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Ranking juvenil tem novidades depois de Roland Garros
Por Mario Sérgio Cruz
junho 15, 2021 às 11:00 pm

Campeão juvenil em Paris, o francês Luca Van Assche saltou 14 posições no ranking da modalidade

A atualização mais recente dos rankings juvenis da ITF teve muitas novidades. A lista divulgada na última segunda-feira, logo após a disputa de Roland Garros, premiou os títulos do francês Luca Van Assche e da tcheca Linda Noskova, que aproveitaram os mil pontos de suas conquistas para escalar os rankings. No entanto, com todos os ajustes promovidos pela Federação Internacional durante a pandemia, muitos tenistas ainda permanecem com pontos conquistados em 2020 e até mesmo de 2019.

Campeão juvenil em Paris, Luca Van Assche saltou 14 posições no ranking e assumiu o quarto lugar. O vice Arthur Fils, também francês e de apenas 16 anos, ganhou 12 posições e agora é o sétimo do ranking. Quem também subiu no ranking foi Giovanni Mpetshi Perricard, semifinalista de simples e campeão de duplas ao lado de Fils. Ele ultrapassou dois concorrentes e assumiu o sexto lugar.

Nas duas primeiras posições, estão dois jogadores nascidos em 2003, mas que já fizeram transição para o circuito profissional, o dinamarquês Holger Rune e o japonês Shintaro Mochizuki, que não jogam mais os torneios juvenis, mas ainda teriam idade para atuar na atual temporada e também possuem pontos conquistados há dois anos. O terceiro colocado é o chinês Juncheng Shang.

Melhor brasileiro na lista, o catarinense de 18 anos Pedro Boscardin perdeu três posições, mas segue no top 10, ocupando o nono lugar. O número 2 do país é o mineiro João Victor Loureiro, 53º do ranking, mantendo a posição da lista anterior. Ainda no top 200 estão João Eduardo Schiessl (140º) e Lorenzo Esquici (159º).

Rune pode ter portas fechadas nos próximos meses

Declaração homofóbica pode fechar as portas para Rune, antes bastante beneficiado por convites

Rune, aliás, acabou se destacando negativamente nas últimas semanas. Apesar de ter vencido seu primeiro challenger, no saibro italiano de Biella, o dinamarquês de 18 anos foi flagrado pelas câmeras de transmissão proferindo comentários homofóbicos durante a semifinal contra o argentino Tomás Etcheverry. A ATP investigou o caso e multou o tenista, 231º do ranking profissional, em 1.500 euros.

Mas muito mais caro para o dinamarquês podem ser as portas fechadas nas próximas semanas. Rune foi um tenista bastante beneficiado por convites este ano, como nos ATPs de Santiago, Buenos Aires, Marbella, Barcelona e até no Masters 1000 de Monte Carlo.

É possível que muitos torneios não queiram associar suas marcas e patrocinadores um tenista recentemente multado por homofobia. Seria uma punição muito mais educativa e custosa do que apenas uma multa. E nesse cenário, muito provavelmente veríamos o dinamarquês tendo que disputar torneios menores e com menos oportunidades em eventos mais fortes. Por outro lado, esse caminho mais longo talvez que desperte no tenista a consciência de que não há mais espaço para esse tipo de declaração. Todo mundo sai ganhando.

Mudança de número 1 no ranking feminino
A liderança no ranking feminino mudou de mãos, a juvenil de Andorra de apenas 15 anos Victoria Jimenez Kasintseva Juniors retomou o primeiro lugar depois de ter chegado às quartas em Paris. Ela ultrapassou a francesa Elsa Jacquemot, campeã em Paris no ano passado e já focada no circuito profissional. Em terceiro lugar está a filipina de 16 anos Alexandra Eala, campeã de duplas em Paris e que recentemente venceu seu primeiro título profissional na Rafa Nadal Academy em Manacor.

Campeã juvenil de Roland Garros, a tcheca Linda Noskova ganhou 15 posições e assumiu o quinto lugar. Ela ainda fica atrás da russa Diana Shnaider, semifinalista em Paris e atual quarta colocada. Já a também russa Erika Andreeva, vice em Paris, ultrapassou 33 jogadoras e aparece na 11ª posição.

Mesmo fora do top 200, brasileiras vêm de boas semanas

Juliana Munhoz ganhou dois títulos na Bolívia e jogou uma final no Equador nas últimas semanas (Foto: Susan Mullane/ITF)

A melhor brasileira é a catarinense Priscila Janikian, número 213 do ranking. Uma posição abaixo está Ana Candiotto, que ultrapassou 40 jogadoras depois de vencer um ITF J4 na Guatemala na última semana. Candiotto tem um título em El Salvador, no final de maio, e está com o melhor ranking da carreira no 214º lugar. Já a paulista Juliana Munhoz, que conquistou dois torneios no ano, aparece na 227ª colocação.

Na última semana, Candiotto venceu o ITF J4 da Cidade da Guatemala, superando na final a canadense Naomi Xu por 4/6, 6/4 e 6/2. Ela também superou a chinesa Yichen Zhao e as norte-americanas Anya Murthy, Lizanne Boyer e Avery Jennings. Já Juliana Munhoz chegou a vencer 15 jogos seguidos, com os títulos dos ITFs J5 de Cochabamba e Tarija, na Bolívia, além de ser finalista em Quito, no Equador.

Restrições afetam juvenis brasileiros na Colômbia
Por Mario Sérgio Cruz
março 17, 2021 às 8:54 pm

O mineiro João Victor Loureiro seria o principal cabeça de chave do torneio na Colômbia (Foto: Luiz Cândido/CBT)

As restrições para viagens internacionais afetaram dois jovens tenistas brasileiros. O mineiro João Victor Loureiro e o gaúcho Lorenzo Esquici disputariam nesta semana a Copa Barranquilla, torneio ITF J1 do circuito juvenil da Federação Internacional, em quadras de piso duro, mas não puderam competir na Colômbia.

Desde a descoberta de uma nova variante do coronavírus em janeiro, a Colômbia suspendeu voos vindos do Brasil, como tentativa de controlar o avanço da Covid-19 em seu território, mas quem tem residência lá ou chegava de outros países eventualmente conseguia a liberação. As medidas de restrição já haviam impactado no esporte brasileiro. Em fevereiro, a seleção masculina de basquete foi impedida de entrar no país para a disputa de duas rodadas das eliminatórias da AmeriCup, a Copa América da modalidade.

Loureiro, de 17 anos e 33º colocado no ranking mundial da categoria, seria o principal cabeça de chave do torneio desta semana e estrearia contra o norte-americano Timothy Phung. Seu lugar na chave foi ocupado pelo também norte-americano Nicolas Pinzon Moreno, que perdeu para Phung por 6/2 e 6/3.

O mineiro, que treina no Itamirim Clube de Campo de Itajaí (SC), estava inscrito para o Sul-Americano Individual na cidade de Armênia, também na Colômbia, na semana que vem. No entanto, já desistiu da competição que acontece na próxima semana em quadras de saibro.

Na mesma situação está Lorenzo Esquici, também de 17 anos e atual 158º colocado no ranking. Sua estreia seria contra o colombiano Marcelo Marino Hidalgo. Quem entrou no lugar foi o norte-americano Alvaro Pedraza Garcia, que venceu o jogo por 6/4 e 6/2. O atleta que treina na Tennis Route, no Rio de Janeiro, também não poderá jogar na semana que vem e falou ao TenisBrasil sobre a situação.

“Nós decidimos ir de última hora ir para esses torneios na Colômbia, porque a princípio não poderia entrar ninguém vindo do Brasil. Mas se algum brasileiro chegasse lá vindo de outros países, como a gente que estava saindo do Chile, talvez desse certo”, afirmou Esquici, que é nascido em Porto Alegre, mas tem família no Mato Grosso e jogava por Santa Catarina nos torneios juvenis.

“Mas chegando no aeroporto, uma mulher já me barrou no check-in. Ela me perguntou se eu tinha um visto ou se era residente na Colômbia, aí eu falei que não. Eu não tinha nada disso. Então eu não podia embarcar no voo e eu voltei no mesmo dia”, acrescenta o jovem tenista que está em seu último ano no circuito juvenil. Ele retomou a rotina de treinos no Rio de Janeiro e pretende voltar ao circuito em abril, disputando dois torneios ITF J3 na Costa Rica.

Colômbia recebe mais um torneio na semana que vem
Seis tenistas juvenis brasileiros estão inscritos para jogar em Armênia na próxima semana: A lista masculina conta com Rodrigo Braunstein e Pedro Savelli Cardoso, enquanto Priscila Janikian, Juliana Munhoz, Carolina Laydner e Luana Avelar estão inscritas no feminino. A única brasileira que conseguiu jogar em Barranquilla foi Luana Avelar, superada na estreia pela boliviana Maria Olivia Castedo por 6/4 e 6/2.

O torneio da próxima semana é um ITF JB1, exclusivo para tenistas sul-americanos. O título dá 300 pontos no ranking mundial da categoria e costuma impulsionar os jogadores do continente na busca por vagas nos grandes torneios na Europa, especialmente Roland Garros. Alguns brasileiros já venceram a competição nos últimos anos, como Thiago Wild, Felipe Meligeni Alves, Gilbert Klier Júnior e o atual campeão Gustavo Heide. O torneio, inclusive, já foi disputado algumas vezes em solo nacional, tendo passado recentemente por São Paulo e Brasília. “Acho uma sacanagem que vai ter um JB1 só para os sul-americanos, mas os brasileiros não vão poder jogar”, afirmou Esquici. “Mas não podemos fazer nada. Que pena”.

Bellucci e Carol Meligeni já tiveram problemas
Recentemente dois profissionais do tênis brasileiro relataram ter dificuldades para viajar para a disputa de torneios. A primeira foi Carolina Meligeni Alves, que estava jogando na África do Sul e não pôde embarcar para os Estados Unidos, apesar de estar inscrita para dois torneios. A tenista de 24 anos apresentou na Etiópia toda a documentação solicitada pelo governo norte-americano para entrada no país e, mesmo assim, foi impedida de seguir viagem. Semanas depois, foi a vez de Thomaz Bellucci afirmar que ficou quase dois meses longe do circuito por causa das restrições para viagens.