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Destaques da nova geração superam o quali em Paris
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 25, 2020 às 8:18 pm
O jovem norte-americano de 20 anos Sebastian Korda disputará seu segundo Grand Slam (Peter Staples/ATP Tour)

O jovem norte-americano de 20 anos Sebastian Korda disputará seu segundo Grand Slam (Peter Staples/ATP Tour)

Com o término do qualificatório de Roland Garros, quatro bons nomes da nova geração masculina e uma grande revelação do tênis feminino conseguiram suas vagas na chave principal do Grand Slam francês, que já começa no próximo domingo.

Um dos que conseguiram superar as três rodadas da fase prévia foi o norte-americano de 20 anos Sebastian Korda, 212º colocado. Ele já foi líder do ranking juvenil e campeão do Australian Open da categoria em 2018, além de ser filho do ex-número 2 do mundo Petr Korda.

A vaga de Korda em Paris foi confirmada após a vitória por 7/5 e 6/2 sobre o russo Aslan Karatsev. Antes disso, ele havia vencido o norte-americano Mitchell Krueger e o canadense Brayden Schnur. Sua estreia na chave principal será contra o italiano Andreas Seppi. Será o segundo Grand Slam para o norte-americano, que jogou o US Open como convidado.

Outro jovem norte-americano a avançar foi Michael Mmoh. O jogador de 22 anos e 177º do ranking venceu na rodada final do quali o argentino Renzo Olivo por 7/6 (8-6) e 6/4. Também havia superado o australiano Alex Bolt e o tcheco Lukas Rosol. Agora, enfrentará o francês Pierre-Hugues Herbert. Mmoh já jogou sete Grand Slam, mas nunca havia disputado a chave principal de Roland Garros.

Já o tcheco de 19 anos Tomas Machac, 252º do ranking, conseguiu uma inédita classificação para um Grand Slam. Ele venceu o português Frederico Ferreira Silva por 7/6 (8-6) e 6/4 na rodada final do quali, depois de ter passado por Julian Lenz e Go Soeda. Seu primeiro adversário na chave principal será Taylor Fritz.

Quem também disputará seu primeiro Grand Slam é o austríaco Jurij Rodionov, canhoto de 21 anos e 169º do ranking. A vaga foi confirmada depois da vitória sobre o compatriota Sebastian Ofner por 6/4, 3/6 e 6/3. Na chave principal, ele desafia o francês Jeremy Chardy.

Tauson disputa o primeiro Slam aos 17 anos


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No feminino, o destaque fica para a dinamarquesa de 17 anos, ex-líder do ranking mundial juvenil e já 187ª colocada na WTA. Tauson vinha de vitórias sobre a romena Gabriela Talaba e sobre a italiana Elisabetta Cocciaretto. Nesta sexta-feira, superou a sérvia Ivana Jorovic por 7/6 (7-5) e 6/4.

Tauson foi campeã juvenil do Australian Open no ano passado e deu um salto no ranking profissional ainda na última temporada, do 863º para o 267º lugar, conquistando quatro títulos de ITF. Este ano, foram mais duas conquistas, além de uma vitória no WTA de Praga. Sua estreia em Roland Garros será contra a norte-americana Jennnifer Brady, semifinalista do US Open.

Jovens francesas ganham chance em Paris
A chave principal feminina de Roland Garros tem outras cinco estreantes em Grand Slam, entre elas a convidada francesa de 16 anos Elsa Jaacquemont, atual número 6 do ranking juvenil e apenas 522ª colocada na WTA. Sua adversária na estreia é a mexicana de 22 anos Renata Zarazua, 178ª do ranking e que furou o quali para também disputar seu primeiro Slam.

A lista de convidadas também contempla as francesas Diane Parry e Clara Burel, ambas ex-líderes do ranking mundial juvenil. Parry, de 18 anos e 277ª do ranking, disputa Roland Garros pelo segundo ano seguido. Na temporada passada, ela aproveitou a chance e venceu um jogo na chave principal. Agora, encara a eslovena Polona Hercog, vencedora de três torneios da WTA no saibro. Já Burel, de 19 anos e 415ª do ranking, só havia atuado no Australian Open e fará sua estreia em Roland Garros contra a holandesa Arantxa Rus.

Nova geração vence 29 challengers no ano
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 6, 2018 às 6:37 pm

Com o fim da temporada de torneios de nível challenger, a ATP compilou as estatísticas desses eventos que servem de acesso para a elite do circuito. A tendência dos últimos anos com a nova geração vem ganhando cada vez mais espaço é novamente reforçada, mas o perfil dos vencedores mudou um pouco em relação ao ano passado. Os dados estão disponíveis no site da ATP e são públicos. A atualização é do dia 26 de novembro, após a realização dos challengers de Andria (Itália) e Pune (Índia). A relação completa de estatísticas está neste link.

Ao todo, 29 challengers foram vencidos por nomes da chamada Next Gen, que englobou este ano os jogadores nascidos a partir de 1997 e postulantes a vagas em Milão. O número de conquistas de jogadores dessa faixa etária é um pouco maior que as do ano passado, com 24 títulos. A ATP, aliás, mudou um pouco a metodologia e passou a dar o rótulo de “Next Gen” também aos atletas de fora do top 200.

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O mais jovem vencedor de challenger no ano foi o allemão Rudolf Molleker, que completou 18 anos em outubro e tinha 17 anos e seis meses quando foi campeão no saibro de Heilbronn em maio. Molleker era número 568 do mundo no dia 1º de janeiro e aparece atualmente já no 194º lugar, a duas posições da melhor marca da carreira. Além de um título de challenger, ele também já tem duas vitórias de nível ATP, em Stuttgart e Hamburgo.

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Outro número que reforça o bom momento dos jovens jogadores nos challengers diz respeito ao número de títulos por idade. Jogadores de 22 anos foram os maiores vencedores da temporada, com 17 conquistas, e são seguidos de perto pelos atletas de 21 anos, que venceram 16 torneios. Na sequência, aparecem os jogadores de 28 anos com 15 títulos, e os de 27 anos com 12 troféus. Na temporada de 2017, os jogadores de 27 anos foram os que mais venceram challengers, com 19 títulos ao todo.

Em contrapartida, caiu o número de challengers vencidos por jogadores com menos de 20 anos, classificados pela ATP como Teenages. Em 2018, apenas oito tenistas dessa faixa etária conquistaram títulos deste porte, contra 15 no ano passado, e 13 tanto em 2015 quanto em 2016. O número atual foi o menor desde 2014, quando apenas seis torneios tiveram campeões com menos de 20 anos.

Além dos oito títulos, os adolescentes (chamados assim por aqui apenas pela falta da tradução exata do termo em português) ficaram com o vice-campeonato e não houve nenhuma final entre dois jogadores com menos de 20 anos. Dessa forma, 19 finais tiveram a presença de atletas dessa idade. No ano passado, esses jogadores estiveram em 22 finais, uma delas entre Corentin Moutet (18) e Stefanos Tsitsipas (19).

teen winners
Menos títulos dos trintões, Karlovic bate recorde – Enquanto o número de títulos da nova geração aumenta, os veteranos perderam espaço. Em 2018, foram 27 títulos conquistados por jogadores com mais de 30 anos, número inferior aos das três temporadas anteriores. Os ‘trintões’ chegaram a vencer 37 challengers em 2016, com 37 conquistas em 2017 e 31 troféus em 2015.

Por outro lado, o veteraníssimo Ivo Karlovic estabeleceu um recorde. O croata se tornou o mais velho vencedor de um torneio de nível challenger ao conquistar o título em Calgary, no Canadá, aos 39 anos e sete meses. A segunda melhor marca da história também foi conquistada em 2018, com o francês Stephane Robert triunfando em Burnie, na Austrália, aos 37 anos e 8 meses.