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Para Sinner, experiência com ídolos foi fundamental
Por Mario Sérgio Cruz
junho 4, 2021 às 5:52 pm

Sinner treinou com grandes nomes no início da carreira e diz que isso o ajudou a amadurecer (Foto: Nicolas Gouhier/FFT)

Com apenas 19 anos, Jannik Sinner já aparece bem posicionado no ranking e em condições de lutar por resultados expressivos no circuito. O jovem italiano está na terceira rodada de Roland Garros e tenta repetir a ótima campanha da última temporada, quando chegou às quartas. Já vencedor de dois títulos de ATP e finalista do Masters 1000 de Miami, o atual 19º do ranking teve seu início de carreira impulsionado pelas muitas oportunidades de torneios profissionais disputados na Itália, mas também pela experiência de treinar com ídolos do tênis, o que ele considera fundamental para ter evoluído tão rápido no circuito.

Sinner se acostumou a seguir os grandes nomes. Treinado pelo experiente técnico Riccardo Piatti, que já trabalhou com estrelas como Maria Sharapova e Novak Djokovic, o italiano teve a oportunidade de treinar e acompanhar alguns campeões. Ainda muito jovem, já havia treinado com Roger Federer e com a própria Sharapova. Já no início deste ano, durante o período da quarentena na Austrália, passou duas semanas treinando com Rafael Nadal em Adelaide antes do Australian Open.

Leia mais: Com muitos torneios, Itália acelera transição dos jovens e vira ‘fábrica de tenistas’

“Treinar com jogadores e atletas desse nível obviamente faz você crescer. Eu tive muita sorte por ter a oportunidade de treinar com Rafa por duas semanas e de ficar alguns torneios treinando com o Novak também”, disse Sinner a TenisBrasil, durante sua entrevista coletiva na última quinta-feira em Roland Garros. “Também tive o prazer de conhecer um pouco mais a Maria. Treinamos juntos às vezes e pude conhecer a personalidade dela também, o que é ótimo, especialmente para alguém de 18 anos na época. Isso faz você crescer um pouco mais rápido, eu diria. Fico muito feliz e honrado por ter chance de conhecê-los e às vezes de jogar com eles também, o que torna as coisas obviamente mais divertidas e agradáveis”.

Em recente entrevista ao site da ATP, Piatti também destacou a importância dessas experiências. “Não sou eu que iria explicar para ele as lições do circuito, mas sim pessoas como Nadal ou Maria. Ele precisava ver a mentalidade desses jogadores. Eles são simples e muito focados no que estão fazendo e Jannik gosta disso. Acho que aqueles 14 dias na Austrália foram perfeitos para Jannik, que conseguiu entender bem como funciona a cabeça do Rafa”.

Match-point salvo na estreia e ganho de confiança

https://twitter.com/rolandgarros/status/1399346442867777538

Sinner salvou match-point na estreia em Paris diante do francês Pierre-Hugues Herbert. Já na segunda rodada, venceu um duelo italiano contra Gianluca Mager por 6/1, 7/5, 3/6 e 6/3. Perguntado na coletiva após o jogo se o fato de ter escapado da derrota na estreia trouxe algum ganho de confiança, o jovem jogador prefere focar na melhora de seu nível de tênis.

“Quando você enfrenta um match-point, já sabe que se perder aquele ponto, volta para casa. Então é uma situação um pouco diferente. Talvez ‘impulso mental’ seja uma palavra um pouco grande, mas acho que meu nível do tênis cresceu desde a primeira rodada para a segunda. Eu continuo no torneio e estou tentando manter meu nível alto e tentando melhorar dia após dia, e então veremos o que vai acontecer contra o Ymer na terceira rodada”.

Duelo com Ymer na próxima rodada em Paris
O próximo jogo de Sinner será contra o sueco de 22 anos Mikael Ymer, 105º colocado. Eles já se enfrentaram duas vezes, com uma vitória para cada lado, e protagonizam o primeiro confronto no saibro. “Obviamente vai ser em um piso diferente. Já jogamos duas vezes na quadra dura e coberta. Na primeira rodada, ele também ganhou um jogo de cinco sets. Depois, ele ganhou do Monfils. É sempre difícil ganhar do Monfils aqui. Com certeza ele é muito consistente, é um jogador muito sólido, e que se move muito bem. Então, tenho certeza de que não vai ser um jogo fácil”, comenta o italiano, que perdeu o duelo mais recente, ano passado em Montpellier. “Na ultima vez que nos enfrentamos, eu perdi para ele. Estou muito ansioso para ver o que eu melhorei, o que ele melhorou e como vai ficar o nível do jogo”.

Três jovens na terceira rodada em Paris
Além de Sinner, outros dois jogadores com menos de 20 anos estão na terceira rodada de Roland Garros. Ele se junta ao também italiano de 19 anos Lorenzo Musetti e ao espanhol de 18 anos Carlos Alcaraz entre os representantes da nova geração na próxima fase em Paris. Musetti terá um duelo italiano contra Marco Cecchinato, enquanto Alcaraz enfrenta o alemão Jan-Lennard Struff. A última vez que o torneio teve três jogadores tão jovens nessa fase foi em 2001, com Roger Federer, Andy Roddick e Tommy Robredo.

Com muitos torneios, Itália acelera transição dos jovens
Por Mario Sérgio Cruz
maio 12, 2021 às 11:03 am

Jannik Sinner, de 19 anos e já 18º do ranking, é principal esperança de renovação na Itália

Na semana em que a elite do tênis está reunida em Roma para o Masters 1000 da ATP e um WTA 1000, a renovação de forças na Itália fica ainda mais em evidência. A nova geração do país é liderada pelos promissores Jannik Sinner e Lorenzo Musetti no circuito masculino, além de Elisabetta Cocciaretto como destaque entre as mulheres. Em comum entre eles estão as oportunidades recebidas em um país que sedia muitos torneios por ano e acelera a transição de seus jovens tenistas.

Além do fortíssimo torneio em Roma, a Itália recebe em 2021 outros dois torneios da ATP 250 (em Cagliari e Parma), além de mais dois WTA 250 (Parma e Palermo). No calendário de challengers, 11 torneios estão previstos até o final de junho (sete em Biella, dois em Roma, um em Milão e Forli), além de quatro torneios ITF masculinos e dois femininos. Na temporada de 2019, a última antes da pandemia, o país recebeu 18 challengers, 24 ITFs masculinos e 32 torneios profissionais femininos.

O país também tem força nos bastidores, especialmente no circuito masculino. Desde o ano passado, a ATP está sob o comando o presidente Andrea Gaudenzi e do CEO Massimo Calvelli. Outro exemplo é troca de sede do ATP Finals. Disputado em Londres desde 2009, o evento entre os oito melhores da temporada será levado para Turim a partir deste ano. Além disso, Milão já recebeu três edições do Next Gen ATP Finals, evento entre os destaques da nova geração.

Musetti jogou praticamente um ano sem sair do país

Lorenzo Musetti recebeu vários convites para challengers na Itália em seu primeiro ano como profissional (Foto: Corinne Dubreuil/ATP)

A evolução de Lorenzo Musetti, que tem apenas 19 anos e já ocupa o 82º lugar do ranking, exemplifica o alto número de oportunidades recebidas. Depois de conquistar o torneio juvenil do Australian Open em janeiro de 2019 e atingir a liderança do ranking mundial da categoria, Musetti iniciou seu período de transição jogando uma série de torneios em seu próprio país.

Ao longo de 2019, Musetti disputou 27 torneios, mas só precisou sair do país para cinco eventos. Ele recebeu convites para challengers italianos em Bergamo, Barletta, Francavilla, Vicenza, Parma, Milão, Recanati, Perugia, San Benedetto, Como, Gênova e Florença. Também jogou challengers entrando diretamente nas chaves em Manerbio, L’Aquila e Cordenons. Depois de começar o ano zerado no ranking profissional, ele terminaria a temporada na 360ª posição e classificado para o quali do Australian Open.

Com uma boa experiência adquirida nessa rotina de torneios profissionais desde muito jovem, o italiano iniciou uma rápida escalada ao longo de 2020 e fez uma temporada consistente em torneios de nível challenger, conquistando seu primeiro título em Forli. Também em seu país, furou o quali do Masters 1000 de Roma e foi semifinalista do ATP 250 da Sardenha, terminando a temporada já na 127ª posição, batendo na porta dos eventos maiores. Com duas finais de challenger no início de 2021 e uma incrível campanha desde o quali até a semifinal do ATP 500 de Acapulco, o italiano rapidamente se firmou no top 100.

Sinner conviveu com grandes nomes desde cedo

Considerado como a principal promessa do tênis italiano, Jannik Sinner também está com 19 anos e já ocupa o 18º lugar do ranking da ATP, com dois títulos de primeira linha e tendo alcançado recentemente a final do Masters 1000 de Miami. Ele recebe convites para torneios profissionais da ITF desde 2016 e já joga challengers desde 2018, quando tinha apenas 17 anos. Naquele ano, recebeu convites para jogar em Gênova, Como, Biella, Ortisei e Andria.

Além disso, Sinner se acostumou a seguir os grandes nomes. Treinado pelo experiente técnico Riccardo Piatti, que já trabalhou com estrelas como Maria Sharapova e Novak Djokovic, o italiano teve a oportunidade de treinar e acompanhar alguns campeões. Ainda muito jovem, já havia treinado com Roger Federer e com a própria Sharapova. Já no início deste ano, durante o período da quarentena na Austrália, passou duas semanas treinando com Rafael Nadal em Adelaide antes do Australian Open.

“Não sou eu que iria explicar para ele as lições do circuito, mas sim pessoas como Nadal ou Maria. Ele precisava ver a mentalidade desses jogadores e Maria foi muito importante para mim e para ele”, disse Piatti, em recente entrevista ao site da ATP. “Você precisa vivenciar esses caras. Eles são simples e muito focados no que estão fazendo e Jannik gosta disso, entende que Rafa é um pouco parecido com ele. A única diferença é que já venceu 20 títulos de Grand Slam”, brincou o treinador. “Acho que aqueles 14 dias foram perfeitos para Jannik, que conseguiu entender bem como funciona a cabeça de Rafa”.

Cocciaretto tenta seguir legado italiano

Elisabetta Cocciaretto, de 20 anos, é a primeira jovem a surgir desde a ‘geração de ouro’ da década passada

A esperança de renovação do tênis feminino italiano está nas mãos de Elisabetta Cocciaretto, jovem de 20 anos e 111ª do ranking. Recentemente, ela disputou sua primeira semifinal de WTA em Guadalajara. E assim como os compatriotas do masculino, também aproveitou as oportunidades que teve em torneios em seu país. Ano passado, recebeu convite para o WTA de Palermo e chegou às quartas de final. Em seus primeiros sete torneios torneios da carreira profissional, ela ganhou convite para seis (todos ITFs W25 na Itália) e avançou pelo menos uma rodada em quatro deles, marcando assim seus primeiros pontos no ranking.

Cocciaretto tenta seguir o legado da geração de ouro da Itália, que teve num curto espaço de tempo Francesca Schiavone, Flavia Pennetta, Roberta Vinci e Sara Errani. Todas foram, no mínimo, finalistas de Slam em simples, com destaque para as conquistas de Schiavone em Roland Garros (2010) e de Pennetta no US Open (2015, superando Vinci na final). “Todas elas são ídolos para mim. Não houve apenas uma que fez muitas coisas importantes em um torneio, foram quatro. E muitas meninas começaram a jogar tênis por causa delas”, disse Cocciaretto ao site da WTA.

Ela destacou, principalmente, a convivência com Sara Errani, ex-top 5 e finalista de Roland Garros em 2012. Errani também foi número 1 de duplas e ganhou cinco Grand Slam ao lado de Vinci. “Sara me deu muitos conselhos. Se eu tivesse um problema ou alguma dúvida, poderia perguntar a ela porque ela é muito, muito legal. Ela não é apenas uma boa jogadora de tênis, mas uma ótima pessoa. Lembro que meu primeiro conselho dela foi na Copa Billie Jean King em 2018. Eu estava com tanto medo, mas ela lembrou que também já foi uma jovem jogadora e já teve os mesmos problemas que eu. Ela me ajudava muito toda vez que eu perguntava algo a ela”, explica a jovem italiana.

“Não conheço muito bem a Vinci, a Schiavone ou a Pennetta. Dizemos um oi, mas nada mais, porque eles se aposentaram antes de eu começar a jogar os torneios. Mas eu me lembro de quando era jovem e sempre assistia aos jogos delas. Assisti Pennetta e Vinci na final do US Open. As coisas que eles fizeram no passado são um sonho para mim. Então farei o meu melhor para repetir o que eles fizeram”.

Cobolli tenta seguir o mesmo caminho

A nova geração italiana já tem mais um nome a caminho dessa transição para a elite do circuito. Flavio Cobolli, que completou 19 anos agora em maio, disputou recentemente sua primeira final de challenger em Roma. Convidado para o torneio como 639º do ranking, ele venceu quatro jogos seguidos e só perdeu para o argentino Juan Manuel Cerundolo, 176º colocado, na final. A campanha rendeu 48 pontos e um salto para a atual 449ª posição. Cobolli já jogou quatro challengers na Itália este ano, dois em Roma e mais dois em Biella. Também atuou em Zadar, na quase vizinha Croácia.

Jovens brilham no início da temporada de saibro
Por Mario Sérgio Cruz
abril 12, 2021 às 6:43 pm

O início da temporada da temporada de saibro foi bastante positivo para alguns integrantes da nova geração do tênis internacional. O principal destaque ficou para o título da colombiana Maria Camila Osorio, que aproveitou da melhor maneira possível o convite para o WTA 250 de Bogotá e conquistou seu primeiro troféu na elite do circuito. Mas além dela, a semana também foi boa para Coco Gauff, Carlos Alcaraz e Lorenzo Musetti.

Osorio faz a festa em casa

Convidada para o WTA de Bogotá, Osorio Serrano aproveitou a chance e conquistou o título (Foto: Copa Colsanitas)

Ex-líder do ranking mundial juvenil, Maria Camila Osorio se tornou apenas a terceira colombiana a vencer o torneio, que atualmente é o único na América do Sul pela elite do circuito. Antes dela, Fabíola Zuluaga venceu as edições de 1999, 2002 e 2004, enquanto Mariana Duque Mariño foi campeã na temporada de 2010. A última sul-americana a vencer o torneio antes de Osorio havia sido a brasileira Teliana Pereira, na melhor temporada de sua carreira em 2015.

Osorio frequenta o ambiente do WTA de Bogotá desde muito jovem. Mesmo com apenas 19 anos, ela já fazia sua terceira aparição na chave principal e a quinta no torneio de um modo geral. Ela já disputa o evento desde 2016, quando tinha apenas 14 anos e recebeu um convite para o quali. Há duas temporadas, em 2019, já havia feito uma grande campanha e alcançado as quartas de final. Já em 2021, a colombiana se aproveitou das eliminações precoces de muitas cabeças de chave e conseguiu cinco vitórias seguidas.

Apesar de ter um estilo de jogo tipicamente sul-americano no saibro, prolongando os ralis e jogando mais atrás da linha de base, ela também mostrou muita qualidade quando precisava usar os slices ou entrar mais na quadra para atacar com o forehand. Ela derrotou a norte-americana Sachia Vickery, a tcheca Tereza Martincova (cabeça 7), a experiente suíça de 31 anos Stefanie Voegele, a francesa vinda do quali Harmony Tan e a eslovena Tamara Zidansek, cabeça 5 do torneio e 93º do ranking.

“Vencer esse torneio era o meu sonho. Foi uma semana incrível para mim. Ainda não consigo acreditar que ganhei o título”, disse Osorio, após a vitória na final sobre a Zidansek por 5/7, 6/3 e 6/4. “Fiz uma partida muito boa contra a Tamara, mas não sabia como consegui virar o jogo. Perdi o primeiro set e estava um pouco tensa, por isso ainda não consigo acreditar que ganhei”.

Os 280 pontos do título fazem com que Osorio salte do 186º para o 135º lugar do ranking e possa disputar torneios mais fortes com maior frequência. Isso acaba sendo fundamental para o desenvolvimento de uma jogadora sul-americana, com poucas opções de calendário. “Com este torneio, o meu calendário vai ficar mais aberto, terei mais opções para jogar torneios maiores, por isso estou muito feliz com esta vitória”.

A colombiana também foi perguntada sobre quem ela gostaria de enfrentar na elite do circuito e citou a número 1 do mundo Ashleigh Barty e a atual sexta colocada Bianca Andreescu. “Eu amo a Barty. Adoro ver os jogos dela. Já tive a chance de enfrentar a Bianca em um torneio da ITF [em 2018] e simplesmente amo o jeito que ela joga também. Ela sempre joga com o coração em quadra, é uma loucura! Acho que foi isso que fiz esta semana, igual a ela”.

A colombiana já falou ao Primeiro Set em março de 2018, quando ainda disputava um evento do circuito mundial juvenil em São Paulo. Na época, então com 16 anos, afirmou que sonhava se tornar a número 1 do mundo. Ainda é muito cedo para saber se ela vai conseguir alcançar essa meta tão ambiciosa, mas a conquista de um torneio de elite da WTA com tão pouca idade, ainda mais com todas as dificuldades que envolvem as tenistas sul-americanas, é um ótimo começo.

Gauff faz sua melhor campanha no saibro

Campanha até as quartas no WTA 500 de Charleston foi a melhor de Gauff em um torneio no saibro (Foto: Volvo Car Open)

A norte-americana de 17 anos Coco Gauff conseguiu seu melhor resultado da carreira em quadras de saibro ao vencer três jogos no WTA 500 de Charleston até alcançar as quartas de final. Com isso, ela atingiu o melhor ranking da carreira, ocupando agora a 35ª posição apesar de sua pouca idade. Ela já tem um título nas quadras duras e cobertas de Linz em 2019, quando tinha só 15 anos, e no início da atual temporada já havia disputado uma semifinal nas quadras sintéticas de Adelaide.

“Sinto que, quando estou confiante na quadra, jogo meu melhor tênis”, disse Gauff, que venceu a búlgara Tsvetana Pironkova, a russa Liudmila Samsonova e também a norte-americana Lauren Davis em Charleston, sendo superada pela tunisiana Ons Jabur nas quartas. A promessa norte-americana destacou que a intensidade dos treinos tem feito a diferença.

“Obviamente, quando você está ganhando, sua confiança aumenta. Mas isso é apenas um dado. Tento dar 100% nos treinos as vezes, porque é isso o que eu tento fazer nos jogos. Eu acho que se você faz algo mil vezes nos treinos, você se sente confortável para fazer durante uma partida quando há momentos de pressão”.

Musetti derrubou favorito em Cagliari

Musetti está bastante confiante para a temporada de saibro e já chegou às quartas no primeiro torneio (Foto: Giampiero Sposito)

O italiano Lorenzo Musetti deu continuidade à sua franca evolução no circuito e atingiu as quartas de final do ATP 250 de Cagliari na última semana. Depois de estrear vencendo o austríaco Dennis Novak com autoridade, por 6/0 e 6/1, o jovem de 19 anos surpreendeu o britânico Daniel Evans, cabeça 1 do torneio, e venceu por 6/1, 1/6 e 7/6 (10-8), salvando quatro match points. Sua campanha só foi encerrada após a derrota por 6/4, 4/6 e 6/2 para o sérvio Laslo Djere.

“O segredo para mim foi não pensar no ranking dele e jogar como se ele fosse um adversário como qualquer outro. Tentei fazer o meu jogo e tentei jogar o melhor que posso. Isso é o que eu fiz. Contra adversários desse nível, eu não tenho pressão e me sinto leve em quadra. E nesse jogo foi igual”, disse Musetti a respeito da vitória contra Evans. Ele também já tem currículo vitórias sobre outros grandes nomes como Grigor Dimitrov, Stan Wawrinka, Diego Schwartzman e Kei Nishikori.

Durante a entrevista coletiva após a expressiva vitória sobre Evans, ele acusou o britânico de tê-lo desrespeitado durante a partida. “Existem jogadores respeitosos e experientes, enquanto outros como Evans me tratam como um jovem para tentar bagunçar o jogo. Ele me desrespeitou e eu não quero ser tratado como um menino”, afirmou a respeito do rival de 30 anos e atual 33 do ranking.

Antes do torneio, Musetti já havia dito em entrevista ao site da ATP que esperava surpreender durante a temporada de saibro. “Quando estávamos treinando nestes últimos dias, senti a bola muito bem e me sinto bem. Acho que vou jogar bem e surpreender na temporada de saibro. Estou realmente ansioso para os próximos torneios”, comenta o italiano, que saltou do 90º para o 84º lugar do ranking da ATP após a boa campanha.

Alcaraz disputou sua primeira semi de ATP

Apesar da derrota em Marbella, Alcaraz diz que tem muito a aprender e saiu satisfeito com a campanha (Foto: Alvaro Diaz/Andalucia Open)

Outro novato no circuito a conseguir um grande resultado na última semana foi o espanhol de 17 anos Carlos Alcaraz, semifinalista do ATP 250 de Marbella. Ele se tornou o jogador mais jovem a atingir essa fase de um torneio da elite do circuito desde Alexander Zverev em 2014.

Alcaraz venceu o sérvio Nikola Milojevic, o espanhol Feliciano Lopez e o norueguês Casper Ruud (número 26 do mundo), antes de ser superado pelo compatriota Jaume Munar, 95º colocado, com parciais de 7/6 (7-4) e 6/4. A campanha rendeu 90 pontos na ATP e um salto de 15 posições no ranking para o atual 118º lugar.

“É claro que teria sido ótimo ganhar mais uma partida e jogar uma final de ATP. Mas agora que estou pensando nas coisas com um pouco mais de calma, saio daqui com mais experiência e com bons sentimentos”, disse Alcaraz, eleito a revelação da temporada passada no circuito, quando venceu três challengers e saltou mais de 350 posições no ranking. “Você tem que ser capaz de ver o lado positivo das coisas. No final do dia, vim aqui para aprender e jogar algumas boas partidas e acho que consegui fazer isso. ”

“Há algo que posso aprender com esta derrota. Tenho que aprender com essas situações, então da próxima vez que estiver em uma situação como essa, espero que possa ser diferente. Mas, principalmente, quero continuar aprendendo com todas as minhas partidas e sendo quem eu sou. Estou gostando da jornada”.

Mais pontos para os torneios menores
Outra boa notícia para as jogadoras de ranking mais baixo, e que pode ajudar muitas tenistas tenistas jovens e sul-americanas, foi o acordo entre Federação Internacional de Tênis (ITF) com a WTA para melhorar as condições das jogadoras que disputam torneios menores. A entidade anunciou na última sexta-feira que os torneios do circuito ITF com premiações entre US$ 25 mil e US$ 80 mil darão mais pontos no ranking profissional feminino.

A ideia é beneficiar as jogadoras que tenham poucas opções de calendário e que seriam prejudicadas por restrições de viagens ou dificuldades financeiras no momento em que a WTA começa a descongelar seu ranking e iniciar o processo de defesa de pontos na elite do circuito.

A brasileira Beatriz Haddad Maia, que venceu dois títulos seguidos de ITF W25 na Argentina, já será beneficiada desde já pela nova regra. Enquanto o primeiro torneio, disputado em Villa Maria, rendeu a ela 50 pontos no ranking da WTA, a recente conquista em Córdoba já vai valer 65 pontos.

Confira a tabela completa.

Confira 15 jovens tenistas para assistir em 2021
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 31, 2020 às 7:01 am

O ano de 2020 termina nesta quinta-feira e a temporada 2021 do circuito profissional tem início já na próxima semana, com os homens em Delray Beach e as mulheres em Abu Dhabi. Em meio às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o calendário do tênis internacional passou por uma série de adaptações e o primeiro Grand Slam de 2021, o Australian Open, só começa no dia 8 de fevereiro.

O que não muda é o ímpeto da nova geração do circuito em evoluir e bater de frente com as principais estrelas do esporte. Alguns desses nomes, aliás, já têm títulos expressivos no currículo mesmo com tão pouca idade. Neste último dia do ano, TenisBrasil destaca 15 jovens tenistas nascidos a partir de 2000 e que mostram grande potencial para se destacar no circuito.

Bianca Andreescu (20 anos, Canadá, 7ª da WTA)

Sensação da temporada de 2019, quando conquistou seu primeiro Grand Slam no US Open e também venceu torneios grandes em Indian Wells e Toronto, Bianca Andreescu está afastada do circuito há mais de um ano, mas fará seu retorno às competições no início de 2021.

A canadense, ainda com 20 anos, sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo no fim de 2019, quando atuava no WTA Finals. Ela tentaria voltar no meio deste ano, mas a pandemia paralisou o circuito por praticamente cinco meses. Além disso, Andreescu também teve que tratar de uma lesão crônica no pé e preferiu focar sua preparação na próxima temporada. Sua volta ao circuito deve acontecer em um dos dois torneios WTA 500 que Melbourne receberá às vésperas do US Open.

Apesar do longo período de inatividade, Andreescu não teve prejuízo no ranking. Isso porque a WTA modificou temporariamente o cálculo das pontuações, considerando os 16 melhores resultados obtidos entre março de 2019 e dezembro de 2020. Assim, a canadense conseguiu se manter no top 10 com os o resultados do ano passado. 

Iga Swiatek (19 anos, Polônia, 17ª da WTA)

Outra campeã de Grand Slam que merece bastante atenção dos fãs é Iga Swiatek. A polonesa de apenas 19 anos brilhou em Roland Garros ao vencer sete jogos seguidos sem perder um set sequer e deu um salto no ranking do 53º para o 17º lugar. Tanto Swiatek quanto Andreescu apostam em trabalhos muito elaborados de preparação psicológica para as partidas. 

Com um jogo inteligente e muitos recursos técnicos à disposição, Swiatek pode exibir um tênis competitivo em diferentes pisos e condições de quadra e tem grandes chances de ampliar sua sala de troféus. É questão de tempo para que ela logo apareça entre as dez primeiras do ranking. Fora do WTA 500 de Abu Dhabi, que acontece na semana que vem, deve iniciar a temporada já em solo australiano.

Felix Auger-Aliassime (20 anos, Canadá, 21º da ATP)
Apesar de ainda não ter conquistado um título de ATP, Felix Auger-Aliassime vem de duas temporadas consistentes no circuito e já disputou seis finais em torneios deste porte, sendo três em 2019 e mais três este ano. A lista inclui torneios no saibro, como o Rio Open e o ATP de Lyon, na grama de Stuttgart, e no piso duro de Roterdã, Colônia e Adelaide.

O canadense até já chegou a figurar entre os 20 melhores do mundo, ocupando o 17º lugar em 2019. Além do desempenho ruim em finais, ainda falta a Aliassime ter uma boa sequência de resultados em torneios grandes. Ele fez sua pré-temporada na academia de Rafael Nadal estabeleceu como metas para 2021 a chegada ao top 10 e a classificação para o ATP Finals.

Jannik Sinner (19 anos, Itália, 37º da ATP)

Jogador mais jovem no top 100 do ranking da ATP, Jannik Sinner terminou a temporada com seu primeiro título no circuito, em Sófia, e ocupando a melhor marca da carreira no 37º lugar. Também em 2020, o italiano venceu seus três primeiros jogos contra top 10 e alcançou as quartas de final de Roland Garros.

Sinner tem uma boa oportunidade de evoluir como jogador no início de 2021 por ter sido escolhido como o parceiro de treinos de Rafael Nadal na primeira semana de preparação para o Australian Open.

Dayana Yastremska (20 anos, Ucrânia, 29ª da WTA)
Apesar da pouca idade, Dayana Yastremska já é um nome consolidado na elite do circuito. A ucraniana de 20 anos já tem três títulos de WTA e chegou a ocupar o 21º lugar do ranking no início da temporada. Mas para dar outro salto, precisa melhorar seu desempenho nos Grand Slam, já que nunca passou da terceira rodada em torneios deste porte.

Thiago Wild (20 anos, Brasil, 116º da ATP)

Grande esperança para o futuro do tênis brasileiro, Thiago Wild se tornou o tenista mais jovem do país a conquistar um título de ATP em Santiago. Ele também foi o primeiro jogador nascido a partir de 2000 a vencer um evento na elite do circuito. Na última temporada, o paranaense também debutou na Copa Davis e disputou seu primeiro Grand Slam no US Open.

Número 2 do Brasil com apenas 20 anos, Wild começa 2021 jogando o quali do Australian Open, que foi excepcionalmente transferido para Doha e acontece entre os dias 10 e 13 de janeiro. Depois, parte para o challenger de Istambul, na Turquia. Depois de terminar o ano com uma sequência de resultados negativos, a volta ao caminho das vitórias, a vaga na chave principal do Grand Slam australiano e a entrada no top 100 são os primeiros objetivos no curto prazo.

Amanda Anisimova (19 anos, Estados Unidos, 30ª da WTA)
A norte-americana Amanda Anisimova não repetiu em 2020 a ótima temporada que teve no ano passado, quando foi semifinalista de Roland Garros e chegou a ser número 21 do mundo. Ainda assim, conseguiu permanecer entre as 30 melhores e deverá ser uma das cabeças de chave do Australian Open. Ela já começa a temporada na semana que vem, em Abu Dhabi.

Coco Gauff (16 anos, Estados Unidos, 48ª da WTA)

 

 

 

 

 

 

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Com apenas 16 anos, completados em março, Coco Gauff já aparece entre as 50 melhores jogadoras do mundo. A promissora atleta norte-americana ocupa atualmente a 48ª colocação no ranking, apenas uma abaixo da melhor marca da carreira.

Gauff já tem boas campanhas em Grand Slam, como as oitavas de Wimbledon e do Australian Open e a terceira rodada em Nova York, além de já ter vencido seu primeiro WTA no ano passado em Linz. Fora das quadras, a jovem jogadora também se mostra bastante consciente de seu papel na sociedade e é engajada na luta contra o racismo e por maior justiça social.

Carlos Alcaraz (17 anos, Espanha, 141º da ATP)

Escolhido como a Revelação do Ano pela ATP, o espanhol Carlos Alcaraz deu um salto de 350 posições no ranking ao longo de 2020. Ele iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação. O novato de apenas 17 anos conquistou seus três primeiros títulos de challenger na última temporada, em Trieste, Barcelona e Alicante. Além de ficar com o vice em Cordenons.

Apenas Alcaraz e o argentino Francisco Cerundolo venceram três challengers em 2020. O espanhol é também o segundo mais jovem de seu país a conquistar um torneio deste porte, ficando atrás apenas do ídolo Rafael Nadal. Seu treinador, o ex-número 1 Juan Carlos Ferrero, aposta em um futuro promissor e diz que o jovem espanhol logo chegará aos Grand Slam.

Leylah Fernandez (18 anos, Canadá, 88ª da WTA)

A canhota Leylah Fernandez foi uma das revelações da última temporada feminina. Ela derrotou jogadoras de destaque como a então número 5 do mundo Belinda Bencic e a campeã de Slam Sloane Stephens. A canadense também alcançou uma final de WTA em Acapulco, fez uma boa terceira rodada em Roland Garros e terminou o ano com o melhor ranking da carreira, no 88º lugar.

Em recente entrevista ao site da ITF, Fernandez declarou que parte de seu treinamento consiste em estudar os movimentos de atletas de diferentes modalidades. Isso inclui nomes do passado como Pelé, ou contemporâneos como Lionel Messi e o boxeador Floyd Mayweather.

Lorenzo Musetti (18 anos, Itália, 128º da ATP)

Outro prodígio do tênis italiano, Lorenzo Musetti aproveitou muito bem a oportunidade que teve no Masters 1000 de Roma e derrotou jogadores de respeito como Stan Wawrinka e Kei Nishikori. O jovem de 18 anos também conquistou seu primeiro challenger em Forli, vencendo o brasileiro Thiago Monteiro na final, e foi semifinalista no ATP 250 da Sardenha.

Em 2020, Musetti ganhou 233 posições ao longo do ano, saltando do 361º para o 128º lugar. Já na próxima temporada, o italiano tentará em 2021 disputar seu primeiro Grand Slam e entrar no top 100 do ranking mundial.

Marta Kostyuk (18 anos, Ucrânia, 99ª da WTA)
Considerada como uma das principais apostas para a nova geração do circuito, a ucraniana de 18 anos Marta Kostyuk chegou enfim ao top 100 já na reta final da última temporada. Apesar da pouca idade, ela já se destaca há algum tempo. Exemplo disso foi a campanha até a terceira rodada do Australian Open de 2018, quando ela tinha apenas 15 anos.

Campeã juvenil do Australian Open de 2017 e ex-número 2 no ranking da categoria, Kostyuk não conseguia ter um calendário completo nas últimas temporadas por causa das restrições da WTA para tenistas com menos de 18 anos. Além disso, sofreu uma lesão nas costas no ano passado. Este ano, chegou à terceira fase do US Open e só foi superada pela campeã Naomi Osaka.

Sebastian Korda (20 anos, Estados Unidos, 118º da ATP)

 

 

 

 

 

 

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O norte-americano Sebastian Korda foi um dos destaques na reta final da temporada, especialmente depois da ótima campanha que fez em Roland Garros, onde foi desde o quali até as oitavas de final, sendo superado pelo campeão Rafael Nadal. Além disso, conquistou seu primeiro challenger nas quadras de carpete de Eckental, na Alemanha, e ficou mais perto de entrar no top 100.

O jovem jogador de 20 anos vem de uma família com muita história no tênis. Ele é filho de Petr Korda, ex-número 2 do mundo e campeão do Australian Open de 1998, e de Regina Kordova, que também jogou profissionalmente e chegou a ser número 26 do ranking da WTA. A mãe, aliás, foi sua principal mentora no início da carreira. Durante a pré-temporada, foi acompanhado de perto por duas lendas do tênis, Andre Agassi e Steffi Graf.

Clara Tauson (18 anos, Dinamarca, 152ª da WTA)


A dinamarquesa Clara Tauson comemorou na última temporada sua primeira vitória em Grand Slam. Vinda do qualificatório em Roland Garros, ela derrubou a favorita Jennifer Brady, número 25 do mundo. Tauson completou 18 anos agora em dezembro e aparece atualmente no 152º lugar do ranking da WTA. Até por isso, tentará o quali para o Australian Open.

Sua principal inspiração é a compatriota Caroline Wozniacki, que encerrou sua carreira profissional no início desta temporada, ainda aos 29 anos, no Australian Open. Nos últimos 31 anos, Wozniacki e Tauson foram as únicas dinamarquesas a vencer partidas de Grand Slam, mas a jovem jogadora tenta evitar comparações com a ex-número 1 do mundo. Elas até já treinaram juntas e têm os pais como mentores no tênis, mas há uma clara diferença em estilos de jogo. Enquanto Wozniacki se destacava pela consistência e pela construção de pontos mais longos, Tauson joga um tênis mais agressivo e tenta definir cedo suas jogadas.

Brandon Nakashima (19 anos, Estados Unidos, 166º da ATP)
O norte-americano de 19 anos Brandon Nakashima terminou a temporada conquistando seu primeiro challenger em Orlando e ocupando o melhor ranking da carreira no 166º lugar. Ele já foi número 3 do mundo como juvenil e campeão do ITF Junior Masters em 2018. Nakashima começou a se firmar no tênis profissional este ano, com boas campanhas em challengers e três vitórias em nível ATP, uma delas no US Open.

* Três ótimos nomes de 1999
Como a lista destacou apenas os tenistas nascidos a partir de 2000 e que completam até 21 anos em 2021, alguns jovens em franca evolução acabaram ficando fora. Mas ainda assim, é interessante olhar com atenção para dois nomes. O principal destaque é para a cazaque de 21 anos Elena Rybakina disputou cinco finais de WTA em 2020, ganhando um título em Hobart, e venceu nomes de destaque como Sofia Kenin e Karolina Pliskova para terminar o ano no 19º lugar.

Outra jogadora de 21 anos que merece destaque é Catherine Bellis. Considerada uma grande promessa do tênis norte-americano desde que venceu um jogo no US Open de 2014 com apenas 15 anos, Bellis chegou a ser 35ª do mundo em 2017, antes de sofrer com lesões no punho e no cotovelo, que a fizeram passar por quatro cirurgias em pouco menos de dois anos. Atualmente no 133º lugar, está voltando aos poucos a ter bons resultados.

Já no circuito da ATP, destaque para o finlandês de 21 anos Emil Ruusuvuori, que venceu quatro challengers em 2019 e manteve sua evolução na última temporada. Ruusuvuori debutou no top 100, chegou a uma semifinal de ATP em Nur-Sultan e aparece atualmente na 86ª posição.

Com três títulos, Alcaraz salta 350 posições na ATP
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 9, 2020 às 7:41 pm
Alcaraz iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação

Alcaraz iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação

Indicado como uma das revelações do ano, o espanhol Carlos Alcaraz foi um dos destaques do circuito challenger em 2020. Após a última semana com torneios deste porte no ano, a ATP consolidou os dados da temporada que colocam o espanhol entre os líderes em várias estatísticas.

Alcaraz conquistou três challengers em 2020. O primeiro foi em Trieste na Itália, e os outros dois foram no saibro espanhol, em Barcelona e Alicante. Também ficou com o vice no torneio italiano de Cordenons. Além do jovem espanhol de 17 anos, apenas o argentino Francisco Cerundolo ganhou três challengers na temporada, o último na semana passada em Campinas.

Os ótimos resultados renderam a Alcaraz um salto de 350 posições no ranking. Ele iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação. Com isso, obteve o maior salto no ranking entre os jogadores no top 150 da ATP. O segundo que mais evoluiu é o italiano Lorenzo Musetti, que ganhou 233 posições ao longo do ano, saltando do 361º para o 128º lugar.

Com 20 vitórias e apenas quatro derrotas nos torneios challenger na temporada, Alcaraz teve aproveitamento de 83,3% no circuito, a melhor marca entre os tenistas que disputaram pelo menos 19 partidas na temporada.

Ele é também o segundo jogador que mais venceu desde o retorno às competições, após cinco meses de paralisação do calendário devido à pandemia. Só fica atrás de Cerundolo, com 22 vitórias a partir de 17 de agosto. Em números absolutos, o jogador que mais venceu partidas de challenger no ano foi o russo Aslan Karatsev, com 27 vitórias, seis derrotas e dois títulos.

Alcaraz e Musetti foram os campeões mais jovens do ano
A conquista em Trieste, aos 17 anos e três meses, fez de Alcaraz o vencedor de challenger mais jovem da temporada. Ele também foi o único tenista dessa idade a vencer um torneio deste porte em 2020. Em seguida aparece Musetti, que venceu o challenger italiano de Forli aos 18 anos e 6 meses. Depois, estão o norte-americano Brandon Nakashima e o tcheco Tomas Machac, únicos com 19 anos a vencer. Ao todo, a temporada teve seis títulos para tenistas com menos de 20 anos e nove conquistas de jogadores com até 21 anos.

Os jovens Alcaraz e Musetti também conseguiram outras duas façanhas entre os vencedores de challenger em 2020. O espanhol foi o único campeão vindo do quali, ao vencer sete jogos em nove dias no torneio de Trieste. Já o italiano foi o único convidado que era não cabeça de chave e mesmo assim conquistou o título.

Tênis italiano apresenta duas jovens promessas
Por Mario Sérgio Cruz
abril 25, 2019 às 10:25 pm

Ao mesmo tempo em que o tênis italiano comemora o primeiro título de Masters 1000 de sua história, com o veterano de 31 anos Fabio Fognini no saibro de Monte Carlo, duas jovens promessas do país começam a se destacar em torneios menores na atual temporada e escalam rapidamente o ranking.

Os atletas de 17 anos Jannik Sinner e Lorenzo Musetti estão acumulando bons resultados em challengers nas últimas semanas e são postulantes à continuidade ao bom momento do tênis no país. É bem possível que eles também recebam oportunidades nos principais torneios da Itália, o Masters 1000 de Roma e o Next Gen ATP Finals, em Milão.

Jannik Sinner (17 anos, 314º do ranking, Itália)

Somando todos os níveis de competição, Jannik Sinner já tem 23 vitórias neste início de temporada. Ele conquistou seu primeiro challenger em fevereiro, nas quadras duras e cobertas de Bérgamo, e faturou 80 pontos no ranking. Ele se tornou ainda o primeiro jogador nascido em 2001 a vencer um torneio deste porte. Pouco depois, venceu dois títulos profissionais de nível ITF de US$ 25 mil nas cidades italianas de Trento e Santa Margherita di Pula, chegando a acumular 16 vitórias seguidas no circuito.

De seus atuais 96 pontos no ranking da ATP, apenas sete foram obtidos ainda no ano passado, enquanto 89 foram conquistados já em 2019. O jovem italiano estava no 551º lugar do ranking na virada do ano e aparece atualmente na 314ª posição.

Já nesta semana, Sinner conseguiu mais um importante feito. Ele entrou como lucky-loser na chave do ATP 250 de Budapeste, depois de ter vencido um jogo no qualificatório contra o tcheco Lukas Rosol e perdido para o alemão Yannick Maden. Em sua estreia na chave principal, venceu o húngaro Mate Valkusz por 6/2, 0/6 e 6/4, antes de cair nas oitavas para o sérvio Laslo Djere. A campanha rendeu 26 pontos no ranking e deverá levá-lo ao top 300.

Lorenzo Musetti (17 anos, 486º do ranking, Itália)

Por sua vez, Musetti iniciou a atual temporada conquistando o título juvenil do Australian Open e alcançando a vice-liderança no ranking mundial da categoria, mas rapidamente iniciou sua transição ao profissionalismo. O jovem italiano sequer aparecia no ranking da ATP até o mês passado, mas já ocupa atualmente a 486ª posição.

Há duas semanas, Musetti se tornou o primeiro jogador nascido em 2002 a vencer um jogo em chave principal de challenger. Ele conseguiu essa marca ao superar o Karim-Mohamed Maamoun no saibro francês Sophia Antipolis. Na semana seguinte, foi além, e venceu dois jogos na cidade italiana de Barletta para chegar às oitavas de final. Dessa forma, conseguiu rapidamente doze importantes pontos na ATP.

O compromisso de Musetti nesta semana é o challenger italiano de Francavilla, torneio para o qual recebeu convite, e já conseguiu duas vitórias. Logo na estreia, venceu o compatriota Gianluca Di Nicola por 6/3, 3/6 e 6/4. Já nesta terça-feira, fechou o primeiro set contra o cabeça 5 local e número 204 do mundo Matteo Donati por 6/4 antes de o rival abandonar a disputa. A campanha já rende mais sete pontos e o fará dar um novo salto no ranking. Musetti caiu nas oitavas para o bósnio Tomislav Brkic (297º do mundo), mas os 15 pontos garantidos no ranking o farão subir ainda mais e ganhar cerca de 30 posições.