Tag Archives: Matheus de Lima

Brasil vence Sul-Americano de 12, Londrina recebe ITF
Por Mario Sérgio Cruz
julho 3, 2022 às 10:51 pm

A equipe foi formada por Thiago Santana⁣, Henrique Vialle e Livas Damazio⁣. O capitão foi Murilo Martiniano

O Brasil conquistou no último sábado o título do Sul-Americano 12 masculino anos realizado em Punta del Este. Os brasileiros venceram a Argentina na Final. A equipe nacional foi formada por Thiago Santana⁣, Henrique Vialle e Livas Damazio⁣.

Na decisão diante dos argentinos Henrique Vialle derrotou Enzo Díaz por 6/2 e 7/6 (7-2), enquanto Livas Damazio passou por Demián Luna por duplo 6/1. O capitão do time foi Murilo Martiniano.

A equipe feminina terminou a competição em terceiro lugar, vencendo a Venezuela por 2 a 1. Maria Eduarda Santos perdeu para Valeria Larrovere por 7/5 e 6/3, Nauhany Silva empatou a série ao superar Sandra Talamo por 6/1 e 6/2. Nas duplas, Maria Eduarda Santos e Nauhany Silva bateram Valeria Larrovere e Sandra Talamo por 4/6, 6/1 e 10-5. O time feminino ainda teve Flavia Cherobim⁣ e o capitão Eder Barboza. O Paraguai ficou em primeiro e a Argentina em segundo.

Londrina recebe ITF nesta semana
Tradicional evento no circuito mundial juvenil da Federação Internacional, a 35ª edição da Londrina Juniors Cup, torneio ITF J4 que vale 60 pontos no ranking começa nesta segunda-feira. Os jogos acontecem nas quadras de saibro do Londrina Country Club.

A chave masculina é liderada por Matheus de Lima, que estreia contra João Vitor do Lago. Já o cabeça 2 é Henrique de Britto, que jogará contra Pedro Almeida Melli. Ainda figuram entre os favoritos Victor Milare Alves, Kauã Cressoni, Henrique Ushizima, Rafael Sabio, Paulo Etchecoin e William Norton. Atletas da Argentina e da Bolívia também jogam.

No feminino, todas as jogadoras da chave são brasileiras. A favorita é Maria Luisa Oliveira, que estreia contra Maria Munhoz. Já Olivia Carneiro, que disputou Roland Garros, enfrenta Luise Barros. O evento ainda tem Cecilia Costa, Sthefany de Lima, Gabriela Felix, Isabela Romanichen, Aline Midori da Silva e Luana Paiva entre as cabeças de chave.

Bia Guerra campeã de duplas e vice em simples
Também nesta semana, a juvenil potiguar Beatriz Guerra, de apenas 15 anos, conquistou o título de duplas ITF J5 de Salta, em quadras de saibro na Argentina. Bia Guerra e a argentina Luisina Giovannini venceram a final disputada na sexta-feira contra as argentinas Pilar Beveraggi Lespiau e Luna Maria Cinalli por 6/4 e 6/0. Em simples, Bia Guerra venceu quatro jogos contra tenistas argentinas Mayra Gisone, Maria Milagros, Emilse Lujan Ruiz e Pilar Beveraggi. Ela enfrentaria Luisina Giovannini na final de sábado, mas se retirou da competição. Seu próximo evento será em Londrina.

Fonseca salta 40 posições e chega ao 55º lugar do ranking juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
junho 8, 2022 às 12:13 am

João Fonseca é o segundo melhor do ranking entre os nascidos em 2006 (Foto: Cedric Lecocq/FFT)

Destaque na participação brasileira no torneio juvenil de Roland Garros, o carioca de 15 anos João Fonseca ultrapassou 40 concorrentes e assumiu o 55º lugar do ranking mundial da categoria. E entre os jogadores nascidos em 2006, ele é o segundo, ficando atrás apenas do espanhol Martin Landaluce, 18º do ranking.Convidado para a disputa de Roland Garros depois de ter vencido uma seletiva nacional em abril, Fonseca venceu dois jogos em Paris, sobre o macedônio Kalin Ivanovski e contra o paraguaio Daniel Vallejo, número 2 do mundo na categoria. O brasileiro foi eliminado apenas nas oitavas pelo francês Gabriel Debru, que terminou a semana como campeão do torneio e agora é o terceiro melhor do ranking.

Durante a campanha em Paris, Fonseca chamou atenção por ter um jogo de muita potência no saque e nos golpes de fundo. Apesar da pouca idade, ele já tem uma bola que anda bastante e capaz de assumir o controle dos pontos. Assim, venceu dois jogadores já em fase final de desenvolvimento como juvenis e cada vez mais próximos de integrarem o circuito profissional do que ele. Sua derrota acabou sendo para um jogador de mais experiência, Debru já tem vitória em challenger e venceu um jogo no quali profissional de Roland Garros.

Outro brasileiro que subiu bastante foi o paranaense Gustavo de Almeida, que conquistou na Bolívia seu primeiro ITF na última semana. Com isso, ele ganhou 108 posições e assumiu o 338º lugar. Vice-camepão, o também paranaense Matheus de Lima ultrapassou 33 concorrentes e agora é o 287º colocado. Os semifinalistas Kauã Cressoni (498º, saltando 79 posições) e Rafael Sbeghen Sabio (557º, com ganho de 89 posições) também aproveitaram bem a oportunidade na Bolívia.

No feminino, a melhor brasileira segue sendo a paulista de 18 anos Ana Candiotto, 108ª do ranking, que perdeu duas posições. Ela disputou o quali em Roland Garros. Também no top 200 está Maria Turchetto, 169ª colocada. Olivia Carneiro, de 15 anos, disputou Roland Garros como convidada e caiu na estreia. Ela se mantém no 418º lugar. Já Gabriela Felix da Silva, também de 15 anos, foi finalista na Bolívia e saltou 167 posições. Ela agora é 637ª colocada.

Campeões sobem, mas líderes permanecem no topo
O norte-americano Bruno Kuzuhara, que é nascido no Brasil e fala português, permanece na liderança do ranking mundial juvenil masculino. O campeão do Australian Open é seguido por Daniel Vallejo. Mas Gabriel Debru, vencedor do Slam parisiense, ultrapassou 12 jogadores e agora é o terceiro do ranking. Completam o top 5 o tcheco Jakub Mensik e o croata Mili Poljicak.

Situação parecida no ranking juvenil feminino. A croata Petra Marcinko, campeã do Australian Open, permanece no topo. Mas a tcheca Lucie Havlickova, que ganhou Roland Garros, saltou sete posições e agora é a vice-líder. A belga Sofia Costoulas é a terceira, enquanto as irmãs tchecas Linda e Brenda Fruhvirtova fecham o top 5. A argentina Solana Sierra, finalista em Paris, ultrapassou 29 jogadoras e agora é a 9ª do ranking. Atrás dela, outra tcheca Nikola Bartunkova.

Semana de Sul-Americano de 14 anos
O Brasil disputa nesta semana o Sul-Americano de 14 anos, que acontece nas quadras de saibro da cidade de Armênia, na Colômbia. As equipes nacionais lutam pelas vagas no Mundial da categoria, que será realizado em Prostejov, na República Tcheca, em agosto.

A equipe masculina é composta por Pedro Dietrich, Francisco D’Amorim e Pedro Burin, com Santos Dumont como capitão. No feminino, o time é formado por Letícia Marangoni, Victoria Barros e Pietra Rivoli, com o capitão Carlos Chabalgoity. Classificam-se para o Mundial três equipes masculinas da América do Sul e mais duas femininas.

Candiotto é a sexta brasileira a disputar o AO juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 21, 2022 às 2:23 pm

Ana Candiotto é a primeira brasileira desde Luísa Stefani a atuar no juvenil do Australian Open (Foto: Luiz Cândido/CBT)

Única representante brasileira no torneio juvenil do Australian Open, a paulista de 17 anos Ana Candiotto estreia na competição na madrugada deste sábado. Inicialmente inscrita para o quali, ela conseguiu entrar diretamente na chave principal. Atual 109ª do ranking, ela enfrenta a tcheca de apenas 14 anos Tereza Valentova, que já é a 79ª no ranking da categoria.

Antes do Australian Open, Candiotto disputou apenas um torneio preparatório, em Tralagon, onde ela parou na segunda rodada de simples, mas chegou às quartas de final nas duplas. Caso supere a estreia em Melbourne, a brasileira pode enfrentar a argentina Solana Sierra, cabeça 4 do torneio e número 9 do ranking, ou a eslovaca Irina Balus, 59ª colocada.

A jovem paulista disputa seu segundo Grand Slam como juvenil, já que atuou em Roland Garros ainda em 2020, e também já tem nove pontos no ranking profissional, obtidos nos torneios realizados no Brasil durante a temporada passada. Com isso, aparece atualmente no 1.282º lugar da WTA. Também no ano passado, ganhou uma medalha de bronze no Pan-Americano Júnior, em Cali, ao lado de Juliana Munhoz.

Na Austrália, o tênis brasileiro comemorou seu primeiro título de um Grand Slam juvenil, com o alagoano Tiago Fernandes em 2010. Naquele ano, o título feminino ficou com a tcheca Karolina Pliskova. Mas entre as meninas, o Brasil teve poucas representantes no torneio. Candiotto será apenas a sexta brasileira a disputar a competição e a primeira desde Luísa Stefani em 2015.

História das juvenis brasileiras na Austráia
A primeira brasileira a disputar o tonrneio juvneil do Australian Open foi Roberta Caldas, no ano de 1985. Na ocasião, ela venceu a estreia contra a anfitriã Xanthe Adams e parou na segunda rodada, diante de Wendy Frazer. Caldas ainda disputaria o torneio juvenil de Roland Garros em 1985 e 1987, mas não chegou a ter ranking profissional.

Depois disso, o tênis feminino brasileiro só teria uma representante na chave juvenil do Australian Open em 2009, com Fernanda Faria. Naquele ano, ela conseguiu furar o quali de simples com duas rodadas, mas perdeu logo na sequência para a tailandesa Noppawan Lertcheewakarn na estreia da chave principal. Faria, hoje com 30 anos, chegou ganhar quatro títulos profissionais de duplas no circuito da ITF e ocupou o 329º lugar do ranking, mas deixou o circuito ainda em 2011.

Recentemente, Beatriz Haddad Maia, Letícia Vidal e Luísa Stefani também disputaram o torneio juvenil na Austrália. Bia esteve nas edições de 2012 e 2013. Em seu primeiro ano, caiu ainda na estreia de simples e na segunda rodada de duplas. Na temporada seguinte, venceu um jogo em cada chave. Letícia Vidal foi eliminada ainda na primeira fase em 2014, enquanto Stefani fez segunda rodada de simples e duplas em 2015. Desde então, nenhuma menina brasileira participou do torneio.

Matheus de Lima e Maria Turchetto jogaram na Colômbia
Também neste início de temporada, o paranaense Matheus de Lima e a catarinense Maria Turchetto disputaram o ITF J1 de Barranquilla, em quadras duras na Colômbia. Turchetto chegou a avançar duas rodadas, primeiro contra a colombiana Isabella Jaramillo por 6/2 e 6/0, e depois contra a belga Juliette Bovy por 6/1 e 6/3. Ela perdeu nas oitavas para a japonesa Ena Koike por 4/6, 6/0 e 6/2. Com a campanha, fará 60 pontos no ranking e se aproxima do top 200 da categoria. Já Matheus de Lima perdeu ainda na estreia para o norte-americano Sam Scherer por duplo 6/2.

Jovens aproveitam torneios no Brasil e somam pontos
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 24, 2021 às 8:28 pm

Pedro Boscardin conquistou seu primeiro título em Rio do Sul, superando Gustavo Heide na final (Foto: Luiz Candido/Divulgação)

A série de torneios profissionais no Brasil durante o segundo semestre tem sido positiva para tenistas da nova geração do país. Enquanto nomes como o paulista de 19 anos Gustavo Heide e o catarinense de 18 Pedro Boscardin já estão na luta por títulos e finais, outros jovens tenistas estão aproveitando a oportunidade para marcarem seus primeiros pontos no ranking da ATP.

Boscardin conquistou neste domingo seu primeiro título profissional ao superar Heide na final do ITF M25 de Rio do Sul por 7/6 e 6/4. Ex-número 6 juvenil e atual 988º colocado na ATP, ele receberá 20 pontos no ranking do dia 1º de novembro. “Em primeiro lugar, estou muito feliz por poder voltar a jogar um torneio profissional aqui no Brasil. Fazia um bom tempo que não tinha essa oportunidade por conta da pandemia e, por conta disso, boa parte dos torneios que disputei foram na Europa. Foram 4 meses e meio de gira, então estou contente por finalmente competir em casa”, disse Boscardin, que conquistou seu primeiro ponto na ATP em abril deste ano, jogando na Sérvia.

Por sua vez, Heide já disputou três finais na temporada, com dois títulos e um vice. A primeira conquista foi em Ibagué, na Colômbia, e a segunda aconteceu há duas semanas, no Recife. Atualmente com o melhor ranking da carreira, ocupando o 766º lugar, ele comemora a chance de jogar em casa. “Ganhar no meu País é muito especial, principalmente por ter a torcida me apoiando. Estou contente por novamente ter este contato com público, tirar fotos com a galera e sentir este calor que me motiva muito a seguir em frente” destacou o jovem paulista. “Jogar fora é outra realidade, é mais caro viajar, mais difícil, e jogar no Brasil é sempre muito bom, estar mais perto da sua cidade, entre outras coisas. Então, neste aspecto, são semanas muito positivas”.

Primeiros pontos na ATP para Lima, Schiessl e Obeid
Entre os jogadores que pontuaram pela primeira vez na ATP está o paranaense de 16 anos Matheus de Lima. Depois de ter atuado na Copa Davis Júnior, ele recebeu convite para jogar o ITF M25 de Rio do Sul e venceu seu primeiro jogo profissional contra Pedro Cressoni por 6/2 e 6/0. “Estou muito feliz por essa conquista. Foi um jogo muito bom, e me senti muito bem dentro de quadra. Foi um começo um pouco nervoso, por ser o meu primeiro torneio profissional, mas fiquei pensando no que o meu treinador disse, que era pra entrar em quadra e fazer o meu jogo, jogar solto. Aos poucos fui me soltando até conseguir esse bom resultado”, comemorou o curitibano, que caiu nas oitavas para o experiente Wilson Leite.

O juvenil de 16 anos Matheus de Lima marcou seu primeiro ponto na ATP nesta semana em Rio do Sul (Foto: Luiz Cândido/Divulgação)

Também paranaense, o jovenil de 17 anos João Eduardo Schiessl já acumula duas vitórias no circuito. Durante o ITF de Recife, há duas semanas, Schiessl derrotou o uruguaio Ignacio Carou, salvando três match-points. Já em Rio do Sul, ele foi além e eliminou o cabeça 2 Matheus Alves, 493º do ranking.

Por sua vez, o goiano de 20 anos Lucas Obeid superou uma grave lesão que o fez duvidar se poderia voltar a jogar. Ele venceu uma partida na capital pernambucana. “No começo desse ano, passei por um momento muito difícil e até pensei em parar de jogar por conta de dores no ombro direito, já que tive síndrome do impacto nessa região e fiquei 5 meses sem bater com a direita”, revelou, em entrevista ao Instituto Sports. “Meu pai, o Habib Obeid, me motivou bastante. Passamos em vários fisioterapeutas e nada de achar a solução para essa dor. Foi então que decidimos estudar por conta própria essa lesão, uma vez que ele é médico e eu entrei para a faculdade de medicina, e pude ir melhorando a cada semana”.

Meninas também aproveitam a chance em Piracicaba e Rio do Sul
As competições femininas também foram retomadas nas últimas semanas, primeiro com um ITF W15 em Piracicaba e agora com um W25 em Rio do Sul. Diferente do que acontece na ATP, a WTA exige que uma jogadora pontue em três torneios diferentes ou faça 10 pontos para entrar no ranking. Ainda assim, jovens jogadoras como Ana Candiotto, Juliana Munhoz, Ana Maria Coelho e Sofia Mendonça puderam comemorar suas primeiras vitórias no circuito profissional.

“Estou muito feliz com a minha primeira vitória no profissional, ainda mais sendo no Brasil. Com certeza lá na frente eu vou olhar para trás e me lembrar desse momento. Acho que é um começo muito importante na minha carreira, consegui fazer um bom jogo, apesar de um pouco de nervosismo pelo primeiro torneio”, disse Ana Candiotto, de 17 anos, que venceu uma partida em Piracicaba contra Beatriz Verdial por 6/0 e 6/2, antes de cair para a italiana Miriana Tona nas oitavas. A paulista é a atual 181ª colocada no ranking juvenil e disputou a chave de Roland Garros na categoria no ano passado.

Juliana Munhoz, de 17 anos, aproveitou a chance em Piracicaba e venceu dois jogos para chegar às quartas (Foto: João Pires)

Juliana Munhoz também se destacou. A tenista de 17 anos venceu dois jogos em Piracicaba, contra a paraguaia Susan Doldan e a brasileira Sofia Mendonça. Ela caiu nas quartas de final para a argentina de 27 anos Victoria Bosio, principal cabeça de chave do torneio e 446ª do ranking, em uma partida de 3h03. “Estou muito feliz com a minha performance, foi realmente acima do que eu estava esperando. Um dos melhores jogos da minha vida. Acho que foi muito no detalhe. Eu tive vários match points, mas não é que eu joguei mal naqueles momentos. Ela jogou muito bem, subiu o nível. Eu fiz tudo que pude, é frustrante não sair com a vitória, mas é uma experiência que vou levar”, analisou a paulista. “Eu levo muita experiência, aprendizado de como ela lidou com situações adversas e também de como eu consegui lidar. Ela estava sacando em 5/4 no segundo set, 30-0, eu consegui virar e botar muita energia e acho que tudo soma para o aprendizado”.

“Estou mais acostumada a jogar torneios juvenis e a de um torneio profissional organização é totalmente diferente. Fiquei muito surpresa com as quadras de treino, tem para quando a gente quer. A bola é um pouco rápida, as quadras estão muito boas e adorei a organização”, comentou a juvenil de 17 anos. “Eu acho que é para isso que a gente treina, né? Eu ainda sou júnior e estar tendo essa experiência é incrível. Jogar contra a cabeça 1 de um torneio profissional é uma bela experiência e também um jeito de medir o nível”.

Ana Maria Coelho, de apenas 14 anos, também marcou sua primeira vitória no tênis profissional (Foto: João Pires)

Ainda mais jovem, Ana Maria Coelho conseguiu sua primeira vitória como profissional aos 14 anos no interior paulista. Vinda do quali em Piracicaba, ela passou por Mariana Galvão Borges por 7/6 (7-5), 4/6 e 6/1. Ela só caiu nas oitavas para a chilena Fernanda Astete. “Não caiu a ficha ainda. Oito dias antes, eu nem sabia que ia ter o torneio e agora estou fazendo ponto na WTA. Eu não sei nem explicar. Estou muito feliz, não só pelo resultado, mas comigo mesma. No primeiro set eu estive o tempo todo atrás, ela coloca muita bola na quadra. No segundo eu estava ganhando de 4/3, perdi de 6/4 e estava destruída fisicamente”.

Já Sofia Mendonça, de 19 anos, tenta entrar no ranking depois de ter conseguido vitórias nas chaves principais de Piracicaba e Rio do Sul. Para ela, basta apenas pontuar em mais um torneio. A jovem tenista lembra da dificuldade que teve para manter um calendário durante a pandemia. “Foi muito difícil, por conta da pandemia, a gente se manter ativa no circuito. Eu tive só uma oportunidade de viajar nesses dois anos. Então, ter oportunidade de jogar no Brasil foi crucial. Esse período de transição já é difícil, a gente na América do Sul já tem dificuldade de competir por ser muito afastado de onde tem mais torneios, na Europa, na África. Poder competir no Brasil é muito bom e espero que aumentem os torneios para os próximos anos”.

Circuito juvenil também em andamento
O calendário de competições do circuito mundial juvenil também foi retomado em solo brasileiro. Nas últimas semanas, já foram disputadas etapas em Itajaí, Gaspar, Blumenau e Londrina. As jogadoras que mais estão se destacando são Maria Turchetto e Olivia Carneiro, que já dipsutaram três finais seguidas de ITF. Carneiro foi campeã em Gaspar, enquanto Turchetto ganhou os torneios de Blumenau e Londrina. A catarinense Carolina Laydner levou a melhor em Itajaí.

No masculino, Victor Tosetto jogou duas finais, com título em Itajaí e vice em Londrina, sendo superado pelo rival argentino Segundo Goity Zapico. Luis Felipe Miguel e Bruno Fernandez também venceram etapas valendo pontos no ranking juvenil.

+ Maria Turchetto ganha 2º ITF seguido em Londrina
+ Luis Miguel e Maria Turchetto vencem ITF de Blumenau

+ Olivia Carneiro e Bruno Fernandez vencem ITF de Gaspar

Russos e tchecas conquistam Davis e BJK Jr, Brasil é 9º
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 3, 2021 às 2:24 pm

As Copas Davis e Billie Jean King Júnior, destinadas para tenistas de até 16 anos, chegaram ao fim neste domingo em Antalya, na Turquia. Os russos levaram a melhor na disputa masculina, enquanto as tchecas foram campeãs da chave feminina. Os meninos do Brasil ficaram com a nona posição.

A Rússia conquistou o título depois de superar a França na final por 2 a 0. A série começou com Yaroslav Demin vencendo Gabriel Debru por 3/6, 6/3 e 6/1. Coube a Maxim Zhukov definir o confronto depois de vencer Antoine Ghibaudo por 6/1 e 6/3. A última vez que os russos haviam vencido a competição foi em 2016. Já a antiga União Soviética venceu a edição de 1990.

Ao longo da semana, os russos venceram cinco dos seis confrontos que disputaram. Em número de partida, foram 12 vitórias e apenas três derrotas. Eles haviam perdido para o México na abertura da competição, mas ficaram ficaram na primeira posição do Grupo B, que também contou com Tunísia e Bulgária. Eles passaram nas quartas pelo Canadá e derrotaram também a Argentina na semi. O destaque da equipe russa foi Yaroslav Demin, de 16 anos, que venceu todos os seis jogos de simples que disputou durante a semana. Ele é o atual 139º do ranking. Maxim Zhukov, 79º colocado, venceu quatro partidas e perdeu uma. Já Danil Panarin, 273º, foi escalado para apenas um jogo de simples e dois de duplas.

Tchecas contaram com jovem promessa de 14 anos
A equipe da República Tcheca conquistou o quarto título na Copa Billie Jean King Júnior, repetindo so feitos de 2000, 2001 e 2015. As tchecas venceram o Japão, que buscava um título inédito neste domingo, por 2 a 0. A série começou com a jovem promessa de apenas 14 anos Brenda Fruhvirtova superando Sara Saito por 6/1 e 6/3. Na sequência, foi a vez de Sara Bejlek garantir o título ao vencer Sayaka Ishii por 6/3 e 7/6 (9-7).

Brenda Fruhvirtova é tida como um juvenil muito promissora na República Tcheca, desde que ganhou o Les Petits As, e já teve a oportunidade de disputar exibições contra jogadoras profissionais do top 100 da WTA. Ela já é a número 24 do ranking mundial juvenil para tenistas de até 18 anos e venceu todos os oito jogos que disputou na semana, cinco em simples e três em duplas. Sua irmã mais velha, Linda Fruhvirtova, é número 8 juvenil aos 16 anos e 333ª colocada entre as profissionais.

As tchecas venceram todos os seis confrontos que disputaram. Além disso, venceram 14 partidas em 15 realizadas. Em número de sets, foram 29 vencidos e apenas dois perdidos. Elas ficaram em 1º lugar do grupo, passando por Peru, Egito e Argentina, também derrotaram o México nas quartas e a Alemanha na semi. Sara Bejlek, de 15 anos, venceu seus quarto jogos. Já Nikola Bartunkova venceu dois jogos e perdeu um.

Brasil supera a Bulgária no último dia da Davis Júnior

O Brasil encerrou sua participação na Copa Davis Júnior vencendo a Bulgária por 2 a 1 neste domingo e terminou a competição em nono lugar. A série começou com Luis Felipe Carvalho vencendo Iliyan Radulov por 6/4 e 6/1, depois os búlgaros empataram com Adriano Dzhenev que venceu Matheus de Lima por 7/6 (8-6), 2/6 e 10-7. Nas duplas, Matheus de Lima e Henrique Britto venceram Viktor Markov e Iliyan Radulov por 6/2 e 6/4.

Durante a primeira fase da Copa Davis Júnior, o Brasil ficou em terceiro lugar do Grupo C, que também contava com Alemanha, Argentina e Coreia do Sul e não conseguiu se classificar para as quartas de final. Por isso, a equipe brasileira foi para a disputa de um playoff que define do 9º ao 16º lugar do evento. Nesses playoffs, os brasileiros também venceram Tunísia e Turquia.

Em sua última participação na Copa Davis Júnior, o Brasil havia ficado em sétimo lugar com uma equipe formada por Bruno Oliveira, Natan Rodrigues e Pedro Boscardin. Outros bons resultados recentes foram o quinto lugar em 2014, com Orlando Luz, Felipe Meligeni e Lucas Koelle, além da quarta posição com 2007, com equipe formada por Andrez Pereira, Bernardo Lipschitz e Idio Escobar.

Copa Davis Júnior já começa com Brasil x Argentina
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 27, 2021 às 11:25 pm

Brasil terá a mesma equipe que conquistou o Sul-Americano de 16 anos no Paraguai.

A edição 2021 da Copa Davis Júnior já começa com um duelo sul-americano. Brasil e Argentina se enfrentam nesta terça-feira pela primeira rodada da competição, que acontece em Antalya, na Turquia. Os dois países estão no Grupo C do evento para jogadores de até 16 anos. Na mesma chave estão os times da Alemanha e Coréia do Sul.

Brasileiros e argentinos se enfrentaram recentemente pela final do Sul-Americano da categoria, disputado no Paraguai em agosto. Na ocasião, o Brasil levou a melhor por 2 a 1 e conquistou o título. O capitão Rodrigo Ferreiro manteve a equipe, formada pelos paulistas Henrique Brito e Luis Felipe Carvalho, além do paranaense Matheus de Lima. Os argentinos também mantiveram o mesmo time, Gonzalo Zeitune, Nicolas Eli e Juan Estevez.

A competição terá 16 países divididos em quatro grupos. Classificam-se os dois melhores de cada chave para as quartas de final, até a definição do campeão no domingo. Paralelamente, acontece também a disputa da Copa Billie Jean King Júnior para as meninas. O Brasil não conseguiu classificar sua equipe feminina, ficando em quarto lugar no Sul-Americano. As vagas da seletiva regional ficaram com Argentina, Chile e Peru. Realizadas desde 1985, a Davis e a Copa Billie Jean King Júnior já apresentaram lendas do esporte como Lindsay Davenport em 1991, Gustavo Kuerten em 1992, Roger Federer em 1996, Rafael Nadal (campeão pela Espanha em 2002) e a atual número 1 do mundo na WTA Ashleigh Barty, campeã pela Austrália em 2011. Recentemente, os canadenses Felix-Auger Aliassime e Denis Shapovalov, a norte-americana Coco Gauff, e a polonesa Iga Swiatek também levaram seus países ao título.   A edição mais recente das Copas Davis e Billie Jean King Júnior aconteceu no ano de 2019 em Lake Nona, na Flórida. O Japão conquistou o título masculino pela segunda vez em sua história, repetindo o resultado de 2010. Já no feminino, o domínio dos Estados Unidos foi mantido, com o sexto título e o terceiro seguido. Na ocasião, o Brasil teve apenas a equipe feminina, que ficou em 15º lugar, enquanto a equipe masculina não se classificou para o evento. 

Grupos da Copa Davis Júnior
Grupo A: República Tcheca (1), Japão (6), Chile, Turquia
Grupo B: México (3), Bulgária (7), Tunísia, Rússia
Grupo C: Alemanha (4), Brasil (5), Argentina, Coréia do Sul
Grupo D: França (2), Hong Kong (8), Canadá, Egito

Grupos da Copa Billie Jean King Júnior
Grupo A: República Tcheca (1), Argentina (5), Egito, Peru
Grupo B: Canadá (3), Hungria (6), Turquia, Alemanha
Grupo C: Romênia (4), Japão (7), Chile, Marrocos
Grupo D: Rússia (2), Tailândia (8), Hong Kong, México

+ Confira a lista de países e jogadoras campeãs da Copa Billie Jean King Júnior

+ Veja a lista de países e tenistas campeões da Copa Davis Júnior

Invictos, brasileiros garantem vaga na Davis Júnior
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 13, 2021 às 9:55 pm

Brasileiros venceram Peru, Equador, Uruguai e Colômbia. Final será contra a Argentina (Foto: Divulgação/CBT)

Com uma campanha invicta na fase de grupos, a equipe masculina do Brasil garantiu vaga na final do Sul-Americano de 16 anos, que é disputado em quadras de saibro em Assunção. Além disso, os brasileiros também estão classificados para a Copa Davis Júnior, que será disputada entre os dias 28 de setembro e 3 de outubro na Turquia.

O Brasil superou a Colômbia por 3 a 0 nesta sexta-feira. A série começou com o paulista Henrique Brito vencendo Alejandro Bravo por duplo 6/1, depois o paranaense Matheus de Lima passou por Samuel Heredia por 6/1 e 6/2. Já nas duplas, Henrique Brito e o paulista Luis Felipe Carvalho venceram Alejandro Bravo e Samuel Heredia por 6/4 e 6/1.

Os brasileiros também já haviam vencido as equipes do Peru, Equador e Uruguai. Eles enfrentam a Argentina no sábado, valendo o título. O capitão da equipe nacional é Rodrigo Ferreiro.

Meninas disputam o terceiro lugar
Já a equipe feminina perdeu para a Bolívia por 2 a 1, e encerrou a fase de classificação com duas vitórias e duas derrotas. Comandadas por Fernanda Ferreira, as brasileiras ficaram na segunda posição do grupo e ainda podem se classificar para a Copa Billie Jean King Júnior em caso de vitória no sábado contra o Chile. O título será decidido por Argentina e Peru.

Na série contra a Bolívia, a paulista Olivia Carneiro perdeu para Natalia Trigosso por 6/0 e 6/3, mas a catarinense Carolina Laydner empatou a série ao vencer Catalina Padilla por 7/6 (7-3) e 6/4. A definição ficou para o jogo de duplas, em que as bolivianas Padilla e Trigosso venceram Carolina Laydner e a carioca Gabriela Felix por duplo 6/4. Antes desses confrontos, as brasileiras venceram paraguaias e colombianas, antes de perderem para a equipe da Argentina.