Tag Archives: Kristina Dmitruk

Canhota de golpes potentes, Montgomery é campeã juvenil do US Open
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 11, 2021 às 8:27 pm

Robin Montgomery é tratada como uma grande promessa do circuito desde 2019 (Foto: Andrew Ong/USTA)

A nova geração do tênis feminino norte-americano voltou a mostrar força no torneio juvenil do US Open. A canhota Robin Montgomery, de 17 anos e oitava no ranking da categoria, conquistou o título depois de vencer a bielorrussa Kristina Dmitruk, sétima colocada, por 6/2 e 6/4 neste sábado em Nova York.

Montgomery é a primeira norte-americana a vencer o torneio juvenil do US Open desde 2017, quando Amanda Anisimova superou Coco Gauff na final. Lembrando que o torneio do ano passado não teve disputas pela chave juvenil. Nos últimos anos, Kayla Day (2016), Samantha Crawford (2012) e Grace Min (2011) também venceram o torneio. Destaque também para o vice-campeonato de Sofia Kenin em 2015.

A jovem norte-americana já é tratada como uma grande promessa do circuito desde 2019, ano em que ajudou a equipe norte-americana a ser campeã da Fed Cup Junior e também foi campeã do Orange Bowl com apenas 15 anos. Como profissional, já tem um título de ITF W25, conquistado no ano passado em Las Vegas e disputou o US Open de 2020 como convidada. Ela 365º lugar no ranking profissional da WTA.

Durante a final deste sábado, Montgomery chamou atenção pela potência de seus golpes, batendo muito forte na bola dos dois lados e causando muito dando com o backhand na cruzada. Ela também soube usar alguns golpes com mais spin durante os ralis. Depois de dominar o primeiro set, com duas quebras e sem enfrentar break-point. Dmitruk conseguiu uma quebra na abertura do segundo set e chegou a liderar por 4/2, mas Montgomery retomou o domínio da partida e venceu os últimos quatro games.

Montgomery também conquistou o título de duplas, em uma final com quatro norte-americanas em quadra. Ela e a compatriota Ashlyn Krueger venceram Reese Brantmeier e Elvina Kalieva por 5/7, 6/3 e 10-4.

Daniel Rincon é o segundo espanhol a vencer o torneio

Daniel Rincon treina na Rafa Nadal Academy e superou líder do ranking na final (Foto: Andrew Ong/USTA)

O título da chave masculina ficou com o espanhol Daniel Rincon, quinto no ranking juvenil, que venceu o chinês Juncheng Shang, líder do ranking mundial da categoria, por 6/2 e 7/6 (8-6). Rincon é o segundo espanhol a vencer a chave juvenil de simples no US Open, igualando-se a Javier Sanchez, em 1986.

Este foi o sétimo título de Rincon no circuito da ITF, sendo o quarto na temporada. O espanhol de 18 anos e que treina na Rafa Nadal Academy tem pouca experiência entre os profissionais, ocupando atualmente o 1.215º lugar no ranking da ATP, com seis pontos conquistados.

Os campeões de duplas foram Max Westphal, da França, e Coleman Wong, natural de Hong Kong. Eles venceram na final o ucraniano Viacheslav Bielinskyi e o búlgaro Petr Nesterov por 6/3, 5/7 e 10-1.

Inspirada em Carla Suárez, espanhola conquista o juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
julho 11, 2021 às 10:59 pm

Ane Mintegi Del Olmo, de 17 anos, é a primeira espanhola a vencer o título juvenil de Wimbledon (Foto: ITF)

Pela primeira vez na história uma espanhola conquistou o título do torneio juvenil de Wimbledon. A autora da façanha é Ane Mintegi Del Olmo, jogadora de 17 anos e 27ª no ranking da categoria. Ela venceu na final a alemã Nastasja Schunk por 2/6, 6/4 e 6/1 em 2h03 de partida neste domingo. Formada no saibro, Del Olmo não esconde que a grama não é seu melhor piso, e que ela precisava se adaptar. E sua principal fonte de inspiração é a ex-top 10 Carla Suarez Navarro, que está de volta ao circuito depois de passar por um longo tratamento contra o câncer.

“Todos os espanhóis são minha inspiração, mas especialmente a Carla Suarez. O fato de ela ter superado um período muito difícil e agora estar de volta à quadra é realmente inspirador”, disse Del Olmo, em entrevista a site da ITF. Ela valoriza muito a recuperação e o retorno de Suarez, que está com 33 anos e fazendo uma temporada de despedida do circuito, celebrando também uma enorme vitória pessoal.

Antes da ótima campanha de Del Olmo, a última finalista espanhola no juvenil de Wimbledon havia sido Magui Serna em 1996. Já as únicas jogadoras do país a vencer títulos de Grand Slam na categoria haviam sido em Roland Garros, com Lourdes Dominguez Lino em 1999 e Paula Badosa em 2015. “É muito especial ser a primeira jogadora da Espanha a ganhar o título aqui em Wimbledon. Estou tão orgulhosa e é incrível”.

‘A grama não é minha maior superfície’, reconhece a espanhola
“A grama não é minha melhor superfície, mas adaptei meu jogo. Sou uma jogadora de saibro, mas aos poucos fui conseguindo ganhar mais ritmo nas superfícies rápidas. Na grama, é muito difícil adaptar meu jogo, mas esta semana eu estava competindo em um bom nível e jogando muito mais agressivamente do que o normal”, explica a espanhola, que fez um jogo típico de fundo de quadra na final contra Schunk, disputada neste domingo em Londres.

https://twitter.com/Wimbledon/status/1414253786697289732

O primeiro set da final teve as duas jogadoras fazendo um jogo típico de fundo de quadra, quase sempre usando topspin. Schunk eventualmente conseguia bater mais reto e gerar potência e isso rendeu pontos importantes, especialmente no momento de sacar para fechar, com um game de oito minutos de duração. Após um início de segundo set com altos e baixos, Del Olmo conseguiu duas quebras e conseguiu forçar o terceiro set. Já na parcial decisiva, a espanhola sofreu para confirmar o saque no início, mas depois conseguiu duas novas quebras. Liderando por 5/1, veio o drama e foram necessários cinco match-points para chegar à vitória.

“No primeiro set fiquei um pouco nervosa, mas aos poucos, quando terminei o primeiro set e os nervos se acalmaram, comecei a jogar melhor. Além disso, Nastasja jogou muito bem. Ela foi incrível no primeiro set”, disse a espanhola. “Eu melhorei e joguei muito bem no terceiro. Precisava ter uma boa mentalidade hoje e essa foi a maior coisa que tive em quadra hoje. Eu permaneci focada em cada ponto e não deixei minha concentração cair”.

Del Olmo fez uma campanha expressiva em Londres, eliminando favoritas como a filipina Alexandra Eala e a tcheca Linda Fruhvirtova. A espanhola tem pouca experiência no tênis profissional, ocupando o 715º lugar do ranking e sem ter conquistado títulos. Recentemente, jogou o qualificatório do WTA 1000 de Madri e conseguiu fazer um bom jogo contra a ex-top 10 Kristina Mladenovic na fase final do quali.

Vice-campeã destaca a boa campanha
Schunk, que este ano furou o quali do WTA 500 de Stuttgart e fez um bom jogo contra Belinda Bencic, avaliou sua participação no torneio de forma positiva. “Mesmo que esteja difícil agora, eu sei que mais tarde ou amanhã ficarei muito feliz e orgulhosa de mim mesma. Fiz boas partidas nesta semana. A experiência foi sido ótima e nunca tinha vivido nada assim antes. Tudo aqui é tão legal e essa semana vai me ajudar no futuro”, avaliou a alemã.

“Hoje não foi minha melhor partida. O primeiro set foi muito bom, mas então eu comecei a me sentir um pouco cansada e não estava mais me movendo tão bem. Ane então começou a jogar melhor porque ela não estava mais tão nervosa, mas também porque eu não era tão agressiva quanto antes. Ela então foi muito boa no terceiro set e foi difícil para mim. Mas, como eu disse, estou orgulhosa de mim mesmo”.

Favoritas são campeãs nas duplas

https://twitter.com/WimbledonChnl/status/1414184780594388992

O título de duplas ficou com a bielorrussa Kristina Dmitruk e a russa Diana Shnaider, principais cabeças de chave do evento, que venceram a final contra a belga Sofia Costoulas e a finlandesa Laura Hietaranta por 6/1 e 6/2.