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Brasil vence Sul-Americano de 12, Londrina recebe ITF
Por Mario Sérgio Cruz
julho 3, 2022 às 10:51 pm

A equipe foi formada por Thiago Santana⁣, Henrique Vialle e Livas Damazio⁣. O capitão foi Murilo Martiniano

O Brasil conquistou no último sábado o título do Sul-Americano 12 masculino anos realizado em Punta del Este. Os brasileiros venceram a Argentina na Final. A equipe nacional foi formada por Thiago Santana⁣, Henrique Vialle e Livas Damazio⁣.

Na decisão diante dos argentinos Henrique Vialle derrotou Enzo Díaz por 6/2 e 7/6 (7-2), enquanto Livas Damazio passou por Demián Luna por duplo 6/1. O capitão do time foi Murilo Martiniano.

A equipe feminina terminou a competição em terceiro lugar, vencendo a Venezuela por 2 a 1. Maria Eduarda Santos perdeu para Valeria Larrovere por 7/5 e 6/3, Nauhany Silva empatou a série ao superar Sandra Talamo por 6/1 e 6/2. Nas duplas, Maria Eduarda Santos e Nauhany Silva bateram Valeria Larrovere e Sandra Talamo por 4/6, 6/1 e 10-5. O time feminino ainda teve Flavia Cherobim⁣ e o capitão Eder Barboza. O Paraguai ficou em primeiro e a Argentina em segundo.

Londrina recebe ITF nesta semana
Tradicional evento no circuito mundial juvenil da Federação Internacional, a 35ª edição da Londrina Juniors Cup, torneio ITF J4 que vale 60 pontos no ranking começa nesta segunda-feira. Os jogos acontecem nas quadras de saibro do Londrina Country Club.

A chave masculina é liderada por Matheus de Lima, que estreia contra João Vitor do Lago. Já o cabeça 2 é Henrique de Britto, que jogará contra Pedro Almeida Melli. Ainda figuram entre os favoritos Victor Milare Alves, Kauã Cressoni, Henrique Ushizima, Rafael Sabio, Paulo Etchecoin e William Norton. Atletas da Argentina e da Bolívia também jogam.

No feminino, todas as jogadoras da chave são brasileiras. A favorita é Maria Luisa Oliveira, que estreia contra Maria Munhoz. Já Olivia Carneiro, que disputou Roland Garros, enfrenta Luise Barros. O evento ainda tem Cecilia Costa, Sthefany de Lima, Gabriela Felix, Isabela Romanichen, Aline Midori da Silva e Luana Paiva entre as cabeças de chave.

Bia Guerra campeã de duplas e vice em simples
Também nesta semana, a juvenil potiguar Beatriz Guerra, de apenas 15 anos, conquistou o título de duplas ITF J5 de Salta, em quadras de saibro na Argentina. Bia Guerra e a argentina Luisina Giovannini venceram a final disputada na sexta-feira contra as argentinas Pilar Beveraggi Lespiau e Luna Maria Cinalli por 6/4 e 6/0. Em simples, Bia Guerra venceu quatro jogos contra tenistas argentinas Mayra Gisone, Maria Milagros, Emilse Lujan Ruiz e Pilar Beveraggi. Ela enfrentaria Luisina Giovannini na final de sábado, mas se retirou da competição. Seu próximo evento será em Londrina.

Título de Bia traz impacto valioso para nova geração
Por Mario Sérgio Cruz
junho 13, 2022 às 11:28 am

Em semana perfeita, Bia foi campeã de simples e duplas no WTA 250 de Nottingham (Foto: LTA)

Em um domingo histórico para o tênis brasileiro, Beatriz Haddad Maia foi campeã de simples e duplas do WTA 250 de Nottingham. Aos 26 anos, ela conquistou maior título de sua carreira de simples e o primeiro na elite do circuito. Jogando duplas, ao lado da experiente Shuai Zhang, número 4 do mundo na modalidade, chegou ao quarto troféu da carreira e o segundo na temporada. Bia fez história com sua semana perfeita e pode inspirar muito as novas gerações de nosso tênis feminino.

Já nesta segunda-feira, Bia também alcançou os melhores rankings da carreira nas duas modalidades, assumindo o 32º lugar em simples e a 27ª posição nas duplas. Ela também já tem a terceira melhor marca de uma brasileira no ranking de simples, ficando atrás da 31ª posição de Niege Dias em 1988 e do 29º lugar da lendária Maria Esther Bueno em 1976. Cabe sempre a explicação de que o ranking da WTA foi instituído em 1975, já na fase final da carreira da Bailarina do Tênis, vencedora de sete títulos de Grand Slam em simples e 19 em todas as categorias. Maria Esther era também a última brasileira a vencer um torneio profissional de simples na grama, em 1968.

A excelente fase vivida por Bia e também por outras brasileiras no circuito -e aí temos que lembrar da medalha olímpica de Luísa Stefani e Laura Pigossi, das conquistas de duplas de Stefani no circuito, da recente final de simples de Pigossi no WTA de Bogotá, e também do crescimento de jogadoras como Carol Meligeni, Ingrid Martins e Rebeca Pereira- traz um impacto muito valioso para as jogadoras mais jovens, que terão a possibilidade de conviver com suas referências.

O Brasil ficou sem sem uma representante em chave principal de Grand Slam desde Andrea Vieira em 1993 até 2013, com Teliana Pereira. A pernambucana, que viria a conquistar dois WTA no ano de 2015 em Bogotá e Florianópolis, foi a primeira a derrubar os vários “desde 89″ que nossas jogadoras vêm superando nesses últimos anos. Teliana foi a primeira no top 100, a primeira a jogar um Slam, a primeira a conseguir uma vitória, e também a primeira a vencer torneios da elite do circuito depois de muito tempo. Ela recolocou o país no mapa do tênis feminino. Com Bia, o Brasil voltou a comemorar vitórias contra tenistas do top 10. Além de outras várias as situações em que você tem que voltar mais de 30 anos no tempo para encontrar um paralelo.

Agora, não. As meninas mais novas estão acompanhando de perto e vendo que é possível. E quando você tem exemplos no circuito atual, com a realidade e necessidades de hoje, é uma referência muito mais palpável do que pensar no tênis de 30 anos atrás. O esporte era outro e o mundo era outro. É possível também assistir a todos os jogos de uma campanha de título, como aconteceu nesta semana, em que vimos Bia vencer Qiang Wang, Yuriko Miyazaki, Maria Sakkari, Tereza Martincova e Alison Riske.

Formação para novas jogadoras

Quando está no Brasil, durante poucas semanas do ano, Bia tem base de treinamento em São Paulo e tem a companhia de jovens jogadoras como Olivia Carneiro, de 15 anos, e que acabou de jogar o torneio juvenil de Roland Garros, Ana Candiotto, de 18, que jogou o Australian Open juvenil no começo da temporada, e de Victoria Barros, que recentemente participou da campanha que classificou o Brasil para o Mundial de 14 anos. Para essas e outras meninas, ter uma top 100 (e agora top 40) por perto é uma experiência super positiva. Você consegue conviver com alguém que está disputando os maiores torneios do mundo e enfrentando as melhores jogadoras, e absorve o que é feito em termos de jogo e de preparação para chegar nesse nível. É muito enriquecedor.

Logicamente, o nosso trabalho de base ainda precisa melhorar. O Brasil atualmente tem apenas uma menina próxima do top 100 do ranking juvenil e as presenças em Grand Slam da categoria ainda são esporádicas. Quando chegamos a torneios como Mundial de 16 anos, Banana Bowl ou Brasil Juniors Cup (antiga Copa Gerdau) de 18, elas ainda têm dificuldade. Mas é um quadro que a gente pode começar a reverter conforme essas meninas forem convivendo com as melhores do país, sentindo a bola delas e vendo o que elas fazem dentro e fora da quadra.

Cabe até mesmo o debate sobre mudança de estilos de jogo, já que gente ainda forma meninas que jogam bem atrás da linha e não pegam tantas bolas na subida, o que está cada vez mais distante da realidade de um circuito cada vez mais focado nas quadras duras e onde até mesmo as campeãs de grandes torneios no saibro já não jogam mais assim há muito tempo. Nossos técnicos também podem aprender muito tendo uma jogadora desse nível por perto.

Mais atenção ao tênis feminino e torneios no país
A grande fase também pode atrai a atenção de um novo perfil de público, independentemente se irão se tornar novos praticantes ou não. Para quem cobre o circuito com frequência, já é possível verificar o aumento do interesse em acompanhar os resultados e histórias das jogadoras. Há também um maior alcance nas redes sociais. Mais pessoas nos perguntam sobre quais são os próximos torneios das meninas e querem tirar dúvidas sobre as particularidades do circuito.

Talvez no curto ou médio prazo, isso também traga até mais interesse para o tênis feminino de um modo geral, e não apenas sobre as brasileiras. Isso seria uma mina de ouro para a WTA, ainda mais no circuito atual com mulheres de perfis bastante diversos disputando as primeiras posições. É possível agradar diferentes públicos e aumentar a base de fãs de diferentes jogadoras, um cenário ideal para atrair grandes eventos.

A própria Bia já falou recentemente a TenisBrasil sobre o desejo de poder voltar a disputar um WTA no país, o que não acontece desde 2016. E na América do Sul, o único 250 do calendário é o torneio de Bogotá, no saibro. “Acho fundamental ter mais torneios aqui. Eu sei o quanto é difícil, eu sei o quanto é caro, e que não é fácil fazer tênis na América do Sul. A gente não tem os mesmos recursos e não tem a mesmas estruturas. Mas se a gente consegue fazer para homem, a gente consegue fazer para mulher. Isso para mim é muito claro”, disse em entrevista durante o WTA de Monterrey, em fevereiro deste ano, no México. “A nossa parte, como tenistas, treinadores e todas as pessoas envolvidas no tênis feminino, a gente está fazendo. Algumas outras coisas não estão no nosso controle. Eu vou seguir trabalhando para expor o tênis brasileiro feminino lá fora e, quem sabe, a gente ter mais oportunidades de realizar torneios. Mas acho que a gente merece. A gente está num momento que a América do Sul merece, especialmente o Brasil”.

Ela também destaca o intercâmbio possibilitado por mais torneios no Brasil e na América do Sul seria um fator determinante para o desenvolvimento e evolução das jovens jogadoras. “Acredito que isso seja fundamental para a formação das meninas, para elas terem contato com as melhores jogadoras. Também seria bom para os treinadores poderem ver o trabalho uns dos outros. A gente sempre fala disso. Essa é a dificuldade e deficiência na formação, mas é muito difícil quando se tem tudo longe. Tudo é em dólar ou em euro. Tudo é muito caro. É difícil ter acesso. Eu que sou brasileira, passei na temporada passada só 15 dias no Brasil. Para a gente que joga o circuito já é difícil. Imagina para quem sonha em chegar onde a gente está”.

A formação de tenistas no país ainda é muito focada no circuito masculino. E se as oportunidades de intercâmbio e recursos para nossos tenistas já não são muitas, para as meninas são menos ainda. Não por acaso, o Brasil coloca quase todo ano dois ou três jogadores em chaves juvenis de Grand Slam e nas primeiras posições do ranking da categoria, com merecido destaque. Já entre as meninas, foram poucas as que tiveram essas oportunidades de disputar grandes torneios desde o juvenil. Bia, Laura e Luísa felizmente puderam vivenciar esse ambiente do alto nível desde muito novas. A esperança é de que cada vez mais meninas tenham essas mesmas chances e cresçam no circuito.

João Fonseca e Olivia Carneiro garantem vagas em Roland Garros juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
abril 10, 2022 às 9:07 pm

João Fonseca e Olivia Carneiro venceram a seletiva brasileira disputada no Rio de Janeiro (Foto: Marcello Zambrana/CBT)

O carioca João Fonseca e a paulista Olivia Carneiro conquistaram neste domingo os títulos do Roland Garros Junior Wild Card Series. Com isso, eles garantiram vagas na chave juvenil do Grand Slam francês, que será disputado em Paris em junho deste ano. A seletiva brasileira foi disputada nesta semana por tenistas de até 16 anos nas quadras de saibro do Rio de Janeiro Country Club.

Em uma final entre os dois principais cabeças de chave, João Fonseca derrotou o mineiro Pedro Rodrigues por 6/1 e 7/5. Único juvenil brasileiro no top 100 do ranking mundial, ocupando atualmente o 91º lugar, o carioca de 15 anos disputará seu primeiro Grand Slam.

“Já jogo com Pedro há muito tempo. Tive momentos delicados na partida, mas soube lidar com a pressão de estar atrás. Foi um torneio em que estive em boa forma e estou muito feliz por conquistar esse acesso. Um dos torneios mais marcantes”, comentou Fonseca, após a partida deste domingo. Já o vice-campeão Pedro Rodrigues está com 16 anos e ocupa o 409º lugar do ranking, vindo de dois títulos na Bolívia.

Já na final feminina, Olivia Carneiro derrotou a carioca Sthefany Lima por 6/4 e 6/3. “Estou muito feliz. Eu me preparei demais para isso, em busca da realização de um sonho. Conquistei! E agora é me preparar mais ainda. Foram jogos difíceis e soube lidar com a pressão e com as características diferentes das minhas adversárias”, afirmou Olivia Carneiro, que tem 15 anos e ocupa o 368º lugar do ranking. Ela segue para Salinas, no Equador, onde irá treinar com a equipe brasileira da Copa Billie Jean King. 

Atualmente, Carneiro é a quinta melhor brasileira na classificação da ITF, mas a primeira com menos de 16 anos. Já Sthefany Lima está no 642º lugar.

Semana também foi de Sul-Americano Individual

Ana Candiotto disputou quartas em simples e semi de duplas no Sul-Americano em Lima

A última semana também foi de disputas pelo ITF JB1 de Lima, torneio Sul-Americano Individual, disputado nas quadras de saibro de Lima, no Peru. O evento vale 300 pontos no ranking mundial juvenil.

A paulista de 17 anos Ana Candiotto, 111ª do ranking, chegou às quartas de final de simples e mais a semifinal de duplas. Isso rende a ela 100 pontos individualmente, e mais 105 como duplista.

Para a composição do ranking, são considerados os seis melhores resultados em simples e mais 25% das seis melhores pontuações nas duplas. Candiotto tenta se firmar entre as cem melhores e subir ainda no ranking nas próximas semanas em busca de vagas em Roland Garros e Wimbledon.

Também em Lima, as catarinenses Maria Turchetto, 186ª do ranking, e Carolina Laydner, 243ª colocada, foram superadas nas quartas. Ambas recebem 100 pontos. Já Victor Tosetto, 236º no ranking masculino, parou nas oitavas e recebe 60 pontos. O torneio ainda contou com Maria Luisa Oliveira e Henrique de Brito, eliminados na estreia.

Argentino e Peruana conquistaram os títulos

O título da chave masculina de simples ficou com o argentino de 18 anos Lautaro Midon, 22º do ranking, que venceu o peruano Gonzalo Bueno, número 6 do mundo na categoria, por 6/1 e 6/3. No feminino, quem ganhou foi a peruana de 16 anos Lucciana Perez Alarcon, 69ª colocada, que derrotou a argentina Luciana Moyano, 48ª, por 7/5, 4/6 e 6/4. As campeãs nas duplas femininas são as paraguaias Leyla Britez Risso e Paulina Franco Martinessi. Já na dupla masculina, título para os peruanos Gonzalo Bueno e Ignacio Buse.

Pignaton cai na semi de simples e é vice nas duplas

O juvenil de 16 anos Lucca Pignaton, que já disputou competições nacionais pela Federação do Espírito Santo e treina atualmente nos Estados Unidos, vem de duas semifinais seguidas em torneios ITF J5 Tegucigalpa, em Honduras. Pignaton é o atual 797º do ranking mundial juvenil e também jogou a final de duplas na última semana.

Além de disputar os torneios do circuito mundial juvenil, tendo predileção pelas quadras de piso duro, ele já atuou como parceiro de treinos de nomes como Sloane Stephens, Shelby Rogers, Coco Gauff e Kevin Anderson. Há duas semanas, Pignaton ganhou um título de duplas em Porto Rico, em parceria nacional com Rafael Gracie.

Jovens aproveitam torneios no Brasil e somam pontos
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 24, 2021 às 8:28 pm

Pedro Boscardin conquistou seu primeiro título em Rio do Sul, superando Gustavo Heide na final (Foto: Luiz Candido/Divulgação)

A série de torneios profissionais no Brasil durante o segundo semestre tem sido positiva para tenistas da nova geração do país. Enquanto nomes como o paulista de 19 anos Gustavo Heide e o catarinense de 18 Pedro Boscardin já estão na luta por títulos e finais, outros jovens tenistas estão aproveitando a oportunidade para marcarem seus primeiros pontos no ranking da ATP.

Boscardin conquistou neste domingo seu primeiro título profissional ao superar Heide na final do ITF M25 de Rio do Sul por 7/6 e 6/4. Ex-número 6 juvenil e atual 988º colocado na ATP, ele receberá 20 pontos no ranking do dia 1º de novembro. “Em primeiro lugar, estou muito feliz por poder voltar a jogar um torneio profissional aqui no Brasil. Fazia um bom tempo que não tinha essa oportunidade por conta da pandemia e, por conta disso, boa parte dos torneios que disputei foram na Europa. Foram 4 meses e meio de gira, então estou contente por finalmente competir em casa”, disse Boscardin, que conquistou seu primeiro ponto na ATP em abril deste ano, jogando na Sérvia.

Por sua vez, Heide já disputou três finais na temporada, com dois títulos e um vice. A primeira conquista foi em Ibagué, na Colômbia, e a segunda aconteceu há duas semanas, no Recife. Atualmente com o melhor ranking da carreira, ocupando o 766º lugar, ele comemora a chance de jogar em casa. “Ganhar no meu País é muito especial, principalmente por ter a torcida me apoiando. Estou contente por novamente ter este contato com público, tirar fotos com a galera e sentir este calor que me motiva muito a seguir em frente” destacou o jovem paulista. “Jogar fora é outra realidade, é mais caro viajar, mais difícil, e jogar no Brasil é sempre muito bom, estar mais perto da sua cidade, entre outras coisas. Então, neste aspecto, são semanas muito positivas”.

Primeiros pontos na ATP para Lima, Schiessl e Obeid
Entre os jogadores que pontuaram pela primeira vez na ATP está o paranaense de 16 anos Matheus de Lima. Depois de ter atuado na Copa Davis Júnior, ele recebeu convite para jogar o ITF M25 de Rio do Sul e venceu seu primeiro jogo profissional contra Pedro Cressoni por 6/2 e 6/0. “Estou muito feliz por essa conquista. Foi um jogo muito bom, e me senti muito bem dentro de quadra. Foi um começo um pouco nervoso, por ser o meu primeiro torneio profissional, mas fiquei pensando no que o meu treinador disse, que era pra entrar em quadra e fazer o meu jogo, jogar solto. Aos poucos fui me soltando até conseguir esse bom resultado”, comemorou o curitibano, que caiu nas oitavas para o experiente Wilson Leite.

O juvenil de 16 anos Matheus de Lima marcou seu primeiro ponto na ATP nesta semana em Rio do Sul (Foto: Luiz Cândido/Divulgação)

Também paranaense, o jovenil de 17 anos João Eduardo Schiessl já acumula duas vitórias no circuito. Durante o ITF de Recife, há duas semanas, Schiessl derrotou o uruguaio Ignacio Carou, salvando três match-points. Já em Rio do Sul, ele foi além e eliminou o cabeça 2 Matheus Alves, 493º do ranking.

Por sua vez, o goiano de 20 anos Lucas Obeid superou uma grave lesão que o fez duvidar se poderia voltar a jogar. Ele venceu uma partida na capital pernambucana. “No começo desse ano, passei por um momento muito difícil e até pensei em parar de jogar por conta de dores no ombro direito, já que tive síndrome do impacto nessa região e fiquei 5 meses sem bater com a direita”, revelou, em entrevista ao Instituto Sports. “Meu pai, o Habib Obeid, me motivou bastante. Passamos em vários fisioterapeutas e nada de achar a solução para essa dor. Foi então que decidimos estudar por conta própria essa lesão, uma vez que ele é médico e eu entrei para a faculdade de medicina, e pude ir melhorando a cada semana”.

Meninas também aproveitam a chance em Piracicaba e Rio do Sul
As competições femininas também foram retomadas nas últimas semanas, primeiro com um ITF W15 em Piracicaba e agora com um W25 em Rio do Sul. Diferente do que acontece na ATP, a WTA exige que uma jogadora pontue em três torneios diferentes ou faça 10 pontos para entrar no ranking. Ainda assim, jovens jogadoras como Ana Candiotto, Juliana Munhoz, Ana Maria Coelho e Sofia Mendonça puderam comemorar suas primeiras vitórias no circuito profissional.

“Estou muito feliz com a minha primeira vitória no profissional, ainda mais sendo no Brasil. Com certeza lá na frente eu vou olhar para trás e me lembrar desse momento. Acho que é um começo muito importante na minha carreira, consegui fazer um bom jogo, apesar de um pouco de nervosismo pelo primeiro torneio”, disse Ana Candiotto, de 17 anos, que venceu uma partida em Piracicaba contra Beatriz Verdial por 6/0 e 6/2, antes de cair para a italiana Miriana Tona nas oitavas. A paulista é a atual 181ª colocada no ranking juvenil e disputou a chave de Roland Garros na categoria no ano passado.

Juliana Munhoz, de 17 anos, aproveitou a chance em Piracicaba e venceu dois jogos para chegar às quartas (Foto: João Pires)

Juliana Munhoz também se destacou. A tenista de 17 anos venceu dois jogos em Piracicaba, contra a paraguaia Susan Doldan e a brasileira Sofia Mendonça. Ela caiu nas quartas de final para a argentina de 27 anos Victoria Bosio, principal cabeça de chave do torneio e 446ª do ranking, em uma partida de 3h03. “Estou muito feliz com a minha performance, foi realmente acima do que eu estava esperando. Um dos melhores jogos da minha vida. Acho que foi muito no detalhe. Eu tive vários match points, mas não é que eu joguei mal naqueles momentos. Ela jogou muito bem, subiu o nível. Eu fiz tudo que pude, é frustrante não sair com a vitória, mas é uma experiência que vou levar”, analisou a paulista. “Eu levo muita experiência, aprendizado de como ela lidou com situações adversas e também de como eu consegui lidar. Ela estava sacando em 5/4 no segundo set, 30-0, eu consegui virar e botar muita energia e acho que tudo soma para o aprendizado”.

“Estou mais acostumada a jogar torneios juvenis e a de um torneio profissional organização é totalmente diferente. Fiquei muito surpresa com as quadras de treino, tem para quando a gente quer. A bola é um pouco rápida, as quadras estão muito boas e adorei a organização”, comentou a juvenil de 17 anos. “Eu acho que é para isso que a gente treina, né? Eu ainda sou júnior e estar tendo essa experiência é incrível. Jogar contra a cabeça 1 de um torneio profissional é uma bela experiência e também um jeito de medir o nível”.

Ana Maria Coelho, de apenas 14 anos, também marcou sua primeira vitória no tênis profissional (Foto: João Pires)

Ainda mais jovem, Ana Maria Coelho conseguiu sua primeira vitória como profissional aos 14 anos no interior paulista. Vinda do quali em Piracicaba, ela passou por Mariana Galvão Borges por 7/6 (7-5), 4/6 e 6/1. Ela só caiu nas oitavas para a chilena Fernanda Astete. “Não caiu a ficha ainda. Oito dias antes, eu nem sabia que ia ter o torneio e agora estou fazendo ponto na WTA. Eu não sei nem explicar. Estou muito feliz, não só pelo resultado, mas comigo mesma. No primeiro set eu estive o tempo todo atrás, ela coloca muita bola na quadra. No segundo eu estava ganhando de 4/3, perdi de 6/4 e estava destruída fisicamente”.

Já Sofia Mendonça, de 19 anos, tenta entrar no ranking depois de ter conseguido vitórias nas chaves principais de Piracicaba e Rio do Sul. Para ela, basta apenas pontuar em mais um torneio. A jovem tenista lembra da dificuldade que teve para manter um calendário durante a pandemia. “Foi muito difícil, por conta da pandemia, a gente se manter ativa no circuito. Eu tive só uma oportunidade de viajar nesses dois anos. Então, ter oportunidade de jogar no Brasil foi crucial. Esse período de transição já é difícil, a gente na América do Sul já tem dificuldade de competir por ser muito afastado de onde tem mais torneios, na Europa, na África. Poder competir no Brasil é muito bom e espero que aumentem os torneios para os próximos anos”.

Circuito juvenil também em andamento
O calendário de competições do circuito mundial juvenil também foi retomado em solo brasileiro. Nas últimas semanas, já foram disputadas etapas em Itajaí, Gaspar, Blumenau e Londrina. As jogadoras que mais estão se destacando são Maria Turchetto e Olivia Carneiro, que já dipsutaram três finais seguidas de ITF. Carneiro foi campeã em Gaspar, enquanto Turchetto ganhou os torneios de Blumenau e Londrina. A catarinense Carolina Laydner levou a melhor em Itajaí.

No masculino, Victor Tosetto jogou duas finais, com título em Itajaí e vice em Londrina, sendo superado pelo rival argentino Segundo Goity Zapico. Luis Felipe Miguel e Bruno Fernandez também venceram etapas valendo pontos no ranking juvenil.

+ Maria Turchetto ganha 2º ITF seguido em Londrina
+ Luis Miguel e Maria Turchetto vencem ITF de Blumenau

+ Olivia Carneiro e Bruno Fernandez vencem ITF de Gaspar

Boscardin tem 60% das vitórias brasileiras nos principais torneios juvenis
Por Mario Sérgio Cruz
março 5, 2021 às 9:47 pm

Boscardin disputou duas semifinais seguidas nos torneios juvenis da ITF no Brasil (Foto: Luiz Cândido/CBT)

Com o fim dos dois principais torneios infanto-juvenis em solo brasileiro, o catarinense Pedro Boscardin foi o destaque entre os atletas nacionais que disputaram a Brasil Juniors Cup em Porto Alegre (RS) e o Banana Bowl em Criciúma (SC). O catarinense de 18 anos e número 9 no ranking mundial da categoria atingiu duas semifinais seguidas e foi responsável por 60% das vitórias brasileiras nas chaves principais de simples de 18 anos.

Brasil Juniors Cup, 18 anos
Boscardin foi um dos sete atletas nacionais na chave masculina da Brasil Juniors Cup, torneio ITF J1 na semana passada e conseguiu três vitórias, sobre o eslovaco Peter Benjamin Privara e os norte-americanos Victor Lilov e Alexander Bernard. Ele caiu na semifinal para o sueco Leo Borg, que terminou o torneio como campeão.

O paranaense de 16 anos João Schiessl venceu jogos no Banana Bowl e em Porto Alegre e dará um salto no ranking (Foto: Luiz Cândido/CBT)

Além dele, outros dois brasileiros passaram pela primeira rodada, o mineiro João Victor Loureiro (36º do ranking) venceu o o paraguaio Adolfo Vallejo. Já o convidado paranaense de 16 anos João Schiessl conseguiu superar o português Miguel Gomes em sua estreia na capital gaúcha e saltou 49 posições no ranking para assumir o 141º lugar do ranking.

A chave masculina ainda teve Pedro Sasso, Murilo Antunes, Victor Tosetto e Lorenzo Esquici. Entre eles, Tosetto entrou diretamente e foi superado pelo norte-americano Alexander Bernard (cabeça 4) e os demais receberam convites. No feminino, as brasileiras só entraram na chave por convite e não conseguiram vitórias. Marjorie Souza e Juliana Munhoz tiveram o azar de enfrentarem as principais favoritas, a húngara Natalia Szabanin e a russa Diana Shnaider. Camilla Bossi e Priscila Janikian também caíram na estreia.

Banana Bowl, 18 anos
Já no Banana Bowl, torneio ITF JA, Boscardin também venceu três jogos. Ele estreou superando o sérvio Veljko Krstic, e depois passou pelo norte-americano Victor Lilov e pelo equatoriano Alvaro Guillen Meza. O catarinense foi superado em uma semifinal equilibrada pelo português Miguel Gomes, com parciais de 6/4, 2/6 e 14-12. Por conta das medidas sanitárias de controle da pandemia no estado de Santa Catarina, o Banana Bowl foi bem mais curto que o habitual, com quali na segunda e terça. Boscardin fez duas partidas na quarta-feira e mais duas na quinta.

Além de Boscardin, as outras duas vitórias brasileiras vieram com João Schiessl, que deve subir mais ainda no ranking da semana que vem após a vitória sobre o paraguaio Adolfo Vallejo, e com a paulista de 16 anos Ana Candiotto, que venceu a peruana Daianne Hayashida. Única atleta nacional a superar a rodada de estreia no Banana Bowl, Candiotto é apenas a 364ª do ranking, mas já teve a oportunidade de atuar no torneio juvenil de Roland Garros no ano passado depois de vencer uma seletiva da CBT e superar uma rival mexicana em Paris.

A chave masculina ainda teve Joao Victor Loureiro, que perdeu para o chinês Juncheng Shang (campeão do torneio), além dos convidados Lorenzo Esquici e Gabriel Generoso. Já no feminino, Juliana Munhoz, Carolina Xavier Laydner e Priscila Janikian também receberam convites e caíram na primiera fase.

Títulos na categoria 16 anos do Banana Bowl

https://twitter.com/COSAToficial/status/1367915847487000576

Na categoria 16 anos, o Brasil conseguiu dois títulos. Kauã Cressoni venceu um duelo nacional contra Henrique Brito na final masculina por duplo 6/3. O último brasileiro a vencer nos 16 anos havia sido João Loureiro em 2018, e antes dele Gilbert Klier Júnior e Matheus Pucinelli haviam triunfado nem 2016 e 2017. A lista de atletas nacionais a vencer na categoria também inclui nomes como Cassio Motta, Fernando Roese, Jaime Oncins, Gustavo Kuerten, Guilherme Clezar, Thiago Monteiro e Marcelo Zormann.

No feminino, a paulista Olivia Carneiro é a segunda brasileira seguida a vencer a categoria 16 anos do Banana Bowl. Ela superou na final a peruana Daniela Rúbio por 5/7, 6/4 e 7/5. No ano passado, o título ficou com Amanda de Oliveira. Antes delas, a campeã mais recente havia sido Luisa Stefani em 2013, com conquistas de Carol Meligeni Alves em 2011 e Suellen Abel em 2012. Vale destacar que a última brasileira campeã da categoria 18 anos do Banana Bowl foi Roberta Burzagli em 1991. Burzagli atualmente é treinadora e capitã da equipe brasileira da Copa Billie Jean King, antiga Fed Cup.

https://twitter.com/COSAToficial/status/1367919212627451904