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O que esperar da nova geração em Roland Garros?
Por Mario Sérgio Cruz
maio 25, 2019 às 5:06 pm

Com diferentes metas e expectativas, a nova geração do circuito dá as caras em Roland Garros a partir deste domingo. Ao mesmo tempo em que vemos Naomi Osaka, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas na disputa pelo título, também teremos nomes como Felix-Auger Aliassime, Bianca Andreescu, Dayana Yastremska e Marketa Vondrousova na rota de favoritos e dispostos a supreender. A campeã de 2017 Jelena Ostapenko quer recuperar a confiança, enquanto outros jovens jogadores estão de olho no futuro e buscam recordes pessoais no ranking e em Grand Slam. Veja o que esperar da nova geração em Roland Garros.

Osaka luta por mais um troféu de Grand Slam
Líder do ranking mundial feminino e vencedora dos dois últimos torneios do Grand Slam, Naomi Osaka chega a Paris em busca de mais um título importante. Campeã do US Open na temporada passada e na Austrália em janeiro, a japonesa de 21 anos faz sua quarta participação em Roland Garros e nunca passou da terceira rodada. Apesar do histórico negativo, ela tem expectativas bem altas. “Não estou pensando em chegar às quartas. Claro que eu nunca cheguei tão longe neste torneio antes, mas meu objetivo é ser campeã”, disse em entrevista coletiva na última sexta-feira.

Osaka fez três campanhas razoáveis no saibro, uma semifinal em Stuttgart e as quartas em Madri e Roma. Entretanto, a japonesa sofreu com duas lesões, uma no músculo abdominal durante o torneio alemão e outra na mão direita em sua campanha na capital italiana.

A estreia de Osaka em Roland Garros será contra a eslovaca Anna Schmiedlova. Caso vença seu primeiro compromisso, a japonesa certamente enfrentaria uma campeã de Grand Slam na fase seguinte, vinda do duelo entre Victoria Azarenka e Jelena Ostapenko. A cabeça de chave mais próxima de Osaka é a grega Maria Sakkari, 29ª favorita e semifinalista em Roma, enquanto Madison Keys ou Caroline Garcia podem pintar nas oitavas.

Veja como ficou a chave feminina em Roland Garros

Os altos e baixos de Zverev no saibro
A busca de Alexander Zverev por seu primeiro título de Grand Slam continua em Roland Garros. Embora já tenha onze títulos de ATP no currículo, com destaque para o Finals do ano passado e mais três Masters 1000, o alemão de 22 anos aidna deixa a desejar nos Grand Slam. Seu melhor resultado em competições desse porte foi exatamente em Paris, no ano passado, quando chegou às quartas.

 

Zverev apostou em um calendário bastante cheio na temporada de saibro e disputou sete torneios seguidos. Campeão em Genebra nesta semana, o alemão enfim conseguiu uma boa sequência de jogos. Nos seis torneios anteriores, havia acumulado apenas cinco vitórias. Ele fez quartas em Madri e Munique, parou nas oitavas em Marrakech e Monte Carlo e caiu ainda na estreia em Roma e Barcelona.

A estreia de Zverev em Paris será contra o australiano John Millman. Se vencer, encara o sueco Mikael Ymer ou o esloveno Blaz Rola, ambos vindos do quali. O cabeça de chave mais próximo é o sérvio Dusan Lajovic, enquanto Fabio Fognini e Roberto Bautista Agut são possíveis adversários nas oitavas de final.

Confira a chave masculina em Roland Garros

Tsitsipas chega com muita confiança
Outro jovem jogador no top 10 do ranking da ATP é Stefanos Tsitsipas, que chega a Paris com o melhor ranking da carreira ao ocupar o sexto lugar. Depois de patinar em seus dois primeiros torneios no saibro, parando nas oitavas em Monte Carlo e Barcelona, o grego de 20 anos emendou três boas campanhas na reta final de preparação para Roland Garros: Foi campeão em Estoril, vice em Madri e semifinalista em Roma. Além de vencer nomes como Rafael Nadal, Fabio Fognini e Alexander Zverev pelo caminho.

Tsitsipas faz sua terceira participação em Roland Garros, parando na primeira fase em 2017 e na segunda rodada no ano passado. A estreia do grego em Paris será contra o alemão Maximilian Marterer, depois pode enfrentar o indiano Prajnesh Gunneswaran ou o boliviano Hugo Dellien. Há a chance de um duelo de jovens contra o norte-americano Frances Tiafoe na terceira rodada, enquanto Marin Cilic e Stan Wawrinka podem pintar na fase seguinte

Ostapenko quer voltar a sorrir
Campeã de Roland Garros em 2017 e ex-número 5 do mundo, a letã Jelena Ostapenko aparece atualmente apenas no 40º lugar do ranking mundial e sequer será cabeça de chave em Paris. A letã de 21 anos venceu só oito jogos em 2019 e conseguiu apenas três vitórias no saibro, uma em Charleston e duas em Madri. Logo na estreia, ela terá um duelo duríssimo contra a ex-número 1 do mundo Victoria Azarenka, 44ª colocada, mas em melhor fase no saibro. E se vencer, pode cruzar o caminho da atual líder do ranking Naomi Osaka.

Andreescu volta ao circuito
A canadense de apenas 18 anos Bianca Andreescu teve um início de temporada espetacular, com 31 vitórias e apenas quatro derrotas entre janeiro e março, com evidente destaque para o título do Premier de Indian Wells. Depois de começar o ano no 152º lugar do ranking, ela já aparece na 22ª posição desde a última segunda-feira. Andreescu está sem jogar desde Miami, por conta de lesão no ombro direito e sequer atuou na temporada de saibro.

 

Depois de estar finalmente sem dores, Andreescu está pronta para voltar ao circuito em Roland Garros. Sua estreia será contra a lucky-loser tcheca de 20 anos Marie Bouzkova, 121ª do ranking. Em caso de vitória, pode encarar a norte-americana de 20 anos Sofia Kenin ou a italiana Giulia Gatto-Monticone. A maior expectativa, entretanto, é para um possível duelo com Serena Williams pela terceira rodada.

Jovens tenistas em grande fase
Alguns nomes da nova geração do circuito conquistaram bons resultados durante a temporada de saibro e estão em rota de colisão com os favoritos. É o caso do jovem canadense de 18 anos Felix Auger-Aliassime, finalista do ATP 250 de Lyon nesta semana. Ele estreia contra o norte-americano Jordan Thompson e depois pode enfrentar um veterano vindo do duelo entre Ivo Karlovic e Feliciano López antes de um eventual encontro com Juan Martin del Potro na terceira fase. O que preocupa Aliassime é um desconforto na região do adutor e da virilha, sofrido durante a final do ATP francês neste sábado.

No feminino, destaque para duas jogadoras de 19 anos, a canhota tcheca Marketa Vondrousova e a ucraniana Dayana Yastremska. As duas, aliás, podem até se enfrentar em uma possível terceira rodada em Paris. Durante a temporada de saibro, Vondrousova foi finalista em Istambul e fez quartas em Roma, eliminando nomes como Simona Halep e Daria Kasatkina. A atual 38ª do ranking estreia em Paris contra a chinesa Yafan Wang e pode cruzar o caminho de Angelique Kerber na rodada seguinte. Já Yastremska, 42ª do ranking, acabou de conquistar o WTA de Estrasburgo, o terceiro título da carreira. Ela estreia contra a espanhola Carla Suárez Navarro e depois pode encarar a norte-americana Shelby Rogers ou a australiana Astra Sharma.

Outros bons nomes a observar
Também vale prestar atenção nas atrações norte-americanas Amanda Anisimova e Taylor Fritz, na bielorrussa Aryna Sabalenka, no chileno Christian Garin, no espanhol Jaume Munar e em um forte setor da chave que tem o crota Borna Coric e o canadense Denis Shapovalov.

Começando pelo feminino: Sabalenka é número 11 do mundo aos 21 anos e tem uma estreia complicada contra a ex-top 5 Dominika Cibulkova. Se vencer, pode encarar Anisimova, norte-americana de 17 anos e já 51ª colocada, que encara a convidada local Harmony Tan. Lembrando que Anisimova já venceu seu primeiro WTA no saibro de Bogotá.

Fritz teve bons resultados nos Masters de saibro e estreia contra o australiano Bernard Tomic, podendo encarar Roberto Bautista Agut na segunda fase e Fabio Fognini na terceira. Garin venceu dois títulos na temporada, em Houston e Munique, e pode encarar o campeão de 2015 Stan Wawrinka já na segunda rodada, caso vença a estreia contra o norte-americano Reilly Opelka.

Coric e Shapovalov são os cabeças 13 e 20, respectivamente e podem se encontrar na terceira rodada antes de um eventual duelo com o número 1 do mundo Novak Djokovic. Outro que pode desafiar o líder do ranking mundial é Jaume Munar, espanhol de 22 anos e 52º do ranking, que pode encarar Djokovic na terceira rodada do Grand Slam francês.

Conheça os jogadores e regras do Next Gen ATP Finals
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 5, 2018 às 11:50 pm

A segunda edição do Next Gen ATP Finals dá a largada nesta terça-feira em Milão. O evento destinado a jogadores de até 21 anos terá sete jovens destaques da temporada masculina, além de um convidado vindo de uma seletiva italiana. A fase de grupos será disputada até a próxima quinta-feira, com semifinais na sexta e decisão do título no sábado. Nos três primeiros dias de evento, serão quatro jogos por rodada em duas sessões às 11h e às 16h (de Brasília). No Brasil, o evento é transmitido pelo canal Bandsports.

Assim como no ano passado, o torneio irá testar algumas regras diferentes. Destaque para o formato da pontuação, com cinco sets de até quatro games. A disputa também não terá vantagens nos games com 40-iguais, e nem ‘let’ para o saques que tocam na fita. Não há a presença de árbitros de linha, já que todas essas marcações são definidas eletronicamente. Para a edição de 2018, também haverá a possibilidade de revisão por vídeo em lances subjetivos como quique duplo da bola em quadra ou toque dos jogadores na rede.

Disputas serão em cinco sets, definidos em até quatro games.

Disputas serão em cinco sets, definidos em até quatro games.

Outra novidade para o segundo ano do evento é um novo protocolo sobre as funções dos boleiros em quadra. Os jogadores terão espaço para pendurar as toalhas no fundo da quadra, fazendo com que os voluntários apenas recolham e distribuam bolas aos atletas. A discussão voltou à tona recentemente após atitudes ríspidas de Fernando Verdasco e Stefanos Tsitsipas ao exigirem mais rapidez dos boleiros na entrega de toalhas e raquetes e reavivam o debate sobre as atribuições desses auxiliares.

“Eu já fui um pegador de bola. Confiem em mim, o trabalho que eles têm que colocar para ter as coisas em ordem é duas vezes maior que nosso, dos jogadores na quadra. Eu aprecio tudo o que eles têm que passar para nos fazer sentir confortáveis e satisfeitos enquanto fazemos o nosso trabalho. Eles são uma grande ajuda!”, disse Tsitsipas, por meio de seu perfil no Twitter, em pedido de desculpas depois de um incidente uma boleira no ATP 500 da Basileia.

https://twitter.com/TennisTV/status/1056127113386958848

Pelo segundo ano consecutivo, haverá comunicação por rádio entre jogadores e técnicos e um relógio de 25 segundos para determinar o tempo de saque. O público também terá a oportunidade de circular livremente pela arena montada no pavilhão de exposições da Fiera Milano. Normalmente, nos torneios da ATP, existe uma determinação para que os torcedores só possam andar pelas dependências dos estádios durante as viradas de lado.nextgenrules-2018-1920x1080

GRUPO A

  • Stefanos Tsitsipas: Principal cabeça de chave e número 15 do mundo, o grego de 20 anos começou a temporada no 91º lugar do ranking e logo de cara já foi do quali até as quartas em Doha. Tsitsipas disputou duas primeiras finais pela elite do circuito no ATP 500 de Barcelona e no Masters 1000 de Toronto, caindo diante de Rafael Nadal nas duas ocasiões. Já em outubro, o grego conquistou seu primeiro ATP nas quadras duras e cobertas de Estocolmo. Ao longo da temporada de 41 vitórias e 27 derrotas, Tsitsipas se tornou o primeiro jogador de seu país a entrar no top 20, a vencer um torneio ATP, a disputar uma final de Masters e a chegar às oitavas de final em um Grand Slam.
  • Frances Tiafoe: O norte-americano de 20 anos começou o ano no 79º lugar do ranking e aparece atualmente como número 40 do mundo, chegando a ocupar a 38ª posição em agosto. Ele conquistou seu primeiro ATP em fevereiro, nas quadras duras de Delray Beach, onde chegou a derrotar Juan Martin del Potro pelo caminho.
  • Hubert Hurkacz: O polonês de 21 anos saltou da 238ª para a 85ª posição do ranking e chegará a Milão embalado pela conquista do challenger francês de Brest há duas semanas. Ele também triunfou em casa, no saibro de Poznan, em junho, e foi finalista na cidade chinesa de Zhuhai em março. Na elite do circuito, furou os qualis de Roland Garros, Wimbledon e US Open, vencendo dois jogos de Grand Slam. Seu recorde pessoal no ranking foi o 79º lugar, alcançado na semana passada.
  • Jaume Munar: O jovem espanhol de 21 anos treina na Rafa Nadal Academy em Mallorca e iniciou a temporada na 184ª posição e debutou no top 100 em junho. Ele aparece nesta semana no 76º lugar do ranking, marca que é a melhor de sua carreira. Ao longo da atual temporada, Munar venceu nove jogos em nível ATP, com destaque para a semifinal alcançada no saibro de Kitzbuhel. Já nos torneios de nível challenger, conquistou títulos em Caltanissetta e Prostejov.

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GRUPO B

  • Alex de Minaur: Segundo favorito no torneio, o australiano de 19 anos e número 31 do mundo é uma das revelações da temporada. De Minaur ocupava apenas o 208º lugar do ranking no dia 1º de janeiro e, em duas semanas, saltou para o 167º lugar depois de uma semifinal em Brisbane e um vice-campeonato em Sydney. A chegada ao top 100 aconteceu em junho, após bons resultados em challengers na grama. Já em agosto, foi finalista do ATP 500 de Washington.
  • Taylor Fritz: O norte-americano de 21 anos chama atenção do circuito desde que foi número 1 do ranking mundial juvenil em 2015 e alcançou uma final de ATP em Memphis no ano seguinte. Depois de lidar com muitas lesões no joelho e resultados aquém do esperado em duas temporadas seguidas, Fritz teve o melhor ano da carreira em 2018 e enfim debutou no top 50 nesta segunda-feira, quando aparece no 47º lugar.
  • Andrey Rublev: O russo de 21 anos e 68º colocado ficou três meses sem jogar, entre abril e julho, por conta de uma lesão nas costas. Como não conseguiu defender o título do ATP 250 de Umag, conquistado no ano passado, caiu do ranking e aparece distante de seu recorde pessoal, que foi a 31ª posição alcançada em fevereiro. Seu resultado de maior destaque na temporada foi a semifinal no ATP 500 de Washington.
  • Liam Caruana: Convidado para a disputa do torneio, Caruana tem 20 anos e é apenas o número 622 do mundo. A melhor marca de sua carreira foi o 375º lugar, obtido em fevereiro. O italiano precisou vencer três jogos durante a seletiva nacional e buscou viradas contra Luca Giacomini e Raul Brancaccio nas rodadas decisivas. Caruana tem um título de future e sete vitórias em challenger na carreira.

PROGRAMAÇÃO: No primeiro dia do torneio, Tsitsipas e Munar abrem o Grupo A às 11h, seguidos pelo duelo entre Rublev e Fritz pelo Grupo B. A rodada continua às 16h30 com Tiafoe e Hurkacz pela primeira chave, enquanto De Minaur será desafiado por Caruana na sequência da programação. A programação da segunda rodada do torneio depende dos resultados do primeiro dia.

https://twitter.com/nextgenfinals/status/1059196543075528704