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Stricker é campeão juvenil sob as bênçãos de Federer e Wawrinka
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 10, 2020 às 9:55 pm
O canhoto Dominic Stricker venceu uma final suíça neste sábado (Foto: FFT)

O canhoto Dominic Stricker venceu uma final suíça neste sábado (Foto: FFT)

Em duelo entre dois jogadores suíços, o canhoto Dominic Stricker conquistou o título no torneio juvenil de Roland Garros. O jogador de 18 anos e número 10 no ranking da categoria venceu o compatriota Leandro Riedi por 6/2 e 6/4 na final disputada neste sábado. O resultado acabou servindo de revanche para Stricker, que havia perdido os três duelos anteriores, sendo dois no circuito juvenil e um no profissional.

Esta é a primeira final de um Grand Slam juvenil entre dois suíços. Stricker repete o feito de Stan Wawrinka, que foi campeão em 2003. Ele se tornou o oitavo tenista da Suíça a vencer um Slam juvenil. A lista conta com nomes de respeito, como Martina Hingis (com três conquistas), Roger Federer e Belinda Bencic.

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“Roger e Stan nos enviaram mensagens de texto”, disse Stricker, em entrevista ao site da ITF. Uma diferença entre eles e seus veteranos compatriotas é que nenhum dos dois jovens suíços executa o backhand com uma mão. “O Roger mandou uma mensagem para o técnico do Leandro e disse para dar os parabéns a nós dois, dizendo para a gente aproveitar essa conquista. Stan enviou mensagens para nós dois ontem, em um bate-papo para nos desejar boa sorte”.

“É incrível estar em uma lista de campeões de Grand Slam juvenil com jogadores assim”, acrescenta o canhoto de 18 anos. “Eu realmente não posso descrever como é isso. É incrível. Vamos comemorar juntos esta noite, toda a equipe suíça. Leandro e eu tivemos uma ótima semana e estou ansioso para que todos nós tenhamos um jantar juntos e aproveitar o momento”.

Jacquetmot comemora o título em casa


O título na chave feminina ficou com a francesa de 17 anos Elsa Jacquemot, sexta colocada no ranking mundial juvenil. Ela venceu a final contra a Alina Charaeva por 4/6, 6/4 e 6/2. Foi um jogo divertido de acompanhar. Mesmo sendo uma disputa típica do saibro, com ampla maioria pontos construída do fundo de quadra, a russa mostrou muita mão para executar algumas variações e a francesa teve boas intervenções junto à rede.

Jacquemot tenta é a oitava campeã da casa, e a primeira desde Kristina Mladenovic em 2009. “É simplesmente incrível. Acho que ainda não me dei conta do que conquistei”, disse a francesa, que nunca havia passado das quartas de final em um Grand Slam juvenil. “Ganhar aqui e ser a primeira francesa a fazê-lo desde 2009, isso me deixa muito feliz”.

Apesar de muito jovem, Jacquemot já está em transição para o circuito profissional. Ela ocupa o 525º lugar no ranking da WTA e recebeu convite para a chave principal de Roland Garros, sendo superada pela mexicana Renata Zarazua. “Essa vitória é um bônus para o futuro e espero que vencer aqui me ajude, mas há um longo caminho a percorrer na minha carreira”.

Natan e Oliveira ficam com o vice

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O tênis brasileiro foi bem representado pelo baiano Natan Rodrigues e o mineiro Bruno Oliveira, finalistas da chave de duplas. Os dois jogadores de 18 anos encerraram o ciclo como juvenis com o vice-campeonato. O título ficou mais uma vez com Dominic Stricker, que jogou ao lado do italiano Flavio Cobolli e venceu por 6/2 e 6/4.

“Foi uma semana fantástica. Eles jogaram muito bem. Um deles [Stricker] foi campeão de simples e, como eu falei, tivemos nossas chances, mas saímos derrotados no jogo de hoje”, disse Natan Rodrigues, em entrevista ao canal por assinatura SporTV após a partida. “Como dupla, a gente sempre ganhou muito. Estávamos sempre nas cabeças, nas semis e nas finais. Nossa dupla é muito forte. Vamos seguir juntos, com certeza, e ganhar muitos títulos no profissional”, acrescentou o baiano, que é número 7 do ranking juvenil e recentemente marcou o primeiro ponto na ATP.

O canhoto Bruno Oliveira, 41º colocado no ranking da categoria, destacou a boa semana em Paris. “É só o começo. É a recompensa de quatro anos jogando juntos. Foi uma semana de sonho por estar segurando esse troféu agora. E não quero largar. Acho que tivemos algumas oportunidades, mas eles jogaram um bom nível de tênis e mereceram ganhar. Enfim, é só trabalhar para chegar bem no profissional”.

Tênis francês mostra força no Finals Juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 28, 2019 às 8:21 pm

A nova geração do tênis francês mostrou força durante a quinta edição do ITF Junior Finals em Chengdu, na China. A França teve dois representantes entre os três primeiros colocados tanto no masculino quanto no feminino. O destaque fica para o título de Diane Parry entre as meninas. Líder do ranking mundial da categoria, a jogadora de 17 anos venceu a final no último domingo contra a ucraniana Daria Snigur, então quarta colocada e campeã de Wimbledon, por 6/1 e 6/4 em apenas 58 minutos de partida.

Além do título de Parry, a jogadora de 16 anos Elsa Jacquemot ficou na terceira posição da chave feminina. Já no masculino, Harold Mayot foi o segundo colocado e Valentin Royer ficou em terceiro. O título ficou com o dinamarquês de apenas 16 anos Holger Rune, atual campeão de Roland Garros e que também treina na França, na Academia Mouratoglou.

“Acho que a nova geração é boa e vejo esse grupo causando impacto no futuro”, disse Parry ao site da ITF após a vitória no último domingo. “Havia quatro de nós aqui este ano. Estamos muito bem agora no juvenil e há algumas meninas ainda mais jovens que também estão jogando muito bem”.

Parry foi a segunda francesa a conquistar o título da competição, repetindo o feito de Clara Burel no ano passado. “Clara e eu somos amigas e a conheço muito bem, já que jogamos duplas juntas anteriormente. Ela me mandou uma mensagem antes do jogo e apenas disse: ‘Boa sorte, divirta-se e faça o seu melhor’. Foi ótimo receber essa mensagem. Eu vim aqui para fazer o que ela fez e consegui. Estou tão feliz.”

https://twitter.com/ITF_Tennis/status/1188381756573077504

O estilo de jogo de Parry é bastante raro para a elite do circuito. Não apenas pelo fato de executar o backhand com apenas uma das mãos, mas também pelo fato de bater reto na bola nesse golpe, sem tanto spin como outras jogadoras de mesmo estilo fazem. Ela já ocupa o 328º lugar do ranking mundial da WTA, chegando a vencer um jogo da chave principal de Roland Garros neste ano contra a então 102 do mundo Vera Lapko, e já mira a transição ao circuito profissional. “Agora vou jogar apenas torneios profissionais. Terei que superar alguns medos, mas tentarei ir longe no ranking”.

Já o campeão da chave masculina Holger Rune destacou sua preparação mental para os grandes jogos. O jovem dinamarquês diz se sentir cada vez mais à vontade disputando as finais de campeonato e assume a liderança do ranking mudial da categoria.

“Já ganhei algumas finais agora. Primeiro foi no Campeonato Europeu Júnior de Sub-14, depois no Roland Garros juvnil e agora neste torneio”, disse Rune após a partida contra Mayot por 7/6 (7-3), 4/6 e 6/2 em 2h07 de disputa. “Você precisa ter algo a mais para vencer as finais, pois não é fácil. Você fica nervoso antes da partida e sempre há muita coisa acontecendo”.

“Você precisa acalmar esses nervos, basear-se na sua experiência e focar no seu jogo. Ter a capacidade de fazer isso é incrível”, avalia o dinamarquês. “Se Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray não aguentassem a pressão, não teriam vencido tantos Grand Slams. Existem muitos jogadores no top 20 da ATP que poderiam ganhar um Grand Slam, mas não têm essa mentalidade. Para chegar onde eu quero, preciso ter essa mentalidade. Estou disposto a passar por esse processo e superar as dores para chegar até lá”.

https://twitter.com/ITF_Tennis/status/1188394425631891458