ashleigh Barty chega ao Australian Open com a missão de encerrar uma longa espera da torcida australiana. A última jogadora da casa a ser campeã do torneio foi Christine O’Neil em 1976. Decidida a dar fim ao jejum de 44 anos sem títulos para as anfitriãs, a australiana de 23 anos entrou em dois eventos preparatórios. Barty não foi bem em Brisbane, onde caiu ainda na estreia, mas se recuperou em Adelaide e chegou à final da competição.

A estreia de Barty será contra a ucraniana Lesia Tsurenko. Depois, pode enfrentar a eslovena Polona Hercog ou a sueca Rebecca Peterson. A terceira rodada pode ser perigosa diante da cazaque Elena Rybakina, número 30 do mundo e finalista em Shenzhen e Hobart neste início de ano. Petra Martic, Julia Goerges e Alison Riske são possíveis adversárias nas oitavas, enquanto Madison Keys e a finalista do ano passado Petra Kvitova podem pintar nas quartas.

Também na parte de cima da chave está a número 3 do mundo Naomi Osaka, campeã do Australian Open do ano passado e que terá 2 mil pontos a defender. A japonesa de 22 anos estreia contra a tcheca Marie Bouzkova e depois pode encarar a chinesa Saisai Zheng ou uma rival do quali. Venus Williams ou Coco Gauff são possíveis rivais na terceira fase, antes de um duelo que promete equilíbrio diante de Sofia Kenin nas oitavas. Caso chegue às quartas, há grande chance de enfrentar Serena Williams.

JOVENS TENTAM QUEBRAR HEGEMONIA

Aos 22 anos, Zverev ainda sonha com seu primeiro título de Grand Slam

Aos 22 anos, Alexander Zverev ainda sonha com seu primeiro título de Grand Slam

A luta por um título de Grand Slam entre os homens tem sido restrita a poucos nomes nos últimos anos. Desde 2011, apenas seis jogadores monopolizaram as conquistas: Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Andy Murray, Stan Wawrinka e Marin Cilic.

A nova geração do tênis masculino conta com três nomes no top 10, Daniil Medvedev, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas. Eles aparecem entre os candidatos a quebrar essa hegemonia da geração anterior. No meio do caminho, está Dominic Thiem, já com seus 26 anos e também forte concorrente em quase todo torneio que disputar.

Medvedev é número 4 do mundo e tenta fazer mais um bom Grand Slam depois de ter sido finalista do US Open. O russo de 23 anos estreia contra o norte-americano Frances Tiafoe. Seu caminho tem nomes Jo-Wilfried Tsonga na terceira rodada e Stan Wawrinka nas oitavas. No mesmo quadrante está Zverev, sétimo colocado, que costuma sofrer em fases iniciais de Grand Slam e estreia contra o italiano Marco Cecchinato. O alemão de 22 anos pode ter trabalho caso cruze o caminho do russo Andrey Rublev nas oitavas.

Já do outro lado da chave está Stefanos Tsitsipas, grego de 21 anos e número 6 do mundo, que tem no caminho nomes como Milos Raonic e Roberto Bautista Agut antes de um possível duelo com Novak Djokovic nas quartas. Lembrando que Tsitsipas já teve um grande resultado em Melbourne no ano passado, quando foi semifinalista, e defende 720 pontos no ranking.

OS JOVENS NA ROTA DOS FAVORITOS

Dayana Yastremska (19 anos, 24ª do ranking, Ucrânia)Dayana Yastremska contratou ex-técnico de Naomi Osaka e começou bem a temporada

Um nome a ser observado com atenção na Austrália é o de Dayana Yastremska. A jovem ucraniana de 19 anos chegará a Melbourne como integrante do top 20, depois de ter alcançado a final do Premier de Adelaide nesta semana, passando por nomes como Angelique Kerber e Aryna Sabalenka. Yastremska já tem três títulos de WTA e trouxe para essa temporada o treinador alemão Sascha Bajin, que estava ao lado da atual campeã Naomi Osaka na edição passada do Grand Slam australiano.

A ucraniana estreia contra uma adversária vinda do quali. Na sequência, pode cruzar o caminho da campeã de 2018 Caroline Wozniacki. Caso supere a dinamarquesa, que disputa seu último torneio como profissional, teria boas chances de chegar às oitavas e reencontrar Serena Williams. No ano passado, a ucraniana perdeu para Serena na terceira fase da competição.

Andrey Rublev (22 anos, 18º do ranking, Rússia)
O começo de temporada de Andrey Rublev é perfeito até aqui. Com título em Doha e uma vaga na final de Adelaide, o russo de 22 anos acumula sete vitórias consecutivas e está com o melhor ranking da carreira. Favorito contra o sul-africano Lloyd Harris neste sábado, Rublev tem chance de chegar a Melbourne embalado por dois títulos seguidos.

A estreia de Rublev será contra o anfitrião Christopher O’Connell. A chave do russo é convidativa. Na segunda rodada, ele pode enfrentar o jaopnês Yuichi Sugita ou um rival vindo do quali. O cabeça de chave mais próximo é o belga David Goffin. Já o alemão Alexander Zverev seria um possível adversário nas oitavas.

Denis Shapovalov (20 anos, 13º do ranking, Canadá)Com apenas 20 anos, Denis Shapovalov vive o melhor momento da carreira

Destaque das boas campanhas do Canadá na Copa Davis de 2019 e na ATP Cup de 2020, Denis Shapovalov faz um começo de ano animador. Ele já derrotou dois top 10, Tsitsipas e Zverev. Além de ter travado duelos equilibrados com Alex de Minaur e Novak Djokovic na primeira competição da temporada. A boa fase de Shapovalov já vem desde o ano passado, com o título do ATP 250 de Estocolmo e a chegada à final do Masters 1000 de Paris. O canhoto canadense também tem mostrado muita qualidade no saque nos momentos decisivos das partidas.

O número 13 do mundo estreia contra o húngaro Marton Fucsovics, 66º do ranking. Se vencer, pode ter um duelo da nova geração contra o italiano de 18 anos e 79º colocado Jannik Sinner, revelação da última temporada e que encara um atleta vindo do quali na primeira rodada. Shapovalov ainda  pode ter um duelo de backhands de uma mão contra Grigor Dimitrov na terceira fase, antes de um eventual encontro com Roger Federer nas oitavas.

Sofia Kenin (21 anos, 15ª do ranking, Estados Unidos)
Eleita a jogadora que mais evoluiu no circuito durante a última temporada, Sofia Kenin saltou do 48º para o 12º lugar do ranking ao longo de 2019 e chegará ao Australian Open ocupando a 15ª colocação. A jovem norte-americana de 21 anos já chegou três vezes à terceira rodada do US Open, mas nunca passou da segunda rodada em Melbourne.

Kenin estreia contra uma jogadora vinda do qualificatório e tem na compatriota Sloane Stephens, que não começou bem o ano, a cabeça de chave mais próxima. Nesse cenário, são grandes as chances de um confronto contra a atual campeã Naomi Osaka nas oitavas de final. Elas se enfrentaram na semana passada em Brisbane, com vitória da japonesa em três sets.

Felix Auger-Aliassime (19 anos, 22º do ranking, Canadá)
Outro bom nome da nova geração canadense é Felix Auger-Aliassime. O jogador de 19 anos não foi bem na ATP Cup, onde venceu apenas uma partida, mas se recuperou na última semana em Adelaide. Aliassime venceu dois jogos seguidos e fez uma boa semifinal contra Andrey Rublev no último torneio preparatório.

Ele estreia contra um jogador vindo do quali e depois pode enfrentar o australiano James Duckworth ou o esloveno Aljaz Bedene. O cabeça de chave mais próximo é o francês Gael Monfils, décimo favorito, e possível adversário em eventual terceira rodada. Caso chegue às oitavas de final em um Grand Slam pela primeira vez, o canadense pode cruzar o caminho do número 5 do mundo Dominic Thiem.

Elena Rybakina (20 anos, 30ª do ranking, Cazaquistão)
Jovem cazaque de 20 anos, Elena Rybakina iniciou a temporada com o vice-campeonato do WTA de Shenzhen, o que a ajudou a ser cabeça de chave no Australian Open. Nesta semana, ela alcançou mais uma final, agora em Hobart, que dá ainda mais confiança para ter um bom resultado em Melbourne.

Rybakina ainda busca sua primeira vitória em chaves principais de Grand Slam, depois de ter atuado apenas em Roland Garros e no US Open do ano passado. Ela estreia contra a norte-americana Bernarda Pera e depois encarar a bielorrussa Aliaksandra Sasnovich. A maior expectativa, entretanto, é por um desafio real à número 1 Ashleigh Barty na terceira rodada.

Casper Ruud (21 anos, 46º do ranking, Noruega)Casper Ruud venceu dois jogadores do top 20 na ATP Cup. Ele pode cruzar o caminho de Zverev

Principal nome da equipe norueguesa na ATP Cup, Casper Rudd começou ano vencendo dois integrantes do top 20, o norte-americano John Isner e o italiano Fabio Fognini. Ainda que seu país não tenha passado da fase de grupos em Perth, as vitórias dão bastante confiança para um bom resultado em Grand Slam. Até hoje, Ruud só venceu quatro jogos em torneios deste porte, com destaque para a campanha até a terceira rodada de Roland Garros no ano passado.

Além da estreia contra o bielorrusso Egor Gerasimov, 98º do ranking, Ruud tem a favor o fato de estar na rota de cabeças de chave instáveis. O norueguês pode cruzar o caminho do número 7 do mundo Alexander Zverev na segunda rodada. Caso consiga sua primeira vitória contra top 10, sua principal ameaça até as oitavas seria o georgiano Nikoloz Basilashvili. Só então, poderia cruzar o caminho de Andrey Rublev.

Coco Gauff (15 anos, 66ª do ranking, Estados Unidos)
Sensação da temporada passada depois de saltar mais de 800 posições no ranking, Coco Gauff inicia o terceiro Grand Slam de sua promissora carreira com grandes expectativas. Afinal, ela já tem campanhas até as oitavas de final de Wimbledon e terceira rodada do US Open. Além disso, aparece entre as cem melhores do mundo, tem um título de WTA e uma vitória contra a top 10 Kiki Bertens no currículo.

Logo na primeira rodada, Gauff irá reencontrar Venus Williams. Foi contra Venus, aliás, que a promessa norte-americana deu mostras de seu enorme potencial ao eliminar a ex-número 1 do mundo na primeira rodada de Wimbledon do ano passado. A favor de Gauff também está o fato de Venus ter desistido de jogar em Brisbane e Adelaide por lesão no quadril. Caso passe pela estreia, ela pode enfrentar a romena Sorana Cirstea ou a tcheca Barbora Strycova.

Já em uma possível terceira rodada, há chance de uma revanche contra Osaka, que foi sua algoz em Nova York. Na ocasião, Gauff e Osaka protagonizaram um dos momentos mais emocionantes da temporada, quando a japonesa consolou sua jovem rival e exigiu aplausos para a jogadora que tem grandes chances de se tornar uma estrela do esporte em um futuro próximo.

O que esperar da nova geração no US Open?
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 24, 2019 às 12:07 am

Em meio a diferentes expectativas, tenistas da nova geração do circuito iniciam a disputa do US Open na próxima segunda-feira. Primeiras colocadas no ranking, Naomi Osaka e Ashleigh Barty chegam como fortes candidatas ao título da chave feminina, enquanto Sofia Kenin e Bianca Andreescu ganharam moral após os resultados das últimas semanas. Entre os homens, evidente destaque para a grande fase de Daniil Medvedev, enquanto Karen Khachanov, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas seus buscam melhores resultados em Grand Slam. Nomes como Andrey Rublev e Felix Auger-Aliassime também estão dispostos a surpreender.

As jovens líderes do ranking feminino

Como tem sido frequente no circuito, a nova geração feminina mostra força no US Open e terá as duas principais cabeças de chave. Líder do ranking mundial e atual campeã em Nova York, Naomi Osaka é a principal cabeça de chave da competição. A japonesa de 21 anos tem a missão de defender 2 mil pontos no ranking. Já a australiana Ashleigh Barty, vice-líder do ranking e campeã de Roland Garros, é grande candidata a terminar o torneio na primeira posição. Ela defende apenas 240 pontos das oitavas de final de 2018.


Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por US Open (@usopen) em

Osaka estreia contra a russa Anna Blinkova. Depois pode enfrentar a polonesa Magda Linette ou a australiana Astra Sharma. Quem pode cruzar o caminho da japonesa na terceira rodada é a ex-top 10 espanhola Carla Suárez Navarro, enquanto a suíça Belinda Bencic pode pintar nas oitavas. O quadrante ainda tem o duelo entre as bielorrussas Victoria Azarenka e Aryna Sabalenka, além da sétima favorita Kiki Bertens.

Já Barty, que está com 23 anos, estreia contra a cazaque Zarina Diyas. Na rodada seguinte, pode pintar a norte-americana Lauren Davis ou uma rival vinda do quali. A australiana pode encarar a grega Maria Sakkari na terceira rodada, antes de um eventual duelo contra a ex-líder do ranking Angelique Kerber nas oitavas. Caso chegue às quartas, ela pode cruzar o caminho da hexacampeã Serena Williams.

Andreescu e Kenin chegam voando, Gauff retorna

Outros três bons nomes para prestar atenção na chave feminina em Nova York são a canadense Bianca Andreescu e as norte-americanas Sofia Kenin e Cori Gauff. Andreescu, de 19 anos, já é número 15 do mundo e foi campeã do Premier de Toronto em uma campanha espetacular, eliminando jogadoras do top 10 como Karolina Pliskova e Kiki Bertens. A final contra Serena Williams foi breve, já que a rival abandonou por lesão nas costas. Kenin, de 20 anos, aparece no top 20 do ranking após semifinais no Canadá e em Cincinnati, com quatro vitórias sobre top 10 no período. Já Gauff, de apenas 15 anos e 141ª do ranking, recebeu convite após a campanha até as oitavas em Wimbledon.

A estreia de Andreescu é contra a convidada local Katie Volynets. Depois, ela pode enfrentar Mona Barthel ou Lesia Tsurenko, enquanto a ex-número 1 do mundo Caroline Wozniacki pode pintar na terceira rodada. A canadense pode enfrentar Petra Kvitova ou Sloane Stephens nas oitavas e Simona Halep nas quartas. Kenin terá um duelo norte-americano contra a ex-top 10 CoCo Vandeweghe e pode reeditar a semi de Cincinnati contra Madison Keys já na terceira rodada. Já Gauff estreia contra a russa Anastasia Potapova e pode cruzar o caminho de Osaka na terceira rodada.

https://twitter.com/WTA/status/1162172668365307904

A nova geração norte-americana ainda apresenta duas jovens de 17 anos, Whitney Osuigwe e Catherine McNally. A estreia de Osuigwe será contra a número 5 do mundo Elina Svitolina, enquanto McNally desafia a ex-top 10 Timea Bacsinszky. McNally foi semifinalista no WTA de Washington e aparece no 111º lugar do ranking. Já Osuigwe optou por torneios menores, mas já está muito perto de entrar no top 100. Ela ocupa atualmente a 107ª colocação.

Medvedev em grande fase, Tsitsipas tem estreia dura

O principal nome da nova geração masculina no US Open é Daniil Medvedev. O russo de 23 anos venceu 14 dos 16 jogos que fez em torneios preparatórios, chegando às finais de Washington e Montréal antes de conquistar o maior título da carreira no Masters 1000 de Cincinnati. A grande fase faz com que o russo alcance o inédito lugar no ranking mundial.

Para melhorar a situação, Medvedev tem uma chave favorável. Ele estreia contra o indiano Prajnesh Gunneswaran. Depois, pode enfrentar o boliviano Hugo Dellien ou um jogador vindo do quali. O cabeça de chave mais próximo do russo é o norte-americano Taylor Fritz, enquanto Nikoloz Basilashvili ou Fabio Fognini podem pintar nas oitavas. O primeiro encontro com um rival melhor colocado seria nas quartas, diante do número 1 do mundo Novak Djokovic, a quem já venceu duas vezes este ano.

Outros três jovens jogadores do top 10 estão do outro lado da chave. O grego de 20 anos Stefanos Tsitsipas, número 8 do mundo, terá um duelo da nova geração contra o russo de 21 anos Andrey Rublev, 47º colocado, logo na rodada de estreia. Tsitsipas está no mesmo setor da chave de Nick Kyrgios, seu possível adversário na terceira rodada. Caso chegue até as quartas, pode cruzar o caminho de Dominic Thiem.

Já Alexander Zverev, número 6 do mundo aos 22 anos, e Karen Khachanov, nono colocado aos 23 anos, estão no quadrante do número 2 do mundo e tricampeão Rafael Nadal. Zverev estreia contra o moldavo Radu Albot e pode enfrentar o francês Benoit Paire na terceira rodada. Já Khachanov inicia sua campanha diante do canadense Vasek Pospisil e tem Diego Schwartzman como cabeça de chave mais próximo.

O duelo canadense e os jovens estreantes

Um jogo que merece a atenção do público envolve os canadenses Felix Auger-Aliassime, de 19 anos e 19º do ranking, e Denis Shapovalov, 38º colocado aos 20 anos. Eles já se enfrentaram no US Open do ano passado, quando Aliassime precisou abandonar durante o terceiro set. Este ano, o mais jovem canadense levou a melhor no Masters 1000 de Madri. Já Shapovalov venceu pelo challenger de Drummondville em 2017.

Entre os estreantes nesta edição do US Open, destaque para o italiano de 18 anos Jannik Sinner, que disputará seu primeiro Grand Slam. Ele passou por três rodadas do quali e confirmou sua boa fase. Só neste ano, saltou do 551º lugar do ranking que ocupava em janeiro para a atual 131ª posição. Também furaram o quali o sul-coreano de 23 anos Hyeon Chung, ex-top 20 e atual 151º colocado após ficar cinco meses sem jogar por lesão nas costas, e o norte-americano de 18 anos Jenson Brooksby.

jovem norte-americano de 16 anos Zachary Svajda, jogador que ocupa o modesto 1.410º lugar no ranking da ATP e tem apenas três vitórias em nível future em sua carreira profissional e conseguiu convite para a chave principal do Grand Slam norte-americano depois de ser campeão do USTA Boys’ 18s National Championship, o torneio nacional infanto-juvenil. Seu adversário será o sul-africano Kevin Anderson, ex-top 5 e atual 17º do ranking.

Nova geração feminina domina o início de temporada
Por Mario Sérgio Cruz
março 18, 2019 às 9:54 pm

O título de Bianca Andreescu em Indian Wells confirma uma tendência deste início de temporada no circuito feminino. As representantes da nova geração do circuito têm conquistado os principais torneios disputados nos primeiros meses de 2019. Além disso, seis dos treze eventos do circuito já realizados na temporada foram vencidos por jogadoras com até 21 anos.

Considerando o nível de importância e os pontos distribuídos no ranking em cada competição, os três principais eventos deste início de temporada foram o Australian Open (2.000), o Premier Mandatory de Indian Wells (1.000) e o Premier 5 de Dubai (900). Atual número 1 do mundo, Naomi Osaka estava com 21 anos e dois meses quando triunfou em Melbourne e conquistou o segundo Grand Slam de sua carreira. A suíça Belinda Bencic tinha 21 anos e 11 meses em fevereiro, quando foi campeã em Dubai. Já no último domingo, a canadense de 18 anos Bianca Andreescu conquistou seu primeiro título da carreira no deserto da Califórnia.

As três jogadoras também aparecem entre as que mais venceram jogos diante de adeversárias do top 10. Bencic lidera essa estatística, com seis no total, sendo quatro delas contra rivais do top 5. Já Osaka e Andreescu acumulam três vitórias contra top 10 neste início de temporada do circuito. A única jogadora a se igualar a elas é a belga Elise Mertens, atleta de 23 anos e 14ª do ranking, que derrubou três top 10 no caminho para o título em Doha.

As três não foram as únicas jovens jogadoras a conquistar títulos neste começo de temporada. Logo na primeira semana de janeiro, a bielorrussa de 20 anos Aryna Sabalenka foi campeã na cidade chinesa de Shenzhen. Já a norte-americana Sofia Kenin, também de 20 anos, triunfou em Hobart, na Austrália, também no primeiro mês da temporada. Já em fevereiro, foi a vez de a ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska conquistar seu segundo título de WTA da carreira em Hua Hin, na Tailândia.

Além dos títulos, a nova geração também marcou presença em finais de campeonato. A própria Andreescu começou a temporada indo desde o quali até a final em Auckland, torneio em que eliminou Caroline Wozniacki e Venus Williams antes de perder para Julia Goerges no jogo decisivo. A canhota tcheca de 19 anos Marketa Vondrousova, que fez quartas em Indian Wells e eliminou Simona Halep do torneio, disputou uma final nas quadras duras e cobertas de Budapeste. Já a norte-americana Kenin, campeã em Hobart, disputou mais uma final no ano e ficou com o vice em Acapulco.

Saltos no ranking – Todas essas jogadoras tiveram boa evolução no ranking já neste começo de temporada. Osaka saiu do quinto lugar, que ocupava na virada do ano, para o posto de número 1 do mundo. Bencic, que já foi número 7 do mundo em 2016, mas sofreu com lesões que a tiraram até do top 300, vem recuperando espaço. A suíça, que ocupava o 55º lugar em janeiro, já voltou ao top 20.

O salto de Andreescu foi impressionante. A canadense era 152ª colocada quando entrou em quadra pela primeira vez na temporada em Auckland e já aparece no 24º lugar com apenas cinco torneios disputados em 2019. Kenin subiu do 52º para o atual 34º lugar, Yastremska era 58ª colocada e já aparece no 37º posto, já Vondrousova teve uma subida discreta da 67ª para a 59ª posição.

Mais novidades a caminho – A elite do circuito conta com ainda mais caras novas que estão prontas para disputar títulos no restante da temporada. A norte-americana de 17 anos Amanda Anisimova já é 67ª do ranking, enquanto a russa de mesma idade Anastasia Potapova aparece no 72º lugar. As duas já disputaram finais de WTA na temporada passada, duas para Potapova e uma para Anisimova e ainda buscam o primeiro título de suas carreiras. Quem já conseguiu ganhar um torneio foi a sérvia Olga Danilovic, que está com 18 anos e é 115ª do ranking, mas já venceu o WTA de Moscou, em quadras de saibro, no mês de julho de 2018.

Não nos esqueçamos delas – Embora não estejam repetindo os mesmos resultados que já tiveram, é obrigatório destacar Jelena Ostapenko e Daria Kasatkina, ambas com apenas 21 anos, mas com bastante rodagem em grandes torneios. Campeã de Roland Garros em 2017 e ex-número 5 do mundo, Ostapenko aparece atualmente na 23ª posição e a tem a missão de defender 650 pontos em Miami. Em 2019, a letã venceu apenas quatro jogos e perdeu sete. Já Kasatkina, que começou a temporada no top 10, venceu apenas dois jogos este ano e aparece atualmente no 22º lugar. A falta de bons resultados até fez a jovem jogadora russa encerrar a relação profissional com o treinador belga Philippe Dehaes, com quem trabalhou por dois anos.

O que esperar da nova geração no Australian Open?
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 11, 2019 às 9:31 pm

Primeiro Grand Slam de 2019, o Australian Open começa na próxima segunda-feira (ou noite de domingo, pelo horário brasileiro). Os vários nomes da nova geração do circuito que estão nas chaves principais masculina ou feminina em Melbourne chegam com diferentes ambições. Há os que chegam com expectativa de título ou de uma campanha expressiva, mas há também aqueles que estão na rota dos favoritos e os que terão suas primeiras experiências em torneios deste tamanho.

A consolidação de Osaka

Depois de conquistar seu primeiro título de Grand Slam no US Open, Naomi Osaka mudou de patamar. Passou a ser mais conhecida do grande público, concedeu um número maior de entrevistas e foi alçada à condição de próxima estrela do esporte. Ela inclusive está na capa da edição de 21 de janeiro da revista TIME.

Em trechos já divulgados da entrevista, Osaka falou de sua idolatria por Serena Williams, a quem superou na final em Nova York, e das comparações que são feitas. Mas a jovem japonesa de 21 anos espera trilhar seu próprio caminho. “Não acho que um dia haverá outra Serena Williams. Acho que serei apenas eu mesma”.

Apesar das várias mudanças em sua vida, a jovem japonesa tem conseguido bons resultados depois do título mais importante da carreira. Foi finalista em Tóquio e semifinalista em Pequim ainda no fim de 2018, além de começar a temporada de 2019 com uma semifinal em Brisbane.

Quarta colocada no ranking, Osaka é uma das onze jogadoras que podem terminar o Grand Slam australiano como número 1 do mundo. Mesmo que a liderança ainda não venha, ela já está muito próxima de ter a melhor marca já alcançada pelo tênis japonês, considerando homens e mulheres. Basta a Osaka ganhar mais uma posição para alcançar um inédito top 3 na história de seu país.

Osaka estreia em Melbourne contra a polonesa Magda Linette, 86ª do ranking, para quem perdeu no único duelo anterior, realizado em Washington no ano passado. A cabeça de chave mais próxima é a experiente taiwanesa Su-Wei Hsieh, 28ª favorita. Qiang Wang e Anastasija Sevastova são possíveis cruzamentos nas oitavas, enquanto Madison Keys ou Elina Svitolina podem pintar nas quartas.

Os próximos passos de Zverev

Alexander Zverev terminou a temporada passada conquistando o título mais importante de sua carreira no ATP Finals, em Londres, onde derrotou Roger Federer e Novak Djokovic nas fases decisivas da competição. Número 4 do mundo e vencedor de dez títulos de ATP, incluindo três Masters 1000, o alemão de 21 anos ainda é cobrado pela falta de bons resultados em Grand Slam.

Em 14 disputas de Grand Slam na chave principal, Zverev tem como melhor resultado a chegada às quartas de final de Roland Garros no ano passado. Antes disso, a campanha de maior destaque havia sido uma até as oitavas na grama de Wimbledon em 2017. Apesar de ainda jovem, ele já fará sua quarta participação no Australian Open e parou na terceira rodada nos dois últimos anos.

20190110-alexander-zvererv-practice-008_g

No início de 2019, Zverev disputou quatro partidas de simples e mais quatro nas duplas mistas durante a semana passada pela Copa Hopman. Vice-campeão ao lado de Angelique Kerber na competição entre países, o alemão preferiu se poupar na segunda semana do ano. Uma lesão na coxa o impediu de fazer uma exibição contra Borna Coric em Adelaide na última segunda-feira, e uma leve torção no tornozelo durante os treinos em Melbourne também preocupou durante a semana.

A estreia de Zverev no primeiro Grand Slam do ano será contra o esloveno Aljaz Bedene, 67º colocado, a quem derrotou em dois embates anteriores. Caso confirme o favoritismo, o alemão enfrentará o vencedor do duelo francês entre o veterano de 31 anos Jeremy Chardy e o novato de 20 anos Ugo Humbert. O também francês Gilles Simon pode pintar na terceira rodada, enquanto o canadense Milos Raonic é um possível adversário nas oitavas. Borna Coric e Dominic Thiem são as maiores ameaças em possíveis quartas.

Um duelo de jovens promessas

A primeira rodada em Melbourne reserva um duelo entre duas jovens promessas do circuito, a canadense de 18 anos Bianca Andreescu e a norte-americana de 16 anos Whitney Osuigwe. E quem vencer, já pode cruzar o caminho da cabeça 13 Anastasija Sevastova logo na fase seguinte.

Andreescu é uma das jogadoras em melhor fase neste início de temporada. A canadense venceu sete jogos seguidos em Auckland, incluindo duelos contra as ex-líderes do ranking Caroline Wozniacki (atual campeã do Australian Open) e Venus Williams, que a fizeram sair do 178º lugar para a melhor marca da carreira na 107ª posição. Já em Melbourne, passou por um qualificatório de três rodadas para alcançar o segundo Grand Slam de sua carreira e deverá debutar no top 100 após o Australian Open.

Osuigwe vem de um excelente ano em que saltou do 1.120º lugar para a atual 202ª posição no ranking da WTA, com direito a um título no ITF de US$ 80 mil em Tyler, no Texas, vencendo Beatriz Haddad Maia na final. Mesmo sem ter disputado nenhuma competição oficial nas duas primeiras semanas da temporada e participando apenas de exibições, a jovem norte-americana já conseguiu o melhor ranking da carreira ao ocupar o 199º lugar. Convidada para atuar na Austrália, ela também disputará seu segundo Grand Slam.

Quem chega com moral

Alguns nomes da nova geração do circuito chegam com moral para o Australian Open após bons resultados no começo do ano. São os casos de Aryna Sabalenka, Ashleigh Barty e Alex de Minaur. Também vale o destaques para quem se destacou no fim do ano passado, como Borna Coric e Karen Khachanov.

DwJDeQRXgAMVfq_

Depois de saltar do 78º para o 11º lugar do ranking em 2018, a bielorrussa Aryna Sabalenka iniciou a temporada conquistando seu terceiro título de WTA em Shenzhen. Com estilo de jogo agressivo, a jovem de 20 anos tenta chegar às quartas de final de um Grand Slam pela primeira vez, depois de ter parado nas oitavas no US Open, e tem chances matemáticas até mesmo de encerrar o Australian Open como número 1 do mundo. Sabalenka estreia contra a russa Anna Kalinskaya e pode encarar Petra Kvitova nas oitavas.

Ashleigh Barty é uma tenista com golpes mais clássicos e que sabe variar alturas e velocidades, sabendo usar drop-shots e slices a seu favor. A australiana de 22 anos e número 15 do mundo foi bem na Copa Hopman e também é finalista do WTA de Sydney, onde já derrotou a número 1 do mundo Simona Halep e a top 10 Kiki Bertens. Barty inicia a campanha contra a tailandesa Luksika Kumkhum e está na rota de Jelena Ostapenko para a terceira rodada, e de Caroline Wozniacki ou Maria Sharapova nas oitavas.

Alex de Minaur saltou do 208º para o 31º lugar do ranking em 2018 e começou a nova temporada com quartas em Brisbane e conquistando seu primeiro título de ATP em Sydney, com vitórias na semi e na final neste sábado. Cada vez mais consolidado, o jovem australiano pode ser uma ameaça ao número 2 do mundo Rafael Nadal logo na terceira rodada em Melbourne.

https://twitter.com/TennisTV/status/1083277652121796608

Números 11 e 12 do mundo aos 22 anos, Khachanov e Coric chegam amparados pelos feitos na reta final de 2018. O russo venceu seu primeiro Masters 1000 em Paris, enquanto o croata foi vice-campeão em Xangai. Khachanov estreia contra o alemão Peter Gojowczyk e pode encarar o atual vice-campeão Marin Cilic nas oitavas, enquanto Coric está no caminho de Dominic Thiem.

Na rota de favoritos 

Jovens tenistas aparecem também como possíveis adversários de alguns dos principais cabeças de chave. Logo na primeira rodada, o chileno de 22 anos e 86º do mundo Christian Garin desafia o belga David Goffin, ex-top 10 e atual 22º do ranking. Na fase seguinte, o francês de 19 anos e 98º colocado Ugo Humbert é um possível rival de Alexander Zverev, enquanto o convidado australiano de 19 anos e 149º colocado Alexei Popyrin é um possível adversário de Dominic Thiem.

Entre as mulheres, destaque para Sofia Kenin. Jogadora de apenas 20 anos, Kenin já começou a temporada com um título de duplas em Auckland e conquistando o WTA de Hobart. Atual 56ª do ranking, a norte-americana já chegará a Melbourne com o melhor ranking da carreira, já entre as 40 melhores do mundo.

A estreia de Kenin será contra a russa de 21 anos, vinda do qualificatório e estreante em Grand Slam Veronika Kudermetova. Em caso de vitória, a norte-americana pode cruzar o caminho da número 1 do mundo Simona Halep já na segunda rodada. Lembrando que Halep está sem vencer desde agosto, encerrou a última temporada mais cedo por conta de lesão nas costas e já tem uma estreia difícil contra a experiente estoniana de 33 anos Kaia Kanepi, sua algoz no último US Open.

Estreantes

A polonesa de 17 anos Iga Swiatek disputará o primeiro Grand Slam da carreira. Campeã juvenil de Wimbledon no ano passado, Swiatek também venceu quatro torneios profissionais da ITF e saltou da 690ª para a 175ª posição do ranking. Ela começou a temporada de 2019 parando na última rodada do quali em Auckland e furando o quali do Australian Open. Sua primeira rival será a romena Ana Bogdan.

Iga Swiatek só está disputando os Grand Slam como juvenil este ano. Ela já venceu cinco torneios profissionais

Iga Swiatek é atual campeã juvenil de Wimbledon

Já o alemão de 18 anos Rudolf Molleker saltou do 597º para o atual 198º lugar do ranking mundial ao longo do ano passado e aparece atualmente na 207ª posição. Vindo do quali em Melbourne, o jovem germâncio inicia a caminhada contra o cabeça 18 Diego Schwartzman e pode cruzar o caminho de Kyle Edmund ou Tomas Berdych na terceira rodada.