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João Fonseca e Olivia Carneiro garantem vagas em Roland Garros juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
abril 10, 2022 às 9:07 pm

João Fonseca e Olivia Carneiro venceram a seletiva brasileira disputada no Rio de Janeiro (Foto: Marcello Zambrana/CBT)

O carioca João Fonseca e a paulista Olivia Carneiro conquistaram neste domingo os títulos do Roland Garros Junior Wild Card Series. Com isso, eles garantiram vagas na chave juvenil do Grand Slam francês, que será disputado em Paris em junho deste ano. A seletiva brasileira foi disputada nesta semana por tenistas de até 16 anos nas quadras de saibro do Rio de Janeiro Country Club.

Em uma final entre os dois principais cabeças de chave, João Fonseca derrotou o mineiro Pedro Rodrigues por 6/1 e 7/5. Único juvenil brasileiro no top 100 do ranking mundial, ocupando atualmente o 91º lugar, o carioca de 15 anos disputará seu primeiro Grand Slam.

“Já jogo com Pedro há muito tempo. Tive momentos delicados na partida, mas soube lidar com a pressão de estar atrás. Foi um torneio em que estive em boa forma e estou muito feliz por conquistar esse acesso. Um dos torneios mais marcantes”, comentou Fonseca, após a partida deste domingo. Já o vice-campeão Pedro Rodrigues está com 16 anos e ocupa o 409º lugar do ranking, vindo de dois títulos na Bolívia.

Já na final feminina, Olivia Carneiro derrotou a carioca Sthefany Lima por 6/4 e 6/3. “Estou muito feliz. Eu me preparei demais para isso, em busca da realização de um sonho. Conquistei! E agora é me preparar mais ainda. Foram jogos difíceis e soube lidar com a pressão e com as características diferentes das minhas adversárias”, afirmou Olivia Carneiro, que tem 15 anos e ocupa o 368º lugar do ranking. Ela segue para Salinas, no Equador, onde irá treinar com a equipe brasileira da Copa Billie Jean King. 

Atualmente, Carneiro é a quinta melhor brasileira na classificação da ITF, mas a primeira com menos de 16 anos. Já Sthefany Lima está no 642º lugar.

Semana também foi de Sul-Americano Individual

Ana Candiotto disputou quartas em simples e semi de duplas no Sul-Americano em Lima

A última semana também foi de disputas pelo ITF JB1 de Lima, torneio Sul-Americano Individual, disputado nas quadras de saibro de Lima, no Peru. O evento vale 300 pontos no ranking mundial juvenil.

A paulista de 17 anos Ana Candiotto, 111ª do ranking, chegou às quartas de final de simples e mais a semifinal de duplas. Isso rende a ela 100 pontos individualmente, e mais 105 como duplista.

Para a composição do ranking, são considerados os seis melhores resultados em simples e mais 25% das seis melhores pontuações nas duplas. Candiotto tenta se firmar entre as cem melhores e subir ainda no ranking nas próximas semanas em busca de vagas em Roland Garros e Wimbledon.

Também em Lima, as catarinenses Maria Turchetto, 186ª do ranking, e Carolina Laydner, 243ª colocada, foram superadas nas quartas. Ambas recebem 100 pontos. Já Victor Tosetto, 236º no ranking masculino, parou nas oitavas e recebe 60 pontos. O torneio ainda contou com Maria Luisa Oliveira e Henrique de Brito, eliminados na estreia.

Argentino e Peruana conquistaram os títulos

O título da chave masculina de simples ficou com o argentino de 18 anos Lautaro Midon, 22º do ranking, que venceu o peruano Gonzalo Bueno, número 6 do mundo na categoria, por 6/1 e 6/3. No feminino, quem ganhou foi a peruana de 16 anos Lucciana Perez Alarcon, 69ª colocada, que derrotou a argentina Luciana Moyano, 48ª, por 7/5, 4/6 e 6/4. As campeãs nas duplas femininas são as paraguaias Leyla Britez Risso e Paulina Franco Martinessi. Já na dupla masculina, título para os peruanos Gonzalo Bueno e Ignacio Buse.

Pignaton cai na semi de simples e é vice nas duplas

O juvenil de 16 anos Lucca Pignaton, que já disputou competições nacionais pela Federação do Espírito Santo e treina atualmente nos Estados Unidos, vem de duas semifinais seguidas em torneios ITF J5 Tegucigalpa, em Honduras. Pignaton é o atual 797º do ranking mundial juvenil e também jogou a final de duplas na última semana.

Além de disputar os torneios do circuito mundial juvenil, tendo predileção pelas quadras de piso duro, ele já atuou como parceiro de treinos de nomes como Sloane Stephens, Shelby Rogers, Coco Gauff e Kevin Anderson. Há duas semanas, Pignaton ganhou um título de duplas em Porto Rico, em parceria nacional com Rafael Gracie.

Candiotto é a sexta brasileira a disputar o AO juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 21, 2022 às 2:23 pm

Ana Candiotto é a primeira brasileira desde Luísa Stefani a atuar no juvenil do Australian Open (Foto: Luiz Cândido/CBT)

Única representante brasileira no torneio juvenil do Australian Open, a paulista de 17 anos Ana Candiotto estreia na competição na madrugada deste sábado. Inicialmente inscrita para o quali, ela conseguiu entrar diretamente na chave principal. Atual 109ª do ranking, ela enfrenta a tcheca de apenas 14 anos Tereza Valentova, que já é a 79ª no ranking da categoria.

Antes do Australian Open, Candiotto disputou apenas um torneio preparatório, em Tralagon, onde ela parou na segunda rodada de simples, mas chegou às quartas de final nas duplas. Caso supere a estreia em Melbourne, a brasileira pode enfrentar a argentina Solana Sierra, cabeça 4 do torneio e número 9 do ranking, ou a eslovaca Irina Balus, 59ª colocada.

A jovem paulista disputa seu segundo Grand Slam como juvenil, já que atuou em Roland Garros ainda em 2020, e também já tem nove pontos no ranking profissional, obtidos nos torneios realizados no Brasil durante a temporada passada. Com isso, aparece atualmente no 1.282º lugar da WTA. Também no ano passado, ganhou uma medalha de bronze no Pan-Americano Júnior, em Cali, ao lado de Juliana Munhoz.

Na Austrália, o tênis brasileiro comemorou seu primeiro título de um Grand Slam juvenil, com o alagoano Tiago Fernandes em 2010. Naquele ano, o título feminino ficou com a tcheca Karolina Pliskova. Mas entre as meninas, o Brasil teve poucas representantes no torneio. Candiotto será apenas a sexta brasileira a disputar a competição e a primeira desde Luísa Stefani em 2015.

História das juvenis brasileiras na Austráia
A primeira brasileira a disputar o tonrneio juvneil do Australian Open foi Roberta Caldas, no ano de 1985. Na ocasião, ela venceu a estreia contra a anfitriã Xanthe Adams e parou na segunda rodada, diante de Wendy Frazer. Caldas ainda disputaria o torneio juvenil de Roland Garros em 1985 e 1987, mas não chegou a ter ranking profissional.

Depois disso, o tênis feminino brasileiro só teria uma representante na chave juvenil do Australian Open em 2009, com Fernanda Faria. Naquele ano, ela conseguiu furar o quali de simples com duas rodadas, mas perdeu logo na sequência para a tailandesa Noppawan Lertcheewakarn na estreia da chave principal. Faria, hoje com 30 anos, chegou ganhar quatro títulos profissionais de duplas no circuito da ITF e ocupou o 329º lugar do ranking, mas deixou o circuito ainda em 2011.

Recentemente, Beatriz Haddad Maia, Letícia Vidal e Luísa Stefani também disputaram o torneio juvenil na Austrália. Bia esteve nas edições de 2012 e 2013. Em seu primeiro ano, caiu ainda na estreia de simples e na segunda rodada de duplas. Na temporada seguinte, venceu um jogo em cada chave. Letícia Vidal foi eliminada ainda na primeira fase em 2014, enquanto Stefani fez segunda rodada de simples e duplas em 2015. Desde então, nenhuma menina brasileira participou do torneio.

Matheus de Lima e Maria Turchetto jogaram na Colômbia
Também neste início de temporada, o paranaense Matheus de Lima e a catarinense Maria Turchetto disputaram o ITF J1 de Barranquilla, em quadras duras na Colômbia. Turchetto chegou a avançar duas rodadas, primeiro contra a colombiana Isabella Jaramillo por 6/2 e 6/0, e depois contra a belga Juliette Bovy por 6/1 e 6/3. Ela perdeu nas oitavas para a japonesa Ena Koike por 4/6, 6/0 e 6/2. Com a campanha, fará 60 pontos no ranking e se aproxima do top 200 da categoria. Já Matheus de Lima perdeu ainda na estreia para o norte-americano Sam Scherer por duplo 6/2.

Jovens aproveitam torneios no Brasil e somam pontos
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 24, 2021 às 8:28 pm

Pedro Boscardin conquistou seu primeiro título em Rio do Sul, superando Gustavo Heide na final (Foto: Luiz Candido/Divulgação)

A série de torneios profissionais no Brasil durante o segundo semestre tem sido positiva para tenistas da nova geração do país. Enquanto nomes como o paulista de 19 anos Gustavo Heide e o catarinense de 18 Pedro Boscardin já estão na luta por títulos e finais, outros jovens tenistas estão aproveitando a oportunidade para marcarem seus primeiros pontos no ranking da ATP.

Boscardin conquistou neste domingo seu primeiro título profissional ao superar Heide na final do ITF M25 de Rio do Sul por 7/6 e 6/4. Ex-número 6 juvenil e atual 988º colocado na ATP, ele receberá 20 pontos no ranking do dia 1º de novembro. “Em primeiro lugar, estou muito feliz por poder voltar a jogar um torneio profissional aqui no Brasil. Fazia um bom tempo que não tinha essa oportunidade por conta da pandemia e, por conta disso, boa parte dos torneios que disputei foram na Europa. Foram 4 meses e meio de gira, então estou contente por finalmente competir em casa”, disse Boscardin, que conquistou seu primeiro ponto na ATP em abril deste ano, jogando na Sérvia.

Por sua vez, Heide já disputou três finais na temporada, com dois títulos e um vice. A primeira conquista foi em Ibagué, na Colômbia, e a segunda aconteceu há duas semanas, no Recife. Atualmente com o melhor ranking da carreira, ocupando o 766º lugar, ele comemora a chance de jogar em casa. “Ganhar no meu País é muito especial, principalmente por ter a torcida me apoiando. Estou contente por novamente ter este contato com público, tirar fotos com a galera e sentir este calor que me motiva muito a seguir em frente” destacou o jovem paulista. “Jogar fora é outra realidade, é mais caro viajar, mais difícil, e jogar no Brasil é sempre muito bom, estar mais perto da sua cidade, entre outras coisas. Então, neste aspecto, são semanas muito positivas”.

Primeiros pontos na ATP para Lima, Schiessl e Obeid
Entre os jogadores que pontuaram pela primeira vez na ATP está o paranaense de 16 anos Matheus de Lima. Depois de ter atuado na Copa Davis Júnior, ele recebeu convite para jogar o ITF M25 de Rio do Sul e venceu seu primeiro jogo profissional contra Pedro Cressoni por 6/2 e 6/0. “Estou muito feliz por essa conquista. Foi um jogo muito bom, e me senti muito bem dentro de quadra. Foi um começo um pouco nervoso, por ser o meu primeiro torneio profissional, mas fiquei pensando no que o meu treinador disse, que era pra entrar em quadra e fazer o meu jogo, jogar solto. Aos poucos fui me soltando até conseguir esse bom resultado”, comemorou o curitibano, que caiu nas oitavas para o experiente Wilson Leite.

O juvenil de 16 anos Matheus de Lima marcou seu primeiro ponto na ATP nesta semana em Rio do Sul (Foto: Luiz Cândido/Divulgação)

Também paranaense, o jovenil de 17 anos João Eduardo Schiessl já acumula duas vitórias no circuito. Durante o ITF de Recife, há duas semanas, Schiessl derrotou o uruguaio Ignacio Carou, salvando três match-points. Já em Rio do Sul, ele foi além e eliminou o cabeça 2 Matheus Alves, 493º do ranking.

Por sua vez, o goiano de 20 anos Lucas Obeid superou uma grave lesão que o fez duvidar se poderia voltar a jogar. Ele venceu uma partida na capital pernambucana. “No começo desse ano, passei por um momento muito difícil e até pensei em parar de jogar por conta de dores no ombro direito, já que tive síndrome do impacto nessa região e fiquei 5 meses sem bater com a direita”, revelou, em entrevista ao Instituto Sports. “Meu pai, o Habib Obeid, me motivou bastante. Passamos em vários fisioterapeutas e nada de achar a solução para essa dor. Foi então que decidimos estudar por conta própria essa lesão, uma vez que ele é médico e eu entrei para a faculdade de medicina, e pude ir melhorando a cada semana”.

Meninas também aproveitam a chance em Piracicaba e Rio do Sul
As competições femininas também foram retomadas nas últimas semanas, primeiro com um ITF W15 em Piracicaba e agora com um W25 em Rio do Sul. Diferente do que acontece na ATP, a WTA exige que uma jogadora pontue em três torneios diferentes ou faça 10 pontos para entrar no ranking. Ainda assim, jovens jogadoras como Ana Candiotto, Juliana Munhoz, Ana Maria Coelho e Sofia Mendonça puderam comemorar suas primeiras vitórias no circuito profissional.

“Estou muito feliz com a minha primeira vitória no profissional, ainda mais sendo no Brasil. Com certeza lá na frente eu vou olhar para trás e me lembrar desse momento. Acho que é um começo muito importante na minha carreira, consegui fazer um bom jogo, apesar de um pouco de nervosismo pelo primeiro torneio”, disse Ana Candiotto, de 17 anos, que venceu uma partida em Piracicaba contra Beatriz Verdial por 6/0 e 6/2, antes de cair para a italiana Miriana Tona nas oitavas. A paulista é a atual 181ª colocada no ranking juvenil e disputou a chave de Roland Garros na categoria no ano passado.

Juliana Munhoz, de 17 anos, aproveitou a chance em Piracicaba e venceu dois jogos para chegar às quartas (Foto: João Pires)

Juliana Munhoz também se destacou. A tenista de 17 anos venceu dois jogos em Piracicaba, contra a paraguaia Susan Doldan e a brasileira Sofia Mendonça. Ela caiu nas quartas de final para a argentina de 27 anos Victoria Bosio, principal cabeça de chave do torneio e 446ª do ranking, em uma partida de 3h03. “Estou muito feliz com a minha performance, foi realmente acima do que eu estava esperando. Um dos melhores jogos da minha vida. Acho que foi muito no detalhe. Eu tive vários match points, mas não é que eu joguei mal naqueles momentos. Ela jogou muito bem, subiu o nível. Eu fiz tudo que pude, é frustrante não sair com a vitória, mas é uma experiência que vou levar”, analisou a paulista. “Eu levo muita experiência, aprendizado de como ela lidou com situações adversas e também de como eu consegui lidar. Ela estava sacando em 5/4 no segundo set, 30-0, eu consegui virar e botar muita energia e acho que tudo soma para o aprendizado”.

“Estou mais acostumada a jogar torneios juvenis e a de um torneio profissional organização é totalmente diferente. Fiquei muito surpresa com as quadras de treino, tem para quando a gente quer. A bola é um pouco rápida, as quadras estão muito boas e adorei a organização”, comentou a juvenil de 17 anos. “Eu acho que é para isso que a gente treina, né? Eu ainda sou júnior e estar tendo essa experiência é incrível. Jogar contra a cabeça 1 de um torneio profissional é uma bela experiência e também um jeito de medir o nível”.

Ana Maria Coelho, de apenas 14 anos, também marcou sua primeira vitória no tênis profissional (Foto: João Pires)

Ainda mais jovem, Ana Maria Coelho conseguiu sua primeira vitória como profissional aos 14 anos no interior paulista. Vinda do quali em Piracicaba, ela passou por Mariana Galvão Borges por 7/6 (7-5), 4/6 e 6/1. Ela só caiu nas oitavas para a chilena Fernanda Astete. “Não caiu a ficha ainda. Oito dias antes, eu nem sabia que ia ter o torneio e agora estou fazendo ponto na WTA. Eu não sei nem explicar. Estou muito feliz, não só pelo resultado, mas comigo mesma. No primeiro set eu estive o tempo todo atrás, ela coloca muita bola na quadra. No segundo eu estava ganhando de 4/3, perdi de 6/4 e estava destruída fisicamente”.

Já Sofia Mendonça, de 19 anos, tenta entrar no ranking depois de ter conseguido vitórias nas chaves principais de Piracicaba e Rio do Sul. Para ela, basta apenas pontuar em mais um torneio. A jovem tenista lembra da dificuldade que teve para manter um calendário durante a pandemia. “Foi muito difícil, por conta da pandemia, a gente se manter ativa no circuito. Eu tive só uma oportunidade de viajar nesses dois anos. Então, ter oportunidade de jogar no Brasil foi crucial. Esse período de transição já é difícil, a gente na América do Sul já tem dificuldade de competir por ser muito afastado de onde tem mais torneios, na Europa, na África. Poder competir no Brasil é muito bom e espero que aumentem os torneios para os próximos anos”.

Circuito juvenil também em andamento
O calendário de competições do circuito mundial juvenil também foi retomado em solo brasileiro. Nas últimas semanas, já foram disputadas etapas em Itajaí, Gaspar, Blumenau e Londrina. As jogadoras que mais estão se destacando são Maria Turchetto e Olivia Carneiro, que já dipsutaram três finais seguidas de ITF. Carneiro foi campeã em Gaspar, enquanto Turchetto ganhou os torneios de Blumenau e Londrina. A catarinense Carolina Laydner levou a melhor em Itajaí.

No masculino, Victor Tosetto jogou duas finais, com título em Itajaí e vice em Londrina, sendo superado pelo rival argentino Segundo Goity Zapico. Luis Felipe Miguel e Bruno Fernandez também venceram etapas valendo pontos no ranking juvenil.

+ Maria Turchetto ganha 2º ITF seguido em Londrina
+ Luis Miguel e Maria Turchetto vencem ITF de Blumenau

+ Olivia Carneiro e Bruno Fernandez vencem ITF de Gaspar