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Jovens brilham e US Open chega renovado às oitavas
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 5, 2021 às 5:02 am
Leylah Fernandez e Carlos Alcaraz, ambos de 18 anos, são destaques da nova geração nas oitavas (Foto: Jennifer Pottheiser/USTA)

Leylah Fernandez e Carlos Alcaraz, ambos de 18 anos, são destaques da nova geração nas oitavas (Foto: Jennifer Pottheiser/USTA)

A edição de 2021 do US Open, que começou marcada pela ausência de campeões históricos como Roger Federer, Rafael Nadal e as irmãs Venus e Serena Williams, chega à fase de oitavas de final bastante renovada. Três destaques da nova geração do circuito, e com apenas 18 anos, a canadense Leylah Fernandez, a britânica Emma Raducanu e o espanhol Carlos Alcaraz são alguns dos estreantes na segunda semana em Nova York. A renovação também se dá com outros jovens como Jannik Sinner, Jenson Brooksby e Iga Swiatek, que fazem suas melhores campanhas no torneio aos 20 anos. E até mesmo tenistas mais experientes, mas que nunca chegaram tão longe em Nova York, também contribuem para o cenário de mudanças.

Alcaraz e Fernandez derrubaram favoritos

A rodada da última sexta-feira no Arthur Ashe Stadium premiou Alcaraz e Fernandez, que derrubaram grandes favoritos. O espanhol, 55º no ranking da ATP, foi responsável por eliminar o número 3 do mundo Stefanos Tsitsipas em uma batalha de cinco sets e com 4h07 de duração. “Não tenho palavras para explicar como estou me sentindo agora. Não acredito que venci Stefanos Tsitsipas em uma partida épica. Para mim é um sonho que se tornou realidade”, disse após sua primeira vitória contra um top 10. “Acho que sem a torcida não teria a oportunidade de jogar um ótimo quinto set e vencer. Eu estava fisicamente no meu limite no final do terceiro set e Stefanos começou o quarto set muito bem. No começo do quinto, tive que ser muito agressivo e jogar meu melhor tênis”.

Jogador mais jovem nas oitavas de um Grand Slam desde Andrei Medvedev 1992, e o mais novo nesta fase do US Open desde Michael Chang em 1989, Alcaraz não escapa de inúmeras comparações com os feitos de Rafael Nadal, mas busca seu próprio estilo. “Eu não copio nenhum estilo de jogador. Eu apenas jogo meu jogo. Mas se eu tiver que dizer um jogador parecido com meu jogo, acho que é o Federer. Eu acho parecido com o meu jogo, porque estou tentando ser agressivo o tempo todo”, comenta o espanhol que enfrenta o alemão vindo do quali Peter Gojowczyk, experiente tenista de 32 anos e 141º do ranking.

Também na sexta-feira, Fernandez conseguiu superar Naomi Osaka, bicampeã do Grand Slam nova-iorquino, com uma vitória de virada, depois de a japonesa ter sacado para o jogo ainda no segundo set. “Eu não estava realmente focada em Naomi. Eu estava focada apenas em mim mesma, no meu jogo e no que eu precisava fazer. Ter a torcida me apoiando a cada ponto foi incrível. Isso me deu energia para continuar lutando e correndo para as bolas que ela mandava. Eu estava feliz por ter sido capaz de dar um show para todos que vieram assistir”.

Atual 73ª do ranking, a canadense marcou sua segunda vitória contra top 10 e agora desafia a campeã de 2016 Angelique Kerber. “Desde muito jovem, eu sabia que seria capaz de vencer qualquer uma que estivesse na minha frente. Mesmo praticando esportes diferentes, eu sempre fui muito competitiva. Desde quando eu queria ganhar do meu pai no futebol, mesmo que fosse impossível. Sempre acreditei nisso. Mesmo quando a Naomi conseguiu uma quebra no segundo set, eu ainda acreditava. Disse a mim mesma que estava cada vez mais perto de encontrar uma solução e teria a chance de voltar para o jogo”.

Raducanu se inspirou nas façanhas de outros jovens

A britânica Emma Raducanu, 150ª do mundo, veio do quali em Nova York e venceu seis jogos seguidos. Também de 18 anos, ela reconhece que a inspiração de Fernandez e Alcaraz a fizeram acreditar mais em suas chances.

“Acho que ter tantos jogadores jovens chegando é muito bom para o tênis, porque mostra o quão forte é a próxima geração. Acho também que todos nos inspiramos a jogar melhor. Hoje, eu queria me juntar a eles na segunda semana também, então isso foi uma motivação extra. Os dois são pessoas muito, muito legais. Estou muito feliz por eles e por poder ir para a segunda semana”, disse a britânica que derrotou a espanhola Sara Sorribes na terceira rodada por 6/0 e 6/1. Ela também passou pela suíça Stefanie Voegele e pela chinesa Shuai Zhang na chave principal, além de ter superado o quali com três rodadas. Sua próxima rival é a norte-americana Shelby Rogers.

Sinner vem de uma dura batalha contra Monfils, agora enfrenra Zverev

O italiano Jannik Sinner já é uma realidade no circuito, ocupa o 16º lugar no ranking mundial com apenas 20 anos, e vem de uma batalha de cinco sets contra Gael Monfils para chegar às oitavas de final em Nova York pela primeira vez na carreira. Em suas duas únicas participações anteriores, Sinner não havia passado da rodada de estreia.

“Estou muito feliz. Obviamente não foi fácil jogar contra ele. Joguei bem os dois primeiros sets e também o terceiro. Então ele começou a crescer no jogo. Comecei a errar, o que é normal, e tive manter o foco no presente. Acho que hoje, essa foi a chave. Para mim, é a primeira vez que estou aqui na segunda semana, aqui em Nova York, é uma sensação ótima, obviamente. Você sempre tenta fazer cada vez melhor”, disse após a vitória por 7/6, 6/2, 4/6, 4/6 e 6/4. O italiano agora desafia o número 4 do mundo Alexander Zverev, contra quem tem uma vitória e uma derrota.

Swiatek se orgulha de sua consistência

Oitava colocada no ranking da WTA e campeã de Roland Garros no ano passado, a jovem polonesa de 20 anos Iga Swiatek conseguiu uma marca bastante expressiva. Ela é a única jogadora do circuito a atingir as oitavas de final em todos os quatro Grand Slam de 2021. “É muito emocionante. Esta é a minha primeira vez nas oitavas do US Open e estou muito orgulhosa disso. Não importa qual será o meu resultado final, mas mesmo assim fizemos um ótimo trabalho. Estar nas oitavas de todos os Grand Slams deste ano mostra que realmente estou indo no caminho certo”, disse depois de superar a estoniana Anett Kontaveit no último sábado por 6/3, 4/6 e 6/3.

“Eu estava pensando nisso há dois dias, que basicamente esta é o único ano em que não tive nenhuma lesão e não precisei que lidar com isso. As coisas são mais fáceis quando meu corpo está realmente me ouvindo. Estou muito orgulhosa da minha equipe e muito grata por receber toda a ajuda de que preciso. Muito feliz por ser consistente. Mas eu sei que sem eles não estaria aqui”, revela a polonesa, que agora encara a campeã olímpica Belinda Bencic.

Brooksby desafia o número 1 Novak Djokovic

Outro jovem debutante nas oitavas de final de um Grand Slam, o norte-americano de 20 anos Jenson Brooksby segue aproveitando o convite oferecido pelos organizadores. Destaque nos torneios de nível challenger no primeiro semestre, com três títulos, ele começou a temporada apenas no 314º lugar do ranking, mas já é o 99º do mundo. Durante o verão americano, disputou sua primeira final de ATP na grama de Newport e foi semifinalista em Washington. Com isso, saltou no ranking e chamou a atenção da direção do US Open. Em Nova York, já passou por Mikael Ymer, Taylor Fritz e Aslan Karatsev. Agora, tem a missão de enfrentar o número 1 do mundo Novak Djokovic.

“Será um grande desafio, um dos mais difíceis que se pode ter. Mas estou realmente acreditando em mim mesmo. Ainda mais pelo que estou mostrando por aí até agora. Tenho uma grande equipe ao meu redor para ajudar a me recuperar. Será uma batalha no Ashe, e tenho certeza de que será muito emocionante. A torcida vai lotar o estádio e estou animado para ver como posso me concentrar, como posso jogar bem contra um dos maiores jogadores e com um grande público em quadra”.

Mais estreantes nas oitavas de final

A lista de estreantes nas oitavas de final do US Open não conta apenas com tenistas da nova geração. Atual campeã de Roland Garros, a tcheca de 25 anos Barbora Krejcikova disputa a chave principal de simples pela primeira vez em Nova York. A número 9 do mundo construiu uma carreira sólida nas duplas e só entrou no top 100 de simples no ano passado, tendo uma rápida escalada até o top 10 e ao primeiro Grand Slam na disputa individual. Sua próxima rival é a espanhola Garbiñe Muguruza, décima colocada. Elas já se enfrentaram duas vezes este ano, com uma vitória para cada lado.

Na chave masculina, são vários os estreantes nas oitavas: Os alemães Oscar Otte, de 28 anos e 144º do ranking, e Peter Gojowczyk, de 32 anos e 141º colocado, vieram do quali. Otte enfrenta o italiano Matteo Berrettini, enquanto Gojowczyk é o próximo adversário de Alcaraz. Outro atleta vindo do quali a atingir as otavas é o holandês Botic Van de Zandschulp, de 25 anos e 117º do ranking. Ele já eliminou o cabeça 8 Casper Ruud e vai enfrentar o argentino Diego Schwartzman. Além deles, destaque também para o confronto entre o norte-americano Reilly Opelka, 24º do mundo, e o sul-africano Lloyd Harris, 46º colocado. Os dois tenistas de 24 anos fazem ótimas temporadas no circuito e alcançam esta fase em um Grand Slam pela primeira vez.

Andreescu e Aliassime também vivos na disputa
Além da estreante Leylah Fernandez, o Canadá ainda conta com mais dois nomes da nova geração nas oitavas de final. Campeã em 2019 e número 7 do mundo Bianca Andreescu nunca perdeu um jogo de US Open, já que não atuou na edição passada. Invicta há dez jogos em Nova York, a jogadora de 21 anos encara a grega Maria Sakkari. Também com 21 anos, o número 15 da ATP Felix Auger-Aliassime repete a campanha do ano passado e enfrenta o norte-americano Frances Tiafoe em busca de quartas inéditas.

 

Para Sinner, experiência com ídolos foi fundamental
Por Mario Sérgio Cruz
junho 4, 2021 às 5:52 pm

Sinner treinou com grandes nomes no início da carreira e diz que isso o ajudou a amadurecer (Foto: Nicolas Gouhier/FFT)

Com apenas 19 anos, Jannik Sinner já aparece bem posicionado no ranking e em condições de lutar por resultados expressivos no circuito. O jovem italiano está na terceira rodada de Roland Garros e tenta repetir a ótima campanha da última temporada, quando chegou às quartas. Já vencedor de dois títulos de ATP e finalista do Masters 1000 de Miami, o atual 19º do ranking teve seu início de carreira impulsionado pelas muitas oportunidades de torneios profissionais disputados na Itália, mas também pela experiência de treinar com ídolos do tênis, o que ele considera fundamental para ter evoluído tão rápido no circuito.

Sinner se acostumou a seguir os grandes nomes. Treinado pelo experiente técnico Riccardo Piatti, que já trabalhou com estrelas como Maria Sharapova e Novak Djokovic, o italiano teve a oportunidade de treinar e acompanhar alguns campeões. Ainda muito jovem, já havia treinado com Roger Federer e com a própria Sharapova. Já no início deste ano, durante o período da quarentena na Austrália, passou duas semanas treinando com Rafael Nadal em Adelaide antes do Australian Open.

Leia mais: Com muitos torneios, Itália acelera transição dos jovens e vira ‘fábrica de tenistas’

“Treinar com jogadores e atletas desse nível obviamente faz você crescer. Eu tive muita sorte por ter a oportunidade de treinar com Rafa por duas semanas e de ficar alguns torneios treinando com o Novak também”, disse Sinner a TenisBrasil, durante sua entrevista coletiva na última quinta-feira em Roland Garros. “Também tive o prazer de conhecer um pouco mais a Maria. Treinamos juntos às vezes e pude conhecer a personalidade dela também, o que é ótimo, especialmente para alguém de 18 anos na época. Isso faz você crescer um pouco mais rápido, eu diria. Fico muito feliz e honrado por ter chance de conhecê-los e às vezes de jogar com eles também, o que torna as coisas obviamente mais divertidas e agradáveis”.

Em recente entrevista ao site da ATP, Piatti também destacou a importância dessas experiências. “Não sou eu que iria explicar para ele as lições do circuito, mas sim pessoas como Nadal ou Maria. Ele precisava ver a mentalidade desses jogadores. Eles são simples e muito focados no que estão fazendo e Jannik gosta disso. Acho que aqueles 14 dias na Austrália foram perfeitos para Jannik, que conseguiu entender bem como funciona a cabeça do Rafa”.

Match-point salvo na estreia e ganho de confiança

https://twitter.com/rolandgarros/status/1399346442867777538

Sinner salvou match-point na estreia em Paris diante do francês Pierre-Hugues Herbert. Já na segunda rodada, venceu um duelo italiano contra Gianluca Mager por 6/1, 7/5, 3/6 e 6/3. Perguntado na coletiva após o jogo se o fato de ter escapado da derrota na estreia trouxe algum ganho de confiança, o jovem jogador prefere focar na melhora de seu nível de tênis.

“Quando você enfrenta um match-point, já sabe que se perder aquele ponto, volta para casa. Então é uma situação um pouco diferente. Talvez ‘impulso mental’ seja uma palavra um pouco grande, mas acho que meu nível do tênis cresceu desde a primeira rodada para a segunda. Eu continuo no torneio e estou tentando manter meu nível alto e tentando melhorar dia após dia, e então veremos o que vai acontecer contra o Ymer na terceira rodada”.

Duelo com Ymer na próxima rodada em Paris
O próximo jogo de Sinner será contra o sueco de 22 anos Mikael Ymer, 105º colocado. Eles já se enfrentaram duas vezes, com uma vitória para cada lado, e protagonizam o primeiro confronto no saibro. “Obviamente vai ser em um piso diferente. Já jogamos duas vezes na quadra dura e coberta. Na primeira rodada, ele também ganhou um jogo de cinco sets. Depois, ele ganhou do Monfils. É sempre difícil ganhar do Monfils aqui. Com certeza ele é muito consistente, é um jogador muito sólido, e que se move muito bem. Então, tenho certeza de que não vai ser um jogo fácil”, comenta o italiano, que perdeu o duelo mais recente, ano passado em Montpellier. “Na ultima vez que nos enfrentamos, eu perdi para ele. Estou muito ansioso para ver o que eu melhorei, o que ele melhorou e como vai ficar o nível do jogo”.

Três jovens na terceira rodada em Paris
Além de Sinner, outros dois jogadores com menos de 20 anos estão na terceira rodada de Roland Garros. Ele se junta ao também italiano de 19 anos Lorenzo Musetti e ao espanhol de 18 anos Carlos Alcaraz entre os representantes da nova geração na próxima fase em Paris. Musetti terá um duelo italiano contra Marco Cecchinato, enquanto Alcaraz enfrenta o alemão Jan-Lennard Struff. A última vez que o torneio teve três jogadores tão jovens nessa fase foi em 2001, com Roger Federer, Andy Roddick e Tommy Robredo.

Oito jovens tenistas para acompanhar em Roland Garros
Por Mario Sérgio Cruz
maio 29, 2021 às 10:10 pm

Com diferentes perspectivas, oito tenistas da nova geração do circuito merecem destaque antes de Roland Garros, que começa neste domingo em Paris. O Grand Slam tem uma jovem candidata ao título, a atual campeã Iga Swiatek e ponto de interrogação sobre Bianca Andreescu. Embalados por recentes conquistas no saibro de Parma, Coco Gauff e Sebastian Korda estão em rota de colisão com favoritos. Destaque também para os recém-chegados ao top 100, Carlos Alcaraz e Maria Camila Osorio, vindos do quali. Vale ficar de olho também no italiano Jannik Sinner, que chegou às quartas no ano passado, e no canadense Felix Auger-Aliassime, que aposta na parceria com Toni Nadal.

Confira oito grandes histórias envolvendo a nova geração em Roland Garros:

Swiatek luta pelo bicampeonato em Paris

Atual campeã, Swiatek focou a preparação nos torneios grandes (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Atual campeã, Swiatek focou a preparação nos torneios grandes (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Menos de um ano depois de ter conquistado seu primeiro Grand Slam em Roland Garros, Iga Swiatek está de volta às quadras de saibro da capital francesa. A polonesa, que completa 20 anos na segunda-feira, era apenas a 54ª do ranking na campanha para o título do ano passado e agora já é a número 9 do mundo e uma das favoritas ao título, ainda mais depois da categórica conquista do WTA 1000 de Roma há duas semanas. Ela estreia contra sua melhor amiga no circuito, a eslovena Kaja Juvan, pode enfrentar a norte-americana Shelby Rogers ou a sueca Rebecca Peterson na segunda fase e a estoniana Anett Kontaveit na terceira fase.

“Depois que ganhei Roland Garros, minha vida mudou completamente todo mundo começou a me tratar de forma diferente totalmente. Foi muito bom encontrar um equilíbrio e ainda ser capaz de aproveitar aquela vitória, mesmo numa situação tão caótica”, disse Swiatek, durante a entrevista coletiva na última sexta-feira. “Estou voltando à mesma forma que eu tive quando fui campeã de Roland Garros, já ganhei mais dois títulos desde então, e foi incrível para mim, porque eu ainda não sei se vou ser consistente pelo resto da minha carreira. E isso mostrou que posso realmente ter um bom desempenho não apenas uma vez, mas posso repetir. Então essa é a coisa mais importante para mim”.

Swiatek priorizou os torneios grandes em sua preparação para Roland Garros e só jogou em Roma e Madri e foi perguntada por TenisBrasil sobre sua estratégia. “Na verdade, o meu treinador é que foi responsável por isso. E acho que ele está fazendo um ótimo trabalho com todo o planejamento do meu calendário. E foi muito bom, porque sinto que estou progredindo. Eu estou jogando contra as top 10 com mais frequência e posso realmente ter mais experiência e aprender mais, porque isso é o mais importante para mim agora. Preciso aprender a estar em diferentes situações na quadra para que eu possa ter mais experiência depois”.

Andreescu em dúvidas após lesão abdominal

Andreescu fez bons jogos em Estrasburgo, mas sentiu lesão abdominal (Foto: Michel Grasso/Internationaux de Strasbourg)

Andreescu fez bons jogos em Estrasburgo, mas sentiu lesão abdominal (Foto: Michel Grasso/Internationaux de Strasbourg)

Outra top 10 a ser observada em Roland Garros é Bianca Andreescu, de apenas 20 anos e número 7 do mundo. A canadense conquistou seu primeiro Grand Slam ainda no US Open de 2019, mas possui um longo histórico de lesões, chegando a ficar mais de um ano parada por problema no joelho esquerdo. Na semana passada, disputou o WTA 250 de Estrasburgo e fez dois bons jogos, mas desistiu antes das quartas por lesão muscular na região abdominal. Cabeça 6 em Paris, Andreescu estreia contra a eslovena Tamara Zidansek.

“Não é nada sério, apenas um desconforto. Mas eu não quero arriscar antes de Roland Garros”, disse Andreescu na última terça-feira, em Estrasburgo. Perguntada por TenisBrasil sobre como faz para manter o ritmo de jogo e o bom nível de tênis mesmo com tantas lesões, a canadense comentou que aprendeu com os erros do passado e consegue ter melhor planejamento de treinos e competições. “Isso faz parte da carreira de qualquer atleta, sempre tem algumas coisas que você pode fazer e aprender com os erros do passado. Hoje eu tenho um calendário melhor de torneios, e estou ficando melhor na quadra e nos treinos físicos, com exercícios diferentes. É claro que a situação é decepcionante. Mas eu fiz o meu melhor para lidar com a situação”.

Gauff empolgada por título no saibro italiano

Gauff diz que resultados recentes não trazem pressão, mas sim confiança (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Gauff diz que resultados recentes não trazem pressão, mas sim confiança (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Com apenas 17 anos, a norte-americana Coco Gauff é uma das jogadoras mais jovens na chave de Roland Garros. Ela chega a Paris empolgada pela recente conquista do WTA 250 de Parma e ocupando o 25º lugar do ranking da WTA. Uma semana antes, também foi semifinalista do WTA 1000 de Roma, superada apenas por Swiatek. Acostumada a lidar com grandes expectativas desde muito jovem, ela garante que os resultados recentes trazem mais confiança do que pressão.

“Para ser honesta, não acho que esses resultados realmente coloquem qualquer pressão sobre mim. Apenas me deram confiança. Fiz muitas quartas de final e semifinais em 2020 e isso me deixou mais forte para terminar o torneio e levantar um troféu. Não sinto nenhuma pressão. Talvez porque tenha sido só um 250, então é um torneio um pouco menor, e não tinha tanta pressão quanto um 1000. Mas de qualquer forma, sinto que ganhar um título só dá a você mais confiança e mais experiência. Esse é o meu objetivo aqui”, comentou Gauff, que estreia contra a sérvia Aleksandra Krunic e pode cruzar o caminho da número 1 do mundo Ashleigh Barty nas oitavas.

Novata no top 100, Osorio disputa seu primeiro Slam

A colombiana Maria Camila Osorio chegou recentemente ao top 100 e disputa o 1º Slam (Foto: Cédric Lecocq/FFT)

A colombiana Maria Camila Osorio chegou recentemente ao top 100 e disputa o 1º Slam (Foto: Cédric Lecocq/FFT)

Recém-chegada ao top 100 do ranking mundial, a colombiana de 19 anos Maria Camila Osorio disputará seu primeiro Grand Slam em Roland Garros. A atual 98ª do ranking conseguiu passar pelo qualificatório de três rodadas em Paris. A temporada de 2021 tem sido de feitos importantes para Osorio, que começou o ano apenas no 186º lugar do ranking. Ela conquistou seu primeiro título de WTA no saibro de Bogotá e disputou outras duas semifinais, em Charleston e Belgrado, antes de furar o quali em Paris.

“Já joguei muitos torneios da WTA, então sinto mais confiança quando entro na quadra. Não fico mais com medo quando estou jogando neste nível”, disse Osorio, em entrevista ao site de Roland Garros. “Estou vivendo um momento muito especial e trabalhei muito para chegar aqui. Foi muito bom chegar ao top 100. Era um dos meus objetivos no início do ano. Tudo aconteceu tão rápido que não pensei que pudesse fazer isso até o final da temporada, mas mostra o quanto estou melhorando”, comenta a colombiana, que estreará contra a norte-americana Madison Brengle e pode cruzar o caminho de Andreescu já na segunda rodada.

Korda chega a Paris após título em Parma

Korda chega a Paris com moral após título em Parma (Foto: Marta Magni Images)

Korda chega a Paris com moral após título em Parma (Foto: Marta Magni Images)

Depois de ir do quali até as oitavas de final na edição passada de Roland Garros, o norte-americano Sebastian Korda chegará ao Grand Slam francês com ainda mais moral. Ele conquistou neste sábado seu primeiro título no circuito, o ATP 250 de Parma, vencendo o ex-top 20 Marco Cecchinato na final por 6/2 e 6/4. O atual 63º do ranking e filho do ex-número 2 do mundo Petr Korda teve um ótimo início de temporada, com a final em Delray Beach, um título de challenger em Quimper e também a campanha até as quartas de final do Masters 1000 de Miami. No entanto, vinha de resultados negativos no saibro e conseguiu se reerguer.

“Tive que continuar otimista, mesmo com os resultados ruins na primeira parte da temporada de saibro. Tirei alguns dias de folga, recarreguei minhas baterias e fiz uma semana de treinos muito boa em Praga com meu pai e meu treinador. Voltei com mais fome e estou jogando um tênis muito bom agora”, explicou Korda, que estreia em Roland Garros contra o espanhol Pedro Martinez e pode cruzar o caminho do número 5 do mundo Stefanos Tsitsipas na rodada seguinte.

Alcaraz fura o quali e tem chave boa em Paris

Alcaraz disputará seu segundo Grand Slam e se sente mais preparado agora do que na Austrália (Foto: Cédric Lecocq/FFT)

Alcaraz disputará seu segundo Grand Slam e se sente mais preparado agora do que na Austrália (Foto: Cédric Lecocq/FFT)

Grande promessa do tênis espanhol, Carlos Alcaraz chega com bastante moral para a disputa de seu primeiro Roland Garros e o segundo Grand Slam da carreira. O espanhol de 18 anos e 94º do ranking conquistou recentemente o challenger português de Oeiras, entrou no top 100 e furou o quali de Roland Garros. Sua estreia em Paris será contra outro espanhol vindo do quali, Bernabe Zapata Miralles. Se vencer, enfrenta o sérvio Dusan Lajovic ou o georgiano Nikoloz Basilashvili (cabeça 28) antes de um eventual encontro com o russo Andrey Rublev na terceira fase.

“Estou muito feliz. Jogar a chave principal aqui em Roland Garros é uma sensação muito boa. Estou me sentindo muito confortável na quadra. Sei que não é fácil jogar melhor de cinco sets, mas acho que estou pronto. Não é minha primeira participação na chave principal em um Grand Slam, então vou melhorar o que fiz na Austrália. Acho que estou mais pronto agora do que estava na Austrália”, comentou o espanhol, em entrevista ao site da ATP.

Sinner tenta repetir boa campanha de 2020

Sinner enfrentou Nadal e Djokovic durante a temporada de saibro (Foto: Corinne Dubreuil/ATP)

Sinner enfrentou Nadal e Djokovic durante a temporada de saibro (Foto: Corinne Dubreuil/ATP)

Com apenas 19 anos Jannik Sinner já aparece na 19ª colocação do ranking mundial e tenta repetir a ótima campanha que fez no ano passado em Paris, quando chegou às quartas de final. Durante a temporada de saibro, sua principal campanha foi uma semifinal em Barcelona, mas ele teve a oportunidade de enfrentar Novak Djokovic em Monte Carlo e Rafael Nadal em Roma, e tira várias lições daqueles jogos, mesmo com resultados negativos contra lendas do esporte. Ele estreia em Paris contra o francês Pierre-Hugues Herbert.

“Quando eu perco, sempre tento tirar os pontos positivos e descobrir o que deveria ter feito melhor” disse Sinner após o recente duelo com Nadal. “Obviamente, é difícil falar logo depois da partida. Tenho que me reunir com a minha equipe e assistir muitas e muitas vezes a este jogo a partir de hoje. Então veremos o que deveríamos ter feito melhor”, comenta o italiano, que teve postura parecida quando perdeu para Djokovic em Mônaco. “O foco é sempre melhorar. É isso que estou tentando fazer. Vou tentar aprender com esta partida também hoje, mesmo que às vezes seja difícil de aceitar a derrota. Mas só há uma maneira de melhorar. Eu tenho um bom time e tenho as pessoas certas perto de mim, que sabem o que eu preciso fazer”.

Aliassime aposta na parceria com Toni Nadal

Aliassime trabalhou com Toni Nadal durante a temporada de saibro

Aliassime trabalhou com Toni Nadal durante a temporada de saibro (Foto: Corinne Dubreuil/ATP)

O canadense de 20 anos Felix Auger-Aliassime, 21º do ranking, trouxe um reforço de peso para sua equipe. Durante toda a temporada de saibro, ele treinou com Toni Nadal e aposta na experiência do técnico para buscar melhores resultados. Ainda em busca de seu primeiro título de ATP, o canadense tem como melhores campanhas em Grand Slam as oitavas de final do US Open no ano passado e do Australian Open na atual temporada. Sua estreia em Paris será contra o experiente italiano de 37 anos Andreas Seppi.

“Minhas expectativas não mudaram desde que comecei a trabalhar com o Toni. Sempre tive expectativas muito altas durante toda a minha carreira. O que estou tentando fazer é chegar ao top 10 e ganhar títulos de Grand Slam. Não há nada melhor do que isso. Trabalhar com alguém que já fez isso traz mais calma e confiança, ao invés de pressão”, disse Aliassime na entrevista coletiva da última sexta-feira. “Decidi trabalhar com ele porque acredito que ele pode me ajudar a alcançar meus objetivos e meu potencial. É nisso que trabalhamos todos os dias. A preparação não é diferente da que fizemos em qualquer outro torneio. Procuramos trabalhar com muito empenho, intensidade e foco, e a cada dia tentamos fazer um pouco melhor. Temos um bom trabalho a fazer”.

 

Com muitos torneios, Itália acelera transição dos jovens
Por Mario Sérgio Cruz
maio 12, 2021 às 11:03 am

Jannik Sinner, de 19 anos e já 18º do ranking, é principal esperança de renovação na Itália

Na semana em que a elite do tênis está reunida em Roma para o Masters 1000 da ATP e um WTA 1000, a renovação de forças na Itália fica ainda mais em evidência. A nova geração do país é liderada pelos promissores Jannik Sinner e Lorenzo Musetti no circuito masculino, além de Elisabetta Cocciaretto como destaque entre as mulheres. Em comum entre eles estão as oportunidades recebidas em um país que sedia muitos torneios por ano e acelera a transição de seus jovens tenistas.

Além do fortíssimo torneio em Roma, a Itália recebe em 2021 outros dois torneios da ATP 250 (em Cagliari e Parma), além de mais dois WTA 250 (Parma e Palermo). No calendário de challengers, 11 torneios estão previstos até o final de junho (sete em Biella, dois em Roma, um em Milão e Forli), além de quatro torneios ITF masculinos e dois femininos. Na temporada de 2019, a última antes da pandemia, o país recebeu 18 challengers, 24 ITFs masculinos e 32 torneios profissionais femininos.

O país também tem força nos bastidores, especialmente no circuito masculino. Desde o ano passado, a ATP está sob o comando o presidente Andrea Gaudenzi e do CEO Massimo Calvelli. Outro exemplo é troca de sede do ATP Finals. Disputado em Londres desde 2009, o evento entre os oito melhores da temporada será levado para Turim a partir deste ano. Além disso, Milão já recebeu três edições do Next Gen ATP Finals, evento entre os destaques da nova geração.

Musetti jogou praticamente um ano sem sair do país

Lorenzo Musetti recebeu vários convites para challengers na Itália em seu primeiro ano como profissional (Foto: Corinne Dubreuil/ATP)

A evolução de Lorenzo Musetti, que tem apenas 19 anos e já ocupa o 82º lugar do ranking, exemplifica o alto número de oportunidades recebidas. Depois de conquistar o torneio juvenil do Australian Open em janeiro de 2019 e atingir a liderança do ranking mundial da categoria, Musetti iniciou seu período de transição jogando uma série de torneios em seu próprio país.

Ao longo de 2019, Musetti disputou 27 torneios, mas só precisou sair do país para cinco eventos. Ele recebeu convites para challengers italianos em Bergamo, Barletta, Francavilla, Vicenza, Parma, Milão, Recanati, Perugia, San Benedetto, Como, Gênova e Florença. Também jogou challengers entrando diretamente nas chaves em Manerbio, L’Aquila e Cordenons. Depois de começar o ano zerado no ranking profissional, ele terminaria a temporada na 360ª posição e classificado para o quali do Australian Open.

Com uma boa experiência adquirida nessa rotina de torneios profissionais desde muito jovem, o italiano iniciou uma rápida escalada ao longo de 2020 e fez uma temporada consistente em torneios de nível challenger, conquistando seu primeiro título em Forli. Também em seu país, furou o quali do Masters 1000 de Roma e foi semifinalista do ATP 250 da Sardenha, terminando a temporada já na 127ª posição, batendo na porta dos eventos maiores. Com duas finais de challenger no início de 2021 e uma incrível campanha desde o quali até a semifinal do ATP 500 de Acapulco, o italiano rapidamente se firmou no top 100.

Sinner conviveu com grandes nomes desde cedo

Considerado como a principal promessa do tênis italiano, Jannik Sinner também está com 19 anos e já ocupa o 18º lugar do ranking da ATP, com dois títulos de primeira linha e tendo alcançado recentemente a final do Masters 1000 de Miami. Ele recebe convites para torneios profissionais da ITF desde 2016 e já joga challengers desde 2018, quando tinha apenas 17 anos. Naquele ano, recebeu convites para jogar em Gênova, Como, Biella, Ortisei e Andria.

Além disso, Sinner se acostumou a seguir os grandes nomes. Treinado pelo experiente técnico Riccardo Piatti, que já trabalhou com estrelas como Maria Sharapova e Novak Djokovic, o italiano teve a oportunidade de treinar e acompanhar alguns campeões. Ainda muito jovem, já havia treinado com Roger Federer e com a própria Sharapova. Já no início deste ano, durante o período da quarentena na Austrália, passou duas semanas treinando com Rafael Nadal em Adelaide antes do Australian Open.

“Não sou eu que iria explicar para ele as lições do circuito, mas sim pessoas como Nadal ou Maria. Ele precisava ver a mentalidade desses jogadores e Maria foi muito importante para mim e para ele”, disse Piatti, em recente entrevista ao site da ATP. “Você precisa vivenciar esses caras. Eles são simples e muito focados no que estão fazendo e Jannik gosta disso, entende que Rafa é um pouco parecido com ele. A única diferença é que já venceu 20 títulos de Grand Slam”, brincou o treinador. “Acho que aqueles 14 dias foram perfeitos para Jannik, que conseguiu entender bem como funciona a cabeça de Rafa”.

Cocciaretto tenta seguir legado italiano

Elisabetta Cocciaretto, de 20 anos, é a primeira jovem a surgir desde a ‘geração de ouro’ da década passada

A esperança de renovação do tênis feminino italiano está nas mãos de Elisabetta Cocciaretto, jovem de 20 anos e 111ª do ranking. Recentemente, ela disputou sua primeira semifinal de WTA em Guadalajara. E assim como os compatriotas do masculino, também aproveitou as oportunidades que teve em torneios em seu país. Ano passado, recebeu convite para o WTA de Palermo e chegou às quartas de final. Em seus primeiros sete torneios torneios da carreira profissional, ela ganhou convite para seis (todos ITFs W25 na Itália) e avançou pelo menos uma rodada em quatro deles, marcando assim seus primeiros pontos no ranking.

Cocciaretto tenta seguir o legado da geração de ouro da Itália, que teve num curto espaço de tempo Francesca Schiavone, Flavia Pennetta, Roberta Vinci e Sara Errani. Todas foram, no mínimo, finalistas de Slam em simples, com destaque para as conquistas de Schiavone em Roland Garros (2010) e de Pennetta no US Open (2015, superando Vinci na final). “Todas elas são ídolos para mim. Não houve apenas uma que fez muitas coisas importantes em um torneio, foram quatro. E muitas meninas começaram a jogar tênis por causa delas”, disse Cocciaretto ao site da WTA.

Ela destacou, principalmente, a convivência com Sara Errani, ex-top 5 e finalista de Roland Garros em 2012. Errani também foi número 1 de duplas e ganhou cinco Grand Slam ao lado de Vinci. “Sara me deu muitos conselhos. Se eu tivesse um problema ou alguma dúvida, poderia perguntar a ela porque ela é muito, muito legal. Ela não é apenas uma boa jogadora de tênis, mas uma ótima pessoa. Lembro que meu primeiro conselho dela foi na Copa Billie Jean King em 2018. Eu estava com tanto medo, mas ela lembrou que também já foi uma jovem jogadora e já teve os mesmos problemas que eu. Ela me ajudava muito toda vez que eu perguntava algo a ela”, explica a jovem italiana.

“Não conheço muito bem a Vinci, a Schiavone ou a Pennetta. Dizemos um oi, mas nada mais, porque eles se aposentaram antes de eu começar a jogar os torneios. Mas eu me lembro de quando era jovem e sempre assistia aos jogos delas. Assisti Pennetta e Vinci na final do US Open. As coisas que eles fizeram no passado são um sonho para mim. Então farei o meu melhor para repetir o que eles fizeram”.

Cobolli tenta seguir o mesmo caminho

A nova geração italiana já tem mais um nome a caminho dessa transição para a elite do circuito. Flavio Cobolli, que completou 19 anos agora em maio, disputou recentemente sua primeira final de challenger em Roma. Convidado para o torneio como 639º do ranking, ele venceu quatro jogos seguidos e só perdeu para o argentino Juan Manuel Cerundolo, 176º colocado, na final. A campanha rendeu 48 pontos e um salto para a atual 449ª posição. Cobolli já jogou quatro challengers na Itália este ano, dois em Roma e mais dois em Biella. Também atuou em Zadar, na quase vizinha Croácia.

Alcaraz e Sinner são os caçulas em Melbourne
Por Mario Sérgio Cruz
fevereiro 5, 2021 às 5:17 pm
Alcaraz cumpriu uma quarentena rígida na Austrália e conseguiu vencer Goffin no ATP 250 da semana

Alcaraz cumpriu uma quarentena rígida na Austrália e conseguiu vencer Goffin no ATP 250 da semana

Apenas dois jogadores com menos de 20 anos vão disputar a chave principal masculina do Australian Open, que começa na próxima segunda-feira. O espanhol Carlos Alcaraz será o caçula da competição, ao disputar seu primeiro Grand Slam com apenas 17 anos. O segundo jogador mais jovem do torneio é o italiano Jannik Sinner, com 19 anos.

Vindo de um qualificatório com três rodadas e disputado em Doha, Alcaraz é o jogador mais jovem da chave desde 2014, quando Thanasi Kokkinakis entrou no torneio como convidado. Aos 17 anos e 292 dias, o espanhol é também o mais jovem a furar o quali do Australian Open desde 2005, quando Novak Djokovic conseguiu esse feito com 17 anos e 253 dias.

A estreia de Alcaraz no Australian Open será contra o holandês Botic van de Zandschulp, outro que disputa seu primeiro Grand Slam. Van de Zandschulp está com 25 anos e também veio do quali. Quem vencer encara o sueco Mikael Ymer ou o polonês Hubert Hurkacz (cabeça 26 do torneio). Já para uma eventual terceira rodada, o adversário mais cotado é o grego Stefanos Tsitsipas, número 6 do mundo.

Espanhol cumpriu quarentena rígida e ganhou de Goffin
Escolhido como a Revelação de 2020 pela ATP, Alcaraz deu um salto de 350 posições no ranking ao longo da última temporada ao conquistar três títulos de challenger. Este ano, depois de furar o quali do Australian Open, ele teve o azar de chegar a Melbourne em um voo que tinha uma pessoa contaminada pela Covid-19. Com isso, acabou fazendo parte do grupo de 72 jogadores (vindos de três voos diferentes) que ficaram em quarentena rígida na Austrália, sem acesso às quadras de treino durante 14 dias.

Mesmo com a limitação nas condições de treinamento, anotou uma expressiva vitória sobre o número 14 do mundo David Goffin por duplo 6/3 no Great Ocean Road Open, um dos dois ATP 250 da semana no Melbourne Park, e só caiu nas oitavas de final, superado pelo brasileiro Thiago Monteiro em partida equilibrada e com grande atuação do número 1 do país. Monteiro chegou a salvar set point na vitória por 7/6 (7-3) e 6/3.

Sinner e Alissime chegam embalados por semis de ATP

Sinner chegou às quartas em Roland Garros e disputa o quinto Slam da carreira (Foto: Tennis Australia/ Natasha Morello)

Sinner chegou às quartas em Paris e disputa o quinto Slam da carreira (Foto: Tennis Australia/Natasha Morello)

Enquanto Alcaraz é um novato em Grand Slam, Jannik Sinner já vai para seu quinto torneio deste porte e tenta repetir o ótimo desempenho que teve em Roland Garros, onde chegou às quartas de final. O italiano de 19 anos e 36º do ranking já tem um título de ATP, conquistado em Sófia no ano passado, e está entre os semifinalistas do Great Ocean Road Open. Ele enfrenta o russo Karen Khachanov neste sábado. Já na final, pode encarar Monteiro ou o também italiano Stefano Travaglia.

A estreia de Sinner no Australian Open será em um duelo da nova geração contra o canadense de 21 anos Denis Shapovalov, número 12 do mundo, em confronto inédito no circuito. O vencedor enfrenta o japonês Yuichi Sugita ou o australiano Bernard Tomic. Um possível rival para eles na terceira rodada é o também jovem canadense Felix Auger-Aliassime, de 20 anos e 21º do ranking.

Aliassime iniciou a temporada com bons resultados e pode alcançar sua sétima final com apenas 20 anos

Aliassime iniciou a temporada com bons resultados e pode alcançar sua sétima final com apenas 20 anos

Aliassime inicia o Grand Slam australiano contra o lucky-loser alemão Cedrik-Marcel Stebe, e pode enfrentar o bósnio Damir Dzumhur ou o australiano James Duckworth na segunda fase. O jovem canadense é outro que começou bem a temporada e está na semifinal do Murray River Open e tenta alcançar a sétima final e o primeiro título da carreira. No sábado, ele enfrenta o francês Corentin Moutet. Se vencer, encara Jeremy Chardy ou Daniel Evans.

Sete jogadores disputam o 1º Slam
O Australian Open deste ano tem 18 jogadores que disputam o torneio pela primeira vez. Desse número, fazem parte oito tenistas vindos do quali, seis que entraram diretamente na chave, três convidados e um lucky-loser. Sete jogadores disputam o primeiro Grand Slam da carreira. Além dos já citados Alcaraz e Van de Zandschulp, estão na lista o português Frederico Ferreira Silva, os russos Aslan Karatsev e Roman Safiullin, o dinamarquês Mikael Torpegaard, o convidado local Li Tu.

Confira 15 jovens tenistas para assistir em 2021
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 31, 2020 às 7:01 am

O ano de 2020 termina nesta quinta-feira e a temporada 2021 do circuito profissional tem início já na próxima semana, com os homens em Delray Beach e as mulheres em Abu Dhabi. Em meio às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o calendário do tênis internacional passou por uma série de adaptações e o primeiro Grand Slam de 2021, o Australian Open, só começa no dia 8 de fevereiro.

O que não muda é o ímpeto da nova geração do circuito em evoluir e bater de frente com as principais estrelas do esporte. Alguns desses nomes, aliás, já têm títulos expressivos no currículo mesmo com tão pouca idade. Neste último dia do ano, TenisBrasil destaca 15 jovens tenistas nascidos a partir de 2000 e que mostram grande potencial para se destacar no circuito.

Bianca Andreescu (20 anos, Canadá, 7ª da WTA)

Sensação da temporada de 2019, quando conquistou seu primeiro Grand Slam no US Open e também venceu torneios grandes em Indian Wells e Toronto, Bianca Andreescu está afastada do circuito há mais de um ano, mas fará seu retorno às competições no início de 2021.

A canadense, ainda com 20 anos, sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo no fim de 2019, quando atuava no WTA Finals. Ela tentaria voltar no meio deste ano, mas a pandemia paralisou o circuito por praticamente cinco meses. Além disso, Andreescu também teve que tratar de uma lesão crônica no pé e preferiu focar sua preparação na próxima temporada. Sua volta ao circuito deve acontecer em um dos dois torneios WTA 500 que Melbourne receberá às vésperas do US Open.

Apesar do longo período de inatividade, Andreescu não teve prejuízo no ranking. Isso porque a WTA modificou temporariamente o cálculo das pontuações, considerando os 16 melhores resultados obtidos entre março de 2019 e dezembro de 2020. Assim, a canadense conseguiu se manter no top 10 com os o resultados do ano passado. 

Iga Swiatek (19 anos, Polônia, 17ª da WTA)

Outra campeã de Grand Slam que merece bastante atenção dos fãs é Iga Swiatek. A polonesa de apenas 19 anos brilhou em Roland Garros ao vencer sete jogos seguidos sem perder um set sequer e deu um salto no ranking do 53º para o 17º lugar. Tanto Swiatek quanto Andreescu apostam em trabalhos muito elaborados de preparação psicológica para as partidas. 

Com um jogo inteligente e muitos recursos técnicos à disposição, Swiatek pode exibir um tênis competitivo em diferentes pisos e condições de quadra e tem grandes chances de ampliar sua sala de troféus. É questão de tempo para que ela logo apareça entre as dez primeiras do ranking. Fora do WTA 500 de Abu Dhabi, que acontece na semana que vem, deve iniciar a temporada já em solo australiano.

Felix Auger-Aliassime (20 anos, Canadá, 21º da ATP)
Apesar de ainda não ter conquistado um título de ATP, Felix Auger-Aliassime vem de duas temporadas consistentes no circuito e já disputou seis finais em torneios deste porte, sendo três em 2019 e mais três este ano. A lista inclui torneios no saibro, como o Rio Open e o ATP de Lyon, na grama de Stuttgart, e no piso duro de Roterdã, Colônia e Adelaide.

O canadense até já chegou a figurar entre os 20 melhores do mundo, ocupando o 17º lugar em 2019. Além do desempenho ruim em finais, ainda falta a Aliassime ter uma boa sequência de resultados em torneios grandes. Ele fez sua pré-temporada na academia de Rafael Nadal estabeleceu como metas para 2021 a chegada ao top 10 e a classificação para o ATP Finals.

Jannik Sinner (19 anos, Itália, 37º da ATP)

Jogador mais jovem no top 100 do ranking da ATP, Jannik Sinner terminou a temporada com seu primeiro título no circuito, em Sófia, e ocupando a melhor marca da carreira no 37º lugar. Também em 2020, o italiano venceu seus três primeiros jogos contra top 10 e alcançou as quartas de final de Roland Garros.

Sinner tem uma boa oportunidade de evoluir como jogador no início de 2021 por ter sido escolhido como o parceiro de treinos de Rafael Nadal na primeira semana de preparação para o Australian Open.

Dayana Yastremska (20 anos, Ucrânia, 29ª da WTA)
Apesar da pouca idade, Dayana Yastremska já é um nome consolidado na elite do circuito. A ucraniana de 20 anos já tem três títulos de WTA e chegou a ocupar o 21º lugar do ranking no início da temporada. Mas para dar outro salto, precisa melhorar seu desempenho nos Grand Slam, já que nunca passou da terceira rodada em torneios deste porte.

Thiago Wild (20 anos, Brasil, 116º da ATP)

Grande esperança para o futuro do tênis brasileiro, Thiago Wild se tornou o tenista mais jovem do país a conquistar um título de ATP em Santiago. Ele também foi o primeiro jogador nascido a partir de 2000 a vencer um evento na elite do circuito. Na última temporada, o paranaense também debutou na Copa Davis e disputou seu primeiro Grand Slam no US Open.

Número 2 do Brasil com apenas 20 anos, Wild começa 2021 jogando o quali do Australian Open, que foi excepcionalmente transferido para Doha e acontece entre os dias 10 e 13 de janeiro. Depois, parte para o challenger de Istambul, na Turquia. Depois de terminar o ano com uma sequência de resultados negativos, a volta ao caminho das vitórias, a vaga na chave principal do Grand Slam australiano e a entrada no top 100 são os primeiros objetivos no curto prazo.

Amanda Anisimova (19 anos, Estados Unidos, 30ª da WTA)
A norte-americana Amanda Anisimova não repetiu em 2020 a ótima temporada que teve no ano passado, quando foi semifinalista de Roland Garros e chegou a ser número 21 do mundo. Ainda assim, conseguiu permanecer entre as 30 melhores e deverá ser uma das cabeças de chave do Australian Open. Ela já começa a temporada na semana que vem, em Abu Dhabi.

Coco Gauff (16 anos, Estados Unidos, 48ª da WTA)

 

 

 

 

 

 

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Com apenas 16 anos, completados em março, Coco Gauff já aparece entre as 50 melhores jogadoras do mundo. A promissora atleta norte-americana ocupa atualmente a 48ª colocação no ranking, apenas uma abaixo da melhor marca da carreira.

Gauff já tem boas campanhas em Grand Slam, como as oitavas de Wimbledon e do Australian Open e a terceira rodada em Nova York, além de já ter vencido seu primeiro WTA no ano passado em Linz. Fora das quadras, a jovem jogadora também se mostra bastante consciente de seu papel na sociedade e é engajada na luta contra o racismo e por maior justiça social.

Carlos Alcaraz (17 anos, Espanha, 141º da ATP)

Escolhido como a Revelação do Ano pela ATP, o espanhol Carlos Alcaraz deu um salto de 350 posições no ranking ao longo de 2020. Ele iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação. O novato de apenas 17 anos conquistou seus três primeiros títulos de challenger na última temporada, em Trieste, Barcelona e Alicante. Além de ficar com o vice em Cordenons.

Apenas Alcaraz e o argentino Francisco Cerundolo venceram três challengers em 2020. O espanhol é também o segundo mais jovem de seu país a conquistar um torneio deste porte, ficando atrás apenas do ídolo Rafael Nadal. Seu treinador, o ex-número 1 Juan Carlos Ferrero, aposta em um futuro promissor e diz que o jovem espanhol logo chegará aos Grand Slam.

Leylah Fernandez (18 anos, Canadá, 88ª da WTA)

A canhota Leylah Fernandez foi uma das revelações da última temporada feminina. Ela derrotou jogadoras de destaque como a então número 5 do mundo Belinda Bencic e a campeã de Slam Sloane Stephens. A canadense também alcançou uma final de WTA em Acapulco, fez uma boa terceira rodada em Roland Garros e terminou o ano com o melhor ranking da carreira, no 88º lugar.

Em recente entrevista ao site da ITF, Fernandez declarou que parte de seu treinamento consiste em estudar os movimentos de atletas de diferentes modalidades. Isso inclui nomes do passado como Pelé, ou contemporâneos como Lionel Messi e o boxeador Floyd Mayweather.

Lorenzo Musetti (18 anos, Itália, 128º da ATP)

Outro prodígio do tênis italiano, Lorenzo Musetti aproveitou muito bem a oportunidade que teve no Masters 1000 de Roma e derrotou jogadores de respeito como Stan Wawrinka e Kei Nishikori. O jovem de 18 anos também conquistou seu primeiro challenger em Forli, vencendo o brasileiro Thiago Monteiro na final, e foi semifinalista no ATP 250 da Sardenha.

Em 2020, Musetti ganhou 233 posições ao longo do ano, saltando do 361º para o 128º lugar. Já na próxima temporada, o italiano tentará em 2021 disputar seu primeiro Grand Slam e entrar no top 100 do ranking mundial.

Marta Kostyuk (18 anos, Ucrânia, 99ª da WTA)
Considerada como uma das principais apostas para a nova geração do circuito, a ucraniana de 18 anos Marta Kostyuk chegou enfim ao top 100 já na reta final da última temporada. Apesar da pouca idade, ela já se destaca há algum tempo. Exemplo disso foi a campanha até a terceira rodada do Australian Open de 2018, quando ela tinha apenas 15 anos.

Campeã juvenil do Australian Open de 2017 e ex-número 2 no ranking da categoria, Kostyuk não conseguia ter um calendário completo nas últimas temporadas por causa das restrições da WTA para tenistas com menos de 18 anos. Além disso, sofreu uma lesão nas costas no ano passado. Este ano, chegou à terceira fase do US Open e só foi superada pela campeã Naomi Osaka.

Sebastian Korda (20 anos, Estados Unidos, 118º da ATP)

 

 

 

 

 

 

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O norte-americano Sebastian Korda foi um dos destaques na reta final da temporada, especialmente depois da ótima campanha que fez em Roland Garros, onde foi desde o quali até as oitavas de final, sendo superado pelo campeão Rafael Nadal. Além disso, conquistou seu primeiro challenger nas quadras de carpete de Eckental, na Alemanha, e ficou mais perto de entrar no top 100.

O jovem jogador de 20 anos vem de uma família com muita história no tênis. Ele é filho de Petr Korda, ex-número 2 do mundo e campeão do Australian Open de 1998, e de Regina Kordova, que também jogou profissionalmente e chegou a ser número 26 do ranking da WTA. A mãe, aliás, foi sua principal mentora no início da carreira. Durante a pré-temporada, foi acompanhado de perto por duas lendas do tênis, Andre Agassi e Steffi Graf.

Clara Tauson (18 anos, Dinamarca, 152ª da WTA)


A dinamarquesa Clara Tauson comemorou na última temporada sua primeira vitória em Grand Slam. Vinda do qualificatório em Roland Garros, ela derrubou a favorita Jennifer Brady, número 25 do mundo. Tauson completou 18 anos agora em dezembro e aparece atualmente no 152º lugar do ranking da WTA. Até por isso, tentará o quali para o Australian Open.

Sua principal inspiração é a compatriota Caroline Wozniacki, que encerrou sua carreira profissional no início desta temporada, ainda aos 29 anos, no Australian Open. Nos últimos 31 anos, Wozniacki e Tauson foram as únicas dinamarquesas a vencer partidas de Grand Slam, mas a jovem jogadora tenta evitar comparações com a ex-número 1 do mundo. Elas até já treinaram juntas e têm os pais como mentores no tênis, mas há uma clara diferença em estilos de jogo. Enquanto Wozniacki se destacava pela consistência e pela construção de pontos mais longos, Tauson joga um tênis mais agressivo e tenta definir cedo suas jogadas.

Brandon Nakashima (19 anos, Estados Unidos, 166º da ATP)
O norte-americano de 19 anos Brandon Nakashima terminou a temporada conquistando seu primeiro challenger em Orlando e ocupando o melhor ranking da carreira no 166º lugar. Ele já foi número 3 do mundo como juvenil e campeão do ITF Junior Masters em 2018. Nakashima começou a se firmar no tênis profissional este ano, com boas campanhas em challengers e três vitórias em nível ATP, uma delas no US Open.

* Três ótimos nomes de 1999
Como a lista destacou apenas os tenistas nascidos a partir de 2000 e que completam até 21 anos em 2021, alguns jovens em franca evolução acabaram ficando fora. Mas ainda assim, é interessante olhar com atenção para dois nomes. O principal destaque é para a cazaque de 21 anos Elena Rybakina disputou cinco finais de WTA em 2020, ganhando um título em Hobart, e venceu nomes de destaque como Sofia Kenin e Karolina Pliskova para terminar o ano no 19º lugar.

Outra jogadora de 21 anos que merece destaque é Catherine Bellis. Considerada uma grande promessa do tênis norte-americano desde que venceu um jogo no US Open de 2014 com apenas 15 anos, Bellis chegou a ser 35ª do mundo em 2017, antes de sofrer com lesões no punho e no cotovelo, que a fizeram passar por quatro cirurgias em pouco menos de dois anos. Atualmente no 133º lugar, está voltando aos poucos a ter bons resultados.

Já no circuito da ATP, destaque para o finlandês de 21 anos Emil Ruusuvuori, que venceu quatro challengers em 2019 e manteve sua evolução na última temporada. Ruusuvuori debutou no top 100, chegou a uma semifinal de ATP em Nur-Sultan e aparece atualmente na 86ª posição.

Nova geração comemorou 6 títulos de ATP em 2020
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 12, 2020 às 1:27 pm
Thiago Wild foi o segundo campeão mais jovem na temporada da ATP

Thiago Wild foi o segundo campeão mais jovem na temporada da ATP

Em uma temporada mais curta no circuito profissional, já que o circuito ficou paralisado por praticamente cinco meses em razão da pandemia, seis jogadores com até 21 anos conquistaram títulos de ATP em 2020. A título de comparação, a temporada passada teve 66 torneios e nove campeões da mesma faixa etária.

O campeão mais jovem da temporada foi o italiano Jannik Sinner, primeiro jogador nascido em 2001 a vencer um torneio deste porte. Ele conquistou o ATP 250 de Sófia, já na reta final da temporada, aos 19 anos e 4 meses.

Quem também venceu um ATP nessa idade foi o brasileiro Thiago Wild, que março foi campeão em Santiago aos 19 anos e 11 meses. Wild foi também o jogador de ranking mais baixo a vencer um torneio deste porte. Ele ocupava o 182º lugar quando foi campeão na capital chilena. O paranaense também foi o único convidado a vencer um ATP.

Outros quatro tenistas conquistaram títulos aos 21 anos: A lista conta com o sérvio Miomir Kecmanovic em Kitzbuhel, além do norueguês Casper Ruud em Buenos Aires, do francês Ugo Humbert em Auckland e do grego Stefanos Tsitsipas em Marselha. Se considerados os campeões com até 23 anos, a lista chega a 17 jogadores, comparados a 23 vencedores de ATP nessa idade na temporada passada.

A final mais jovem da temporada envolveu Stefanos Tsitsipas (21) e Felix Auger-Aliassime (19) em Marselha. Logo depois aparece a disputa entre Thiago Wild e Casper Ruud em Santiago. A diferença na soma das idades fica na casa dos meses.

O ano teve seis vencedores inéditos no circuito da ATP: Além dos jovens e já citados Sinner, Wild, Kecmanovic, Ruud e Humbert, outro que venceu seu primeiro ATP em 2020 foi o australiano John Millman, campeão em Nur-Sultan aos 31 anos.

Sinner lidera a nova geração nas oitavas em Paris
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 2, 2020 às 8:52 pm
Escolhido como a revelação da última temporada, Sinner faz seu melhor resultado em Slam (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Escolhido como a revelação da última temporada, Sinner faz seu melhor resultado em Slam (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Escolhido pela ATP como o tenista revelação da temporada passada, Jannik Sinner consegue o melhor resultado de sua carreira em um Grand Slam. O jovem italiano de 19 anos e número 75 do mundo garantiu seu lugar nas oitavas de final de Roland Garros depois de vencer o argentino Federico Coria por 6/3, 7/5 e 7/5.

Sinner já havia despachado o belga David Goffin, número 13 do mundo, na rodada de estreia. Já na segunda fase, confirmou o favoritismo contra o francês vindo do quali Benjamin Bonzi. Até então, o italiano tinha apenas uma vitória em chave principal de Grand Slam, obtida no Australian Open deste ano.

A rápida evolução de Sinner no circuito começou no ano passado. Ele partiu do 551º lugar no ranking no início da temporada, mas já era top 100 em outubro. No caminho, venceu três challengers e dois futures, além de ter furado o quali do US Open e disputado uma semifinal de ATP na Antuérpia. Campanhas até as quartas em Roterdã e oitavas no Masters 1000 de Roma são seus melhores resultados em 2020.

O próximo adversário é o alemão Alexander Zverev, número 7 do mundo, e também ainda muito jovem com 23 anos. O italiano tem duas vitórias contra top 10 no circuito. A mais recente foi sobre o grego Stefanos Tsitsipas em Roma, há duas semanas.

Vindo do quali, Korda vai desafiar Nadal nas oitavas
Outro jovem jogador nas oitavas de final de Roland Garros é o norte-americano Sebastian Korda, de apenas 20 anos e 213º do ranking. Depois de ter passado por um qualificatório com três rodadas, ele embalou na chave principal. Logo de cara, passou pelos veteranos Andreas Seppi e John Isner, ambos em quatro sets. Já nesta sexta-feira, venceu o espanhol Pedro Martinez por 6/4, 6/3 e 6/1.

Nas oitavas, Korda terá a difícil missão de desafiar Rafael Nadal, doze vezes campeão do Grand Slam francês, e que 96 vitórias e apenas duas derrotas no saibro parisiense. “Ele é meu maior ídolo e é uma das razões pelas quais eu jogo tênis. É um competidor inacreditável. Eu me inspiro na mentalidade dele de nunca desistir. Sempre que estou na quadra, tento ser como ele. Quando eu era mais novo, chamei meu gato de Rafa em homenagem a ele. Isso diz muito sobre o quanto eu amo esse cara”.

O jovem norte-americano tenta seguir os passos de seu pai, o ex-número 2 do mundo Petr Korda, finalista de Roland Garros em 1992 e campeão do Australian Open de 1998. No entanto, a mãe Regina Kordova também foi fundamental para sua formação como tenista. Ela jogou profissionalmente no circuito da WTA e chegou a ser número 26 do mundo em 1991 e se tornou treinadora depois que parou de jogar. O casal de ex-tenistas profissionais tem duas filhas mais velhas, Jessica (27 anos) e Nelly (22), que optaram pelo golfe e viajavam com Petr no circuito da modalidade.

“Quando eu decidi trocar o hóquei pelo tênis, meu pai viajava com a irmã. Ela estava no último ano de juvenil e primeiro como profissional. Então, eu jogava tênis com a minha mãe. Ela é provavelmente uma das maiores influências que tenho. A forma como executo os meus golpes foi toda moldada por ela. Passamos muito tempo em quadra juntos quando eu era uma criança. Provavelmente mais do que com meu pai”.

Gaston derruba Wawrinka e acumula façanhas
Um novato que já se destacou neste Roland Garros é Hugo Gaston, francês de 20 anos e ex-número 2 do ranking mundial juvenil. Convidado para a chave principal em Paris, Gaston é apenas o número 239 da ATP e conseguiu a maior vitória da carreira ao superar o suíço Stan Wawrinka, campeão de Roland Garros em 2015 e cabeça 16 do torneio, com parciais de 2/6, 6/3, 6/3, 4/6 e 6/0.

Gaston nunca havia vencido um jogo de ATP antes dessa edição de Roland Garros. E a vitória sobre Wawrinka foi a primeira em partidas de cinco sets. Último francês restante na chave, é o atleta com ranking mais baixo nas oitavas de final desde o também francês Arnaud Di Pasquale, que era o número 283 do mundo no torneio de 2002. Agora ele terá outra difícil missão, contra o número 3 do mundo Dominic Thiem.

“Tentei manter o foco no meu jogo. Acho isso muito importante para mim. Eu sou muito calmo fora da quadra e tento dar o meu melhor. Claro, no momento é incrível para mim, é um sonho. Mas tento manter o foco”, disse Gaston, após a grande vitória desta sexta-feira. “Estou muito feliz por jogar contra o Dominic. Ele é um jogador fantástico, um grande lutador. Será um jogo duro com certeza, mas vou tentar aproveitar a oportunidade”.

Wild será um dos dez estreantes em Grand Slam
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 28, 2020 às 7:13 am
Thiago Wild, de 20 anos, disputará o primeiro Grand Slam da carreira profissional (Foto: João Pires/Fotojump)

Thiago Wild, de 20 anos, disputará o primeiro Grand Slam da carreira profissional (Foto: João Pires/Fotojump)

Em meio às várias adaptações no regulamento, a edição de 2020 do US Open tem início na próxima segunda-feira em Nova York. Para reduzir o número de jogadores circulando no complexo e minimizar o risco de transmissão do coronavírus, a competição deste ano cortou algumas disputas, como as de duplas mistas, o torneio juvenil e também o qualificatório. Nesse cenário, alguns tenistas que originalmente estariam no quali disputarão a chave principal de um Grand Slam pela primeira vez. Um deles é o brasileiro Thiago Wild.

Wild, que completou 20 anos em março, foi um dos jogadores beneficiados pela mudança momentânea do regulamento. Afinal, o atual número 2 do Brasil é o 113º colocado no ranking e não precisou do quali. No início da temporada, o jovem paranaense tentou uma vaga no Australian Open e caiu ainda na fase prévia.

A estreia de Thiago Wild em Grand Slam será contra o britânico Daniel Evans, número 28 do mundo. Se vencer, o campeão do ATP 250 de Santiago pode enfrentar o canhoto tcheco Jiri Vesely ou o francês Corentin Moutet. Há ainda a chance de um duelo nacional contra Thiago Monteiro, número 82 do mundo, na terceira rodada. Mas para isso, o número 1 do Brasil teria que superar uma chave difícil, com Felix Auger-Aliassime na estreia e Andy Murray ou Yoshihito Nishioka na segunda rodada.


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Estreantes jovens ou experientes
Segundo a ATP, 20 integrantes na chave principal masculina atuam no US Open pela primeira vez. Entre eles, dez jogadores disputarão o primeiro Grand Slam da carreira. Entre esses estreantes, aparecem algumas jovens promessas do tênis norte-americano, como Brandon Nakashima (de 19 anos e 220º do mundo), Sebastian Korda (de 20 anos e 225º colocado) e Ulises Blanch (de 22 anos e 241º do ranking).

A relação de jogadores estreantes em Grand Slam também contempla alguns nomes mais experientes. É o caso do italiano de 25 anos Gianluca Mager, número 75 do mundo e finalista do Rio Open, do argentino de 28 anos Federico Coria (103º) e do húngaro de 31 anos Attila Balazs (76º).

Três destaques do circuito challenger também farão parte do Grand Slam nova-iorquino. O finlandês de 21 anos e número 100 do mundo Emil Ruusuvuori já venceu quatro torneios deste porte no ano passado. Outro com quatro títulos é J.J. Wolf, de 21 anos e 143º do ranking. Já Maxime Cressy de 23 anos tem dois títulos e ocupa o 163º lugar.

Onze jogadores com até 21 anos, trintões são 43 ao todo
O italiano de 19 anos Jannik Sinner, 73º do ranking e nascido em agosto de 2001 será o jogador mais jovem da chave. Além dele, outros dez tenistas com até 21 anos estão na chave: Brandon Nakashima (19), Felix Auger-Aliassime (20), Sebastian Korda (20), Thiago Wild (20), Miomir Kecmanovic (20), Alejandro Davidovich Fokina (21), Corentin Moutet (21), Denis Shapovalov (21), Emil Ruusuvuori (21) e Alex de Minaur (21).

Por outro lado, 43 jogadores com mais de 30 anos disputam o US Open. A lista é encabeçada pelo veteraníssimo croata Ivo Karlovic, de 41 anos, seguido por Feliciano Lopez e Paolo Lorenzi, com 38 anos, e Philipp Kohlschreiber de 36 anos.

Dez jovens tenistas para assistir em 2020
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 20, 2019 às 11:37 am

Pelo terceiro ano consecutivo, o TenisBrasil apresenta uma lista com dez jovens tenistas que podem surpreender na próxima temporada. Assim como em anos anteriores, a relação não considera nomes da nova geração que já estejam consolidados no circuito. É mais do que óbvio que nomes como Bianca Andreescu, Naomi Osaka, Stefanos Tsitsipas ou Alexander Zverev exigem a atenção de todos os fãs de tênis em 2020.

No entanto, é importante observar alguns tenistas que estão fora do top 50, mas em franca evolução nos circuitos da ATP e da WTA. Há ainda aqueles que estão na reta final da transição do juvenil para o tênis profissional, trilhando o caminho dos torneios menores. Atualmente, não é difícil encontrar formas de acompanhar praticamente qualquer partida do circuito e alguns jogadores certamente merecem ser vistos com mais afinco.

Para conferir as matérias de 2018 e 2019 basta clicar nos links. As listas já contavam com os nomes de Bianca Andreescu, Amanda Anisimova, Dayana Yastremska, Coco Gauff e Felix Auger-Aliassime, que hoje brilham na elite do circuito.

Coco Gauff (15 anos, 68ª do ranking, Estados Unidos)
Não há dúvidas sobre enorme potencial de Coco Gauff. A norte-americana de apenas 15 anos foi uma das revelações da temporada, saltando do 839º lugar do ranking para a atual 68ª colocação. Gauff cumpriu a ambiciosa meta de alcançar o top 100 em 2019 com ótimos resultados ao longo do ano, como as oitavas de final de Wimbledon, a terceira rodada do US Open e o título do WTA de Linz, em quadras duras e cobertas. Ela também já derrotou uma top 10, a número 8 do mundo Kiki Bertens. Em 2020, Gauff não dependerá de tantos convites e deve entrar diretamente nas chaves dos maiores torneios com chances de se surpreender ainda mais que na última temporada.

Jannik Sinner (18 anos, 78º do ranking, Itália)
Escolhido o novato do ano pela ATP, o italiano Jannik Sinner é o jogador mais jovem no top 100 do ranking masculino. Ele começou a temporada no 551º lugar do ranking e já aparece atualmente na 78ª colocação. Entre os feitos de Sinner na última temporada estão três títulos de challenger, uma semifinal de ATP na Antuérpia e o título do Next Gen ATP Finals, em Milão. O jovem italiano também conseguiu uma expressiva vitória sobre Gael Monfils, então número 13 do mundo.

Iga Swiatek é um dos destaques da nova geração feminina em 2019

Iga Swiatek (18 anos, 60ª do ranking, Polônia)
Outro nome que já está no top 100, mas que ainda tem muito a evoluir é Iga Swiatek. Campeã juvenil de Wimbledon no ano passado, a polonesa teve uma rápida e bem sucedida transição ao circuito profissional. Dona de um estilo de jogo versátil, ela começou a temporada na 186ª colocação do ranking da WTA, mas já aparece na 60ª posição, chegando a ocupar o 49º posto em agosto. Swiatek já tem um bom resultado em Grand Slam, oitavas de final em Roland Garros, além de ter disputado uma final de WTA em Lugano, na Suíça.

Emil Ruusuvuori (20 anos, 123º do ranking, Finlândia)
O jovem finlandês Emil Ruusuvuori foi um dos recordistas de títulos de challenger na temporada. O atleta de 20 anos venceu quatro torneios deste porte e, com isso, saltou do 385º para o 123º lugar do ranking. Ruusuvuori foi campeão em Helsinque, Glasgow, Mallorca e Fergana, além de ter ficado com o vice-campeonato no challenger de Augsburg. Além do finlandês, o sueco Mikael Ymer, o lituano Ricardas Berankis e o australiano James Duckworth também venceram quatro challengers no ano.

Cathy Mcnally (18 anos, 120ª no ranking, Estados Unidos)
A norte-americana Cathy Mcnally iniciou 2019 no 408º lugar do ranking e terminou na 120ª posição. A jogadora de apenas 18 anos venceu 26 jogos pelo circuito profissional ao longo da temporada, com destaque para uma semifinal de WTA em Washington, além de um título e um vice-campeonato em torneios de US$ 100 mil no circuito da ITF. McNally também teve grandes resultados nas duplas, conquistando dois títulos de WTA com a compatriota Coco Gauff.

Thiago Wild (19 anos, 212º do ranking, Brasil)
Terceiro melhor brasileiro no ranking da ATP e atleta nacional mais jovem entre os 500 melhores do mundo, Thiago Wild venceu 31 jogos de challenger na temporada, com direito a um título em Guayaquil, e também conseguiu sua primeira vitória no circuito da ATP em São Paulo. O paranaense de 19 anos e que adota um estilo de jogo agressivo iniciou a temporada no 449º lugar do ranking da ATP e já aparece na 212ª colocação.

Ex-líder do ranking juvenil, Whitney Osuigwe é a mais jovem da chave feminina, com 16 anos.

Whitney Osuigwe (17 anos, 137ª no ranking, Estados Unidos)
Ex-líder do ranking mundial juvenil, Whitney Osuigwe é considerada uma das principais promessas do tênis norte-americano. Ela foi campeã juvenil de Roland Garros em 2017, com apenas 15 anos, e deu um salto no ranking da WTA durante o ano passado. Em 2018, Osuigwe foi do 1.120º lugar para a 202ª posição. Já na atual temporada, chegou a ocupar a 105ª colocação em agosto, mas termina o ano no 137º lugar. É uma forte candidata a entrar no top 100 já em 2020.

Leylah Fernandez (17 anos, 211ª no ranking, Canadá)
Atual campeã juvenil de Roland Garros, a canadense de 17 anos Leylah Fernandez já está em processo de transição para o circuito profissional. Ela iniciou a temporada no 434º lugar do ranking da WTA e já está muito próxima do top 200. Este ano, Fernandez ganhou seu primeiro título profissional em ITF de US$ 25 mil de Gatineau, além de também ter feito boas campanhas em Granby e Vancouver e de furar um quali de WTA em Hiroshima.

Daria Snigur (17 anos, 237ª no ranking, Ucrânia)
A promissora ucraniana Daria Snigur conquistou o título juvenil de Wimbledon e terminou a temporada em grande estilo. Ela venceu seis jogos seguidos pelo ITF de US$ 100 mil+H de Dubai na semana passada e foi desde o quali até a final do torneio. Duas dessas vitórias foram contra adversárias do top 100, a 95ª colocada Anastasia Potapova e a ex-top 10 e atual 38ª do ranking Kristina Mladenovic. A campanha rendeu um salto do 328º para o 237º lugar na classificação da WTA. No início do ano, ela era apenas a número 752 do mundo.

Carlos Alcaraz Garfia (16 anos, 491º no ranking, Espanha)
O jovem espanhol Carlos Alcaraz Garfia conseguiu uma façanha em 2019. Ele tinha apenas 15 anos quando conseguiu suas primeiras vitórias contra adversários no top 200 do ranking da ATP. Atleta mais jovem no top 500 e treinado pelo ex-número 1 Juan Carlos Ferrero, Alcaraz estará no Brasil para a disputa do Rio Open em 2020.

Nomes já consolidados

Entre os jovens tenistas já consolidados no circuito masculino, vale destacar o nome de Alex De Minaur. O australiano de apenas 20 anos ganhou três títulos de ATP em 2019 e já aparece no 18º lugar do ranking mundial. Sempre consistente do fundo de quadra, tem potencial para ir ainda mais longe no ranking e também nos grandes torneios. Os promissores canadenses Denis Shapovalov, número 15 do mundo aos 20 anos, e Felix Auger-Aliassime, 21º colocado aos 19, também são candidatos a títulos na próxima temporada.

Já no sempre equilibrado circuito feminino, a ucraniana Dayana Yastremska chega muito forte para a próxima temporada. A jovem ucraniana de 19 anos já ocupa o 22º lugar do ranking e tem três títulos de WTA no currículo. Ela reforçou sua equipe com o treinador alemão Sascha Bajin, eleito o melhor técnico da temporada de 2018.

Vale destacar também duas jogadoras que fizeram bonito no saibro, a canhota tcheca de 19 anos e finalista de Roland Garros Marketa Vondrousova (16ª do ranking) e a norte-americana de 18 anos e 24ª colocada Amanda Anisimova, semifinalista do Grand Slam francês. Outra jovem norte-americana que chega em ótima fase para 2020 é Sofia Kenin, 14ª do ranking aos 21 anos.