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Croata assume nº 1 do juvenil e paraguaio conquista o Orange Bowl
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 13, 2021 às 5:39 pm

O paraguaio Daniel Vallejo é o primeiro jogador de seu país a conquistar o título do tradicional evento, disputado desde 1947 (Foto: Colette Lewis/Zoo Tennis)

Último grande evento no calendário do circuito mundial juvenil, o Orange Bowl chegou ao fim no último domingo em Plantation, na Flórida, e trouxe novidades para a reta final do ano. O paraguaio Daniel Vallejo é o primeiro jogador de seu país a conquistar o título do tradicional evento, disputado desde 1947. No feminino, a croata Petra Marcinko foi campeã e ainda assumiu a liderança do ranking mundial da categoria.

Vallejo era o sétimo cabeça de chave e superou na final o norte-americano Bruno Kuzuhara, cabeça 2 do evento, por 6/2 e 6/3. Na semifinal, o paraguaio passou pelo norte-americano Ryan Colby por 6/2, 4/6 e 6/3. Já Kuzuhara, que é nascido em São Paulo, mas se mudou para os Estados Unidos com a família ainda na infância, venceu o macedônio Kalin Ivanovski por 4/6, 6/1 e 7/6 (7-4).

O título do Orange Bowl rendeu 500 pontos no ranking mundial juvenil para Vallejo, de 17 anos, que saltou nove posições e entrou no top 10 para terminar a temporada na oitava posição. Já Kuzuhara, também de 17 anos, ultrapassou cinco jogadores e agora é o quarto colocado no ranking. A liderança ainda é do chinês de 16 anos Juncheng Shang, que não disputou o torneio e já está em transição para o circuito profissional.

Já na chave feminina, Petra Marcinko venceu a final contra a russa Diana Shnaider por 3/6, 6/1 e 6/3. Na semi, a croata havia vencido a tcheca Kristyna Tomajkova por 6/1 e 6/4, enquanto Shnaider bateu a finlandesa Laura Hietaranta por 6/2 e 6/1. Esta é a segunda vez que uma croata conquista o torneio, repetindo o título de Ana Konjuh em 2012.

Marcinko, de 16 anos, saltou nove posições no ranking e assumiu a liderança na classificação. Em segundo lugar está a tcheca de 16 anos Linda Fruhvirtova, que vinha de dois títulos e um vice antes do Orange Bowl. Sua irmã mais nova, Brenda Fruhvirtova, tem 14 anos e já está no quarto lugar do ranking juvenil. A terceira é Diana Shnaider, enquanto a jovem tenista de Andorra Victoria Jimenez Kasintseva, que recentemente venceu seu primeiro torneio profissional no Brasil, caiu do primeiro para o quinto lugar do ranking.

Torneio já revelou grandes nomes
A lista de grandes nomes a vencer o Orange Bowl conta com Chris Evert, Bjorn Borg, Jim Courier, Ivan Lendl, Gabriela Sabatini, Roger Federer, Andy Roddick, Caroline Wozniacki, Dominic Thiem, Bianca Andreescu, Sofia Kenin e Coco Gauff.

O tênis brasileiro tem cinco títulos na história na competição. Os três primeiros foram no final da década de 1950, com Carlos Fernandes em 1956, Maria Esther Bueno em 1957 e Ronald Barnes em 1958. Além deles, Thomaz Koch foi campeão em 1963, enquanto Fernando Meligeni venceu em 1989.

Canhota de golpes potentes, Montgomery é campeã juvenil do US Open
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 11, 2021 às 8:27 pm

Robin Montgomery é tratada como uma grande promessa do circuito desde 2019 (Foto: Andrew Ong/USTA)

A nova geração do tênis feminino norte-americano voltou a mostrar força no torneio juvenil do US Open. A canhota Robin Montgomery, de 17 anos e oitava no ranking da categoria, conquistou o título depois de vencer a bielorrussa Kristina Dmitruk, sétima colocada, por 6/2 e 6/4 neste sábado em Nova York.

Montgomery é a primeira norte-americana a vencer o torneio juvenil do US Open desde 2017, quando Amanda Anisimova superou Coco Gauff na final. Lembrando que o torneio do ano passado não teve disputas pela chave juvenil. Nos últimos anos, Kayla Day (2016), Samantha Crawford (2012) e Grace Min (2011) também venceram o torneio. Destaque também para o vice-campeonato de Sofia Kenin em 2015.

A jovem norte-americana já é tratada como uma grande promessa do circuito desde 2019, ano em que ajudou a equipe norte-americana a ser campeã da Fed Cup Junior e também foi campeã do Orange Bowl com apenas 15 anos. Como profissional, já tem um título de ITF W25, conquistado no ano passado em Las Vegas e disputou o US Open de 2020 como convidada. Ela 365º lugar no ranking profissional da WTA.

Durante a final deste sábado, Montgomery chamou atenção pela potência de seus golpes, batendo muito forte na bola dos dois lados e causando muito dando com o backhand na cruzada. Ela também soube usar alguns golpes com mais spin durante os ralis. Depois de dominar o primeiro set, com duas quebras e sem enfrentar break-point. Dmitruk conseguiu uma quebra na abertura do segundo set e chegou a liderar por 4/2, mas Montgomery retomou o domínio da partida e venceu os últimos quatro games.

Montgomery também conquistou o título de duplas, em uma final com quatro norte-americanas em quadra. Ela e a compatriota Ashlyn Krueger venceram Reese Brantmeier e Elvina Kalieva por 5/7, 6/3 e 10-4.

Daniel Rincon é o segundo espanhol a vencer o torneio

Daniel Rincon treina na Rafa Nadal Academy e superou líder do ranking na final (Foto: Andrew Ong/USTA)

O título da chave masculina ficou com o espanhol Daniel Rincon, quinto no ranking juvenil, que venceu o chinês Juncheng Shang, líder do ranking mundial da categoria, por 6/2 e 7/6 (8-6). Rincon é o segundo espanhol a vencer a chave juvenil de simples no US Open, igualando-se a Javier Sanchez, em 1986.

Este foi o sétimo título de Rincon no circuito da ITF, sendo o quarto na temporada. O espanhol de 18 anos e que treina na Rafa Nadal Academy tem pouca experiência entre os profissionais, ocupando atualmente o 1.215º lugar no ranking da ATP, com seis pontos conquistados.

Os campeões de duplas foram Max Westphal, da França, e Coleman Wong, natural de Hong Kong. Eles venceram na final o ucraniano Viacheslav Bielinskyi e o búlgaro Petr Nesterov por 6/3, 5/7 e 10-1.

Esperança tcheca é destaque na semi do juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
julho 10, 2021 às 1:04 am

Linda Fruhvirtova, de 16 anos, já tem vitórias na WTA e é considerada uma grande esperança tcheca

Em uma temporada já com vitórias na elite do circuito profissional, a jovem esperança tcheca Linda Fruhvirtova vai fazendo uma campanha impecável na grama e está na semifinal do torneio juvenil de Wimbledon. Depois de ter vencido o ITF preparatório em Roehampton na última semana, Fruhvirtova marcou sua décima vitória seguida na grama ao superar nesta sexta-feira a alemã Mara Guth por 6/3 e 6/2.

Fruhvirtova é a atual número 13 do ranking mundial juvenil e, apesar de ter completado 16 anos em maio, já iniciou a transição de sua carreira. Em abril, aproveitou o convite para o WTA 250 de Charleston, venceu dois jogos e chegou às quartas. Além disso tem dois títulos profissionais na ITF.

“Se você vence em Roehampton, você ganha confiança jogando na grama, além de uma boa sensação de que tem uma boa chance de sucesso aqui”, disse Fruhvirtova, em entrevista ao site da Federação Internacional. “Com certeza, Wimbledon é um torneio especial e único. Disse o mesmo há dois anos, quando joguei aqui pela primeira vez. Gosto muito da grama. Vou apenas dar o meu melhor para obter o melhor resultado, e me concentrar em cada jogo para fazer o melhor que puder”.

A adversária de Fruhvirtova na semifinal de Wimbledon será a espanhola de 17 anos Ane Mintegi del Olmo, 27ª do ranking, que derrotou nas quartas a bielorrussa Kristina Dmitruk por 7/6 (7-3) e 6/3. Del Olmo também foi a algoz da promessa filipina de 16 anos Alexandra Eala ainda na segunda rodada do torneio.

Líder do ranking quer o segundo Grand Slam
Do outro lado da chave, a andorrana Victoria Jimenez Kasintseva vai confirmando a condição de cabeça 1 do torneio e líder do ranking mundial da categoria. A canhota de 15 anos e vencedora do Australian Open de 2020 na categoria derrotou a britânica Alicia Dudeney por 3/6, 6/2 e 6/1. Kasintseva enfrenta a alemã de 17 anos Nastasja Schunk, outra que já tem experiência no circuito da WTA, ao ter furado o quali e jogado o WTA 500 de Stuttgart. Schunk superou nas quartas a italiana Matilde Paoletti por 6/3, 4/6 e 6/2.

Favorito britânico não resiste a rodada dupla e cai nas quartas
Apesar de ser o cabeça 7 do torneio juvenil de Wimbledon, o britânico Jack Pinnington Jones chegava com status de favorito à reta final do evento, depois de ter sido campeão em Roehampton e disputado o quali profissional em Londres, onde venceu o brasileiro João Menezes. No juvenil, também eliminou João Loureiro. Mas Pinnington não resistiu a uma rodada dupla nesta sexta-feira. O britânico até venceu o macedônio Kalin Ivanovski por 7/5 e 6/0, mas perdeu para o norte-americano Victor Lilov por 4/6, 6/4 e 6/3.

Lilov é o próximo adversário do chinês Juncheng Shang, cabeça 1 do evento e número 2 do ranking, que venceu nas quartas o suíço Jerome Kym por 3/6, 7/6 (7-2) e 6/4. Mais cedo, o chinês havia vencido o tcheco Matthew William Donald por 7/6 (7-5) e 6/3.

Do outro lado da chave, o norte-americano Samir Banerjee manteve o embalo pela vitória sobre o brasileiro Pedro Boscardin por 6/2 e 6/1 nas oitavas. Ele seguiu a rodada vencendo o croata Mili Poljicak por duplo 6/1. Seu adversário na semi será o francês Sascha Gueymard Wayenburg, que venceu nas quartas o norte-americano Bruno Kuzuhara por 6/7 (5-7), 6/4 e 6/2.