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Roland Garros tem sua final mais jovem em 17 anos
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 9, 2020 às 7:26 pm
Aos 21 anos, Sofia Kenin vai em busca do segundo título de Grand Slam (Foto: Nicolas Gouhier)

Aos 21 anos, Sofia Kenin vai em busca do segundo título de Grand Slam (Foto: Nicolas Gouhier)

Pelo segundo ano consecutivo, a nova geração do circuito marca presença na final feminina de Roland Garros. A norte-americana Sofia Kenin e a polonesa Iga Swiatek decidem o título do Grand Slam francês a partir das 10h (de Brasília) deste sábado. Aos 21 anos e número 6 do mundo, Kenin busca seu segundo título de Slam. Ela já foi campeã do Australian Open no início da temporada. Já Swiatek, de apenas 19 anos e 54ª colocada, faz o melhor resultado da carreira.

Kenin e Swiatek nunca se enfrentaram pelo circuito profissional, mas já duelaram há bastante tempo nas quadras de saibro em Paris. Elas se enfrentaram pelo torneio juvenil de Roland Garros em 2016 e a polonesa, então com 16 anos, venceu o duelo por 6/4 e 7/5.

+ Para Kenin, tática bem definida fez diferença na semi
+ ‘Estou mais confortável nos Grand Slam’, diz Kenin
+ Kenin foi moldada desde a infância para ser campeã

“Lembro que perdi, mas não me lembro de como eu joguei. Mas posso dizer que me sentia menos confortável no saibro do que agora, ou como no ano passado, quando eu comecei a jogar melhor”, disse Kenin, depois da vitória na semifinal sobre a tcheca Petra Kvitova na última quinta-feira. “Não me lembro do que aconteceu no jogo. É claro, nós dois somos jogadoras diferentes e eu tenho que descobrir o que ela faz. Ela teve duas ótimas semanas aqui, com ótimos resultados e está jogando muito bem”.

Roland Garros não tinha uma final entre duas jogadoras tão jovens desde 2003, no duelo entre as belgas Justine Henin e Kim Clijsters. Na época, a campeã Henin tinha 21 anos e sua compatriota estava com 20. Já a última final de Grand Slam com duas atletas tão foi no Australian Open de 2008, quando Maria Sharapova e Ana Ivanovic tinham apenas 20 anos e a russa foi campeã. No ano passado em Paris, a australiana Ashleigh Barty venceu seu primeiro Slam aos 23 anos. Sua rival foi a canhota tcheca Marketa Vondrousova, então com 19 anos.

Estilos de jogo das finalistas
Se não há um exato contraste de estilos, já que as duas jogadoras são mais familiarizadas com o jogo de fundo de quadra, vale destacar a variedade de recursos de Swiatek. A polonesa consegue adaptar seu jogo para atuar de forma mais agressiva, quando necessário, já que tem muita potência nos golpes, ou fazer um cheio de variações. Ela tem facilidade para quebrar ritmo com slices e utilizar os drop shots. Ao longo do torneio, enfrentou rivais com estilos muito distintos e se saiu muito bem.

Kenin aposta mais na consistência, mas também tem uma ótima leitura de jogo. Na semifinal contra Kvitova, a norte-americana sabia que não poderia competir com a tcheca na pancadaria, e tentou devolver os saques da rival um pouco mais próxima da linha de base e entrou em quadra ciente de que suas bolas não poderiam ficar curtas. Mesmo dando alguns pontos de graça, manteve-se fiel à tática até o fim.

Pontos, ranking e premiação
É certo que Swiatek terá o melhor ranking da carreira. Com 1.300 pontos já garantidos, ela está saltando para o 24º lugar do ranking. Se for campeã, a polonesa leva 2 mil pontos e entrará no top 20, ocupando a 17ª posição. Já Kenin está igualando o melhor ranking da carreira, ao atingir o quarto lugar, e pode ser a número 3 do mundo em caso de título.

O título de Roland Garros rende uma premiação de 1,6 milhão de euros, ou US$ 1,9 milhão. Já a vice-campeã recebe 800 mil euros, o equivalente a US$ 950 mil. O prêmio acumulado na carreira profissional de Kenin é de US$ 6,2 milhões. Já Swiatek tem US$ 1,6 milhão.

Polonesa ainda não perdeu sets
Swiatek ainda não perdeu sets nesta campanha em Roland Garros. A polonesa cedeu apenas 23 games nos seis jogos anteriores do torneio. A última campeã sem perder sets foi Justine Henin em 2007. Já a campeã com menor número de games perdidos por Steffi Graf em 1988, com apenas 20 games perdidos.

+ ‘Posso jogar ainda melhor sob pressão’, diz Swiatek
+ Swiatek vai se acostumando a jogar como favorita
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Há uma diferença significativa de tempo em quadra entre as duas jogadoras. Swiatek passou exatamente 7h em quadra durante o torneio. Em média, seus jogos duraram 1h10. Kenin disputou 16 sets em Roland Garros, venceu 12 e perdeu quatro. A norte-americana passou 10h34 em quadra, com média de 1h46 de duração em cada partida.

Lado mental tem ajudado Swiatek

Algoz de Simona Halep, principal cabeça de chave do torneio nas oitavas de final, Swiatek destaca bastante sua evolução no aspecto mental do jogo. A polonesa tem um trabalho de longo prazo com a psicóloga esportiva Daria Abramowicz, que foi atleta profissional da vela. “Trabalhei com alguns outros psicólogos quando era mais jovem, mas a Daria foi a melhor, porque ela me entende e me conhece muito bem. Ela também foi atleta e treinadora, então faz o pacote completo. Ela me fez mais inteligente e agora sei mais sobre o esporte. Então, ela aumenta o meu nível de confiança”, comentou logo após a vitória sobre Halep no último domingo.

“Acredito que a resistência mental é provavelmente a coisa importante do tênis agora porque todas podem jogar no nível mais alto. Mas aquelas que são mais fortes mentalmente e suportam a pressão são as melhores. Então, eu sempre quis me desenvolver dessa forma”, explica a polonesa. Desde que superou Halep, Swiatek soube atuar como favorita nas fases seguintes. Ela enfrentou a italiana Martina Trevisan e argentina Nadia Podoroska, ambas vindas do qualificatório, e venceu com bastante tranquilidade. “Conversei com Daria sobre isso, mas mantive minha mentalidade das partidas anteriores. Eu fui apenas me concentrando no tênis, e não que eu estava jogando nas quartas de final e nem que estava enfrentando uma menina com ranking mais baixo”.

Mesmo sendo uma juvenil de destaque, teve poucos convites
Apesar de ter sido uma juvenil de destaque, com direito a um título de Wimbledon da categoria em 2018, Swiatek sempre teve que batalhar para disputar os grandes torneios do tênis profissional. Em toda sua carreira recebeu apenas cinco convites, e só para torneios do circuito da ITF, mas diz que a situação a fortaleceu.

“No começo, era muito chato, mas tive que aceitar que se você é de um país pequeno, da Europa Central ou Leste Europeu, pode ser um pouco mais difícil conseguir convites, porque não temos grandes torneios na Polônia e a federação não pode trocar convites com outros países. Assim que aceitei isso, percebi que seria muito melhor se eu merecesse as vagas e apenas continuei trabalhando. Eu sabia que se jogasse bem, não importava se tivesse que jogar o quali, eu conseguiria os pontos no ranking. Sabia que se eu fosse top 50 estaria na chave de qualquer torneio que eu quisesse. Continuei trabalhando duro. No começo era muito chato, mas depois eu não me importei”.

Kenin sofreu um duplo 6/0 há três semanas

Em uma temporada muito atípica do circuito, em razão da pandemia da Covid-19, houve apenas um grande torneio preparatório para Roland Garros. Há três semanas, as principais jogadoras do circuito estavam em Roma. Kenin sofreu uma dura derrota ainda na estreia, um duplo 6/0 para Victoria Azarenka em apenas 61 minutos. A norte-americana explica que retira lições desse jogo, mesmo sem ter nenhuma vontade de assistir ao vídeo.

“Quando eu perco uma partida, não gosto de assistir a mim mesma. Já é assim até quando venço, na verdade. Não gosto de me assistir. E esse jogo de Roma eu nunca quis ver. É claro que a Vika jogou muito bem e eu não vou para tirar qualquer mérito dela. Ela estava jogando um ótimo tênis e eu obviamente senti que não consegui encontrar meu jogo. Depois disso, viemos para Paris e eu tive uma semana ou mais para treinar e acostumar com o saibro e tentei não pense sobre esse jogo. Mas, sim, esse é um jogo que eu nunca vou assistir (sorrindo). Foi um desastre.

Seis norte-americanas já venceram Roland Garros
Na Era Aberta, seis jogadoras norte-americanas já foram campeãs de Roland Garros. A mais recente foi a tricampeã Serena Williams, que triunfou pela última vez em 2015. Jennifer Capriati, Chris Evert, Martina Navratilova, Billie Jean King e Nancy Richey já venceram em Paris. Já em 2018, Sloane Stephens foi vice.

Já Swiatek tenta dar o primeiro de Grand Slam em simples para a Polônia. Ela já repetiu a campanha de Jadwiga Jedrzejowska, vice-campeã de Roland Garros no distante ano de 1939. Recentemente, em 2012, a ex-número 2 do mundo Agnieszka Radwanska foi finalista de Wimbledon.

 

Revanche contra Halep ilustra evolução de Swiatek
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 4, 2020 às 6:54 pm
Swiatek conseguiu superar Halep um ano depois da dura derrota (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Swiatek conseguiu superar Halep um ano depois da dura derrota (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Há pouco mais de um ano, na edição passada de Roland Garros, Iga Swiatek chegava pela primeira vez às oitavas de final de um Grand Slam. Então com 18 anos, e ocupando apenas o 104º lugar do ranking, a jovem polonesa sofreu uma dura derrota para Simona Halep por 6/1 e 6/0 em apenas 45 minutos. As duas jogadoras voltaram a se encontrar neste domingo, novamente nas oitavas em Paris, e novamente a romena era favorita e vinda de 17 vitórias consecutivas. Mas desta vez, Swiatek deu sinais claros de seu amadurecimento no circuito e despachou a número 2 do mundo com parciais de 6/1 e 6/2 em apenas 1h07 de partida.

Basicamente, tudo foi diferente. Eu sabia que era uma grande oportunidade para mim e que poderia jogar meu melhor tênis em um grande estádio porque eu já joguei umas quatro partidas assim”, disse Swiatek, agora número 54 do ranking. Ao longo deste ano, a polonesa foi ganhando experiência em jogos grandes. Ela já derrotou Caroline Wozniacki no ano passado no Canadá e fez bons jogos contra Naomi Osaka e Victoria Azarenka.

“Agora estou mais experiente, posso lidar com a pressão. Sinto que evoluí para jogar uma partida como essa e ganhar. Então tudo correu bem. Fiz tudo que meu treinador me falou sobre táticas. Então foi uma partida perfeita para mim”, acrescenta a jovem jogadora, que marcou sua primeira vitória contra top 10 na carreira.

Swiatek explica que a partida do ano passado serviu como uma forma de motivação, para extrair coisas positivas. “Eu estava pensando nisso, porque aquele jogo foi uma grande lição para mim. Então eu estava pensando de uma forma positiva, sabendo de todo o progresso que fiz nesse tempo. Não era como se eu estivesse com medo porque eu perdi em 45 minutos no ano passado. Foi meio que uma forma de me motivar para jogar melhor”.

As declarações vão ao encontro do que ela própria havia dito quando perdeu para Halep no ano passado. “Obviamente é muito diferente enfrentar uma jogadora como Simona do que assisti-la na TV”, comentou após a derrota em 2019. “A maior coisa que mais me surpreendeu foi sua capacidade de jogar numa direção que eu não estava preparada. Quando eu sentia que ela ia jogar na cruzada, ela jogava na paralela, e eu não estava pronta para isso. Acho que mentalmente talvez eu não estivesse pronta. Mas isso é uma coisa normal. Sou muito jovem e terei muitas oportunidades para aprender. Se eu quiser jogar em um nível como o dela, eu tenho que me acostumar com isso”.

https://twitter.com/iga_swiatek/status/1135622371803578370

Polonesa tem muitos recursos e diferentes planos de jogo
Durante a partida contra Halep, Swiatek mostrou um tênis agressivo e tentava sempre a definição dos pontos. Ela fez 30 winners contra apenas 12 de Halep e 20 erros não-forçados, cinco a mais que a rival. Também pressionou o saque da romena o tempo todo, com quatro quebras e 10 break points e não teve o serviço ameaçado.

Mas o jogo da polonesa não se resume à potência dos golpes. Ela também tem outros recursos técnicos e facilidade para mudar o estilo de jogo. Nos últimos meses, já foi possível ver Swiatek entrando em quadra com muitas variações, utilizando drop shots, slices e indo à rede, como também foi capaz de vencer jogos com um estilo mais conservador do fundo de quadra, jogando no erro da adversária. A qualidade de pensar o jogo e criar diferentes estratégias é uma grande virtude.

https://twitter.com/iga_swiatek/status/1312746716605673473

Trabalho psicológico fez a diferença
No aspecto mental do jogo, Swiatek dá todos os méritos à psicóloga esportiva Daria Abramowicz, que foi atleta profissional da vela, e foi anunciada para sua equipe em março do ano passado. “Tenho uma psicóloga na minha equipe há mais ou menos dois anos. Não me lembro ao certo. Acredito que a resistência mental é provavelmente a coisa importante do tênis agora porque todas podem jogar no nível mais alto. Mas aquelas que são mais fortes mentalmente e suportam a pressão são as melhores. Então, eu sempre quis me desenvolver dessa forma”.

“Eu fui trabalhando com alguns outros psicólogos quando era mais jovem, mas a Daria foi a melhor, porque ela me entende e me conhece muito bem. Acho que ela pode ler a minha mente, o que é estranho, explica a jovem polonesa. “Ela também foi atleta e treinadora, então ela faz o pacote completo. Ela me fez mais inteligente, eu sei mais sobre o esporte e mais sobre psicologia e posso entender meus próprios sentimentos e dizê-los em voz alta. Então, ela aumenta o meu nível de confiança”.

Durante a primeira semana de Roland Garros, Swiatek já venceu a canhota tcheca Marketa Vondrousova (finalista no ano passado), e também passou pela veterana taiwanesa Su-Wei Hsieh e pela ex-top 5 Eugenie Bouchard. Sua próxima rival é a italiana vinda do quali Martina Trevisan, uma das surpresas do torneio e número 159 do ranking. Trevisan já venceu sete jogos seguidos em Paris e vem de uma expressiva vitória sobre a número 8 do mundo Kiki Bertens. Elas já se enfrentaram duas vezes, com uma vitória para cada lado.

“Eu já joguei contra ela em um ITF há alguns anos e perdi. Foi uma partida em Varsóvia, então eu estava muito estressada porque era na minha cidade natal e eu queria jogar bem. Mas eu acho que isso não vai importar, porque já faz muito tempo e agora estamos em um lugar totalmente diferente. É muito bom que ela tenha chegado às quartas de final depois de ter jogado o quali. Quero dizer, é incrível. Ainda não pude ver os jogos dela, porque estou tentando me concentrar apenas no meu tênis e descansar quando puder. Então, vamos nos preparar amanhã provavelmente e meu treinador vai me contar tudo sobre a tática”.

Promessa dinamarquesa evita comparações com Wozniacki
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 29, 2020 às 11:52 pm
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Clara Tauson, de 17 anos, venceu seu primeiro jogo de Grand Slam nesta terça-feira (Foto: Jimmie48/WTA)

Com apenas 17 anos, a dinamarquesa Clara Tauson comemorou sua primeira vitória em Grand Slam. Vinda do qualificatório em Roland Garros, a atual 188ª do ranking estreou na chave principal com a difícil missão de enfrentar a norte-americana Jennifer Brady, semifinalista do US Open e número 25 do mundo. A dinamarquesa precisou lutar por 2h45 e salvou dois match points antes de vencer a partida por 6/4, 3/6 e 9/7.

Tauson foi campeã juvenil do Australian Open no ano passado e deu um salto no ranking profissional ainda na última temporada, do 863º para o 267º lugar, conquistando quatro títulos de ITF. Este ano, foram mais duas conquistas, além de uma vitória no WTA de Praga. Sua principal inspiração é a compatriota Caroline Wozniacki, que encerrou sua carreira profissional no início desta temporada, ainda aos 29 anos, no Australian Open. Nos últimos 31 anos, Wozniacki e Tauson foram as únicas dinamarquesas a vencer partidas de Grand Slam, mas a jovem jogadora tenta evitar comparações com a ex-número 1 do mundo.

“A Dinamarca é um país muito pequeno e com pouca tradição no tênis. É claro que ela foi meu maior modelo, enquanto eu crescia. Ela conseguiu fazer sucesso e isso me fez pensar que eu poderia fazer o mesmo no circuito. Somos muito comparadas, mas eu e ela somos pessoas diferentes. Estou apenas tentando me concentrar na minha carreira”, disse Tauson, em entrevista ao site de Roland Garros. Ela conta que já treinou algumas vezes com Wozniacki no ano passado. Outro ponto em comum: A jovem dinamarquesa treina com o pai, Soren, que tenta repetir o caminho de sucesso traçado por Piotr Wozniacki.

Mas em termos de jogo, Tauson não segue o mesmo estilo de Wozniacki. Enquanto a ex-líder do ranking e campeã do Australian Open de 2018 se destacava por sua consistência do fundo de quadra e preferia construir pontos mais longos, embora tivesse incorporado alguns elementos mais agressivos ao longo da carreira, a jovem de 17 anos tenta definir cedo as jogadas. Exemplo disso foram 48 winners no duelo com Brady, sendo 30 com seu forehand.

“Jogamos uma partida incrível hoje. Provavelmente, foi o tênis da mais alta qualidade que já joguei na minha vida”, avaliou a dinamarquesa. “Eu me adaptei e acho que estou pronta para estar neste nível, mas tenho que entrar no top 100 e ainda há um longo caminho pela frente”, comenta a jovem jogadora, que agora encara a também norte-americana Danielle Collins, 57ª do mundo. “Ela bate muito forte na bola, como a Jen também foi hoje, mas talvez seja um pouco mais consistente. Nunca enfrentei meninas desse nível antes, então não posso falar muito. Mas sei que ela é uma jogadora muito boa”.


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Living a teenage dream 💭 #RolandGarros #tennis #grandslam #sport 📸 Corinne Dubreuil / FFT

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Wozniacki já esperava pelo sucesso dos jovens
Em uma das últimas entrevistas coletivas de sua carreira, Wozniacki já se mostrava muito animada com a nova geração de seu país. Vale destacar que além de Tauson, os dinamarqueses apostam muito no Holger Rune, também de 17 anos e campeão juvenil de Roland Garros no ano passado. Outro juvenil que tenta se firmar é Elmer Moller, 50º colocado no ranking mundial da categoria.

“É incrível ver esses jovens, tanto as meninas quanto os meninos, em quadra e ver que o tênis está prosperando e indo bem. É ótimo, espero que possamos seguir em frente e espero ter provado para essaa geração mais jovem que é possível ser da Dinamarca e ser uma grande jogadora de tênis. Portanto, espero que tenhamos muitos mais no futuro”.

Jovens promessas na segunda rodada
A segunda rodada da chave feminina de Roland Garros tem outras jovens promessas e até mesmo um confronto da nova geração entre duas jogadoras de 19 anos, a eslovena Kaja Juvan e a francesa Clara Burel. Juvan é a número 103 do mundo e vem de uma expressiva vitória por duplo 6/3 sobre Angelique Kerber, enquanto a convidada Burel é a 357ª do ranking venceu seu primeiro jogo de Grand Slam na última segunda-feira sobre a holandesa Arantxa Rus por 6/7 (7-9), 7/6 (7-2) e 6/3.

Jogadora mais jovem da chave e número 51 do mundo, Coco Gauff vem de vitória sobre a cabeça 9 Johanna Konta por duplo 6/3. A norte-americana de 16 anos disputa apenas seu segundo torneio no saibro como profissional e vai enfrentar a italiana Martina Trevisan. Também na próxima fase, a canadense de 18 anos Leylah Fernandez encara a eslovena Polona Hercog, a polonesa de 19 anos Iga Swiatek terá um jogo divertido contra a taiwanesa Su-Wei Hsieh, enquanto a norte-americana de 19 anos Amanda Anisimova, semifinalista no ano passado, enfrenta a compatriota Bernarda Pera.

Dez jovens tenistas para assistir em 2020
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 20, 2019 às 11:37 am

Pelo terceiro ano consecutivo, o TenisBrasil apresenta uma lista com dez jovens tenistas que podem surpreender na próxima temporada. Assim como em anos anteriores, a relação não considera nomes da nova geração que já estejam consolidados no circuito. É mais do que óbvio que nomes como Bianca Andreescu, Naomi Osaka, Stefanos Tsitsipas ou Alexander Zverev exigem a atenção de todos os fãs de tênis em 2020.

No entanto, é importante observar alguns tenistas que estão fora do top 50, mas em franca evolução nos circuitos da ATP e da WTA. Há ainda aqueles que estão na reta final da transição do juvenil para o tênis profissional, trilhando o caminho dos torneios menores. Atualmente, não é difícil encontrar formas de acompanhar praticamente qualquer partida do circuito e alguns jogadores certamente merecem ser vistos com mais afinco.

Para conferir as matérias de 2018 e 2019 basta clicar nos links. As listas já contavam com os nomes de Bianca Andreescu, Amanda Anisimova, Dayana Yastremska, Coco Gauff e Felix Auger-Aliassime, que hoje brilham na elite do circuito.

Coco Gauff (15 anos, 68ª do ranking, Estados Unidos)
Não há dúvidas sobre enorme potencial de Coco Gauff. A norte-americana de apenas 15 anos foi uma das revelações da temporada, saltando do 839º lugar do ranking para a atual 68ª colocação. Gauff cumpriu a ambiciosa meta de alcançar o top 100 em 2019 com ótimos resultados ao longo do ano, como as oitavas de final de Wimbledon, a terceira rodada do US Open e o título do WTA de Linz, em quadras duras e cobertas. Ela também já derrotou uma top 10, a número 8 do mundo Kiki Bertens. Em 2020, Gauff não dependerá de tantos convites e deve entrar diretamente nas chaves dos maiores torneios com chances de se surpreender ainda mais que na última temporada.

Jannik Sinner (18 anos, 78º do ranking, Itália)
Escolhido o novato do ano pela ATP, o italiano Jannik Sinner é o jogador mais jovem no top 100 do ranking masculino. Ele começou a temporada no 551º lugar do ranking e já aparece atualmente na 78ª colocação. Entre os feitos de Sinner na última temporada estão três títulos de challenger, uma semifinal de ATP na Antuérpia e o título do Next Gen ATP Finals, em Milão. O jovem italiano também conseguiu uma expressiva vitória sobre Gael Monfils, então número 13 do mundo.

Iga Swiatek é um dos destaques da nova geração feminina em 2019

Iga Swiatek (18 anos, 60ª do ranking, Polônia)
Outro nome que já está no top 100, mas que ainda tem muito a evoluir é Iga Swiatek. Campeã juvenil de Wimbledon no ano passado, a polonesa teve uma rápida e bem sucedida transição ao circuito profissional. Dona de um estilo de jogo versátil, ela começou a temporada na 186ª colocação do ranking da WTA, mas já aparece na 60ª posição, chegando a ocupar o 49º posto em agosto. Swiatek já tem um bom resultado em Grand Slam, oitavas de final em Roland Garros, além de ter disputado uma final de WTA em Lugano, na Suíça.

Emil Ruusuvuori (20 anos, 123º do ranking, Finlândia)
O jovem finlandês Emil Ruusuvuori foi um dos recordistas de títulos de challenger na temporada. O atleta de 20 anos venceu quatro torneios deste porte e, com isso, saltou do 385º para o 123º lugar do ranking. Ruusuvuori foi campeão em Helsinque, Glasgow, Mallorca e Fergana, além de ter ficado com o vice-campeonato no challenger de Augsburg. Além do finlandês, o sueco Mikael Ymer, o lituano Ricardas Berankis e o australiano James Duckworth também venceram quatro challengers no ano.

Cathy Mcnally (18 anos, 120ª no ranking, Estados Unidos)
A norte-americana Cathy Mcnally iniciou 2019 no 408º lugar do ranking e terminou na 120ª posição. A jogadora de apenas 18 anos venceu 26 jogos pelo circuito profissional ao longo da temporada, com destaque para uma semifinal de WTA em Washington, além de um título e um vice-campeonato em torneios de US$ 100 mil no circuito da ITF. McNally também teve grandes resultados nas duplas, conquistando dois títulos de WTA com a compatriota Coco Gauff.

Thiago Wild (19 anos, 212º do ranking, Brasil)
Terceiro melhor brasileiro no ranking da ATP e atleta nacional mais jovem entre os 500 melhores do mundo, Thiago Wild venceu 31 jogos de challenger na temporada, com direito a um título em Guayaquil, e também conseguiu sua primeira vitória no circuito da ATP em São Paulo. O paranaense de 19 anos e que adota um estilo de jogo agressivo iniciou a temporada no 449º lugar do ranking da ATP e já aparece na 212ª colocação.

Ex-líder do ranking juvenil, Whitney Osuigwe é a mais jovem da chave feminina, com 16 anos.

Whitney Osuigwe (17 anos, 137ª no ranking, Estados Unidos)
Ex-líder do ranking mundial juvenil, Whitney Osuigwe é considerada uma das principais promessas do tênis norte-americano. Ela foi campeã juvenil de Roland Garros em 2017, com apenas 15 anos, e deu um salto no ranking da WTA durante o ano passado. Em 2018, Osuigwe foi do 1.120º lugar para a 202ª posição. Já na atual temporada, chegou a ocupar a 105ª colocação em agosto, mas termina o ano no 137º lugar. É uma forte candidata a entrar no top 100 já em 2020.

Leylah Fernandez (17 anos, 211ª no ranking, Canadá)
Atual campeã juvenil de Roland Garros, a canadense de 17 anos Leylah Fernandez já está em processo de transição para o circuito profissional. Ela iniciou a temporada no 434º lugar do ranking da WTA e já está muito próxima do top 200. Este ano, Fernandez ganhou seu primeiro título profissional em ITF de US$ 25 mil de Gatineau, além de também ter feito boas campanhas em Granby e Vancouver e de furar um quali de WTA em Hiroshima.

Daria Snigur (17 anos, 237ª no ranking, Ucrânia)
A promissora ucraniana Daria Snigur conquistou o título juvenil de Wimbledon e terminou a temporada em grande estilo. Ela venceu seis jogos seguidos pelo ITF de US$ 100 mil+H de Dubai na semana passada e foi desde o quali até a final do torneio. Duas dessas vitórias foram contra adversárias do top 100, a 95ª colocada Anastasia Potapova e a ex-top 10 e atual 38ª do ranking Kristina Mladenovic. A campanha rendeu um salto do 328º para o 237º lugar na classificação da WTA. No início do ano, ela era apenas a número 752 do mundo.

Carlos Alcaraz Garfia (16 anos, 491º no ranking, Espanha)
O jovem espanhol Carlos Alcaraz Garfia conseguiu uma façanha em 2019. Ele tinha apenas 15 anos quando conseguiu suas primeiras vitórias contra adversários no top 200 do ranking da ATP. Atleta mais jovem no top 500 e treinado pelo ex-número 1 Juan Carlos Ferrero, Alcaraz estará no Brasil para a disputa do Rio Open em 2020.

Nomes já consolidados

Entre os jovens tenistas já consolidados no circuito masculino, vale destacar o nome de Alex De Minaur. O australiano de apenas 20 anos ganhou três títulos de ATP em 2019 e já aparece no 18º lugar do ranking mundial. Sempre consistente do fundo de quadra, tem potencial para ir ainda mais longe no ranking e também nos grandes torneios. Os promissores canadenses Denis Shapovalov, número 15 do mundo aos 20 anos, e Felix Auger-Aliassime, 21º colocado aos 19, também são candidatos a títulos na próxima temporada.

Já no sempre equilibrado circuito feminino, a ucraniana Dayana Yastremska chega muito forte para a próxima temporada. A jovem ucraniana de 19 anos já ocupa o 22º lugar do ranking e tem três títulos de WTA no currículo. Ela reforçou sua equipe com o treinador alemão Sascha Bajin, eleito o melhor técnico da temporada de 2018.

Vale destacar também duas jogadoras que fizeram bonito no saibro, a canhota tcheca de 19 anos e finalista de Roland Garros Marketa Vondrousova (16ª do ranking) e a norte-americana de 18 anos e 24ª colocada Amanda Anisimova, semifinalista do Grand Slam francês. Outra jovem norte-americana que chega em ótima fase para 2020 é Sofia Kenin, 14ª do ranking aos 21 anos.

Rock n’ Roll embala a ótima fase de Swiatek na WTA
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 8, 2019 às 7:30 pm

Com apenas 18 anos, a polonesa Iga Swiatek é mais um bom nome da nova geração do tênis feminino apresentada ao grande público ao longo desta temporada. Campeã juvenil de Wimbledon no ano passado, Swiatek teve uma rápida e bem sucedida transição ao circuito profissional. Ela começou a temporada na 186ª colocação do ranking da WTA, mas já aparece na 65ª posição.

Na última quarta-feira, Swiatek conseguiu a vitória mais expressiva de sua carreira. Ela surpreendeu a ex-número 1 do mundo Caroline Wozniacki, atual 18ª colocada, com parciais de 1/6, 6/3 e 6/4 pela segunda rodada do WTA Premier de Toronto. Vinda do quali no torneio canadense, a polonesa já venceu quatro jogos seguidos e desafiará a vice-líder do ranking mundial Naomi Osaka nesta quinta-feira.

Iga Swiatek é um dos destaques da nova geração feminina em 2019

Iga Swiatek é um dos destaques da nova geração feminina em 2019

Fora das quadras, Swiatek chama atenção pelo gosto musical. É fã de clássicos do rock como as bandas Pink Floyd e AC/DC, além de também admirar o guitarrista mexicano Carlos Santana. “Sou obcecada por música. Eu tenho um tipo de música para cada estado de espírito, mas eu amo o rock e eu amo o Pink Floyd”, disse Swiatek ao site da WTA durante sua boa campanha até as oitavas em Roland Garros.

“Minhas músicas favoritas são ‘Learning to Fly’ e ‘Comfortably Numb’ e recentemente eu tenho escutado ‘Shine On You Crazy Diamond’“, afirmou a jovem polonesa de 18 anos. “Se eu tiver mais vontade de ouvir pop, eu gosto do ABBA. Mas também gosto do Coldplay, Florence and the Machine e do Santana. E se eu quiser algo mais agressivo, o AC/DC me deixa de bom humor. Eu tenho ouvido ‘Thunderstruck’ antes dos jogos”.

Depois de vencer Wozniacki no Canadá, Swiatek voltou a falar sobre música e contou sobre as visitas às lojas de discos de vinil que fez em Toronto. “[Comprei discos de] Sade, Santana, e Florence and the Machine, porque ainda não tenho todos os álbuns dela. Minha treinadora comprou um do Bon Jovi para mim e escreveu “Voe alto, kiddo”.

Dentro de quadra, Swiatek está em franca evolução ao longo da temporada. Ainda em janeiro, furou o quali do Australian Open e disputou seu primeiro Grand Slam na chave principal. Já nas quadras de saibro, disputou uma final de WTA em Lugano, na Suíça. Semanas depois, chegou às oitavas em Roland Garros. Ela venceu quatro jogos antes de cair diante da romena Simona Halep, mas tirou boas lições do duelo contra a ex-número 1.

https://twitter.com/iga_swiatek/status/1135622371803578370

“Obviamente é muito diferente enfrentar uma jogadora como Simona do que assisti-la na TV”, comentou em entrevista coletiva após a dura por 6/1 e 6/0 para Halep em Paris. “A maior coisa que mais me surpreendeu foi sua capacidade de jogar numa direção que eu não estava preparada. Quando eu sentia que ela ia jogar na cruzada, ela jogava na paralela, e eu não estava pronta para isso. Acho que mentalmente talvez eu não estivesse pronta. Mas isso é uma coisa normal. Sou muito jovem e terei muitas oportunidades para aprender. Se eu quiser jogar em um nível como o dela, eu tenho que me acostumar com isso”.

A experiência do jogo contra Halep ajudou no confronto contra Wozniacki. “Foi muito difícil. Eu estava muito nervosa durante todo o jogo, mas tentei controlar as emoções e colocar a bola na quadra, não arriscar muito. Esse foi o grande erro que cometi em Roland Garros contra a Simona Halep”, avaliou. “Eu pensei muito sobre as táticas com a minha treinadora, porque sou uma jogadora com potência nos golpes, mas achei que não seria a melhor coisa a fazer contra a Caroline, porque geralmente você acaba jogando ainda mais rápido. Eu tentei jogar mais bolas com top spin e esperar pelos erros dela. Joguei fora da minha zona de conforto”.

O que esperar da nova geração no Australian Open?
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 11, 2019 às 9:31 pm

Primeiro Grand Slam de 2019, o Australian Open começa na próxima segunda-feira (ou noite de domingo, pelo horário brasileiro). Os vários nomes da nova geração do circuito que estão nas chaves principais masculina ou feminina em Melbourne chegam com diferentes ambições. Há os que chegam com expectativa de título ou de uma campanha expressiva, mas há também aqueles que estão na rota dos favoritos e os que terão suas primeiras experiências em torneios deste tamanho.

A consolidação de Osaka

Depois de conquistar seu primeiro título de Grand Slam no US Open, Naomi Osaka mudou de patamar. Passou a ser mais conhecida do grande público, concedeu um número maior de entrevistas e foi alçada à condição de próxima estrela do esporte. Ela inclusive está na capa da edição de 21 de janeiro da revista TIME.

Em trechos já divulgados da entrevista, Osaka falou de sua idolatria por Serena Williams, a quem superou na final em Nova York, e das comparações que são feitas. Mas a jovem japonesa de 21 anos espera trilhar seu próprio caminho. “Não acho que um dia haverá outra Serena Williams. Acho que serei apenas eu mesma”.

Apesar das várias mudanças em sua vida, a jovem japonesa tem conseguido bons resultados depois do título mais importante da carreira. Foi finalista em Tóquio e semifinalista em Pequim ainda no fim de 2018, além de começar a temporada de 2019 com uma semifinal em Brisbane.

Quarta colocada no ranking, Osaka é uma das onze jogadoras que podem terminar o Grand Slam australiano como número 1 do mundo. Mesmo que a liderança ainda não venha, ela já está muito próxima de ter a melhor marca já alcançada pelo tênis japonês, considerando homens e mulheres. Basta a Osaka ganhar mais uma posição para alcançar um inédito top 3 na história de seu país.

Osaka estreia em Melbourne contra a polonesa Magda Linette, 86ª do ranking, para quem perdeu no único duelo anterior, realizado em Washington no ano passado. A cabeça de chave mais próxima é a experiente taiwanesa Su-Wei Hsieh, 28ª favorita. Qiang Wang e Anastasija Sevastova são possíveis cruzamentos nas oitavas, enquanto Madison Keys ou Elina Svitolina podem pintar nas quartas.

Os próximos passos de Zverev

Alexander Zverev terminou a temporada passada conquistando o título mais importante de sua carreira no ATP Finals, em Londres, onde derrotou Roger Federer e Novak Djokovic nas fases decisivas da competição. Número 4 do mundo e vencedor de dez títulos de ATP, incluindo três Masters 1000, o alemão de 21 anos ainda é cobrado pela falta de bons resultados em Grand Slam.

Em 14 disputas de Grand Slam na chave principal, Zverev tem como melhor resultado a chegada às quartas de final de Roland Garros no ano passado. Antes disso, a campanha de maior destaque havia sido uma até as oitavas na grama de Wimbledon em 2017. Apesar de ainda jovem, ele já fará sua quarta participação no Australian Open e parou na terceira rodada nos dois últimos anos.

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No início de 2019, Zverev disputou quatro partidas de simples e mais quatro nas duplas mistas durante a semana passada pela Copa Hopman. Vice-campeão ao lado de Angelique Kerber na competição entre países, o alemão preferiu se poupar na segunda semana do ano. Uma lesão na coxa o impediu de fazer uma exibição contra Borna Coric em Adelaide na última segunda-feira, e uma leve torção no tornozelo durante os treinos em Melbourne também preocupou durante a semana.

A estreia de Zverev no primeiro Grand Slam do ano será contra o esloveno Aljaz Bedene, 67º colocado, a quem derrotou em dois embates anteriores. Caso confirme o favoritismo, o alemão enfrentará o vencedor do duelo francês entre o veterano de 31 anos Jeremy Chardy e o novato de 20 anos Ugo Humbert. O também francês Gilles Simon pode pintar na terceira rodada, enquanto o canadense Milos Raonic é um possível adversário nas oitavas. Borna Coric e Dominic Thiem são as maiores ameaças em possíveis quartas.

Um duelo de jovens promessas

A primeira rodada em Melbourne reserva um duelo entre duas jovens promessas do circuito, a canadense de 18 anos Bianca Andreescu e a norte-americana de 16 anos Whitney Osuigwe. E quem vencer, já pode cruzar o caminho da cabeça 13 Anastasija Sevastova logo na fase seguinte.

Andreescu é uma das jogadoras em melhor fase neste início de temporada. A canadense venceu sete jogos seguidos em Auckland, incluindo duelos contra as ex-líderes do ranking Caroline Wozniacki (atual campeã do Australian Open) e Venus Williams, que a fizeram sair do 178º lugar para a melhor marca da carreira na 107ª posição. Já em Melbourne, passou por um qualificatório de três rodadas para alcançar o segundo Grand Slam de sua carreira e deverá debutar no top 100 após o Australian Open.

Osuigwe vem de um excelente ano em que saltou do 1.120º lugar para a atual 202ª posição no ranking da WTA, com direito a um título no ITF de US$ 80 mil em Tyler, no Texas, vencendo Beatriz Haddad Maia na final. Mesmo sem ter disputado nenhuma competição oficial nas duas primeiras semanas da temporada e participando apenas de exibições, a jovem norte-americana já conseguiu o melhor ranking da carreira ao ocupar o 199º lugar. Convidada para atuar na Austrália, ela também disputará seu segundo Grand Slam.

Quem chega com moral

Alguns nomes da nova geração do circuito chegam com moral para o Australian Open após bons resultados no começo do ano. São os casos de Aryna Sabalenka, Ashleigh Barty e Alex de Minaur. Também vale o destaques para quem se destacou no fim do ano passado, como Borna Coric e Karen Khachanov.

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Depois de saltar do 78º para o 11º lugar do ranking em 2018, a bielorrussa Aryna Sabalenka iniciou a temporada conquistando seu terceiro título de WTA em Shenzhen. Com estilo de jogo agressivo, a jovem de 20 anos tenta chegar às quartas de final de um Grand Slam pela primeira vez, depois de ter parado nas oitavas no US Open, e tem chances matemáticas até mesmo de encerrar o Australian Open como número 1 do mundo. Sabalenka estreia contra a russa Anna Kalinskaya e pode encarar Petra Kvitova nas oitavas.

Ashleigh Barty é uma tenista com golpes mais clássicos e que sabe variar alturas e velocidades, sabendo usar drop-shots e slices a seu favor. A australiana de 22 anos e número 15 do mundo foi bem na Copa Hopman e também é finalista do WTA de Sydney, onde já derrotou a número 1 do mundo Simona Halep e a top 10 Kiki Bertens. Barty inicia a campanha contra a tailandesa Luksika Kumkhum e está na rota de Jelena Ostapenko para a terceira rodada, e de Caroline Wozniacki ou Maria Sharapova nas oitavas.

Alex de Minaur saltou do 208º para o 31º lugar do ranking em 2018 e começou a nova temporada com quartas em Brisbane e conquistando seu primeiro título de ATP em Sydney, com vitórias na semi e na final neste sábado. Cada vez mais consolidado, o jovem australiano pode ser uma ameaça ao número 2 do mundo Rafael Nadal logo na terceira rodada em Melbourne.

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Números 11 e 12 do mundo aos 22 anos, Khachanov e Coric chegam amparados pelos feitos na reta final de 2018. O russo venceu seu primeiro Masters 1000 em Paris, enquanto o croata foi vice-campeão em Xangai. Khachanov estreia contra o alemão Peter Gojowczyk e pode encarar o atual vice-campeão Marin Cilic nas oitavas, enquanto Coric está no caminho de Dominic Thiem.

Na rota de favoritos 

Jovens tenistas aparecem também como possíveis adversários de alguns dos principais cabeças de chave. Logo na primeira rodada, o chileno de 22 anos e 86º do mundo Christian Garin desafia o belga David Goffin, ex-top 10 e atual 22º do ranking. Na fase seguinte, o francês de 19 anos e 98º colocado Ugo Humbert é um possível rival de Alexander Zverev, enquanto o convidado australiano de 19 anos e 149º colocado Alexei Popyrin é um possível adversário de Dominic Thiem.

Entre as mulheres, destaque para Sofia Kenin. Jogadora de apenas 20 anos, Kenin já começou a temporada com um título de duplas em Auckland e conquistando o WTA de Hobart. Atual 56ª do ranking, a norte-americana já chegará a Melbourne com o melhor ranking da carreira, já entre as 40 melhores do mundo.

A estreia de Kenin será contra a russa de 21 anos, vinda do qualificatório e estreante em Grand Slam Veronika Kudermetova. Em caso de vitória, a norte-americana pode cruzar o caminho da número 1 do mundo Simona Halep já na segunda rodada. Lembrando que Halep está sem vencer desde agosto, encerrou a última temporada mais cedo por conta de lesão nas costas e já tem uma estreia difícil contra a experiente estoniana de 33 anos Kaia Kanepi, sua algoz no último US Open.

Estreantes

A polonesa de 17 anos Iga Swiatek disputará o primeiro Grand Slam da carreira. Campeã juvenil de Wimbledon no ano passado, Swiatek também venceu quatro torneios profissionais da ITF e saltou da 690ª para a 175ª posição do ranking. Ela começou a temporada de 2019 parando na última rodada do quali em Auckland e furando o quali do Australian Open. Sua primeira rival será a romena Ana Bogdan.

Iga Swiatek só está disputando os Grand Slam como juvenil este ano. Ela já venceu cinco torneios profissionais

Iga Swiatek é atual campeã juvenil de Wimbledon

Já o alemão de 18 anos Rudolf Molleker saltou do 597º para o atual 198º lugar do ranking mundial ao longo do ano passado e aparece atualmente na 207ª posição. Vindo do quali em Melbourne, o jovem germâncio inicia a caminhada contra o cabeça 18 Diego Schwartzman e pode cruzar o caminho de Kyle Edmund ou Tomas Berdych na terceira rodada.

Taiwanês conquista seu 2º Slam juvenil em Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 15, 2018 às 6:29 pm

Pela segunda vez nesta década, sendo a primeira no tênis masculino, um jogador conquistou os títulos juvenis em Roland Garros e Wimbledon. O autor da façanha é o taiwanês Chun Hsin Tseng. Líder do ranking mundial da categoria, Tseng confirmou o favoritismo ao vencer a final contra o britânico Jack Draper por 6/1, 6/7 (2-7) e 6/4.

Chun Hsin Tseng foi campeão de Roland Garros e Wimbledon, além de ser vice na Austrália

Chun Hsin Tseng foi campeão de Roland Garros e Wimbledon, além de ser vice na Austrália

O último juvenil a vencer os dois Grand Slam no saibro e na grama na mesma temporada havia entre os juvenis havia sido Gael Monfils em 2004. Antes disso, o caso anterior era o do venezuelano Nicolas Pereira em 1988. Destaque também para Ivan Lendl em 1978 e Stefan Edberg em 1983. No feminino, o caso mais recente é da suíça Belinda Bencic em 2013. Outros casos famosos são de Amelie Mauresmo em 1996 e Martina Hingis em 1994.

Tseng, que também foi finalista do Australian Open em janeiro, completa 17 anos em agosto. Embora tenha apenas dezesseis anos e possa disputar o circuito juvenil por mais uma temporada, o taiwanês já mira a transição para o circuito profissional e já tem dois títulos de nível future, aparecendo no 601º lugar do ranking da ATP.

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Conquista polonesa 

A final feminina foi disputada no último sábado e terminou com o título da polonesa Iga Swiatek, que derrotou a suíça Leonie Kung por 6/4 e 6/2. Esta é a quarta vez que uma jogadora da Polônia conquista o título do Grand Slam britânico como juvenil. A primeira foi Aleksandra Olsza em 1995, seguida pelas irmãs Agnieszka e Urszula Radwanska nos anos de 2005 e 2007.

Iga Swiatek só está disputando os Grand Slam como juvenil este ano. Ela já venceu cinco torneios profissionais

Iga Swiatek só está disputando os Grand Slam como juvenil este ano. Ela já venceu cinco torneios profissionais

Swiatek já vinha de um bom resultado em Roland Garros, onde foi semifinalista de simples e campeã de duplas, e entrou em Wimbledon como 76ª do ranking mundial da ITF. A jogadora de 17 anos já prioriza o circuito profissional e os únicos torneios juvenis que disputa nesta temporada são os Grand Slam. Ela já aparece no 347º lugar no ranking da WTA e conquistou cinco títulos profissionais de ITF, dois deles este ano.

Chinesas vencem nas duplas

Principais cabeças de chave nas duplas, as chinesas Xinyu Wang e Xiyu Wang conquistaram o título com vitória na final sobre as norte-americanas Caty Mcnally e Whitney Osuigwe por 6/2 e 6/1. No masculino, título para o turco Yanki Erel e para o finlandês Otto Virtanen, que derrotaram o colombiano Nicolas Mejia e o tcheco Ondrej Styler por 7/6 (7-5) e 6/4.

Melhor campanha em simples em dez anos

O brasiliense Gilbert Klier foi o destaque da participação brasileira no torneio juvenil de Wimbledon. Depois de ter vencido seus três primeiros jogos sem perder sets, ele se despediu nas quartas de final da competição em um equilibrado duelo sul-americano contra o colombiano Nicolas Mejia, cabeça 5 da competição.

Ao chegar às quartas, Gilbert Klier teve o melhor resultado de um  brasileiro em dez anos

Ao chegar às quartas, Gilbert Klier teve o melhor resultado de um brasileiro em dez anos

Desde 2008 que um brasileiro não chegava tão longe na chave juvenil de simples em Wimbledon. O último a conseguir tal campanha foi o canhoto Henrique Cunha. Flavio Saretta também fez quartas em 1998. O último brasileiro semifinalista foi Marcus Vinicius Barbosa, o Bocão, em 1987, enquanto as melhores campanhas nacionais foram os vice-campeonatos de Ivo Ribeiro em 1957 e Ronald Barnes em 1959. Lembrando que nas duplas, Orlando Luz e Marcelo Zormann foram campeões em 2014.

Nas duplas, o pernambucano João Lucas Reis e o paulista Matheus Pucinelli também caíram nas quartas de final. Reis e o paulista Mateus Alves caíram na primeira rodada de simples, Pucinelli e o paulista Gimenez chegaram à segunda rodada do quali, enquanto o mineiro João Ferreira caiu ainda na estreia da fase classificatória.

O jejum britânico

Todos se lembram da conquista de Andy Murray em 2013, que colocou fim a uma espera de 77 anos sem campeões britânicos desde o título de Fred Perry em 1936. Entre os juvenis há uma escrita parecida. O último anfitrião a vencer o torneio foi Stanley Matthews em 1962. Com a presença de Draper na final, havia a possibilidade de mais um jejum britânico cair por terra. E, pelo visto, a imprensa local parece acostumar seus jogadores com esse tipo de escrita desde a categoria de base…

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