Tag Archives: Joao Victor Loureiro

Restrições afetam juvenis brasileiros na Colômbia
Por Mario Sérgio Cruz
março 17, 2021 às 8:54 pm

O mineiro João Victor Loureiro seria o principal cabeça de chave do torneio na Colômbia (Foto: Luiz Cândido/CBT)

As restrições para viagens internacionais afetaram dois jovens tenistas brasileiros. O mineiro João Victor Loureiro e o gaúcho Lorenzo Esquici disputariam nesta semana a Copa Barranquilla, torneio ITF J1 do circuito juvenil da Federação Internacional, em quadras de piso duro, mas não puderam competir na Colômbia.

Desde a descoberta de uma nova variante do coronavírus em janeiro, a Colômbia suspendeu voos vindos do Brasil, como tentativa de controlar o avanço da Covid-19 em seu território, mas quem tem residência lá ou chegava de outros países eventualmente conseguia a liberação. As medidas de restrição já haviam impactado no esporte brasileiro. Em fevereiro, a seleção masculina de basquete foi impedida de entrar no país para a disputa de duas rodadas das eliminatórias da AmeriCup, a Copa América da modalidade.

Loureiro, de 17 anos e 33º colocado no ranking mundial da categoria, seria o principal cabeça de chave do torneio desta semana e estrearia contra o norte-americano Timothy Phung. Seu lugar na chave foi ocupado pelo também norte-americano Nicolas Pinzon Moreno, que perdeu para Phung por 6/2 e 6/3.

O mineiro, que treina no Itamirim Clube de Campo de Itajaí (SC), estava inscrito para o Sul-Americano Individual na cidade de Armênia, também na Colômbia, na semana que vem. No entanto, já desistiu da competição que acontece na próxima semana em quadras de saibro.

Na mesma situação está Lorenzo Esquici, também de 17 anos e atual 158º colocado no ranking. Sua estreia seria contra o colombiano Marcelo Marino Hidalgo. Quem entrou no lugar foi o norte-americano Alvaro Pedraza Garcia, que venceu o jogo por 6/4 e 6/2. O atleta que treina na Tennis Route, no Rio de Janeiro, também não poderá jogar na semana que vem e falou ao TenisBrasil sobre a situação.

“Nós decidimos ir de última hora ir para esses torneios na Colômbia, porque a princípio não poderia entrar ninguém vindo do Brasil. Mas se algum brasileiro chegasse lá vindo de outros países, como a gente que estava saindo do Chile, talvez desse certo”, afirmou Esquici, que é nascido em Porto Alegre, mas tem família no Mato Grosso e jogava por Santa Catarina nos torneios juvenis.

“Mas chegando no aeroporto, uma mulher já me barrou no check-in. Ela me perguntou se eu tinha um visto ou se era residente na Colômbia, aí eu falei que não. Eu não tinha nada disso. Então eu não podia embarcar no voo e eu voltei no mesmo dia”, acrescenta o jovem tenista que está em seu último ano no circuito juvenil. Ele retomou a rotina de treinos no Rio de Janeiro e pretende voltar ao circuito em abril, disputando dois torneios ITF J3 na Costa Rica.

Colômbia recebe mais um torneio na semana que vem
Seis tenistas juvenis brasileiros estão inscritos para jogar em Armênia na próxima semana: A lista masculina conta com Rodrigo Braunstein e Pedro Savelli Cardoso, enquanto Priscila Janikian, Juliana Munhoz, Carolina Laydner e Luana Avelar estão inscritas no feminino. A única brasileira que conseguiu jogar em Barranquilla foi Luana Avelar, superada na estreia pela boliviana Maria Olivia Castedo por 6/4 e 6/2.

O torneio da próxima semana é um ITF JB1, exclusivo para tenistas sul-americanos. O título dá 300 pontos no ranking mundial da categoria e costuma impulsionar os jogadores do continente na busca por vagas nos grandes torneios na Europa, especialmente Roland Garros. Alguns brasileiros já venceram a competição nos últimos anos, como Thiago Wild, Felipe Meligeni Alves, Gilbert Klier Júnior e o atual campeão Gustavo Heide. O torneio, inclusive, já foi disputado algumas vezes em solo nacional, tendo passado recentemente por São Paulo e Brasília. “Acho uma sacanagem que vai ter um JB1 só para os sul-americanos, mas os brasileiros não vão poder jogar”, afirmou Esquici. “Mas não podemos fazer nada. Que pena”.

Bellucci e Carol Meligeni já tiveram problemas
Recentemente dois profissionais do tênis brasileiro relataram ter dificuldades para viajar para a disputa de torneios. A primeira foi Carolina Meligeni Alves, que estava jogando na África do Sul e não pôde embarcar para os Estados Unidos, apesar de estar inscrita para dois torneios. A tenista de 24 anos apresentou na Etiópia toda a documentação solicitada pelo governo norte-americano para entrada no país e, mesmo assim, foi impedida de seguir viagem. Semanas depois, foi a vez de Thomaz Bellucci afirmar que ficou quase dois meses longe do circuito por causa das restrições para viagens.

Boscardin tem 60% das vitórias brasileiras nos principais torneios juvenis
Por Mario Sérgio Cruz
março 5, 2021 às 9:47 pm

Boscardin disputou duas semifinais seguidas nos torneios juvenis da ITF no Brasil (Foto: Luiz Cândido/CBT)

Com o fim dos dois principais torneios infanto-juvenis em solo brasileiro, o catarinense Pedro Boscardin foi o destaque entre os atletas nacionais que disputaram a Brasil Juniors Cup em Porto Alegre (RS) e o Banana Bowl em Criciúma (SC). O catarinense de 18 anos e número 9 no ranking mundial da categoria atingiu duas semifinais seguidas e foi responsável por 60% das vitórias brasileiras nas chaves principais de simples de 18 anos.

Brasil Juniors Cup, 18 anos
Boscardin foi um dos sete atletas nacionais na chave masculina da Brasil Juniors Cup, torneio ITF J1 na semana passada e conseguiu três vitórias, sobre o eslovaco Peter Benjamin Privara e os norte-americanos Victor Lilov e Alexander Bernard. Ele caiu na semifinal para o sueco Leo Borg, que terminou o torneio como campeão.

O paranaense de 16 anos João Schiessl venceu jogos no Banana Bowl e em Porto Alegre e dará um salto no ranking (Foto: Luiz Cândido/CBT)

Além dele, outros dois brasileiros passaram pela primeira rodada, o mineiro João Victor Loureiro (36º do ranking) venceu o o paraguaio Adolfo Vallejo. Já o convidado paranaense de 16 anos João Schiessl conseguiu superar o português Miguel Gomes em sua estreia na capital gaúcha e saltou 49 posições no ranking para assumir o 141º lugar do ranking.

A chave masculina ainda teve Pedro Sasso, Murilo Antunes, Victor Tosetto e Lorenzo Esquici. Entre eles, Tosetto entrou diretamente e foi superado pelo norte-americano Alexander Bernard (cabeça 4) e os demais receberam convites. No feminino, as brasileiras só entraram na chave por convite e não conseguiram vitórias. Marjorie Souza e Juliana Munhoz tiveram o azar de enfrentarem as principais favoritas, a húngara Natalia Szabanin e a russa Diana Shnaider. Camilla Bossi e Priscila Janikian também caíram na estreia.

Banana Bowl, 18 anos
Já no Banana Bowl, torneio ITF JA, Boscardin também venceu três jogos. Ele estreou superando o sérvio Veljko Krstic, e depois passou pelo norte-americano Victor Lilov e pelo equatoriano Alvaro Guillen Meza. O catarinense foi superado em uma semifinal equilibrada pelo português Miguel Gomes, com parciais de 6/4, 2/6 e 14-12. Por conta das medidas sanitárias de controle da pandemia no estado de Santa Catarina, o Banana Bowl foi bem mais curto que o habitual, com quali na segunda e terça. Boscardin fez duas partidas na quarta-feira e mais duas na quinta.

Além de Boscardin, as outras duas vitórias brasileiras vieram com João Schiessl, que deve subir mais ainda no ranking da semana que vem após a vitória sobre o paraguaio Adolfo Vallejo, e com a paulista de 16 anos Ana Candiotto, que venceu a peruana Daianne Hayashida. Única atleta nacional a superar a rodada de estreia no Banana Bowl, Candiotto é apenas a 364ª do ranking, mas já teve a oportunidade de atuar no torneio juvenil de Roland Garros no ano passado depois de vencer uma seletiva da CBT e superar uma rival mexicana em Paris.

A chave masculina ainda teve Joao Victor Loureiro, que perdeu para o chinês Juncheng Shang (campeão do torneio), além dos convidados Lorenzo Esquici e Gabriel Generoso. Já no feminino, Juliana Munhoz, Carolina Xavier Laydner e Priscila Janikian também receberam convites e caíram na primiera fase.

Títulos na categoria 16 anos do Banana Bowl

https://twitter.com/COSAToficial/status/1367915847487000576

Na categoria 16 anos, o Brasil conseguiu dois títulos. Kauã Cressoni venceu um duelo nacional contra Henrique Brito na final masculina por duplo 6/3. O último brasileiro a vencer nos 16 anos havia sido João Loureiro em 2018, e antes dele Gilbert Klier Júnior e Matheus Pucinelli haviam triunfado nem 2016 e 2017. A lista de atletas nacionais a vencer na categoria também inclui nomes como Cassio Motta, Fernando Roese, Jaime Oncins, Gustavo Kuerten, Guilherme Clezar, Thiago Monteiro e Marcelo Zormann.

No feminino, a paulista Olivia Carneiro é a segunda brasileira seguida a vencer a categoria 16 anos do Banana Bowl. Ela superou na final a peruana Daniela Rúbio por 5/7, 6/4 e 7/5. No ano passado, o título ficou com Amanda de Oliveira. Antes delas, a campeã mais recente havia sido Luisa Stefani em 2013, com conquistas de Carol Meligeni Alves em 2011 e Suellen Abel em 2012. Vale destacar que a última brasileira campeã da categoria 18 anos do Banana Bowl foi Roberta Burzagli em 1991. Burzagli atualmente é treinadora e capitã da equipe brasileira da Copa Billie Jean King, antiga Fed Cup.

https://twitter.com/COSAToficial/status/1367919212627451904

Destaques nos 16 anos avaliam 1ª experiência em ITF
Por Mario Sérgio Cruz
março 8, 2018 às 8:04 pm

Jovens tenistas brasileiros que se destacaram nos torneios da categoria 16 anos durante o circuito da Confederação Sul-Americana (Cosat) ao longo da temporada tiveram nesta semana a experiência de jogar em uma categoria acima. Nomes como o mineiro João Victor Loureiro e a goiana Lorena Cardoso, que estão com 14 anos, e o catarinense de 15 anos Pedro Boscardin Dias receberam convites para a disputa da Copa Paineiras, torneio ITF GB1 no saibro do clube Paineiras do Morumby e avaliaram a oportunidade de atuar contra alguns dos melhores juvenis do continente na categoria 18 anos, valendo pontos para o ranking mundial júnior.

“As meninas de 16 jogam muito bem, mas elas ainda não têm tanta força. Aqui as meninas são mais agressivas, conseguem ficar concentradas durante mais tempo, estão mais bem preparadas, são mais experientes e mais fortes”, comentou Lorena Cardoso, que venceu duas etapas seguidas do circuito da Cosat de 16 anos, no Equador e na Colômbia. “Eu já tinha jogado três torneios de 18 anos, mas este está bem mais forte”, complementou a goiana que só havia jogado ITFs de nível G4 e G5 até a semana passada, quando disputou o Campeonato Internacional Juvenil de Tênis de Porto Alegre.

Nos dois torneios que conquistou, Lorena venceu duelos caseiros nas finais contra a também goiana Nalanda Silva, que vem de um projeto social e atualmente treina no Rio de Janeiro. “Desde pequena e ela sempre ganhou todos os jogos de mim. Ela sempre foi a melhor de Goiás e era tipo a minha ‘rivalzinha’, mas nós somos amigas fora da quadra. E nesses dois torneios eu consegui jogar bem contra ela e acabar ganhando”.

A goiana de 14 anos Lorena Cardoso deve priorizar torneios de 18 anos (Foto: Thiago Parmalat/CBT)

A goiana de 14 anos Lorena Cardoso deve priorizar torneios de 18 anos (Foto: Thiago Parmalat/CBT)

Loureiro também destacou a diferença entre as duas categorias. “Mais volume de jogo! Os caras sobem o nível de jogo nos pontos importantes”, avaliou o mineiro, que venceu quatro eventos da gira Cosat. Campeão do Banana Bowl de 16 anos, o jogador que treina em Santa Catarina também venceu a etapa paraguaia em Assunção e tem mais duas conquistas em Cali, na Colômbia, e Córdoba, na Argentina.

Em São Paulo, Loureiro manteve o embalo e marcou seus primeiros pontos no ranking mundial juvenil da ITF com as vitórias sobre o argentino Facundo Tumosa e no duelo nacional contra Gustavo Madureira antes de cair para o brasiliense Gilbert Klier Júnior nas oitavas. “Estava um pouco gripado, então ficava um pouco mais cansado que o comum após o término de alguns pontos, mas consegui manter a confiança que estou tendo desses últimos torneios para vencer. Muito feliz em marcar meus primeiros pontos no ranking mundial”.

“Foi uma gira muito boa. Comecei na Colômbia já com o título, estava confiante e consegui aproveitar o convite aqui no ITF. Ganhei duas rodadas e caí nas oitavas. Foi uma boa experiência. Agora é voltar e treinar para a gira europeia”, complementou o mineiro que completa 15 anos em março e já mede 1,85m.

O mineiro João Loureiro venceu quatro etapas do circuito sul-americano de 16 anos (Foto: Luiz Cândido/Divulgação)

O mineiro João Loureiro venceu quatro etapas do circuito sul-americano de 16 anos (Foto: Luiz Cândido/Divulgação)

“A diferença mais na força e na maturidade dos caras durante o jogo. Eles sabem melhor escolher as horas de escolher as jogadas e isso faz a diferença”, explicou Pedro Boscardin Dias, que na temporada passada disputou importantes competições de 14 anos como o Les Petits As na França e o Le Mondial Lacoste em Londres durante o ATP Finals, mesclando o calendário com torneios sul-americanos de 16 anos.

“Eu consegui jogar os principais torneios do mundo e pude ver como os meninos jogam. É importante para ver que estou no nível dos caras, não estou muito longe”, comentou o catarinense, que voltará ao velho continente para jogar em categorias acima. “A experiência no Cosat foi muito boa e consegui conquistar meu objetivo que era classificar para a gira europeia”.

Para a sequência na temporada, a prioridade é tentar os torneios de 18 anos.”Pelo que eu conversei com o Rico [Schlachter, seu técnico] a ideia é jogar mais torneios de 18 anos. Acho que tem um ou dois torneios de 16 anos na gira europeia. Foi bom conseguir esse ponto na ITF para começar a transição”, avaliou o catarinense que fez seu primeiro ponto no ranking mundial juvenil ao avançar uma rodada na chave de duplas no Paineiras.

Pedro Boscardin Dias jogou os principais torneios do mundo nos 14 anos e o circuito sul-americano de 16 anos (Foto: Miriam Jeske/Heusi Action)

Pedro Boscardin Dias jogou os principais torneios do mundo nos 14 anos e o circuito sul-americano de 16 anos (Foto: Miriam Jeske/Heusi Action)

Lorena Cardoso também deve seguir o caminho do circuito mundial juvenil apesar de sua pouca idade. As únicas competições de 16 anos deverão ser os torneios por equipes. “Acho que o Sul-americano e o Mundial vão ser os únicos que eu vou jogar de 16 este ano, porque eu vou focar no 18. Vai ser um pouco difícil no início, mas servirá para conseguir resultados bons e subir no ranking para já estar bem posicionada”, explicou a goiana que treina desde os doze anos no Instituto Tênis, em Barueri.

“Eu tava jogando um torneio de duplas com uma integrante do IT e eu tinha dez anos, mas já jogava torneio de 12 anos. Então um treinador me viu e perguntou a minha idade porque eu já era grande e forte. Perguntaram se eu queria fazer um teste no IT e treinar, mas eu ainda era muito nova e tinha dez anos, então meus pais não deixaram. Fiquei mais dois anos em Goiás ainda, e só depois fui fazer o teste, gostei e estou lá até hoje”.

A goiana que já tem 1,74m tenta ser uma jogadora agressiva e se inspira em Beatriz Haddad Maia: “Ela é alta, forte e joga bem firme”, comentou. “Eu gosto de jogar agressiva, pegando bem na bola. No 16 eu ainda conseguia ter diferença de força, mas agora não tem muita diferença para as meninas mais velhas, meio que iguala todo mundo. Sou um pouco lenta ainda por causa da altura, mas é o caminho. Sinto que minha agressividade é onde fico com energia e consigo jogar bem”.

O técnico Ricardo Schlachter acompanha os juvenis Pedro Dias e João Loureiro (Foto: Miriam Jeske/Heusi Action)

O técnico Ricardo Schlachter acompanha os juvenis Pedro Dias e João Loureiro (Foto: Miriam Jeske/Heusi Action)

O técnico Ricardo Schlachter, treinador que trabalhou com Ricardo Mello quando o campineiro conquistou o ATP 250 de Delray Beach em 2004, é quem acompanha Boscardin e Loureiro atualmente. Schlachter, que coordena um centro de treinamento de alto rendimento em Joinvlle (SC), fez uma análise sobre as diferenças entre as competições de formação e a elite do circuito juvenil.

“Acredito que existe uma diferença, mas não acredito mais ser tão grande, principalmente fisicamente. Claro que sempre tem jogadores acima da média, mas eles [Boscardin e Loureiro] conseguem competir de igual para igual na maioria das vezes. Esse é ponto principal. Que eles entrem em torneios e consigam ser competitivos”.

Schlachter também afirma que deve testar seus jovens jogadores nos torneios maiores e em competições profissionais ainda este ano. “Agora o foco vai virar para os torneios de 18 anos. A ideia era terminar a gira Cosat de 16 e agora sim focar nos 18. E esse ano ainda algumas eles terão poucas semanas para experimentar um pouco do profissional, em termos de futures ou de torneios com a premiação apenas em dinheiro, para que eles joguem com adultos que são bons jogadores e que têm muito a ensinar a eles. Mas essa é uma parcela menor do calendário que vai se basear muito nos ITFs de 18 anos”.

O treinador também avaliou o desempenho e evolução dos dois atletas e reconhece que a grande fase de Loureiro o surpreendeu. Ele treina o juvenil mineiro desde agosto de 2015, quando o jogador saiu de Belo Horizonte e mudou-se para Santa Catarina. Já com Boscardin, o acompanhamento vem desde as escolinhas ainda aos sete anos.

“Eu diria que os resultados foram acima da expectativa. É claro que a gente sempre se prepara para entrar em um torneio para ganhar, mas de oito etapas ganhar quatro, ou seja ganhar um a cada dois torneios, realmente nos surpreendeu. O que não é uma surpresa é a evolução dele. Eu que acompanho o dia a dia, vejo que ele vem se dedicando há muito tempo. Esses resultados deram a ele um dos quatro postos para a gira europeia, mas agora ele precisa correr atrás de pontos na ITF. Por isso até a gente solicitou para a CBT e eles nos concederam o wildcard para os meninos jogarem aqui”, explicou Schlachter.

“Como não existe ranking internacional nessa categoria e pelo que eu conheci na Europa, eu poderia dizer até o ano passado que o Pedro estaria entre os 15 ou 20 melhores jogadores do mundo na idade dele, até 14 anos. Isso numa avaliação minha como treinador. Agora já não deve ser mais assim entre os garotos de 15 anos, também por causa da evolução dos outros. O tênis é muito dinâmico e esses garotos evoluem muito rápido em seis meses ou um ano”, avaliou.

“E dentro da minha própria estrutura, que tenho só dois jogadores, vejo que existe uma diferença. O João Loureiro estava um pouquinho abaixo dele, hoje não só se equivaleu como já está um pouco à frente dele. E aí envolvem outras coisas, que são os amadurecimentos. É lógico que o porte físico dele também ajuda, é um jogador alto e essas coisas fazem diferença”.