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Ashleigh Barty, uma campeã que joga diferente
Por Mario Sérgio Cruz
junho 10, 2019 às 11:30 pm

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O título de Ashleigh Barty em Roland Garros representa mais do que uma conquista individual. A jovem australiana de 23 anos e agora número 2 do mundo também mostrou que é possível se manter competitiva e lutar pelas primeiras posições do ranking com um estilo de jogo diferente ao utilizado pela maioria dos grandes nomes da atualidade. Desde a década passada, vimos a consolidação de um estilo dominante no tênis feminino. Costumam levar vantagem as jogadoras mais altas, fortes fisicamente e detentoras de um estilo de jogo agressivo, capazes de bater muito forte na bola dos dois lados. Era quase veredicto de quem não jogasse assim ficaria pra trás. Barty desafiou essa lógica.

Já falamos no blog em fevereiro de 2018 sobre essas características da australiana, quando ela era postulante a um lugar no top 10: Barty tem um bom forehand, mas não compete em potência dos golpes contra nomes como Petra Kvitova, Karolina Pliskova e Garbiñe Muguruza. Nem mesmo a consistência defensiva de uma Caroline Wozniacki ou Simona Halep aparecem tanto no jogo da australiana. Suas apostas são em frequentes slices, drop shots e subidas à rede. A variação aparece também nas devoluções, que em alguns momentos apenas bloqueiam o saque das adversárias. Junte isso com tempo de resposta muito rápido para a tomada de decisões de improviso e temos uma adversária bem chata de ser enfrentada até mesmo pelas melhores do mundo.

Tal como já acontecia nos últimos anos, Barty segue com bom aproveitamento no saque. Atualmente, ela é a sexta jogadora que mais disparou aces na atual temporada e está entre as quatro primeiras no aproveitamento de pontos e games vencidos em seu serviço. Ela também está entre as dez que mais salvaram break points em 2019.  Com apenas 1,66m, a australiana pode não ser dona de um dos saques mais velozes do circuito, mas tem um dos mais eficientes. Barty coloca muito bem o saque e sabe como poucas variar efeito e direção. Jogando ora aberto, ora no T, ora no corpo, ela faz tudo muito bem.

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Uma vítima do próprio sucesso

Barty já começava a dar sinais de que teria um futuro promissor quando tinha apenas 15 anos. Ela foi campeã juvenil de Wimbledon em 2011 e conseguiu vaga na chave principal do Australian Open do ano seguinte depois de vencer a forte seletiva nacional contra jogadoras profissionais. Lidando desde cedo com pressão e expectativas, fez uma pausa na carreira em 2014 e foi jogar críquete. Naquele momento, tinha como melhor ranking em simples o 129º lugar. Entre as duplistas, havia alcançado o 13º posto e disputado três finais de Grand Slam. “Eu era uma desconhecida até ganhar o juvenil de Wimbledon. Seis meses depois, eu estava jogando o Australian Open. Tudo aconteceu rápido demais. Fui vítima do meu próprio sucesso”, disse ao site da WTA em fevereiro de 2016.

A volta às quadras aconteceria em maio de 2016. Em 6 de junho daquele ano, reapareceu no ranking mundial, ocupando o modesto 623º lugar. Disputando apenas torneios menores e ainda sofrendo com lesões, terminaria aquele ano ainda no 325º lugar do ranking mundial. O grande salto no ranking se deu em 2017. Ao longo de uma temporada consistente, conquistou seu primeiro WTA em Kuala Lumpur e disputou finais de torneios grandes em Wuhan e Birmingham, além de conquistar quatro vitórias contra top 10. Terminou aquele ano no 17º lugar, depois de saltar 308 posições. Já em 2018, outro bom ano, com títulos em Nottingham e Zhuhai. Também comemorou seu primeiro Grand Slam nas duplas, o US Open ao lado de Coco Vandeweghe.

O melhor estaria por vir em 2019. Barty começou o ano disputando uma final em Sydney, conquistou o Premier de Miami e debutou no top 10 com os mil pontos conquistados. Mesmo sem um histórico tão positivo no saibro, que não é considerado seu melhor piso, Barty havia feito uma boa preparação para Roland Garros, chegando às quartas de final em Madri e conquistando um título de duplas em Roma. Na condição de cabeça de chave, só precisou enfrentar uma top 20 no caminho para o título de Roland Garros, a norte-americana Madison Keys, 14ª colocada. Após as quedas de outras jogadoras mais bem cotadas, chegou à semifinal na condição de favorita e venceu duas jovens promessas do circuito Amanda Anisimova e Marketa Vondrousova.

Jovens promessas brilham em Paris

Marketa Vondrousova foi finalista em Paris (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Marketa Vondrousova foi finalista em Paris (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Roland Garros também foi o palco para Vondrousova e Anisimova brilhassem pela primeira vez em um Grand Slam. Finalista em Paris, a canhota tcheca de 19 anos jamais havia passado da segunda rodada do torneio e tinha como melhor feito em Slam as oitavas de final do US Open do ano passado. É verdade que ela aproveitou a queda precoce de Angelique Kerber na estreia, mas depois eliminou rivais do quilate das duas ex-top 10 Carla Suárez Navarro e Johanna Konta, além de uma especialista no saibro Petra Martic e da versátil Anastasija Sevastova no caminho para a final. Não jogou bem contra Barty e perdeu por 6/1 e 6/3. O nervosismo e a falta de referências em um estádio onde nunca havia atuado podem ter interferido em seu desempenho.

“Se alguém tivesse me dito antes do torneio que eu chegaria à final, eu diria que essa pessoa estaria louca. Ainda não consigo acreditar e acho que isso vai mudar minha vida agora. Estou orgulhosa, porque tenho apenas 19 anos e venci seis partidas difíceis. Foram incríveis duas semanas para mim e estou muito orgulhosa de mim mesma de estar na final aqui”, disse Vondrousova após a final. Em uma temporada bastante consistente, ela chegou pelo menos às quartas em seis dos sete torneios que disputou e além de ter alcançado três finais este ano. Ela também tem duas vitórias contra top 10, ambas sobre Simona Halep. No ranking, saltou do 67º para o 16º lugar ao longo de seu bom primeiro semestre. Ela poderia terminar Roland Garros como número 11 do mundo se fosse campeã.

https://twitter.com/rolandgarros/status/1136593763718053889

Já Anisimova foi responsável por uma das maiores surpresas do torneio ao derrotar a campeã do ano passado Simona Halep nas quartas de final. A norte-americana de 17 anos já havia feito uma boa campanha na Austrália, onde chegou às oitavas de final. Ela conquistou seu primeiro no saibro de Bogotá em abril e subiu da 95ª para a 26ª posição ao longo da temporada. “Apesar de eu estar obviamente chateada por perder, eu cheguei na semifinal pela primeira vez. Então, é um torneio positivo para mim. Só tenho a comemorar esse resultado. Estou muito animada com a temporada de grama. Ganhei muita confiança nas últimas duas semanas”.

O que esperar da nova geração em Roland Garros?
Por Mario Sérgio Cruz
maio 25, 2019 às 5:06 pm

Com diferentes metas e expectativas, a nova geração do circuito dá as caras em Roland Garros a partir deste domingo. Ao mesmo tempo em que vemos Naomi Osaka, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas na disputa pelo título, também teremos nomes como Felix-Auger Aliassime, Bianca Andreescu, Dayana Yastremska e Marketa Vondrousova na rota de favoritos e dispostos a supreender. A campeã de 2017 Jelena Ostapenko quer recuperar a confiança, enquanto outros jovens jogadores estão de olho no futuro e buscam recordes pessoais no ranking e em Grand Slam. Veja o que esperar da nova geração em Roland Garros.

Osaka luta por mais um troféu de Grand Slam
Líder do ranking mundial feminino e vencedora dos dois últimos torneios do Grand Slam, Naomi Osaka chega a Paris em busca de mais um título importante. Campeã do US Open na temporada passada e na Austrália em janeiro, a japonesa de 21 anos faz sua quarta participação em Roland Garros e nunca passou da terceira rodada. Apesar do histórico negativo, ela tem expectativas bem altas. “Não estou pensando em chegar às quartas. Claro que eu nunca cheguei tão longe neste torneio antes, mas meu objetivo é ser campeã”, disse em entrevista coletiva na última sexta-feira.

Osaka fez três campanhas razoáveis no saibro, uma semifinal em Stuttgart e as quartas em Madri e Roma. Entretanto, a japonesa sofreu com duas lesões, uma no músculo abdominal durante o torneio alemão e outra na mão direita em sua campanha na capital italiana.

A estreia de Osaka em Roland Garros será contra a eslovaca Anna Schmiedlova. Caso vença seu primeiro compromisso, a japonesa certamente enfrentaria uma campeã de Grand Slam na fase seguinte, vinda do duelo entre Victoria Azarenka e Jelena Ostapenko. A cabeça de chave mais próxima de Osaka é a grega Maria Sakkari, 29ª favorita e semifinalista em Roma, enquanto Madison Keys ou Caroline Garcia podem pintar nas oitavas.

Veja como ficou a chave feminina em Roland Garros

Os altos e baixos de Zverev no saibro
A busca de Alexander Zverev por seu primeiro título de Grand Slam continua em Roland Garros. Embora já tenha onze títulos de ATP no currículo, com destaque para o Finals do ano passado e mais três Masters 1000, o alemão de 22 anos aidna deixa a desejar nos Grand Slam. Seu melhor resultado em competições desse porte foi exatamente em Paris, no ano passado, quando chegou às quartas.

 

Zverev apostou em um calendário bastante cheio na temporada de saibro e disputou sete torneios seguidos. Campeão em Genebra nesta semana, o alemão enfim conseguiu uma boa sequência de jogos. Nos seis torneios anteriores, havia acumulado apenas cinco vitórias. Ele fez quartas em Madri e Munique, parou nas oitavas em Marrakech e Monte Carlo e caiu ainda na estreia em Roma e Barcelona.

A estreia de Zverev em Paris será contra o australiano John Millman. Se vencer, encara o sueco Mikael Ymer ou o esloveno Blaz Rola, ambos vindos do quali. O cabeça de chave mais próximo é o sérvio Dusan Lajovic, enquanto Fabio Fognini e Roberto Bautista Agut são possíveis adversários nas oitavas de final.

Confira a chave masculina em Roland Garros

Tsitsipas chega com muita confiança
Outro jovem jogador no top 10 do ranking da ATP é Stefanos Tsitsipas, que chega a Paris com o melhor ranking da carreira ao ocupar o sexto lugar. Depois de patinar em seus dois primeiros torneios no saibro, parando nas oitavas em Monte Carlo e Barcelona, o grego de 20 anos emendou três boas campanhas na reta final de preparação para Roland Garros: Foi campeão em Estoril, vice em Madri e semifinalista em Roma. Além de vencer nomes como Rafael Nadal, Fabio Fognini e Alexander Zverev pelo caminho.

Tsitsipas faz sua terceira participação em Roland Garros, parando na primeira fase em 2017 e na segunda rodada no ano passado. A estreia do grego em Paris será contra o alemão Maximilian Marterer, depois pode enfrentar o indiano Prajnesh Gunneswaran ou o boliviano Hugo Dellien. Há a chance de um duelo de jovens contra o norte-americano Frances Tiafoe na terceira rodada, enquanto Marin Cilic e Stan Wawrinka podem pintar na fase seguinte

Ostapenko quer voltar a sorrir
Campeã de Roland Garros em 2017 e ex-número 5 do mundo, a letã Jelena Ostapenko aparece atualmente apenas no 40º lugar do ranking mundial e sequer será cabeça de chave em Paris. A letã de 21 anos venceu só oito jogos em 2019 e conseguiu apenas três vitórias no saibro, uma em Charleston e duas em Madri. Logo na estreia, ela terá um duelo duríssimo contra a ex-número 1 do mundo Victoria Azarenka, 44ª colocada, mas em melhor fase no saibro. E se vencer, pode cruzar o caminho da atual líder do ranking Naomi Osaka.

Andreescu volta ao circuito
A canadense de apenas 18 anos Bianca Andreescu teve um início de temporada espetacular, com 31 vitórias e apenas quatro derrotas entre janeiro e março, com evidente destaque para o título do Premier de Indian Wells. Depois de começar o ano no 152º lugar do ranking, ela já aparece na 22ª posição desde a última segunda-feira. Andreescu está sem jogar desde Miami, por conta de lesão no ombro direito e sequer atuou na temporada de saibro.

 

Depois de estar finalmente sem dores, Andreescu está pronta para voltar ao circuito em Roland Garros. Sua estreia será contra a lucky-loser tcheca de 20 anos Marie Bouzkova, 121ª do ranking. Em caso de vitória, pode encarar a norte-americana de 20 anos Sofia Kenin ou a italiana Giulia Gatto-Monticone. A maior expectativa, entretanto, é para um possível duelo com Serena Williams pela terceira rodada.

Jovens tenistas em grande fase
Alguns nomes da nova geração do circuito conquistaram bons resultados durante a temporada de saibro e estão em rota de colisão com os favoritos. É o caso do jovem canadense de 18 anos Felix Auger-Aliassime, finalista do ATP 250 de Lyon nesta semana. Ele estreia contra o norte-americano Jordan Thompson e depois pode enfrentar um veterano vindo do duelo entre Ivo Karlovic e Feliciano López antes de um eventual encontro com Juan Martin del Potro na terceira fase. O que preocupa Aliassime é um desconforto na região do adutor e da virilha, sofrido durante a final do ATP francês neste sábado.

No feminino, destaque para duas jogadoras de 19 anos, a canhota tcheca Marketa Vondrousova e a ucraniana Dayana Yastremska. As duas, aliás, podem até se enfrentar em uma possível terceira rodada em Paris. Durante a temporada de saibro, Vondrousova foi finalista em Istambul e fez quartas em Roma, eliminando nomes como Simona Halep e Daria Kasatkina. A atual 38ª do ranking estreia em Paris contra a chinesa Yafan Wang e pode cruzar o caminho de Angelique Kerber na rodada seguinte. Já Yastremska, 42ª do ranking, acabou de conquistar o WTA de Estrasburgo, o terceiro título da carreira. Ela estreia contra a espanhola Carla Suárez Navarro e depois pode encarar a norte-americana Shelby Rogers ou a australiana Astra Sharma.

Outros bons nomes a observar
Também vale prestar atenção nas atrações norte-americanas Amanda Anisimova e Taylor Fritz, na bielorrussa Aryna Sabalenka, no chileno Christian Garin, no espanhol Jaume Munar e em um forte setor da chave que tem o crota Borna Coric e o canadense Denis Shapovalov.

Começando pelo feminino: Sabalenka é número 11 do mundo aos 21 anos e tem uma estreia complicada contra a ex-top 5 Dominika Cibulkova. Se vencer, pode encarar Anisimova, norte-americana de 17 anos e já 51ª colocada, que encara a convidada local Harmony Tan. Lembrando que Anisimova já venceu seu primeiro WTA no saibro de Bogotá.

Fritz teve bons resultados nos Masters de saibro e estreia contra o australiano Bernard Tomic, podendo encarar Roberto Bautista Agut na segunda fase e Fabio Fognini na terceira. Garin venceu dois títulos na temporada, em Houston e Munique, e pode encarar o campeão de 2015 Stan Wawrinka já na segunda rodada, caso vença a estreia contra o norte-americano Reilly Opelka.

Coric e Shapovalov são os cabeças 13 e 20, respectivamente e podem se encontrar na terceira rodada antes de um eventual duelo com o número 1 do mundo Novak Djokovic. Outro que pode desafiar o líder do ranking mundial é Jaume Munar, espanhol de 22 anos e 52º do ranking, que pode encarar Djokovic na terceira rodada do Grand Slam francês.

Nova geração feminina domina o início de temporada
Por Mario Sérgio Cruz
março 18, 2019 às 9:54 pm

O título de Bianca Andreescu em Indian Wells confirma uma tendência deste início de temporada no circuito feminino. As representantes da nova geração do circuito têm conquistado os principais torneios disputados nos primeiros meses de 2019. Além disso, seis dos treze eventos do circuito já realizados na temporada foram vencidos por jogadoras com até 21 anos.

Considerando o nível de importância e os pontos distribuídos no ranking em cada competição, os três principais eventos deste início de temporada foram o Australian Open (2.000), o Premier Mandatory de Indian Wells (1.000) e o Premier 5 de Dubai (900). Atual número 1 do mundo, Naomi Osaka estava com 21 anos e dois meses quando triunfou em Melbourne e conquistou o segundo Grand Slam de sua carreira. A suíça Belinda Bencic tinha 21 anos e 11 meses em fevereiro, quando foi campeã em Dubai. Já no último domingo, a canadense de 18 anos Bianca Andreescu conquistou seu primeiro título da carreira no deserto da Califórnia.

As três jogadoras também aparecem entre as que mais venceram jogos diante de adeversárias do top 10. Bencic lidera essa estatística, com seis no total, sendo quatro delas contra rivais do top 5. Já Osaka e Andreescu acumulam três vitórias contra top 10 neste início de temporada do circuito. A única jogadora a se igualar a elas é a belga Elise Mertens, atleta de 23 anos e 14ª do ranking, que derrubou três top 10 no caminho para o título em Doha.

As três não foram as únicas jovens jogadoras a conquistar títulos neste começo de temporada. Logo na primeira semana de janeiro, a bielorrussa de 20 anos Aryna Sabalenka foi campeã na cidade chinesa de Shenzhen. Já a norte-americana Sofia Kenin, também de 20 anos, triunfou em Hobart, na Austrália, também no primeiro mês da temporada. Já em fevereiro, foi a vez de a ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska conquistar seu segundo título de WTA da carreira em Hua Hin, na Tailândia.

Além dos títulos, a nova geração também marcou presença em finais de campeonato. A própria Andreescu começou a temporada indo desde o quali até a final em Auckland, torneio em que eliminou Caroline Wozniacki e Venus Williams antes de perder para Julia Goerges no jogo decisivo. A canhota tcheca de 19 anos Marketa Vondrousova, que fez quartas em Indian Wells e eliminou Simona Halep do torneio, disputou uma final nas quadras duras e cobertas de Budapeste. Já a norte-americana Kenin, campeã em Hobart, disputou mais uma final no ano e ficou com o vice em Acapulco.

Saltos no ranking – Todas essas jogadoras tiveram boa evolução no ranking já neste começo de temporada. Osaka saiu do quinto lugar, que ocupava na virada do ano, para o posto de número 1 do mundo. Bencic, que já foi número 7 do mundo em 2016, mas sofreu com lesões que a tiraram até do top 300, vem recuperando espaço. A suíça, que ocupava o 55º lugar em janeiro, já voltou ao top 20.

O salto de Andreescu foi impressionante. A canadense era 152ª colocada quando entrou em quadra pela primeira vez na temporada em Auckland e já aparece no 24º lugar com apenas cinco torneios disputados em 2019. Kenin subiu do 52º para o atual 34º lugar, Yastremska era 58ª colocada e já aparece no 37º posto, já Vondrousova teve uma subida discreta da 67ª para a 59ª posição.

Mais novidades a caminho – A elite do circuito conta com ainda mais caras novas que estão prontas para disputar títulos no restante da temporada. A norte-americana de 17 anos Amanda Anisimova já é 67ª do ranking, enquanto a russa de mesma idade Anastasia Potapova aparece no 72º lugar. As duas já disputaram finais de WTA na temporada passada, duas para Potapova e uma para Anisimova e ainda buscam o primeiro título de suas carreiras. Quem já conseguiu ganhar um torneio foi a sérvia Olga Danilovic, que está com 18 anos e é 115ª do ranking, mas já venceu o WTA de Moscou, em quadras de saibro, no mês de julho de 2018.

Não nos esqueçamos delas – Embora não estejam repetindo os mesmos resultados que já tiveram, é obrigatório destacar Jelena Ostapenko e Daria Kasatkina, ambas com apenas 21 anos, mas com bastante rodagem em grandes torneios. Campeã de Roland Garros em 2017 e ex-número 5 do mundo, Ostapenko aparece atualmente na 23ª posição e a tem a missão de defender 650 pontos em Miami. Em 2019, a letã venceu apenas quatro jogos e perdeu sete. Já Kasatkina, que começou a temporada no top 10, venceu apenas dois jogos este ano e aparece atualmente no 22º lugar. A falta de bons resultados até fez a jovem jogadora russa encerrar a relação profissional com o treinador belga Philippe Dehaes, com quem trabalhou por dois anos.

Dez jovens que podem surpreender em 2018
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 20, 2017 às 7:10 pm

A temporada 2018 do tênis começa em menos de duas semanas e muitos expoentes da nova geração estão dispostos a dar um salto de qualidade e se firmar na elite do circuito. Hoje apresento no blog dez nomes com menos de 20 anos e fora do top 100 da ATP ou da WTA. São tenistas que já vem de bons resultados em seu primeiro ou segundo ano como profissionais e começam a aparecer nas chaves de grandes torneios e que terão presença cada vez mais constante nas principais competições do circuito.

Amanda Anisimova: A americana de apenas 16 anos subiu do 761º para o 192º lugar do ranking em 2017, chegando a ocupar a 183ª posição em 28 de agosto. Ela encerrou a carreira juvenil com 15 vitórias e apenas uma derrota durante a temporada, com destaque para o título do US Open da categoria.

Anisimova foi campeã juvenil do Australian Open e saltou mais de 500 posições na WTA

Anisimova foi campeã juvenil do Australian Open e saltou mais de 500 posições na WTA

Já como profissional, foram 22 vitórias e três finais de ITF, com um título em Sacramento. Além disso, Anisimova acabou recebendo convite para jogar Roland Garros por meio do acordo entre as federações nacionais de França e Estados Unidos. Anisimova esteve no Brasil e jogou um ITF profissional em Curitiba, além de ter vencido o Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre, antiga Copa Gerdau.

Bianca Andreescu: A canadense de 17 anos e 189ª do ranking iniciou a temporada apenas no 306º lugar e teve como melhor ranking a 143ª posição, alcançada em agosto. Andreescu se tornou a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a derrotar uma top 20 do mundo ao superar a então 13ª colocada Kristina Mladenovic em Washington.

Depois de saltar no ranking, furar o quali de Wimbledon e derrotar uma top 20 em Washington, Andreescu foi eleita a melhor jogadora do Canadá

Depois de saltar no ranking, furar o quali de Wimbledon e derrotar uma top 20 em Washington, Andreescu foi eleita a melhor jogadora do Canadá

Além de ter chegado às quartas de final do WTA disputado na capital norte-americana, a canadense treinada pela ex-número 3 do mundo Nathalie Tauziat também furou o quali de Wimbledon e venceu dois ITFs. O salto no ranking e bons resultados fizeram com que ela fosse eleita pela federação de seu país como a melhor tenista canadense de 2017, desbancando a ex-top 5 e atual 83ª do ranking Eugenie Bouchard.

Dayana Yastremska: A ucraniana de 17 anos também já esteve diante do público brasileiro, quando conquistou seu primeiro título profissional no ano passado em Campinas. Em 2017, Yastremska saltou do 342º para o 188º lugar do ranking mundial e venceu um ITF. Ela chegou às quartas em dois torneios da WTA, a primeira no saibro de Istambul e depois nas quadras duras e cobertas de Moscou, que é um evento de nível Premier.

Destanee Aiava: Primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA, este ano em Brisbane, Aiava tem apenas 17 anos e já irá disputar seu segundo Australian Open em janeiro de 2018. Ela subiu do 384º para o 154º lugar no ranking mundial durante a última temporada e chegou a conqusitar dois títulos de ITF.

Destanee Aiava, de 17 anos foi a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA

Destanee Aiava, de 17 anos foi a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA

Kayla Day: Depois de saltar do 988º para o 195º lugar em 2016, a jovem norte-americana teve uma nova ascensão no ranking e aparece atualmente na 152ª posição. Day completou 18 anos em setembro, três meses depois de ter alcançado a 122ª colocação no ranking. Convidada para jogar em Indian Wells, Day avançou duas rodadas e só parou na então sétima colocada Garbiñe Muguruza em duelo de três sets. Já no mês de agosto, ela entrou diretamente na chave do Premier de Stanford e avançou uma rodada antes de novamente só cair diante de Muguruza.

Xinyu Wang: Com apenas 16 anos e número 5 do ranking mundial juvenil, Xinyu Wang disputou apenas oito partidas válidas pelo circuito profissional em 2017 e conseguiu cinco vitórias. Até por isso, ela aparece apenas no modesto 767º lugar do ranking mundial. Entretanto, a jovem chinesa terminou o ano conquistando uma vaga na chave principal do Australian Open ao vencer a seletiva entre jogadores profissionais da Ásia e do Pacífico, chegando a vencer a ex-top 30 japonesa Misaki Doi na semifinal.

Chinesa de 16 anos e top 5 no ranking mundial juvenil irá disputar o Australian Open

Chinesa de 16 anos e top 5 no ranking mundial juvenil irá disputar o Australian Open

Felix Auger-Aliassime: O canadense de 17 anos já chama atenção desde 2015, quando se tornou o jogador mais jovem a vencer um jogo de challenger com apenas 14 anos, além de ser o primeiro nascido nos anos 2000 a conseguir tal feito.

O canadense é o mais jovem a vencer um jogo de challenger e o primeiro nascido em 2000 a ter um título deste porte

O canadense é o mais jovem a vencer um jogo de challenger e o primeiro nascido em 2000 a ter um título deste porte

Em 2017, Auger-Aliassime deu um salto no ranking, saindo do 601º para o 162º lugar, impulsionado por seus dois primeiros títulos de challenger, em Lyon e Sevilha. Ele poderia ter feito sua estreia em nível ATP no mês de agosto, durante o Masters 1000 de Montréal, mas teve que abrir mão do convite por conta de uma lesão no punho esquerdo.

Miomir Kecmanovic: Há um ano, Kecmanovic era o número 1 do ranking mundial juvenil e apenas o 806º colocado no ranking da ATP. Depois de conseguir 43 vitórias no circuito profissional em 2017, com três títulos de future e um challenger, o sérvio de 18 anos bate na porta do top 200 e aparece na 208ª posição.

Corentin Moutet: O canhoto francês de 18 anos venceu 44 jogos como profissional em 2017, acumulando três títulos de future e um challenger nas quadras duras e cobertas de Brest no fim do ano. Com a boa campanha, ele subiu do 519º para o 156º lugar. Além disso, como a França recebe muitos torneios ATP 250 durante a temporada, é bem provável que ele apareça em algum quali ou receba alguns convites no próximo ano. O primeiro deles será já para o Australian Open, pelo acordo de reciprocidade com as federações nacionais.

Moutet tem 18 anos e ganhou mais de 300 posições no ranking. Ele deverá receber convites no próximo ano

Moutet tem 18 anos e ganhou mais de 300 posições no ranking. Ele deverá receber convites no próximo ano

Nicola Kuhn: Nascido na cidade austríaca de Innsbruck, Khun é filho de pai alemão e mãe russa e optou por defender a Espanha aos 15 anos, já que treina na Equelite Sport Academy de Juan Carlos Ferrero. Em julho foi conquistou seu primeiro título de challenger no saibro alemão de Braunschweig, sendo que aquele era apenas o segundo torneio deste porte que ele disputou. Na temporada, ele subiu do 789º para o 241º lugar do ranking.

JÁ ESTÃO NO TOP 100

A tcheca Marketa Vondrousova já 67ª no ranking mundial aos 18 anos e tem um título de WTA

A tcheca Marketa Vondrousova já 67ª no ranking mundial aos 18 anos e tem um título de WTA

Como foi dito no início do post, preferi não destacar jogadores que já estão no top 100 do ranking mundial. Entretanto, três nomes que podem também dar um salto de qualidade. No circuito feminino, a canhota tcheca Marketa Vondrousova é 67ª do mundo com 18 anos e já tem até título de WTA, enquanto a bielorrusa de 19 anos Aryna Sabalenka aparece na 73ª posição e foi importante na campanha de seu país até a final da Fed Cup. Já no masculino, destaque para o grego Stefanos Tsitsipas, 91º do ranking mundial e dono de um título de challenger e quatro vitórias em nível ATP, uma delas sobre o top 10 David Goffin.

Cinco jovens que podem surpreender em Roland Garros
Por Mario Sérgio Cruz
maio 27, 2017 às 9:11 pm

Roland Garros começa amanhã com várias jovens promessas na chave principal. Apresentarei no blog alguns nomes que podem surpreender e fazer boas campanhas. Não falarei aqui de realidades como Dominic Thiem, Alexander Zverev ou Madison Keys, mas sim de convidados, nomes vindos do quali ou mesmo escondidos na chave principal, dispostos a tirar uma casquinha dos favoritos.

Beatriz Haddad Maia (20 anos, 101ª do ranking, Brasil)f_AG_2305_HADDAD_01O primeiro nome da lista não poderia ser outro que não o de Beatriz Haddad Maia, que disputará uma chave principal de Grand Slam pela primeira vez na carreira depois de ter passado por três rodadas do qualificatório em Paris.

Bia vem de uma série de bons resultados nas últimas três semanas. Ela já acumula oito vitórias seguidas e venceu treze dos últimos 14 jogos que fez pelo circuito. Sua estreia será contra a russa Elena Vesnina, número 15 do mundo e que foi campeã de Indian Wells em março, mas depois venceu apenas dois jogos no saibro.

Se vencer, pode encarar a americana Varvara Lepchenko ou a ex-top 10 alemã Andrea Petkovic. Para eventual terceira rodada, pode pintar uma especialista no piso, a espanhola Carla Suárez Navarro, que já esteve entre as dez melhores e é cabeça 21 em Paris.

Marketa Vondrousova (17 anos, 94ª do ranking, República Tcheca)

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Tal como Bia Haddad Maia, Vondrousova vem de oito vitórias consecutivas. Ela debutou no top 100 na última segunda-feira após conquistar o ITF de US$ 100 mil no saibro eslovaco de Trnava, antes de furar o quali de Roland Garros para disputar seu primeiro Grand Slam. Em abril, a canhota tcheca conquistou seu primeiro WTA na carreira, nas quadras duras e cobertas de Bienne, na Suíça.

A estreia de Vondrousova será contra a convidada francesa Amandine Hesse, apenas 215ª do ranking. Caso vença seu primeiro jogo, há chance de um duelo de jovens contra a russa de 20 anos e 28ª do ranking Daria Kasatkina, que tem uma estreia dura diante da ex-top 15 belga Yanina Wickmayer.

Amanda Anisimova (15 anos, 267ª do ranking, Estados Unidos)

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Jogadora mais jovem da chave principal em Paris, a americana Amanda Anisimova tem apenas 15 anos e recebeu convite por meio do acordo entre as federações francesa e americana. Entretanto, o critério para a indicação da USTA é a melhor pontuação em uma série torneios realizados nos Estados Unidos em quadras de saibro no mês de abril. Anisimova fez duas finais, nos ITFs de Dothan e Indian Harbour Beach.

Sua estreia será contra a japonesa Kurumi Nara e ela pode cruzar o caminho de Venus Williams na rodada seguinte. Vice-campeã juvenil de Roland Garros no ano passado, ela também está inscrita na chave para meninas com menos de 18 anos.

Stefanos Tsitsipas (18 anos, 202º do ranking, Grécia)

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Ex-líder do ranking mundial juvenil, o grego Stefanos Tsitsipas é mais um para a lista de atletas que vão disputar um Grand Slam pela primeira vez. Ele passou pelo quali em Paris e atingiu o melhor ranking da carreira no último dia 15 de maio. Apesar da pouca idade, o grego já acumula cinco títulos de future e dois vice-campeonatos em challengers.

Tsitsipas que ainda busca sua primeira vitória em nível ATP terá um duelo de gerações contra o gigante croata de 2,11m Ivo Karlovic, veterano de 38 anos e um dos melhores sacadores do circuito, mas que não é nenhum bicho-papão no saibro. Se vencer, o grego enfrentará o vencedor do duelo de canhotos entre o francês Adrian Mannarino e o argentino Horacio Zebllaos.

Karen Khachanov (21 anos, 54º do ranking, Rússia)

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Dos jogadores apresentados, Khachanov é o único que entrou na chave diretamente pelo ranking. O jovem russo já tem até título de ATP, conquistado no ano passado em Chengdu, na China. Formado como tenista em Barcelona, Khachanov anotou sua primeira vitória contra top 10 exatamente no saibro catalão, ao derrotar o belga David Goffin em abril.

A estreia de Khachanov será em um duelo de jovens contra o chileno de 21 anos Nicolas Jarry, 204º do ranking e vindo do qualificatório. Confirmando seu favoritistmo, o russo pode desafiar o cabeça 13 tcheco Tomas Berdych, que estreia contra o alemão Jan-Lennard Struff.

Jovens campeões com histórias parecidas
Por Mario Sérgio Cruz
abril 17, 2017 às 7:25 pm

Os títulos de Borna Coric no ATP 250 de Marrakech e de Marketa Vondrousova no WTA de Bienne têm um outro fator em comum além da pouca idade entre os jovens campeões. Tanto o croata de 20 anos como a canhota tcheca de apenas 17 tiveram lesões graves na última temporada.

Coric encerrou a temporada passada precocemente em setembro, após o duelo contra a França pela semifinal da Copa Davis. O croata teve uma lesão no joelho direito, que já havia feito com que ele abandonasse na primeira rodada do US Open e passou por cirurgia em 27 de setembro. Já em 2017, ele perdeu três estreias seguidas antes da primeira vitória da temporada em Roterdã, já em fevereiro. Antes de jogar em Marrakech, ele acumulava só cinco vitórias no ano.

Durante a campanha para sua terceira final de ATP, sendo a segunda seguida no saibro marroquino, e o primeiro título na elite do circuito, Coric teve um jogo duríssimo contra o convidado local Reda El Amrani (667º do mundo), decidido apenas no tiebreak do terceiro set após 2h42 de disputa pelas oitavas de final. Já na decisão do último domingo, o croata salvou cinco match points no segundo set antes de conseguir a virada sobre o veterano alemão de 33 anos Philipp Kohlschreiber.

Corrida para Milão – A conquista do primeiro título de ATP não apenas fez com que Coric saltasse trinta posições no ranking mundial como também o coloca na segunda posição da corrida para o ATP Next Gen Finals, que acontece entre os dias 7 e 11 de novembro em Milão.

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Na lista que conta com atletas de 21 anos, o croata tem agora 435 pontos. O croata só fica atrás do alemão Alexander Zverev, que acumulou 565 pontos nos primeiros torneios que disputou na temporada. Em comum entre eles, está o fato de serem os únicos da nova geração que conquistaram títulos de ATP este ano.

Quem também subiu na corrida foi o americano Ernesto Escobedo, jovem de 20 anos e que foi semifinalista do ATP 250 de Houston. Escobedo ganhou três posições nesta lista e aparece agora no quarto lugar, atrás de Zverev, Coric e do russo Daniil Medvedev que não joga desde Indian Wells.

Ainda aparecem no grupo dos sete que se classificariam diretamente para a Milão o noruguês Casper Ruud, que não jogou na semana e recebeu convite para o Masters 1000 de Monte Carlo, o russo Andrey Rublev, que parou ainda na primeira rodada dos qualificatórios de Marrakech e Monte Carlo, e o americano Jared Donaldson, que foi eliminado na estreia em Houston.

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Vondrousova ficou sem jogar entre maio do ano passado e janeiro de 2017 por lesão no cotovelo esquerdo (Foto: Ladies Open Biel Bienne)

Já Vondrousova escreveu uma história espetacular nas quadras e cobertas do torneio suíço de Bienne. Vinda do qualificatório, Vondrousova venceu oito jogos seguidos durante a semana e não perdeu sets durante a campanha na chave principal do WTA, que foi apenas o segundo que ela disputou na carreira.

A jovem tcheca encerrou a temporada passada ainda no mês de maio por lesão no cotovelo esquerdo e só voltou a jogar em janeiro deste ano. Ela já vinha fazendo um começo de ano muito consistente nos torneios de nível ITF, com dois títulos em quatro finais disputadas. Depois de iniciar a temporada apenas no 374º lugar, a jovem tcheca já aparece na 117ª posição e praticamente não defende mais pontos até o fim do ano.

Curiosidade – Vondrousova já havia jogado um WTA em Praga no ano passado, quando recebeu convite e até avançou uma rodada. Caso isso não tivesse acontecido e a conquista viesse logo na primeira chave principal de WTA que ela tivesse disputado na carreira, a tcheca poderia entrar numa lista que conta com apenas seis nomes e foi atualizada pela última vez em 2001 com o título de Angelique Widjaja, em Bali.

2017-04-16

(Fonte: WTA Official Guide)