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Filha de nigerianos, promessa alemã tem Osaka como inspiração
Por Mario Sérgio Cruz
abril 27, 2021 às 11:07 pm

A canhota Noma Noha Akugue teve bons resultados como juvenil e recentemente derrotou uma top 100 (Foto: Porsche Tennis Grand Prix)

Uma jovem promessa do tênis feminino alemão aproveitou a oportunidade que teve na última semana durante o qualificatório para o WTA 500 de Stuttgart e conseguiu uma vitória bastante expressiva. A canhota de 17 anos Noma Noha Akugue conseguiu vencer a russa Margarita Gasparyan, número 89 do mundo, na primeira rodada do quali por 6/3 e 6/4 e chamou atenção, não só pelo resultado como também pela potência de seus golpes, especialmente com o forehand.

Filha de imigrantes nigerianos, Akugue nasceu na cidade alemã de Reinbek, em dezembro de 2003. Ela tem dois irmãos mais novos, Gideon and Joseph. A tenista é tratada como uma grande promessa em seu país. Segundo o levantamento da emissora de TV italiana SuperTennis, ela já se destaca desde os 11 anos, quando foi a mais jovem campeã em competições de nível regional. Pouco depois, aos 13, foi campeã nacional da categoria 16 anos. Já na temporada passada, com 17 anos, venceu o Campeonato Nacional da Alemanha e se tornou a mais jovem a vencer o torneio desde Steffi Graf em 1984.

Com resultados importantes como juvenil, Akgue logo ganhou espaço no Porsche Junior Team, programa de formação e desenvolvimento de atletas da Feração Alemã de Tênis, sob o comando da ex-capitã da Fed Cup Barbara Rittner. Apesar da importante vitória na estreia, Akgue acabou caindo na rodada seguinte, superada por outra alemã de 17 anos, Nastasja Schunk. Sua campanha rendeu 13 pontos no ranking da WTA e um salto do 788º para o 690º lugar do ranking. Um pequeno passo para a jovem jogadora que tem como principal ídolo no esporte a japonesa Naomi Osaka, número 2 do mundo e campeã de quatro Grand Slam.

Relembre a origem da família de Osaka
A história de vida de Osaka e sua família são uma fonte de inspiração. Seu pai, Leonard François, é natural do Haiti e a mãe, Tamaki Osaka, do Japão. Os dois se conheceram quando estudavam juntos em Sapporo e se mudaram para Osaka, no sul do país, porque os pais de Tamaki não aceitavam o relacionamento da filha com um homem estrangeiro. A família migrou do Japão para os Estados Unidos quando Naomi tinha apenas três anos e se estabeleceu na Flórida a partir de 2006, para que as duas filhas tivessem mais oportunidades no tênis.

Outras jovens jovens alemãs também aproveitam a chance

https://twitter.com/WTA/status/1384186041465147393

Durante o WTA 500 de Stuttgart, duas tenistas da nova geração alemã conseguiram furar o qualificatório e garantir vaga na chave principal. Uma delas foi Nastasja Schunk, que venceu dois jogos no quali, antes de cair diante da número 12 do mundo Belinda Bencic. A campanha rendeu 25 pontos no ranking da WTA e um salto do 928º para o 676º lugar. A outra jovem alemã a furar o quali foi Julia Middendorf, de 18 anos, que venceu dois jogos antes de ser superada pela estoniana Anett Kontaveit. Ela ainda não tinha ranking profissional e foi para o 830º lugar.

“Jogar em uma quadra tão grande foi uma situação completamente nova para mim. Claro que este ano estava sem público, mas ainda tem toda a estrutura de um torneio importante, então eu estava muito nervosa no início”, disse Schunk, na entrevista coletiva em alemão após a partida. “Então, tudo isso era novo para mim. E é claro, ela está muito à frente e era a favorita. Fiquei feliz em ouvir elogios dela depois do jogo, mas é claro que também tenho que trabalhar duro, porque senão nada vai adiantar. Mas estou feliz com a campanha”.

Número 2 juvenil desafia Bertens

Victoria Jimenez Kasintseva, de 15 anos, ganhou convite em Madri e vai enfrentar Kiki Bertens, número 10 do mundo.

Nas últimas semanas, são várias as jovens promessas do circuito feminino que estão ganhado oportunidade de mostrar seu valor em torneios da elite do circuito. Os organizadores do WTA 1000 de Madri darão uma chance de ouro para a atual número 2 do ranking mundial juvenil Victoria Jimenez Kasintseva, tenista de apenas 15 anos e natural de Andorra. Ela recebeu convite para jogar a chave principal na capital espanhola e, logo de cara, terá a oportunidade de desafiar a experiente holandesa de 29 anos Kiki Bertens, número 10 do mundo e campeã do torneio em 2019.

Kasintseva foi campeã juvenil do Australian Open de 2020, quando tinha apenas 14 anos e enfrentava jogadoras até quatro anos mais velhas e chegou a liderar o ranking de sua categoria. “Eu sei que tenho apenas 15 anos e não tenho pressão, porque se eu perder não é realmente um problema. Estou aqui para aprender porque estou jogando com meninas e mulheres que são mais velhas do que eu e têm muito mais experiência”, disse a jovem jogadora em recente entrevista ao site da ITF, durante o quali do Australian Open em janeiro.

“Este ano estou entrando em um novo nível de tênis. Vou jogar mais torneios profissionais, mas ainda vou disputar alguns torneios juvenis para tentar terminar em primeiro lugar no ranking. Também adoraria ganhar outro Grand Slam juvenil e alguns torneios profissionais”, explica a tenista de Andorra, que ainda aparece no 901º lugar entre as profissionais.

Kvitova e Pliskova apostam em futuro promissor para jovem compatriota

Linda Fruhvirtova, de 15 anos, chegou às quartas no WTA 250 de Charleston (Foto: Volvo Car Open)

Depois da boa campanha da tcheca de 15 anos Linda Fruhvirtova até as quartas no WTA 250 de Charleston, as duas principais jogadoras do país na atualidade comentaram sobre o grande momento da compatriota. Pude participar de entrevistas coletivas com Petra Kvitova no WTA 500 de Stuttgart e perguntei sobre o que esperar da jovem tenista. Karolina Pliskova também comentou sobre Fruhvirtova, indagada pelo site da entidade.

Kvitova diz que já teve a oportunidade de disputar exibições com ela durante a paralisação do circuito no ano passado e falou sobre as orientações que deu a ela e também à irmã mais nova, Brenda Fruhvirtova, que ainda disputa os torneios juvenis. “Ano passado, quando não tínhamos torneios, fizemos algumas exibições por equipes na República Tcheca e ela estava no meu time. E ela era muito legal e sempre conseguia jogar. Como capitã da equipe, sempre tinha a chance de vê-la jogar e treinei com ela um pouco. Vi agora que ela ganhou duas partidas em Charleston e sei que é uma jogadora muito talentosa”.

“Na República Tcheca, todo mundo a conhece há bastante tempo, assim como a irmã. As duas são talentosas e podem jogar muito bem”, acrescentou a canhota de 31 anos. “Espero que ela ainda esteja bem de saúde, possa jogar e se concentrar totalmente nisso. Até agora, acho que ela realmente não tem nenhum problema e desejo-lhe boa sorte na carreira. Com certeza será difícil, porque ela ainda é muito jovem e tudo é novo para ela nessa fase, mas espero que ela permaneça no circuito por bastante tempo”.

Já Pliskova teve menos contato com a jovem tenista, mas também destaca seu potencial. “Eu não a conheço muito. Mas como ela é do meu país, eu a vi jogar um pouco no ano passado. Acho que ela até enfrentou a minha irmã [Kristyna Pliskova] quando fizemos algumas exibições na República Tcheca. Eu sei que ela chegou às quartas agora em Charleston e sei que ela tem uma irmã mais nova. Eles são super talentosas e promissoras, como agora porque são super jovens. Então, isso é tudo o que eu sei.