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Juvenil japonês assume o nº 1 após título de Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 15, 2019 às 10:02 pm
Shintaro Mochizuki é o primeiro japonês a ganhar um Grand Slam juvenil no masculino (Foto: Arata Yamaoka)

Shintaro Mochizuki é o primeiro japonês a ganhar um Grand Slam juvenil no masculino (Foto: Arata Yamaoka)

Mesmo com pouquíssima experiência em quadras de grama, o japonês de 16 anos Shintaro Mochizuki fez história para seu país e conquistou o título juvenil de Wimbledon no último domingo após a vitória por 6/3 e 6/2 sobre o espanhol Carlos Gimeno Valero. Mochizuki é o primeiro japonês a vencer um Grand Slam juvenil entre os meninos. No feminino, Kazuko Sawamatsu foi campeã de Roland Garros e Wimbledon em 1969.

Chama atenção o fato de Mochizuki ter disputado seu primeiro torneio na grama apenas duas semanas antes de Wimbledon. Mas logo de cara, foi campeão de um torneio ITF J1 em Nottingham. Na sequência, chegou às oitavas em Roehampton, onde também foi semifinalista de duplas, para então ser campeão do Grand Slam londrino.

Se há duas semanas, Mochizuki entrava no top 10 do ranking mundial juvenil, nesta segunda-feira ele já aparece na liderança do ranking. Ele ultrapassou oito concorrentes para assumir a liderança, deixando para trás o dinamarquês Holger Rune (campeão de Roland Garros) e o italiano Lorenzo Musetti (vencedor do Australian Open).

Apesar de ter jogado muito pouco no piso, o estilo de jogo do japonês acabou sendo bem propício ao piso. “Eu gosto de vir para a rede. Meu treinador me ensinou, e eu sou bom nisso. Eu pratiquei muito e melhorei a cada jogo jogo”, comenta Mochizuki, que passou quatro anos na IMG Academy, na Flórida, onde também conheceu Kei Nishikori. “Ele é muito legal. E me deu muitos conselhos na academia. Às vezes eu treino com ele e aprendi bastante com ele. É um cara esperto”.

Superado por Mochizuki na final, Carlos Gimeno Valero está com 18 anos e disputava uma competição na grama pela primeira vez. “Eu nunca havia jogado na grama e foi meu primeiro torneio, então foi uma experiência muito boa. Não foi tão difícil. Desde o primeiro momento, me senti bem e melhorei com o passar dos dias”, comenta o espanhol, que saltou do 49º para o 13º lugar do ranking.

Um dado curioso sobre Gimeno Valero é que ele é treinado pelo espanhol de 27 anos Javier Martí. Apontado como um possível sucessor de Rafael Nadal no início de sua carreira profissional, com 18 títulos de nível future, Martí acumulou 50 vitórias e quatro finais em challenger, mas só venceu dois jogos de ATP. Depois de ter como melhor ranking apenas o 170º lugar, deixou de jogar profissionalmente e investiu na carreira de treinador.

Ucrânia forma mais uma campeã
O título da chave feminina no torneio juvenil de Wimbledon ficou com a ucraniana Daria Snigur, outra que se destacou em torneios preparatórios e venceu doze jogos seguidos na grana. Uma semana antes do Grand Slam londrino, ela foi campeã em Roehampton. Nas duas finais, ela venceu a norte-americana Alexa Noel em sets diretos, marcando um duplo 6/4 no último sábado e as parciais de 6/1 e 6/2 na semana anterior.

Snigur repete a conquista de Kateryna Bondarenko em 2004. Nesta década, outras duas ucranianas foram finalistas do torneio juvenil de Wimbledon, Elina Svitolina em 2012 e Dayana Yastremska em 2016. Recentemente, a Ucrânia ainda formou Marta Kostyuk, que foi campeã juvenil do Australian Open em 2017. Já com 17 anos e com três títulos profissionais no circuito da ITF, Snigur encerra sua trajetória como juvenil e passa a focar nas competições profissionais. Ela já aparece no 423º lugar do ranking da WTA.