Tag Archives: Jannik Sinner

Alcaraz e Sinner são os caçulas em Melbourne
Por Mario Sérgio Cruz
fevereiro 5, 2021 às 5:17 pm
Alcaraz cumpriu uma quarentena rígida na Austrália e conseguiu vencer Goffin no ATP 250 da semana

Alcaraz cumpriu uma quarentena rígida na Austrália e conseguiu vencer Goffin no ATP 250 da semana

Apenas dois jogadores com menos de 20 anos vão disputar a chave principal masculina do Australian Open, que começa na próxima segunda-feira. O espanhol Carlos Alcaraz será o caçula da competição, ao disputar seu primeiro Grand Slam com apenas 17 anos. O segundo jogador mais jovem do torneio é o italiano Jannik Sinner, com 19 anos.

Vindo de um qualificatório com três rodadas e disputado em Doha, Alcaraz é o jogador mais jovem da chave desde 2014, quando Thanasi Kokkinakis entrou no torneio como convidado. Aos 17 anos e 292 dias, o espanhol é também o mais jovem a furar o quali do Australian Open desde 2005, quando Novak Djokovic conseguiu esse feito com 17 anos e 253 dias.

A estreia de Alcaraz no Australian Open será contra o holandês Botic van de Zandschulp, outro que disputa seu primeiro Grand Slam. Van de Zandschulp está com 25 anos e também veio do quali. Quem vencer encara o sueco Mikael Ymer ou o polonês Hubert Hurkacz (cabeça 26 do torneio). Já para uma eventual terceira rodada, o adversário mais cotado é o grego Stefanos Tsitsipas, número 6 do mundo.

Espanhol cumpriu quarentena rígida e ganhou de Goffin
Escolhido como a Revelação de 2020 pela ATP, Alcaraz deu um salto de 350 posições no ranking ao longo da última temporada ao conquistar três títulos de challenger. Este ano, depois de furar o quali do Australian Open, ele teve o azar de chegar a Melbourne em um voo que tinha uma pessoa contaminada pela Covid-19. Com isso, acabou fazendo parte do grupo de 72 jogadores (vindos de três voos diferentes) que ficaram em quarentena rígida na Austrália, sem acesso às quadras de treino durante 14 dias.

Mesmo com a limitação nas condições de treinamento, anotou uma expressiva vitória sobre o número 14 do mundo David Goffin por duplo 6/3 no Great Ocean Road Open, um dos dois ATP 250 da semana no Melbourne Park, e só caiu nas oitavas de final, superado pelo brasileiro Thiago Monteiro em partida equilibrada e com grande atuação do número 1 do país. Monteiro chegou a salvar set point na vitória por 7/6 (7-3) e 6/3.

Sinner e Alissime chegam embalados por semis de ATP

Sinner chegou às quartas em Roland Garros e disputa o quinto Slam da carreira (Foto: Tennis Australia/ Natasha Morello)

Sinner chegou às quartas em Paris e disputa o quinto Slam da carreira (Foto: Tennis Australia/Natasha Morello)

Enquanto Alcaraz é um novato em Grand Slam, Jannik Sinner já vai para seu quinto torneio deste porte e tenta repetir o ótimo desempenho que teve em Roland Garros, onde chegou às quartas de final. O italiano de 19 anos e 36º do ranking já tem um título de ATP, conquistado em Sófia no ano passado, e está entre os semifinalistas do Great Ocean Road Open. Ele enfrenta o russo Karen Khachanov neste sábado. Já na final, pode encarar Monteiro ou o também italiano Stefano Travaglia.

A estreia de Sinner no Australian Open será em um duelo da nova geração contra o canadense de 21 anos Denis Shapovalov, número 12 do mundo, em confronto inédito no circuito. O vencedor enfrenta o japonês Yuichi Sugita ou o australiano Bernard Tomic. Um possível rival para eles na terceira rodada é o também jovem canadense Felix Auger-Aliassime, de 20 anos e 21º do ranking.

Aliassime iniciou a temporada com bons resultados e pode alcançar sua sétima final com apenas 20 anos

Aliassime iniciou a temporada com bons resultados e pode alcançar sua sétima final com apenas 20 anos

Aliassime inicia o Grand Slam australiano contra o lucky-loser alemão Cedrik-Marcel Stebe, e pode enfrentar o bósnio Damir Dzumhur ou o australiano James Duckworth na segunda fase. O jovem canadense é outro que começou bem a temporada e está na semifinal do Murray River Open e tenta alcançar a sétima final e o primeiro título da carreira. No sábado, ele enfrenta o francês Corentin Moutet. Se vencer, encara Jeremy Chardy ou Daniel Evans.

Sete jogadores disputam o 1º Slam
O Australian Open deste ano tem 18 jogadores que disputam o torneio pela primeira vez. Desse número, fazem parte oito tenistas vindos do quali, seis que entraram diretamente na chave, três convidados e um lucky-loser. Sete jogadores disputam o primeiro Grand Slam da carreira. Além dos já citados Alcaraz e Van de Zandschulp, estão na lista o português Frederico Ferreira Silva, os russos Aslan Karatsev e Roman Safiullin, o dinamarquês Mikael Torpegaard, o convidado local Li Tu.

Confira 15 jovens tenistas para assistir em 2021
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 31, 2020 às 7:01 am

O ano de 2020 termina nesta quinta-feira e a temporada 2021 do circuito profissional tem início já na próxima semana, com os homens em Delray Beach e as mulheres em Abu Dhabi. Em meio às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o calendário do tênis internacional passou por uma série de adaptações e o primeiro Grand Slam de 2021, o Australian Open, só começa no dia 8 de fevereiro.

O que não muda é o ímpeto da nova geração do circuito em evoluir e bater de frente com as principais estrelas do esporte. Alguns desses nomes, aliás, já têm títulos expressivos no currículo mesmo com tão pouca idade. Neste último dia do ano, TenisBrasil destaca 15 jovens tenistas nascidos a partir de 2000 e que mostram grande potencial para se destacar no circuito.

Bianca Andreescu (20 anos, Canadá, 7ª da WTA)

Sensação da temporada de 2019, quando conquistou seu primeiro Grand Slam no US Open e também venceu torneios grandes em Indian Wells e Toronto, Bianca Andreescu está afastada do circuito há mais de um ano, mas fará seu retorno às competições no início de 2021.

A canadense, ainda com 20 anos, sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo no fim de 2019, quando atuava no WTA Finals. Ela tentaria voltar no meio deste ano, mas a pandemia paralisou o circuito por praticamente cinco meses. Além disso, Andreescu também teve que tratar de uma lesão crônica no pé e preferiu focar sua preparação na próxima temporada. Sua volta ao circuito deve acontecer em um dos dois torneios WTA 500 que Melbourne receberá às vésperas do US Open.

Apesar do longo período de inatividade, Andreescu não teve prejuízo no ranking. Isso porque a WTA modificou temporariamente o cálculo das pontuações, considerando os 16 melhores resultados obtidos entre março de 2019 e dezembro de 2020. Assim, a canadense conseguiu se manter no top 10 com os o resultados do ano passado. 

Iga Swiatek (19 anos, Polônia, 17ª da WTA)

Outra campeã de Grand Slam que merece bastante atenção dos fãs é Iga Swiatek. A polonesa de apenas 19 anos brilhou em Roland Garros ao vencer sete jogos seguidos sem perder um set sequer e deu um salto no ranking do 53º para o 17º lugar. Tanto Swiatek quanto Andreescu apostam em trabalhos muito elaborados de preparação psicológica para as partidas. 

Com um jogo inteligente e muitos recursos técnicos à disposição, Swiatek pode exibir um tênis competitivo em diferentes pisos e condições de quadra e tem grandes chances de ampliar sua sala de troféus. É questão de tempo para que ela logo apareça entre as dez primeiras do ranking. Fora do WTA 500 de Abu Dhabi, que acontece na semana que vem, deve iniciar a temporada já em solo australiano.

Felix Auger-Aliassime (20 anos, Canadá, 21º da ATP)
Apesar de ainda não ter conquistado um título de ATP, Felix Auger-Aliassime vem de duas temporadas consistentes no circuito e já disputou seis finais em torneios deste porte, sendo três em 2019 e mais três este ano. A lista inclui torneios no saibro, como o Rio Open e o ATP de Lyon, na grama de Stuttgart, e no piso duro de Roterdã, Colônia e Adelaide.

O canadense até já chegou a figurar entre os 20 melhores do mundo, ocupando o 17º lugar em 2019. Além do desempenho ruim em finais, ainda falta a Aliassime ter uma boa sequência de resultados em torneios grandes. Ele fez sua pré-temporada na academia de Rafael Nadal estabeleceu como metas para 2021 a chegada ao top 10 e a classificação para o ATP Finals.

Jannik Sinner (19 anos, Itália, 37º da ATP)

Jogador mais jovem no top 100 do ranking da ATP, Jannik Sinner terminou a temporada com seu primeiro título no circuito, em Sófia, e ocupando a melhor marca da carreira no 37º lugar. Também em 2020, o italiano venceu seus três primeiros jogos contra top 10 e alcançou as quartas de final de Roland Garros.

Sinner tem uma boa oportunidade de evoluir como jogador no início de 2021 por ter sido escolhido como o parceiro de treinos de Rafael Nadal na primeira semana de preparação para o Australian Open.

Dayana Yastremska (20 anos, Ucrânia, 29ª da WTA)
Apesar da pouca idade, Dayana Yastremska já é um nome consolidado na elite do circuito. A ucraniana de 20 anos já tem três títulos de WTA e chegou a ocupar o 21º lugar do ranking no início da temporada. Mas para dar outro salto, precisa melhorar seu desempenho nos Grand Slam, já que nunca passou da terceira rodada em torneios deste porte.

Thiago Wild (20 anos, Brasil, 116º da ATP)

Grande esperança para o futuro do tênis brasileiro, Thiago Wild se tornou o tenista mais jovem do país a conquistar um título de ATP em Santiago. Ele também foi o primeiro jogador nascido a partir de 2000 a vencer um evento na elite do circuito. Na última temporada, o paranaense também debutou na Copa Davis e disputou seu primeiro Grand Slam no US Open.

Número 2 do Brasil com apenas 20 anos, Wild começa 2021 jogando o quali do Australian Open, que foi excepcionalmente transferido para Doha e acontece entre os dias 10 e 13 de janeiro. Depois, parte para o challenger de Istambul, na Turquia. Depois de terminar o ano com uma sequência de resultados negativos, a volta ao caminho das vitórias, a vaga na chave principal do Grand Slam australiano e a entrada no top 100 são os primeiros objetivos no curto prazo.

Amanda Anisimova (19 anos, Estados Unidos, 30ª da WTA)
A norte-americana Amanda Anisimova não repetiu em 2020 a ótima temporada que teve no ano passado, quando foi semifinalista de Roland Garros e chegou a ser número 21 do mundo. Ainda assim, conseguiu permanecer entre as 30 melhores e deverá ser uma das cabeças de chave do Australian Open. Ela já começa a temporada na semana que vem, em Abu Dhabi.

Coco Gauff (16 anos, Estados Unidos, 48ª da WTA)

 

 

 

 

 

 

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Com apenas 16 anos, completados em março, Coco Gauff já aparece entre as 50 melhores jogadoras do mundo. A promissora atleta norte-americana ocupa atualmente a 48ª colocação no ranking, apenas uma abaixo da melhor marca da carreira.

Gauff já tem boas campanhas em Grand Slam, como as oitavas de Wimbledon e do Australian Open e a terceira rodada em Nova York, além de já ter vencido seu primeiro WTA no ano passado em Linz. Fora das quadras, a jovem jogadora também se mostra bastante consciente de seu papel na sociedade e é engajada na luta contra o racismo e por maior justiça social.

Carlos Alcaraz (17 anos, Espanha, 141º da ATP)

Escolhido como a Revelação do Ano pela ATP, o espanhol Carlos Alcaraz deu um salto de 350 posições no ranking ao longo de 2020. Ele iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação. O novato de apenas 17 anos conquistou seus três primeiros títulos de challenger na última temporada, em Trieste, Barcelona e Alicante. Além de ficar com o vice em Cordenons.

Apenas Alcaraz e o argentino Francisco Cerundolo venceram três challengers em 2020. O espanhol é também o segundo mais jovem de seu país a conquistar um torneio deste porte, ficando atrás apenas do ídolo Rafael Nadal. Seu treinador, o ex-número 1 Juan Carlos Ferrero, aposta em um futuro promissor e diz que o jovem espanhol logo chegará aos Grand Slam.

Leylah Fernandez (18 anos, Canadá, 88ª da WTA)

A canhota Leylah Fernandez foi uma das revelações da última temporada feminina. Ela derrotou jogadoras de destaque como a então número 5 do mundo Belinda Bencic e a campeã de Slam Sloane Stephens. A canadense também alcançou uma final de WTA em Acapulco, fez uma boa terceira rodada em Roland Garros e terminou o ano com o melhor ranking da carreira, no 88º lugar.

Em recente entrevista ao site da ITF, Fernandez declarou que parte de seu treinamento consiste em estudar os movimentos de atletas de diferentes modalidades. Isso inclui nomes do passado como Pelé, ou contemporâneos como Lionel Messi e o boxeador Floyd Mayweather.

Lorenzo Musetti (18 anos, Itália, 128º da ATP)

Outro prodígio do tênis italiano, Lorenzo Musetti aproveitou muito bem a oportunidade que teve no Masters 1000 de Roma e derrotou jogadores de respeito como Stan Wawrinka e Kei Nishikori. O jovem de 18 anos também conquistou seu primeiro challenger em Forli, vencendo o brasileiro Thiago Monteiro na final, e foi semifinalista no ATP 250 da Sardenha.

Em 2020, Musetti ganhou 233 posições ao longo do ano, saltando do 361º para o 128º lugar. Já na próxima temporada, o italiano tentará em 2021 disputar seu primeiro Grand Slam e entrar no top 100 do ranking mundial.

Marta Kostyuk (18 anos, Ucrânia, 99ª da WTA)
Considerada como uma das principais apostas para a nova geração do circuito, a ucraniana de 18 anos Marta Kostyuk chegou enfim ao top 100 já na reta final da última temporada. Apesar da pouca idade, ela já se destaca há algum tempo. Exemplo disso foi a campanha até a terceira rodada do Australian Open de 2018, quando ela tinha apenas 15 anos.

Campeã juvenil do Australian Open de 2017 e ex-número 2 no ranking da categoria, Kostyuk não conseguia ter um calendário completo nas últimas temporadas por causa das restrições da WTA para tenistas com menos de 18 anos. Além disso, sofreu uma lesão nas costas no ano passado. Este ano, chegou à terceira fase do US Open e só foi superada pela campeã Naomi Osaka.

Sebastian Korda (20 anos, Estados Unidos, 118º da ATP)

 

 

 

 

 

 

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O norte-americano Sebastian Korda foi um dos destaques na reta final da temporada, especialmente depois da ótima campanha que fez em Roland Garros, onde foi desde o quali até as oitavas de final, sendo superado pelo campeão Rafael Nadal. Além disso, conquistou seu primeiro challenger nas quadras de carpete de Eckental, na Alemanha, e ficou mais perto de entrar no top 100.

O jovem jogador de 20 anos vem de uma família com muita história no tênis. Ele é filho de Petr Korda, ex-número 2 do mundo e campeão do Australian Open de 1998, e de Regina Kordova, que também jogou profissionalmente e chegou a ser número 26 do ranking da WTA. A mãe, aliás, foi sua principal mentora no início da carreira. Durante a pré-temporada, foi acompanhado de perto por duas lendas do tênis, Andre Agassi e Steffi Graf.

Clara Tauson (18 anos, Dinamarca, 152ª da WTA)


A dinamarquesa Clara Tauson comemorou na última temporada sua primeira vitória em Grand Slam. Vinda do qualificatório em Roland Garros, ela derrubou a favorita Jennifer Brady, número 25 do mundo. Tauson completou 18 anos agora em dezembro e aparece atualmente no 152º lugar do ranking da WTA. Até por isso, tentará o quali para o Australian Open.

Sua principal inspiração é a compatriota Caroline Wozniacki, que encerrou sua carreira profissional no início desta temporada, ainda aos 29 anos, no Australian Open. Nos últimos 31 anos, Wozniacki e Tauson foram as únicas dinamarquesas a vencer partidas de Grand Slam, mas a jovem jogadora tenta evitar comparações com a ex-número 1 do mundo. Elas até já treinaram juntas e têm os pais como mentores no tênis, mas há uma clara diferença em estilos de jogo. Enquanto Wozniacki se destacava pela consistência e pela construção de pontos mais longos, Tauson joga um tênis mais agressivo e tenta definir cedo suas jogadas.

Brandon Nakashima (19 anos, Estados Unidos, 166º da ATP)
O norte-americano de 19 anos Brandon Nakashima terminou a temporada conquistando seu primeiro challenger em Orlando e ocupando o melhor ranking da carreira no 166º lugar. Ele já foi número 3 do mundo como juvenil e campeão do ITF Junior Masters em 2018. Nakashima começou a se firmar no tênis profissional este ano, com boas campanhas em challengers e três vitórias em nível ATP, uma delas no US Open.

* Três ótimos nomes de 1999
Como a lista destacou apenas os tenistas nascidos a partir de 2000 e que completam até 21 anos em 2021, alguns jovens em franca evolução acabaram ficando fora. Mas ainda assim, é interessante olhar com atenção para dois nomes. O principal destaque é para a cazaque de 21 anos Elena Rybakina disputou cinco finais de WTA em 2020, ganhando um título em Hobart, e venceu nomes de destaque como Sofia Kenin e Karolina Pliskova para terminar o ano no 19º lugar.

Outra jogadora de 21 anos que merece destaque é Catherine Bellis. Considerada uma grande promessa do tênis norte-americano desde que venceu um jogo no US Open de 2014 com apenas 15 anos, Bellis chegou a ser 35ª do mundo em 2017, antes de sofrer com lesões no punho e no cotovelo, que a fizeram passar por quatro cirurgias em pouco menos de dois anos. Atualmente no 133º lugar, está voltando aos poucos a ter bons resultados.

Já no circuito da ATP, destaque para o finlandês de 21 anos Emil Ruusuvuori, que venceu quatro challengers em 2019 e manteve sua evolução na última temporada. Ruusuvuori debutou no top 100, chegou a uma semifinal de ATP em Nur-Sultan e aparece atualmente na 86ª posição.

Nova geração comemorou 6 títulos de ATP em 2020
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 12, 2020 às 1:27 pm
Thiago Wild foi o segundo campeão mais jovem na temporada da ATP

Thiago Wild foi o segundo campeão mais jovem na temporada da ATP

Em uma temporada mais curta no circuito profissional, já que o circuito ficou paralisado por praticamente cinco meses em razão da pandemia, seis jogadores com até 21 anos conquistaram títulos de ATP em 2020. A título de comparação, a temporada passada teve 66 torneios e nove campeões da mesma faixa etária.

O campeão mais jovem da temporada foi o italiano Jannik Sinner, primeiro jogador nascido em 2001 a vencer um torneio deste porte. Ele conquistou o ATP 250 de Sófia, já na reta final da temporada, aos 19 anos e 4 meses.

Quem também venceu um ATP nessa idade foi o brasileiro Thiago Wild, que março foi campeão em Santiago aos 19 anos e 11 meses. Wild foi também o jogador de ranking mais baixo a vencer um torneio deste porte. Ele ocupava o 182º lugar quando foi campeão na capital chilena. O paranaense também foi o único convidado a vencer um ATP.

Outros quatro tenistas conquistaram títulos aos 21 anos: A lista conta com o sérvio Miomir Kecmanovic em Kitzbuhel, além do norueguês Casper Ruud em Buenos Aires, do francês Ugo Humbert em Auckland e do grego Stefanos Tsitsipas em Marselha. Se considerados os campeões com até 23 anos, a lista chega a 17 jogadores, comparados a 23 vencedores de ATP nessa idade na temporada passada.

A final mais jovem da temporada envolveu Stefanos Tsitsipas (21) e Felix Auger-Aliassime (19) em Marselha. Logo depois aparece a disputa entre Thiago Wild e Casper Ruud em Santiago. A diferença na soma das idades fica na casa dos meses.

O ano teve seis vencedores inéditos no circuito da ATP: Além dos jovens e já citados Sinner, Wild, Kecmanovic, Ruud e Humbert, outro que venceu seu primeiro ATP em 2020 foi o australiano John Millman, campeão em Nur-Sultan aos 31 anos.

Sinner lidera a nova geração nas oitavas em Paris
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 2, 2020 às 8:52 pm
Escolhido como a revelação da última temporada, Sinner faz seu melhor resultado em Slam (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Escolhido como a revelação da última temporada, Sinner faz seu melhor resultado em Slam (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Escolhido pela ATP como o tenista revelação da temporada passada, Jannik Sinner consegue o melhor resultado de sua carreira em um Grand Slam. O jovem italiano de 19 anos e número 75 do mundo garantiu seu lugar nas oitavas de final de Roland Garros depois de vencer o argentino Federico Coria por 6/3, 7/5 e 7/5.

Sinner já havia despachado o belga David Goffin, número 13 do mundo, na rodada de estreia. Já na segunda fase, confirmou o favoritismo contra o francês vindo do quali Benjamin Bonzi. Até então, o italiano tinha apenas uma vitória em chave principal de Grand Slam, obtida no Australian Open deste ano.

A rápida evolução de Sinner no circuito começou no ano passado. Ele partiu do 551º lugar no ranking no início da temporada, mas já era top 100 em outubro. No caminho, venceu três challengers e dois futures, além de ter furado o quali do US Open e disputado uma semifinal de ATP na Antuérpia. Campanhas até as quartas em Roterdã e oitavas no Masters 1000 de Roma são seus melhores resultados em 2020.

O próximo adversário é o alemão Alexander Zverev, número 7 do mundo, e também ainda muito jovem com 23 anos. O italiano tem duas vitórias contra top 10 no circuito. A mais recente foi sobre o grego Stefanos Tsitsipas em Roma, há duas semanas.

Vindo do quali, Korda vai desafiar Nadal nas oitavas
Outro jovem jogador nas oitavas de final de Roland Garros é o norte-americano Sebastian Korda, de apenas 20 anos e 213º do ranking. Depois de ter passado por um qualificatório com três rodadas, ele embalou na chave principal. Logo de cara, passou pelos veteranos Andreas Seppi e John Isner, ambos em quatro sets. Já nesta sexta-feira, venceu o espanhol Pedro Martinez por 6/4, 6/3 e 6/1.

Nas oitavas, Korda terá a difícil missão de desafiar Rafael Nadal, doze vezes campeão do Grand Slam francês, e que 96 vitórias e apenas duas derrotas no saibro parisiense. “Ele é meu maior ídolo e é uma das razões pelas quais eu jogo tênis. É um competidor inacreditável. Eu me inspiro na mentalidade dele de nunca desistir. Sempre que estou na quadra, tento ser como ele. Quando eu era mais novo, chamei meu gato de Rafa em homenagem a ele. Isso diz muito sobre o quanto eu amo esse cara”.

O jovem norte-americano tenta seguir os passos de seu pai, o ex-número 2 do mundo Petr Korda, finalista de Roland Garros em 1992 e campeão do Australian Open de 1998. No entanto, a mãe Regina Kordova também foi fundamental para sua formação como tenista. Ela jogou profissionalmente no circuito da WTA e chegou a ser número 26 do mundo em 1991 e se tornou treinadora depois que parou de jogar. O casal de ex-tenistas profissionais tem duas filhas mais velhas, Jessica (27 anos) e Nelly (22), que optaram pelo golfe e viajavam com Petr no circuito da modalidade.

“Quando eu decidi trocar o hóquei pelo tênis, meu pai viajava com a irmã. Ela estava no último ano de juvenil e primeiro como profissional. Então, eu jogava tênis com a minha mãe. Ela é provavelmente uma das maiores influências que tenho. A forma como executo os meus golpes foi toda moldada por ela. Passamos muito tempo em quadra juntos quando eu era uma criança. Provavelmente mais do que com meu pai”.

Gaston derruba Wawrinka e acumula façanhas
Um novato que já se destacou neste Roland Garros é Hugo Gaston, francês de 20 anos e ex-número 2 do ranking mundial juvenil. Convidado para a chave principal em Paris, Gaston é apenas o número 239 da ATP e conseguiu a maior vitória da carreira ao superar o suíço Stan Wawrinka, campeão de Roland Garros em 2015 e cabeça 16 do torneio, com parciais de 2/6, 6/3, 6/3, 4/6 e 6/0.

Gaston nunca havia vencido um jogo de ATP antes dessa edição de Roland Garros. E a vitória sobre Wawrinka foi a primeira em partidas de cinco sets. Último francês restante na chave, é o atleta com ranking mais baixo nas oitavas de final desde o também francês Arnaud Di Pasquale, que era o número 283 do mundo no torneio de 2002. Agora ele terá outra difícil missão, contra o número 3 do mundo Dominic Thiem.

“Tentei manter o foco no meu jogo. Acho isso muito importante para mim. Eu sou muito calmo fora da quadra e tento dar o meu melhor. Claro, no momento é incrível para mim, é um sonho. Mas tento manter o foco”, disse Gaston, após a grande vitória desta sexta-feira. “Estou muito feliz por jogar contra o Dominic. Ele é um jogador fantástico, um grande lutador. Será um jogo duro com certeza, mas vou tentar aproveitar a oportunidade”.

Wild será um dos dez estreantes em Grand Slam
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 28, 2020 às 7:13 am
Thiago Wild, de 20 anos, disputará o primeiro Grand Slam da carreira profissional (Foto: João Pires/Fotojump)

Thiago Wild, de 20 anos, disputará o primeiro Grand Slam da carreira profissional (Foto: João Pires/Fotojump)

Em meio às várias adaptações no regulamento, a edição de 2020 do US Open tem início na próxima segunda-feira em Nova York. Para reduzir o número de jogadores circulando no complexo e minimizar o risco de transmissão do coronavírus, a competição deste ano cortou algumas disputas, como as de duplas mistas, o torneio juvenil e também o qualificatório. Nesse cenário, alguns tenistas que originalmente estariam no quali disputarão a chave principal de um Grand Slam pela primeira vez. Um deles é o brasileiro Thiago Wild.

Wild, que completou 20 anos em março, foi um dos jogadores beneficiados pela mudança momentânea do regulamento. Afinal, o atual número 2 do Brasil é o 113º colocado no ranking e não precisou do quali. No início da temporada, o jovem paranaense tentou uma vaga no Australian Open e caiu ainda na fase prévia.

A estreia de Thiago Wild em Grand Slam será contra o britânico Daniel Evans, número 28 do mundo. Se vencer, o campeão do ATP 250 de Santiago pode enfrentar o canhoto tcheco Jiri Vesely ou o francês Corentin Moutet. Há ainda a chance de um duelo nacional contra Thiago Monteiro, número 82 do mundo, na terceira rodada. Mas para isso, o número 1 do Brasil teria que superar uma chave difícil, com Felix Auger-Aliassime na estreia e Andy Murray ou Yoshihito Nishioka na segunda rodada.


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Estreantes jovens ou experientes
Segundo a ATP, 20 integrantes na chave principal masculina atuam no US Open pela primeira vez. Entre eles, dez jogadores disputarão o primeiro Grand Slam da carreira. Entre esses estreantes, aparecem algumas jovens promessas do tênis norte-americano, como Brandon Nakashima (de 19 anos e 220º do mundo), Sebastian Korda (de 20 anos e 225º colocado) e Ulises Blanch (de 22 anos e 241º do ranking).

A relação de jogadores estreantes em Grand Slam também contempla alguns nomes mais experientes. É o caso do italiano de 25 anos Gianluca Mager, número 75 do mundo e finalista do Rio Open, do argentino de 28 anos Federico Coria (103º) e do húngaro de 31 anos Attila Balazs (76º).

Três destaques do circuito challenger também farão parte do Grand Slam nova-iorquino. O finlandês de 21 anos e número 100 do mundo Emil Ruusuvuori já venceu quatro torneios deste porte no ano passado. Outro com quatro títulos é J.J. Wolf, de 21 anos e 143º do ranking. Já Maxime Cressy de 23 anos tem dois títulos e ocupa o 163º lugar.

Onze jogadores com até 21 anos, trintões são 43 ao todo
O italiano de 19 anos Jannik Sinner, 73º do ranking e nascido em agosto de 2001 será o jogador mais jovem da chave. Além dele, outros dez tenistas com até 21 anos estão na chave: Brandon Nakashima (19), Felix Auger-Aliassime (20), Sebastian Korda (20), Thiago Wild (20), Miomir Kecmanovic (20), Alejandro Davidovich Fokina (21), Corentin Moutet (21), Denis Shapovalov (21), Emil Ruusuvuori (21) e Alex de Minaur (21).

Por outro lado, 43 jogadores com mais de 30 anos disputam o US Open. A lista é encabeçada pelo veteraníssimo croata Ivo Karlovic, de 41 anos, seguido por Feliciano Lopez e Paolo Lorenzi, com 38 anos, e Philipp Kohlschreiber de 36 anos.

Dez jovens tenistas para assistir em 2020
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 20, 2019 às 11:37 am

Pelo terceiro ano consecutivo, o TenisBrasil apresenta uma lista com dez jovens tenistas que podem surpreender na próxima temporada. Assim como em anos anteriores, a relação não considera nomes da nova geração que já estejam consolidados no circuito. É mais do que óbvio que nomes como Bianca Andreescu, Naomi Osaka, Stefanos Tsitsipas ou Alexander Zverev exigem a atenção de todos os fãs de tênis em 2020.

No entanto, é importante observar alguns tenistas que estão fora do top 50, mas em franca evolução nos circuitos da ATP e da WTA. Há ainda aqueles que estão na reta final da transição do juvenil para o tênis profissional, trilhando o caminho dos torneios menores. Atualmente, não é difícil encontrar formas de acompanhar praticamente qualquer partida do circuito e alguns jogadores certamente merecem ser vistos com mais afinco.

Para conferir as matérias de 2018 e 2019 basta clicar nos links. As listas já contavam com os nomes de Bianca Andreescu, Amanda Anisimova, Dayana Yastremska, Coco Gauff e Felix Auger-Aliassime, que hoje brilham na elite do circuito.

Coco Gauff (15 anos, 68ª do ranking, Estados Unidos)
Não há dúvidas sobre enorme potencial de Coco Gauff. A norte-americana de apenas 15 anos foi uma das revelações da temporada, saltando do 839º lugar do ranking para a atual 68ª colocação. Gauff cumpriu a ambiciosa meta de alcançar o top 100 em 2019 com ótimos resultados ao longo do ano, como as oitavas de final de Wimbledon, a terceira rodada do US Open e o título do WTA de Linz, em quadras duras e cobertas. Ela também já derrotou uma top 10, a número 8 do mundo Kiki Bertens. Em 2020, Gauff não dependerá de tantos convites e deve entrar diretamente nas chaves dos maiores torneios com chances de se surpreender ainda mais que na última temporada.

Jannik Sinner (18 anos, 78º do ranking, Itália)
Escolhido o novato do ano pela ATP, o italiano Jannik Sinner é o jogador mais jovem no top 100 do ranking masculino. Ele começou a temporada no 551º lugar do ranking e já aparece atualmente na 78ª colocação. Entre os feitos de Sinner na última temporada estão três títulos de challenger, uma semifinal de ATP na Antuérpia e o título do Next Gen ATP Finals, em Milão. O jovem italiano também conseguiu uma expressiva vitória sobre Gael Monfils, então número 13 do mundo.

Iga Swiatek é um dos destaques da nova geração feminina em 2019

Iga Swiatek (18 anos, 60ª do ranking, Polônia)
Outro nome que já está no top 100, mas que ainda tem muito a evoluir é Iga Swiatek. Campeã juvenil de Wimbledon no ano passado, a polonesa teve uma rápida e bem sucedida transição ao circuito profissional. Dona de um estilo de jogo versátil, ela começou a temporada na 186ª colocação do ranking da WTA, mas já aparece na 60ª posição, chegando a ocupar o 49º posto em agosto. Swiatek já tem um bom resultado em Grand Slam, oitavas de final em Roland Garros, além de ter disputado uma final de WTA em Lugano, na Suíça.

Emil Ruusuvuori (20 anos, 123º do ranking, Finlândia)
O jovem finlandês Emil Ruusuvuori foi um dos recordistas de títulos de challenger na temporada. O atleta de 20 anos venceu quatro torneios deste porte e, com isso, saltou do 385º para o 123º lugar do ranking. Ruusuvuori foi campeão em Helsinque, Glasgow, Mallorca e Fergana, além de ter ficado com o vice-campeonato no challenger de Augsburg. Além do finlandês, o sueco Mikael Ymer, o lituano Ricardas Berankis e o australiano James Duckworth também venceram quatro challengers no ano.

Cathy Mcnally (18 anos, 120ª no ranking, Estados Unidos)
A norte-americana Cathy Mcnally iniciou 2019 no 408º lugar do ranking e terminou na 120ª posição. A jogadora de apenas 18 anos venceu 26 jogos pelo circuito profissional ao longo da temporada, com destaque para uma semifinal de WTA em Washington, além de um título e um vice-campeonato em torneios de US$ 100 mil no circuito da ITF. McNally também teve grandes resultados nas duplas, conquistando dois títulos de WTA com a compatriota Coco Gauff.

Thiago Wild (19 anos, 212º do ranking, Brasil)
Terceiro melhor brasileiro no ranking da ATP e atleta nacional mais jovem entre os 500 melhores do mundo, Thiago Wild venceu 31 jogos de challenger na temporada, com direito a um título em Guayaquil, e também conseguiu sua primeira vitória no circuito da ATP em São Paulo. O paranaense de 19 anos e que adota um estilo de jogo agressivo iniciou a temporada no 449º lugar do ranking da ATP e já aparece na 212ª colocação.

Ex-líder do ranking juvenil, Whitney Osuigwe é a mais jovem da chave feminina, com 16 anos.

Whitney Osuigwe (17 anos, 137ª no ranking, Estados Unidos)
Ex-líder do ranking mundial juvenil, Whitney Osuigwe é considerada uma das principais promessas do tênis norte-americano. Ela foi campeã juvenil de Roland Garros em 2017, com apenas 15 anos, e deu um salto no ranking da WTA durante o ano passado. Em 2018, Osuigwe foi do 1.120º lugar para a 202ª posição. Já na atual temporada, chegou a ocupar a 105ª colocação em agosto, mas termina o ano no 137º lugar. É uma forte candidata a entrar no top 100 já em 2020.

Leylah Fernandez (17 anos, 211ª no ranking, Canadá)
Atual campeã juvenil de Roland Garros, a canadense de 17 anos Leylah Fernandez já está em processo de transição para o circuito profissional. Ela iniciou a temporada no 434º lugar do ranking da WTA e já está muito próxima do top 200. Este ano, Fernandez ganhou seu primeiro título profissional em ITF de US$ 25 mil de Gatineau, além de também ter feito boas campanhas em Granby e Vancouver e de furar um quali de WTA em Hiroshima.

Daria Snigur (17 anos, 237ª no ranking, Ucrânia)
A promissora ucraniana Daria Snigur conquistou o título juvenil de Wimbledon e terminou a temporada em grande estilo. Ela venceu seis jogos seguidos pelo ITF de US$ 100 mil+H de Dubai na semana passada e foi desde o quali até a final do torneio. Duas dessas vitórias foram contra adversárias do top 100, a 95ª colocada Anastasia Potapova e a ex-top 10 e atual 38ª do ranking Kristina Mladenovic. A campanha rendeu um salto do 328º para o 237º lugar na classificação da WTA. No início do ano, ela era apenas a número 752 do mundo.

Carlos Alcaraz Garfia (16 anos, 491º no ranking, Espanha)
O jovem espanhol Carlos Alcaraz Garfia conseguiu uma façanha em 2019. Ele tinha apenas 15 anos quando conseguiu suas primeiras vitórias contra adversários no top 200 do ranking da ATP. Atleta mais jovem no top 500 e treinado pelo ex-número 1 Juan Carlos Ferrero, Alcaraz estará no Brasil para a disputa do Rio Open em 2020.

Nomes já consolidados

Entre os jovens tenistas já consolidados no circuito masculino, vale destacar o nome de Alex De Minaur. O australiano de apenas 20 anos ganhou três títulos de ATP em 2019 e já aparece no 18º lugar do ranking mundial. Sempre consistente do fundo de quadra, tem potencial para ir ainda mais longe no ranking e também nos grandes torneios. Os promissores canadenses Denis Shapovalov, número 15 do mundo aos 20 anos, e Felix Auger-Aliassime, 21º colocado aos 19, também são candidatos a títulos na próxima temporada.

Já no sempre equilibrado circuito feminino, a ucraniana Dayana Yastremska chega muito forte para a próxima temporada. A jovem ucraniana de 19 anos já ocupa o 22º lugar do ranking e tem três títulos de WTA no currículo. Ela reforçou sua equipe com o treinador alemão Sascha Bajin, eleito o melhor técnico da temporada de 2018.

Vale destacar também duas jogadoras que fizeram bonito no saibro, a canhota tcheca de 19 anos e finalista de Roland Garros Marketa Vondrousova (16ª do ranking) e a norte-americana de 18 anos e 24ª colocada Amanda Anisimova, semifinalista do Grand Slam francês. Outra jovem norte-americana que chega em ótima fase para 2020 é Sofia Kenin, 14ª do ranking aos 21 anos.

Challengers têm 25 campeões com até 21 anos
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 26, 2019 às 7:01 pm

A temporada de challengers do circuito da ATP chegou ao fim na última semana, após o torneio disputado no saibro de Maia, em Portugal. Nesses eventos, que formam o último estágio até a entrada nas chave principais de ATP, alguns jogadores da nova geração conseguiram se destacar. Em 25 torneios, os campeões tinham até 21 anos, e 42 torneios foram vencidos por tenistas com até 23 anos.

O número de campões com no máximo 21 anos é um pouco menor do que o registrado em 2018, quando 29 challengers foram vencidos por jogadores nessa faixa etária. Já em 2017 foram 24 campeões com até 21 anos. Se o recorte for entre atletas com até 19 anos, são apenas seis campeões, contra oito ano passado e 15 de 2017.

 

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O campeão mais jovem do circuito foi o italiano Jannik Sinner. Ele estava com 17 anos e seis meses quando venceu em Bérgamo. Sinner ainda conquistou os challengers de Ortisei e Lexington. Ele também se tornou o mais jovem a ganhar três challengers no mesmo ano desde Richard Gasquet em 2003. Depois do italiano aparecem o espanhol Nicola Kuhn em Segóvia, o brasileiro Thiago Wild em Guayaquil, e o francês Corentin Moutet em Chennai.

Wild foi campeão mais jovem em sete temporadas
O título de Thiago Wild em Guayaquil colocou o paranaense entre os mais jovens brasileiros a conquistar um título de challenger. Apenas três jogadores do país conquistaram torneios deste porte com menos idade que ele. Wild estava com 19 anos e 7 meses na semana em que foi campeão no saibro equatoriano. Com isso, também se tornou também o brasileiro mais jovem a vencer um torneio desse nível no exterior.

O brasileiro mais jovem a ganhar um torneio challenger foi Jaime Oncins, aos 19 anos e um mês em julho de 1989, quando venceu um torneio na cidade paulista de Lins. Também em 1989, Roberto Jabali ganhou um challenger aos 19 anos e um mês na cidade de São Paulo. O terceiro jogador brasileiro com menos de 20 anos a ganhar um título de challenger foi Guilherme Clezar. O gaúcho nascido em dezembro de 1992 tinha 19 anos e quatro meses ganhou ganhou o challenger do Rio Quente, em Goiás, na temporada 2012.

Jovens jogadores com quatro títulos
Os recordistas de títulos de challenger na temporada foram o lituano Ricardas Berankis, o australiano James Duckworth, o finlandês Emil Ruusuvuori e o sueco Mikael Ymer. Todos eles conquistaram quatro torneios deste porte. Ymer, de 21 anos e 74º do ranking, e Ruusuvuori, 20 anos e 124º colocado, são os jovens. Berankis já está com 29 anos, enquanto Duckworth tem 27.

A idade com maior número de campeões da challenger é de 27 anos. Foram 24 torneios vencidos por jogadores com esse tempo de vida. Na sequência, aparecem os 17 títulos para tenistas de 21 anos e as 13 conquistas de jogadores de 24 anos.

As finais mais jovens na temporada foram em Segovia e Champaign, sempre entre um jogador de 19 anos e outro de 20. Na Espanha, Nicola Khun venceu Pavel Kotov. Já nos Estados Unidos, J.J. Wolf levou a melhor contra Sebastian Korda.

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Italianos, espanhóis e americanos se destacam
O país com maior número de títulos de challenger em 2019 foi a Itália, coom 15 campeões. Os italianos também conseguiram outros 17 vice-campeonatos. Logo depois aparecem a Espanha e os Estados Unidos, cada um com 15 troféus.

O Brasil teve seis campeões, com três títulos de Thiago Monteiro, um de João Menezes, um de Thiago Wild e outro de Rogério Dutra Silva. Os recordes são da Argentina, com 20 títulos em 2006 e 2007, e da França, cujos jogadores conseguiram 20 conquistas ao longo da temporada de 2005.

Veteranos venceram menos em 2019
Já os atletas com mais de 30 anos conquistaram 22 títulos, número menor que os 27 da temporada passada. O campeão mais velho da temporada foi Tommy Robredo, que estava com 37 anos e um mês quando foi campeão em Parma, na Itália e em Poznan, na Polônia.

Robredo também foi protagonista da final com maior diferença de idade na temporada. Enquanto o espanhol estava com 37 anos quando venceu um torneio em Poznan, seu rival alemão Rudolf Molleker tinha apenas 18 anos. A lista de vencedores mais velhos do ano ainda conta com um brasileiro, Rogério Dutra Silva, vencedor em Playford, na Austrália, aos 34 anos. Ele só fica atrás Tommy Robredo e Andreas Seppi.

O que esperar da nova geração no US Open?
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 24, 2019 às 12:07 am

Em meio a diferentes expectativas, tenistas da nova geração do circuito iniciam a disputa do US Open na próxima segunda-feira. Primeiras colocadas no ranking, Naomi Osaka e Ashleigh Barty chegam como fortes candidatas ao título da chave feminina, enquanto Sofia Kenin e Bianca Andreescu ganharam moral após os resultados das últimas semanas. Entre os homens, evidente destaque para a grande fase de Daniil Medvedev, enquanto Karen Khachanov, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas seus buscam melhores resultados em Grand Slam. Nomes como Andrey Rublev e Felix Auger-Aliassime também estão dispostos a surpreender.

As jovens líderes do ranking feminino

Como tem sido frequente no circuito, a nova geração feminina mostra força no US Open e terá as duas principais cabeças de chave. Líder do ranking mundial e atual campeã em Nova York, Naomi Osaka é a principal cabeça de chave da competição. A japonesa de 21 anos tem a missão de defender 2 mil pontos no ranking. Já a australiana Ashleigh Barty, vice-líder do ranking e campeã de Roland Garros, é grande candidata a terminar o torneio na primeira posição. Ela defende apenas 240 pontos das oitavas de final de 2018.


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Osaka estreia contra a russa Anna Blinkova. Depois pode enfrentar a polonesa Magda Linette ou a australiana Astra Sharma. Quem pode cruzar o caminho da japonesa na terceira rodada é a ex-top 10 espanhola Carla Suárez Navarro, enquanto a suíça Belinda Bencic pode pintar nas oitavas. O quadrante ainda tem o duelo entre as bielorrussas Victoria Azarenka e Aryna Sabalenka, além da sétima favorita Kiki Bertens.

Já Barty, que está com 23 anos, estreia contra a cazaque Zarina Diyas. Na rodada seguinte, pode pintar a norte-americana Lauren Davis ou uma rival vinda do quali. A australiana pode encarar a grega Maria Sakkari na terceira rodada, antes de um eventual duelo contra a ex-líder do ranking Angelique Kerber nas oitavas. Caso chegue às quartas, ela pode cruzar o caminho da hexacampeã Serena Williams.

Andreescu e Kenin chegam voando, Gauff retorna

Outros três bons nomes para prestar atenção na chave feminina em Nova York são a canadense Bianca Andreescu e as norte-americanas Sofia Kenin e Cori Gauff. Andreescu, de 19 anos, já é número 15 do mundo e foi campeã do Premier de Toronto em uma campanha espetacular, eliminando jogadoras do top 10 como Karolina Pliskova e Kiki Bertens. A final contra Serena Williams foi breve, já que a rival abandonou por lesão nas costas. Kenin, de 20 anos, aparece no top 20 do ranking após semifinais no Canadá e em Cincinnati, com quatro vitórias sobre top 10 no período. Já Gauff, de apenas 15 anos e 141ª do ranking, recebeu convite após a campanha até as oitavas em Wimbledon.

A estreia de Andreescu é contra a convidada local Katie Volynets. Depois, ela pode enfrentar Mona Barthel ou Lesia Tsurenko, enquanto a ex-número 1 do mundo Caroline Wozniacki pode pintar na terceira rodada. A canadense pode enfrentar Petra Kvitova ou Sloane Stephens nas oitavas e Simona Halep nas quartas. Kenin terá um duelo norte-americano contra a ex-top 10 CoCo Vandeweghe e pode reeditar a semi de Cincinnati contra Madison Keys já na terceira rodada. Já Gauff estreia contra a russa Anastasia Potapova e pode cruzar o caminho de Osaka na terceira rodada.

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A nova geração norte-americana ainda apresenta duas jovens de 17 anos, Whitney Osuigwe e Catherine McNally. A estreia de Osuigwe será contra a número 5 do mundo Elina Svitolina, enquanto McNally desafia a ex-top 10 Timea Bacsinszky. McNally foi semifinalista no WTA de Washington e aparece no 111º lugar do ranking. Já Osuigwe optou por torneios menores, mas já está muito perto de entrar no top 100. Ela ocupa atualmente a 107ª colocação.

Medvedev em grande fase, Tsitsipas tem estreia dura

O principal nome da nova geração masculina no US Open é Daniil Medvedev. O russo de 23 anos venceu 14 dos 16 jogos que fez em torneios preparatórios, chegando às finais de Washington e Montréal antes de conquistar o maior título da carreira no Masters 1000 de Cincinnati. A grande fase faz com que o russo alcance o inédito lugar no ranking mundial.

Para melhorar a situação, Medvedev tem uma chave favorável. Ele estreia contra o indiano Prajnesh Gunneswaran. Depois, pode enfrentar o boliviano Hugo Dellien ou um jogador vindo do quali. O cabeça de chave mais próximo do russo é o norte-americano Taylor Fritz, enquanto Nikoloz Basilashvili ou Fabio Fognini podem pintar nas oitavas. O primeiro encontro com um rival melhor colocado seria nas quartas, diante do número 1 do mundo Novak Djokovic, a quem já venceu duas vezes este ano.

Outros três jovens jogadores do top 10 estão do outro lado da chave. O grego de 20 anos Stefanos Tsitsipas, número 8 do mundo, terá um duelo da nova geração contra o russo de 21 anos Andrey Rublev, 47º colocado, logo na rodada de estreia. Tsitsipas está no mesmo setor da chave de Nick Kyrgios, seu possível adversário na terceira rodada. Caso chegue até as quartas, pode cruzar o caminho de Dominic Thiem.

Já Alexander Zverev, número 6 do mundo aos 22 anos, e Karen Khachanov, nono colocado aos 23 anos, estão no quadrante do número 2 do mundo e tricampeão Rafael Nadal. Zverev estreia contra o moldavo Radu Albot e pode enfrentar o francês Benoit Paire na terceira rodada. Já Khachanov inicia sua campanha diante do canadense Vasek Pospisil e tem Diego Schwartzman como cabeça de chave mais próximo.

O duelo canadense e os jovens estreantes

Um jogo que merece a atenção do público envolve os canadenses Felix Auger-Aliassime, de 19 anos e 19º do ranking, e Denis Shapovalov, 38º colocado aos 20 anos. Eles já se enfrentaram no US Open do ano passado, quando Aliassime precisou abandonar durante o terceiro set. Este ano, o mais jovem canadense levou a melhor no Masters 1000 de Madri. Já Shapovalov venceu pelo challenger de Drummondville em 2017.

Entre os estreantes nesta edição do US Open, destaque para o italiano de 18 anos Jannik Sinner, que disputará seu primeiro Grand Slam. Ele passou por três rodadas do quali e confirmou sua boa fase. Só neste ano, saltou do 551º lugar do ranking que ocupava em janeiro para a atual 131ª posição. Também furaram o quali o sul-coreano de 23 anos Hyeon Chung, ex-top 20 e atual 151º colocado após ficar cinco meses sem jogar por lesão nas costas, e o norte-americano de 18 anos Jenson Brooksby.

jovem norte-americano de 16 anos Zachary Svajda, jogador que ocupa o modesto 1.410º lugar no ranking da ATP e tem apenas três vitórias em nível future em sua carreira profissional e conseguiu convite para a chave principal do Grand Slam norte-americano depois de ser campeão do USTA Boys’ 18s National Championship, o torneio nacional infanto-juvenil. Seu adversário será o sul-africano Kevin Anderson, ex-top 5 e atual 17º do ranking.

Tênis italiano apresenta duas jovens promessas
Por Mario Sérgio Cruz
abril 25, 2019 às 10:25 pm

Ao mesmo tempo em que o tênis italiano comemora o primeiro título de Masters 1000 de sua história, com o veterano de 31 anos Fabio Fognini no saibro de Monte Carlo, duas jovens promessas do país começam a se destacar em torneios menores na atual temporada e escalam rapidamente o ranking.

Os atletas de 17 anos Jannik Sinner e Lorenzo Musetti estão acumulando bons resultados em challengers nas últimas semanas e são postulantes à continuidade ao bom momento do tênis no país. É bem possível que eles também recebam oportunidades nos principais torneios da Itália, o Masters 1000 de Roma e o Next Gen ATP Finals, em Milão.

Jannik Sinner (17 anos, 314º do ranking, Itália)

Somando todos os níveis de competição, Jannik Sinner já tem 23 vitórias neste início de temporada. Ele conquistou seu primeiro challenger em fevereiro, nas quadras duras e cobertas de Bérgamo, e faturou 80 pontos no ranking. Ele se tornou ainda o primeiro jogador nascido em 2001 a vencer um torneio deste porte. Pouco depois, venceu dois títulos profissionais de nível ITF de US$ 25 mil nas cidades italianas de Trento e Santa Margherita di Pula, chegando a acumular 16 vitórias seguidas no circuito.

De seus atuais 96 pontos no ranking da ATP, apenas sete foram obtidos ainda no ano passado, enquanto 89 foram conquistados já em 2019. O jovem italiano estava no 551º lugar do ranking na virada do ano e aparece atualmente na 314ª posição.

Já nesta semana, Sinner conseguiu mais um importante feito. Ele entrou como lucky-loser na chave do ATP 250 de Budapeste, depois de ter vencido um jogo no qualificatório contra o tcheco Lukas Rosol e perdido para o alemão Yannick Maden. Em sua estreia na chave principal, venceu o húngaro Mate Valkusz por 6/2, 0/6 e 6/4, antes de cair nas oitavas para o sérvio Laslo Djere. A campanha rendeu 26 pontos no ranking e deverá levá-lo ao top 300.

Lorenzo Musetti (17 anos, 486º do ranking, Itália)

Por sua vez, Musetti iniciou a atual temporada conquistando o título juvenil do Australian Open e alcançando a vice-liderança no ranking mundial da categoria, mas rapidamente iniciou sua transição ao profissionalismo. O jovem italiano sequer aparecia no ranking da ATP até o mês passado, mas já ocupa atualmente a 486ª posição.

Há duas semanas, Musetti se tornou o primeiro jogador nascido em 2002 a vencer um jogo em chave principal de challenger. Ele conseguiu essa marca ao superar o Karim-Mohamed Maamoun no saibro francês Sophia Antipolis. Na semana seguinte, foi além, e venceu dois jogos na cidade italiana de Barletta para chegar às oitavas de final. Dessa forma, conseguiu rapidamente doze importantes pontos na ATP.

O compromisso de Musetti nesta semana é o challenger italiano de Francavilla, torneio para o qual recebeu convite, e já conseguiu duas vitórias. Logo na estreia, venceu o compatriota Gianluca Di Nicola por 6/3, 3/6 e 6/4. Já nesta terça-feira, fechou o primeiro set contra o cabeça 5 local e número 204 do mundo Matteo Donati por 6/4 antes de o rival abandonar a disputa. A campanha já rende mais sete pontos e o fará dar um novo salto no ranking. Musetti caiu nas oitavas para o bósnio Tomislav Brkic (297º do mundo), mas os 15 pontos garantidos no ranking o farão subir ainda mais e ganhar cerca de 30 posições.