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Dez jovens que podem surpreender em 2018
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 20, 2017 às 7:10 pm

A temporada 2018 do tênis começa em menos de duas semanas e muitos expoentes da nova geração estão dispostos a dar um salto de qualidade e se firmar na elite do circuito. Hoje apresento no blog dez nomes com menos de 20 anos e fora do top 100 da ATP ou da WTA. São tenistas que já vem de bons resultados em seu primeiro ou segundo ano como profissionais e começam a aparecer nas chaves de grandes torneios e que terão presença cada vez mais constante nas principais competições do circuito.

Amanda Anisimova: A americana de apenas 16 anos subiu do 761º para o 192º lugar do ranking em 2017, chegando a ocupar a 183ª posição em 28 de agosto. Ela encerrou a carreira juvenil com 15 vitórias e apenas uma derrota durante a temporada, com destaque para o título do US Open da categoria.

Anisimova foi campeã juvenil do Australian Open e saltou mais de 500 posições na WTA

Anisimova foi campeã juvenil do Australian Open e saltou mais de 500 posições na WTA

Já como profissional, foram 22 vitórias e três finais de ITF, com um título em Sacramento. Além disso, Anisimova acabou recebendo convite para jogar Roland Garros por meio do acordo entre as federações nacionais de França e Estados Unidos. Anisimova esteve no Brasil e jogou um ITF profissional em Curitiba, além de ter vencido o Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre, antiga Copa Gerdau.

Bianca Andreescu: A canadense de 17 anos e 189ª do ranking iniciou a temporada apenas no 306º lugar e teve como melhor ranking a 143ª posição, alcançada em agosto. Andreescu se tornou a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a derrotar uma top 20 do mundo ao superar a então 13ª colocada Kristina Mladenovic em Washington.

Depois de saltar no ranking, furar o quali de Wimbledon e derrotar uma top 20 em Washington, Andreescu foi eleita a melhor jogadora do Canadá

Depois de saltar no ranking, furar o quali de Wimbledon e derrotar uma top 20 em Washington, Andreescu foi eleita a melhor jogadora do Canadá

Além de ter chegado às quartas de final do WTA disputado na capital norte-americana, a canadense treinada pela ex-número 3 do mundo Nathalie Tauziat também furou o quali de Wimbledon e venceu dois ITFs. O salto no ranking e bons resultados fizeram com que ela fosse eleita pela federação de seu país como a melhor tenista canadense de 2017, desbancando a ex-top 5 e atual 83ª do ranking Eugenie Bouchard.

Dayana Yastremska: A ucraniana de 17 anos também já esteve diante do público brasileiro, quando conquistou seu primeiro título profissional no ano passado em Campinas. Em 2017, Yastremska saltou do 342º para o 188º lugar do ranking mundial e venceu um ITF. Ela chegou às quartas em dois torneios da WTA, a primeira no saibro de Istambul e depois nas quadras duras e cobertas de Moscou, que é um evento de nível Premier.

Destanee Aiava: Primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA, este ano em Brisbane, Aiava tem apenas 17 anos e já irá disputar seu segundo Australian Open em janeiro de 2018. Ela subiu do 384º para o 154º lugar no ranking mundial durante a última temporada e chegou a conqusitar dois títulos de ITF.

Destanee Aiava, de 17 anos foi a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA

Destanee Aiava, de 17 anos foi a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA

Kayla Day: Depois de saltar do 988º para o 195º lugar em 2016, a jovem norte-americana teve uma nova ascensão no ranking e aparece atualmente na 152ª posição. Day completou 18 anos em setembro, três meses depois de ter alcançado a 122ª colocação no ranking. Convidada para jogar em Indian Wells, Day avançou duas rodadas e só parou na então sétima colocada Garbiñe Muguruza em duelo de três sets. Já no mês de agosto, ela entrou diretamente na chave do Premier de Stanford e avançou uma rodada antes de novamente só cair diante de Muguruza.

Xinyu Wang: Com apenas 16 anos e número 5 do ranking mundial juvenil, Xinyu Wang disputou apenas oito partidas válidas pelo circuito profissional em 2017 e conseguiu cinco vitórias. Até por isso, ela aparece apenas no modesto 767º lugar do ranking mundial. Entretanto, a jovem chinesa terminou o ano conquistando uma vaga na chave principal do Australian Open ao vencer a seletiva entre jogadores profissionais da Ásia e do Pacífico, chegando a vencer a ex-top 30 japonesa Misaki Doi na semifinal.

Chinesa de 16 anos e top 5 no ranking mundial juvenil irá disputar o Australian Open

Chinesa de 16 anos e top 5 no ranking mundial juvenil irá disputar o Australian Open

Felix Auger-Aliassime: O canadense de 17 anos já chama atenção desde 2015, quando se tornou o jogador mais jovem a vencer um jogo de challenger com apenas 14 anos, além de ser o primeiro nascido nos anos 2000 a conseguir tal feito.

O canadense é o mais jovem a vencer um jogo de challenger e o primeiro nascido em 2000 a ter um título deste porte

O canadense é o mais jovem a vencer um jogo de challenger e o primeiro nascido em 2000 a ter um título deste porte

Em 2017, Auger-Aliassime deu um salto no ranking, saindo do 601º para o 162º lugar, impulsionado por seus dois primeiros títulos de challenger, em Lyon e Sevilha. Ele poderia ter feito sua estreia em nível ATP no mês de agosto, durante o Masters 1000 de Montréal, mas teve que abrir mão do convite por conta de uma lesão no punho esquerdo.

Miomir Kecmanovic: Há um ano, Kecmanovic era o número 1 do ranking mundial juvenil e apenas o 806º colocado no ranking da ATP. Depois de conseguir 43 vitórias no circuito profissional em 2017, com três títulos de future e um challenger, o sérvio de 18 anos bate na porta do top 200 e aparece na 208ª posição.

Corentin Moutet: O canhoto francês de 18 anos venceu 44 jogos como profissional em 2017, acumulando três títulos de future e um challenger nas quadras duras e cobertas de Brest no fim do ano. Com a boa campanha, ele subiu do 519º para o 156º lugar. Além disso, como a França recebe muitos torneios ATP 250 durante a temporada, é bem provável que ele apareça em algum quali ou receba alguns convites no próximo ano. O primeiro deles será já para o Australian Open, pelo acordo de reciprocidade com as federações nacionais.

Moutet tem 18 anos e ganhou mais de 300 posições no ranking. Ele deverá receber convites no próximo ano

Moutet tem 18 anos e ganhou mais de 300 posições no ranking. Ele deverá receber convites no próximo ano

Nicola Kuhn: Nascido na cidade austríaca de Innsbruck, Khun é filho de pai alemão e mãe russa e optou por defender a Espanha aos 15 anos, já que treina na Equelite Sport Academy de Juan Carlos Ferrero. Em julho foi conquistou seu primeiro título de challenger no saibro alemão de Braunschweig, sendo que aquele era apenas o segundo torneio deste porte que ele disputou. Na temporada, ele subiu do 789º para o 241º lugar do ranking.

JÁ ESTÃO NO TOP 100

A tcheca Marketa Vondrousova já 67ª no ranking mundial aos 18 anos e tem um título de WTA

A tcheca Marketa Vondrousova já 67ª no ranking mundial aos 18 anos e tem um título de WTA

Como foi dito no início do post, preferi não destacar jogadores que já estão no top 100 do ranking mundial. Entretanto, três nomes que podem também dar um salto de qualidade. No circuito feminino, a canhota tcheca Marketa Vondrousova é 67ª do mundo com 18 anos e já tem até título de WTA, enquanto a bielorrusa de 19 anos Aryna Sabalenka aparece na 73ª posição e foi importante na campanha de seu país até a final da Fed Cup. Já no masculino, destaque para o grego Stefanos Tsitsipas, 91º do ranking mundial e dono de um título de challenger e quatro vitórias em nível ATP, uma delas sobre o top 10 David Goffin.

Nova geração espanhola fatura dois títulos
Por Mario Sérgio Cruz
julho 16, 2017 às 9:09 pm

O fim de semana que começou com a incrível conquista da ainda jovem Garbiñe Muguruza em Wimbledon ainda rendeu mais duas boas notícias para a nova geração do tênis espanhol. Enquanto o jovem de 17 anos Nicola Khun venceu seu primeiro challenger, o também promissor Alejandro Davidovich Fokina foi campeão da chave juvenil do Grand Slam britânico.

Alejandro Davidovich Fokina é o primeiro espanhol em 50 anos a vencer o juvenil de Wimbledon

Alejandro Davidovich Fokina é o primeiro espanhol em 50 anos a vencer o juvenil de Wimbledon

Davidovich, que completou 18 anos em junho, venceu a final juvenil de Wimbledon contra o embalado argentino Axel Geller por 7/6 (7-2) e 6/3. Filho de russos, ele nasceu em Málaga e treina em Marbella e se tornou apenas o segundo espanhol a ser campeão juvenil no All England Club, repetindo o feito de Manuel Orantes obtido há cinquenta anos. Em entrevista ao jornal El País, ele reiterou o desejo de seguir defendendo seu país natal. “Sinto que sou mais espanhol… Sou muito espanhol e meu sonho é jogar a Copa Davis pela Espanha”.

O também finalista Geller vinha da conquista do ITF G1 na grama de Roehampton na semana anteriror e tentava dar o segundo título juvenuil de Wimbledon para a Argentina, sendo o primeiro no masculino, já que Maria Emilia Salerni foi campeã em 2000. O único sul-americano campeão juvenil masculino de simples em Wimbledon foi o venezuelano Nicolas Pereira em 1988.

O jovem argentino de 18 anos, que tentará o circuito universitário norte-americano em Stanford a partir do ano que vem, não saiu do All England Club de mãos abanando. Ao lado do taiwanês Yu Hsiou Hsu, ele venceu o torneio de duplas ao marcar duplo 6/4 contra o austríaco Jurij Rodionov e o tcheco Michael Vrbensky.

Campeão em Braunschweig, Nicola Kuhn disputava apenas o segundo challenger da carreira

Campeão em Braunschweig, Nicola Kuhn disputava apenas o segundo challenger da carreira

Já no saibro alemão de Braunschweig, Nicola Kuhn conquistou o título apenas no segundo challenger que disputou na carreira. O jovem de 17 anos só tinha uma vitória em torneios deste porte e um título de future. Atual 501º do ranking, ele já estava com a melhor marca da carreira e os 130 pontos somados (cinco do quali e 125 da chave principal) o farão se aproximar dos 250 melhores do mundo.

Kuhn nasceu na cidade austríaca de Innsbruck em março de 2000, filho de pai alemão e mãe russa. Ele optou por defender a Espanha aos 15 anos, já que treina na Equelite Sport Academy de Juan Carlos Ferrero. Depois de furar o quali no torneio, ele derrotou o português Gonçalo Oliveira, o argentino Carlos Berlocq (cabeça 4), o eslovaco Jozef Kovalik e o húngaro Márton Fucsovics antes de vencer a final contra o croata Viktor Galovic por 2/6, 7/5, 4/2 e desistência.

O jovem espanhol é o terceiro jogador com 17 anos ou menos a vencer um challenger na temporada, juntando-se aos canadenses Denis Shapovalov e Felix Aguer Aliassime. Ele também é o 14º jogador mais jovem a vencer um torneio deste porte, sendo o segundo nascido no ano 2000. O tradicional challenger de Braunschweig é também o primeiro evento a ter dois vencedores com menos de 17 anos, já que o alemão Alexander Zverev também triunfou em 2014.

Mais um jovem vencedor de challenger

O japonês de 20 anos Akira Santillan também venceu o primeiro challenger da carreira.

O jogador de 20 anos Akira Santillan também venceu o primeiro challenger da carreira.

O jovem de 20 anos Akira Santillan, 197º do mundo, foi outro a conquistar seu primeiro challenger nesta semana. Ele venceu o torneio de Winnetka, nos Estados Unidos, ao marcar 7/6 (7-1) e 6/2 contra o indiano Ramkumar Ramanathan na final. Ele passou também pelos americanos Denis Kudla, Kevin King e Dennis Nevolo nas fases iniciais e pelo alemão Mathias Bachinger na semi. Com os 80 pontos, ele deverá chegar ao 171º lugar, melhor marca da carreira.

Santillan é mais um caso de jogador com dupla nacionalidade. Nascido em Tóquio e filho de mãe japonesa, ele defendia a Austrália quando juvenil antes de optar pela cidadania japonesa há dois anos, mas desfez a troca recentemente e ganhou seu primeiro challenger como australiano. “Eu joguei pelo Japão no último ano e meio, mas sinto que sou mais australiano. Fui criado lá e falo inglês melhor. O japonês é minha língua materna, mas a maioria dos meus amigos são australianos e sinto-me mais confortável em ser australiano”, disse em entrevista ao site da ATP.

Façanhas das jovens americanas 

Final entre as americanas Ahn Li e Clarie Liu encerrou um período de 25 anos sem títulos dos Estados Unidos no juvenil de Wimbledon

Final entre as americanas Ahn Li e Clarie Liu encerrou um período de 25 anos sem títulos dos Estados Unidos no juvenil de Wimbledon

A nova geração do tênis americano segue colhendo frutos no circuito feminino e vem acumulando façanhas entre suas juvenis. Depois do primeiro título de Roland Garros em 28 anos na final americana vencida por Whitney Osuigwe sobre Claire Liu há um mês, mais uma vez duas jogadoras dos Estados Unidos decidiram um Grand Slam.

Liu venceu a final de Wimbledon contra Ann Li para encerrar um período de 25 anos sem títulos de americanas no juvenil de Wimbledon. Com o resultado, a jogadora que completou 17 anos em março assume a liderança do ranking mundial juvenil. Ela ultrapassa Osuigwe, de apenas 15 anos e que havia assumido o primeiro lugar na semana passada.

Vale lembrar que cinco das oito atletas que chegaram às quartas eram americanas: Além de Liu e Li, estavam a já citada Osuigwe, a atual campeã juvenil do US Open Kayla Day e também Sofia Sewing.