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Nova geração protagoniza a luta contra o racismo
Por Mario Sérgio Cruz
junho 7, 2020 às 10:32 am

Enquanto as competições oficiais do circuito permanecem suspensas por conta da pandemia da Covid-19, alguns expoentes da nova geração do tênis voltaram a se destacar nas últimas semanas por suas ações e posicionamentos fora de quadra.

A morte de George Floyd, homem negro que foi asfixiado por um policial branco em Minneapolis, foi o estopim para uma onda de protestos contra o racismo que se espalhou pelos Estados Unidos e também por diversas partes do mundo. Nesse cenário, nomes como Naomi Osaka, Frances Tiafoe, Coco Gauff, Felix Auger-Aliassime e Taylor Townsend compartilharam suas experiências e marcaram posições firmes contra o preconceito.

Tiafoe se sente um estranho no ninho

“A morte do George Floyd fez eu me sentir horrível. Especialmente por pensar que poderia ser um dos meus entes queridos e talvez pudesse acontecer até comigo”, revelou Tiafoe ao programa Tennis United, produzido para as redes sociais da ATP e da WTA. “Quando se é negro nos Estados Unidos, mesmo para quem é uma pessoa comum e não um atleta, você sente que precisa ser duas vezes melhor para ter reconhecimento”.

https://twitter.com/FTiafoe/status/1267202313057427458

O jovem jogador de 22 anos e 81º do ranking é um dos poucos negros entre os 100 melhores do mundo e ressalta que a falta de diversidade no tênis às vezes o faz se sentir como um estranho no ninho. “Quanto mais sucesso eu tenho, mais me sinto um outsider“, afirmou, em entrevista à CNN. “É claro que eu recebo muito apoio e reconhecimento, mas sinto que nem todo mundo quer me ver fazendo sucesso. Sinto como se estivesse tomando algo de alguém que gostaria de estar no meu lugar. Com certeza, sinto isso porque no fundo eles não querem nos ver no topo”.

Filho de imigrantes de Serra Leoa, Tiafoe foi campeão do ATP 250 de Delray Beach em 2018 e chegou a ser 29º do ranking em fevereiro do ano passado, depois de alcançar as quartas de final do Australian Open. Mas para o ex-top 30, ainda há muito a ser feito para promover a igualdade de oportunidades no tênis. “O tênis não é como o basquete, que você só precisa de uma tabela e da bola, ou o futebol que você precisa de um gramado e da bola. Então, como podemos tornar isso acessível? Como conseguir uma grande quantidade de raquetes, cordas, redes, bolas e calçados? Essa é a parte mais difícil”.

Gauff, com apenas 16 anos, discursou em protesto

Ainda mais jovem que Tiafoe, a norte-americana de 16 anos Coco Gauff tem encorajado os fãs a agirem além das redes sociais. E para dar o exemplo, ela própria compareceu a um protesto pacífico em sua cidade natal, Delray Beach, e discursou diante dos manifestantes. Gauff lamentou ter que protestar pela mesma causa que os avós já lutavam há 50 anos, relembrou outros casos recentes de violência contra os negros, incentivou o voto (que não é obrigatório nos Estados Unidos) e falou sobre como tem trazido cada vez mais pessoas para apoiar suas causas.

“Acho que é triste que eu esteja protestando pela mesma causa que a minha avó teve que protestar há 50 anos”, disse Gauff, na última quarta-feira. “Passei toda a semana conversando com amigos que não são negros, tentando educá-los sobre como eles poderiam ajudar o movimento. Nós temos que agir, e é por isso que estamos aqui. Eu ainda não tenho idade para votar, mas está nas mãos de vocês decidirem sobre o meu futuro, o do meu irmão e também o de vocês”.

“Vocês precisam usar suas vozes. Não importa o tamanho e o alcance de suas plataformas. Como o Martin Luther King disse: ‘O silêncio das pessoas boas é pior que a brutalidade das pessoas ruins’. Então, não devemos ficar em silêncio. Se você escolhe ficar em silêncio, você fica ao lado do opressor”, acrescentou a atual 52ª colocada no ranking mundial e vencedora do WTA de Linz no ano

“Eu exijo mudanças agora. É triste que outra vida negra tenha sido perdida para que tudo isso estivesse acontecendo. Não estamos aqui apenas por causa do George Floyd, mas também pelo Eric Garner, pelo Travyon Martin, pela Breonna Taylor e muitos outros”, afirmou a jovem tenista norte-americana. “Eu tinha apenas oito anos quando o Travyon Martin foi morto. Por que estou aqui, aos 16 anos, ainda protestando por isso? Eu estou lutando pelo futuro do meu irmão e dos meus futuros filhos. Então, precisamos mudar isso agora. E eu prometo usar a minha plataforma para divulgar informações vitais”.

Atleta mais bem paga, Osaka também foi às ruas


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#justiceforgeorgefloyd

Uma publicação compartilhada por 大坂なおみ (@naomiosaka) em

Há pouco mais de duas semanas, revista norte-americana Forbes divulgou que a japonesa Naomi Osaka foi a atleta mais bem paga de 2019. Ela ficou pela primeira vez à frente de Serena Williams, que liderava essa lista desde 2016. Osaka faturou US$ 37,4 milhões entre premiações de torneios e contratos de patrocínio. Considerando os ganhos de atletas homens e mulheres, a japonesa de 22 anos está na 29ª posição do ranking, enquanto Serena esta na 33ª posição. Elas são as únicas mulheres entre os 100 atletas mais bem pagos.

É bem comum que personalidades com muitos contratos publicitários busquem maior neutralidade e evitem se posicionar, mas essa não foi uma opção para Osaka. A jogadora que tem pai haitiano e mãe japonesa já foi vítima de preconceito por diversas vezes, até mesmo em seu país de origem. Atualmente em Los Angeles, ela fez questão de comparecer a um dos protestos pela morte de Floyd e tem sido bastante atuante também nas redes sociais.

“Só porque não está acontecendo com você, não significa que não esteja acontecendo”, escreveu Osaka, em seu perfil no Twitter. Ela também questionou aqueles que criticaram os protestos, mas que ficaram em silêncio sobre a morte de Floyd. “Vejo que algumas pessoas ficaram quietas no Twitter por uma semana quando tudo começou, mas assim que começaram os saques, já vieram para falar de hora em hora sobre como estão se sentindo. Eles falam sobre os saques antes de falar da morte de um homem negro desarmado”.

Aliassime lembra racismo sofrido por seu pai

O canadense de apenas 19 anos Felix Auger-Aliassime é um dos grandes nomes da nova geração, ocupando atualmente o 20º lugar do ranking mundial e já com cinco finais de ATP no currículo. Aliassime também é filho de um imigrante. Seu pai, Sam, é professor de tênis, nasceu no Togo e já foi discriminado durante uma abordagem policial.

Em vídeo publicado no Instagram, Aliassime conta que seu pai estava voltando do trabalho para casa em Québec quando passou a ser seguido pela polícia. “Ele virou à esquerda, à direita, fez um círculo completo, e a polícia continuava seguindo. Até que ele parou o carro. E então o carro da polícia parou logo atrás e uma policial bateu na janela dele”.

“Meu pai perguntou se havia cometido alguma infração e ela respondeu que não. Então ele perguntou: ‘Então por que estou sendo abordado?’ e ela explicou que era raro ver ‘uma pessoa de cor’ [reproduzindo palavras da policial] dirigindo aquele tipo de carro (uma Mercedes) naquele bairro. Meu pai ainda perguntou se havia alguma denúncia de roubo de carro nas redondezas, e ela novamente respondeu que não”, acrescentou o jovem jogador.

“Esta pequena história, que não foi violenta, e que tudo acabou em paz. Mas este tipo de situação cria coisas como as que estamos vendo hoje. Acho que as pessoas precisam ficar cientes que isso não acontece com ‘os outros’. Pode acontecer com seus amigos, professores, treinadores e com qualquer pessoa”, complementou Aliassime, que ainda assim se sente privilegiado por ter crescido em um lugar onde há maior liberdade de expressão.

Townsend relata preconceito nos torneios

A canhota norte-americana Taylor Townsend ocupa o 73º lugar do ranking mundial e ganhou notoriedade no ano passado por seu estilo de jogo com saque e voleio e pela surpreendente vitória sobre Simona Halep no US Open. Apesar disso, ela conta que sofre com a discriminação até mesmo no ambiente dos torneios.

“Quando estou circulando, pedem para checar a minha bolsa, checar a minha credencial, checar bolsas e credenciais do meu técnico. Tem uma segurança extra e precauções extras para ter certeza de que nós pertencemos àquele lugar. Isso acontece toda semana, em qualquer torneio que eu jogar, nos Estados Unidos ou no exterior”, revelou ao Tennis United.

“Mesmo no tênis, nós perdemos nossa identidade, como se todas nós fôssemos iguais. Todo mundo que vê uma mulher negra nos torneios já pensa que é a Venus, a Serena ou a Sloane [Stephens]. Tem pessoas que perguntam para mim se eu sou a Coco Gauff!”, explicou a jogadora de 24 anos.

“Aqui nos Estados Unidos temos muitas tensões raciais, muitas revoltas, mas também muitos protestos pacíficos”, acrescentou Townsend. “A comunidade negra foi suprimida. Nossa identidade foi roubada de nós. Homens negros estão sendo baleados e mortos no meio da rua, em plena luz do dia, por policiais. Essa foi a nossa realidade por muitos anos, mas agora as pessoas estão começando a acordar”.

O que esperar da nova geração na Austrália?
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 17, 2020 às 8:23 pm

Depois de apenas duas semanas de torneios preparatórios, a temporada de 2020 já tem seu primeiro Grand Slam. O Australian Open começa na próxima segunda-feira e terá muitos nomes da nova geração do circuito dispostos a surpreender na competição e já conseguir um grande resultado logo no primeiro mês do ano.

Alguns desses jovens já se consolidaram nas primeiras posições do ranking e chegam cheios de expectativas a Melbourne. São os casos da número 1 do mundo Ashleigh Barty, da atual campeã Naomi Osaka ou de nomes como Alexander Zverev, Daniil Medvedev e Stefanos Tsitsipas. Mas a disputa também apresenta nomes fora da lista dos mais cotados, mas que começaram bem o ano estão e podem cruzar o caminho e dar trabalho aos principais favoritos.

PRESSÃO PARA BARTY E OSAKA

Barty tenta encerrar longo jejum do tênis australiano

Líder do ranking mundial e atual campeã de Roland Garros, Barty tenta encerrar longo jejum do tênis australiano (Foto: SMP Images)

Líder do ranking mundial e atual campeã de Roland Garros, Ashleigh Barty chega ao Australian Open com a missão de encerrar uma longa espera da torcida australiana. A última jogadora da casa a ser campeã do torneio foi Christine O’Neil em 1976. Decidida a dar fim ao jejum de 44 anos sem títulos para as anfitriãs, a australiana de 23 anos entrou em dois eventos preparatórios. Barty não foi bem em Brisbane, onde caiu ainda na estreia, mas se recuperou em Adelaide e chegou à final da competição.

A estreia de Barty será contra a ucraniana Lesia Tsurenko. Depois, pode enfrentar a eslovena Polona Hercog ou a sueca Rebecca Peterson. A terceira rodada pode ser perigosa diante da cazaque Elena Rybakina, número 30 do mundo e finalista em Shenzhen e Hobart neste início de ano. Petra Martic, Julia Goerges e Alison Riske são possíveis adversárias nas oitavas, enquanto Madison Keys e a finalista do ano passado Petra Kvitova podem pintar nas quartas.

Também na parte de cima da chave está a número 3 do mundo Naomi Osaka, campeã do Australian Open do ano passado e que terá 2 mil pontos a defender. A japonesa de 22 anos estreia contra a tcheca Marie Bouzkova e depois pode encarar a chinesa Saisai Zheng ou uma rival do quali. Venus Williams ou Coco Gauff são possíveis rivais na terceira fase, antes de um duelo que promete equilíbrio diante de Sofia Kenin nas oitavas. Caso chegue às quartas, há grande chance de enfrentar Serena Williams.

JOVENS TENTAM QUEBRAR HEGEMONIA

Aos 22 anos, Zverev ainda sonha com seu primeiro título de Grand Slam

Aos 22 anos, Alexander Zverev ainda sonha com seu primeiro título de Grand Slam

A luta por um título de Grand Slam entre os homens tem sido restrita a poucos nomes nos últimos anos. Desde 2011, apenas seis jogadores monopolizaram as conquistas: Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Andy Murray, Stan Wawrinka e Marin Cilic.

A nova geração do tênis masculino conta com três nomes no top 10, Daniil Medvedev, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas. Eles aparecem entre os candidatos a quebrar essa hegemonia da geração anterior. No meio do caminho, está Dominic Thiem, já com seus 26 anos e também forte concorrente em quase todo torneio que disputar.

Medvedev é número 4 do mundo e tenta fazer mais um bom Grand Slam depois de ter sido finalista do US Open. O russo de 23 anos estreia contra o norte-americano Frances Tiafoe. Seu caminho tem nomes Jo-Wilfried Tsonga na terceira rodada e Stan Wawrinka nas oitavas. No mesmo quadrante está Zverev, sétimo colocado, que costuma sofrer em fases iniciais de Grand Slam e estreia contra o italiano Marco Cecchinato. O alemão de 22 anos pode ter trabalho caso cruze o caminho do russo Andrey Rublev nas oitavas.

Já do outro lado da chave está Stefanos Tsitsipas, grego de 21 anos e número 6 do mundo, que tem no caminho nomes como Milos Raonic e Roberto Bautista Agut antes de um possível duelo com Novak Djokovic nas quartas. Lembrando que Tsitsipas já teve um grande resultado em Melbourne no ano passado, quando foi semifinalista, e defende 720 pontos no ranking.

OS JOVENS NA ROTA DOS FAVORITOS

Dayana Yastremska (19 anos, 24ª do ranking, Ucrânia)Dayana Yastremska contratou ex-técnico de Naomi Osaka e começou bem a temporada

Um nome a ser observado com atenção na Austrália é o de Dayana Yastremska. A jovem ucraniana de 19 anos chegará a Melbourne como integrante do top 20, depois de ter alcançado a final do Premier de Adelaide nesta semana, passando por nomes como Angelique Kerber e Aryna Sabalenka. Yastremska já tem três títulos de WTA e trouxe para essa temporada o treinador alemão Sascha Bajin, que estava ao lado da atual campeã Naomi Osaka na edição passada do Grand Slam australiano.

A ucraniana estreia contra uma adversária vinda do quali. Na sequência, pode cruzar o caminho da campeã de 2018 Caroline Wozniacki. Caso supere a dinamarquesa, que disputa seu último torneio como profissional, teria boas chances de chegar às oitavas e reencontrar Serena Williams. No ano passado, a ucraniana perdeu para Serena na terceira fase da competição.

Andrey Rublev (22 anos, 18º do ranking, Rússia)
O começo de temporada de Andrey Rublev é perfeito até aqui. Com título em Doha e uma vaga na final de Adelaide, o russo de 22 anos acumula sete vitórias consecutivas e está com o melhor ranking da carreira. Favorito contra o sul-africano Lloyd Harris neste sábado, Rublev tem chance de chegar a Melbourne embalado por dois títulos seguidos.

A estreia de Rublev será contra o anfitrião Christopher O’Connell. A chave do russo é convidativa. Na segunda rodada, ele pode enfrentar o jaopnês Yuichi Sugita ou um rival vindo do quali. O cabeça de chave mais próximo é o belga David Goffin. Já o alemão Alexander Zverev seria um possível adversário nas oitavas.

Denis Shapovalov (20 anos, 13º do ranking, Canadá)Com apenas 20 anos, Denis Shapovalov vive o melhor momento da carreira

Destaque das boas campanhas do Canadá na Copa Davis de 2019 e na ATP Cup de 2020, Denis Shapovalov faz um começo de ano animador. Ele já derrotou dois top 10, Tsitsipas e Zverev. Além de ter travado duelos equilibrados com Alex de Minaur e Novak Djokovic na primeira competição da temporada. A boa fase de Shapovalov já vem desde o ano passado, com o título do ATP 250 de Estocolmo e a chegada à final do Masters 1000 de Paris. O canhoto canadense também tem mostrado muita qualidade no saque nos momentos decisivos das partidas.

O número 13 do mundo estreia contra o húngaro Marton Fucsovics, 66º do ranking. Se vencer, pode ter um duelo da nova geração contra o italiano de 18 anos e 79º colocado Jannik Sinner, revelação da última temporada e que encara um atleta vindo do quali na primeira rodada. Shapovalov ainda  pode ter um duelo de backhands de uma mão contra Grigor Dimitrov na terceira fase, antes de um eventual encontro com Roger Federer nas oitavas.

Sofia Kenin (21 anos, 15ª do ranking, Estados Unidos)
Eleita a jogadora que mais evoluiu no circuito durante a última temporada, Sofia Kenin saltou do 48º para o 12º lugar do ranking ao longo de 2019 e chegará ao Australian Open ocupando a 15ª colocação. A jovem norte-americana de 21 anos já chegou três vezes à terceira rodada do US Open, mas nunca passou da segunda rodada em Melbourne.

Kenin estreia contra uma jogadora vinda do qualificatório e tem na compatriota Sloane Stephens, que não começou bem o ano, a cabeça de chave mais próxima. Nesse cenário, são grandes as chances de um confronto contra a atual campeã Naomi Osaka nas oitavas de final. Elas se enfrentaram na semana passada em Brisbane, com vitória da japonesa em três sets.

Felix Auger-Aliassime (19 anos, 22º do ranking, Canadá)
Outro bom nome da nova geração canadense é Felix Auger-Aliassime. O jogador de 19 anos não foi bem na ATP Cup, onde venceu apenas uma partida, mas se recuperou na última semana em Adelaide. Aliassime venceu dois jogos seguidos e fez uma boa semifinal contra Andrey Rublev no último torneio preparatório.

Ele estreia contra um jogador vindo do quali e depois pode enfrentar o australiano James Duckworth ou o esloveno Aljaz Bedene. O cabeça de chave mais próximo é o francês Gael Monfils, décimo favorito, e possível adversário em eventual terceira rodada. Caso chegue às oitavas de final em um Grand Slam pela primeira vez, o canadense pode cruzar o caminho do número 5 do mundo Dominic Thiem.

Elena Rybakina (20 anos, 30ª do ranking, Cazaquistão)
Jovem cazaque de 20 anos, Elena Rybakina iniciou a temporada com o vice-campeonato do WTA de Shenzhen, o que a ajudou a ser cabeça de chave no Australian Open. Nesta semana, ela alcançou mais uma final, agora em Hobart, que dá ainda mais confiança para ter um bom resultado em Melbourne.

Rybakina ainda busca sua primeira vitória em chaves principais de Grand Slam, depois de ter atuado apenas em Roland Garros e no US Open do ano passado. Ela estreia contra a norte-americana Bernarda Pera e depois encarar a bielorrussa Aliaksandra Sasnovich. A maior expectativa, entretanto, é por um desafio real à número 1 Ashleigh Barty na terceira rodada.

Casper Ruud (21 anos, 46º do ranking, Noruega)Casper Ruud venceu dois jogadores do top 20 na ATP Cup. Ele pode cruzar o caminho de Zverev

Principal nome da equipe norueguesa na ATP Cup, Casper Rudd começou ano vencendo dois integrantes do top 20, o norte-americano John Isner e o italiano Fabio Fognini. Ainda que seu país não tenha passado da fase de grupos em Perth, as vitórias dão bastante confiança para um bom resultado em Grand Slam. Até hoje, Ruud só venceu quatro jogos em torneios deste porte, com destaque para a campanha até a terceira rodada de Roland Garros no ano passado.

Além da estreia contra o bielorrusso Egor Gerasimov, 98º do ranking, Ruud tem a favor o fato de estar na rota de cabeças de chave instáveis. O norueguês pode cruzar o caminho do número 7 do mundo Alexander Zverev na segunda rodada. Caso consiga sua primeira vitória contra top 10, sua principal ameaça até as oitavas seria o georgiano Nikoloz Basilashvili. Só então, poderia cruzar o caminho de Andrey Rublev.

Coco Gauff (15 anos, 66ª do ranking, Estados Unidos)
Sensação da temporada passada depois de saltar mais de 800 posições no ranking, Coco Gauff inicia o terceiro Grand Slam de sua promissora carreira com grandes expectativas. Afinal, ela já tem campanhas até as oitavas de final de Wimbledon e terceira rodada do US Open. Além disso, aparece entre as cem melhores do mundo, tem um título de WTA e uma vitória contra a top 10 Kiki Bertens no currículo.

Logo na primeira rodada, Gauff irá reencontrar Venus Williams. Foi contra Venus, aliás, que a promessa norte-americana deu mostras de seu enorme potencial ao eliminar a ex-número 1 do mundo na primeira rodada de Wimbledon do ano passado. A favor de Gauff também está o fato de Venus ter desistido de jogar em Brisbane e Adelaide por lesão no quadril. Caso passe pela estreia, ela pode enfrentar a romena Sorana Cirstea ou a tcheca Barbora Strycova.

Já em uma possível terceira rodada, há chance de uma revanche contra Osaka, que foi sua algoz em Nova York. Na ocasião, Gauff e Osaka protagonizaram um dos momentos mais emocionantes da temporada, quando a japonesa consolou sua jovem rival e exigiu aplausos para a jogadora que tem grandes chances de se tornar uma estrela do esporte em um futuro próximo.

Dez jovens tenistas para assistir em 2020
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 20, 2019 às 11:37 am

Pelo terceiro ano consecutivo, o TenisBrasil apresenta uma lista com dez jovens tenistas que podem surpreender na próxima temporada. Assim como em anos anteriores, a relação não considera nomes da nova geração que já estejam consolidados no circuito. É mais do que óbvio que nomes como Bianca Andreescu, Naomi Osaka, Stefanos Tsitsipas ou Alexander Zverev exigem a atenção de todos os fãs de tênis em 2020.

No entanto, é importante observar alguns tenistas que estão fora do top 50, mas em franca evolução nos circuitos da ATP e da WTA. Há ainda aqueles que estão na reta final da transição do juvenil para o tênis profissional, trilhando o caminho dos torneios menores. Atualmente, não é difícil encontrar formas de acompanhar praticamente qualquer partida do circuito e alguns jogadores certamente merecem ser vistos com mais afinco.

Para conferir as matérias de 2018 e 2019 basta clicar nos links. As listas já contavam com os nomes de Bianca Andreescu, Amanda Anisimova, Dayana Yastremska, Coco Gauff e Felix Auger-Aliassime, que hoje brilham na elite do circuito.

Coco Gauff (15 anos, 68ª do ranking, Estados Unidos)
Não há dúvidas sobre enorme potencial de Coco Gauff. A norte-americana de apenas 15 anos foi uma das revelações da temporada, saltando do 839º lugar do ranking para a atual 68ª colocação. Gauff cumpriu a ambiciosa meta de alcançar o top 100 em 2019 com ótimos resultados ao longo do ano, como as oitavas de final de Wimbledon, a terceira rodada do US Open e o título do WTA de Linz, em quadras duras e cobertas. Ela também já derrotou uma top 10, a número 8 do mundo Kiki Bertens. Em 2020, Gauff não dependerá de tantos convites e deve entrar diretamente nas chaves dos maiores torneios com chances de se surpreender ainda mais que na última temporada.

Jannik Sinner (18 anos, 78º do ranking, Itália)
Escolhido o novato do ano pela ATP, o italiano Jannik Sinner é o jogador mais jovem no top 100 do ranking masculino. Ele começou a temporada no 551º lugar do ranking e já aparece atualmente na 78ª colocação. Entre os feitos de Sinner na última temporada estão três títulos de challenger, uma semifinal de ATP na Antuérpia e o título do Next Gen ATP Finals, em Milão. O jovem italiano também conseguiu uma expressiva vitória sobre Gael Monfils, então número 13 do mundo.

Iga Swiatek é um dos destaques da nova geração feminina em 2019

Iga Swiatek (18 anos, 60ª do ranking, Polônia)
Outro nome que já está no top 100, mas que ainda tem muito a evoluir é Iga Swiatek. Campeã juvenil de Wimbledon no ano passado, a polonesa teve uma rápida e bem sucedida transição ao circuito profissional. Dona de um estilo de jogo versátil, ela começou a temporada na 186ª colocação do ranking da WTA, mas já aparece na 60ª posição, chegando a ocupar o 49º posto em agosto. Swiatek já tem um bom resultado em Grand Slam, oitavas de final em Roland Garros, além de ter disputado uma final de WTA em Lugano, na Suíça.

Emil Ruusuvuori (20 anos, 123º do ranking, Finlândia)
O jovem finlandês Emil Ruusuvuori foi um dos recordistas de títulos de challenger na temporada. O atleta de 20 anos venceu quatro torneios deste porte e, com isso, saltou do 385º para o 123º lugar do ranking. Ruusuvuori foi campeão em Helsinque, Glasgow, Mallorca e Fergana, além de ter ficado com o vice-campeonato no challenger de Augsburg. Além do finlandês, o sueco Mikael Ymer, o lituano Ricardas Berankis e o australiano James Duckworth também venceram quatro challengers no ano.

Cathy Mcnally (18 anos, 120ª no ranking, Estados Unidos)
A norte-americana Cathy Mcnally iniciou 2019 no 408º lugar do ranking e terminou na 120ª posição. A jogadora de apenas 18 anos venceu 26 jogos pelo circuito profissional ao longo da temporada, com destaque para uma semifinal de WTA em Washington, além de um título e um vice-campeonato em torneios de US$ 100 mil no circuito da ITF. McNally também teve grandes resultados nas duplas, conquistando dois títulos de WTA com a compatriota Coco Gauff.

Thiago Wild (19 anos, 212º do ranking, Brasil)
Terceiro melhor brasileiro no ranking da ATP e atleta nacional mais jovem entre os 500 melhores do mundo, Thiago Wild venceu 31 jogos de challenger na temporada, com direito a um título em Guayaquil, e também conseguiu sua primeira vitória no circuito da ATP em São Paulo. O paranaense de 19 anos e que adota um estilo de jogo agressivo iniciou a temporada no 449º lugar do ranking da ATP e já aparece na 212ª colocação.

Ex-líder do ranking juvenil, Whitney Osuigwe é a mais jovem da chave feminina, com 16 anos.

Whitney Osuigwe (17 anos, 137ª no ranking, Estados Unidos)
Ex-líder do ranking mundial juvenil, Whitney Osuigwe é considerada uma das principais promessas do tênis norte-americano. Ela foi campeã juvenil de Roland Garros em 2017, com apenas 15 anos, e deu um salto no ranking da WTA durante o ano passado. Em 2018, Osuigwe foi do 1.120º lugar para a 202ª posição. Já na atual temporada, chegou a ocupar a 105ª colocação em agosto, mas termina o ano no 137º lugar. É uma forte candidata a entrar no top 100 já em 2020.

Leylah Fernandez (17 anos, 211ª no ranking, Canadá)
Atual campeã juvenil de Roland Garros, a canadense de 17 anos Leylah Fernandez já está em processo de transição para o circuito profissional. Ela iniciou a temporada no 434º lugar do ranking da WTA e já está muito próxima do top 200. Este ano, Fernandez ganhou seu primeiro título profissional em ITF de US$ 25 mil de Gatineau, além de também ter feito boas campanhas em Granby e Vancouver e de furar um quali de WTA em Hiroshima.

Daria Snigur (17 anos, 237ª no ranking, Ucrânia)
A promissora ucraniana Daria Snigur conquistou o título juvenil de Wimbledon e terminou a temporada em grande estilo. Ela venceu seis jogos seguidos pelo ITF de US$ 100 mil+H de Dubai na semana passada e foi desde o quali até a final do torneio. Duas dessas vitórias foram contra adversárias do top 100, a 95ª colocada Anastasia Potapova e a ex-top 10 e atual 38ª do ranking Kristina Mladenovic. A campanha rendeu um salto do 328º para o 237º lugar na classificação da WTA. No início do ano, ela era apenas a número 752 do mundo.

Carlos Alcaraz Garfia (16 anos, 491º no ranking, Espanha)
O jovem espanhol Carlos Alcaraz Garfia conseguiu uma façanha em 2019. Ele tinha apenas 15 anos quando conseguiu suas primeiras vitórias contra adversários no top 200 do ranking da ATP. Atleta mais jovem no top 500 e treinado pelo ex-número 1 Juan Carlos Ferrero, Alcaraz estará no Brasil para a disputa do Rio Open em 2020.

Nomes já consolidados

Entre os jovens tenistas já consolidados no circuito masculino, vale destacar o nome de Alex De Minaur. O australiano de apenas 20 anos ganhou três títulos de ATP em 2019 e já aparece no 18º lugar do ranking mundial. Sempre consistente do fundo de quadra, tem potencial para ir ainda mais longe no ranking e também nos grandes torneios. Os promissores canadenses Denis Shapovalov, número 15 do mundo aos 20 anos, e Felix Auger-Aliassime, 21º colocado aos 19, também são candidatos a títulos na próxima temporada.

Já no sempre equilibrado circuito feminino, a ucraniana Dayana Yastremska chega muito forte para a próxima temporada. A jovem ucraniana de 19 anos já ocupa o 22º lugar do ranking e tem três títulos de WTA no currículo. Ela reforçou sua equipe com o treinador alemão Sascha Bajin, eleito o melhor técnico da temporada de 2018.

Vale destacar também duas jogadoras que fizeram bonito no saibro, a canhota tcheca de 19 anos e finalista de Roland Garros Marketa Vondrousova (16ª do ranking) e a norte-americana de 18 anos e 24ª colocada Amanda Anisimova, semifinalista do Grand Slam francês. Outra jovem norte-americana que chega em ótima fase para 2020 é Sofia Kenin, 14ª do ranking aos 21 anos.

Começa a Davis Júnior, que já apresentou Guga, Federer e Nadal
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 25, 2019 às 6:15 pm

Em uma semana com quatro torneios dos circuitos da ATP e WTA concentrados pela Ásia, o fã de tênis tem também a oportunidade de acompanhar um pouco do futuro da modalidade. As edições de 2019 da Copa Davis Júnior e da Fed Cup Júnior começaram na última terça-feira e vão até domingo. Os jogos reúnem atletas de até 16 anos e acontecem nas quadras de har-tru (saibro verde) em Lake Nona, na Flórida.

Realizadas desde 1985, a Davis e a Fed Cup Júnior já apresentaram lendas do esporte como Lindsay Davenport em 1991, Gustavo Kuerten em 1992, Roger Federer em 1996, Rafael Nadal (campeão pela Espanha em 2002) e a atual número 1 do mundo na WTA Ashleigh Barty, campeã pela Austrália em 2011. Recentemente, os canadenses Felix-Auger Aliassime e Denis Shapovalov, além da norte-americana Coco Gauff também conquistaram o título. Confira o quadro completo de vencedores.

https://twitter.com/ITF_Tennis/status/1174001586768613376

Regulamento e países participantes

As duas competições contam com 16 países divididos em quatro grupos. Classificam-se os dois melhores de cada chave para as quartas de final, seguidas pelas semifinais no sábado e finais no domingo. Ainda há um playoff para a definir a classificação final do 9º ao 16º lugar. Cada confronto terá dois jogos de simples e um de duplas e cada um dos países inscreve três tenistas na competição.

Copa Davis Júnior
Grupo A: Grã-Bretanha, Estados Unidos, Bolívia e Canadá. Grupo B: França, Hong Kong, Síria e Ucrânia. Grupo C: Paraguai, Sérvia, Egito e Austrália. Grupo D: República Tcheca, Japão, Marrocos e Espanha.

Fed Cup Júnior
Grupo A: Rússia, Itália, Peru e Taiwan. Grupo B: Argentina, China, República Tcheca e França. Grupo C: Canadá, Alemanha, Sérvia e Marrocos. Grupo D: Brasil, Coreia do Sul, Tailândia e Estados Unidos.

Brasileiras estão no Grupo D da competição
A equipe brasileira é formada pela goiana Lorena Cardoso, a catarinense Priscila Janikian e a paulista Juliana Munhoz. O time nacional começou perdendo para os Estados Unidos na última terça e ainda enfrenta as tailandesas nesta quarta e as sul-coreanas na quinta-feira.

“Nossa expectativa é muito boa. Temos duas meninas que jogaram o Sul-Americano, que são a Juliana e a Priscila, e a Lorena entra no time para fortalecer mais ainda com sua experiência. O Mundial é sempre muito difícil, as melhores atletas do mundo estão aqui. Nossa ideia é evoluir dentro da competição, com o objetivo de ser muito forte taticamente”, frisa o capitão do trio, o treinador Mário Mendonça, ao site da CBT.

As brasileiras conquistaram a vaga para jogar a Fed Cup Júnior após o terceiro lugar no Sul-Americano da categoria, que aconteceu em agosto no Chile. A equipe masculina do Brasil ficou apenas na quinta posição da seletiva continental e não se classificou, assim como a Argentina, sexta colocada. Os representantes sul-americanos são Paraguai e Bolívia.

Onde assistir?
Os confrontos disputados na Quadra Central são transmitidos pelo próprio canal da ITF no YouTube e podem ser acessados neste link. Para este ano, a organização do evento também viabilizou as transmissões das partidas das quadras externas, da 2 a 16, por meio do site da USTA. Também há opção de placares ao vivo para os jogos da Davis e da Fed Cup Júnior.

Bons nomes no torneio e a equipe da Síria
Dois nomes se destacam entre os participantes. Um deles é o japonês Shintaro Mochizuki, campeão juvenil de Wimbledon e vice-líder do ranking mundial da categoria. Outro top 10 na competição é o norte-americano Toby Kodat, oitavo colocado no ranking.

Vale também dar uma olhada na equipe da Síria, país que vive uma grave crise humanitária por conta da guerra civil que já dura quase uma década. É a primeira vez que o país disputa a competição. Em entrevista ao site da ITF, o capitão sírio Wassim Zinnia destacou a experiência que seus jovens jogadores terão nesta semana.

“Acho que meus jogadores aprenderam muito hoje enfrentando alguns dos principais favoritos deste torneio. Jogamos contra um dos melhores times daqui e foram placares apertados”, refletiu Zinnia depois do confronto contra a França na estreia. “Podemos competir em alto nível. Eu disse aos meninos que eles podem fazer muito melhor e espero que eles consigam”.

Esses jovens jogadores sírios já tiveram que treinar em áreas de conflito e hoje vivem longe do país. Ainda assim, defendem suas cores com orgulho. “É uma sensação incrível vestir uma camisa com a bandeira da Síria e o nome do meu país nas costas”, disse Pierre Djaroueh, jogador de 16 anos e que hoje treina no Canadá. “Minha mãe esteve lá na Síria e me disse que as antigas quadras, onde eu costumava jogar, estão com balas e marcas de tiros por toda parte”.

Taym Alazmeh, de 15 anos, está há sete sem visitar seu próprio país. Ele vive há três meses na Alemanha, e antes estava em Doha, no Qatar: “Vivi sete anos na Síria. Saí de lá porque a situação estava ficando muito difícil e não era seguro”.

Também de 15 anos, Mohamed Yaman Naghnagh diz que até jogou no meio do fogo cruzado em Damasco, capital de seu país. “É muito perigoso. Você vê foguetes pelo céu e uma bala já passou do lado da minha perna, mas continuei jogando. É isso o que nós fazemos”, afirmou.

O capitão do time também espera que o esporte possa ser um caminho para transformações na vida de desses jovens e de outros no país. “Estou muito orgulhoso de meus jogadores. Taym, Pierre e Yaman são todos muitos bons. Nós vivendo esse sonho juntos e estou muito feliz em vê-los competindo aqui entre os 16 melhores times do mundo”, comenta o treinador. “Nossa missão é fazer com que o tênis continue existindo na Síria. Só se vive uma vez e você tem que lutar. Nós lutamos no tênis porque é o que amamos”.

 

O que esperar da nova geração no US Open?
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 24, 2019 às 12:07 am

Em meio a diferentes expectativas, tenistas da nova geração do circuito iniciam a disputa do US Open na próxima segunda-feira. Primeiras colocadas no ranking, Naomi Osaka e Ashleigh Barty chegam como fortes candidatas ao título da chave feminina, enquanto Sofia Kenin e Bianca Andreescu ganharam moral após os resultados das últimas semanas. Entre os homens, evidente destaque para a grande fase de Daniil Medvedev, enquanto Karen Khachanov, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas seus buscam melhores resultados em Grand Slam. Nomes como Andrey Rublev e Felix Auger-Aliassime também estão dispostos a surpreender.

As jovens líderes do ranking feminino

Como tem sido frequente no circuito, a nova geração feminina mostra força no US Open e terá as duas principais cabeças de chave. Líder do ranking mundial e atual campeã em Nova York, Naomi Osaka é a principal cabeça de chave da competição. A japonesa de 21 anos tem a missão de defender 2 mil pontos no ranking. Já a australiana Ashleigh Barty, vice-líder do ranking e campeã de Roland Garros, é grande candidata a terminar o torneio na primeira posição. Ela defende apenas 240 pontos das oitavas de final de 2018.


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Osaka estreia contra a russa Anna Blinkova. Depois pode enfrentar a polonesa Magda Linette ou a australiana Astra Sharma. Quem pode cruzar o caminho da japonesa na terceira rodada é a ex-top 10 espanhola Carla Suárez Navarro, enquanto a suíça Belinda Bencic pode pintar nas oitavas. O quadrante ainda tem o duelo entre as bielorrussas Victoria Azarenka e Aryna Sabalenka, além da sétima favorita Kiki Bertens.

Já Barty, que está com 23 anos, estreia contra a cazaque Zarina Diyas. Na rodada seguinte, pode pintar a norte-americana Lauren Davis ou uma rival vinda do quali. A australiana pode encarar a grega Maria Sakkari na terceira rodada, antes de um eventual duelo contra a ex-líder do ranking Angelique Kerber nas oitavas. Caso chegue às quartas, ela pode cruzar o caminho da hexacampeã Serena Williams.

Andreescu e Kenin chegam voando, Gauff retorna

Outros três bons nomes para prestar atenção na chave feminina em Nova York são a canadense Bianca Andreescu e as norte-americanas Sofia Kenin e Cori Gauff. Andreescu, de 19 anos, já é número 15 do mundo e foi campeã do Premier de Toronto em uma campanha espetacular, eliminando jogadoras do top 10 como Karolina Pliskova e Kiki Bertens. A final contra Serena Williams foi breve, já que a rival abandonou por lesão nas costas. Kenin, de 20 anos, aparece no top 20 do ranking após semifinais no Canadá e em Cincinnati, com quatro vitórias sobre top 10 no período. Já Gauff, de apenas 15 anos e 141ª do ranking, recebeu convite após a campanha até as oitavas em Wimbledon.

A estreia de Andreescu é contra a convidada local Katie Volynets. Depois, ela pode enfrentar Mona Barthel ou Lesia Tsurenko, enquanto a ex-número 1 do mundo Caroline Wozniacki pode pintar na terceira rodada. A canadense pode enfrentar Petra Kvitova ou Sloane Stephens nas oitavas e Simona Halep nas quartas. Kenin terá um duelo norte-americano contra a ex-top 10 CoCo Vandeweghe e pode reeditar a semi de Cincinnati contra Madison Keys já na terceira rodada. Já Gauff estreia contra a russa Anastasia Potapova e pode cruzar o caminho de Osaka na terceira rodada.

https://twitter.com/WTA/status/1162172668365307904

A nova geração norte-americana ainda apresenta duas jovens de 17 anos, Whitney Osuigwe e Catherine McNally. A estreia de Osuigwe será contra a número 5 do mundo Elina Svitolina, enquanto McNally desafia a ex-top 10 Timea Bacsinszky. McNally foi semifinalista no WTA de Washington e aparece no 111º lugar do ranking. Já Osuigwe optou por torneios menores, mas já está muito perto de entrar no top 100. Ela ocupa atualmente a 107ª colocação.

Medvedev em grande fase, Tsitsipas tem estreia dura

O principal nome da nova geração masculina no US Open é Daniil Medvedev. O russo de 23 anos venceu 14 dos 16 jogos que fez em torneios preparatórios, chegando às finais de Washington e Montréal antes de conquistar o maior título da carreira no Masters 1000 de Cincinnati. A grande fase faz com que o russo alcance o inédito lugar no ranking mundial.

Para melhorar a situação, Medvedev tem uma chave favorável. Ele estreia contra o indiano Prajnesh Gunneswaran. Depois, pode enfrentar o boliviano Hugo Dellien ou um jogador vindo do quali. O cabeça de chave mais próximo do russo é o norte-americano Taylor Fritz, enquanto Nikoloz Basilashvili ou Fabio Fognini podem pintar nas oitavas. O primeiro encontro com um rival melhor colocado seria nas quartas, diante do número 1 do mundo Novak Djokovic, a quem já venceu duas vezes este ano.

Outros três jovens jogadores do top 10 estão do outro lado da chave. O grego de 20 anos Stefanos Tsitsipas, número 8 do mundo, terá um duelo da nova geração contra o russo de 21 anos Andrey Rublev, 47º colocado, logo na rodada de estreia. Tsitsipas está no mesmo setor da chave de Nick Kyrgios, seu possível adversário na terceira rodada. Caso chegue até as quartas, pode cruzar o caminho de Dominic Thiem.

Já Alexander Zverev, número 6 do mundo aos 22 anos, e Karen Khachanov, nono colocado aos 23 anos, estão no quadrante do número 2 do mundo e tricampeão Rafael Nadal. Zverev estreia contra o moldavo Radu Albot e pode enfrentar o francês Benoit Paire na terceira rodada. Já Khachanov inicia sua campanha diante do canadense Vasek Pospisil e tem Diego Schwartzman como cabeça de chave mais próximo.

O duelo canadense e os jovens estreantes

Um jogo que merece a atenção do público envolve os canadenses Felix Auger-Aliassime, de 19 anos e 19º do ranking, e Denis Shapovalov, 38º colocado aos 20 anos. Eles já se enfrentaram no US Open do ano passado, quando Aliassime precisou abandonar durante o terceiro set. Este ano, o mais jovem canadense levou a melhor no Masters 1000 de Madri. Já Shapovalov venceu pelo challenger de Drummondville em 2017.

Entre os estreantes nesta edição do US Open, destaque para o italiano de 18 anos Jannik Sinner, que disputará seu primeiro Grand Slam. Ele passou por três rodadas do quali e confirmou sua boa fase. Só neste ano, saltou do 551º lugar do ranking que ocupava em janeiro para a atual 131ª posição. Também furaram o quali o sul-coreano de 23 anos Hyeon Chung, ex-top 20 e atual 151º colocado após ficar cinco meses sem jogar por lesão nas costas, e o norte-americano de 18 anos Jenson Brooksby.

jovem norte-americano de 16 anos Zachary Svajda, jogador que ocupa o modesto 1.410º lugar no ranking da ATP e tem apenas três vitórias em nível future em sua carreira profissional e conseguiu convite para a chave principal do Grand Slam norte-americano depois de ser campeão do USTA Boys’ 18s National Championship, o torneio nacional infanto-juvenil. Seu adversário será o sul-africano Kevin Anderson, ex-top 5 e atual 17º do ranking.

Promessa de 15 anos desafia Venus em Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
junho 28, 2019 às 11:39 pm
Cori Gauff nasceu em 2004, quando Venus já tinha quatro títulos de Grand Slam (Foto: AELTC/Florian Eisele)

Cori Gauff nasceu em 2004, quando Venus já tinha quatro títulos de Grand Slam (Foto: AELTC/Florian Eisele)

Um interessante duelo de gerações marca a rodada de estreia da chave feminina em Wimbledon. Cinco vezes campeã do Grand Slam londrino e finalista em outras quatro edições, Venus Williams chega aos 39 anos para sua 21ª participação no torneio e medirá forças com a promessa norte-americana de apenas 15 anos Cori Gauff.

Adversária de Venus, Gauff disputará o primeiro Grand Slam de sua carreira profissional. Considerada como uma das principais apostas para o futuro do esporte, a jovem jogadora passou por um qualificatório com três rodadas durante a semana. A vitória na rodada final foi conquistada sobre a belga Greet Minnen, jogadora de 21 anos e 129ª colocada, por duplo 6/1 em apenas 55 minutos.

A jogadora de 15 anos é a mais jovem a superar o quali de Wimbledon na Era Aberta. Outras atletas de mesma idade chegaram a disputar o torneio como convidadas ou entrando diretamente por conta do ranking. Além disso, uma de suas vitórias foi sobre a número 94 do mundo Aliona Bolsova, o que fez dela a mais nova a vencer uma adversária do top 100 em um Grand Slam desde 1995, quando Martina Hingis chegou à terceira rodada do US Open com apenas 14 anos.

A diferença de idade de 24 anos entre as duas jogadoras produz estatísticas curiosas. Quando Gauff nasceu, em 13 de março de 2004, Venus já era tenista profissional há uma década e havia disputado Wimbledon sete vezes. Mais que isso, a mais velha das irmãs Williams já acumulava quatro títulos de Grand Slam, dois deles na grama londrina nos anos de 2000 e 2001, e também já havia liderado o ranking mundial da WTA por onze semanas. No ranking divulgado em 8 de março de 2004, o último antes do nascimento de Gauff, Venus aparecia no 17º lugar.

É inegável que as irmãs Williams são fontes de inspiração para Gauff. A promessa norte-americana passa parte da temporada treinando na academia de Patrick Mouratoglou, mesmo técnico de Serena, e sonha poder igualar ou até superar os feitos da vencedora de 23 títulos de Grand Slam. “Serena e Venus sempre foram meus ídolos no tênis. Elas são a razão pela qual eu peguei uma raquete pela primeira vez. Pude conhecê-las pessoalmente e ambas foram muito gentis. Fico muito feliz e grata por elas terem escolhido jogar tênis, porque tenho certeza de que elas dominariam qualquer esporte”.

“Eu sempre digo que quero ser como a Serena, realizar as coisas que ela fez e ir ainda mais longe. Até onde eu puder”, explicou em entrevista ao site da ITF, durante o torneio juvenil de Roland Garros em 2018. “Eu não quero me limitar a ela porque não sou Serena e ela também não sou eu”.

“Sou grata por meus pais nunca colocarem limites em meus objetivos. Eles sempre me disseram para sonhar tão alto quanto eu quiser. E eu estou feliz que, não apenas eles aceitaram meus objetivos, eles realmente sacrificaram tudo para garantir que eu chegasse lá”, disse Cori Gauff, em entrevista ao site de Wimbledon após furar o quali. A jovem jogadora também trata as façanhas com naturalidade. “Eu não sabia sobre nenhum dos recordes que eu quebrei até que alguém me dissesse depois dos jogos”.

Apesar da pouca idade, Gauff está em franca evolução no circuito profissional. Ex-líder do ranking mundial juvenil e campeã de Roland Garros na categoria em 2018, a norte-americana começou o ano apenas no 685º lugar do ranking da WTA e já aparece na 301ª posição, com apenas mais oito pontos a defender até o final do ano. Ela tem metas ambiciosas e já declarou que quer chegar ao top 100 ainda em 2019.

https://twitter.com/CocoGauff/status/1071872776959639552

Gauff só começou a disputar competições profissionais a partir do momento em que completou 14 anos. Além disso, o regulamento da WTA a limitaria a oito torneios profissionais até seu 15º aniversário. Mas como ela terminou a temporada entre as cinco melhores juvenis do mundo, conseguiu autorização para disputar mais quatro torneios profissionais. Pensando nisso jogou torneios juvenis até dezembro e terminou o ano na segunda posição do ranking da categoria, atrás apenas da francesa Clara Burel.

“Muitas pessoas acham que eu queria terminar o ano em primeiro lugar, mas esse não era o meu objetivo”, explica Gauff, em entrevista ao blog Zoo Tennis, da jornalista norte-americana Colette Lewis, exclusivamente dedicado à cobertura de torneios juvenis pelo mundo. “Meu pai me perguntou no meio do ano, e eu disse: ‘Eu realmente não me importo. Só quero terminar no top 5, porque então eu posso conseguir jogar esses torneios extras'”.

Aliassime chega a Wimbledon embalado
Outro nome da nova geração que merece todas as atenções em Wimbledon é Felix Auger-Aliassime, que disputará apenas o segundo Grand Slam da carreira. O canadense de 18 anos ficou fora de Roland Garros depois de ter sofrido uma lesão na região do adutor e da virilha durante o ATP de Lyon, na reta final da temporada de saibro, e não pôde atuar em Paris. Mas na temporada de grama, conseguiu dois ótimos resultados em eventos preparatórios.

Logo nos dois primeiros torneios que disputou na grama como profissional, Aliassime alcançou a final do ATP 250 de Stuttgart e a semifinal do ATP 500 de Queen’s, em Londres. Ao longo dessas duas semanas, ele derrotou o atual número Stefanos Tsitsipas, os ex-top 10 Ernests Gulbi, Gilles Simon e Grigor Dimitrov, e nomes fortes na grama como Nick Kyrgios e Dustin Brown. Ele está com o melhor ranking da carreira, o 21º lugar.

Aliassime estreia em duelo canadense contra Vasek Pospisil e pode logo reencontrar Dimitrov, que estreia contra o francês vindo do quali Corentin Moutet. Seu cabeça de chave mais próximo é Gael Monfils, 16º favorito. Um top 10 só pode cruzar o caminho do canadense a partir das oitavas de final, justamente o número 1 do mundo e tetracampeão do torneio Novak Djokovic.

O que esperar da nova geração em Roland Garros?
Por Mario Sérgio Cruz
maio 25, 2019 às 5:06 pm

Com diferentes metas e expectativas, a nova geração do circuito dá as caras em Roland Garros a partir deste domingo. Ao mesmo tempo em que vemos Naomi Osaka, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas na disputa pelo título, também teremos nomes como Felix-Auger Aliassime, Bianca Andreescu, Dayana Yastremska e Marketa Vondrousova na rota de favoritos e dispostos a supreender. A campeã de 2017 Jelena Ostapenko quer recuperar a confiança, enquanto outros jovens jogadores estão de olho no futuro e buscam recordes pessoais no ranking e em Grand Slam. Veja o que esperar da nova geração em Roland Garros.

Osaka luta por mais um troféu de Grand Slam
Líder do ranking mundial feminino e vencedora dos dois últimos torneios do Grand Slam, Naomi Osaka chega a Paris em busca de mais um título importante. Campeã do US Open na temporada passada e na Austrália em janeiro, a japonesa de 21 anos faz sua quarta participação em Roland Garros e nunca passou da terceira rodada. Apesar do histórico negativo, ela tem expectativas bem altas. “Não estou pensando em chegar às quartas. Claro que eu nunca cheguei tão longe neste torneio antes, mas meu objetivo é ser campeã”, disse em entrevista coletiva na última sexta-feira.

Osaka fez três campanhas razoáveis no saibro, uma semifinal em Stuttgart e as quartas em Madri e Roma. Entretanto, a japonesa sofreu com duas lesões, uma no músculo abdominal durante o torneio alemão e outra na mão direita em sua campanha na capital italiana.

A estreia de Osaka em Roland Garros será contra a eslovaca Anna Schmiedlova. Caso vença seu primeiro compromisso, a japonesa certamente enfrentaria uma campeã de Grand Slam na fase seguinte, vinda do duelo entre Victoria Azarenka e Jelena Ostapenko. A cabeça de chave mais próxima de Osaka é a grega Maria Sakkari, 29ª favorita e semifinalista em Roma, enquanto Madison Keys ou Caroline Garcia podem pintar nas oitavas.

Veja como ficou a chave feminina em Roland Garros

Os altos e baixos de Zverev no saibro
A busca de Alexander Zverev por seu primeiro título de Grand Slam continua em Roland Garros. Embora já tenha onze títulos de ATP no currículo, com destaque para o Finals do ano passado e mais três Masters 1000, o alemão de 22 anos aidna deixa a desejar nos Grand Slam. Seu melhor resultado em competições desse porte foi exatamente em Paris, no ano passado, quando chegou às quartas.

 

Zverev apostou em um calendário bastante cheio na temporada de saibro e disputou sete torneios seguidos. Campeão em Genebra nesta semana, o alemão enfim conseguiu uma boa sequência de jogos. Nos seis torneios anteriores, havia acumulado apenas cinco vitórias. Ele fez quartas em Madri e Munique, parou nas oitavas em Marrakech e Monte Carlo e caiu ainda na estreia em Roma e Barcelona.

A estreia de Zverev em Paris será contra o australiano John Millman. Se vencer, encara o sueco Mikael Ymer ou o esloveno Blaz Rola, ambos vindos do quali. O cabeça de chave mais próximo é o sérvio Dusan Lajovic, enquanto Fabio Fognini e Roberto Bautista Agut são possíveis adversários nas oitavas de final.

Confira a chave masculina em Roland Garros

Tsitsipas chega com muita confiança
Outro jovem jogador no top 10 do ranking da ATP é Stefanos Tsitsipas, que chega a Paris com o melhor ranking da carreira ao ocupar o sexto lugar. Depois de patinar em seus dois primeiros torneios no saibro, parando nas oitavas em Monte Carlo e Barcelona, o grego de 20 anos emendou três boas campanhas na reta final de preparação para Roland Garros: Foi campeão em Estoril, vice em Madri e semifinalista em Roma. Além de vencer nomes como Rafael Nadal, Fabio Fognini e Alexander Zverev pelo caminho.

Tsitsipas faz sua terceira participação em Roland Garros, parando na primeira fase em 2017 e na segunda rodada no ano passado. A estreia do grego em Paris será contra o alemão Maximilian Marterer, depois pode enfrentar o indiano Prajnesh Gunneswaran ou o boliviano Hugo Dellien. Há a chance de um duelo de jovens contra o norte-americano Frances Tiafoe na terceira rodada, enquanto Marin Cilic e Stan Wawrinka podem pintar na fase seguinte

Ostapenko quer voltar a sorrir
Campeã de Roland Garros em 2017 e ex-número 5 do mundo, a letã Jelena Ostapenko aparece atualmente apenas no 40º lugar do ranking mundial e sequer será cabeça de chave em Paris. A letã de 21 anos venceu só oito jogos em 2019 e conseguiu apenas três vitórias no saibro, uma em Charleston e duas em Madri. Logo na estreia, ela terá um duelo duríssimo contra a ex-número 1 do mundo Victoria Azarenka, 44ª colocada, mas em melhor fase no saibro. E se vencer, pode cruzar o caminho da atual líder do ranking Naomi Osaka.

Andreescu volta ao circuito
A canadense de apenas 18 anos Bianca Andreescu teve um início de temporada espetacular, com 31 vitórias e apenas quatro derrotas entre janeiro e março, com evidente destaque para o título do Premier de Indian Wells. Depois de começar o ano no 152º lugar do ranking, ela já aparece na 22ª posição desde a última segunda-feira. Andreescu está sem jogar desde Miami, por conta de lesão no ombro direito e sequer atuou na temporada de saibro.

 

Depois de estar finalmente sem dores, Andreescu está pronta para voltar ao circuito em Roland Garros. Sua estreia será contra a lucky-loser tcheca de 20 anos Marie Bouzkova, 121ª do ranking. Em caso de vitória, pode encarar a norte-americana de 20 anos Sofia Kenin ou a italiana Giulia Gatto-Monticone. A maior expectativa, entretanto, é para um possível duelo com Serena Williams pela terceira rodada.

Jovens tenistas em grande fase
Alguns nomes da nova geração do circuito conquistaram bons resultados durante a temporada de saibro e estão em rota de colisão com os favoritos. É o caso do jovem canadense de 18 anos Felix Auger-Aliassime, finalista do ATP 250 de Lyon nesta semana. Ele estreia contra o norte-americano Jordan Thompson e depois pode enfrentar um veterano vindo do duelo entre Ivo Karlovic e Feliciano López antes de um eventual encontro com Juan Martin del Potro na terceira fase. O que preocupa Aliassime é um desconforto na região do adutor e da virilha, sofrido durante a final do ATP francês neste sábado.

No feminino, destaque para duas jogadoras de 19 anos, a canhota tcheca Marketa Vondrousova e a ucraniana Dayana Yastremska. As duas, aliás, podem até se enfrentar em uma possível terceira rodada em Paris. Durante a temporada de saibro, Vondrousova foi finalista em Istambul e fez quartas em Roma, eliminando nomes como Simona Halep e Daria Kasatkina. A atual 38ª do ranking estreia em Paris contra a chinesa Yafan Wang e pode cruzar o caminho de Angelique Kerber na rodada seguinte. Já Yastremska, 42ª do ranking, acabou de conquistar o WTA de Estrasburgo, o terceiro título da carreira. Ela estreia contra a espanhola Carla Suárez Navarro e depois pode encarar a norte-americana Shelby Rogers ou a australiana Astra Sharma.

Outros bons nomes a observar
Também vale prestar atenção nas atrações norte-americanas Amanda Anisimova e Taylor Fritz, na bielorrussa Aryna Sabalenka, no chileno Christian Garin, no espanhol Jaume Munar e em um forte setor da chave que tem o crota Borna Coric e o canadense Denis Shapovalov.

Começando pelo feminino: Sabalenka é número 11 do mundo aos 21 anos e tem uma estreia complicada contra a ex-top 5 Dominika Cibulkova. Se vencer, pode encarar Anisimova, norte-americana de 17 anos e já 51ª colocada, que encara a convidada local Harmony Tan. Lembrando que Anisimova já venceu seu primeiro WTA no saibro de Bogotá.

Fritz teve bons resultados nos Masters de saibro e estreia contra o australiano Bernard Tomic, podendo encarar Roberto Bautista Agut na segunda fase e Fabio Fognini na terceira. Garin venceu dois títulos na temporada, em Houston e Munique, e pode encarar o campeão de 2015 Stan Wawrinka já na segunda rodada, caso vença a estreia contra o norte-americano Reilly Opelka.

Coric e Shapovalov são os cabeças 13 e 20, respectivamente e podem se encontrar na terceira rodada antes de um eventual duelo com o número 1 do mundo Novak Djokovic. Outro que pode desafiar o líder do ranking mundial é Jaume Munar, espanhol de 22 anos e 52º do ranking, que pode encarar Djokovic na terceira rodada do Grand Slam francês.

Jovens saltam no ranking após ATPs no Brasil
Por Mario Sérgio Cruz
março 4, 2019 às 9:19 pm

As duas semanas de torneios da ATP em solo brasileiro foram positivas para jogadores da nova geração do circuito. Ao fim das competições no saibro do Rio de Janeiro e São Paulo, nomes como Laslo Djere, Felix Auger-Aliassime, Christian Garin, Hugo Dellien e Casper Ruud aparecem nesta segunda-feira com os melhores rankings de suas carreiras. Estive no Brasil Open, na capital paulista, durante a última semana e pude falar com esses jovens jogadores sobre o ótimo momento que vivem no circuito.

Felix Auger-Aliassime (18 anos, 58º do ranking, Canadá)

Em duas semanas, Felix Auger-Aliassime conquistou 345 pontos, com o vice-campeonato do Rio Open e a chegada às quartas de final em São Paulo e saltou do 104º para o atual 60º lugar do ranking mundial. O jovem canadense de 18 anos também ganhou muita popularidade com torcedores cariocas e paulistas, vestiu a camisa da seleção brasileira no Rio, participou de uma emocionante ação social com o garoto brasiliense Pablo, e teve torcida a favor sempre que jogou no Jockey Clube Brasileiro ou no Ginásio do Ibirapuera.

Apontado como uma das principais apostas para o futuro do circuito mundial desde que tinha 14 anos, em 2015, e começou a vencer seus primeiros jogos de nível challenger, Aliassime precisou lidar com a pressão e com as expectativas desde muito jovem e, por isso, acredita que amadureceu mais cedo que outros adolescentes de sua idade.

Felix Auger-Aliassime disputou sua primeira final de ATP no Rio e chegou às quartas em  São Paulo (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

Felix Auger-Aliassime disputou sua primeira final de ATP no Rio e chegou às quartas em São Paulo (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

“Obviamente, eu amadureci mais cedo que outros jovens da minha idade. Acho que meu desenvolvimento foi bom, tive meus pais e minha equipe por perto para colocar coisas positivas ao meu redor. Ainda assim é difícil lidar com a situação de ser um jogador jovem a cada semana, mas tento me expressar da melhor maneira possível e ser a mesma pessoa”, disse Aliassime, após a vitória sobre Pablo Cuevas na rodada de estreia em São Paulo.

Os bons resultados do canadense no saibro também vão ao encontro de uma decisão tomada no meio do ano passado. Pouco depois de perder na segunda rodada do quali de Roland Garros, Aliassime abriu mão de tentar a sorte no quali de Wimbledon e ter a chance de disputar seu primeiro Grand Slam para encarar uma série de challengers no piso. Menos de um ano depois, o jovem jogador acredita ter feito a escolha certa.

“Quando eu olho para trás, sinto que foi uma boa decisão. Depois de Roland Garros eu senti que não tinha vitórias o suficiente, que não tinha feito o número de partidas que gostaria, e que jogar na grama talvez não fosse a melhor opção naquele momento. Então eu decidi continuar disputando torneios no saibro e construindo o meu jogo. Acho que os resultados estão aparecendo agora, quando eu sou capaz de jogar e vencer muitas partidas”, avaliou o vencedor de quatro challengers na carreira, três deles no saibro.

Laslo Djere (23 anos, 32º do ranking, Sérvia)

Logo em seu primeiro jogo da série de torneios no saibro brasileiro, Djere já conseguiu a façanha de eliminar o número 8 do mundo Dominic Thiem na rodada do Rio Open. A primeira vitória contra top 10 deu confiança ao jovem jogador sérvio, que começou o tonreio carioca como número 90 do mundo e saiu do Rio de Janeiro com o troféu em mãos e ocupando o 37º lugar. Em São Paulo foram mais três vitórias antes da queda na semifinal e um salto de mais cinco posições.

Quando conquistou seu primeiro título, Djere se emocionou durante a cerimônia de premiação ao falar abertamente sobre a perda precoce dos pais por câncer, a mãe há sete anos e o pai no ano passado. Depois disso, o sérvio recebeu inúmeras mensagens de apoio do público e de outros colegas do circuito, além de ver jogadores como Novak Djokovic e Nick Kyrgios divulgarem sua história de superação nas redes sociais.

Campeão no Rio e semifinalista em São Paulo, Laslo Djere emocionou a todos com sua história de vida. (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

Campeão no Rio e semifinalista em São Paulo, Laslo Djere emocionou a todos com sua história de vida (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

“Recebi muitas mensagens de apoio e sou muito grato por isso, mas por outro lado, eu tento ser o mesmo cara que eu era há uma semana e continuar trabalhando”, comentou depois de sua partida de estreia no Brasil Open, contra o italiano Alessandro Giannessi. “Não esperava por nada dessa dimensão, mas acredito que é para isso que eu trabalho, para chegar ao top 50, para ser mais reconhecido pelo público e para jogar os grandes torneios”.

Embora a mudança de status após o primeiro título de ATP e o salto no ranking fossem experiências inéditas, o sérvio buscou motivação nas vezes em que conseguia bons resultados em semanas consecutivas por torneios menores para seguir avançando no torneio paulistano. “É sempre difícil jogar um novo torneio logo depois de conquistar um título, mas no passado eu já consegui fazer torneios muito bons e manter o ritmo na semana seguinte”.

Casper Ruud (20 anos, 94º do ranking, Noruega)

Ex-líder do ranking mundial juvenil, Casper Ruud enfim debutou no top 100 depois de duas boas campanhas no Brasil (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

Ex-líder do ranking mundial juvenil, Casper Ruud enfim debutou no top 100 depois de duas boas campanhas no Brasil (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

Destaque nas competições de base durante a carreira juvenil, chegando a ser o número 1 da categoria, Casper Ruud debutou no top 100 nesta segunda-feira. O norueguês de 20 anos chegou às quartas no Rio de Janeiro e foi semifinalista em São Paulo, saltando 41 posições, do 135º para o 94º lugar em apenas duas semanas. “É um grande passo para o início da minha carreira, mas o objetivo principal é continuar evoluindo e não apenas ser top 100. Espero continuar nessa jornada”.

Ruud já havia se destacado em solo brasileiro há dois anos, quando recebeu convite para a disputa do Rio Open e alcançou sua primeira semifinal no circuito. O jovem norueguês acredita estar hoje mais preparado para manter a regularidade em alto nível. “Estou mais estável do que era há dois anos, no Rio. Tive um grande torneio e fui muito rápido do 230º para o 120º lugar do ranking, mas tudo era muito novo para mim. Talvez eu ainda não estivesse pronto para competir em alto nível por muitas semanas seguidas. Sinto que estou mais pronto agora e tenho mais experiência”.

Christian Garin (22 anos, 72º do ranking, Chile)

Campeão juvenil de Roland Garros em 2013, Christian Garin disputou sua primeira final de ATP em São Paulo (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

Campeão juvenil de Roland Garros em 2013, Christian Garin disputou sua primeira final de ATP em São Paulo (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

Depois de cair ainda nas oitavas no Rio de Janeiro, Christian Garin viveu a melhor semana da carreira no Brasil Open, em São Paulo, onde venceu quatro jogos seguidos e alcançou sua primeira final de ATP, o que o fez saltar do 92º lugar para a 72ª posição. O jovem chileno já se destaca desde que foi campeão juvenil de Roland Garros em 2013, superando Borna Coric e Alexander Zverev nas duas últimas rodadas, e chegou o quarto lugar no ranking mundial da categoria.

Três dos quatro títulos de challenger de Garin foram conquistados durante a temporada passada, um deles na cidade paulista de Campinas. O chileno, que ocupava a 373ª posição em janeiro do ano passado e chegou ao top 100 já em outubro, acredita ter agora um maior comprometimento com o tênis. “Creio que cheguei a um ponto de maturidade. Comecei a perceber o quanto gostava de jogar tênis e passei a melhorar no físico, no nível tenístico e no lado mental e creio que isso foi fundamental”.

Hugo Dellien (25 anos, 87º do ranking, Bolívia)

O boliviano Hugo Dellien fez quartas no Rio e em São Paulo e está com o melhor ranking na carreira (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

O boliviano Hugo Dellien fez quartas no Rio e em São Paulo e está com o melhor ranking na carreira (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

Aos 25 anos, Hugo Dellien não chega a ser exatamente um novato no circuito, mas evoluiu muito nos últimos meses. Ex-número 2 do ranking mundial juvenil, o boliviano debutou no top 100 no ano passado, quando conquistou seus três primeiros títulos de challenger. Ao chegar às quartas tanto no Rio quanto em São Paulo, ele subiu do então 113º para o inédito 87º lugar.

“Chegar duas vezes seguidas às quartas ratifica que estou em alto nível e estou fazendo as coisas certas. Esses resultados fazem valer a pena todo o esforço e sacrifício. Creio que para os bons resultados não há mistério. Com o passar do tempo eu fui aprendendo muitas coisas e isso me levou a um estado mental em que pude acreditar que chegaria ao top 100″.

Dez jovens que podem surpreender em 2019
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 21, 2018 às 7:39 pm

Pelo segundo ano seguido, o blog apresenta dez jovens tenistas vindos de bons resultados em 2018 e que tentam dar um salto de qualidade para se firmar na elite do circuito durante a próxima temporada, que começa em pouco mais de uma semana. O critério adotado é o mesmo do ano passado, com seis nomes do feminino e quatro do masculino com menos de 20 anos e que estejam fora do top 100 dos rankings da ATP ou da WTA.

Cori Gauff (14 anos, 875ª no ranking, Estados Unidos)

Apontada como uma das principais apostas para o futuro do tênis feminino norte-americano Cori Gauff é a jogadora mais jovem do ranking da WTA, com apenas 14 anos. Vice-líder do ranking mundial juvenil e campeã de Roland Garros na categoria, Gauff já declarou que 2018 foi seu último ano nas competições de base e quer estar entre as cem melhores jogadoras profissionais do mundo já no ano que vem. Admiradora de Serena Williams, ela treina na França, na academia de Patrick Mouratoglou, mesmo técnico da vencedora de 23 títulos de Grand Slam, e sonha poder igualar ou até superar os feitos de Serena no tênis.

Jogadora mais jovem do ranking, Cori Gauff tem 14 anos e quer ser top 100 já em 2019

Jogadora mais jovem do ranking, Cori Gauff tem 14 anos e quer ser top 100 já em 2019

Nascida em março de 2004, Gauff só pôde disputar competições profissionais a partir do momento em que completou 14 anos. Por isso, tem só duas vitórias no circuito aparece no 869º lugar do ranking. O regulamento da WTA impõe um limite de no máximo oito torneios profissionais até que ela complete 15 anos. Entretanto, como terminou a temporada entre as cinco melhores juvenis do mundo, poderá disputar mais quatro torneios contra mulheres adultas.

Whitney Osuigwe (16 anos, 202ª no ranking, Estados Unidos)

Outra jovem promessa norte-americana é Whitney Osuigwe, que tem apenas 16 anos. Ela tem uma trajetória parecida com a de Gauff no circuito, já que foi número 1 do ranking mundial juvenil no ano passado e campeã de Roland Garros. Já dedicada ao circuito profissional em 2018, ela saltou do 1.120º lugar para a atual 202ª posição no ranking da WTA, com direito a um título no ITF de US$ 80 mil em Tyler, no Texas, vencendo Beatriz Haddad Maia na final. Após uma temporada profissional de 23 vitórias e 12 derrotas e do salto no ranking, ela também recebeu um convite para a disputa da chave principal do Australian Open, o primeiro Grand Slam de sua carreira.

Osuigwe tem apenas 16 anos e já aparece no 202º lugar do ranking

Osuigwe tem apenas 16 anos e já aparece no 202º lugar do ranking

Marta Kostyuk (16 anos, 119ª do ranking, Ucrânia)

Kostyuk saltou 400 posições no ranking em 2018, do 518º para o 118º lugar. Ela já começou o ano já surpreendendo ao furar o qualificatório do Australian Open e chegar à terceira rodada da chave principal, caindo diante da compatriota Elina Svitolina. A campanha em Melbourne com apenas 15 anos fez dela a jogadora mais jovem a chegar à terceira rodada de um Grand Slam desde Mirjana Lucic no US Open de 1997 e a mais nova nesta fase do torneio australiano desde Martina Hingis em 1996. Mesmo disputando poucos torneios profissionais por conta das limitações de calendário impostas pela WTA, ela está muito perto de entrar no top 100 do ranking mundial.

Kostyuk mudou a mentalidade como tenista depois de se tornar profissional (Foto: Elizabeth Bai/Tennis Australia)

Marta Kostyuk chegou à terceira rodada do Australian Open e está perto do top 100 (Foto: Elizabeth Bai/Tennis Australia)

Xiyu Wang (17 anos, 211ª do ranking, China) 

A canhota Xiyu Wang foi campeã juvenil do US Open, semifinalista em Wimbledon e chegou a liderar o ranking mundial da categoria. Entre as profissionais, a chinesa de 17 anos chegou ao 180º lugar na WTA e venceu dois títulos profissionais de nível de ITF de US$ 25 mil, mas acabou sofrendo uma lesão em uma das costelas, que encerrou sua temporada ainda em outubro. Wang  também chegou a vencer um jogo no Premier de Wuhan, onde levou a favorita russa Daria Kasatkina ao tiebreak do terceiro set na rodada seguinte. Como o calendário da elite do circuito feminino conta com muitos torneios na China, é possível que a promissora atleta local seja beneficiada por convites, a começar pelo torneio de Shenzhen na primeira semana da temporada.

Canhota chinesa de 17 anos chegou ao top 200 da WTA, mas sofreu lesão no fim do ano

Canhota chinesa de 17 anos chegou ao top 200 da WTA, mas sofreu lesão no fim do ano

Kaja Juvan (18 anos, 175ª do ranking, Eslovênia)

Na única competição em que disputou como juvenil em 2018, Kaja Juvan conquistou as medalhas de ouro em simples e duplas nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires. A eslovena de 18 anos fez uma temporada inteiramente dedicada ao circuito profissional e conseguiu quatro títulos e dois vice-campeonatos em torneios ITF de US$ 25 mil, que a fizeram saltar do 555º para o atual 175º lugar no ranking da WTA, a uma posição da melhor marca de sua carreira, obtida no início de novembro.

Juvan foi campeã de simples e duplas nos Jogos da Juventude e saltou quase 400 posições entre as profissionais

Juvan foi campeã de simples e duplas nos Jogos da Juventude e saltou quase 400 posições entre as profissionais

Olga Danilovic (17 anos, 108ª do ranking, Sérvia)

Jogadora de melhor ranking na lista de possíveis surpresas para a próxima temporada, Olga Danilovic já fez história em 2018 ao ser tornar a primeira jogadora nascida em 2001, e portanto no século XXI e no terceiro milênio, a conquistar um título na elite do circuito. A sérvia de 17 anos conquistou em julho o WTA International de Moscou em uma final da nova geração contra a russa de mesma idade Anastasia Potapova. Danilovic era lucky-loser no torneio e precisou disputar sete jogos em uma semana para ser campeã. A jovem sérvia começou a temporada no 465º lugar do ranking e até entrou no top 100, chegando a ocupar o 96º posto, mas aparece atualmente na 108ª colocação. Antes treinada pelo espanhol Alex Corretja, ela trabalhará na próxima temporada com seu compatriota Petar Popovic.

A sérvia de 17 anos Olga Dalilovic é a primeira jogadora nascida em 2001 a conquistar um WTA

A sérvia de 17 anos Olga Dalilovic é a primeira jogadora nascida em 2001 a conquistar um WTA

Felix Auger-Aliassime  (18 anos, 109ª do ranking, Canadá) 

Considerado uma das grandes promessas do tênis mundial, o canadense Felix Auger-Aliassime já chama atenção desde 2015, quando se tornou o jogador mais jovem a vencer um jogo de challenger com apenas 14 anos, além de ser o primeiro nascido nos anos 2000 a conseguir tal feito. Ele já estava na lista do blog no ano passado, depois de saltar do 601º para o 162º lugar do ranking e conquistar dois challengers em 2017.

Felix Auger Aliassime, de 18 anos, está bem perto de entrar no top 100 

Felix Auger Aliassime, de 18 anos, está bem perto de entrar no top 100

Na última temporada, Auger-Aliassime deu continuidade à sua franca evolução no circuito. O promissor atleta canadense venceu mais dois títulos de challenger e seus seis primeiros jogos em chaves principais de ATP, uma delas sobre o top 20 francês Lucas Pouille no Masters 1000 de Toronto. Ele também disputou o primeiro Grand Slam da carreira no US Open, onde passou por um qualificatório de três rodadas, mas precisou abandonar o duelo contra Denis Shapovalov por arritmia cardíaca. Cada vez mais perto de entrar no top 100, o canadense estabelece como meta estar entre os 50 melhores e fazer uma temporada majoritariamente voltada para os torneios de nível ATP.

Miomir Kecmanovic (19 anos, 132º do ranking, Sérvia)

Ex-líder do ranking mundial juvenil, Miomir Kecmanovic é outro que também estava na lista do ano passado. Depois de saltar do 806º para o 208º lugar na ATP em 2017, ele continuou subindo e aparece atualmente com o melhor ranking da carreira na 132ª posição. Em 2018, o sérvio venceu 38 partidas em torneios de nível challenger e terminou o ano jogando duas finais seguidas na China, com um título em Shenzhen e um vice-campeonato em Liuzhou.

Rudolf Molleker (18 anos, 198º do ranking, Alemanha)

Molleker já chama atenção do circuito desde julho do ano passado, quando furou o quali para o ATP 500 de Hamburgo com apenas 16 anos. Em 2018, o jovem alemão conquistou suas primeiras vitórias em chaves principais de ATP, diante de Jan-Lennard Struff na grama de Stuttgart e contra David Ferrer no saibro de Hamburgo. Ele também conquistou seu primeiro challenger no saibro de Heilbronn e saltou do 597º para o atual 198º lugar do ranking mundial ao longo do ano.

Rudolf Molleker venceu seus dois primeiros jogos de ATP em 2018

Rudolf Molleker venceu seus dois primeiros jogos de ATP em 2018

Alexei Popyrin (19 anos, 152º do ranking, Austrália) 

Promessa do tênis australiano, Alexei Popyrin chegou a ser número 2 do ranking mundial juvenil e campeão de Roland Garros na categoria em 2017. O jogador de 1,96m subiu do 719º para o 148º do ranking da ATP em 2018, com direito a um título de challenger na cidade chinesa de Jinan. Já na reta final de 2018, o jovem australiano furou o quali do ATP 500 da Basileia e chegou a vencer um jogo na chave principal, marcando sua primeira vitória na elite do circuito, antes de cair diante de Alexander Zverev nas oitavas de final.

JÁ ESTÃO NO TOP 100

Como foi dito no início do post, preferi não destacar jogadores que já estão no top 100 do ranking mundial. Entretanto, alguns nomes já mais consolidados têm boas chances de dar um novo salto. Um dos destaques é o francês Ugo Humbert, que conquistou três títulos de challenger em 2018 e saltou do 374º para o 84º lugar do ranking mundial, obtendo a segunda maior ascensão entre os atletas do atual top 100 no ranking da ATP em 2018.

Francês Ugo Humbert venceu três challengers em 2018 e já está no top 100

Francês Ugo Humbert venceu três challengers em 2018 e já está no top 100

A ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska já tem título de WTA no currículo. Com 17 anos, a russa Anastasia Potapova (93ª) e a norte-americana Amanda Anisimova (97ª) disputaram finais de primeira linha no circuito em 2018. Já a também americana Sofia Kenin (20 anos, 52ª) se destacou durante a final da Fed Cup contra a República Tcheca.

PRESTANDO CONTAS: Como o blog fez um post parecido no ano passado, é mais do que justo prestar contas das apostas feitas em dezembro de 2017 a respeito da temporada.

Amanda Anisimova, de 17 anos, saltou do 192º para o 96º lugar, venceu um jogo contra a top 10 Petra Kvitova em Indian Wells e disputou a final do WTA de Hiroshima. Dayana Yastremska também se destacou. A ucraniana de 18 anos conquistou seu primeiro WTA em Hong Kong, foi semifinalista em Luxemburgo, onde chegou a derrotar Garbiñe Muguruza. Sua evolução no ranking foi do 189º para o 58º lugar. Já a chinesa de 17 anos Xinyu Wang subiu da 767ª para a 305ª colocação entre as profissionais, além de ter ocupado a vice-liderança no ranking mundial juvenil da ITF.

Dayana Yastremska termina o ano com título de WTA e perto do top 50

Dayana Yastremska termina o ano com título de WTA e perto do top 50

A canadense de 18 anos Bianca Andreescu subiu do 189º para o 152º lugar do ranking, mas não chegou a superar a 143ª posição, alcançada em agosto de 2017. A australiana de 18 anos Destanee Aiava caiu bastante no ranking, e foi do 150º para o atual 251º lugar. A norte-americana de 19 anos Kayla Day foi outra que perdeu espaço. Depois de ocupar o 122º lugar do ranking em junho do ano passado, ela aparece atualmente na 318ª posição.

No masculino, o francês de 19 anos Corentin Moutet venceu seus três primeiros jogos de ATP e alcançou o 105º lugar do ranking, mas terminou o ano na 149ª posição, apenas sete postos acima do que ocupava em 2017. Já o espanhol Nicola Kuhn, que ocupava a 241ª posição no fim do ano passado, chegou a ser 196º do mundo em abril, mas aparece atualmente apenas no 269º lugar do ranking mundial.

Nova geração vence 29 challengers no ano
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 6, 2018 às 6:37 pm

Com o fim da temporada de torneios de nível challenger, a ATP compilou as estatísticas desses eventos que servem de acesso para a elite do circuito. A tendência dos últimos anos com a nova geração vem ganhando cada vez mais espaço é novamente reforçada, mas o perfil dos vencedores mudou um pouco em relação ao ano passado. Os dados estão disponíveis no site da ATP e são públicos. A atualização é do dia 26 de novembro, após a realização dos challengers de Andria (Itália) e Pune (Índia). A relação completa de estatísticas está neste link.

Ao todo, 29 challengers foram vencidos por nomes da chamada Next Gen, que englobou este ano os jogadores nascidos a partir de 1997 e postulantes a vagas em Milão. O número de conquistas de jogadores dessa faixa etária é um pouco maior que as do ano passado, com 24 títulos. A ATP, aliás, mudou um pouco a metodologia e passou a dar o rótulo de “Next Gen” também aos atletas de fora do top 200.

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O mais jovem vencedor de challenger no ano foi o allemão Rudolf Molleker, que completou 18 anos em outubro e tinha 17 anos e seis meses quando foi campeão no saibro de Heilbronn em maio. Molleker era número 568 do mundo no dia 1º de janeiro e aparece atualmente já no 194º lugar, a duas posições da melhor marca da carreira. Além de um título de challenger, ele também já tem duas vitórias de nível ATP, em Stuttgart e Hamburgo.

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Outro número que reforça o bom momento dos jovens jogadores nos challengers diz respeito ao número de títulos por idade. Jogadores de 22 anos foram os maiores vencedores da temporada, com 17 conquistas, e são seguidos de perto pelos atletas de 21 anos, que venceram 16 torneios. Na sequência, aparecem os jogadores de 28 anos com 15 títulos, e os de 27 anos com 12 troféus. Na temporada de 2017, os jogadores de 27 anos foram os que mais venceram challengers, com 19 títulos ao todo.

Em contrapartida, caiu o número de challengers vencidos por jogadores com menos de 20 anos, classificados pela ATP como Teenages. Em 2018, apenas oito tenistas dessa faixa etária conquistaram títulos deste porte, contra 15 no ano passado, e 13 tanto em 2015 quanto em 2016. O número atual foi o menor desde 2014, quando apenas seis torneios tiveram campeões com menos de 20 anos.

Além dos oito títulos, os adolescentes (chamados assim por aqui apenas pela falta da tradução exata do termo em português) ficaram com o vice-campeonato e não houve nenhuma final entre dois jogadores com menos de 20 anos. Dessa forma, 19 finais tiveram a presença de atletas dessa idade. No ano passado, esses jogadores estiveram em 22 finais, uma delas entre Corentin Moutet (18) e Stefanos Tsitsipas (19).

teen winners
Menos títulos dos trintões, Karlovic bate recorde – Enquanto o número de títulos da nova geração aumenta, os veteranos perderam espaço. Em 2018, foram 27 títulos conquistados por jogadores com mais de 30 anos, número inferior aos das três temporadas anteriores. Os ‘trintões’ chegaram a vencer 37 challengers em 2016, com 37 conquistas em 2017 e 31 troféus em 2015.

Por outro lado, o veteraníssimo Ivo Karlovic estabeleceu um recorde. O croata se tornou o mais velho vencedor de um torneio de nível challenger ao conquistar o título em Calgary, no Canadá, aos 39 anos e sete meses. A segunda melhor marca da história também foi conquistada em 2018, com o francês Stephane Robert triunfando em Burnie, na Austrália, aos 37 anos e 8 meses.