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Favoritas caem e juvenil terá surpresas na final
Por Mario Sérgio Cruz
julho 10, 2021 às 11:58 pm

Nastasja Schunk, de 17 anos, pode se tornar a segunda alemã a vencer o juvenil de Wimbledon (Foto: Jimmie48/WTA)

A rodada deste sábado pelo torneio juvenil de Wimbledon foi marcada pela eliminação de duas favoritas nas semifinais femininas. A líder do ranking Victoria Jimenez Kasintseva, de Andorra, e a jovem esperança tcheca de 16 anos Linda Fruhvirtova se despediram do Grand Slam londrino. Com isso, o título será decidido pela alemã Nastasja Schunk e a espanhola Ane Mintegi del Olmo, ambas de 17 anos. O confronto entre elas é inédito no circuito.

Schunk precisou de 2h13 para superar Kasintseva por 6/4, 4/6 e 6/4. Logo em sua primeira participação em um Grand Slam juvenil, a alemã já pode se tornar a segunda jogadora de seu país a vencer Wimbledon, repetindo o feito de Barbara Rittner em 1991. Ela é a atual 55ª colocada no ranking da categoria e já tem experiência no tênis profissional de alto nível, tendo furado o quali do WTA 500 de Stuttgart e feito um bom jogo contra Belinda Bencic em abril.

Mintegi del Olmo foi a algoz de Fruhvirtova com parciais de 6/3 e 7/5 em apenas 1h36. A espanhola, 27ª do ranking, faz uma campanha bastante expressiva, já que também derrotou a cabeça 2 e promessa filipina Alexandra Eala em Wimbledon. Se vencer mais uma, será a primeira juvenil do país a vencer no All England Club e seria a terceira espanhola a vencer um Grand Slam juvenil.

Final norte-americana no masculino
A final masculina no torneio juvenil de Wimbledon será entre dois norte-americanos, Victor Lilov e c, ambos de 17 anos. Banerjee, 19º do ranking, venceu o francês Sascha Gueymard Wayenburg por 7/6 (7-3), 4/6 e 6/2. Já Lilov, 31º colocado, eliminou o chinês Juncheng Shang, cabeça 1 do torneio e número 2 do ranking, por 6/3 e 6/1.

Esta será a primeira final de Grand Slam juvenil entre dois norte-americanos desde que Tommy Paul derrotou Taylor Fritz no saibro de Roland Garros há seis anos. Em Wimbledon, isso já havia acontecido nos anos de 1977 e 2012. O campeão será o 12º tenista dos Estados Unidos a vencer a competição, sendo que o último havia sido Reilly Opelka em 2015.

Esperança tcheca é destaque na semi do juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
julho 10, 2021 às 1:04 am

Linda Fruhvirtova, de 16 anos, já tem vitórias na WTA e é considerada uma grande esperança tcheca

Em uma temporada já com vitórias na elite do circuito profissional, a jovem esperança tcheca Linda Fruhvirtova vai fazendo uma campanha impecável na grama e está na semifinal do torneio juvenil de Wimbledon. Depois de ter vencido o ITF preparatório em Roehampton na última semana, Fruhvirtova marcou sua décima vitória seguida na grama ao superar nesta sexta-feira a alemã Mara Guth por 6/3 e 6/2.

Fruhvirtova é a atual número 13 do ranking mundial juvenil e, apesar de ter completado 16 anos em maio, já iniciou a transição de sua carreira. Em abril, aproveitou o convite para o WTA 250 de Charleston, venceu dois jogos e chegou às quartas. Além disso tem dois títulos profissionais na ITF.

“Se você vence em Roehampton, você ganha confiança jogando na grama, além de uma boa sensação de que tem uma boa chance de sucesso aqui”, disse Fruhvirtova, em entrevista ao site da Federação Internacional. “Com certeza, Wimbledon é um torneio especial e único. Disse o mesmo há dois anos, quando joguei aqui pela primeira vez. Gosto muito da grama. Vou apenas dar o meu melhor para obter o melhor resultado, e me concentrar em cada jogo para fazer o melhor que puder”.

A adversária de Fruhvirtova na semifinal de Wimbledon será a espanhola de 17 anos Ane Mintegi del Olmo, 27ª do ranking, que derrotou nas quartas a bielorrussa Kristina Dmitruk por 7/6 (7-3) e 6/3. Del Olmo também foi a algoz da promessa filipina de 16 anos Alexandra Eala ainda na segunda rodada do torneio.

Líder do ranking quer o segundo Grand Slam
Do outro lado da chave, a andorrana Victoria Jimenez Kasintseva vai confirmando a condição de cabeça 1 do torneio e líder do ranking mundial da categoria. A canhota de 15 anos e vencedora do Australian Open de 2020 na categoria derrotou a britânica Alicia Dudeney por 3/6, 6/2 e 6/1. Kasintseva enfrenta a alemã de 17 anos Nastasja Schunk, outra que já tem experiência no circuito da WTA, ao ter furado o quali e jogado o WTA 500 de Stuttgart. Schunk superou nas quartas a italiana Matilde Paoletti por 6/3, 4/6 e 6/2.

Favorito britânico não resiste a rodada dupla e cai nas quartas
Apesar de ser o cabeça 7 do torneio juvenil de Wimbledon, o britânico Jack Pinnington Jones chegava com status de favorito à reta final do evento, depois de ter sido campeão em Roehampton e disputado o quali profissional em Londres, onde venceu o brasileiro João Menezes. No juvenil, também eliminou João Loureiro. Mas Pinnington não resistiu a uma rodada dupla nesta sexta-feira. O britânico até venceu o macedônio Kalin Ivanovski por 7/5 e 6/0, mas perdeu para o norte-americano Victor Lilov por 4/6, 6/4 e 6/3.

Lilov é o próximo adversário do chinês Juncheng Shang, cabeça 1 do evento e número 2 do ranking, que venceu nas quartas o suíço Jerome Kym por 3/6, 7/6 (7-2) e 6/4. Mais cedo, o chinês havia vencido o tcheco Matthew William Donald por 7/6 (7-5) e 6/3.

Do outro lado da chave, o norte-americano Samir Banerjee manteve o embalo pela vitória sobre o brasileiro Pedro Boscardin por 6/2 e 6/1 nas oitavas. Ele seguiu a rodada vencendo o croata Mili Poljicak por duplo 6/1. Seu adversário na semi será o francês Sascha Gueymard Wayenburg, que venceu nas quartas o norte-americano Bruno Kuzuhara por 6/7 (5-7), 6/4 e 6/2.

Filha de nigerianos, promessa alemã tem Osaka como inspiração
Por Mario Sérgio Cruz
abril 27, 2021 às 11:07 pm

A canhota Noma Noha Akugue teve bons resultados como juvenil e recentemente derrotou uma top 100 (Foto: Porsche Tennis Grand Prix)

Uma jovem promessa do tênis feminino alemão aproveitou a oportunidade que teve na última semana durante o qualificatório para o WTA 500 de Stuttgart e conseguiu uma vitória bastante expressiva. A canhota de 17 anos Noma Noha Akugue conseguiu vencer a russa Margarita Gasparyan, número 89 do mundo, na primeira rodada do quali por 6/3 e 6/4 e chamou atenção, não só pelo resultado como também pela potência de seus golpes, especialmente com o forehand.

Filha de imigrantes nigerianos, Akugue nasceu na cidade alemã de Reinbek, em dezembro de 2003. Ela tem dois irmãos mais novos, Gideon and Joseph. A tenista é tratada como uma grande promessa em seu país. Segundo o levantamento da emissora de TV italiana SuperTennis, ela já se destaca desde os 11 anos, quando foi a mais jovem campeã em competições de nível regional. Pouco depois, aos 13, foi campeã nacional da categoria 16 anos. Já na temporada passada, com 17 anos, venceu o Campeonato Nacional da Alemanha e se tornou a mais jovem a vencer o torneio desde Steffi Graf em 1984.

Com resultados importantes como juvenil, Akgue logo ganhou espaço no Porsche Junior Team, programa de formação e desenvolvimento de atletas da Feração Alemã de Tênis, sob o comando da ex-capitã da Fed Cup Barbara Rittner. Apesar da importante vitória na estreia, Akgue acabou caindo na rodada seguinte, superada por outra alemã de 17 anos, Nastasja Schunk. Sua campanha rendeu 13 pontos no ranking da WTA e um salto do 788º para o 690º lugar do ranking. Um pequeno passo para a jovem jogadora que tem como principal ídolo no esporte a japonesa Naomi Osaka, número 2 do mundo e campeã de quatro Grand Slam.

Relembre a origem da família de Osaka
A história de vida de Osaka e sua família são uma fonte de inspiração. Seu pai, Leonard François, é natural do Haiti e a mãe, Tamaki Osaka, do Japão. Os dois se conheceram quando estudavam juntos em Sapporo e se mudaram para Osaka, no sul do país, porque os pais de Tamaki não aceitavam o relacionamento da filha com um homem estrangeiro. A família migrou do Japão para os Estados Unidos quando Naomi tinha apenas três anos e se estabeleceu na Flórida a partir de 2006, para que as duas filhas tivessem mais oportunidades no tênis.

Outras jovens jovens alemãs também aproveitam a chance

https://twitter.com/WTA/status/1384186041465147393

Durante o WTA 500 de Stuttgart, duas tenistas da nova geração alemã conseguiram furar o qualificatório e garantir vaga na chave principal. Uma delas foi Nastasja Schunk, que venceu dois jogos no quali, antes de cair diante da número 12 do mundo Belinda Bencic. A campanha rendeu 25 pontos no ranking da WTA e um salto do 928º para o 676º lugar. A outra jovem alemã a furar o quali foi Julia Middendorf, de 18 anos, que venceu dois jogos antes de ser superada pela estoniana Anett Kontaveit. Ela ainda não tinha ranking profissional e foi para o 830º lugar.

“Jogar em uma quadra tão grande foi uma situação completamente nova para mim. Claro que este ano estava sem público, mas ainda tem toda a estrutura de um torneio importante, então eu estava muito nervosa no início”, disse Schunk, na entrevista coletiva em alemão após a partida. “Então, tudo isso era novo para mim. E é claro, ela está muito à frente e era a favorita. Fiquei feliz em ouvir elogios dela depois do jogo, mas é claro que também tenho que trabalhar duro, porque senão nada vai adiantar. Mas estou feliz com a campanha”.

Número 2 juvenil desafia Bertens

Victoria Jimenez Kasintseva, de 15 anos, ganhou convite em Madri e vai enfrentar Kiki Bertens, número 10 do mundo.

Nas últimas semanas, são várias as jovens promessas do circuito feminino que estão ganhado oportunidade de mostrar seu valor em torneios da elite do circuito. Os organizadores do WTA 1000 de Madri darão uma chance de ouro para a atual número 2 do ranking mundial juvenil Victoria Jimenez Kasintseva, tenista de apenas 15 anos e natural de Andorra. Ela recebeu convite para jogar a chave principal na capital espanhola e, logo de cara, terá a oportunidade de desafiar a experiente holandesa de 29 anos Kiki Bertens, número 10 do mundo e campeã do torneio em 2019.

Kasintseva foi campeã juvenil do Australian Open de 2020, quando tinha apenas 14 anos e enfrentava jogadoras até quatro anos mais velhas e chegou a liderar o ranking de sua categoria. “Eu sei que tenho apenas 15 anos e não tenho pressão, porque se eu perder não é realmente um problema. Estou aqui para aprender porque estou jogando com meninas e mulheres que são mais velhas do que eu e têm muito mais experiência”, disse a jovem jogadora em recente entrevista ao site da ITF, durante o quali do Australian Open em janeiro.

“Este ano estou entrando em um novo nível de tênis. Vou jogar mais torneios profissionais, mas ainda vou disputar alguns torneios juvenis para tentar terminar em primeiro lugar no ranking. Também adoraria ganhar outro Grand Slam juvenil e alguns torneios profissionais”, explica a tenista de Andorra, que ainda aparece no 901º lugar entre as profissionais.

Kvitova e Pliskova apostam em futuro promissor para jovem compatriota

Linda Fruhvirtova, de 15 anos, chegou às quartas no WTA 250 de Charleston (Foto: Volvo Car Open)

Depois da boa campanha da tcheca de 15 anos Linda Fruhvirtova até as quartas no WTA 250 de Charleston, as duas principais jogadoras do país na atualidade comentaram sobre o grande momento da compatriota. Pude participar de entrevistas coletivas com Petra Kvitova no WTA 500 de Stuttgart e perguntei sobre o que esperar da jovem tenista. Karolina Pliskova também comentou sobre Fruhvirtova, indagada pelo site da entidade.

Kvitova diz que já teve a oportunidade de disputar exibições com ela durante a paralisação do circuito no ano passado e falou sobre as orientações que deu a ela e também à irmã mais nova, Brenda Fruhvirtova, que ainda disputa os torneios juvenis. “Ano passado, quando não tínhamos torneios, fizemos algumas exibições por equipes na República Tcheca e ela estava no meu time. E ela era muito legal e sempre conseguia jogar. Como capitã da equipe, sempre tinha a chance de vê-la jogar e treinei com ela um pouco. Vi agora que ela ganhou duas partidas em Charleston e sei que é uma jogadora muito talentosa”.

“Na República Tcheca, todo mundo a conhece há bastante tempo, assim como a irmã. As duas são talentosas e podem jogar muito bem”, acrescentou a canhota de 31 anos. “Espero que ela ainda esteja bem de saúde, possa jogar e se concentrar totalmente nisso. Até agora, acho que ela realmente não tem nenhum problema e desejo-lhe boa sorte na carreira. Com certeza será difícil, porque ela ainda é muito jovem e tudo é novo para ela nessa fase, mas espero que ela permaneça no circuito por bastante tempo”.

Já Pliskova teve menos contato com a jovem tenista, mas também destaca seu potencial. “Eu não a conheço muito. Mas como ela é do meu país, eu a vi jogar um pouco no ano passado. Acho que ela até enfrentou a minha irmã [Kristyna Pliskova] quando fizemos algumas exibições na República Tcheca. Eu sei que ela chegou às quartas agora em Charleston e sei que ela tem uma irmã mais nova. Eles são super talentosas e promissoras, como agora porque são super jovens. Então, isso é tudo o que eu sei.

Tcheca de 15 anos vence a 1ª na WTA em Charleston
Por Mario Sérgio Cruz
abril 13, 2021 às 10:39 pm

Linda Fruhvirtova é um prodígio do circuito juvenil. Ela recebeu convite e eliminou Cornet (Foto: MUSC Health Women’s Open)

A noite de terça-feira foi especial para a tcheca Linda Fruhvirtova, jogadora de apenas 15 anos. Convidada para a disputa do WTA 250 de Charleston, ela conseguiu sua primeira vitória na elite do circuito. A partida contra a francesa Alizé Cornet, ex-número 11 e atual 59ª do mundo, estava empata por 6/2, 6/7 (7-9) e 4/4 quando a rival de 31 anos e cabeça 4 do torneio abandonou por lesão muscular na coxa esquerda após 2h43 de jogo.

Fruhvirtova chama atenção de quem acompanha a nova geração do circuito desde o título de 2019 no Les Petis As, principal competição do mundo na categoria 14 anos. A tcheca ainda tem uma irmã dois anos mais nova, Brenda Fruhvirtova, que venceu a edição de 2020 do mesmo torneio na França.

Atual número 13 do ranking mundial juvenil, tendo ocupado também um lugar entre as 10 melhores em janeiro do ano passado, Linda Fruhvirtova já conquistou este ano dois títulos profissionais no circuito da ITF em Monastir, na Tunísia. Com isso, saltou do 746º lugar do ranking para a atual 499ª posição. Ela tem como objetivo estar entre as 200 melhores do mundo até o final da temporada. A vitória sobre Cornet rende 30 pontos no ranking da WTA para Fruhvirtova. Com isso, ela já se aproxima do 410º lugar. Se ela vencer mais uma e chegar às quartas, fará 60 pontos e já ficará entre as 360 melhores do mundo. 

O início de partida não poderia ser melhor para Fruhvirtova, que impôs um tênis agressivo contra Cornet e conseguiu duas quebras seguidas para abrir 4/1. A francesa até devolveu uma das quebras, mas voltaria a perder o saque logo depois. Cornet fez só nove dos 27 pontos disputados com seu segundo serviço durante a parcial e permitiu três quebras à jovem rival. Fruhvirtova também mostrou qualidade quando teve que disputar alguns ralis mais longos e trabalhar um pouco mais na construção dos pontos, mesmo que para isso fosse necessário jogar algumas bolas mais altas.

O segundo set foi mais equilibrado, com três quebras para cada lado. A tcheca chegou a sacar para o jogo quando vencia por 5/4, mas não aproveitou a chance. Já no tiebreak, Cornet abriu 4-1, a tcheca virou para 6-5 e teve um match point, mas errou na tentativa de um drop shot que saiu por pouco. Na sequência cometeu uma dupla-falta e cedeu a virada.

O terceiro set foi um teste de sobrevivência para as duas jogadoras. Logo de cara, Cornet pediu atendimento para a coxa esquerda. Já Fruhvirtova precisou de tratamento para o pé esquerdo e também para o joelho. A parcial teve oito quebras de serviço consecutivas e a francesa mostrava nítida dificuldade de movimentação em quadra, até que ela decidisse abandonar a partida já no nono game. “Sinto muita dor, não consigo mais”, disse a francesa.

Durante a breve entrevista em quadra após a partida, a tcheca lembrou que quase venceu a partida no segundo set, reconheceu que estava exausta, especialmente por também ter tratado de um desconforto físico, mas sabendo das condições da rival, fez o possível para prolongar a partida e fazer com que a Cornet passasse mais tempo em quadra. “Foi uma das partidas mais espetaculares que já fiz. A maneira como nós duas lutamos por cada ponto foi incrível! Alizé é uma das maiores lutadoras do circuito. Ela nunca desiste e não dá nenhum ponto de graça, então desejo uma rápida recuperação para ela”.

“Estou muito orgulhosa de mim mesma, porque dei tudo de mim hoje e lutei por todos os pontos. Foi difícil, principalmente no final do segundo set, porque tive que esquecer todas as chances perdidas. Tive um match point, estava com 4/3 e quebra, 5/4 e quebra acima, e por isso estou tão feliz por ter conseguido vencer”, complementou a jovem tcheca. “Estou muito animada para meu próximo jogo”.

Próxima rival também é muito jovem
A próxima adversária de Fruhvirtova será a norte-americana de 19 anos Emma Navarro, 404ª do ranking e convidada para o torneio. Ela vencia a tcheca Tereza Martincova, 96ª do mundo, por 6/3 e 3/2 antes de a rival abandonar a disputa.

Juvenil de 13 anos vence a número 54 do mundo na República Tcheca
Por Mario Sérgio Cruz
julho 19, 2020 às 1:57 pm

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Enquanto as competições oficiais do circuito profissional seguem paralisadas por conta da pandemia da Covid-19, algumas tenistas seguem tentando recuperar ritmo de jogo disputando exibições em seus países. E um resultado no circuito da República Tcheca chamou a atenção durante a semana. A juvenil de 13 anos Brenda Fruhvirtova superou a número 54 do mundo Katerina Siniakova por 7/6 (7-5) e 6/1 na última quinta-feira em Prostejov.

Nascida em abril de 2007, Brenda Fruhvirtova começou a se destacar no início deste ano, quando conquistou o título do tradicional torneio juvenil de 14 anos Les Petits As, na França. O evento é disputado desde 1983 e tem em seu quadro de campeãs jogadoras como Martina Hingis, Kim Clijsters, Dinara Safina, Jelena Ostapenko e Bianca Andreescu.

A conquista de Brenda na França foi a segunda seguida da família Fruhvirtova. Sua irmã mais velha, Linda Fruhvirtova, é nascida em 2005 e venceu a edição de 2019 do torneio francês. Atualmente com 15 anos, ela já é número 20 do ranking mundial juvenil da ITF. Entre as profissionais, ocupa o 822º lugar na WTA e, inspirada por Coco Gauff, pretende chegar ao top 200 já no ano que vem.

“Quando comecei a jogar tênis, sempre jogava contra jogadores mais velhos que eu, então isso é normal”, disse Brenda Fruhvirtova em recente entrevista para o site da ITF. O pai delas, Hynek, também falou sobre o ambiente competitivo em casa. “Elas tiveram algumas batalhas intensas conforme foram crescendo. A mais jovem sempre quer vencer a mais velha, que nunca quer perder. Mas elas competem apenas na quadra. Quando saem, é uma história diferente. Elas se motivam e são realmente solidárias uma com a outra”.

Não superdimensionar o resultado
Por mais promissoras que sejam as duas jogadoras, que vêm se destacando em suas categorias, não se deve ainda superdimensionar os resultados das exibições. Além de não ser um torneio oficial, estamos em um contexto em que muitas tenistas estão ainda sem ritmo e retomando aos poucos a rotina de jogos. O circuito da WTA será reiniciado no dia 3 de agosto em Palermo, na Itália.

Siniakova, de 24 anos, já chegou a ser a 31ª do ranking em 2018. Ela também tem dois Grand Slam nas duplas, ao lado de Barbora Krejcikova, e chegou a liderar o ranking da modalidade. A tcheca, que também ainda é muito jovem, vem disputando alguns torneios amistosos em seu país para recuperar ritmo de competição. Imagens da partida estão disponíveis na internet (a partir de 1h 45:45 deste link) e é possível ver a ex-top 40 claramente abaixo do nível do que é capaz de mostrar, já que cometeu muitas duplas-faltas e sustentava poucos ralis do fundo de quadra.

O resultado da última quinta-feira chama atenção, é curioso, e as duas tenistas têm um enorme potencial, mas o contexto do jogo deve ser levado em consideração.