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Next Gen ATP Finals inicia 4ª edição nesta terça. Saiba tudo!
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 8, 2021 às 8:01 pm
Competição em Milão terá oito jogadores de até 21 anos e testa novas regras para o circuito (Foto: Julian Finney/Getty Images)

Competição em Milão terá oito jogadores de até 21 anos e testa novas regras para o circuito (Foto: Julian Finney/Getty Images)

Depois de uma edição cancelada no ano passado, por conta da pandemia e a necessidade de readequação do calendário do circuito, o Next Gen ATP Finals está de volta em 2021. A quarta edição do torneio terá oito jogadores de até 21 anos que se destacaram ao longo da temporada e começa nesta terça-feira em Milão.

A edição deste ano também contará pela primeira vez com tenistas sul-americanos, os argentinos Sebastian Baez e Juan Manuel Cerundolo, além de contar com estrelas em ascensão como Carlos Alcaraz, Holger Rune, Lorenzo Musetti, Sebastian Korda, Hugo Gaston e Brandon Nakashima. Os oito tenistas estão divididos em dois grupos, classificam-se os dois melhores de cada chave para as semifinais até a decisão do torneio no sábado.

Além de apresentar novos nomes do circuito, o evento também vai servir novamente para o teste de novas regras, que pode entrar ou não em vigor nos próximos anos.

Veja quem joga:

GRUPO A
Carlos Alcaraz: Escolhido como a Revelação do Ano em 2020 pela ATP, Carlos Alcaraz confirmou as expectativas e evoluiu muito na temporada. O espanhol de 18 anos já ocupa o 32º lugar do ranking, depois de ter iniciado a temporada na 141ª posição. Em 2021, Alcaraz conquistou seu primeiro ATP em Umag e as três primeiras vitórias contra top 10, sobre Stefanos Tsitsipas, Matteo Berrettini e Jannik Sinner.

Ele também disputou os quatro torneios do Grand Slam, furando qualis na Austrália e Roland Garros e chegando às quartas de final do US Open. Além disso, fez outros resultados de destaque como as semifinais de ATP em Marbella, Winston-Salem e Viena. O espanhol também venceu um challenger, no saibro português de Oeiras. De suas 28 vitórias em nível ATP, 27 foram conquistadas este ano.

Brandon Nakashima: O norte-americano de 20 anos iniciou a temporada no 166º lugar do ranking e já ocupa a 63ª posição. Nakashima venceu 15 jogos de nível ATP em 2021 e disputou duas finais seguidas, nas quadras duras de Atlanta e Los Cabos, em julho. Há três semanas, também fez boa campanha no ATP da Antuérpia, indo do quali até as quartas. Já em torneios challenger, conquistou dois títulos em quadras cobertas na França.

Juan Manuel Cerundolo: Canhoto de 19 anos, Juan Manuel Cerundolo praticamente só jogou no saibro durante o ano, exceto apenas pelo quali de Wimbledon, e foi recompensado com vários bons resultados. O argentino conquistou seu primeiro ATP jogando em casa, na cidade de Córdoba, mas só teve seis vitórias em nível ATP no ano. Já em torneios challenger, venceu 36 partidas, com três títulos e dois vices. Ele começou a temporada no 341º lugar e já é o número 91 do mundo.

Holger Rune: O dinamarquês de 18 anos Holger Rune foi um dos jogadores que mais evoluíram na temporada. O ex-número 1 juvenil ocupava o 474º lugar na virada do ano e atingiu nesta segunda-feira o melhor ranking da carreira, no 109º lugar. Ele conquistou quatro títulos de challenger, com 36 vitórias nesse nível, além de ter vencido seis partidas no circuito da ATP. Rune disputou seu primeiro Grand Slam no US Open, em furou o quali e teve boa apresentação contra o número 1 do mundo Novak Djokovic e também chegou às quartas no ATP de Metz. Rune chegará a Milão embalado por um título no challenger de Bérgamo, conquistado no domingo.

GRUPO B
Sebastian Korda: Mais velho entre os oito jogadores do torneio, Sebastian Korda está com 21 anos e ocupa o 39º lugar do ranking. Ele já iniciou a temporada disputando sua primeira final de ATP em Delray Beach. Meses depois, venceu seu primeiro título, no saibro de Parma. Ele venceu 27 jogos na elite do circuito, duas sobre top 10 contra Roberto Bautista Agut e Diego Schwartzman, e teve outros bons resultados como as quartas em Miami e oitavas em Wimbledon. Korda é o atual 39º do mundo e ocupava o 119º lugar no início do ano.

Lorenzo Musetti: Representante da casa no torneio, Lorenzo Musetti teve ótimo início de temporada, mas não vem bem no segundo semestre. Ainda assim, o italiano de 19 anos está no 58º lugar do ranking, uma posição abaixo da melhor marca da carreira. Musetti venceu 20 jogos de ATP, com destaque para a semifinal de Acapulco e as oitavas em Roland Garros, e disputou duas finais de challenger. Ele também conseguiu sua primeira vitória contra top 10. Na virada de ano, aparecia apenas no 128º lugar.

Sebastian Baez: Com um calendário focado em challengers no saibro, Sebastian Baez aproveitou bem o grande número de torneios no piso. Foram 39 vitórias, cinco títulos e três vices. Ele teve 84,8% nesse nível de competição, com apenas sete derrotas. Também marcou sua primeira vitória em chave principal de ATP, no saibro de Hamburgo. O argentino de 20 anos saltou do 309º para o atual 111º lugar do ranking. Seus únicos torneios fora do saibro foram os qualis de Wimbledon e US Open.

Hugo Gaston: Embalado por uma ótima campanha no Masters 1000 de Paris, em que foi do quali até as quartas de final, Hugo Gaston saltou 36 posições no ranking e está agora com o melhor ranking da carreira no 67º lugar. O francês de 21 anos conseguiu nove vitórias na ATP e mais 32 em challenger, disputando quatro finais, mas ficando com quatro vices. Ele ocupava o 162º lugar do ranking na virada do ano.

Confira a programação do primeiro dia do torneio:

Allianz Cloud – 10h
[4]Brandon Nakashima (EUA) vs. [5]Juan Manuel Cerundolo (ARG)
Não antes de 11h
[1]Carlos Alcaraz (ESP) vs. [7]Holger Rune (DIN)
Não antes de 15h30
[2]Sebastian Korda (EUA) vs. [8]Hugo Gaston (FRA)
[3]Lorenzo Musetti (ITA) vs. [6]Sebastian Baez (ARG)

Transmissão: ESPN e Star+

Evento testa regras diferentes:
Como de costume desde sua primeira edição em 2017, o evento serve para testar algumas regras do circuito. Entre as novidades para este ano estão a redução do tempo de aquecimento, de quatro minutos para apenas um minuto, a presença dos técnicos em quadra, podendo instruir os jogadores e limitações de tempo médico (o jogador só pode pedir um por partida) e de idas ao banheiro (com cronômetro de três minutos).

Outras regras que já foram testadas antes foram mantidas: As partidas são disputadas em cinco sets de até quatro games, sem juízes de linha (substituídos pela marcação eletrônica), games com No-Ad e ponto decisivo nos 40-iguais, e liberdade de circulação do público durante os pontos. Pontos que já estão em vigor no circuito, como o relógio de saque e o uso de ganchos para as toalhas, também valem para o torneio.

Prêmios em dinheiro:
Apesar de o torneio não valer pontos no ranking da ATP, há uma boa premiação em dinheiro em jogo. O evento distribui US$ 1,3 milhão em prêmios e um campeão invicto pode receber US$ 400 mil. A simples participação no torneio já rende US$ 80 mil. Cada vitória na fase de grupos paga US$ 23 mil, a vitória na semi paga US$ 109 mil e a na final US$ 142 mil.

Sinner lidera a nova geração nas oitavas em Paris
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 2, 2020 às 8:52 pm
Escolhido como a revelação da última temporada, Sinner faz seu melhor resultado em Slam (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Escolhido como a revelação da última temporada, Sinner faz seu melhor resultado em Slam (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Escolhido pela ATP como o tenista revelação da temporada passada, Jannik Sinner consegue o melhor resultado de sua carreira em um Grand Slam. O jovem italiano de 19 anos e número 75 do mundo garantiu seu lugar nas oitavas de final de Roland Garros depois de vencer o argentino Federico Coria por 6/3, 7/5 e 7/5.

Sinner já havia despachado o belga David Goffin, número 13 do mundo, na rodada de estreia. Já na segunda fase, confirmou o favoritismo contra o francês vindo do quali Benjamin Bonzi. Até então, o italiano tinha apenas uma vitória em chave principal de Grand Slam, obtida no Australian Open deste ano.

A rápida evolução de Sinner no circuito começou no ano passado. Ele partiu do 551º lugar no ranking no início da temporada, mas já era top 100 em outubro. No caminho, venceu três challengers e dois futures, além de ter furado o quali do US Open e disputado uma semifinal de ATP na Antuérpia. Campanhas até as quartas em Roterdã e oitavas no Masters 1000 de Roma são seus melhores resultados em 2020.

O próximo adversário é o alemão Alexander Zverev, número 7 do mundo, e também ainda muito jovem com 23 anos. O italiano tem duas vitórias contra top 10 no circuito. A mais recente foi sobre o grego Stefanos Tsitsipas em Roma, há duas semanas.

Vindo do quali, Korda vai desafiar Nadal nas oitavas
Outro jovem jogador nas oitavas de final de Roland Garros é o norte-americano Sebastian Korda, de apenas 20 anos e 213º do ranking. Depois de ter passado por um qualificatório com três rodadas, ele embalou na chave principal. Logo de cara, passou pelos veteranos Andreas Seppi e John Isner, ambos em quatro sets. Já nesta sexta-feira, venceu o espanhol Pedro Martinez por 6/4, 6/3 e 6/1.

Nas oitavas, Korda terá a difícil missão de desafiar Rafael Nadal, doze vezes campeão do Grand Slam francês, e que 96 vitórias e apenas duas derrotas no saibro parisiense. “Ele é meu maior ídolo e é uma das razões pelas quais eu jogo tênis. É um competidor inacreditável. Eu me inspiro na mentalidade dele de nunca desistir. Sempre que estou na quadra, tento ser como ele. Quando eu era mais novo, chamei meu gato de Rafa em homenagem a ele. Isso diz muito sobre o quanto eu amo esse cara”.

O jovem norte-americano tenta seguir os passos de seu pai, o ex-número 2 do mundo Petr Korda, finalista de Roland Garros em 1992 e campeão do Australian Open de 1998. No entanto, a mãe Regina Kordova também foi fundamental para sua formação como tenista. Ela jogou profissionalmente no circuito da WTA e chegou a ser número 26 do mundo em 1991 e se tornou treinadora depois que parou de jogar. O casal de ex-tenistas profissionais tem duas filhas mais velhas, Jessica (27 anos) e Nelly (22), que optaram pelo golfe e viajavam com Petr no circuito da modalidade.

“Quando eu decidi trocar o hóquei pelo tênis, meu pai viajava com a irmã. Ela estava no último ano de juvenil e primeiro como profissional. Então, eu jogava tênis com a minha mãe. Ela é provavelmente uma das maiores influências que tenho. A forma como executo os meus golpes foi toda moldada por ela. Passamos muito tempo em quadra juntos quando eu era uma criança. Provavelmente mais do que com meu pai”.

Gaston derruba Wawrinka e acumula façanhas
Um novato que já se destacou neste Roland Garros é Hugo Gaston, francês de 20 anos e ex-número 2 do ranking mundial juvenil. Convidado para a chave principal em Paris, Gaston é apenas o número 239 da ATP e conseguiu a maior vitória da carreira ao superar o suíço Stan Wawrinka, campeão de Roland Garros em 2015 e cabeça 16 do torneio, com parciais de 2/6, 6/3, 6/3, 4/6 e 6/0.

Gaston nunca havia vencido um jogo de ATP antes dessa edição de Roland Garros. E a vitória sobre Wawrinka foi a primeira em partidas de cinco sets. Último francês restante na chave, é o atleta com ranking mais baixo nas oitavas de final desde o também francês Arnaud Di Pasquale, que era o número 283 do mundo no torneio de 2002. Agora ele terá outra difícil missão, contra o número 3 do mundo Dominic Thiem.

“Tentei manter o foco no meu jogo. Acho isso muito importante para mim. Eu sou muito calmo fora da quadra e tento dar o meu melhor. Claro, no momento é incrível para mim, é um sonho. Mas tento manter o foco”, disse Gaston, após a grande vitória desta sexta-feira. “Estou muito feliz por jogar contra o Dominic. Ele é um jogador fantástico, um grande lutador. Será um jogo duro com certeza, mas vou tentar aproveitar a oportunidade”.

Junior Masters começa nesta quarta. Veja quem joga!
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 23, 2018 às 11:32 pm

A quarta edição do ITF Junior Masters dá a largada na madrugada desta quarta-feira. Serão cinco dias de disputa com os dezesseis melhores juvenis da temporada nas quadras duras do Sichuan International Tennis Center, na cidade chinesa de Chengdu. Os grupos da chave masculina levam os nomes de SHUAI e YONG. Já as chaves femininas se chamam LI e LIANG.

Particularmente, considerando este torneio até mais interessante que o Next Gen ATP Finals no sentido de apresentar o futuro do esporte. São jogos com formato tradicional e com jogadores tendo destaque pela primeira vez, enquanto o evento da ATP em Milão apresenta nomes que já são conhecidos do público que acompanha o circuito com mais afinco. Os problemas do evento da ITF: Ser disputado na China, não ter transmissão de TV e coincidir datas com o WTA Finals.

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GRUPO LIANG

  • Xiyu Wang: Líder do ranking munial juvenil, a canhota Xiyu Wang foi campeã juvenil do US Open e semifinalista em Wimbledon. Já com 18 anos, a chinesa aparece no 194º lugar do ranking da WTA e tem dois títulos profissionais de nível de ITF de US$ 25 mil.
  • Clara Burel: Vice-líder do ranking da ITF, Burel vem de um vice-campeonato nos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires. A francesa de 17 anos também foi vice-campeã em dois Grand Slam, na Austrália e nos Estados Unidos. Como profissional, a francesa está no 605º lugar na WTA.
  • Maria Camila Osorio Serrano: A colombiana de 16 anos fará sua segunda participação no Junior Masters. Na temporada passada, ela não passou da fase de grupos em Chengdu. Logo no início de 2018, Osório Serrano venceu 20 jogos seguidos no saibro Sul-Americano e conquistou cinco títulos nos seis primeiros torneios que disputou. Nas últimas semanas, foi semifinalista do US Open e dos Jogos da Juventude e aparece no 723º lugar do ranking profissional.
  • Eleonora Molinaro: A luxemburguesa de 18 anos é a 14ª colocada no ranking da ITF e chegou ao oitavo lugar em junho. Ela venceu quatro títulos na temporada juvenil, com destaque para o Trofeo Bonfiglio em Milão. Vencedora de dois títulos profissionais, Liang é agora a 393ª colocada na WTA.

GRUPO LI

  • Xinyu Wang: A chinesa de 17 anos começou a temporada disputando a chave principal do Australian Open, para onde ganhou convite depois de vencer um playoff asiático. Ela venceu em agosto seu primeiro título profissional em um ITF na Tailândia e ocupa 343º lugar. Como juvenil, foi semifinalista na Austrália e em Wimbledon, onde conquistou dois títulos de duplas.
  • En Shuo Liang: A taiwanesa de 18 anos chegou a ocupar a vice-liderança no ranking da ITF e aparece atualmente na sexta posição. Logo no início da temporada, foi campeã de simples e duplas no Australian Open da categoria. Como profissional, aparece na 283ª colocação e venceu seu primeiro título de ITF.
  • Clara Tauson: Com apenas 15 anos, a dinamarquesa chega embalada pelo título da Osaka Mayor’s Cup, torneio ITF GA disputado na semana passada em solo japonês. Durante a campanha, venceu dois jogos por duplo 6/0 e aplicou sete ‘pneus’ nas adversárias. Tauson também venceu o European Junior Championships e foi finalista do Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre.
  • Leylah Fernandez: Canhota de 16 anos, a canadense se destacou em solo brasileiro ao vencer o Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre em março. Fernandez também foi semifinalista em Roland Garros e chegou às quartas no US Open.

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GRUPO SUAI

  • Chun Hsin Tseng: O taiwanês de 17 anos é o número 1 do ranking mundial juvenil e conquistou dois títulos de Grand Slam consecutivos, em Roland Garros e Wimbledon, façanha que não foi obtida desde Gael Monfils em 2004. Tseng também já começa a se destacar entre os profissionais, venceu três torneios de nível future e ocupa o 437º lugar do ranking mundial.
  • Adrian Andreev: Quinto colocado no ranking da ITF, o búlgaro de 17 anos. Seu principal resultado em simples foi o título do Trofeo Bonfiglio, no saibro italiano de Milão em maio. Nas duplas, foi campeão do US Open e medalhista de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude. Como profissional, venceu um jogo por seu país na Copa Davis e foi convidado para a disputa do ATP 250 de Sófia em fevereiro.
  • Nicolas Mejia: Formado nos Estados Unidos, Mejia treina na renomada IMG Academy e fez sua última temporada como juvenil. Ele alcançou o quarto lugar do ranking em julho e aparece atualmente na oitava posição. O colombiano de 17 anos foi medalhista de prata nas duplas mistas dos Jogos Olímpicos da Juventude. Mejia também protagonizou uma batalha de 4h24 na semifinal do torneio juvenil de Wimbledon, quando foi superado pelo britânico Jack Draper por 7/6 (7-5), 6/7 (6-8) e 19/17.
  • Tao Mu: Convidado para a disputa do ITF Junior Masters, Mu será o representante da casa em Chengdu. O chinês de 18 anos aparece atualmente na 18ª colocação no ranking da ITF. Seu resultado mais expressivo foi uma semifinal alcançada na grama de Wimbledon. Embora seja o jogador com pior ranking entre os participantes, o anfitrião tenta repetir o feito do finlandês Emil Ruusuvuori, que venceu a edição passada quando era o 15º colocado.

GRUPO YONG

  • Hugo Gaston: O francês de 18 anos vem embalado pela conquista da medalha de ouro na chave nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires. O vice-líder do ranking mundial juvenil também tem foi campeão de duplas no Australian Open, onde também fez quartas em simples. No início de sua carreira profissional, Gaston venceu um future de duplas no saibro francês de Grasse.
  • Sebastian Baez: Promessa do tênis argentino, Baez fará sua segunda participação seguida no Junior Masters e ficou em quarto lugar na edição passada. O argentino de 17 anos se destacou no começo da temporada com títulos do Banana Bowl e do Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre e chegou a vencer 15 jogos seguidos no Brasil antes de cair para Gilbert Klier na Copa Paineiras em São Paulo. Nos Grand Slam, destaque para o vice-campeonato em Roland Garros, já no início da carreira profissional, acumula três semfinais de future.
  • Lorenzo Musetti: Finalista da chave juvenil do US Open, em que perdeu para o paranaense Thiago Wild, Musetti aparece atualmente no sétimo lugar do ranking da ITF. O italiano de apenas 16 anos também chegou às quartas de final na grama de Wimbledon e ainda tem duas temporadas como juvenil pela frente. Ele só disputou dois torneios como profissional.
  • Brandon Nakashima: O norte-americano de 17 anos atingiu o décimo lugar do ranking juvenil em setembro e hoje aparece na 13ª posição. Nakashima chegou embalado a Wimbledon depois de ter vencido um ITF G1 na grama de Roehampton na semana anterior, mas não conseguiu confirmar a boa fase e não passou da segunda rodada do Grand Slam britânico.

BRASILEIROS MIRAM O PROFISSIONAL – Dois jogadores brasileiros aparecem atualmente entre os dez melhores juvenis do mundo, o paranaense Thiago Wild e o brasiliense Gilbert Klier Júnior. Embora tivessem condições de classificação para o evento, ambos já estão com 18 anos e priorizam as competições profissionais. Wild joga uma série de challengers no saibro sul-americano, enquanto Klier tenta qualis de future em solo nacional.

HISTÓRIA DO TORNEIO – O russo Andrey Rublev e a chinesa Xu Shilin foram campeões da edição inaugural em 2015. No ano seguinte, os títulos ficaram com o sul-coreano Seong Chan Hong e com a russa Anna Blinkova. Já em 2017, o finlandês Emil Ruusuvuori e a ucraniana Marta Kostyuk conquistaram a competição.

Andrey Rublev venceu a edição inaugural do torneio em 2015

Andrey Rublev venceu a edição inaugural do torneio em 2015

Rublev já 76º do mundo na ATP aos 21 anos e chegou ao 31º lugar em fevereiro, Hong também está com 21 anos e ocupou o 343º lugar, mas aparece atualmente apenas na 655ª posição. Já Ruusuvuori é o 318º do mundo aos 19 anos e está com o melhor ranking da carreira.

No feminino, destaque para a atual campeã Kostyuk, que chegou à terceira rodada do Australian Open e já é 121ª do mundo. Blinkova alcançou o top 100 na última segunda-feira, ao ocupar o 97º lugar. Por sua vez, Shilin é a 255ª colocada na WTA aos 20 anos.

TRANSMISSÃO – Nos dois primeiros anos, a ITF disponibilizava transmissão ao vivo pelo YouTube. A estratégia deve ser retomada a partir da fase final do torneio no fim de semana. Em 2017, foi feita uma parceria com o Olympic Channel, mas o site não anunciou transmissões para este ano. Já o placar ao vivo está disponível neste link.

Jogos da Juventude: Por onde andam os medalhistas?
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 12, 2018 às 9:19 pm

As finais do tênis nos Jogos Olímpicos da Juventude estão marcadas para este fim de semana em Buenos Aires. No sábado, o público argentino terá a oportunidade de torcer pelo anfitrião Facundo Diaz Acosta, que disputa o título contra o francês Hugo Gaston. O jogo está marcado para às 9h45 (de Brasília), com transmissão do site da ITF e do Olympic Channel. A França também tem representação na final feminina, que acontece no domingo, com Clara Burel enfrentando a eslovena Kaja Juvan. A disputa do bronze será neste sábado entre a colombiana Maria Camila Osorio Serrano e a chinesa Xinyu Wang.

Nesta sexta-feira, o tênis brasileiro pôde comemorar a medalha de bronze de Gilbert Klier Júnior. Único representante nacional na competição, o brasiliense de 18 anos ficou em terceiro lugar na chave masculina de simples. Ele vencia a disputa pelo bronze contra o búlgaro Adrian Andreev por 6/4 e 3/1 quando o rival abandonou por lesão nas costas. A medalha de Klier é a terceira da história do país em competições olímpicas no tênis. As duas anteriores vieram na edição passada das Olimpíadas dos jovens, no ano de 2014 na cidade chinesa de Nanjing. Na ocasião, o gaúcho Orlando Luz foi medalhista de prata em simples e ouro nas duplas, em parceria com o paulista Marcelo Zormann.

As duas edições anteriores dos Jogos Olímpicos da Juventude foram realizadas na Ásia, primeiro em Cingapura no ano de 2010 e depois em Nanjing. Entre seus medalhistas de simples, alguns tenistas já confirmaram a condição de jovens promessas, outros ainda seguem em busca de um lugar na elite do tênis mundial, enquanto outros se perderam pelo caminho. Veja como cada um está na atualidade.

NANJING 2014

Masculino
– Ouro: Kamil Majchrzak (POL)
– Prata: Orlando Luz (BRA)
– Bronze: Andrey Rublev (RUS)

Entre os medalhistas de 2014, Rublev é quem mais se destaca na atualidade, embora Orlandinho e Majchrzak vivam o melhor momento de suas carreiras.

Entre os medalhistas de 2014, Rublev é quem mais se destaca na atualidade, embora Orlandinho e Majchrzak vivam o melhor momento de suas carreiras. (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Bronze na China, Rublev conseguiu se estabelecer primeiro entre os grandes jogadores. Atualmente com 20 anos, o jovem russo aparece no 73º lugar do ranking mundial e chegou a ocupar a 31ª posição. Ele já tem aum título de ATP 250, conquistado no saibro croata de Umag no ano passado, além de ter chegado às quartas de final do US Open de 2017.

Medalhista de Prata, o gaúcho Orlando Luz está com 20 anos. Há uma semana, o ex-líder do ranking mundial juvenil atingiu sua melhor marca como profissional, na 385ª posição. Treinando na Espanha desde o início do ano, Orlandinho aparecia apenas no 725º lugar em janeiro e já disputou três finais de future na temporada, com dois títulos. Já o polonês Kamil Majchrzak, campeão em 2014, está com 22 anos e ocupa o 178º lugar do ranking mundial, melhor marca de sua carreira, e já atingiu duas finais de challenger.

Vale destacar também a situação de Marcelo Zormann, hoje com 22 anos. Voltando a 2014, ele e Orlando Luz chegavam à China vindos do título juvenil de duplas em Wimbledon e conquistaram outro título de expressão. A final disputada em Nanjing foi contra dois russos que atualmente se destacam no circuito, o já citado Rublev e o atual 27º do ranking Karen Khachanov. Zormann tem três títulos de future, venceu quatro jogos de challenger na carreira e alcançou o 467º lugar do ranking. Atualmente na 889ª posição, o paulista de Lins decidiu fazer uma pausa na carreira para tentar superar a depressão e falou abertamente sobre seu momento pessoal em recente entrevista ao TenisBrasil.

Feminino
– Ouro: Xu Shilin (CHN)
– Prata: Iryna Shymanovich (BLR)
– Bronze: Akvile Parazinskaite (LTU)

Nenhuma das medalhistas em 2014 chegou ao top 100 da WTA e a lituana Akvile Parazinskaite já não joga mais profissionalmente

Nenhuma das medalhistas em 2014 chegou ao top 100 da WTA e a lituana Akvile Parazinskaite já não joga mais profissionalmente. (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Nenhuma das três medalhistas da chave feminina em Nanjing chegou ao top 100 no ranking da WTA. A lituana Akvile Parazinskaite, que ficou em terceiro lugar na cidade chinesa, não joga profissionalmente desde 2016, está sem ranking e teve como a melhor marca da carreira o 623º lugar.

Campeã em casa há quatro anos, a chinesa Xu Shilin chegou a liderar o ranking mundial juvenil e quase alcançou o top 200 entre as profissionais. Seu recorde pessoal foi o 202º lugar, alcançado em julho de 2016 e ela atualmente ocupa a 294ª colocação aos 20 anos. Vice em Nanjing, a bielorrussa Iryna Shymanovich está com 21 anos, ocupa o 490ª lugar na WTA e o melhor ranking de sua carreira foi o 367º lugar, alcançado ainda em 2014.

Se por um lado, nenhuma das medalhistas conseguiu vingar no circuito, a chave do torneio olímpico de Nanjing contou com duas jogadoras com evidente destaque na atualidade. A letã Jelena Ostapenko, que foi campeã de Roland Garros no ano passado e está no 18º lugar no ranking e a atual 14ª colocada russa Daria Kasatkina. A tcheca Marketa Vondrousova, atual 68ª do mundo, e a norte-americana Sofia Kenin, 50ª, também atuaram naquela competição.

CINGAPURA 2010

Feminino
– Ouro: Daria Gavrilova (RUS)
– Prata: Saisai Zheng (CHN)
– Bronze: Jana Cepelova (SVK)

Zheng está com seu melhor ranking, Gavrilova chegou ao top 20 no ano passado e Cepelova já foi top 50 e tem vitória sobre Serena Williams no currículo

Zheng está com seu melhor ranking, Gavrilova chegou ao top 20 no ano passado e Cepelova já foi top 50 e tem vitória sobre Serena Williams no currículo. (Foto: Paul Zimmer/ITF)

O pódio feminino da edição inaugural das Olimpíadas dos Jovens é o que mais confirmou as expectativas entre suas medalhistas, a começar pela campeã Daria Gavrilova. Atualmente com 24 anos e no 34º lugar do ranking, a jogadora nascida em Moscou ainda defendia a Rússia antes de assumir a nacionalidade australiana em 2015. Gavrilova conquistou o título do WTA Premier de New Haven em agosto do ano passado e chegou a figurar entre as 20 melhores tenistas do mundo.

Vice-campeã em Cingapura, Saisai Zheng vive o melhor momento da carreira aos 24 anos ao ocupar o 58º lugar do ranking. A chinesa alcançou pela primeira vez ao top 60 ainda em 2016, mas conviveu com problemas físicos. Ela ficou seis meses sem jogar por lesão no joelho direito e até saiu do top 100, mas vem recuperando posições desde julho, quando foi finalista do WTA de Nanchang.

Já a eslovaca Jana Cepelova está com 25 anos, chegou a ser top 50 e atualmente ocupa o 273º lugar do ranking. Ela tem uma expressiva vitória sobre Serena Williams, obtida na campanha até o vice-campeonato do Premier de Charleston, em 2014. A chave em Cingapura ainda tinha nomes como Elina Svitolina e Moninca Puig.

Masculino
– Ouro: Juan Sebastian Gomez (COL)
– Prata: Yuki Bhambri (IND)
– Bronze: Damir Dzumhur (BIH)

Campeão em Cingapura, o colombiano Juan Sebastian Gomez aparece atualmente apenas no 1.572º lugar do ranking da ATP

Campeão em Cingapura, o colombiano Juan Sebastian Gomez aparece atualmente apenas no 1.572º lugar do ranking da ATP. (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Campeão em Cingapura, o colombiano Juan Sebastian Gomez chegou a liderar o ranking mundial juvenil em 2010, ano em que completou 18 anos. Atualmente, ocupa a modesta posição de número 1.572 no ranking da ATP com somente dois pontos conquistados. Em sua carreira profissional, possui apenas um título de future em simples e mais sete de duplas e seu recorde pessoal no ranking foi o 496º lugar, alcançado em 2015.

O indiano Yuki Bhambri é o atual 97º do mundo e chegou à 83ª posição em abril deste ano. Já o bósnio Damir Dzumhur é quem conseguiu se manter na elite do circuito. O jogador de 26 anos já tem três títulos de ATP, aparece atualmente no 39º lugar do ranking e tem como recorde pessoal a 23ª colocação, alcançada em julho último.