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Geração 2000 já tem três campeãs de Grand Slam e cinco no top 30
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 13, 2021 às 8:10 pm

Emma Raducanu se juntou a Bianca Andreescu e Iga Swiatek entre as campeãs nascidas a partir de 2000 (Foto: Darren Carroll/USTA)

O título de Emma Raducanu no US Open foi o terceiro troféu de Grand Slam para uma jogadora nascida a partir de 2000. A britânica de 18 anos se junta à canadense Bianca Andreescu, que puxou a fila ao ser campeã em Nova York há duas temporadas. Já no ano passado, foi a vez de a polonesa Iga Swiatek vencer Roland Garros.

As conquistas de jogadoras tão jovens em grandes torneios acompanham um momento de renovação no ranking, já com três tenistas com até 21 anos entre as 20 melhores do mundo e cinco nessa faixa etária dentro do top 30. Entre as cem primeiras no ranking divulgado nesta segunda-feira, são 14 jogadoras nessa idade, algumas já com títulos no circuito da WTA e quase todas com pelo menos uma campanha de terceira rodada em Grand Slam na carreira.

Entre as tenistas com até 21 anos, Swiatek é a que está em melhor momento no ranking, ocupando atualmente a oitava posição. Apesar de não ter conseguido defender o título de Roland Garros, caindo nas quartas de final este ano, a polonesa faz uma temporada consistente. Ela chegou pelo menos às oitavas em todos os Grand Slam e conquistou títulos em Adelaide e Roma.

Gauff é a mais jovem do top 100, Andreescu cai
Jogadora mais jovem de todo o top 100, Coco Gauff é a 19ª do ranking aos 17 anos. Ela está com o melhor ranking da carreira, já tem dois títulos de WTA, e chegou recentemente às quartas em Roland Garros. Uma posição abaixo abaixo está Bianca Andreescu, já campeã de Grand Slam, e que perdeu os pontos do título do US Open de 2019. A canadense de 21 anos tem três títulos expressivos na carreira, já que também conquistou Indian Wells e Toronto há duas temporadas.

Ainda no top 30, aparecem as duas finalistas do US Open: Emma Raducanu saltou 127 posições depois de ter feito uma campanha impressionante, com dez vitórias seguidas desde o qualificatório até conquistar o título logo no segundo Grand Slam que disputava. Agora 23ª do mundo, a britânica só havia jogado antes em Wimbledon, quando aproveitou o convite e foi até as oitavas. A vice Leylah Fernandez também deu um bom salto, da 73ª para a 28ª posição do ranking. A canadense de 19 anos recém-completados tem um título de WTA, conquistado este ano em Monterrey, já venceu quatro tenistas do top 10, e agora também tem uma final de Slam no currículo.

Nova geração pode ter mais nomes chegando
As ucranianas Dayana Yastremska, de 21 anos e 53ª do ranking, e Marta Kostyuk, 56ª colocada aos 19 anos, são fortes candidatas a também surpreenderem em grandes torneios em um futuro próximo. Yastremska já tem três títulos de WTA, chegou a ocupar o 21º lugar do ranking no ano passado e chegou às oitavas de final de Wimbledon em 2019. Kostyuk está apenas uma posição abaixdo melhor ranking da carreira e este ano fez oitavas em Roland Garros.

Atrás delas aparecem Clara Tauson e Maria Camila Osorio, números 70 e 71 do mundo. Ambas já têm títulos de WTA, Tauson em Lyon e Osorio em Bogotá. A colombiana de 19 anos fez uma surpreendente campanha do quali até a terceira rodada na grama de Wimbledon, enquanto a dinamarquesa de 18 anos ainda não conseguiu passar da segunda rodada de torneios do Grand Slam, em quatro participações.

Um pouco abaixo está a russa Varvara Gracheva, de 21 anos e 77ª do ranking. Ela ainda não tem títulos ou finais de WTA na carreira, mas já chegou à terceira rodada em três Grand Slam, incluindo dois este ano, Roland Garros e US Open. Bem mais conhecidas são Amanda Anisimova, 81ª do mundo, e Anastasia Potapova, 89ª, ambas de 20 anos. Anisimova já foi semifinalista de Roland Garros em 2019, enquanto Potapova chegou à terceira fase na Austrália este ano. Ambas foram campeãs juvenis de Grand Slam e estiveram nas primeiras posições do ranking da categoria.

Também prodígios nos tempos de juvenil, a francesa Clara Burel e a norte-americana Claire Liu aparecem no 92º e no 96º lugar, respectivamente. Burel, de 20 anos, chegou à terceira rodada de Roland Garros no ano passado, enquanto Liu está com o melhor ranking da carreira nesta segunda-feira, aos 21 anos, apesar de ainda não ter passado da segunda fase de um Grand Slam.

Jovens brilham e US Open chega renovado às oitavas
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 5, 2021 às 5:02 am
Leylah Fernandez e Carlos Alcaraz, ambos de 18 anos, são destaques da nova geração nas oitavas (Foto: Jennifer Pottheiser/USTA)

Leylah Fernandez e Carlos Alcaraz, ambos de 18 anos, são destaques da nova geração nas oitavas (Foto: Jennifer Pottheiser/USTA)

A edição de 2021 do US Open, que começou marcada pela ausência de campeões históricos como Roger Federer, Rafael Nadal e as irmãs Venus e Serena Williams, chega à fase de oitavas de final bastante renovada. Três destaques da nova geração do circuito, e com apenas 18 anos, a canadense Leylah Fernandez, a britânica Emma Raducanu e o espanhol Carlos Alcaraz são alguns dos estreantes na segunda semana em Nova York. A renovação também se dá com outros jovens como Jannik Sinner, Jenson Brooksby e Iga Swiatek, que fazem suas melhores campanhas no torneio aos 20 anos. E até mesmo tenistas mais experientes, mas que nunca chegaram tão longe em Nova York, também contribuem para o cenário de mudanças.

Alcaraz e Fernandez derrubaram favoritos

A rodada da última sexta-feira no Arthur Ashe Stadium premiou Alcaraz e Fernandez, que derrubaram grandes favoritos. O espanhol, 55º no ranking da ATP, foi responsável por eliminar o número 3 do mundo Stefanos Tsitsipas em uma batalha de cinco sets e com 4h07 de duração. “Não tenho palavras para explicar como estou me sentindo agora. Não acredito que venci Stefanos Tsitsipas em uma partida épica. Para mim é um sonho que se tornou realidade”, disse após sua primeira vitória contra um top 10. “Acho que sem a torcida não teria a oportunidade de jogar um ótimo quinto set e vencer. Eu estava fisicamente no meu limite no final do terceiro set e Stefanos começou o quarto set muito bem. No começo do quinto, tive que ser muito agressivo e jogar meu melhor tênis”.

Jogador mais jovem nas oitavas de um Grand Slam desde Andrei Medvedev 1992, e o mais novo nesta fase do US Open desde Michael Chang em 1989, Alcaraz não escapa de inúmeras comparações com os feitos de Rafael Nadal, mas busca seu próprio estilo. “Eu não copio nenhum estilo de jogador. Eu apenas jogo meu jogo. Mas se eu tiver que dizer um jogador parecido com meu jogo, acho que é o Federer. Eu acho parecido com o meu jogo, porque estou tentando ser agressivo o tempo todo”, comenta o espanhol que enfrenta o alemão vindo do quali Peter Gojowczyk, experiente tenista de 32 anos e 141º do ranking.

Também na sexta-feira, Fernandez conseguiu superar Naomi Osaka, bicampeã do Grand Slam nova-iorquino, com uma vitória de virada, depois de a japonesa ter sacado para o jogo ainda no segundo set. “Eu não estava realmente focada em Naomi. Eu estava focada apenas em mim mesma, no meu jogo e no que eu precisava fazer. Ter a torcida me apoiando a cada ponto foi incrível. Isso me deu energia para continuar lutando e correndo para as bolas que ela mandava. Eu estava feliz por ter sido capaz de dar um show para todos que vieram assistir”.

Atual 73ª do ranking, a canadense marcou sua segunda vitória contra top 10 e agora desafia a campeã de 2016 Angelique Kerber. “Desde muito jovem, eu sabia que seria capaz de vencer qualquer uma que estivesse na minha frente. Mesmo praticando esportes diferentes, eu sempre fui muito competitiva. Desde quando eu queria ganhar do meu pai no futebol, mesmo que fosse impossível. Sempre acreditei nisso. Mesmo quando a Naomi conseguiu uma quebra no segundo set, eu ainda acreditava. Disse a mim mesma que estava cada vez mais perto de encontrar uma solução e teria a chance de voltar para o jogo”.

Raducanu se inspirou nas façanhas de outros jovens

A britânica Emma Raducanu, 150ª do mundo, veio do quali em Nova York e venceu seis jogos seguidos. Também de 18 anos, ela reconhece que a inspiração de Fernandez e Alcaraz a fizeram acreditar mais em suas chances.

“Acho que ter tantos jogadores jovens chegando é muito bom para o tênis, porque mostra o quão forte é a próxima geração. Acho também que todos nos inspiramos a jogar melhor. Hoje, eu queria me juntar a eles na segunda semana também, então isso foi uma motivação extra. Os dois são pessoas muito, muito legais. Estou muito feliz por eles e por poder ir para a segunda semana”, disse a britânica que derrotou a espanhola Sara Sorribes na terceira rodada por 6/0 e 6/1. Ela também passou pela suíça Stefanie Voegele e pela chinesa Shuai Zhang na chave principal, além de ter superado o quali com três rodadas. Sua próxima rival é a norte-americana Shelby Rogers.

Sinner vem de uma dura batalha contra Monfils, agora enfrenra Zverev

O italiano Jannik Sinner já é uma realidade no circuito, ocupa o 16º lugar no ranking mundial com apenas 20 anos, e vem de uma batalha de cinco sets contra Gael Monfils para chegar às oitavas de final em Nova York pela primeira vez na carreira. Em suas duas únicas participações anteriores, Sinner não havia passado da rodada de estreia.

“Estou muito feliz. Obviamente não foi fácil jogar contra ele. Joguei bem os dois primeiros sets e também o terceiro. Então ele começou a crescer no jogo. Comecei a errar, o que é normal, e tive manter o foco no presente. Acho que hoje, essa foi a chave. Para mim, é a primeira vez que estou aqui na segunda semana, aqui em Nova York, é uma sensação ótima, obviamente. Você sempre tenta fazer cada vez melhor”, disse após a vitória por 7/6, 6/2, 4/6, 4/6 e 6/4. O italiano agora desafia o número 4 do mundo Alexander Zverev, contra quem tem uma vitória e uma derrota.

Swiatek se orgulha de sua consistência

Oitava colocada no ranking da WTA e campeã de Roland Garros no ano passado, a jovem polonesa de 20 anos Iga Swiatek conseguiu uma marca bastante expressiva. Ela é a única jogadora do circuito a atingir as oitavas de final em todos os quatro Grand Slam de 2021. “É muito emocionante. Esta é a minha primeira vez nas oitavas do US Open e estou muito orgulhosa disso. Não importa qual será o meu resultado final, mas mesmo assim fizemos um ótimo trabalho. Estar nas oitavas de todos os Grand Slams deste ano mostra que realmente estou indo no caminho certo”, disse depois de superar a estoniana Anett Kontaveit no último sábado por 6/3, 4/6 e 6/3.

“Eu estava pensando nisso há dois dias, que basicamente esta é o único ano em que não tive nenhuma lesão e não precisei que lidar com isso. As coisas são mais fáceis quando meu corpo está realmente me ouvindo. Estou muito orgulhosa da minha equipe e muito grata por receber toda a ajuda de que preciso. Muito feliz por ser consistente. Mas eu sei que sem eles não estaria aqui”, revela a polonesa, que agora encara a campeã olímpica Belinda Bencic.

Brooksby desafia o número 1 Novak Djokovic

Outro jovem debutante nas oitavas de final de um Grand Slam, o norte-americano de 20 anos Jenson Brooksby segue aproveitando o convite oferecido pelos organizadores. Destaque nos torneios de nível challenger no primeiro semestre, com três títulos, ele começou a temporada apenas no 314º lugar do ranking, mas já é o 99º do mundo. Durante o verão americano, disputou sua primeira final de ATP na grama de Newport e foi semifinalista em Washington. Com isso, saltou no ranking e chamou a atenção da direção do US Open. Em Nova York, já passou por Mikael Ymer, Taylor Fritz e Aslan Karatsev. Agora, tem a missão de enfrentar o número 1 do mundo Novak Djokovic.

“Será um grande desafio, um dos mais difíceis que se pode ter. Mas estou realmente acreditando em mim mesmo. Ainda mais pelo que estou mostrando por aí até agora. Tenho uma grande equipe ao meu redor para ajudar a me recuperar. Será uma batalha no Ashe, e tenho certeza de que será muito emocionante. A torcida vai lotar o estádio e estou animado para ver como posso me concentrar, como posso jogar bem contra um dos maiores jogadores e com um grande público em quadra”.

Mais estreantes nas oitavas de final

A lista de estreantes nas oitavas de final do US Open não conta apenas com tenistas da nova geração. Atual campeã de Roland Garros, a tcheca de 25 anos Barbora Krejcikova disputa a chave principal de simples pela primeira vez em Nova York. A número 9 do mundo construiu uma carreira sólida nas duplas e só entrou no top 100 de simples no ano passado, tendo uma rápida escalada até o top 10 e ao primeiro Grand Slam na disputa individual. Sua próxima rival é a espanhola Garbiñe Muguruza, décima colocada. Elas já se enfrentaram duas vezes este ano, com uma vitória para cada lado.

Na chave masculina, são vários os estreantes nas oitavas: Os alemães Oscar Otte, de 28 anos e 144º do ranking, e Peter Gojowczyk, de 32 anos e 141º colocado, vieram do quali. Otte enfrenta o italiano Matteo Berrettini, enquanto Gojowczyk é o próximo adversário de Alcaraz. Outro atleta vindo do quali a atingir as otavas é o holandês Botic Van de Zandschulp, de 25 anos e 117º do ranking. Ele já eliminou o cabeça 8 Casper Ruud e vai enfrentar o argentino Diego Schwartzman. Além deles, destaque também para o confronto entre o norte-americano Reilly Opelka, 24º do mundo, e o sul-africano Lloyd Harris, 46º colocado. Os dois tenistas de 24 anos fazem ótimas temporadas no circuito e alcançam esta fase em um Grand Slam pela primeira vez.

Andreescu e Aliassime também vivos na disputa
Além da estreante Leylah Fernandez, o Canadá ainda conta com mais dois nomes da nova geração nas oitavas de final. Campeã em 2019 e número 7 do mundo Bianca Andreescu nunca perdeu um jogo de US Open, já que não atuou na edição passada. Invicta há dez jogos em Nova York, a jogadora de 21 anos encara a grega Maria Sakkari. Também com 21 anos, o número 15 da ATP Felix Auger-Aliassime repete a campanha do ano passado e enfrenta o norte-americano Frances Tiafoe em busca de quartas inéditas.

 

Wimbledon é território estranho para três campeãs de Slam
Por Mario Sérgio Cruz
junho 29, 2021 às 1:04 am
Swiatek disputa a chave principal de Wimbledon pela primeira vez aos 20 anos

Swiatek disputa a chave principal de Wimbledon pela primeira vez aos 20 anos (Foto: Jimmie48/WTA)

Apesar de serem três campeãs de Grand Slam e integrantes no top 10 do ranking mundial, Sofia Kenin, Bianca Andreescu e Iga Swiatek têm pouca experiência em quadras de grama e tentam se adaptar ao piso em busca de bons resultados em Wimbledon. Fatores como a rápida ascensão no circuito nas últimas temporadas e o cancelamento de todos os torneios no piso previstos para 2020 fizeram com que Andreescu e Swiatek só conseguissem suas primeiras vitórias na grama pelo circuito da WTA na última semana, quando atuaram em Eastbourne. Kenin, de 22 anos, tem um pouco mais de bagagem, mas a estreia no Grand Slam londrino marcou sua volta ao piso depois de duas temporadas.

“É a minha primeira partida na grama nesta temporada, já que eu não joguei nenhum torneio antes. Claro que estava um pouco mais nervosa, mas fui capaz de controlar e estou feliz com isso”, disse Kenin, depois de vencer a chinesa Xinyu Wang por 6/4 e 6/2 nesta segunda-feira. Ela agora espera pela vencedora do duelo norte-americano entre Madison Brengle e Christina McHale.

“No geral, achei que eu saquei bem e senti que meio que me salvou durante a partida de hoje. E, claro, fui bem nas devoluções. Portanto, há algumas pequenas coisas que tenho que melhorar, mas no geral estou muito feliz com a maneira como joguei”, completa a número 6 do mundo. Campeã do Australian Open e vice de Roland Garros no ano passado, a norte-americana disputa seu terceiro Wimbledon e nunca passou da segunda rodada.

Swiatek disputa Wimbledon pela primeira vez

Mais jovem do trio, com 20 anos recém-completados, Iga Swiatek faz sua primeira participação na chave principal de Wimbledon e venceu nesta segunda-feira a taiwensa Su-Wei Hsieh por duplo 6/4. “Eu precisava jogar com muita potência, porque quando a bola vai muito rápida na grama, é difícil de controlar e eu sei que a Su-Wei é bem habilidosa e meu principal objetivo era não deixá-la usar isso. E fico feliz que a minha tática tenha funcionado”, comenta a polonesa, que fez 20 winners e 18 erros na partida.

“Foi emocionante, porque a última partida que eu venci em Wimbledon havia sido na final do juvenil, nessa mesma quadra. Quando eu entrei aqui, tive muitas lembranças”, acrescentou Swiatek, que foi campeã juvenil do Grand Slam britânico em 2018.

Campeã de Roland Garros em 2020 e atual número 9 do ranking, a polonesa rechaça qualquer tipo de favoritismo e diz que uma boa campanha em Wimbledon pode ser muito mais importante pensando no futuro. “Eu simplesmente não penso tanto nisso, porque na grama há algum tipo de ranking à parte, porque você sabe quem está jogando bem na grama e também sabe quem geralmente é ruim na grama. Mesmo eu sendo, a sétima cabeça de chave, não me pressiono tanto, porque sei que não tenho experiência. Eu apenas tento aprender o máximo possível. Só estou ciente de que não treinei por muito tempo na grama, porque joguei a final de duplas em Roland Garros”.

“É uma parte importante da temporada, mas é ainda mais importante aprender, porque acho que o trabalho que fizer aqui vai dar resultado em alguns anos. Eu só preciso de experiência na grama. Na verdade, é legal porque eu posso jogar sem nenhuma expectativa”, avalia a jovem jogadora, que espera pela vencedora entre a tcheca Marie Bouzkova e a russa Vera Zvonareva. “Depois de toda aquela confusão durante a temporada de saibro, durante o Roland Garros, já que eu era a atual campeã, é mais fácil agora e estou gostando. Talvez meu tênis não seja tão bom quanto em outros torneios, mas estou me sentindo ótima e muito feliz por estar aqui.

Andreescu estreia nesta terça e reencontra Cornet
A canadense Bianca Andreescu, de 21 anos e número 7 do mundo, estreia em Wimbledon nesta terça-feira contra a francesa Alizé Cornet, 59ª colocada. As duas se enfrentaram há duas semanas em Berlim e Cornet levou a melhor em dois sets equilibrados. A única participação de Andreescu na chave principal de Wimbledon havia acontecido ainda em 2017, quando ela caiu na estreia. Dois anos atrás, quando já era um dos principais nomes do circuito, uma lesão no ombro a impediu de atuar na temporada de grama. Recuperada meses depois, conquistou o US Open de 2019.

“A semana de Berlim não foi tão boa quanto eu esperava para o meu primeiro torneio na grama, mas preciso de tempo. Não jogo há três anos e não fiz tantas partidas neste ano por causa de outras coisas. Mas tenho treinado muito na grama, tenho ficado muito tempo em quadra e espero que eu possa progredir nas partidas”, disse Andreescu, em entrevista coletiva durante o WTA 500 de Eastbourne na última semana.

“Tenho uma boa imagem mental de como quero jogar na grama, mas sei que não vai acontecer de imediato. Eu preciso de bom tempo de treinos e de mais jogos, e foi por isso também que eu joguei em duplas em Eastbourne. Acho que isso ajuda muito no meu jogo de grama, porque posso trabalhar no meu saque e nos meus voleios, porque eu quero ir muito para a rede”, acrescenta a canadense, que chegou às oitavas no último torneio preparatório, vencendo Christina McHale e perdendo para Anett Kontaveit.

Apesar de ser uma tenista com muito peso de bola, Andreescu sabe que só isso não é o suficiente na grama. “A minha bola alta e pesada nem sempre é tão eficaz só porque a bola realmente não quica. É literalmente perfeito para a adversária atacar. Às vezes, gosto de dar slice, mas a bola literalmente desliza de forma superaleatória. Quero continuar trabalhando, avançando, usando meu saque a meu favor e mexendo muito com os pés, já que as bolas estão chegando rápido”.

Swiatek mantém rotina, mas muda a trilha sonora
Por Mario Sérgio Cruz
junho 6, 2021 às 12:22 am

Swiatek mantém a escolha pelos clássicos do rock na busca por mais um título de Roland Garros (Foto: Nicolas Gouhier/FFT)

Apesar de todas as transformações em sua vida desde que conquistou seu primeiro título de Roland Garros, Iga Swiatek garante que não muda sua rotina em busca do bicampeonato. Na verdade, a única novidade está na trilha sonora. Fã declarada de grandes clássicos do rock, a polonesa de 20 anos deixou um pouco de lado a faixa Welcome to the Jungle do Guns N’ Roses e fez mais uma viagem no tempo, e é embalada pelo som do Led Zeppelin. Ela diz que a estratégia já deu certo, porque fez parte da sua caminhada para o título do WTA 1000 de Roma há três semanas.

“Tenho a mesma playlist de Roma, então é o Led Zeppelin agora. No ano passado foi o Guns N’
Roses. Então, é uma banda diferente, mas o mesmo estilo de música”, disse Swiatek a TenisBrasil, durante a entrevista coletiva após seu jogo da terceira rodada em Paris. “Já gostava de rock e acho que comecei a ouvir mais quando assisti ao filme do ‘Thor’, alguns anos atrás, na Austrália. Também comecei a ouvir música polonesa e isso é novo para mim porque, na verdade, eu nunca tinha escutado músicas poloneas. É muito legal. Eu recomendaria. Mas provavelmente, apenas duas pessoas desse grupo [de jornalistas] iriam entender”.

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Swiatek faz questão de ressaltar que o hábito de manter a playlist não é uma superstição. “Não tenho superstições. Nada contra isso, mas há algumas situações que você fica nervosa por isso, e simplesmente não é necessário. Quando você tem um chance de evitar, é melhor. Acho que há uma diferença entre superstição e rotinas. Sou grande fã de rotinas, porque gosto de ouvir as mesmas músicas antes de eu entrar na quadra. Mas não é como se eu comer uma coisa diferente no café da manhã, vai dar tudo errado. É bom ter distância dessas coisas e apenas manter suas rotinas, porque isso é muito importante nos esportes”.

https://twitter.com/rolandgarros/status/1401238994197823493

Psicóloga se junta ao time na próxima fase
Durante a primeira semana de Roland Garros, Swiatek não teve a companhia da psicóloga esportiva Daria Abramowicz. Ela deve se juntar ao time a partir das oitavas, ao lado do técnico Piotr Sierzputowski e do preparador físico Maciej Ryszczuk. Desta vez é diferente porque Daria não está no estádio. No momento, ainda estou encontrando minhas rotinas, porque na segunda semana ela vai estar aqui com a gente. Ela está comigo na maioria dos torneios e ela é o cérebro da nossa equipe. Acho que a química do nosso time fica melhor com dois meninos e duas meninas.

Estou fazendo as mesmas coisas, mas não é tão divertido. Tenho conversado mais com Piotr sobre táticas e outras coisas e fazendo todo o aquecimento e estou pronto. É basicamente o mesmo que em todos os torneios, mas agora é melhor porque eu conheço alguns lugares aqui onde eu posso descansar e ficar mais calma. Nos primeiros dois anos eu estava, eu ficava confusa, porque não sabia para onde ir. Agora eu me sinto em casa (sorrindo).

Com plena confiança em sua equipe, ela priorizou uma preparação focada em torneios grandes e acredita que teve sucesso na empreitada. “Na verdade, o meu treinador é que foi responsável por isso. E acho que ele está fazendo um ótimo trabalho com todo o planejamento do meu calendário”, disse Swiatek a TenisBrasil na coletiva pré-torneio. “No começo do ano eu estava me perguntando se seria uma boa ideia jogar torneios menores, apenas para sentir a confiança e sentir que eu poderia continuar vencendo. Afinal, só existe um vencedor no tênis, e mesmo que você alcance uma semifinal ou seja finalista, você acaba perdendo a última partida”.

“Então, eu estava conversando sobre isso com meu treinador e com a minha equipe, mas eles disseram que, da perspectiva deles, seria melhor que eu me concentrasse em torneios maiores.
“E foi muito bom, porque sinto que estou progredindo. Eu estou jogando contra as top 10 com mais frequência e posso realmente ter mais experiência e aprender mais, porque isso é o mais importante para mim agora. Preciso aprender a estar em diferentes situações na quadra para que eu possa ter mais experiência depois”.

Jogo duro com Kontaveit neste sábado

Em seu terceiro compromisso no torneio, Swiatek venceu a estoniana Anett Kontaveit por 7/6 (7-4) e 6/0 neste sábado. Diante de uma rival bastante agressiva, especialmente no início do jogo, a polonesa chegou a estar perdendo o primeiro set por 4/2, mas conseguiu reagir. “Acho que eu tive comecei um pouco abaixo, pensando não no primeiro set de um modo geral, mas game a game. Então, se eu não tivesse sofrido uma quebra no primeiro game, acho que o placar poderia ser diferente, a pontuação. Mas estou muito feliz por fazer um tiebreak consistente e liderar com bastante facilidade. Mas no segundo set, Anett cometeu mais erros, porque eu acho que ela estava arriscando muito, e no segundo set, seus golpes não estavam mais tão precisos. Ela
apenas cometeu muitos mais erros. Acho que foi um bom para mim recuar um pouco e reagir
mais rápido porque ela estava jogando muito rápido desde o começo”.

Eu estava apenas focada em quebrar o saque dela. E eu sabia que tinha recursos para fazer isso. Na verdade, ela fez três aces em um game. E com certeza seria impossível quebrá-la naquele momento. Mas eu sabia se eu colocasse boas devoluções e fizesse com que ela tivesse que se mover desde o início dos pontos, seria bom. Eu apenas me concentrei nisso e quebrei o saque dela.
Acho que jogamos uma vez no juvenil, mas não tenho certeza na verdade.

Duelo da nova geração nas oitavas de final
A próxima adversária de Swiatek será a ucraniana Marta Kostyuk, tenista de apenas 18 anos e 81ª do ranking. Elas nunca se enfrentaram pelo circuito profissional, mas já tiveram um duelo na época do juvenil, em 2017, com vitória da polonesa na Austrália. “Provavelmente foi no início da minha carreira juvenil. Mas realmente não tenho certeza. Na verdade, acabei de saber que vou jogar contra ela, então não estava realmente preparada para essa pergunta. Ainda não a vi jogar, porque estava apenas focada na minha partida contra Anett. Mas obviamente meu treinador fará um ótimo trabalho. Ele é muito bom nas tática, então estou me sentindo segura”.

Oito jovens tenistas para acompanhar em Roland Garros
Por Mario Sérgio Cruz
maio 29, 2021 às 10:10 pm

Com diferentes perspectivas, oito tenistas da nova geração do circuito merecem destaque antes de Roland Garros, que começa neste domingo em Paris. O Grand Slam tem uma jovem candidata ao título, a atual campeã Iga Swiatek e ponto de interrogação sobre Bianca Andreescu. Embalados por recentes conquistas no saibro de Parma, Coco Gauff e Sebastian Korda estão em rota de colisão com favoritos. Destaque também para os recém-chegados ao top 100, Carlos Alcaraz e Maria Camila Osorio, vindos do quali. Vale ficar de olho também no italiano Jannik Sinner, que chegou às quartas no ano passado, e no canadense Felix Auger-Aliassime, que aposta na parceria com Toni Nadal.

Confira oito grandes histórias envolvendo a nova geração em Roland Garros:

Swiatek luta pelo bicampeonato em Paris

Atual campeã, Swiatek focou a preparação nos torneios grandes (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Atual campeã, Swiatek focou a preparação nos torneios grandes (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Menos de um ano depois de ter conquistado seu primeiro Grand Slam em Roland Garros, Iga Swiatek está de volta às quadras de saibro da capital francesa. A polonesa, que completa 20 anos na segunda-feira, era apenas a 54ª do ranking na campanha para o título do ano passado e agora já é a número 9 do mundo e uma das favoritas ao título, ainda mais depois da categórica conquista do WTA 1000 de Roma há duas semanas. Ela estreia contra sua melhor amiga no circuito, a eslovena Kaja Juvan, pode enfrentar a norte-americana Shelby Rogers ou a sueca Rebecca Peterson na segunda fase e a estoniana Anett Kontaveit na terceira fase.

“Depois que ganhei Roland Garros, minha vida mudou completamente todo mundo começou a me tratar de forma diferente totalmente. Foi muito bom encontrar um equilíbrio e ainda ser capaz de aproveitar aquela vitória, mesmo numa situação tão caótica”, disse Swiatek, durante a entrevista coletiva na última sexta-feira. “Estou voltando à mesma forma que eu tive quando fui campeã de Roland Garros, já ganhei mais dois títulos desde então, e foi incrível para mim, porque eu ainda não sei se vou ser consistente pelo resto da minha carreira. E isso mostrou que posso realmente ter um bom desempenho não apenas uma vez, mas posso repetir. Então essa é a coisa mais importante para mim”.

Swiatek priorizou os torneios grandes em sua preparação para Roland Garros e só jogou em Roma e Madri e foi perguntada por TenisBrasil sobre sua estratégia. “Na verdade, o meu treinador é que foi responsável por isso. E acho que ele está fazendo um ótimo trabalho com todo o planejamento do meu calendário. E foi muito bom, porque sinto que estou progredindo. Eu estou jogando contra as top 10 com mais frequência e posso realmente ter mais experiência e aprender mais, porque isso é o mais importante para mim agora. Preciso aprender a estar em diferentes situações na quadra para que eu possa ter mais experiência depois”.

Andreescu em dúvidas após lesão abdominal

Andreescu fez bons jogos em Estrasburgo, mas sentiu lesão abdominal (Foto: Michel Grasso/Internationaux de Strasbourg)

Andreescu fez bons jogos em Estrasburgo, mas sentiu lesão abdominal (Foto: Michel Grasso/Internationaux de Strasbourg)

Outra top 10 a ser observada em Roland Garros é Bianca Andreescu, de apenas 20 anos e número 7 do mundo. A canadense conquistou seu primeiro Grand Slam ainda no US Open de 2019, mas possui um longo histórico de lesões, chegando a ficar mais de um ano parada por problema no joelho esquerdo. Na semana passada, disputou o WTA 250 de Estrasburgo e fez dois bons jogos, mas desistiu antes das quartas por lesão muscular na região abdominal. Cabeça 6 em Paris, Andreescu estreia contra a eslovena Tamara Zidansek.

“Não é nada sério, apenas um desconforto. Mas eu não quero arriscar antes de Roland Garros”, disse Andreescu na última terça-feira, em Estrasburgo. Perguntada por TenisBrasil sobre como faz para manter o ritmo de jogo e o bom nível de tênis mesmo com tantas lesões, a canadense comentou que aprendeu com os erros do passado e consegue ter melhor planejamento de treinos e competições. “Isso faz parte da carreira de qualquer atleta, sempre tem algumas coisas que você pode fazer e aprender com os erros do passado. Hoje eu tenho um calendário melhor de torneios, e estou ficando melhor na quadra e nos treinos físicos, com exercícios diferentes. É claro que a situação é decepcionante. Mas eu fiz o meu melhor para lidar com a situação”.

Gauff empolgada por título no saibro italiano

Gauff diz que resultados recentes não trazem pressão, mas sim confiança (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Gauff diz que resultados recentes não trazem pressão, mas sim confiança (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Com apenas 17 anos, a norte-americana Coco Gauff é uma das jogadoras mais jovens na chave de Roland Garros. Ela chega a Paris empolgada pela recente conquista do WTA 250 de Parma e ocupando o 25º lugar do ranking da WTA. Uma semana antes, também foi semifinalista do WTA 1000 de Roma, superada apenas por Swiatek. Acostumada a lidar com grandes expectativas desde muito jovem, ela garante que os resultados recentes trazem mais confiança do que pressão.

“Para ser honesta, não acho que esses resultados realmente coloquem qualquer pressão sobre mim. Apenas me deram confiança. Fiz muitas quartas de final e semifinais em 2020 e isso me deixou mais forte para terminar o torneio e levantar um troféu. Não sinto nenhuma pressão. Talvez porque tenha sido só um 250, então é um torneio um pouco menor, e não tinha tanta pressão quanto um 1000. Mas de qualquer forma, sinto que ganhar um título só dá a você mais confiança e mais experiência. Esse é o meu objetivo aqui”, comentou Gauff, que estreia contra a sérvia Aleksandra Krunic e pode cruzar o caminho da número 1 do mundo Ashleigh Barty nas oitavas.

Novata no top 100, Osorio disputa seu primeiro Slam

A colombiana Maria Camila Osorio chegou recentemente ao top 100 e disputa o 1º Slam (Foto: Cédric Lecocq/FFT)

A colombiana Maria Camila Osorio chegou recentemente ao top 100 e disputa o 1º Slam (Foto: Cédric Lecocq/FFT)

Recém-chegada ao top 100 do ranking mundial, a colombiana de 19 anos Maria Camila Osorio disputará seu primeiro Grand Slam em Roland Garros. A atual 98ª do ranking conseguiu passar pelo qualificatório de três rodadas em Paris. A temporada de 2021 tem sido de feitos importantes para Osorio, que começou o ano apenas no 186º lugar do ranking. Ela conquistou seu primeiro título de WTA no saibro de Bogotá e disputou outras duas semifinais, em Charleston e Belgrado, antes de furar o quali em Paris.

“Já joguei muitos torneios da WTA, então sinto mais confiança quando entro na quadra. Não fico mais com medo quando estou jogando neste nível”, disse Osorio, em entrevista ao site de Roland Garros. “Estou vivendo um momento muito especial e trabalhei muito para chegar aqui. Foi muito bom chegar ao top 100. Era um dos meus objetivos no início do ano. Tudo aconteceu tão rápido que não pensei que pudesse fazer isso até o final da temporada, mas mostra o quanto estou melhorando”, comenta a colombiana, que estreará contra a norte-americana Madison Brengle e pode cruzar o caminho de Andreescu já na segunda rodada.

Korda chega a Paris após título em Parma

Korda chega a Paris com moral após título em Parma (Foto: Marta Magni Images)

Korda chega a Paris com moral após título em Parma (Foto: Marta Magni Images)

Depois de ir do quali até as oitavas de final na edição passada de Roland Garros, o norte-americano Sebastian Korda chegará ao Grand Slam francês com ainda mais moral. Ele conquistou neste sábado seu primeiro título no circuito, o ATP 250 de Parma, vencendo o ex-top 20 Marco Cecchinato na final por 6/2 e 6/4. O atual 63º do ranking e filho do ex-número 2 do mundo Petr Korda teve um ótimo início de temporada, com a final em Delray Beach, um título de challenger em Quimper e também a campanha até as quartas de final do Masters 1000 de Miami. No entanto, vinha de resultados negativos no saibro e conseguiu se reerguer.

“Tive que continuar otimista, mesmo com os resultados ruins na primeira parte da temporada de saibro. Tirei alguns dias de folga, recarreguei minhas baterias e fiz uma semana de treinos muito boa em Praga com meu pai e meu treinador. Voltei com mais fome e estou jogando um tênis muito bom agora”, explicou Korda, que estreia em Roland Garros contra o espanhol Pedro Martinez e pode cruzar o caminho do número 5 do mundo Stefanos Tsitsipas na rodada seguinte.

Alcaraz fura o quali e tem chave boa em Paris

Alcaraz disputará seu segundo Grand Slam e se sente mais preparado agora do que na Austrália (Foto: Cédric Lecocq/FFT)

Alcaraz disputará seu segundo Grand Slam e se sente mais preparado agora do que na Austrália (Foto: Cédric Lecocq/FFT)

Grande promessa do tênis espanhol, Carlos Alcaraz chega com bastante moral para a disputa de seu primeiro Roland Garros e o segundo Grand Slam da carreira. O espanhol de 18 anos e 94º do ranking conquistou recentemente o challenger português de Oeiras, entrou no top 100 e furou o quali de Roland Garros. Sua estreia em Paris será contra outro espanhol vindo do quali, Bernabe Zapata Miralles. Se vencer, enfrenta o sérvio Dusan Lajovic ou o georgiano Nikoloz Basilashvili (cabeça 28) antes de um eventual encontro com o russo Andrey Rublev na terceira fase.

“Estou muito feliz. Jogar a chave principal aqui em Roland Garros é uma sensação muito boa. Estou me sentindo muito confortável na quadra. Sei que não é fácil jogar melhor de cinco sets, mas acho que estou pronto. Não é minha primeira participação na chave principal em um Grand Slam, então vou melhorar o que fiz na Austrália. Acho que estou mais pronto agora do que estava na Austrália”, comentou o espanhol, em entrevista ao site da ATP.

Sinner tenta repetir boa campanha de 2020

Sinner enfrentou Nadal e Djokovic durante a temporada de saibro (Foto: Corinne Dubreuil/ATP)

Sinner enfrentou Nadal e Djokovic durante a temporada de saibro (Foto: Corinne Dubreuil/ATP)

Com apenas 19 anos Jannik Sinner já aparece na 19ª colocação do ranking mundial e tenta repetir a ótima campanha que fez no ano passado em Paris, quando chegou às quartas de final. Durante a temporada de saibro, sua principal campanha foi uma semifinal em Barcelona, mas ele teve a oportunidade de enfrentar Novak Djokovic em Monte Carlo e Rafael Nadal em Roma, e tira várias lições daqueles jogos, mesmo com resultados negativos contra lendas do esporte. Ele estreia em Paris contra o francês Pierre-Hugues Herbert.

“Quando eu perco, sempre tento tirar os pontos positivos e descobrir o que deveria ter feito melhor” disse Sinner após o recente duelo com Nadal. “Obviamente, é difícil falar logo depois da partida. Tenho que me reunir com a minha equipe e assistir muitas e muitas vezes a este jogo a partir de hoje. Então veremos o que deveríamos ter feito melhor”, comenta o italiano, que teve postura parecida quando perdeu para Djokovic em Mônaco. “O foco é sempre melhorar. É isso que estou tentando fazer. Vou tentar aprender com esta partida também hoje, mesmo que às vezes seja difícil de aceitar a derrota. Mas só há uma maneira de melhorar. Eu tenho um bom time e tenho as pessoas certas perto de mim, que sabem o que eu preciso fazer”.

Aliassime aposta na parceria com Toni Nadal

Aliassime trabalhou com Toni Nadal durante a temporada de saibro

Aliassime trabalhou com Toni Nadal durante a temporada de saibro (Foto: Corinne Dubreuil/ATP)

O canadense de 20 anos Felix Auger-Aliassime, 21º do ranking, trouxe um reforço de peso para sua equipe. Durante toda a temporada de saibro, ele treinou com Toni Nadal e aposta na experiência do técnico para buscar melhores resultados. Ainda em busca de seu primeiro título de ATP, o canadense tem como melhores campanhas em Grand Slam as oitavas de final do US Open no ano passado e do Australian Open na atual temporada. Sua estreia em Paris será contra o experiente italiano de 37 anos Andreas Seppi.

“Minhas expectativas não mudaram desde que comecei a trabalhar com o Toni. Sempre tive expectativas muito altas durante toda a minha carreira. O que estou tentando fazer é chegar ao top 10 e ganhar títulos de Grand Slam. Não há nada melhor do que isso. Trabalhar com alguém que já fez isso traz mais calma e confiança, ao invés de pressão”, disse Aliassime na entrevista coletiva da última sexta-feira. “Decidi trabalhar com ele porque acredito que ele pode me ajudar a alcançar meus objetivos e meu potencial. É nisso que trabalhamos todos os dias. A preparação não é diferente da que fizemos em qualquer outro torneio. Procuramos trabalhar com muito empenho, intensidade e foco, e a cada dia tentamos fazer um pouco melhor. Temos um bom trabalho a fazer”.

 

Como Swiatek foi da adversidade ao brilhantismo em Roma
Por Mario Sérgio Cruz
maio 18, 2021 às 10:35 am
Swiatek salvou match-points nas oitavas e terminou com duplo 6/0 na final (Foto: Giampiero Sposito)

Swiatek salvou match-points nas oitavas e terminou com duplo 6/0 na final (Foto: Giampiero Sposito)

Campeã do WTA 1000 de Roma no último domingo, Iga Swiatek corou sua vitoriosa trajetória nas quadras de saibro do Foro Itálico com uma arrasadora vitória por duplo 6/0 em apenas 46 minutos sobre Karolina Pliskova no último domingo. Mas a campanha da jovem polonesa de 19 anos e agora número 9 do mundo não tão tranquila quanto o placar do último jogo faça parecer. Com seis vitórias seguidas na semana, Swiatek escapou de dois match-points no duelo contra Barbora Krejcikova nas oitavas de final e teve que superar uma rodada dupla de quartas e semifinal no último sábado, contra Elina Svitolina e Coco Gauff. Também algoz das norte-americanas Alison Riske e Madison Keys nas fases iniciais, a polonesa sente que foi elevando seu nível de tênis ao longo da semana, indo da adversidade ao brilhantismo.

“Foi muito dramático por tudo o que aconteceu esta semana. Sinto que, apesar de ter conquistado o título, o mais importante é que ganhei tanta experiência e aprendi tanta coisa que isso vai surtir efeito no futuro. Estou muito feliz com isso”, disse Swiatek, em entrevista ao site da WTA. “Aprendi que posso ser uma jogadora consistente e que posso vencer mesmo quando não estou me sentindo muito bem. As três primeiras rodadas foram realmente complicadas para mim, mas fui me sentindo melhor a cada dia. Mesmo assim, pensei que não seria o suficiente ganhar um torneio. E de repente tudo mudou”.

A polonesa tentou lidar com as situações adversas de forma positiva. “Também aprendi que quando está situações que não pode controlar, como ter que jogar pelas quartas e semifinal no mesmo dia, você só precisa se concentrar nos aspectos positivos. No começo, eu estava muito frustrada por ter estar nessa situação, mas depois percebi que isso realmente me ajudou. Depois da minha partida contra a Elina Svitolina, eu consegui manter o ritmo e ficar mais tempo em quadra e isso me deu muita confiança para a final. Não sei como jogaria se não tivesse um dia de folga. Portanto, olhar para o lado positivo das coisas foi muito importante”.

É possível vencer sem jogar bem
A atual campeã de Roland Garros também aposta no trabalho de preparação mental ao lado da psicóloga esportiva Daria Abramowicz e tem evoluído no sentido de conseguir buscar as vitórias mesmo quando não joga o seu melhor tênis. “Quando eu era mais jovem, ou mesmo no ano passado, eu tinha em mente que não poderia ganhar jogando mal. Normalmente, nessa situação, eu era o tipo de pessoa que desistia mentalmente. Mas agora eu sei que ainda posso vencer. Mesmo não me sentindo totalmente perfeita em quadra, consegui administrar tudo e apenas ganhar os pontos. Talvez não fosse o meu estilo, mas o mais importante foi ganhar ponto a ponto e tentar permanecer focada”.

A resiliência de Swiatek em quadra tem como principal exemplo a vitória sobre Krejcikova por 3/6, 7/6 (7-5) e 7/5 em 2h50 de partida nas oitavas de final. A polonesa sofreu quatro quebras no primeiro set e começou a parcial seguinte perdendo por 2/0. Mesmo buscando o empate no quarto game, teve que evitar novas chances de quebra durante a parcial e salvar dois match-points quando perdia por 6/5 para forçar o tiebreak e conseguir igualar a partida. Já no set decisivo, Krejcikova vinha confirmando seus serviços com maior tranquilidade até o empate por 5/5, enquanto Swiatek já havia evitado a quebra em três oportunidades. Já no último game da partida, quando vencia por 6/5, a campeã de Roland Garros não deu pontos de graça, foi muito firme e precisa do fundo de quadra em uma das subidas à rede para chegar ao match-point e aproveitar a chance.

“Estou ciente de que algumas partidas não vão ser perfeitas. Agora, tenho tempo para realmente me desenvolver durante o torneio, e isso é muito melhor. Isso é um tipo de coisa que todo mundo tem que aprender e acho que fiz isso muito rapidamente. Então, estou feliz. Nem sempre é fácil e às vezes você fica frustrada por se esforçar tanto nos treinos e não jogar as partidas tão bem. O tênis é meio frustrante às vezes. Você apenas tem que aceitar e continuar. Foi o que fiz esta semana. E é por isso que este torneio é tão especial para mim”, complementou Swiatek, treinada por Piotr Sierzputowski, eleito o melhor técnico do circuito em 2020.

Novas responsabilidades e expectativas
Desde a conquista de seu primeiro Grand Slam no ano passado, Swiatek teve que lidar com uma realidade na carreira, com mais compromissos extra-quadra e uma mudança nas expectativas, já que ela passava a ser vista como candidata aos títulos importante e favorita em grande parte dos jogos. Ela reconhece que teve dificuldades nos primeiros torneios com novas responsabilidades.

“Com certeza, aprender a lidar com o lado empresarial do tênis foi difícil, porque você tem mais obrigações e mais coisas com que se preocupar. E você não sabe se isso vai influenciar o seu jogo ou não. Com certeza influencia, mas você tem que aprender a lidar com tudo isso. É difícil encontrar o equilíbrio no início entre trabalhar e fazer outras coisas. Então, esse também é o tipo de coisa com que minha equipe me ajudou muito. Também tive que aprender a lidar com as expectativas. Lembro-me da minha primeira partida da temporada, antes do Australian Open, foi muito, muito difícil. Porque eu ficava pensando: ‘Ei, há tantas pessoas que confiaram em mim, eu [tenho que] jogar bem’. Isso realmente me destruiu por alguns dias e também durante a minha partida. Foi muito difícil”.

Segredo foi não pensar no placar

Já sobre a arrasadora vitória sobre Pliskova, campeã de Roma em 2019 e vice no ano passado, Swiatek diz que o segredo foi não pensar no placar. “Quando meu treinador me disse que foi 6/0, 6/0, eu perguntei: ‘Sério? Tem certeza de que não está errado?’ Durante as viradas de lado, eu visualizava que estava apenas começando aquela partida desde o início. Todas as vezes. Na verdade, fiz isso tão bem que nem sabia que havia feito 6/0 no primeiro set. O segredo foi não pensar sobre isso e apenas continuar jogando. Porque quando você começa pensar demais sobre o placar, você pode realmente arruinar sua mentalidade e sua atitude”, falou durante a entrevista coletiva após o jogo.

Swiatek liderou a estatística de winners na final de Roma por 17 a  5, e cometeu apenas cinco erros contra 23 de Pliskova. No total de pontos, a polonesa fez 51 a 13. Ela destaca, principalmente, o começo do jogo. A polonesa sentiu que a rival parecia mais nervosa e já tentou abrir vantagem, aproveitando-se das quatro duplas-faltas que Pliskova fez em seus dois primeiros games serviço e dos erros não-forçados da tcheca. “Desde o início, achei que ela pudesse estar um pouco nervosa. Eu queria usar isso e realmente jogar o máximo de games possíveis com aquela vibe. É por isso que o jogo estava muito rápido no início. Eu vi isso, porque achei que o movimento dela não era muito bom, mas também tinha em mente que começaria logo a se sentir melhor e entrar no ritmo”.

‘Foi difícil ganhar um ponto’, diz Pliskova
Amplamente dominada na final de Roma, Pliskova reconhece que teve um dia ruim, mas enalteceu a grande partida de sua adversária. “Acho que ela teve um dia incrível e eu um dia horrível. E isso pode acontecer. Eu estava me sentindo péssima hoje. Mas acho que ela tornou tudo extremamente difícil para mim. Eu não conseguia ganhar qualquer ponto ou fazer qualquer coisa no meu jogo. Ela estava jogando super rápido e sendo agressiva. Eu fiz apenas algumas boas jogadas, e acho que ela conseguia redirecionar muito bem a bola e jogar ainda mais rápido, especialmente no saibro. Hoje ela teve um posicionamento incrível da bola. Tudo era super profundo e perto das linhas”.

As lições das derrotas de Swiatek e Aliassime
Por Mario Sérgio Cruz
fevereiro 15, 2021 às 2:38 pm

Representantes mais jovens nas oitavas de final feminina e masculina do Australian Open, Iga Swiatek e Felix Auger-Aliassime se despediram do torneio no último domingo em momentos muito distintos. A polonesa de 19 anos reencontrou a número 2 do mundo Simona Halep, a quem havia derrotado na campanha para o título de Roland Garros, e começou bem, mas não conseguiu lidar com as mudanças táticas que a experiente romena adotou a partir do segundo set. Já o canadense de 20 anos entrou como favorito diante do russo vindo do quali Aslan Karatsev, 114º do ranking, e venceu os dois primeiros sets, mas deixou escapar uma grande chance de chegar às quartas de final de um Grand Slam pela primeira vez ao permitir a virada. Para ambos, ficam as lições das derrotas para a sequência da temporada.

“Estou um pouco decepcionada, porque o primeiro set foi perfeito para mim. Senti que estava jogando bem. Acho que a Simona conseguiu mudar suas táticas, começou a jogar com mais topspin e isso foi difícil para mim. Eu já não conseguia controlar os golpes”, disse Swiatek, depois da derrota por 3/6, 6/1 e 6/4 para Halep em 1h50 de partida. “Eu tenho muito respeito pela Simona. Parece que ela tem muitas opções. E quando algo não está dando certo, ela apenas muda a tática e isso é ótimo. Essa é a diferença entre as campeãs e as jogadoras menos experientes, porque eu não sentia que tinha muitas opções”.

Apesar de ser uma tenista com muita habilidade e capaz de variar bastante o jogo com muitos recursos, Swiatek mostrou que também tinha condição física e potência nos golpes para sustentar as trocas de fundo contra uma rival tão sólida como Halep. A polonesa fez um primeiro set muito consistente, ao anotar 14 winners contra 8 e cometer 11 erros, apenas um a mais que a romena.

Mas Swiatek perdeu consistência do fundo de quadra a partir do segundo set e as estatísticas mostram isso. Enquanto no set inicial ela havia vencido 19 dos 31 pontos com cinco ou mais trocas de bola, o número de ralis caiu para apenas 17 na parcial seguinte com 10 a 7 para Halep. A romena também dominava os pontos mais curtos, com até quatro trocas, por 16 a 6. E não foi necessário para a vice-líder do ranking encurtar os pontos ou jogar de forma mais agressiva, porque era Swiatek quem errava cedo demais. “Ela jogou de forma muito inteligente. Talvez eu estivesse batendo muito forte na bola e arriscando demais, mas tive que fazer isso porque ela estava variando muito o jogo e eu precisava definir os pontos”, avalia a 17ª do ranking.

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“Os golpes dela estavam mais pesados que no primeiro set, e eu precisava atacá-la mais vezes e cometi muitos erros não-forçados”, comentou a polonesa, que cometeu 12 erros não-forçados na parcial, sendo sete ainda nas quatro primeiras trocas de cada ponto. Halep cedeu apenas quatro pontos em seus games de serviço, pressionou nas devoluções para quebrar duas vezes, e só precisou fazer cinco winners no set, um a mais que Swiatek, além de cometer apenas três erros não-forçados. “E eu senti que eu não tinha tanta energia no segundo set, tentei me poupar para o terceiro. Mas aí no terceiro, quando tive o saque quebrado, eu não consegui devolver a quebra. Mas assim é o tênis”.

A campeã de Roland Garros acredita que soube lidar bem melhor com a pressão a expectativa por um outro resultado depois de seu primeiro título de Grand Slam. “Eu me sinto muito melhor agora do que na minha primeira semana aqui, quando eu joguei o torneio da WTA. Eu não tive nenhum problema com isso nessa semana. E mesmo no jogo de hoje, eu ainda me sentia como a zebra, porque estava jogando contra a Simona. Mas no geral isso não me incomodou aqui. Vamos ver como será nos próximos torneios, porque cada semana é diferente. Eu não posso dizer com certeza que vou ter a mesma atitude pelo resto do ano, mas esse é o meu objetivo”.

A derrota difícil de engolir para Aliassime

Já Aliassime sente que deixou escapar uma ótima oportunidade de conseguir uma campanha expressiva em Grand Slam e dar continuidade ao bom início de temporada que está fazendo. Depois de ter superado o compatriota Denis Shapovalov, número 12 do mundo na terceira rodada, ele não repetiu o mesmo desempenho diante de Karatsev e reconhece que é um resultado difícil de assimilar. Entretanto, o canadense tenta tirar as lições da derrota para que situações como a do último domingo não se repitam.

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“É difícil de engolir, mas o tênis é assim. A vida é assim. Sinceramente, acho que esse jogo pode me ajudar no futuro. É a primeira vez que jogo uma partida de cinco sets e é a primeira vez que isso acontece comigo. Talvez não seja a última. Veremos, mas tentarei aprender com isso e ser melhor da próxima vez”, comentou depois de perder por 3/6, 1/6, 6/3, 6/3 e 6/4.

“Com certeza há muitos pontos positivos para tirar desse torneio. É realmente uma pena que não consegui passar hoje, mas eu não desisti. Tentei de tudo. Eu joguei bem. Claro que eu gostaria de ter sacado melhor, mas não posso simplesmente estalar os dedos para fazer isso acontecer. Eu só tenho que ser um jogador melhor no geral para superar essas situações. Acho que o lado bom é que mentalmente continuei pensando positivo. Eu acreditei até o fim. Mesmo quando estava atrás no quinto set eu ainda tentei e ainda acreditei”, explica Aliassime, que atingiu as oitavas de um Grand Slam pela segunda vez na carreira.

O jovem de 20 anos acredita que está evoluindo no aspecto mental do jogo e que, em outros tempos, não conseguiria sequer continuar lutando até o final da partida. “Acho que em comparação com o jogador que fui, digamos em 2019 ou mesmo no ano passado, acho que foi uma melhoria contra um jogador que, como todos vimos, fez uma grande partida e está jogando em um bom nível. Mentalmente tentei ficar no jogo e acreditar. Acho que isso é positivo para o futuro”, explica o canadense, que ainda persegue seu primeiro título de ATP.

“Eu só preciso de um pouco de tempo. Na semana passada, eu simplesmente não tive escolha. Então eu tive que me recuperar muito rápido. Agora tenho um pouco de tempo até o próximo torneio, então preciso me recuperar. Foi um longo período aqui na Austrália, um período difícil. Preciso me recuperar fisicamente, mentalmente e voltar a treinar”.

Andreescu e Swiatek lideram nova geração feminina
Por Mario Sérgio Cruz
fevereiro 5, 2021 às 6:46 pm
Bianca Andreescu está de volta ao circuito depois de um ano e quatro meses

Bianca Andreescu está de volta ao circuito depois de um ano e quatro meses

Duas campeãs de Grand Slam lideram a nova geração feminina no Australian Open, que começa na próxima segunda-feira. Mas Bianca Andreescu e Iga Swiatek chegam a Melbourne em momentos muito distintos de suas carreiras. A canadense foi campeã do US Open em 2019 e está retornando às competições depois de um longo afastamento, já a polonesa terminou o ano passado com o título de Roland Garros e quer manter sua franca evolução.

Campeã do US Open de 2019, Andreescu está com 20 anos e é a atual número 8 do mundo. Ela volta ao circuito depois de um ano e quatro meses. O Australian Open será seu primeiro torneio desde o WTA Finals de 2019, quando sofreu uma lesão no joelho esquerdo. Com o calendário de 2020 bastante prejudicado pela pandemia da Covid-19, a jovem jogadora achou melhor focar na preparação para 2021.

A canadense teve o azar de chegar a Melbourne em voo com duas pessoas contaminadas pela Covid-19, uma delas era o seu técnico Sylvain Bruneau. Com isso, fez parte do grupo de 72 tenistas (vindos de três voos) que ficaram em rígida quarentena por 14 dias, sem acesso às quadras de treino. A WTA chegou a criar um torneio só para as jogadoras que ficaram em completo isolamento por duas semanas, mas Andreescu preferiu não jogar e utilizar essa semana para treinar.

Muita dor, mas sem pressão

“Eu sei que vou estar dolorida para caramba depois da minha primeira partida. Isso é certo. E não estou nada ansiosa por isso”, disse Andreescu, que estreia no Australian Open contra a canhota romena Mihaela Buzarnescu. “Quando joguei meus primeiros sets de treino já fiquei toda dolorida no dia seguinte”.

“Todas as emoções e toda a adrenalina vão ser um pouco mais enfatizadas. Obviamente, eu não jogo há muito tempo. Não sei como vou estar. Mas provavelmente ficarei muito mais nervosa do que o normal”, acrescenta a canadense, que pode enfrentar a taiwanesa Su-Wei Hsieh ou a búlgara vinda do quali Tsvetana Pironkova na segunda rodada. Já Venus Williams, Qiang Wang, Sara Errani e Kirsten Flipkens podem pintar na fase seguinte.

Por outro lado, Andreescu pode dizer que chega a um Grand Slam sem pressão alguma por resultados. “Eu sinto que não tenho muita pressão sobre meus ombros. Sim, eu sou cabeça de chave, mas estou sem jogar há muito tempo. Eu só quero ir até lá e jogar. Tenho em mente de que preciso ser muito grata só por estar na quadra de novo”.

Vida nova para a campeã Iga Swiatek

Iga Swiatek disputa seu primeiro Grand Slam desde o título de Roland Garros

Iga Swiatek disputa seu primeiro Grand Slam desde o título de Roland Garros

Iga Swiatek desembarcou em Melbourne numa situação muito diferente da que havia chegado a Paris em setembro do ano passado. A polonesa deu um salto do 54º para o 17º lugar depois do título em Roland Garros e sabe que terá que lidar com uma carga emocional diferente. Logo no primeiro jogo da temporada, em que venceu a eslovena Kaja Juvan por 2/6, 6/2 e 6/1 pelo Gippsland Trophy, Swiatek comentou que o controle dos nervos foi fundamental para a vitória.

“Com certeza, o início foi difícil. Eu sentia que não conseguia me concentrar muito bem e minha cabeça não estava no lugar certo”, disse ao site da WTA. “Eu não diria que estava nervosa, mas me senti estressada de uma maneira diferente. Estava muito lenta no início do jogo, mas não foi a primeira partida que me senti assim. Às vezes eu estava chegando atrasada para muitas bolas e não estava jogando tênis consistente. Mas estou muito feliz por ter sido paciente o suficiente para mudar isso e não ficar com raiva”.

https://twitter.com/iga_swiatek/status/1357300057750466564

A polonesa acabou caindo nas oitavas do torneio preparatório para o Australian Open, superada pela russa Ekaterina Alexandrova por 6/4 e 6/2. Depois do jogo, mostrou plena consciência de que precisa assimilar lições da derrota. “Nem sempre as coisas são brilhantes. Com certeza esse jogo vai ficar comigo. Às vezes você sabe como e o que fazer, mas quando você pisa na quadra, há estresse e muita luta. Vou me recuperar e fazer melhor”.

A estreia de Swiatek no Australian Open será contra a holandesa Arantxa Rus. Em caso de vitória, pode enfrentar a italiana Camila Giorgi ou a cazaque Yarolasva Shvedova. A cabeça de chave mais próxima é também cazaque Elena Rybakina, de 21 anos. Já nas oitavas, há possibilidade de um reencontro com a número 2 do mundo Simona Halep, a quem eliminou na mesma fase da campanha vitoriosa em Roland Garros.

Gauff é a caçula, Fernandez e Kostyuk tiveram bons resultados


Como de costume, a norte-americana de 16 anos Coco Gauff será a caçula do torneio e estreia contra a suíça Jil Teichmann. Elas já se enfrentaram nesta semana pelo Gippsland Trophy e Gauff venceu uma batalha de 2h45 por 6/3, 6/7 (6-8) e 7/6 (7-5). “Honestamente, acho que a chave apenas foi positiva mentalmente. Acho que também que todo o treinamento que fiz na pré-temporada me deixou capaz de jogar três sets difíceis e não me sentir tão cansada”.

A canadense de 18 anos Leylah Fernandez vem de uma vitória sobre Sloane Stephens em Melbourne e terá uma estreia difícil diante da top 20 belga Elise Mertens. Já a ucraniana de 18 anos Marta Kostyuk, 78ª do ranking, está de volta ao Australian Open três temporadas depois de uma incrível campanha desde o quali até a terceira rodada. Ela começou a temporada chegando à semifinal do WTA 500 de Abu Dhabi e estreia no Slam australiano contra a russa Veronika Kudermetova.

Seis jovens promessas furaram o quali

Com apenas 19 anos, a norte-americana Whitney Osuigwe já vai disputar seu quinto Grand Slam

Com apenas 19 anos, a norte-americana Whitney Osuigwe já vai disputar seu quinto Grand Slam

A nova geração do circuito feminino mostrou força no qualificatório, disputado em Dubai. Ao todo, seis jovens jogadoras com até 21 anos conseguiram suas vagas na chave principal. Um dos destaques é a eslovena Kaja Juvan, que já vai disputar seu sexto Grand Slam com apenas 20 anos e desafia a britânica Johanna Konta na estreia. Também furou o quali foi a norte-americana de 18 anos Whitney Osuigwe. A filha de imigrante nigeriano e 163ª do ranking já vai para o quinto Slam da carreira e enfrenta a chinesa Lin Zhu.

Outras jovens jogadoras que passaram pelas três rodadas da fase prévia são a sérvia Olga Danilovic, a francesa Clara Burel, a italiana Elisabetta Cocciaretto (todas de 19 anos) e a britânica de 20 anos Francesca Jones. Essa última, aliás, nasceu com uma síndrome rara chamada displasia ectrodactilia ectodérmica e tem apenas quatro dedos em cada mão. Ela chegou a ser aconselhada por médicos a não jogar tênis. Jones, que disputará seu primeiro Slam, estreia contra a norte-americana Shelby Rogers.

Confira 15 jovens tenistas para assistir em 2021
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 31, 2020 às 7:01 am

O ano de 2020 termina nesta quinta-feira e a temporada 2021 do circuito profissional tem início já na próxima semana, com os homens em Delray Beach e as mulheres em Abu Dhabi. Em meio às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o calendário do tênis internacional passou por uma série de adaptações e o primeiro Grand Slam de 2021, o Australian Open, só começa no dia 8 de fevereiro.

O que não muda é o ímpeto da nova geração do circuito em evoluir e bater de frente com as principais estrelas do esporte. Alguns desses nomes, aliás, já têm títulos expressivos no currículo mesmo com tão pouca idade. Neste último dia do ano, TenisBrasil destaca 15 jovens tenistas nascidos a partir de 2000 e que mostram grande potencial para se destacar no circuito.

Bianca Andreescu (20 anos, Canadá, 7ª da WTA)

Sensação da temporada de 2019, quando conquistou seu primeiro Grand Slam no US Open e também venceu torneios grandes em Indian Wells e Toronto, Bianca Andreescu está afastada do circuito há mais de um ano, mas fará seu retorno às competições no início de 2021.

A canadense, ainda com 20 anos, sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo no fim de 2019, quando atuava no WTA Finals. Ela tentaria voltar no meio deste ano, mas a pandemia paralisou o circuito por praticamente cinco meses. Além disso, Andreescu também teve que tratar de uma lesão crônica no pé e preferiu focar sua preparação na próxima temporada. Sua volta ao circuito deve acontecer em um dos dois torneios WTA 500 que Melbourne receberá às vésperas do US Open.

Apesar do longo período de inatividade, Andreescu não teve prejuízo no ranking. Isso porque a WTA modificou temporariamente o cálculo das pontuações, considerando os 16 melhores resultados obtidos entre março de 2019 e dezembro de 2020. Assim, a canadense conseguiu se manter no top 10 com os o resultados do ano passado. 

Iga Swiatek (19 anos, Polônia, 17ª da WTA)

Outra campeã de Grand Slam que merece bastante atenção dos fãs é Iga Swiatek. A polonesa de apenas 19 anos brilhou em Roland Garros ao vencer sete jogos seguidos sem perder um set sequer e deu um salto no ranking do 53º para o 17º lugar. Tanto Swiatek quanto Andreescu apostam em trabalhos muito elaborados de preparação psicológica para as partidas. 

Com um jogo inteligente e muitos recursos técnicos à disposição, Swiatek pode exibir um tênis competitivo em diferentes pisos e condições de quadra e tem grandes chances de ampliar sua sala de troféus. É questão de tempo para que ela logo apareça entre as dez primeiras do ranking. Fora do WTA 500 de Abu Dhabi, que acontece na semana que vem, deve iniciar a temporada já em solo australiano.

Felix Auger-Aliassime (20 anos, Canadá, 21º da ATP)
Apesar de ainda não ter conquistado um título de ATP, Felix Auger-Aliassime vem de duas temporadas consistentes no circuito e já disputou seis finais em torneios deste porte, sendo três em 2019 e mais três este ano. A lista inclui torneios no saibro, como o Rio Open e o ATP de Lyon, na grama de Stuttgart, e no piso duro de Roterdã, Colônia e Adelaide.

O canadense até já chegou a figurar entre os 20 melhores do mundo, ocupando o 17º lugar em 2019. Além do desempenho ruim em finais, ainda falta a Aliassime ter uma boa sequência de resultados em torneios grandes. Ele fez sua pré-temporada na academia de Rafael Nadal estabeleceu como metas para 2021 a chegada ao top 10 e a classificação para o ATP Finals.

Jannik Sinner (19 anos, Itália, 37º da ATP)

Jogador mais jovem no top 100 do ranking da ATP, Jannik Sinner terminou a temporada com seu primeiro título no circuito, em Sófia, e ocupando a melhor marca da carreira no 37º lugar. Também em 2020, o italiano venceu seus três primeiros jogos contra top 10 e alcançou as quartas de final de Roland Garros.

Sinner tem uma boa oportunidade de evoluir como jogador no início de 2021 por ter sido escolhido como o parceiro de treinos de Rafael Nadal na primeira semana de preparação para o Australian Open.

Dayana Yastremska (20 anos, Ucrânia, 29ª da WTA)
Apesar da pouca idade, Dayana Yastremska já é um nome consolidado na elite do circuito. A ucraniana de 20 anos já tem três títulos de WTA e chegou a ocupar o 21º lugar do ranking no início da temporada. Mas para dar outro salto, precisa melhorar seu desempenho nos Grand Slam, já que nunca passou da terceira rodada em torneios deste porte.

Thiago Wild (20 anos, Brasil, 116º da ATP)

Grande esperança para o futuro do tênis brasileiro, Thiago Wild se tornou o tenista mais jovem do país a conquistar um título de ATP em Santiago. Ele também foi o primeiro jogador nascido a partir de 2000 a vencer um evento na elite do circuito. Na última temporada, o paranaense também debutou na Copa Davis e disputou seu primeiro Grand Slam no US Open.

Número 2 do Brasil com apenas 20 anos, Wild começa 2021 jogando o quali do Australian Open, que foi excepcionalmente transferido para Doha e acontece entre os dias 10 e 13 de janeiro. Depois, parte para o challenger de Istambul, na Turquia. Depois de terminar o ano com uma sequência de resultados negativos, a volta ao caminho das vitórias, a vaga na chave principal do Grand Slam australiano e a entrada no top 100 são os primeiros objetivos no curto prazo.

Amanda Anisimova (19 anos, Estados Unidos, 30ª da WTA)
A norte-americana Amanda Anisimova não repetiu em 2020 a ótima temporada que teve no ano passado, quando foi semifinalista de Roland Garros e chegou a ser número 21 do mundo. Ainda assim, conseguiu permanecer entre as 30 melhores e deverá ser uma das cabeças de chave do Australian Open. Ela já começa a temporada na semana que vem, em Abu Dhabi.

Coco Gauff (16 anos, Estados Unidos, 48ª da WTA)

 

 

 

 

 

 

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Com apenas 16 anos, completados em março, Coco Gauff já aparece entre as 50 melhores jogadoras do mundo. A promissora atleta norte-americana ocupa atualmente a 48ª colocação no ranking, apenas uma abaixo da melhor marca da carreira.

Gauff já tem boas campanhas em Grand Slam, como as oitavas de Wimbledon e do Australian Open e a terceira rodada em Nova York, além de já ter vencido seu primeiro WTA no ano passado em Linz. Fora das quadras, a jovem jogadora também se mostra bastante consciente de seu papel na sociedade e é engajada na luta contra o racismo e por maior justiça social.

Carlos Alcaraz (17 anos, Espanha, 141º da ATP)

Escolhido como a Revelação do Ano pela ATP, o espanhol Carlos Alcaraz deu um salto de 350 posições no ranking ao longo de 2020. Ele iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação. O novato de apenas 17 anos conquistou seus três primeiros títulos de challenger na última temporada, em Trieste, Barcelona e Alicante. Além de ficar com o vice em Cordenons.

Apenas Alcaraz e o argentino Francisco Cerundolo venceram três challengers em 2020. O espanhol é também o segundo mais jovem de seu país a conquistar um torneio deste porte, ficando atrás apenas do ídolo Rafael Nadal. Seu treinador, o ex-número 1 Juan Carlos Ferrero, aposta em um futuro promissor e diz que o jovem espanhol logo chegará aos Grand Slam.

Leylah Fernandez (18 anos, Canadá, 88ª da WTA)

A canhota Leylah Fernandez foi uma das revelações da última temporada feminina. Ela derrotou jogadoras de destaque como a então número 5 do mundo Belinda Bencic e a campeã de Slam Sloane Stephens. A canadense também alcançou uma final de WTA em Acapulco, fez uma boa terceira rodada em Roland Garros e terminou o ano com o melhor ranking da carreira, no 88º lugar.

Em recente entrevista ao site da ITF, Fernandez declarou que parte de seu treinamento consiste em estudar os movimentos de atletas de diferentes modalidades. Isso inclui nomes do passado como Pelé, ou contemporâneos como Lionel Messi e o boxeador Floyd Mayweather.

Lorenzo Musetti (18 anos, Itália, 128º da ATP)

Outro prodígio do tênis italiano, Lorenzo Musetti aproveitou muito bem a oportunidade que teve no Masters 1000 de Roma e derrotou jogadores de respeito como Stan Wawrinka e Kei Nishikori. O jovem de 18 anos também conquistou seu primeiro challenger em Forli, vencendo o brasileiro Thiago Monteiro na final, e foi semifinalista no ATP 250 da Sardenha.

Em 2020, Musetti ganhou 233 posições ao longo do ano, saltando do 361º para o 128º lugar. Já na próxima temporada, o italiano tentará em 2021 disputar seu primeiro Grand Slam e entrar no top 100 do ranking mundial.

Marta Kostyuk (18 anos, Ucrânia, 99ª da WTA)
Considerada como uma das principais apostas para a nova geração do circuito, a ucraniana de 18 anos Marta Kostyuk chegou enfim ao top 100 já na reta final da última temporada. Apesar da pouca idade, ela já se destaca há algum tempo. Exemplo disso foi a campanha até a terceira rodada do Australian Open de 2018, quando ela tinha apenas 15 anos.

Campeã juvenil do Australian Open de 2017 e ex-número 2 no ranking da categoria, Kostyuk não conseguia ter um calendário completo nas últimas temporadas por causa das restrições da WTA para tenistas com menos de 18 anos. Além disso, sofreu uma lesão nas costas no ano passado. Este ano, chegou à terceira fase do US Open e só foi superada pela campeã Naomi Osaka.

Sebastian Korda (20 anos, Estados Unidos, 118º da ATP)

 

 

 

 

 

 

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O norte-americano Sebastian Korda foi um dos destaques na reta final da temporada, especialmente depois da ótima campanha que fez em Roland Garros, onde foi desde o quali até as oitavas de final, sendo superado pelo campeão Rafael Nadal. Além disso, conquistou seu primeiro challenger nas quadras de carpete de Eckental, na Alemanha, e ficou mais perto de entrar no top 100.

O jovem jogador de 20 anos vem de uma família com muita história no tênis. Ele é filho de Petr Korda, ex-número 2 do mundo e campeão do Australian Open de 1998, e de Regina Kordova, que também jogou profissionalmente e chegou a ser número 26 do ranking da WTA. A mãe, aliás, foi sua principal mentora no início da carreira. Durante a pré-temporada, foi acompanhado de perto por duas lendas do tênis, Andre Agassi e Steffi Graf.

Clara Tauson (18 anos, Dinamarca, 152ª da WTA)


A dinamarquesa Clara Tauson comemorou na última temporada sua primeira vitória em Grand Slam. Vinda do qualificatório em Roland Garros, ela derrubou a favorita Jennifer Brady, número 25 do mundo. Tauson completou 18 anos agora em dezembro e aparece atualmente no 152º lugar do ranking da WTA. Até por isso, tentará o quali para o Australian Open.

Sua principal inspiração é a compatriota Caroline Wozniacki, que encerrou sua carreira profissional no início desta temporada, ainda aos 29 anos, no Australian Open. Nos últimos 31 anos, Wozniacki e Tauson foram as únicas dinamarquesas a vencer partidas de Grand Slam, mas a jovem jogadora tenta evitar comparações com a ex-número 1 do mundo. Elas até já treinaram juntas e têm os pais como mentores no tênis, mas há uma clara diferença em estilos de jogo. Enquanto Wozniacki se destacava pela consistência e pela construção de pontos mais longos, Tauson joga um tênis mais agressivo e tenta definir cedo suas jogadas.

Brandon Nakashima (19 anos, Estados Unidos, 166º da ATP)
O norte-americano de 19 anos Brandon Nakashima terminou a temporada conquistando seu primeiro challenger em Orlando e ocupando o melhor ranking da carreira no 166º lugar. Ele já foi número 3 do mundo como juvenil e campeão do ITF Junior Masters em 2018. Nakashima começou a se firmar no tênis profissional este ano, com boas campanhas em challengers e três vitórias em nível ATP, uma delas no US Open.

* Três ótimos nomes de 1999
Como a lista destacou apenas os tenistas nascidos a partir de 2000 e que completam até 21 anos em 2021, alguns jovens em franca evolução acabaram ficando fora. Mas ainda assim, é interessante olhar com atenção para dois nomes. O principal destaque é para a cazaque de 21 anos Elena Rybakina disputou cinco finais de WTA em 2020, ganhando um título em Hobart, e venceu nomes de destaque como Sofia Kenin e Karolina Pliskova para terminar o ano no 19º lugar.

Outra jogadora de 21 anos que merece destaque é Catherine Bellis. Considerada uma grande promessa do tênis norte-americano desde que venceu um jogo no US Open de 2014 com apenas 15 anos, Bellis chegou a ser 35ª do mundo em 2017, antes de sofrer com lesões no punho e no cotovelo, que a fizeram passar por quatro cirurgias em pouco menos de dois anos. Atualmente no 133º lugar, está voltando aos poucos a ter bons resultados.

Já no circuito da ATP, destaque para o finlandês de 21 anos Emil Ruusuvuori, que venceu quatro challengers em 2019 e manteve sua evolução na última temporada. Ruusuvuori debutou no top 100, chegou a uma semifinal de ATP em Nur-Sultan e aparece atualmente na 86ª posição.

Rock clássico e mente sã: Conheça Iga Swiatek
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 11, 2020 às 7:21 am
Swiatek conquistou o primeiro título de Grand Slam, com uma campanha muito dominante (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Swiatek conquistou o primeiro título de Grand Slam, com uma campanha muito dominante (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Como tem sido comum nos últimos anos, o mundo do tênis apresentou uma nova campeã de Grand Slam. Iga Swiatek conquistou o título de Roland Garros no último sábado exibindo um tênis vistoso, com muitos recursos e variações táticas. Jovem de apenas 19 anos, Swiatek não perdeu sets no torneio e cedeu apenas 28 games em Paris. Foi a campanha mais dominante desde o título de Steffi Graf em 1988, com somente 20 games perdidos.

Fora das quadras, a promissora polonesa se destaca pela personalidade tranquila, mas sempre muito centrada em suas entrevistas, e também pelo gosto musical. Swiatek já se declarou fã de clássicos do rock como Pink Floyd, AC/DC, Bon Jovi, Guns N’ Roses e do guitarrista Carlos Santana. Sua trilha sonora em Paris foi “Welcome to the Jungle”, que a acompanhava no momento de entrar em quadra.

+ Swiatek diz que vai lidar bem com maior exposição
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“Antes do jogo eu estava ouvindo ‘Welcome to the Jungle’ para manter a rotina. Na verdade, eu queria mudar um pouco, porque é chato ouvir a mesma música todos os dias, mas fiquei com o Guns N ‘Roses porque queria ganhar”, disse após a vitória sobre a italiana Martina Trevisan por 6/3 e 6/1 nas quartas de final. “Às vezes ouço algumas músicas mais calmas quando preciso baixar o nível de adrenalina, mas hoje estava com um pouco de sono antes da partida”.

Nascida em maio de 2001, a polonesa conta que adquiriu o gosto por clássicos da década de 80 de seus treinadores. “Quando era mais nova, eu viajava com muitos técnicos diferentes, da Associação Polonesa de Tênis, e cada um deles me apresentava uma coisa nova. É por isso que o meu gosto musical é assim. Gosto de todos estilos”, explicou depois de vencer Simona Halep nas oitavas por 6/2 e 6/1. “Comecei a ouvir jazz recentemente, então isso é algo novo para mim”.

Em entrevista ao site da WTA no ano passado, Swiatek já havia falado um pouco mais sobre seu estilo de música favorito. “Sou obcecada por música. Eu tenho um tipo de música para cada estado de espírito, mas eu amo o rock e amo o Pink Floyd. Minhas músicas favoritas são ‘Learning to Fly’ e ‘Comfortably Numb’ e recentemente eu tenho escutado ‘Shine On You Crazy Diamond’”, comentou durante o Premier de Toronto da última temporada. “Se eu tiver mais vontade de ouvir pop, eu gosto do ABBA. Mas também gosto do Coldplay, Florence and the Machine e do Santana. E se eu quiser algo mais agressivo, o AC/DC me deixa de bom humor. Eu tenho ouvido ‘Thunderstruck’ antes dos jogos”.

Trabalho psicológico também fez diferença
Também é importante destacar a preparação psicológica que Swiatek faz para suas partidas. Ela trabalha desde março do ano passado com a psicóloga esportiva Daria Abramowicz, que foi atleta profissional da vela. “Acredito que a resistência mental é provavelmente a coisa importante do tênis agora porque todas podem jogar no nível mais alto. Mas aquelas que são mais fortes mentalmente e suportam a pressão são as melhores. Então, eu sempre quis me desenvolver dessa forma”, explicou quando venceu seu jogo contra Halep em Paris.

O triunfo diante da romena aconteceu um ano depois de uma dura derrota nas oitavas de final do ano passado, em jogo que durou apenas 45 minutos. “Aquele jogo foi uma grande lição para mim. Então eu estava pensando nele de uma forma positiva, sabendo de todo o progresso que fiz nesse tempo. Não era como se eu estivesse com medo, porque eu perdi em 45 minutos no ano passado. Foi meio que uma forma de me motivar para jogar melhor”, explicou. “Basicamente, tudo foi diferente. Eu sabia que era uma grande oportunidade para mim e que poderia jogar meu melhor tênis em um grande estádio, porque já joguei outros jogos assim”.

+ ‘Posso jogar ainda melhor sob pressão’, diz Swiatek
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Ao longo do torneio, o discurso construído pela polonesa era o de muito foco nos objetivos. E até por isso, ela sentia que não deixaria abalar pela pressão. “Normalmente sou aquele tipo de tenista que joga melhor sob pressão. Acho que vai dar tudo certo. Mas há uma razão pela qual fui tão eficiente. É sério. Estou ficando super focada e não estou deixando as minhas oponentes jogarem seu melhor tênis. Então eu espero fazer isso de novo no sábado”, disse Swiatek depois de vencer a semifinal contra a argentina Nadia Podoroska por 6/2 e 6/1.

Já depois da vitória na final sobre a número 6 do mundo Sofia Kenin, com parciais de 6/4 e 6/1, a polonesa afirmou que vai conseguir lidar bem com a maior exposição que ela certamente terá nos próximos meses, e que continuará lutando por títulos importantes. “É difícil comentar sobre isso agora, porque eu preciso voltar para casa primeiro e ver o que está acontecendo na Polônia. Sei que vai ser uma loucura, mas acho que vou acostumar com isso e que não vai ser um problema para mim. Eu não tive problemas com receber mais atenção ou com as pessoas ao meu redor. Acho que vai ficar bem para mim”.

Sem convites e nem contrato de raquetes
Outros dois pontos chamaram a atenção nas entrevistas de Swiatek durante a semana. Apesar de ter sido uma juvenil de destaque, com direito a um título de Wimbledon da categoria em 2018, ela sempre teve que batalhar por vagas nos grandes torneios do tênis profissional, já que recebeu pouquíssimos convites. Além disso, a polonesa está atualmente sem contrato para fornecimento de raquetes e utiliza o mesmo modelo desde a época de juvenil.

“Estou jogando com a Prince há muito tempo e não tive tempo para mudar ou testar outras raquetes. Quando eu era mais jovem, foi difícil para me decidir. Mas estou jogando sem contrato. Em algum momento eu vou mudar isso, com certeza”, comenta a polonesa que gosta de utilizar um material mais leve, mesmo sendo uma jogadora de golpes muito potentes. “Mas sempre adorei essa raquete, então continuei jogando com ela. Na verdade, não sei se é mais leve que as raquetes das outras jogadoras. Estou acostumada com essa, mas acho que vamos testar mais algumas durante esta pré-temporada”.

Sobre os convites, apenas cinco na carreira profissional e só para torneios da ITF, ela diz que a situação a fortaleceu. “No começo, era muito chato, mas tive que aceitar que se você é de um país pequeno, pode ser um pouco mais difícil conseguir convites. Não temos grandes torneios na Polônia e a federação não pode trocar convites com outros países. Assim que aceitei isso, percebi que seria muito melhor se eu merecesse as vagas. Eu sabia que se jogasse bem, não importava se tivesse que jogar o quali, eu conseguiria os pontos no ranking. Sabia que se eu fosse top 50 estaria na chave de qualquer torneio que eu quisesse. Continuei trabalhando duro. No começo era muito chato, mas depois eu não me importei”.